{"id":927,"date":"2008-09-04T08:59:30","date_gmt":"2008-09-04T08:59:30","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/trauma-pediatrico\/"},"modified":"2021-04-28T15:47:15","modified_gmt":"2021-04-28T15:47:15","slug":"trauma-pediatrico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/trauma-pediatrico\/","title":{"rendered":"Trauma Pedi\u00e1trico"},"content":{"rendered":"<p>O trauma fechado \u00e9 o tipo de trauma que predomina na popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica, mas os ferimentos penetrantes parecem estar a aumentar, particularmente nos adolescentes e jovens.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4>Albino Gomes<\/h4>\n<p>Enfermeiro Graduado<\/p>\n<p>P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Criminais<\/p>\n<p>Mestrando em Medicina Legal e Ci\u00eancias Forenses<\/p>\n<p align=\"left\"><strong> Palavras-Chave:<\/strong> Trauma pedi\u00e1trico; crian\u00e7a politraumatizada; traumatismo pedi\u00e1trico<\/p>\n<h4><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p>O trauma fechado \u00e9 o tipo de trauma que predomina na popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica, mas os ferimentos penetrantes parecem estar a aumentar, particularmente nos adolescentes e jovens.<\/p>\n<p align=\"\"><strong>Principais traumas:<\/strong><\/p>\n<p>0 a 1 ano: asfixia, queimadura, afogamento, queda. \u00fa 1 a 4 anos: colis\u00e3o de autom\u00f3vel, queimadura, afogamento<\/p>\n<p>5 a 14 anos: colis\u00e3o de autom\u00f3vel, queimadura, afogamento, queda de bicicleta, atropelamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A sequ\u00eancia de prioridades na avalia\u00e7\u00e3o e abordagem da crian\u00e7a politraumatizada \u00e9 a mesma do adulto (ABCDE).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Cuidados a serem tomados:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Tamanho e forma<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">devido \u00e0 menor massa corporal da crian\u00e7a, a energia proveniente de for\u00e7as lineares frontais, como as que s\u00e3o ocasionadas por p\u00e1rachoques, cintos de seguran\u00e7a e quedas resultam num maior impacto por unidade de superf\u00edcie corporal. Al\u00e9m disso, essa maior energia \u00e9 aplicada num corpo com menos tecido adiposo, menos tecido el\u00e1stico e maior proximidade entre os \u00f3rg\u00e3os. Deste facto resulta uma elevada frequ\u00eancia de les\u00f5es de m\u00faltiplos \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Esqueleto<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">tem calcifica\u00e7\u00e3o incompleta, cont\u00e9m m\u00faltiplos n\u00facleos de crescimento activo e \u00e9 mais flex\u00edvel. Por essas raz\u00f5es, frequentemente, ocorrem les\u00f5es de \u00f3rg\u00e3os internos sem concomit\u00e2ncia de fracturas \u00f3sseas.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Superf\u00edcie Corporal:<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">a rela\u00e7\u00e3o entre a superf\u00edcie corporal e o volume da crian\u00e7a \u00e9 maior ao seu nascimento e diminui com o desenvolvimento. Consequentemente, a energia t\u00e9rmica perdida torna-se um importante factor de agress\u00e3o na crian\u00e7a. A hipotermia pode instalar-se rapidamente e complicar o tratamento da crian\u00e7a.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Efeitos a longo prazo<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A prioridade na assist\u00eancia \u00e0 crian\u00e7a traumatizada \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o dos efeitos que a les\u00e3o pode provocar no crescimento e no desenvolvimento da crian\u00e7a.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"left\"><strong>Controle das Vias A\u00e9reas\u00a0<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O objectivo prim\u00e1rio na avalia\u00e7\u00e3o inicial e na triagem da crian\u00e7a traumatizada \u00e9 restaurar ou manter uma oxigena\u00e7\u00e3o dos tecidos adequada. Para isso \u00e9 necess\u00e1rio o conhecimento das caracter\u00edsticas anat\u00f3micas da crian\u00e7a:<\/p>\n<p align=\"justify\">Quanto menor for a crian\u00e7a, maior \u00e9 a despropor\u00e7\u00e3o entre o tamanho do cr\u00e2nio e o tamanho da face. Isto leva a uma maior tend\u00eancia da faringe posterior colapsar, pois o occipital, relativamente maior, e vai ocasionar uma flex\u00e3o passiva da coluna cervical.