{"id":908,"date":"2008-07-11T15:46:41","date_gmt":"2008-07-11T15:46:41","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/resgate-e-triagem\/"},"modified":"2021-04-28T15:47:32","modified_gmt":"2021-04-28T15:47:32","slug":"resgate-e-triagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/resgate-e-triagem\/","title":{"rendered":"Resgate e Triagem"},"content":{"rendered":"<p>Em Portugal, o Trauma \u00e9 a patologia que causa mais mortes, por acidente de via\u00e7\u00e3o. Cerca de 30% desta mortalidade poder\u00e1 ser evitada se estas vitimas receberem assist\u00eancia especializada nas primeiras horas.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p><strong>Albino Gomes<\/strong><\/p>\n<p>Enfermeiro P\u00f3s Graduado em Ci\u00eancias Criminais<\/p>\n<p>Mestrando em Medicina Legal e Ci\u00eancias Forenses<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Palavra-chave:<\/strong>\u00a0Resgate; triagem; cat\u00e1strofe; desastre; evacua\u00e7\u00e3o de feridos<\/p>\n<p align=\"left\">\n<h4><strong>Resumo<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Em Portugal, o Trauma \u00e9 a patologia que causa mais mortes, por acidente de via\u00e7\u00e3o. Cerca de 30% desta mortalidade poder\u00e1 ser evitada se estas vitimas receberem assist\u00eancia especializada nas primeiras horas. Assim sendo, \u00e9 muito importante dispor de um sistema de socorro e triagem para assist\u00eancia a situa\u00e7\u00f5es de m\u00faltiplas v\u00edtimas. Em geral, para realizarem o transporte de um doente, a equipa de sa\u00fade deve estabelecer as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de transporte para o doente, determinando: via a\u00e9rea perme\u00e1vel, mec\u00e2nica respirat\u00f3ria adequada; press\u00e3o arterial m\u00e9dia est\u00e1vel, imobiliza\u00e7\u00e3o cervical, dorso-lombar e p\u00e9lvica, e, controlo da dor e agita\u00e7\u00e3o psicomotora.<\/p>\n<p align=\"justify\">Factores a analisar num socorro:<\/p>\n<ul>\n<li>Tempo de transporte<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Comunica\u00e7\u00f5es<\/li>\n<li>Triagem<\/li>\n<li>Tipo de doentes<\/li>\n<li>Car\u00eancias hospitalares<\/li>\n<li>Organiza\u00e7\u00e3o intersectorial e interinstitucional<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\">TRIAGEM EXTRA E INTRAHOSPITALAR<\/p>\n<p><strong>Desastre<\/strong><\/p>\n<p>Define-se como uma situa\u00e7\u00e3o s\u00fabita em que os recursos existentes para a assist\u00eancia dos doentes \u00e9 insuficiente face \u00e0s necessidades imediatas. Do ponto de vista m\u00e9dico, corresponde a todo o evento que provoca um n\u00famero total de v\u00edtimas que superam a capacidade de assist\u00eancia m\u00e9dica habitual de uma localidade. O mais importante perante esta situa\u00e7\u00e3o que, em geral ocorre de uma forma imprevista, grave e imediata, \u00e9 que se responda eficientemente atrav\u00e9s de uma boa planifica\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os desastres podem classificar-se de acordo com a natureza que os provoca, podendo distinguir-se da seguinte forma:<\/p>\n<p>Naturais<\/p>\n<ul>\n<li>Tect\u00f3nicos (erup\u00e7\u00f5es, tempestades)<\/li>\n<li>Meteorol\u00f3gicos (inunda\u00e7\u00f5es, furac\u00f5es)<\/li>\n<li>Topol\u00f3gicos (avalanches, desabamentos)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Provocados pelo Homem<\/p>\n<ul>\n<li>Contamina\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas<\/li>\n<\/ul>\n<p>Intoxica\u00e7\u00f5es maci\u00e7as (gases, explos\u00f5es)<\/p>\n<ul>\n<li>Inc\u00eandios<\/li>\n<li>Acidentes<\/li>\n<li>V\u00edtimas