{"id":929,"date":"2008-09-04T09:02:28","date_gmt":"2008-09-04T09:02:28","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/etica-e-cuidar-em-enfermagem\/"},"modified":"2021-05-04T09:47:50","modified_gmt":"2021-05-04T09:47:50","slug":"etica-e-cuidar-em-enfermagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/etica-e-cuidar-em-enfermagem\/","title":{"rendered":"\u00c9tica e Cuidar em Enfermagem"},"content":{"rendered":"<p>A \u00e9tica de enfermagem estuda as raz\u00f5es dos comportamentos na pr\u00e1tica da profiss\u00e3o, os princ\u00edpios que regulam essas condutas, as motiva\u00e7\u00f5es, os valores do exerc\u00edcio profissional, as altera\u00e7\u00f5es e as transforma\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do tempo<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><em>Sinais Vitais n\u00ba 72<\/em><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Ana Paula Bernardes Pires (Licenciada em Enfermagem, Mestranda em<\/p>\n<p align=\"justify\">Bio\u00e9tica, Docente Instituto Piaget\/Nordeste \u2013 Macedo de Cavaleiros)<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Inicialmente os cuidados de enfermagem apresentam uma conota\u00e7\u00e3o moral. Os valores \u00e9tico-morais em enfermagem tornam-se relevantes, a partir do momento em que se inicia a profissionaliza\u00e7\u00e3o em enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">A \u00e9tica e a moral s\u00e3o fundamentais na pr\u00e1tica dos cuidados. A moral diz respeito aos deveres profissionais, enquanto a \u00e9tica fundamenta o agir. A \u00e9tica em sa\u00fade visa essencialmente a qualidade de cuidados prestados, em que todas as ac\u00e7\u00f5es desenvolvidas devem promover um bem ao utente fam\u00edlia e comunidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A enfermagem fundamenta a sua pr\u00e1tica num agir tendo em vista o melhor bem para o a pessoa cuidada, respeitando os direitos humanos nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais que estabelece.<\/p>\n<p align=\"justify\">Identificar a pr\u00e1tica de cuidados\/cuidar em enfermagem desde a origem da humanidade at\u00e9 aos nossos dias revela-se importante, pois como nos refere Watson (2002, p.52) \u201co processo de cuidar indiv\u00edduos, fam\u00edlias e grupos, \u00e9 um enfoque importante para a enfermagem, n\u00e3o apenas devido \u00e0s transa\u00e7\u00f5es din\u00e2micas de humano-para-humano, mas devido aos conhecimentos requeridos, empenhamento, valores humanos, compromisso pessoal, social e moral do enfermeiro no tempo e no espa\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A moral diz respeito aos deveres profissionais, inclu\u00eddos normalmente num C\u00f3digo Deontol\u00f3gico. A \u00e9tica em sa\u00fade caracteriza-se essencialmente pela qualidade de cuidados prestados no dia a dia, com o sentido de ajuda e de cuidado. A \u00e9tica e os princ\u00edpios \u00e9ticos ter\u00e3o de estar presentes em todos os cuidados prestados, com um objectivo: respeitar a integridade (hol\u00edstica) de cada ser humano. Isto torna-se ainda mais relevante porque o contacto pessoa a pessoa \u00e9 inevit\u00e1vel. Arroyo (1997, p.63) refere que a \u00e9tica em enfermagem interessa \u201ccomo uma reflex\u00e3o sobre os valores e normas que orientam uma actividade profissional\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">De forma explorat\u00f3ria pretende-se fazer uma reflex\u00e3o sobre a \u00e9tica no cuidar em enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>MORAL, \u00c9TICA E CUIDADOS DE ENFERMAGEM<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Distinguir entre o termo \u00e9tica e moral torna-se uma tarefa dif\u00edcil, no entanto urge fazer-se. A palavra moral deriva do termo latim mos moris. A moral trata da obriga\u00e7\u00e3o, do dever ser, sendo que o dever moral \u00e9 do tipo deontol\u00f3gico. A \u00e9tica prov\u00e9m do termo grego \u201cethos\u201d, o qual tinha duas grafias diferentes, \u201c\u00eathos\u201d e \u201c\u00e9thos\u201d. O primeiro designa o lugar de onde brotam os actos, a interioridade da pessoa, o caracter; o segundo termo significava o h\u00e1bito, referindo-se assim ao agir habitual. (Isabel e Michel Renaud, 1996).