<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>As partes moles da orofaringe (por exemplo l\u00edngua e am\u00edgdalas) s\u00e3o relativamente grandes, quando comparadas com a cavidade oral, que pode dificultar a visualiza\u00e7\u00e3o da laringe.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"left\">\n<ul>\n<li>A traqueia do beb\u00e9 tem aproximadamente 5 cm de comprimento e cresce para 7cm aos 18 meses.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"left\">\n<ul>\n<li>Crian\u00e7as at\u00e9 aos 3 anos tem um occipital maior, por isso, devemos tomar cuidado com a posi\u00e7\u00e3o em dec\u00fabito dorsal.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"left\">\n<ul>\n<li>O tamanho da laringe na crian\u00e7a de 2 anos vai da C1 a C4; a partir dos 2 anos vai da C2 a C5.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"left\">\n<ul>\n<li>A posi\u00e7\u00e3o da l\u00edngua pode obstruir as vias a\u00e9reas.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>A epiglote \u00e9 estreita, curta, em forma de U.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"left\">\n<ul>\n<li>A traqueia \u00e9 curta.<\/li>\n<li>O angulo mand\u00edbular \u00e9, no rec\u00e9m nascido, de 140\u00ba e, no adulto, de 120\u00ba.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"left\">\n<ul>\n<li>A cric\u00f3ide \u00e9 mais pequena nas crian\u00e7as de 8 -10 anos. \u00c9 o ponto de menor di\u00e2metro da via respirat\u00f3ria. Quando entubar n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio o uso do tubo com \u201cCuff\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"left\">\n<ul>\n<li>Se a crian\u00e7a estiver em respira\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, a via a\u00e9rea deve ser assegurada pelas manobras de trac\u00e7\u00e3o do mento ou mand\u00edbula. Ap\u00f3s a aspira\u00e7\u00e3o de secre\u00e7\u00f5es ou de fragmentos de corpos estranhos da boca e da orofaringe, deve administrar-se oxig\u00e9nio suplementar. Se a<\/li>\n<\/ul>\n<p>crian\u00e7a estiver inconsciente, pode ser necess\u00e1rio aplicar m\u00e9todos mec\u00e2nicos de manuten\u00e7\u00e3o da permeabilidade da via a\u00e9rea:<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">C\u00e2nula orofaringea (Guedell) &#8211; a introdu\u00e7\u00e3o da c\u00e2nula orofaringea com a sua concavidade voltada para o palato e a rota\u00e7\u00e3o de 180\u00ba n\u00e3o \u00e9 recomendada para a crian\u00e7a. Pode ocorrer trauma de partes moles da orofaringe ocasionando hemorragia. A c\u00e2nula deve ser introduzida directamente na orofaringe.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"left\">\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Intuba\u00e7\u00e3o orotraqueal \u00a0&#8211; \u00e9 o meio mais seguro de ventilar a crian\u00e7a com uma via a\u00e9rea comprometida.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"left\">\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Cricotireoidostomia &#8211; raramente est\u00e1 indicada. Quando o acesso e o controle da via a\u00e9rea n\u00e3o pode ser efectuado atrav\u00e9s da m\u00e1scara ou atrav\u00e9s da Intuba\u00e7\u00e3o orotraqueal, a cricotireoidostomia por pun\u00e7\u00e3o com agulha \u00e9 o meio de elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"left\">\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Ventila\u00e7\u00e3o &#8211; as crian\u00e7as devem ser ventiladas com uma frequ\u00eancia de, aproximadamente, 20 ciclos por minuto, enquanto os rec\u00e9m nascidos requerem 40 ciclos por minuto. O volume corrente de 7 a 10 ml por Kg de peso \u00e9 apropriado tanto para rec\u00e9m nascidos como para crian\u00e7as maiores. Cuidado com a press\u00e3o exercida manualmente na via a\u00e9rea da crian\u00e7a, durante a ventila\u00e7\u00e3o. Devemos lembrar da natureza fr\u00e1gil e imatura da \u00e1rvore traqueobronquica e dos alv\u00e9olos e, assim, minimizar