de viol\u00eancia social<\/li>\n<li>Explos\u00f5es<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A experi\u00eancia d\u00e1 conta que os erros que se cometem quando n\u00e3o existe uma planifica\u00e7\u00e3o para enfrentar os desastres, origina a realiza\u00e7\u00e3o e actualiza\u00e7\u00e3o de planos de emerg\u00eancia, bem como a realiza\u00e7\u00e3o de simulacros. A finalidade de um plano de emerg\u00eancia consiste em providenciar ao maior n\u00famero de v\u00edtimas poss\u00edveis, assist\u00eancia m\u00e9dica que reduza ao m\u00ednimo a morbilidade e mortalidade. Isto pode conseguir-se atrav\u00e9s de:<\/p>\n<ul>\n<li>Estabelecimento de um posto de comando<\/li>\n<li>R\u00e1pida avalia\u00e7\u00e3o da magnitude do desastre (n\u00famero de v\u00edtimas, localiza\u00e7\u00e3o)<\/li>\n<li>Avalia\u00e7\u00e3o da necessidade urgente de recursos (dinheiro, t\u00e9cnicos e tecnologias)<\/li>\n<li>Selec\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea de triagem, que vai corresponder ao primeiro n\u00edvel de assist\u00eancia<\/li>\n<li>Administra\u00e7\u00e3o dos primeiros socorros imediatos<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Comunica\u00e7\u00f5es expeditas (uma via \u00fanica) Todas estas ac\u00e7\u00f5es podem ser prejudicadas e dificultadas por v\u00e1rios factores, sendo o mais importante quando: os elementos que prestam assist\u00eancia n\u00e3o est\u00e3o preparados, por falta de organiza\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o, originando assim anarquia e confus\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Posto de Comando<\/strong><\/p>\n<p>O posto de comando organiza e coordena todas as ac\u00e7\u00f5es que se v\u00e3o desenvolver. Este posto deve ser formado pelo seguinte pessoal:<\/p>\n<ul>\n<li>1 Representante da pol\u00edcia (ordem e seguran\u00e7a)<\/li>\n<li>1 Representante dos bombeiros (resgate e transporte de v\u00edtimas)<\/li>\n<li>1 Coordenador m\u00e9dico (assist\u00eancia m\u00e9dica)<\/li>\n<li>1 Representante da Cruz Vermelha Portuguesa<\/li>\n<li>1 Representante da Protec\u00e7\u00e3o Civil (administra\u00e7\u00e3o)<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Todo o grupo deve estar identificado da mesma forma, para serem reconhecidos por todas as pessoas que se encontram a prestar colabora\u00e7\u00e3o. Esta identifica\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser por exemplo uma pulseira da mesma cor. As fun\u00e7\u00f5es do posto de comando podem-se resumir da seguinte forma:<\/p>\n<ul>\n<li>Avalia\u00e7\u00e3o da magnitude do desastre e qual a sua natureza (n\u00famero de v\u00edtimas; local e vias de acesso);<\/li>\n<li>Coordena\u00e7\u00e3o das diferentes ac\u00e7\u00f5es na \u00e1rea do desastre;<\/li>\n<li>Delimita\u00e7\u00e3o da zona afectada;<\/li>\n<li>Estabelecimento de medidas de seguran\u00e7a;<\/li>\n<li>Manuten\u00e7\u00e3o de um sistema de comunica\u00e7\u00e3o eficaz;<\/li>\n<li>Manuten\u00e7\u00e3o de um posto de informa\u00e7\u00e3o p\u00fablica;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Coordenador m\u00e9dico<\/p>\n<p align=\"justify\">Est\u00e1 encarregado de levar a cabo toda a gest\u00e3o das equipas m\u00e9dicas. Geralmente est\u00e1 a cargo de um m\u00e9dico com experi\u00eancia em cat\u00e1strofe, mas na sua aus\u00eancia, poder\u00e1 ser representado por um enfermeiro com as mesmas caracter\u00edsticas. As fun\u00e7\u00f5es do coordenador m\u00e9dico podem resumir-se da seguinte forma:<\/p>\n<ul>\n<li>Organizar e coordenar a assist\u00eancia m\u00e9dica de emerg\u00eancia;<\/li>\n<li>Coordenar a mobiliza\u00e7\u00e3o e transporte de v\u00edtimas;<\/li>\n<li>Distribuir fun\u00e7\u00f5es ao pessoal da equipa m\u00e9dica;<\/li>\n<li>Designar um respons\u00e1vel pela triagem.