{"id":911,"date":"2008-07-11T16:05:51","date_gmt":"2008-07-11T16:05:51","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/reabilitacao-da-sexualidade-apos-acidente-vascular-cerebral\/"},"modified":"2021-05-04T09:44:26","modified_gmt":"2021-05-04T09:44:26","slug":"reabilitacao-da-sexualidade-apos-acidente-vascular-cerebral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/reabilitacao-da-sexualidade-apos-acidente-vascular-cerebral\/","title":{"rendered":"Reabilita\u00e7\u00e3o da sexualidade ap\u00f3s Acidente Vascular Cerebral"},"content":{"rendered":"<p>A reabilita\u00e7\u00e3o da sexualidade ap\u00f3s acidente ap\u00f3s AVC torna-se uma necessidade emergente, uma vez que os enfermeiros lidam diariamente com pacientes que tem problemas sexuais, contudo a sexualidade continua a ser uma \u00e1rea pouco valorizada e de dif\u00edcil abordagem, motivo pelo qual exige mudar este paradigma.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<h4 style=\"font-size: 11px;\"><strong>T\u00edtulo<\/strong><\/h4>\n<p>Reabilita\u00e7\u00e3o da sexualidade ap\u00f3s Acidente Vascular Cerebral: esperan\u00e7a para o amor<\/p>\n<p><em>Nursing n\u00ba 234<\/em><\/p>\n<p><strong>Florbela Maria Marmou Bia<\/strong><\/p>\n<p>Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>Hospital Nossa Senhora do Ros\u00e1rio EPE- Barreiro, Servi\u00e7o de Medicina I.<\/p>\n<p>Mestranda em Sexualidade Humana.<\/p>\n<h4><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O Acidente vascular cerebral (AVC) constitui uma das principais causas de incapacidade em Portugal. Para al\u00e9m de outras altera\u00e7\u00f5es, o AVC, leva a um decl\u00ednio evidente da sexualidade em ambos os sexos e concomitantemente a insatisfa\u00e7\u00e3o sexual da pessoa\/ parceiro. A sexualidade aliada ao AVC \u00e9 um assunto, muitas vezes, encoberto pelos pacientes, omitido pela sociedade e negligenciado pelos profissionais de sa\u00fade, no entanto, a vida sexual constitui uma parte importante da reabilita\u00e7\u00e3o que n\u00e3o podemos esquecer. O enfermeiro especialista em reabilita\u00e7\u00e3o deve actualizar conhecimentos, proporcionar a informa\u00e7\u00e3o correcta, descodificar mitos, preconceitos, cren\u00e7as err\u00f3neas e ajudar a reafirmar a sexualidade dos pacientes e respectivos parceiros, oferecendo esperan\u00e7a ao amor.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Sexualidade P\u00f3s-AVC, AVC, reabilita\u00e7\u00e3o, esperan\u00e7a para o amor<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>ABSTRAT<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Cerebral Vascular Accident (CVA) or stroke is one of the major causes of incapacity in Portugal. Besides other changes there is a clear decline of both genders\/partner\u2019s sexual activity. This causes the sexual insatisfaction of his\/her partner. Sexuality within the context of CVA is more than often a muffled issue by patients. Society omits the issue and health care professionals tend to neglect it. However, sexual normal life is so important in rehabilitation that we should not forget it. The rehabilitation specialized nurse should update knowledge, provide the correct information, decode myths prejudice erroneous beliefs and help in reaffirming sexuality of patients and their partners, providing hope for love.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Keywords:<\/strong> Sexuality post-Stroke, CVA, Cerebrovascular Accident, rehabilitation, hope for love.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O Acidente Vascular Cerebral tem uma taxa de incid\u00eancia elevada em Portugal e atinge, cada vez mais, pessoas jovens, no auge das suas vidas pessoais e profissionais, desestruturando a pessoa e fam\u00edlia, levando-os a alterar o seu projecto de vida <sup>(1)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">As altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e cognitivas p\u00f3s AVC podem ser terr\u00edveis quer para o paciente, quer para o seu parceiro. Estas altera\u00e7\u00f5es combinadas com as limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e cognitivas, muitas vezes significam o fim da intimidade e da sexualidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">A reabilita\u00e7\u00e3o da sexualidade ap\u00f3s acidente ap\u00f3s AVC torna-se uma necessidade emergente, uma vez que os enfermeiros lidam diariamente com pacientes que tem problemas sexuais, contudo a sexualidade continua a ser uma \u00e1rea pouco valorizada e de dif\u00edcil abordagem, motivo pelo qual exige mudar este paradigma. A falta de informa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na \u00e1rea, em Portugal, uma vez que raros foram os autores que se debru\u00e7aram profundamente sobre a problem\u00e1tica, constituiu um desafio na realiza\u00e7\u00e3o e pertin\u00eancia deste artigo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Como enfermeira Especialista em Reabilita\u00e7\u00e3o lido diariamente com problemas de cariz sexual, muitas vezes, a representa\u00e7\u00e3o social das pessoas com incapacidade \u00e9 a de seres assexuados, embora a sexualidade seja um aspecto fulcral de suas vidas <sup>(2)<\/sup>. Assim, este artigo, tem como miss\u00e3o actualizar conhecimentos relativamente \u00e0 sexualidade da pessoa acometida por AVC, e ainda, descodificar alguns mitos, preconceitos e cren\u00e7as err\u00f3neas. E, numa perspectiva mais ambiciosa, fornecer ao leitor est\u00edmulos para ajudar os nossos pacientes a amar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Refor\u00e7ando esta ideia, CARDOSO refere que a pessoa \/ parceiro s\u00e3o confrontados com informa\u00e7\u00f5es desajustadas \u00e0 sua situa\u00e7\u00e3o, expectativas de desempenho negativas, falsas cren\u00e7as e mitos, bem como objectivos irrealistas sobre o desempenho sexual<sup> (3)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">A metodologia usada derivou da rela\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o de saberes e conhecimentos, que foram sedimentados ao longo do meu percurso profissional e de uma an\u00e1lise cr\u00edtica e reflexiva da bibliografia consultada.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ao longo do texto utilizei termos como: ataque cerebral ou enfarte cerebral como sin\u00f3nimos de AVC, que s\u00e3o comummente usados na literatura estrangeira. Por outro lado, escolhi os conceitos de pessoa e paciente, em vez de doente ou sobrevivente conforme citado na bibliografia consultada.<\/p>\n<p align=\"justify\">O artigo que se segue \u00e9 composto por partes distintas. Inicialmente, procederei \u00e0 revis\u00e3o conceptual em que abordarei a sexualidade\/ intimidade, neurofisiologia e neurobiologia do amor, fases de resposta sexual e disfun\u00e7\u00f5es sexuais. \u00c0 posteriori, saliento o papel do enfermeiro na avalia\u00e7\u00e3o da sexualidade, nas orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e no tratamento. Por \u00faltimo surgem as considera\u00e7\u00f5es finais.