a possibilidade de les\u00e3o iatrog\u00e9nica broncoalveolar (barotrauma). O dist\u00farbio \u00e1cido b\u00e1sico mais frequente durante a reanima\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica \u00e9 a acidose secundaria \u00e0 hipoventila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Choque<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A reserva fisiol\u00f3gica aumentada da crian\u00e7a permite a manuten\u00e7\u00e3o dos sinais vitais perto do normal, mesmo na presen\u00e7a de choque grave. Este estado de \u201cchoque compensado\u201d pode ser enganoso e mascarar uma grande redu\u00e7\u00e3o de vol\u00e9mia. A primeira resposta \u00e0 hipovol\u00e9mia \u00e9 a taquic\u00e1rdia. Entretanto, deve-se tomar cuidado quando se monitoriza apenas a frequ\u00eancia card\u00edaca da crian\u00e7a porque taquic\u00e1rdia tamb\u00e9m pode ser causada por dor, medo e stress psicol\u00f3gico. A press\u00e3o arterial indica a perfus\u00e3o tecidular, assim como o d\u00e9bito urin\u00e1rio; ambos devem ser monitorizados de uma forma continua. A associa\u00e7\u00e3o de taquic\u00e1rdia, extremidades frias e press\u00e3o arterial sist\u00f3lica inferior a 70mmHg, s\u00e3o claros sinais de choque em desenvolvimento. Como regra geral, a press\u00e3o arterial sist\u00f3lica deve ser igual a 80mmHg, acrescido do dobro da idade em anos, enquanto a diast\u00f3lica corresponde a 2\/3 da press\u00e3o sist\u00f3lica.<\/p>\n<p align=\"justify\">* Reposi\u00e7\u00e3o da vol\u00e9mia: \u00e9 necess\u00e1ria uma redu\u00e7\u00e3o de aproximadamente 25% do volume sangu\u00edneo para se produzirem manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas de choque. Na suspeita de choque administramos um volume de 20ml\/Kg de peso de solu\u00e7\u00e3o cristal\u00f3ide. Se as altera\u00e7\u00f5es hemodin\u00e2micas n\u00e3o melhorarem ap\u00f3s a primeira infus\u00e3o de volume, aumenta a suspeita de hemorragia cont\u00ednua e implica nova administra\u00e7\u00e3o de um segundo volume de 20ml\/ Kg de peso de solu\u00e7\u00e3o cristal\u00f3ide. Se a crian\u00e7a n\u00e3o responder adequadamente, requer imediata transfus\u00e3o sangu\u00ednea 10ml\/ Kg de peso de concentrado de eritr\u00f3citos.<\/p>\n<p align=\"justify\">* Acesso venoso: preferencialmente, por pun\u00e7\u00e3o percut\u00e2nea; se n\u00e3o conseguir o acesso percut\u00e2neo ap\u00f3s duas tentativas, deve considerar-se a infus\u00e3o intra-\u00f3ssea nas crian\u00e7as com menos de 6 anos de idade ou a dissec\u00e7\u00e3o venosa nas crian\u00e7as com mais de 6 anos.<\/p>\n<p><strong>Trauma Tor\u00e1cico<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O trauma tor\u00e1cico fechado \u00e9 comum nas crian\u00e7as e, geralmente, exige interven\u00e7\u00e3o imediata para estabelecer uma ventila\u00e7\u00e3o adequada. A parede tor\u00e1cica da crian\u00e7a \u00e9 bastante complacente e permite a transfer\u00eancia de energia para os org\u00e3os e partes moles intrator\u00e1cicas, sem que exista, frequentemente, evid\u00eancia de les\u00e3o na parede tor\u00e1cica. A flexibilidade da caixa tor\u00e1cica aumenta a incid\u00eancia de contus\u00f5es pulmonares e hemorragias intrapulmonares, usualmente sem fracturas concomitantes de costelas. A mobilidade das estruturas mediastinais torna a crian\u00e7a mais sens\u00edvel ao pneumot\u00f3rax hipertensivo e aos afundamentos tor\u00e1cicos. A presen\u00e7a de fracturas de costelas em crian\u00e7as menores implica uma transfer\u00eancia maci\u00e7a de energia, com graves les\u00f5es org\u00e2nicas e progn\u00f3stico reservado, sendo frequente as les\u00f5es de br\u00f4nquios e rupturas diafragm\u00e1ticas. A ferida tor\u00e1cica penetrante \u00e9 rara na crian\u00e7a e no pr\u00e9 adolescente, no entanto, temos visto uma aumento na incid\u00eancia em crian\u00e7as acima de 16 anos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Trauma Abdominal<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A maioria \u00e9 decorrente de trauma fechado, geralmente associado a acidentes de via\u00e7\u00e3o, quedas, agress\u00f5es. As les\u00f5es abdominais penetrantes aumentam durante a adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os \u00f3rg\u00e3os mais afectados s\u00e3o: ba\u00e7o, f\u00edgado e p\u00e2ncreas.