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\"><strong>ORGANIZA\u00c7\u00c3O IDEAL DO CEN\u00c1RIO DE CATASTROFE<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O ideal \u00e9 existirem \u00e1reas que permitam uma adequada abordagem das pessoas que rodeiam a situa\u00e7\u00e3o: familiares, comunica\u00e7\u00e3o social, equipas de socorro. Assim, deve designar-se uma \u00e1rea de triagem, que se subdivide em 4 sub \u00e1reas, designadas por cores: cor vermelha (v\u00edtimas com prioridade de assist\u00eancia e transporte), cor amarela (segunda prioridade), cor verde (terceira prioridade), e cor preta (sub \u00e1rea onde de colocam as v\u00edtimas cad\u00e1veres). Deve designar-se ainda uma \u00e1rea para o posto de comando, uma outra \u00e1rea para o dep\u00f3sito de recursos materiais e por fim, uma \u00e1rea para prestar informa\u00e7\u00f5es \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">AVALIA\u00c7\u00c3O DAS V\u00cdTIMAS DE CATASTROFE -TRIAGEM EXTRAHOSPITALAR<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Para avaliar as v\u00edtimas de um desastre existe um \u00fanico procedimento que permite dar o m\u00e1ximo de benef\u00edcio \u00e0 maioria das v\u00edtimas, o qual \u00e9 conhecido por triagem. Triagem \u00e9 um termo franc\u00eas que significa \u201cclassifica\u00e7\u00e3o e selec\u00e7\u00e3o de feridos de guerra ou de um desastre, para determinar prioridade de necessidades e um lugar adequado de tratamento\u201d. O objectivo da triagem \u00e9 classificar rapidamente os feridos, em fun\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio que os mesmos obtenham na assist\u00eancia m\u00e9dica. N\u00e3o se considera exclusivamente a gravidade das les\u00f5es para determinar a prioridade da assist\u00eancia. Podemos portanto deduzir que, a prioridade maior \u00e9 concedida \u00e0s v\u00edtimas que s\u00e3o assistidas, porque as suas les\u00f5es podem modificar drasticamente o seu progn\u00f3stico vital. Por outro lado, as v\u00edtimas que se encontram em fase m\u00f3rbida e que o seu progn\u00f3stico \u00e9 muito reservado, s\u00e3o aquelas que apresentam prioridade baixa. O respons\u00e1vel pela triagem disp\u00f5e de 60 segundos, por cada v\u00edtima, para realizar uma avalia\u00e7\u00e3o que lhe permita definir as prioridades de assist\u00eancia e transporte de cada v\u00edtima.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p><strong>\u00c1rea de Triagem<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Corresponde \u00e0 \u00e1rea f\u00edsica onde se recebem as v\u00edtimas, depois de terem sido resgatadas. Neste lugar vai ser efectuado um exame f\u00edsico para atribuir prioridades de tratamento e transporte para os hospitais de refer\u00eancia. Esta \u00e1rea est\u00e1 a cargo da equipa m\u00e9dica (m\u00e9dicos, enfermeiros e tripulantes). Como j\u00e1 foi referido anteriormente, esta \u00e1rea est\u00e1 subdividida em quatro sub \u00e1reas, cada uma delas designadas com bandeiras de cor vermelha, amarela, verde e preto, onde v\u00e3o sendo distribu\u00eddos os doentes de acordo com a prioridade atribu\u00edda.