Um guarda do Estabelecimento Prisional de Lisboa foi atacado com uma faca artesanal, na noite de quarta-feira, após ter acedido à cela de um recluso para entrega de medicação.
O incidente deu-se depois de os guardas terem dado conta de um forte odor a queimado, quando abriram a cela. Segundo apurou o Notícias ao Minuto, o recluso justificou estar a queimar plástico para se aquecer, tendo sido alertado para parar e entregar o isqueiro de que fazia uso, por razões de segurança.
O homem acabou por ceder, mas adotou uma postura defensiva e errática, proferindo várias ameaças. Inesperadamente, o recluso disferiu um golpe com uma faca artesanal contra o pescoço de um dos guardas, que conseguiu desviar-se a tempo. Contudo, foi atingido numa orelha, tendo abandonado a ala por estar a sangrar com alguma gravidade.
O recluso saiu, depois, da cela, e ameaçou os restantes guardas prisionais com o objeto cortante. Mesmo com a chegada de reforços, o homem manteve a faca artesanal elevada e apontada contra os elementos de segurança. Uma vez que não acatava qualquer ordem, o agressor foi imobilizado e projetado ao solo de forma controlada, para evitar que sofresse lesões. Nesse momento, ainda tentou disferir um segundo golpe, mas não teve sucesso.
Apesar de imobilizado, o recluso continuava agressivo e não cooperante, acabando por ser algemado para garantir a segurança do Corpo da Guarda Prisional. Isto porque, naquela altura, o paradeiro da faca artesanal era desconhecido.
O homem foi observado pelos serviços de enfermagem e permaneceu algemado, tendo em conta que ainda poderia ter o objeto cortante na sua posse. Como manteve a mesma postura ameaçadora e recusou alterar o seu comportamento, o recluso foi transportado para outra ala. Só nesse local disse que largaria a faca artesanal, que estava dissimulada na mão, e que cooperaria. Depois de largar o objeto, foi desalgemado.
A denúncia desta “tentativa de homicídio” foi feita pelo Sindicato do Corpo da Guarda Prisional, cujo presidente, Frederico Morais, advertiu que “temos de acabar com esta alta falta de segurança”.
O guarda prisional que ficou ferido encontra-se de baixa médica com acompanhamento psicológico, ainda que esteja bem fisicamente.