<\/p>\n<p align=\"justify\">A \u00e9tica e a moral em enfermagem tem ao longo dos tempos assumido significados diferentes, a moral \u2013 enquanto normas que regulam as rela\u00e7\u00f5es entre os indiv\u00edduos, foi considerada da maior import\u00e2ncia na pr\u00e1tica e forma\u00e7\u00e3o das enfermeiras, e a \u00e9tica enquanto fundamenta\u00e7\u00e3o do agir, tendo em conta os princ\u00edpios para a ac\u00e7\u00e3o. A enfermagem, contudo, foi em tempos vista predominantemente como uma ocupa\u00e7\u00e3o da mulher: cuidados com o corpo, alimenta\u00e7\u00e3o, ajuda no parto, cuidados \u00e0 crian\u00e7a, ajuda aos idosos e cuidados aos doentes. Traduzir-se-ia de alguma forma numa obriga\u00e7\u00e3o moral da mulher no seio das fam\u00edlias e comunidades (Colli\u00e8re,1999). Este sentido de obriga\u00e7\u00e3o moral ou dever de servi\u00e7o tem acompanhado a hist\u00f3ria da enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">A partir da Idade m\u00e9dia e at\u00e9 ao s\u00e9culo XIX, na medida em que a presta\u00e7\u00e3o desses cuidados foi, em grande parte, assumido por mulheres consagradas \u00e1 vida religiosa, a moral passou a ser ditada por regras conventuais.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 a partir do s\u00e9culo XIX, com Nightingale, que se inicia a laiciza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica de cuidados e se fala da enfermeira com uma conota\u00e7\u00e3o mais t\u00e9cnica. Nightingale, contudo, ao defender em 1859, uma enfermagem profissional, empenhou-se em insistir no comportamento \u00e9tico como uma teoria ou ci\u00eancia do comportamento moral das enfermeiras (Smith &amp; Davis, 1985, citado por Rouseia, 1998).<\/p>\n<p align=\"justify\">Cortina (1997, p.11) refere que \u201ca \u00e9tica como reflex\u00e3o filos\u00f3fica, tem por objecto o fen\u00f3meno da moralidade que, desde a antiguidade, faz indesmentivelmente parte da vida dos homens\u201d. Para o mesmo autor, segundo o quadro aristot\u00e9lico do saber, \u201c o saber \u00e9tico \u00e9 o que se refere aos fins e valores \u00faltimos das ac\u00e7\u00f5es e n\u00e3o s\u00f3 \u00e0s suas virtualidades t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Parafraseando Pedrero, (1998, p.22) \u201cA \u00e9tica de enfermagem estuda as raz\u00f5es dos comportamentos na pr\u00e1tica da profiss\u00e3o, os princ\u00edpios que regulam essas condutas, as motiva\u00e7\u00f5es, os valores do exerc\u00edcio profissional, as altera\u00e7\u00f5es e as transforma\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do tempo\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Torna-se importante definir o conceito de profiss\u00e3o, e a mesma autora define-a como sendo uma \u201cactividade humana com um campo definido de ac\u00e7\u00e3o, um regulamento e um c\u00f3digo de \u00e9tica elaborado pelos seus membros, que se desenvolve depois de ter um t\u00edtulo, e a solidariedade entre os seus membros torna poss\u00edvel o desenvolvimento pessoal e a responsabilidade dos servi\u00e7os prestados\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A partir de 1950, surgem c\u00f3digos para enfermeiras, da autoria de organiza\u00e7\u00f5es de enfermagem, nacionais e internacionais, que marcam o inicio de uma abordagem sistem\u00e1tica da \u00e9tica em enfermagem, quer na sua pr\u00e1tica quer na sua forma\u00e7\u00e3o. No entanto j\u00e1 em 1899, com a cria\u00e7\u00e3o do conselho internacional de enfermeiras (ICN) inicia-se a discuss\u00e3o de aspectos jur\u00eddicos e \u00e9ticos (Garc\u00eas, Revuelta, Coronado, Asensio, Tueler &amp; Franco, 1985) e, em 1921, a \u00abCanadian Nurse Association (CNA) publica o seu primeiro c\u00f3digo de \u00e9tica de enfermagem\u00bb (Dunphy &amp; Mercer, 1992, p.19; citado por Rouseia, 1998). Desde ent\u00e3o muitos outros documentos sobre o que deve ser o comportamento moral e \u00e9tico das enfermeiras foram entretanto publicados, a registar a publica\u00e7\u00e3o em 1948 da declara\u00e7\u00e3o dos direitos humanos que fornece um enorme incremento \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es morais e \u00e9ticas no seio da enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">Outro passo importante foi a cria\u00e7\u00e3o do c\u00f3digo deontol\u00f3gico do enfermeiro, este j\u00e1 bem mais recente em 1998, mas n\u00e3o menos importante, pois mais do que um documento normativo, situa o v\u00e9rtice da excel\u00eancia no relacionamento pessoa a pessoa. Este pressup\u00f5e e exige a integra\u00e7\u00e3o de todos os saberes e compet\u00eancias pr\u00f3prias da enfermagem numa aten\u00e7\u00e3o pessoal e \u00fanica a quem precisa de cuidados de sa\u00fade, o qual se subdivide em quatro \u00e1reas tem\u00e1ticas: &#8211; Princ\u00edpios e deveres gerais; &#8211; Deveres com a comunidade; &#8211; Deveres com os clientes; &#8211; Deveres com o exerc\u00edcio profissional.