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p><strong>Procedimento de Triagem<\/strong><\/p>\n<p>A primeira ordem que se deve dar \u00e9 pedir \u00e0s v\u00edtimas conscientes que se levantem e caminhem. Os que poderem faz\u00ea-lo, por meios pr\u00f3prios, destinam-se \u00e0 zona verde. Em seguida, deve dar-se in\u00edcio \u00e0 triagem. Esta categoriza\u00e7\u00e3o vai realizar-se tendo em conta tr\u00eas par\u00e2metros: ventila\u00e7\u00e3o, perfus\u00e3o e estado de consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Ventila\u00e7\u00e3o \u2013 avalia-se se a v\u00edtima respira ou n\u00e3o, e atribui-se a prioridade, de acordo com o seguinte:<\/p>\n<ul>\n<li>Se n\u00e3o respira: v\u00edtima morta<\/li>\n<li>Mais de 30 ciclos respirat\u00f3rios por minuto: prioridade m\u00e1xima<\/li>\n<li>Menos de 30 ciclos respirat\u00f3rios por minuto: prioridade baixa<\/li>\n<\/ul>\n<p>Perfus\u00e3o\u00a0\u2013 avalia-se o pulso radial (por palpa\u00e7\u00e3o). Deve ter-se em conta o ponto anterior (ventila\u00e7\u00e3o): \u00e9 mais importante para atribuir uma prioridade atrav\u00e9s deste ponto. Tem que se considerar que existe uma respira\u00e7\u00e3o adequada. Atribui-se a prioridade da seguinte forma:<\/p>\n<ul>\n<li>Pulso radial presente: prioridade baixa<\/li>\n<li>Pulso radial ausente: prioridade imediata<\/li>\n<\/ul>\n<p>Consci\u00eancia \u2013 avalia-se em terceiro lugar e da seguinte forma:<\/p>\n<ul>\n<li>Responde a ordens simples: prioridade baixa<\/li>\n<li>N\u00e3o responde a ordens simples: prioridade imediata<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Quando se fazem este tipo de avalia\u00e7\u00f5es, devem-se identificar as v\u00edtimas com um cart\u00e3o. Estes cart\u00f5es usam cores para identificar as prioridades de cada v\u00edtima, de tal maneira que o vermelho utiliza-se para identificar as v\u00edtimas que apresentam prioridade imediata; amarelo, 2\u00aa prioridade; verde, 3\u00aa prioridade e preto indica as v\u00edtimas cad\u00e1veres.<\/p>\n<p>Cada cart\u00e3o deve conter os seguintes dados:<\/p>\n<ul>\n<li>Nome da v\u00edtima<\/li>\n<li>Idade e sexo<\/li>\n<li>Assinalar num diagrama as zonas do corpo afectadas<\/li>\n<li>Apontar a terap\u00eautica administrada (via e hora)<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Colocar o nome da pessoa que realizou a triagem Este m\u00e9todo \u00e9 de f\u00e1cil visibilidade, permitindo a identifica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida dos dados da v\u00edtima, natureza da les\u00e3o e a prioridade atribu\u00edda para tratamento e transporte. Os feridos disp\u00f5em \u2013 se em ordem, em cada \u00e1rea de triagem, assinalada com a bandeira correspondente. A decis\u00e3o de iniciar a assist\u00eancia m\u00e9dica aos feridos, no local de desastre, depender\u00e1 do n\u00famero de v\u00edtimas, da gravidade das les\u00f5es, do tempo de espera para a ajuda e da capacidade do pessoal e material dispon\u00edvel. Em geral, a assist\u00eancia m\u00e9dica \u00e9 dirigida para a presta\u00e7\u00e3o de socorro, que permita a sobreviv\u00eancia da v\u00edtima.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>CLASSIFICA\u00c7\u00c3O DE V\u00cdTIMAS DE ACORDO COM A O.M.S.<\/p>\n<p align=\"justify\">Utilizando o c\u00f3digo de cores que revemos anteriormente, este organismo (O.M.S.) categorizou certas patologias, dentro de cada grupo, para orienta\u00e7\u00e3o no momento da avaliza\u00e7\u00e3o e atribui\u00e7\u00e3o da prioridade da v\u00edtima.