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Sexualidade \/afectividade<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A sexualidade foi definida como uma energia que nos motiva para encontrar amor, contacto, ternura e intimidade, integra-se, ainda segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados, sendo fonte de comunica\u00e7\u00e3o, bem-estar e prazer inerente a todos os seres humanos e que mediatiza todo o nosso ser, influencia pensamentos, sentimentos, ac\u00e7\u00f5es e interac\u00e7\u00f5es e, por isso, influencia tamb\u00e9m a nossa sa\u00fade f\u00edsica e mental<sup> (4)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">A concep\u00e7\u00e3o de sexualidade actual \u00e9 abrangente, sem imposi\u00e7\u00f5es morais, com a liberdade de viver na busca do conhecimento do outro, dos afectos, dos valores e das necessidades individuais. Emerge, assim, um conceito de extrema import\u00e2ncia para a pessoa com AVC \u2013 a afectividade. A afectividade n\u00e3o \u00e9 um sentimento de agrado ou de repuls\u00e3o, mas a capacidade de ser afectado pela presen\u00e7a do outro, pelos acontecimentos que lhe dizem respeito, assim como a capacidade de investir com sentimento em resposta \u00e0 pessoa que amamos.<\/p>\n<p align=\"justify\">A afectividade surge como a capacidade de entrar numa rela\u00e7\u00e3o que respeite a alteridade do parceiro sexual<sup> (5)<\/sup>. \u00c9 por isso que a pessoa deve ser respeitada e viver a sexualidade somente se deseja em si o seu pr\u00f3prio desejo, ou seja, deve haver uma reciprocidade da recep\u00e7\u00e3o do desejo que constitui a rela\u00e7\u00e3o afectiva aut\u00eantica. \u00c9, pois, aqui que encontro, o ponto de jun\u00e7\u00e3o entre o sexo e o afecto.<\/p>\n<p align=\"justify\">A pessoa com sequelas de AVC deve ser ajudada a procurar o amor \/ afectividade. Os enfermeiros de reabilita\u00e7\u00e3o devem, n\u00e3o apenas conhecer estes conceitos, mas tamb\u00e9m identificar situa\u00e7\u00f5es, e procurar, junto\u00a0 das pessoas, o que para elas pode ter sentido<sup> (6)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Neurofisiologia e neuroanatomia do amor: que processos!<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A sexualidade come\u00e7a no c\u00e9rebro: uma s\u00e9rie de experi\u00eancias humanas em meados dos anos 60 mediu sentimentos de prazer sexual em associa\u00e7\u00e3o com a estimula\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro, levando \u00e0 conclus\u00e3o de que determinadas \u00e1reas cerebrais s\u00e3o activadas durante a resposta sexual <sup>(5,7)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nas pessoas que s\u00e3o sexualmente saud\u00e1veis, as imagens er\u00f3ticas activam as regi\u00f5es l\u00edmbicas e paral\u00edmbicas, que se pensa serem importantes para a motiva\u00e7\u00e3o sexual, e \u00e1reas parietais (entre outras) que modulam respostas emocionais e motoras. Neste processo, existem, ainda, regi\u00f5es inibidoras espec\u00edficas que desactivam tais respostas <sup>(8)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com <sup>(9)<\/sup>, o sistema nervoso aut\u00f3nomo liga o sistema nervoso central \u00e0 \u00e1rea genital, atrav\u00e9s dos nervos p\u00e9lvicos que t\u00eam origem na subst\u00e2ncia cinzenta da medula espinhal sagrada (S2 a S4)<sup>1<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os \u00f3rg\u00e3os sexuais do homem e da mulher s\u00e3o enervados pelo sistema nervoso simp\u00e1tico (D 10 a L2)<sup>2<\/sup> e parassimp\u00e1tico (S2 a S4). As fibras simp\u00e1ticas t\u00eam origem no plexo hipog\u00e1strico superior (D10 a L2), uma rede de fibras anterior \u00e0 aorta abdominal inferior <sup>(2)<\/sup>. Os nervos hipog\u00e1stricos, os quais saem do plexo, unem bilateralmente o plexo hipog\u00e1strico superior com o plexo p\u00e9lvico. O plexo p\u00e9lvico tem liga\u00e7\u00f5es com as vias sagradas (S2 a S4) atrav\u00e9s dos nervos p\u00e9lvicos motores e sensitivos. Os neur\u00f3nios motores lombo-sagrados recebem est\u00edmulos oriundos do Sistema Nervoso Central sob a forma de imagens mentais ou de estimula\u00e7\u00e3o sensorial n\u00e3o-t\u00e1ctil <sup>(9)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Este complexo processo tem diferen\u00e7as de g\u00e9nero que n\u00e3o s\u00e3o relevantes neste contexto, pelo que n\u00e3o v\u00e3o ser abordadas.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Fases de resposta sexual<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Masters e Johnson revolucionaram a \u00e1rea da sexualidade com a formula\u00e7\u00e3o de um modelo cient\u00edfico para a compreens\u00e3o da resposta sexual humana, descrito por um ciclo de quatro fases, tais como: fase de excita\u00e7\u00e3o, fase plateau\/plataforma, fase de orgasmo e fase de resolu\u00e7\u00e3o <sup>(10)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">KAPLAN expandiu o trabalho de Master e Jonhnson desenvolvendo o modelo trif\u00e1sico da resposta sexual humana. Este modelo \u00e9 composto por tr\u00eas fases: a 1\u00aa fase \u00e9 o desejo, a 2\u00aa fase \u00e9 a excita\u00e7\u00e3o e a 3\u00aa fase \u00e9 o orgasmo. O desejo resulta de mudan\u00e7as neurol\u00f3gicas, e a excita\u00e7\u00e3o, de mudan\u00e7as vasog\u00e9nicas <sup>(11,12)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">A fase do desejo pode ser estimulada pelas endorfinas no sistema l\u00edmbico do c\u00e9rebro, pelos cheiros, pela percep\u00e7\u00e3o do ambiente e por todos os sinais do amor. O desejo leva a pessoa a procurar a rela\u00e7\u00e3o sexual. \u00c9 estimulado pelo prazer e inibido pela fadiga, pela dor ou por outros factores.<\/p>\n<p align=\"justify\">2\u00aa. Fase, a da excita\u00e7\u00e3o, \u00e9 controlada pelo sistema nervoso aut\u00f3nomo e leva a uma tonicidade generalizada dos m\u00fasculos, uma vasodilata\u00e7\u00e3o dos vasos sangu\u00edneos genitais. A excita\u00e7\u00e3o leva \u00e0 erec\u00e7\u00e3o nos homens e \u00e0 lubrifica\u00e7\u00e3o vaginal nas mulheres, tumefac\u00e7\u00e3o do cl\u00edtoris e ingurgitamento dos pequenos e grandes l\u00e1bios vaginais na mulher. A erec\u00e7\u00e3o e lubrifica\u00e7\u00e3o vaginal s\u00e3o interdependentes de factores psicol\u00f3gicos nos homens e nas mulheres.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na 3\u00aa fase, o orgasmo \u00e9 um reflexo da liberta\u00e7\u00e3o e de vasodilata\u00e7\u00e3o p\u00f3s fase de excita\u00e7\u00e3o, \u00e9 controlado pelo arco reflexo da regi\u00e3o sagrada da espinhal medula.