<\/p>\n<p align=\"justify\">A evolu\u00e7\u00e3o nos diversos c\u00f3digos, sendo embora importante, n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para responder aos desafio se complexidade de situa\u00e7\u00f5es com que os enfermeiros se defrontam no seu dia a dia de trabalho. Existem assim dilemas di\u00e1rios, relacionados com o cuidar que exigem tomadas de decis\u00e3o constantes e frequentemente dif\u00edceis, embora por vezes n\u00e3o se d\u00ea conta que se trata de quest\u00f5es \u00e9ticas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Hesbeen, (2000, p. 69) define cuidados de enfermagem como sendo \u201ca aten\u00e7\u00e3o particular prestada por uma enfermeira ou por um enfermeiro a uma pessoa ou aos seus familiares com vista a ajud\u00e1-los na sua situa\u00e7\u00e3o. Englobam tudo o que os profissionais fazem, dentro das suas compet\u00eancias, para prestar cuidados \u00e0s pessoas. Pela sua natureza, permitem sempre fazer alguma coisa por algu\u00e9m a fim de contribuir para o seu bemestar, qualquer que seja o seu estado.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">Sendo a enfermagem uma profiss\u00e3o que centra a sua actividade nas pessoas, deve \u201cbasear-se num discurso \u00e9tico que encaminha a sua actividade para a sociedade como um bem para a mesma. (Surribas, 1995, p. 4) Em cada acto profissional, t\u00eam que se fazer escolhas, tomar decis\u00f5es tendo em conta sempre a pessoa a quem \u00e9 dirigida a ac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Surribas, (1995, p.4) refere \u201cque o discurso \u00e9tico da(o) enfermeiro deve iniciar-se na pr\u00f3pria profiss\u00e3o, de forma consciente, metodol\u00f3gica, clara e objectiva\u201d. Menciona ainda que o estudo da \u00e9tica pode ajudar a configurar a profiss\u00e3o de enfermagem de uma forma mais humana, obrigando a reflectir sobre a realidade da pr\u00e1tica dos cuidados em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. A presta\u00e7\u00e3o de cuidados centra-se na rela\u00e7\u00e3o entre o ser enfermo e o ser enfermagem, em que a enfermeira contribui com os seus conhecimentos e experi\u00eancia, e o doente com as suas viv\u00eancias, necessidades e recursos. Ambos s\u00e3o sujeitos activos no processo de cuidar, como nos refere Colli\u00e8re (1999, p.155), \u201ccuidar \u00e9 ter em conta os dois parceiros dos cuidados\u201d. Dito de outro modo, os saberes complementam-se, com o objectivo de determinar e p\u00f4r em pr\u00e1tica ac\u00e7\u00f5es que promovam um bem, em que estas devem ser extensivas e integrativas, n\u00e3o s\u00f3 do utente, como tamb\u00e9m dos seus familiares. Embora esta seja a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9tica que melhor se enquadra na perspectiva do cuidar, nem sempre \u00e9 assim, pois em algumas situa\u00e7\u00f5es o ser enfermagem adopta uma orienta\u00e7\u00e3o claramente paternalista, em que \u201ca enfermeira \u00e9 um sujeito activo que faz coisas sobre e para o utente, e este \u00e9 um sujeito passivo que recebe a ajuda que os profissionais decidiram como sendo o melhor para ele\u201d. (Surribas, 1995, p.5) Nesta orienta\u00e7\u00e3o, a ac\u00e7\u00e3o de cuidar em enfermagem \u00e9 aut\u00f3noma em rela\u00e7\u00e3o ao utente, pois este aceita os cuidados que na perspectiva do enfermeiro s\u00e3o os melhores, os que mais se adequam \u00e0 situa\u00e7\u00e3o e que supostamente s\u00e3o um benef\u00edcio para a pessoa cuidada.<\/p>\n<p align=\"justify\">O cuidar na perspectiva de Hesbeen (2000), deve ser entendida como uma orienta\u00e7\u00e3o de natureza filos\u00f3fica, e que os profissionais de sa\u00fade deveriam enquadrar cada vez mais as suas ac\u00e7\u00f5es e as suas reflex\u00f5es nesta perspectiva. Assim o cuidar deve ser entendido como um valor.