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Trauma Craneano<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A maioria resulta de colis\u00f5es de autom\u00f3vel, acidentes com bicicleta e quedas. Peculiaridades:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Embora as crian\u00e7as recuperem do traumatismo craneano melhor do que o adulto, as crian\u00e7as com menos de 3 anos de idade tem uma evolu\u00e7\u00e3o pior nos traumas graves. As crian\u00e7as s\u00e3o particularmente suscept\u00edveis aos efeitos cerebrais secund\u00e1rios produzidos pela hipoxia; hipotens\u00e3o com perfus\u00e3o cerebral reduzida, e convuls\u00f5es provocadas por hipertremia.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">No rec\u00e9m nascido a hemorragia subdural pode provocar hipotens\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">A crian\u00e7a pequena com fontanela aberta ou linha de sutura craniana m\u00f3vel, tolera melhor uma les\u00e3o expansiva intracraniana.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Nas crian\u00e7as o V\u00f3mito \u00e9 comum ap\u00f3s traumatismo craniano e n\u00e3o significa necessariamente que ocorra hipertens\u00e3o intracraniana. Contudo, se os v\u00f3mitos forem persistentes devem ser valorizados e indicam necessidade de realizar uma TAC CE.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">As Convuls\u00f5es que ocorrem logo ap\u00f3s o traumatismo s\u00e3o mais frequentes nas crian\u00e7as, e geralmente s\u00e3o auto limitadas.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">A crian\u00e7a tem menor tend\u00eancia para sofrer les\u00f5es focais do que o adulto, mas apresenta maior frequ\u00eancia de hipertens\u00e3o intracraniana por edema cerebral.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">A Escala de Coma de Glasgow (GCS) pode ser aplicada na faixa et\u00e1ria pedi\u00e1trica, embora a escala verbal deva ser modificada para crian\u00e7as abaixo dos 4 anos de idade.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"justify\">ESCALA VERBAL PEDI\u00c1TRICA<\/p>\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<p>Palavras apropriadas, ou sorriso social, fixa ou segura objectos<\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"3\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"left\" valign=\"top\" width=\"190\" height=\"21\">RESPOSTA VERBAL<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" width=\"58\" height=\"21\">ESCALA<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"left\" valign=\"top\" width=\"190\" height=\"43\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"middle\" width=\"58\" height=\"43\">5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"left\" valign=\"top\" width=\"190\" height=\"23\">Chora, mas \u00e9 consol\u00e1vel<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" width=\"58\" height=\"23\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"left\" valign=\"top\" width=\"190\" height=\"22\">Persistentemente irrit\u00e1vel<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" width=\"58\" height=\"22\">3<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"left\" valign=\"top\" width=\"190\" height=\"23\">Inquieta agitada<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" width=\"58\" height=\"23\">2<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"left\" valign=\"top\" width=\"190\" height=\"22\">Nenhuma<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" width=\"58\" height=\"22\">1<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Les\u00e3o da Coluna<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 rara. Apenas 5% destas les\u00f5es ocorrem na faixa pedi\u00e1trica. Para as crian\u00e7as com menos de 10 anos, a principal causa \u00e9 a colis\u00e3o de ve\u00edculos autom\u00f3veis; para as crian\u00e7as entre os 10 e os 14 anos as colis\u00f5es e os acidentes em actividades desportivas tem a mesma frequ\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Trauma das