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os modelos de Masters e Johnson e de Kaplan serviram de base \u00e0 conceptualiza\u00e7\u00e3o de ciclo de resposta sexual humana proposta pelo DSM-IV-TR (American Psychiatric Association, 2002)<sup>(13)<\/sup>. Mais tarde em 2004, Basson, acrescentou ao modelo tradicional aspectos relacionados \u00e0 receptividade da mulher \u00e0 experi\u00eancia sexual com a inclus\u00e3o da subjectividade feminina. O denominado modelo circular <sup>(14)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Muitas pessoas acham que na rela\u00e7\u00e3o sexual, o desejo precede a excita\u00e7\u00e3o e que a excita\u00e7\u00e3o precede o orgasmo; contudo, isto n\u00e3o \u00e9 necessariamente verdade. Um parceiro que n\u00e3o sente desejo pode vir a senti-lo no decorrer da rela\u00e7\u00e3o sexual: ele\/ela fica excitado(a) durante o processo e ent\u00e3o sente o desejo. Uma mulher pode descobrir que n\u00e3o tem lubrifica\u00e7\u00e3o vaginal suficiente (excita\u00e7\u00e3o) para permitir a penetra\u00e7\u00e3o mesmo depois de atingir o orgasmo atrav\u00e9s da estimula\u00e7\u00e3o oral ou manual (pelo parceiro). Do mesmo modo, apesar de muitas mulheres e homens n\u00e3o se aperceberem, um homem pode atingir o orgasmo sem erec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta informa\u00e7\u00e3o sobre as varia\u00e7\u00f5es na rela\u00e7\u00e3o sexual deve ser proporcionada a homens e mulheres e tornar-se na chave da educa\u00e7\u00e3o sexual em qualquer idade. Apesar de n\u00e3o ser necess\u00e1rio ensinar \u00e0s pessoas com sequelas de AVC e seus parceiros as fases da resposta sexual, muitos enfermeiros ver\u00e3o a import\u00e2ncia subjacente e a utilidade destes conhecimentos, quando formam os seus pacientes <sup>(15)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Disfun\u00e7\u00e3o sexual\u00a0<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A disfun\u00e7\u00e3o \u00e9 toda a situa\u00e7\u00e3o em que o indiv\u00edduo n\u00e3o consegue concretizar uma rela\u00e7\u00e3o sexual, ou a concretiza de uma forma insatisfat\u00f3ria para si ou para a(o) companheira (o), <sup>(16)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">S\u00f3 se considera uma disfun\u00e7\u00e3o sexual se esta for persistente e recorrente, o mesmo n\u00e3o acontece se esta for espor\u00e1dica ou ocasional, <sup>(17)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">O quadro I (ANEXO I) ilustra as disfun\u00e7\u00f5es sexuais (Kaplan1995).<\/p>\n<p align=\"justify\">Existem excelentes sites informativos que focam problemas, tais como a falta de desejo ocasional, problemas de erec\u00e7\u00e3o tempor\u00e1rios, secura vaginal ocasional, ejacula\u00e7\u00e3o precoce ou incapacidade da mulher em atingir o orgasmo <sup>(18,19)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Esperan\u00e7a para o amor: sexualidade ap\u00f3s AVC<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Quadro I \u2013 Disfun\u00e7\u00f5es sexuais\n<\/p>\n<div align=\"left\">\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"34%\">Fase<\/td>\n<td width=\"33%\">\n<p align=\"center\">Homem<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"33%\">\n<p align=\"center\">Mulher<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"25%\">Desejo<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"75%\">1-Transtorno do desejo Sexual Hipoactivo (DSH)<\/p>\n<p align=\"justify\">2-Transtorno de Avers\u00e3o sexual (fobia sexual)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"25%\">Excita\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td width=\"36%\">Impot\u00eancia &#8211; Transtorno da erec\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td width=\"38%\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"25%\">Orgasmo<\/td>\n<td width=\"36%\">1-Ejacula\u00e7\u00e3o precoce<\/p>\n<p align=\"justify\">2- Transtorno do orgasmo masculino<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"38%\">Transtorno do orgasmo feminino<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"25%\">Resolu\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td width=\"36%\">Rara, dor e desconforto ap\u00f3s a ejacula\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td width=\"38%\">Rara, dor e desconforto ap\u00f3s a ejacula\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"25%\">Transtornos sexuais associados com disfun\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos genitais mais transtornos de dor sexual<\/td>\n<td width=\"36%\">1-S\u00edndrome de dor p\u00f3s-ejaculat\u00f3ria<\/p>\n<p align=\"justify\">2-Dispareunia masculina<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"38%\">1- Vaginismo<\/p>\n<p align=\"justify\">2- Dispareunia Feminina<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">(Kaplan1995).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s um AVC ocorre um decr\u00e9scimo evidente da sexualidade em ambos os sexos, manifestado por insatisfa\u00e7\u00e3o sexual da pessoa\/parceiro. As les\u00f5es cerebrais graves provocam efeitos devastadores que podem influenciar o posicionamento e o movimento do corpo durante o acto sexual <sup>(20)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">As disfun\u00e7\u00f5es sexuais s\u00e3o, muitas vezes, consequ\u00eancia directa do AVC ou de factores psicossociais como a depress\u00e3o <sup>(21)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Muitos f\u00e1rmacos vulgarmente prescritos para combater a hipertens\u00e3o aos pacientes que sofreram de ataque cerebral inibem as erec\u00e7\u00f5es devido \u00e0 descida da press\u00e3o da art\u00e9ria cavernosa; alguns (tais como bloqueadores Beta) tamb\u00e9m reduzem o desejo <sup> (22)<\/sup>. A pessoa nunca deve parar a medica\u00e7\u00e3o e se necess\u00e1rio consultar um especialista na \u00e1rea.<\/p>\n<p align=\"justify\">O enfarte da art\u00e9ria cerebral direita pode originar n\u00e3o apenas hemianestesia, mas tamb\u00e9m neglig\u00eancia perceptual, e ambas poder\u00e3o interferir com as sensa\u00e7\u00f5es er\u00f3ticas. As dificuldades sexuais podem, ainda, surgir ap\u00f3s a oclus\u00e3o da art\u00e9ria car\u00f3tida anterior e da art\u00e9ria cerebral anterior. Apesar de a art\u00e9ria car\u00f3tida anterior fornecer irriga\u00e7\u00e3o \u00e0s estruturas l\u00edmbicas meso-temporais, e de a art\u00e9ria cerebral anterior fornecer o c\u00f3rtex orbito-medio-frontal, o giro-cingulado e o hipot\u00e1lamo, n\u00e3o existem estudos que comprovem altera\u00e7\u00f5es na sexualidade perante les\u00f5es nestas estruturas <sup>(8)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">A deposi\u00e7\u00e3o de sangue na regi\u00e3o das cisternas basais e do terceiro ventr\u00edculo causadas por uma hemorragia sub &#8211; aracn\u00f3ideia podem acarretar disfun\u00e7\u00f5es da pituit\u00e1ria, do hipot\u00e1lamo e a deficits das hormonas de crescimento, gonadotrofina ou ambas <sup>(9)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ataques cerebrais lacunares que afectam as conex\u00f5es fronto-l\u00edmbicas podem ter uma propens\u00e3o especial para causar a hiperssexualidade: uma sexualidade profundamente desinibida. As les\u00f5es que afectam o c\u00f3rtex cerebral frontal e a por\u00e7\u00e3o anterior