<\/p>\n<p align=\"justify\">A mesma autora, aponta tr\u00eas raz\u00f5es:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Porque se verifica que o ser humano enquanto sujeito singular, \u00fanico, \u00e9 colocado num plano secund\u00e1rio;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u201cporque um valor pode ser acess\u00edvel a toda a gente\u201d;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u201co conceito de cuidar \u00e9 aberto [&#8230;]\u201d Quer isto dizer que a abertura ao conhecimento \u00e9 essencial a presta\u00e7\u00e3o de cuidados de qualidade.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Tamb\u00e9m Jean Watson (2002, p. 59) reafirma o cuidar enquanto valor, dizendo que \u201cA identifica\u00e7\u00e3o e reconhecimento do valor do cuidar vem em primeiro lugar e pressup\u00f5e o verdadeiro cuidar\u201d. O cuidar \u00e9 tido em conta como um \u201cideal moral\u201d, na medida em que \u201cenvolve uma filosofia de compromisso moral direccionado para a protec\u00e7\u00e3o da dignidade humana e preserva\u00e7\u00e3o da humanidade.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">Concluindo, a profiss\u00e3o de enfermagem fundamenta a sua pr\u00e1tica em torno de um bem fazer, de um bem estar e de um bem ser. Quer isto dizer que quer o cariz cientifico, quer o cariz \u00e9tico da profiss\u00e3o se centra em encontrar a melhor forma de desenvolver a sua actividade.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A presta\u00e7\u00e3o de cuidados em enfermagem \u00e9 um processo complexo e que requer a articula\u00e7\u00e3o com v\u00e1rias \u00e1reas do saber. Da origem at\u00e9 a actualidade foi poss\u00edvel perceber a import\u00e2ncia da enfermagem no processo de sa\u00fade e doen\u00e7a, bem como, do percurso \u00e9tico-moral da profiss\u00e3o de enfermagem. Quando se trabalha com seres humanos, cada um \u00fanico, irrepet\u00edvel, com diferentes formas de agir, \u00e9 necess\u00e1rio a constru\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o, clarifica\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de c\u00f3digos \u00e9ticos e deontol\u00f3gicos facilitadores da promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, pois assim permite-nos agir capazmente.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 consensual para v\u00e1rios autores (Arroyo, 1997, Colli\u00e8re,1999, Hesbeen, 2000, Watson, 2002) que a natureza dos cuidados de enfermagem tem algo que \u00e9 constante ao longo do tempo, que firma a sua natureza, e que constitui um valor para os mesmos \u2013 CUIDAR.<\/p>\n<p align=\"justify\">Conclu\u00edmos com uma refer\u00eancia de Queir\u00f3s (2002): \u201cAo considerarmos que o cuidar implica uma responsabilidade \u00e9tica especial estamos a real\u00e7ar o intr\u00ednseco valor da pessoa e a refor\u00e7ar a necessidade de uma consciencializa\u00e7\u00e3o acrescida da integra\u00e7\u00e3o do pensamento \u00e9tico na pr\u00e1tica profissional quotidiana e na an\u00e1lise das quest\u00f5es inerentes aos chamados dilemas \u00e9ticos especiais.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00e9tica de enfermagem estuda as raz\u00f5es dos comportamentos na pr\u00e1tica da profiss\u00e3o, os princ\u00edpios que regulam essas condutas, as motiva\u00e7\u00f5es, os valores do exerc\u00edcio profissional, as altera\u00e7\u00f5es e as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2222,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33],"tags":[282,488,85,516,539],"class_list":["post-929","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sinais-vitais","tag-cuidados","tag-cuidar","tag-enfermagem","tag-etica","tag-moral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/929","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=929"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/929\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2779,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/929\/revisions\/2779"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=929"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=929"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=929"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}