Extremidades<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A preocupa\u00e7\u00e3o maior \u00e9 com o risco de les\u00e3o do n\u00facleo de crescimento. Na crian\u00e7a pequena, o diagn\u00f3stico radiol\u00f3gico de fracturas e luxa\u00e7\u00f5es \u00e9 dif\u00edcil devido \u00e0 falta de mineraliza\u00e7\u00e3o em redor da ep\u00edfise, e \u00e0 presen\u00e7a dos n\u00facleos de crescimento. As informa\u00e7\u00f5es sobre a magnitude, o mecanismo e o tempo do trauma facilitam uma correla\u00e7\u00e3o mais adequada entre o exame f\u00edsico e o radiol\u00f3gico. A hemorragia associada com a fractura da p\u00e9lvis e a fractura dos ossos longos \u00e9 proporcionalmente maior na crian\u00e7a do que no adulto.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Fracturas da cartilagem do crescimento:<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">les\u00f5es desta \u00e1rea (n\u00facleos de crescimento) ou nas suas proximidades, antes do encerramento da linha de crescimento podem, potencialmente, diminuir o crescimento ou alterar o desenvolvimento normal.<\/p>\n<p align=\"justify\">Fracturas espec\u00edficas do esqueleto imaturo: a imaturidade e a flexibilidade dos ossos das crian\u00e7as podem levar \u00e0 chamada fractura em \u201cramo verde\u201d. Essas fracturas s\u00e3o incompletas e a angula\u00e7\u00e3o \u00e9 mantida pela camada cortical da superf\u00edcie c\u00f4ncava. Fracturas supracondilianas ao n\u00edvel do cotovelo ou do joelho t\u00eam uma alta incid\u00eancia de le\u00f5es vasculares, bem como les\u00f5es do n\u00facleo de crescimento.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>CRIAN\u00c7A AGREDIDA E V\u00cdTIMA DE ABUSO<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O S\u00edndrome da crian\u00e7a agredida refere-se a qualquer crian\u00e7a que apresenta uma les\u00e3o, (n\u00e3o acidental), como resultado de ac\u00e7\u00f5es efectuadas pelos pais, tutores ou conhecidos. A obten\u00e7\u00e3o adequada da hist\u00f3ria cl\u00ednica, seguida da avalia\u00e7\u00e3o cuidadosa da crian\u00e7a s\u00e3o muito importantes para prevenir a eventual morte, principalmente nas crian\u00e7as com menos de um ano de vida. A equipa m\u00e9dica deve suspeitar de abuso se:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p style=\"text-align: left;\">Existe discrep\u00e2ncia entre a hist\u00f3ria e a gravidade das les\u00f5es.<\/p>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: left;\">Existe um longo intervalo entre o momento da agress\u00e3o e a procura da assist\u00eancia m\u00e9dica.<\/li>\n<li style=\"text-align: left;\">A hist\u00f3ria cl\u00ednica demonstra a exist\u00eancia de traumatismos repetidos, tratados em diferentes servi\u00e7os de urg\u00eancia.<\/li>\n<li style=\"text-align: left;\">Os pais respondem evasivamente ou n\u00e3o obedecem a orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/li>\n<li>\n<p style=\"text-align: left;\">A hist\u00f3ria do traumatismo muda ou difere quando relatada por diferentes pessoas.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: left;\">Sinais sugestivos de abuso:<\/p>\n<\/div>\n<ul>\n<li>M\u00faltiplos hematomas subdurais, especialmente sem fractura recente de cr\u00e2nio.<\/li>\n<li>Hemorragia retiniana.<\/li>\n<li>Les\u00f5es periorais.<\/li>\n<li>Ruptura de v\u00edsceras internas, sem antecedentes de traumatismo grave.<\/li>\n<li>Trauma genital ou na regi\u00e3o perianal.<\/li>\n<li>Evid\u00eancia de traumatismos frequentes representados por cicatrizes antigas ou fracturas consolidadas ao exame radiol\u00f3gico.<\/li>\n<li>Fracturas de ossos longos em crian\u00e7as com menos de 3 anos de idade.<\/li>\n<li>Les\u00f5es bizarras tais como mordeduras, queimaduras por cigarro ou marcas de cordas.<\/li>\n<li>Queimaduras de 2\u00ba e 3\u00ba grau nitidamente demarcadas em \u00e1reas n\u00e3o usuais.<\/li>\n<\/ul>\n<h4><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p>Quando se aborda uma crian\u00e7a traumatizada, devemos ter em aten\u00e7\u00e3o de que a crian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 um adulto pequeno, no entanto metodologicamente utilizamos a abordagem ABCDE, igual \u00e0 do adulto.