do corpo caloso s\u00e3o uma das muitas causas vasculares do conhecido como \u201cAlien hand syndrome\u201d (s\u00edndrome no qual a pessoa n\u00e3o tem controlo sobre os impulsos da pr\u00f3pria m\u00e3o, induzindo movimentos involunt\u00e1rios, e, at\u00e9, movimentos masturbat\u00f3rios nos genitais), <sup>(23)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Dados sobre o desempenho a longo prazo s\u00e3o escassos, no entanto h\u00e1 homens, que recuperaram a capacidade em programas de reabilita\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s poucos meses de les\u00e3o, <sup>(20)<\/sup>. Num estudo chin\u00eas, perto de 50% dos homens e mulheres em estudo denunciaram a diminui\u00e7\u00e3o ou aus\u00eancia do coito, diminui\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia do orgasmo e da satisfa\u00e7\u00e3o <sup>(23)<\/sup>. Neste estudo a falta de desejo sexual e a sua reduzida qualidade adv\u00e9m do medo que a actividade sexual possa ter efeitos m\u00e9dicos adversos, apesar de que o risco de ataque cerebral causado pela excita\u00e7\u00e3o sexual ser sobejamente conhecido por ser muito baixo.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Papel do enfermeiro &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o da sexualidade p\u00f3s AVC<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A avalia\u00e7\u00e3o das actividades de vida afectadas, ap\u00f3s o AVC \u00e9 fundamental para a reabilita\u00e7\u00e3o da pessoa. A enfermeira de reabilita\u00e7\u00e3o deve usar os conhecimentos que tem sobre a doen\u00e7a, expectativas sobre os resultados da sua situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, para compreender o potencial de reabilita\u00e7\u00e3o, sendo necess\u00e1rio a participa\u00e7\u00e3o e envolvimento dos dois parceiros neste processo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nesta avalia\u00e7\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddas as seguintes quest\u00f5es iniciais <sup>(24,25)<\/sup>:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Como e quando o problema come\u00e7ou?<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Qual o tempo de evolu\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Como foi vivenciado pelo indiv\u00edduo e pela sua parceira (o)?<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Quais as altera\u00e7\u00f5es provocadas na rela\u00e7\u00e3o do casal?<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Quais as medidas experimentadas para a sua resolu\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Neste contexto h\u00e1 ainda aspectos relevantes que devem ser incorporados tal como o estudo do estado f\u00edsico geral, exist\u00eancia de patologia psiqui\u00e1trica, uso de medicamentos ou outras subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, m\u00e9todos anticoncepcionais e planeamento familiar. Outro aspecto igualmente importante e que nunca deve ser esquecido \u00e9 a exist\u00eancia de motiva\u00e7\u00e3o v\u00e1lida para o tratamento <sup>(2,7)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pode-se averiguar a hist\u00f3ria de masturba\u00e7\u00e3o e tratamento de infertilidade prolongada, a hist\u00f3ria do relacionamento do casal, a educa\u00e7\u00e3o com mensagens anti-sexuais, a hist\u00f3ria familiar, o relacionamento com os progenitores, as fantasias sexuais e escolha dos parceiros, as fantasias sexuais paraf\u00edlicas, a sensibilidade \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o e o tipo de relacionamento actual <sup>(11)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os dados colhidos, tendo em conta as quest\u00f5es supracitadas, s\u00e3o a base de informa\u00e7\u00e3o que nos permite seleccionar os objectivos, estrat\u00e9gias e interven\u00e7\u00f5es mais adequadas, e desta forma, eliminar ou minorar o problema.<\/p>\n<p>Esperan\u00e7a para o amor: orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para reviver a Sexualidade ap\u00f3s o AVC<\/p>\n<p align=\"center\">Figura 1: Posi\u00e7\u00f5es coitais para a pessoa com sequelas de AVC.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-910\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/Image8.gif\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"433\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">Fonte: Association of Rehabilitation Nurses (1986), in: Sexual function in people with disability and chronic illness (1997)\n<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Inicialmente as preocupa\u00e7\u00f5es da pessoa\/ parceiro podem estar centradas em aspectos funcionais, como aprender a falar, ou cuidar de si pr\u00f3prio, no entanto, a vida sexual constitui uma parte importante da recupera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o nos podemos esquecer.<\/p>\n<p align=\"justify\">A pessoa e o seu parceiro devem ter conhecimento das posi\u00e7\u00f5es alternativas para o coito. Se a pessoa tiver algumas restri\u00e7\u00f5es no movimento e\/ou sensa\u00e7\u00e3o, deve explorar posi\u00e7\u00f5es diferentes que possam ser agrad\u00e1veis para os dois, correspondente \u00e0 Figura I (Posi\u00e7\u00e3o A, B, C, D, E, F, G, H).<\/p>\n<p align=\"justify\">Na posi\u00e7\u00e3o A, a mulher est\u00e1 na posi\u00e7\u00e3o superior para o aproveitamento e apoio da parte superior do corpo, usando o balan\u00e7o do corpo do paciente (homem). A posi\u00e7\u00e3o B e C s\u00e3o duas mulheres escarranchadas no parceiro permitindo ao homem a posi\u00e7\u00e3o de deitado e \u00e0 mulher um maior controlo do acto. A posi\u00e7\u00e3o D e E s\u00e3o posi\u00e7\u00f5es coitais em que o paciente est\u00e1 sentado numa cadeira de rodas universal em que foi removido os bra\u00e7os da cadeira. As posi\u00e7\u00f5es F e G podem ser usadas por pacientes mulheres com uma boa fun\u00e7\u00e3o dos membros inferiores e adequado balan\u00e7o do corpo. A posi\u00e7\u00e3o H revela uma mulher que pode estar deitada de costas, com o parceiro numa posi\u00e7\u00e3o perpendicular sob o seu corpo <sup>(26)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Outro assunto que \u00e9 raramente tratado na literatura mas apoiado pela experi\u00eancia cl\u00ednica \u00e9 que as esposas (os) de pacientes de AVC podem continuar a cuidar do parceiro em casa, mas arranjar uma rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com outra pessoa para satisfazer as suas necessidades de intimidade e sexo. Apesar de estas ac\u00e7\u00f5es poderem ir contra o que acreditamos, qualquer enfermeiro pode escutar sem emitir ju\u00edzos de valor, podendo, desta forma, aliviar o stress e apoiar este processo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os enfermeiros de reabilita\u00e7\u00e3o devem explicar ao parceiro, que esta \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o comum, e que n\u00e3o devem sentir culpa por terem estes pensamentos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os parceiros dos pacientes de AVC devem ter presente que amar \u00e9 diferente de cuidar de algu\u00e9m. Esta separa\u00e7\u00e3o pode ajudar o parceiro a manter sentimentos rom\u00e2nticos indiferentemente de ter de cuidar da pessoa que ama.<\/p>\n<p align=\"justify\">As altera\u00e7\u00f5es da intimidade e sexualidade causadas por problemas da fala, incontin\u00eancia, perda de mem\u00f3ria, dificuldade em exprimir emo\u00e7\u00f5es, podem ser encontradas na \u201c Esperan\u00e7a: O guia da recupera\u00e7\u00e3o do AVC\u201d <sup>(27)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Existem, ainda, guias de apoio especialmente concedidos para a reabilita\u00e7\u00e3o da sexualidade perante problemas da fala.<\/p>\n<p align=\"justify\">Lemieux, Cohen-Schneider e Holzapel conclu\u00edram que cerca de um ter\u00e7o de todos os doentes de AVC s\u00e3o af\u00e1sicos e que todos os casais da sua amostra tinham rela\u00e7\u00f5es sexuais menos frequentes, relatando que a labilidade emocional interferia com as pr\u00e1ticas sexuais <sup>(27)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os conselhos pr\u00e1ticos na afasia de compreens\u00e3o ou na afasia de express\u00e3o incluem a recomenda\u00e7\u00e3o de que os casais estabele\u00e7am uma forma de dizer \u201c amo-te\u201d. Quando a mulher chega a casa e v\u00ea o marido aponta-o com a m\u00e3o, fecha o punho e coloca-o sobre o peito. Isto \u00e9 uma forma de dizer \u201ctu est\u00e1s no meu cora\u00e7\u00e3o\u201d. Este poderoso gesto, ainda que simples, reafirma o amor de ambos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pode ser usada uma estrat\u00e9gia para refor\u00e7ar a energia que t\u00eam juntos e ultrapassar os danos motores e da fala, utilizando essa energia para o amor. As pessoas n\u00e3o podem esquecer que a paci\u00eancia facilita o amor, e o amor facilita a paci\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Antes de se iniciar uma actividade potencialmente frustrante, a pessoa pode dizer \u201ceu consigo\u201d a energia que vou gastar (reaprender a falar, a movimentar-se, a lavar a loi\u00e7a, a lavar a roupa) para te continuar a amar. Esta t\u00e9cnica simples pode n\u00e3o s\u00f3 reduzir a frustra\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m dar significado a tarefas menores, responsabilidades cansativas e esfor\u00e7os de reabilita\u00e7\u00e3o frustrantes.<\/p>\n<p align=\"justify\">Outra forma de ir de encontro \u00e0s necessidades de intimidade, perante problemas da fala, \u00e9 atrav\u00e9s dos animais de estima\u00e7\u00e3o. Ter um animal de estima\u00e7\u00e3o d\u00e1 uma intimidade e calor incondicionais. Muitos programas de reabilita\u00e7\u00e3o bem sucedidos em centros de reabilita\u00e7\u00e3o para residentes incorporam o uso de animais de estima\u00e7\u00e3o para estimular pessoas com danos f\u00edsicos e cognitivos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Outra op\u00e7\u00e3o pode advir das novas tecnologias de computador pois permitem \u00e0s pessoas exprimirem-se electronicamente. Estes aparelhos pronunciam as palavras que o af\u00e1sico escolhe usando um quadro ilustrado. O instituto de afasia Americano desenvolveu um conjunto de diagramas para ajudar os casais a comunicar e para comunicar problemas sexuais aos prestadores de servi\u00e7os quando procuram tratamento <sup>(28)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">As altera\u00e7\u00f5es na conjugalidade podem surgir eintensificar conflitos nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais. Os enfermeiros de reabilita\u00e7\u00e3o assumem que os parceiros ser\u00e3o capazes de lidar com a situa\u00e7\u00e3o, e as estrat\u00e9gias de ensino\/orienta\u00e7\u00e3o com enfoque no fortalecimento da rela\u00e7\u00e3o do casal, n\u00e3o fazem parte das rotinas de reabilita\u00e7\u00e3o. Os enfermeiros podem ajudar os casais, explicando-lhes que os problemas de relacionamento podem acontecer e recomendar-lhes sess\u00f5es de orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O efeito da doen\u00e7a pode levar a mudan\u00e7as nas rotinas di\u00e1rias. As altera\u00e7\u00f5es conjugais podem ser uma realidade pelo que o enfermeiro deve informar e ajudar os c\u00f4njuges a ultrapassar as dificuldades. Se um dos parceiros cuidar da higiene da pessoa com sequelas de AVC, tanto o parceiro quanto a pessoa com sequelas pode verem-sefora do \u00e2mbito da intimidade f\u00edsica e ser mais dif\u00edcil, sentirem-se sexualmente atra\u00eddos. Devem separar estes momentos da intimidade conjugal, falar abertamente sobre o assunto e se necess\u00e1rio, recorrerem a um amigo no sentido de os ajudar acerca dos problemas que estejam a viver. Discutir e falar \u00e9 uma forma de identificar e resolver problemas.<\/p>\n<p align=\"justify\">No que concerne \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es com a masturba\u00e7\u00e3o<sup>(29)<\/sup> \u00e9 um dos poucos autores que se interessam pelas preocupa\u00e7\u00f5es com a masturba\u00e7\u00e3o no hospital, nos servi\u00e7os de reabilita\u00e7\u00e3o ou em casa. Os estudos sobre sexualidade humana determinaram que a masturba\u00e7\u00e3o ao longo da vida \u00e9 normal e comum, tanto nos homens como nas mulheres. A auto-estimula\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, mesmo em presen\u00e7a de danos f\u00edsicos ou mentais severos, porque n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria grande fun\u00e7\u00e3o cognitiva. Esta pr\u00e1tica sexual n\u00e3o tem efeitos f\u00edsicos ou mentais adversos, n\u00e3o causa gravidez, nem transmite doen\u00e7as.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um paciente que se masturba ap\u00f3s o AVC, pode estar a dar um sinal de recupera\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 improv\u00e1vel que um doente em estado cr\u00edtico esteja motivado para se masturbar. Ainda assim, a masturba\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada medicamente inaceit\u00e1vel e um assunto tabu. Se um doente for apanhado a masturbar-se no hospital ou num centro de reabilita\u00e7\u00e3o, o pessoal pode expor este comportamento \u00e0 equipa de reabilita\u00e7\u00e3o como um problema de comportamento, o que n\u00e3o \u00e9 verdade. A \u00fanica altura em que isto pode ser visto como um problema \u00e9 quando esta pr\u00e1tica ocorre num local p\u00fablico.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pode-se, recomendar \u00e0s pessoas com doen\u00e7as cognitivas, a utiliza\u00e7\u00e3o de uma boneca insufl\u00e1vel para pacientes cujas necessidades n\u00e3o se satisfaziam doutro modo <sup>(29)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Todos os elementos da equipa deveriam insistir e assegurar a privacidade dos pacientes. Se um paciente quer ver objectos de sexo expl\u00edcito, sejam publica\u00e7\u00f5es, v\u00eddeos, ou atrav\u00e9s de computador, deve proporcionar-se o uso de um quarto privado ao paciente.