<\/p>\n<p>Temos que estar despertos para poss\u00edveis les\u00f5es que comprometam o futuro da crian\u00e7a, uma vez que existem algumas les\u00f5es que n\u00e3o sendo de risco imediato de vida para a crian\u00e7a, podem condicionar o desenvolvimento da mesma. Devemos pensar sempre nas peculiaridades anatomo-fisiologicas da crian\u00e7a.<\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">SCALETTA, Thomas A. And SCHAIDER, Jeffrey J.; Emergent management of trauma; USA; Mc graw-Hill; 1996<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">BARRETO, S\u00e9rgio Saldanha Menna e VIEIRA, Silvia Regina Rios; Rotinas em terapia intensiva; Porto Alegre; Artmed Editora; 2001<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">PETROIANN, Andy; Urg\u00eancias clinicas e cirurgicas; Rio de Janeiro; Guanabara Roogan; 2002<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">LABORIE, Jean Marc; Reanimation et urgences pr\u00e9 hospitalieres ; Paris ; \u00c9ditions Frison roche ; 1992<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">LORENZO, A. Hernando and SERRA, M. Rodriguez; Soporte vital avanzado en trauma; Madrid; Ed. Masson; 2000<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">STONE, C. Keith and HUMPHRIES, Roger L.; Current emergency diagnosis and treatment; USA; International Edition; 2004<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">HAMILTON, Glennec and SANDERS, Arthur B.; Emergency medicine: an approach to clinical problem-solving; USA; Saunders Ed.; 2003<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">TRAUMA, Sociedade Argentina de medicina e cirurgia; Trauma prioridades; Buenos Aires; Editorial m\u00e9dica panamericana; 2002<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">DOLAN, Brian and HOLT, Lynda; Assident and emergency: theory into practice; USA; Bailliere Tindall Ed.; 2000<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">TRAUMA, American College of Surgeons Committee; ATLS; USA; ACS ed.; 1997<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">NAEMT; Pre hospital trauma life support; USA; Mosby; 2003<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">HURD, William W. and JERNIGAN, John G.; Aeromedical evacuation \u2013 management of acute and stabilized patients; USA; Springer; 2002<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">CAROLINE, Nancy L.; Emergency care in the streets; USA; Little Brown Ed.; 1991<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">MISTOVICH, Joseph J. and BENNER, Randall W.; Advanced cardiac life support; USA; Prentice Hall Ed.; 1998<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">CHAPLEAU, Chief Will; Emergency first responder; USA; Mosby Jems; 2004<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">DIETRICH, Ann Marie and SHANER, Steven; Pediatric basic trauma life support; USA; BTLS Ed.; 1998<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">MISTOVICH, Joseph J. and HAFEN, Brent Q.; Prehospital emergency care; USA; Brady; 2000<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">ROBERTS, and HEDGES; clinical procedures in emergency medicine; USA; Sanders Ed.; 2004<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">VILLORIA, C. Muriel; emergencies m\u00e9dicas; Madrid; Editorial Libro del ano; 1992<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trauma fechado \u00e9 o tipo de trauma que predomina na popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica, mas os ferimentos penetrantes parecem estar a aumentar, particularmente nos adolescentes e jovens.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2220,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[180,81,107,79,77,82],"class_list":["post-927","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-de-autor","tag-crianca","tag-emergencia","tag-pediatria","tag-trauma","tag-traumatismo","tag-urgencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=927"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/927\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2439,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/927\/revisions\/2439"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}