<\/p>\n<p align=\"justify\">A incontin\u00eancia urin\u00e1ria pode ser uma realidade ap\u00f3s AVC, a pessoa pode ficar com uma bexiga desinibida, ou seja, uma bexiga neurog\u00e9nica que resulta da les\u00e3o cerebral caracteriza-se por uma capacidade vesical normal ou diminu\u00edda, com aus\u00eancia do controlo volunt\u00e1rio da mic\u00e7\u00e3o e volume residual nulo <sup>(2,29)<\/sup>. Mesmo com tratamento, o paciente pode ter de usar fraldas ou pensos. O casal pode incluir o banho antes da actividade sexual ou fazer do banho parte integrante dos preliminares e jogos sexuais <sup>(29)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os pacientes que podem usar cateter urin\u00e1rio em casa, podem seguir algumas indica\u00e7\u00f5es. A rela\u00e7\u00e3o sexual com cateter urin\u00e1rio n\u00e3o leva a infec\u00e7\u00f5es vesicais, nem desconforto para qualquer dos intervenientes. Se o homem tem cateter, este pode ser dobrado para tr\u00e1s sobre o p\u00e9nis erecto e coberto com um preservativo lubrificado antes da rela\u00e7\u00e3o sexual. A mulher pode tapar o cateter e col\u00e1-lo \u00e1 coxa ou abd\u00f3men com um adesivo.<\/p>\n<p align=\"justify\">O dano cognitivo ap\u00f3s o AVC pode levar a problemas de mem\u00f3ria. A pessoa pode ter dificuldade em se lembrar da \u00faltima vez que teve rela\u00e7\u00f5es sexuais ou esquecer-se do que est\u00e1 a fazer durante a rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo KAUTZ um homem disse ao seu m\u00e9dico que a sua mulher o abordava muitas vezes, desapertava-lhe as cal\u00e7as e espontaneamente come\u00e7ava a fazer sexo oral (algo que nunca tinha acontecido), no entanto, muitas vezes, a meio da rela\u00e7\u00e3o sexual, aparentemente esquecia o que estava a fazer. Nas pessoas cognitivamente intactas, qualquer pessoa pode potencialmente perder a concentra\u00e7\u00e3o e deixar a mente \u00e0 deriva aquando da rela\u00e7\u00e3o sexual, apesar de ser imposs\u00edvel esquecer completamente que o est\u00e1 a fazer <sup>(29)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">O toque e as express\u00f5es verbais durante a rela\u00e7\u00e3o sexual aumentam a concentra\u00e7\u00e3o e intimidade do momento. Os c\u00f4njuges devem reduzir as distrac\u00e7\u00f5es exteriores e sugeriu que o c\u00f4njuge guiasse o paciente num mundo imagin\u00e1rio durante as actividades sexuais <sup> (23)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ainda segundo este autor, alguns pacientes com sequelas de AVC podem insistir na actividade sexual e pressionar constantemente o parceiro para a rela\u00e7\u00e3o, pois podem esquecer que tiveram contactos sexuais, minutos antes. Manter uma actividade sexual regular pode diminuir a frequ\u00eancia destes pedidos.<\/p>\n<p align=\"justify\">O AVC pode, ainda, danificar a capacidade de interpretar correctamente as emo\u00e7\u00f5es. Exprimir emo\u00e7\u00f5es como o amor e a alegria; captar, interpretar e exprimir os sinais emocionais subtis do romance e do sexo pode tornar-se uma dificuldade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os parceiros relataram que os c\u00f4njuges s\u00e3o capazes de exprimir raiva e frustra\u00e7\u00e3o, que podem interferir com a intimidade e romance. A parte esquerda afectada e a labilidade emocional podem, ainda, afectar a interpreta\u00e7\u00e3o e express\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es <sup> (30)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os pacientes podem n\u00e3o ser capazes de interpretar piadas devido a altera\u00e7\u00f5es do pensamento concreto, por isso o humor, que pode ter sido um factor importante na rela\u00e7\u00e3o \u00edntima do casal, est\u00e1 perdido. Desenvolver rotinas para exprimir as emo\u00e7\u00f5es pode ser uma solu\u00e7\u00e3o. Os casais podem desenvolver actividades de rotina relacionadas com o afecto para partilharem-nas regularmente <sup>(29)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo o autor citado anteriormente, os enfermeiros de reabilita\u00e7\u00e3o devem ajudar a desenvolver estas rotinas, confirmar que o que foi exprimido foi claramente compreendido.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Tratamento<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A pr\u00e1tica da terapia sexual baseia-se essencialmente em dois modelos: O Modelo EPOR (Excita\u00e7\u00e3o, Plateau, Orgasmo e Resolu\u00e7\u00e3o) proposto por Masters e Johnson, e o modelo DEO (Desejo, Excita\u00e7\u00e3o e Orgasmo) de Helen Kaplan <sup>(31)<span style=\"text-align: justify;\">.<\/span><\/sup><\/p>\n<p align=\"justify\">A psicoterapia \u00e9 uma t\u00e9cnica popular para tratar transtornos do desejo, no entanto ainda foi feita pouca pesquisa relativamente \u00e0 sua efic\u00e1cia. De um modo geral, alguns indiv\u00edduos que participam em psicoterapia relatam melhoras, mas n\u00e3o est\u00e1 claro o n\u00famero de pessoas que melhoraram nem o que em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento resultou nessa melhoria <sup>(32)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">O tratamento passa necessariamente por uma abordagem multifacetada envolvendo a equipa multidisciplinar. Muitas vezes, \u00e9 preciso recorrer a uma observa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica envolvendo especialidades. Esta abordagem inclui necessariamente uma mudan\u00e7a do estilo de vida, tratamento concomitante de problemas m\u00e9dicos e psiqui\u00e1tricos, substitui\u00e7\u00e3o ou suspens\u00e3o de medicamentos com interfer\u00eancia no funcionamento sexual, terapia conjugal, terapia sexual e f\u00e1rmacos <sup> (17)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nos homens, pode-se recorrer a um tratamento farmacol\u00f3gico, n\u00e3o hormonal (exemplo: viagra, bupropion). Em mulheres, n\u00e3o h\u00e1 nenhum tratamento farmacol\u00f3gico n\u00e3o hormonal aprovado para o tratamento das disfun\u00e7\u00f5es sexuais <sup>(7)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Existem outras alternativas de tratamento, tais como:<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Tratamento hormonal (testosterona). Perante n\u00edveis baixos de testosterona, o tratamento pode envolver apenas a administra\u00e7\u00e3o de testosterona para repor os n\u00edveis \u00e0 normalidade, sendo este procedimento denominado de terapia de reposi\u00e7\u00e3o de testosterona <sup>(32)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; EROS- CTD baseia-se no pressuposto de que o engorgitamento do cl\u00edtoris tem um papel importante na excita\u00e7\u00e3o, e assim, na satisfa\u00e7\u00e3o sexual. Aumenta o fluxo de sangue ao cl\u00edtoris <sup>(33)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">O tratamento passa pela consciencializa\u00e7\u00e3o do problema, por acentuar os factores positivos e minimizar os factores negativos e, acima de tudo, potencializar a fantasia sexual do casal. Poder-se-\u00e1 recorrer \u00e0 masturba\u00e7\u00e3o como forma terap\u00eautica, estimula\u00e7\u00e3o f\u00edsica, focos sensoriais, estimula\u00e7\u00e3o genital e posi\u00e7\u00f5es alternativas para o coito, aumentar os sinais de manuten\u00e7\u00e3o de prazer, utiliza\u00e7\u00e3o de vibradores el\u00e9ctricos. E, ainda, melhorar a comunica\u00e7\u00e3o entre o casal, aumentar a intimidade, os sinais de cortesia com o parceiro e os sinais de namoro e conquista <sup>(12)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">A solu\u00e7\u00e3o passa, muitas vezes, por alterar a rotina do casal, pois a rotina sexual ajuda a matar o desejo. O sexo associa-se muitas vezes ao al\u00edvio do desejo, o que afasta do seu verdadeiro significado (desejo mais elaborado).<\/p>\n<p align=\"justify\">Pode recorrer-se ao modelo PLISSIT que tem 4 n\u00edveis de interven\u00e7\u00e3o (2,34): O primeiro n\u00edvel de Permiss\u00e3o (Permission-P) procura encorajar o doente ou o casal a falar do seu problema, permitindo desculpabilizar o seu comportamento. O n\u00edvel seguinte apresenta informa\u00e7\u00e3o Limitada (Limited Information-LI), onde \u00e9 transmitido ao casal o esclarecimento acerca das reac\u00e7\u00f5es de resposta sexual psicofisiol\u00f3gicas. Em resultado da intensifica\u00e7\u00e3o do processo terap\u00eautico, s\u00e3o ministradas Sugest\u00f5es Especificas (Specific Sugestions-SS), na tentativa de ultrapassar os obst\u00e1culos problem\u00e1ticos. Na persist\u00eancia do problema ser\u00e1 solicitado o quarto n\u00edvel de interven\u00e7\u00e3o a Terapia Intensiva (Intensive Therapy-IT).<\/p>\n<p align=\"justify\">Os primeiros tr\u00eas primeiros n\u00edveis do modelo PLISSIT, correspondem a um processo de aconselhamento simples para os problemas sexuais que n\u00e3o necessitam de uma abordagem terap\u00eautica especializada <sup>(33)<\/sup>. Os factores predisponentes e de manuten\u00e7\u00e3o do problema, resultam da falta de informa\u00e7\u00e3o, aprendizagem de cren\u00e7as err\u00f3neas acerca da resposta sexual, t\u00e9cnicas sexuais inapropriadas, deficit no report\u00f3rio er\u00f3tico e rigidez de conceitos falsos acerca de normalidade\/anormalidade <sup>(34)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">O aconselhamento sexual simples proporciona informa\u00e7\u00e3o adequada no esclarecimento acerca dos efeitos, processos de tratamento, resolu\u00e7\u00e3o de conflitos do casal, modifica\u00e7\u00e3o de comportamentos e cren\u00e7as.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A nossa\u201dpraxis\u201d evidencia um elevado n\u00famero de pessoas com AVC. As consequ\u00eancias da doen\u00e7a s\u00e3o sobejamente conhecidas. A sexualidade, independentemente de outras AVDs \u00e9 uma actividade de vida importante. Al\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o sexual a que est\u00e1 inerente, \u00e9 muito mais, \u00e9 a afectividade, envolve a proximidade e a rela\u00e7\u00e3o entre as pessoas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os enfermeiros de Reabilita\u00e7\u00e3o, tal como os restantes membros da equipa interdisciplinar t\u00eam de estar atentos e preparados para lidar com esta tem\u00e1tica, j\u00e1 que \u00e9 fundamental detectar problemas e ajudar as pessoas. Assim sendo, deve estar dispostos a ultrapassar o \u201c manto de sil\u00eancio\u201d que pode envolve a sexualidade e a fun\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta estrat\u00e9gia pode demonstrar ao leitor, que \u00e9 exequ\u00edvel, que a nossa presen\u00e7a, aliada aos conhecimentos, e a cren\u00e7a de que \u00e9 poss\u00edvel pode dar resultados fant\u00e1sticos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Considero que, quem consegue abordar esta actividade de vida, j\u00e1 teve de usar os instrumentos b\u00e1sicos de enfermagem, como a comunica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica ou a rela\u00e7\u00e3o de ajuda. Entrar no reservado mundo da intimidade da pessoa\/ parceiro (a) \u00e9 algo nobre que envolve conhecimentos e per\u00edcia. Ao assumirmos e declararmos o desejo de intimidade\/ sexualidade dos nossos pacientes e respectivos parceiros fornecendo os recursos para manter vivo o amor, estamos essencialmente, a fornecer uma esperan\u00e7a para o amor.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em suma \u00e9 um desafio, no entanto, n\u00e3o consigo pensar num objectivo mais nobre do que ajudar os pacientes a amar.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>BIBLIOGRAFIA:<\/strong><\/h4>\n<div align=\"left\">\n<table>\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"100%\">(1) PORTUGAL. Direc\u00e7\u00e3o Geral da Sa\u00fade &#8211;\u00a0 Programa Nacional para a Sa\u00fade das Pessoas Idosas. Lisboa: Direc\u00e7\u00e3o Geral da Sa\u00fade, 2004.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(2) HOEMAN, Shirley P. \u2013 Enfermagem de reabilita\u00e7\u00e3o: processo e aplica\u00e7\u00e3o. 2\u00aa ed. Loures: Lusoci\u00eancia, 2000. ISBN 972-8383-13-4.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(3) CARDOSO, Jorge \u2013 Sexualidade e defici\u00eancia. Coimbra: Quarteto, 2006. ISBN 989-558-060-6.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(4) ORGANIZA\u00c7\u00c3O MUNDIAL DE SA\u00daDE \u2013 Educa\u00e7\u00e3o sexual: viver saud\u00e1vel. Lisboa: Comit\u00e9 Regional da Europa, 1991.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(5) LE VAY, Simon, VALENTE, Sharon &#8211; Human sexuality. USA: Sinauer Associates, 2003. ISBN: 0-87893-454-5.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(6) HESBEEN, Walter \u2013 A reabilita\u00e7\u00e3o: criar novos caminhos. Loures: Lusoci\u00eancia. 2003. ISBN: 972-8383-43-6.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(7) Bancroft, Jonh &#8211; The endocrinology of sexual arousal. Jornal Endocrinology. Canada. ISSN 0804-464. Vol. 186 (2005) 411\u2013 27.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(8) Hibbard, Mr; et al &#8211; Sexual dysfunction after traumatic brain injury. Neuro Rehabilitation . ISSN 0093-3821. Vol.\u00a0 15 (2000).p. 107\u201320.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(9) Rees, Peter M; Fowler, Clare J ; Maas, Cornelis P. &#8211; Sexual function in men and women with neurological disorders. BMJ [em linha]. Vol 369 (2007), p.512-525. Acedido a 10\/06\/2007. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.thelancet.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.thelancet.com<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(10) Masters, W.H., e Johnson, V.E &#8211; Human Sexual Response. Boston: Little Brown.1966. ISBN: 0-553-20429-7.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(11) KAPLAN, Helen Singer &#8211; A nova terapia do sexo: tratamento das disfun\u00e7\u00f5es sexuais, Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1974. ISBN 85-209-0642-7.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(12) Kaplan, H. S. &#8211; The sexual desire disorders: Dysfunctional Regulation of sexual motivation, USA: Brunner \/ Mazel, 1995. ISBN 8876307845<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(13) AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION\u00a0 , Manual de Diagn\u00f3sticos e Estat\u00edstica das Perturba\u00e7\u00f5es Mentais ( Texto Revidei) \u2013 DSM- IV-TR, 4\u00aa Ed., Lisboa: Climepsi Editores, 2002. ISBN 8573079851.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(14) Basson R; Althof S; Davis S; Fugl-Meyer K; Goldstein I; Heiman J et al &#8211; Summary of the recommendations on women\u2019s sexual dysfunctions. In: LUE, TF; BASSON, R; ROSEN, R; GIULIANO, F; KHOURY, S; MONTORSI, F; (Coord)- Sexual medicine: sexual dysfunctions in men and women. Paris: Health Publications; 2004. p.975-90. ISBN 0-909881-32-4.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(15)Nusbaum, Mr; AMILTON, C. e LENAHAN, P. &#8211; Chronic illness and sexual functioning. American Family Physician. ISSN 0002838X. Vol.67 (2003) p.347-354.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(16) GOMES, F. Allen &#8211; As disfun\u00e7\u00f5es sexuais masculinas, in: Allen Gomes; Afonso de Albuquerque e Silveira Nunes (Coord) \u2013 Sexologia em Portugal, Vol. I, Lisboa: Texto- Sociedade Editora e Distribuidora de Livros,1987.p. 198-204. ISBN 972-794-081-3.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(17) BOTELHO, Maria Madalena &#8211;\u00a0 Disfun\u00e7\u00f5es sexuais femininas. In: Barbosa, Ant\u00f3nio; Gomes Pedro, Jo\u00e3o (Coord)- Sexualidade. Lisboa: FML, 2000. p. 109-112. ISBN 972-9349-05-3.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(18) http\/\/<a href=\"http:\/\/www.Sexualhealth.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.Sexualhealth.com<\/a> acedido a 2007\/06\/20.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(19) http\/\/<a href=\"http:\/\/www.intimacyinstitute.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.intimacyinstitute.com<\/a> acedido a 2007\/06\/20.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(20) Giaquinto; et al &#8211; Evaluation of sexual changes after stroke. Jornal of Clinical Psychiatry. United States. ISSN 0160-6689.Vol. 64 (2003) p. 302\u2013307.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(21) SIPSKY, Marca L.; ALEXANDER, Craig J.- Sexual functionig in people with Disability and cronic illness. New Jersey: AN ASPEN PUBLICATION, 1997. ISBN 0-8342- 08886-5.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(22) Holstege, G; et al. &#8211;\u00a0 Brain activation during human male ejaculation. Jornal Neuroscience . ISSN 0020-7454. Vol. 23. (2003) p. 9185\u20139193.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(23) CHeung, RT- Sexual functioning in Chinese stroke patients with mild or no disability. Cerebrovasc Disability. vol.14 (2002).p. 122\u201328.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(24) MARTINS, Santinho &#8211; Altera\u00e7\u00f5es do desejo sexual do homem. In: Fonseca, L\u00edgia; SOARES, Catarina; Machado Vaz, J\u00falio (coord.) &#8211; A sexologia : Perspectiva Multidisciplinar, Vol. II, Lisboa: Quarteto, 2003a. p. 145- 160.\u00a0 ISBN 989-558-015-0.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(25) MARTINS, Santinho &#8211; Anatomia e fisiologia feminina. In: Fonseca, L\u00edgia;\u00a0 SOARES, Catarina; Machado Vaz, J\u00falio (coord.) &#8211; A sexologia : Perspectiva Multidisciplinar, Vol. II, Lisboa: Quarteto, 2003b. p.\u00a0 71-93. ISBN 989-558-015-0.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(26) MONGA, Trilok N. e KERRIGAN , Anthony J.- Cerebrovascular Accidents. In: SIPSKI, Marca L. e ALEXANDER, Craig J.( Coord)- Sexual Function in People With Disability and Cronic Illness: a Health Profissional\u2019s Guide, New Jersey: Aspen Publishers, 1997. p.189-245. ISBN 0-8342-0886-5.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(27) <a href=\"http:\/\/www.\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.<\/a><a href=\"http:\/\/stroke.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">stroke.org<\/a>. Acedido em 2007\/06\/20.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(28) <a href=\"http:\/\/www.aphasia.ca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.aphasia.ca\/<\/a> Acedido em 2007\/06\/14.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(29)\u00a0KAUTZ, Donald D. \u2013 Hope for love: pratical advice and sex after stroke. Rehabilitation Nursing. ISSN 0026-7256. Vol.32, n\u00ba3 ( May\/June 2007) p.95-103<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(30) OLIVEIRA, Rui Arag\u00e3o \u2013 Psicologia cl\u00ednica e reabilita\u00e7\u00e3o f\u00edsica: uma abordagem psicoterap\u00eautica da incapacidade f\u00edsica adquirida. Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada, 2001. ISBN 972-8400-37-3.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(31) SOARES, Catarina &#8211; Disfun\u00e7\u00f5es sexuais femininas. In: Fonseca, L\u00edgia; SOARES, Catarina; Machado Vaz, J\u00falio (coord.) &#8211; A sexologia : perspectiva multidisciplinar, Vol. II. Lisboa: Quarteto, 2003. p. 51-70. ISBN 989-558-015-0.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(32) HOLMES, David F. &#8211;\u00a0 Psicologia dos transtornos mentais. 2\u00aa ed. Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas, 1997. ISBN 85-7307-197-4.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(33) BANCROFT, Jonh &#8211; Human Sexuality and its problems. 2\u00aa ed. Edinburgh: Churchill Livingstone, 1989. ISBN 0-4430-3455- 9.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>(34) GOMES, F. Allen &#8211; Os problemas sexuais na pr\u00e1tica cl\u00ednica. Psiquiatria cl\u00ednica.Coimbra. ISSN 0101-6083. Vol. I, n\u00ba3. (1980). p. 207:213.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reabilita\u00e7\u00e3o da sexualidade ap\u00f3s acidente ap\u00f3s AVC torna-se uma necessidade emergente, uma vez que os enfermeiros lidam diariamente com pacientes que tem problemas sexuais, contudo a sexualidade continua a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[535,534,209,496,533,131,349],"class_list":["post-911","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nursing","tag-acidente-vascular-cerebral","tag-amor","tag-avaliacao","tag-avc","tag-esperanca","tag-reabilitacao","tag-sexualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/911","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=911"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/911\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2767,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/911\/revisions\/2767"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=911"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=911"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=911"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}