<\/p>\n<p align=\"justify\">Desta forma, vamos distinguir os quatro grupos mencionados:<\/p>\n<p>C\u00f3digo Vermelho (1\u00aa Prioridade)<\/p>\n<ul>\n<li>Problemas respirat\u00f3rios n\u00e3o tratados no local<\/li>\n<li>PCR (quando presenciada no momento)<\/li>\n<li>Hemorragia (1 litro de sangue)<\/li>\n<li>Perda de consci\u00eancia<\/li>\n<li>Perfura\u00e7\u00f5es tor\u00e1cicas ou feridas abdominais penetrantes<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Algumas fracturas graves (p\u00e9lvis, t\u00f3rax, v\u00e9rtebras<\/li>\n<li>Queimaduras complicadas por compromisso da via a\u00e9rea<\/li>\n<\/ul>\n<p>C\u00f3digo Amarelo (2\u00aa Prioridade)<\/p>\n<p>Requerem cuidados, mas as les\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o de tanta gravidade, que possam colocar a sua vida em perigo.<\/p>\n<ul>\n<li>Queimaduras tipo AB, com mais de 30% de superf\u00edcie corporal comprometida<\/li>\n<li>Queimaduras tipo B, com mais de 10% de superf\u00edcie corporal comprometida<\/li>\n<li>Queimaduras tipo B que envolvam \u00e1reas cr\u00edticas, como m\u00e3os, p\u00e9s e face, sem comprometimento da via a\u00e9rea<\/li>\n<li>Queimaduras complicadas de fracturas<\/li>\n<li>Hemorragia com perda de sangue moderada (500cc)<\/li>\n<li>Les\u00f5es dorsais, com ou sem les\u00e3o da coluna vertebral<\/li>\n<li>Doentes conscientes com traumatismo craneoencef\u00e1lico (confus\u00e3o mental, hematoma subdural)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Os doentes que apresentam TCE, podem apresentar a seguinte sintomatologia:<\/p>\n<ul>\n<li>Sa\u00edda de liquor pelo nariz ou ouvidos<\/li>\n<li>Aumento r\u00e1pido da press\u00e3o sist\u00f3lica<\/li>\n<li>V\u00f3mitos biliosos<\/li>\n<li>Pulso inferior a 60 bpm<\/li>\n<li>Anisoc\u00f3ria<\/li>\n<li>M\u00e1scara equim\u00f3tica<\/li>\n<\/ul>\n<p>C\u00f3digo Verde (3\u00aa Prioridade)<\/p>\n<p>Nesta categoria incluem-se as les\u00f5es menores e les\u00f5es mortais. Incluem-se estas \u00faltimas nesta categoria, porque a possibilidade de sobrevida \u00e9 baixa.<\/p>\n<p>Les\u00f5es menores \u2013 n\u00e3o implicam risco de vida<\/p>\n<p>Fracturas menores<\/p>\n<p>Abras\u00f5es, contus\u00f5es<\/p>\n<p>Queimaduras menores<\/p>\n<p>Queimaduras tipo AB, com menos de 25% da superf\u00edcie corporal comprometida<\/p>\n<p>Queimaduras tipo B, com menos de 2% da superf\u00edcie corporal comprometida<\/p>\n<p>Queimaduras tipo A, com menos de 20% da superf\u00edcie corporal comprometida<\/p>\n<p>Les\u00f5es mortais \u2013 poucas possibilidades de sobrevida<\/p>\n<p>Queimaduras tipo AB e B, com mais de 40% da superf\u00edcie corporal comprometida<\/p>\n<p class=\"_mce_tagged_br\">Queimaduras tipo AB e B, com mais de 40% da superf\u00edcie corporal comprometida,associadas a les\u00f5es craneoencef\u00e1licas ou tor\u00e1cicas<\/p>\n<p class=\"_mce_tagged_br\">Les\u00f5es cranianas com exposi\u00e7\u00e3o da massa encef\u00e1lica e v\u00edtima inconsciente<\/p>\n<p class=\"_mce_tagged_br\">Les\u00f5es craneoencef\u00e1licas com v\u00edtima inconsciente e fracturas graves<\/p>\n<p class=\"_mce_tagged_br\">Les\u00f5es da coluna vertebral com aus\u00eancia de sensibilidade e movimentos<\/p>\n<p class=\"_mce_tagged_br\">V\u00edtima com mais de 60 anos e com les\u00f5es graves<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">C\u00f3digo Preto<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p>V\u00edtimas cad\u00e1veres<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">EVACUA\u00c7\u00c3O DOS FERIDOS<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">\u00c9 importante neste cap\u00edtulo considerar alguns aspectos que nos v\u00e3o ajudar a decidir, qual \u00e9 a altura em que vamos transportar os feridos, que foram avaliados. Assim, a decis\u00e3o vai depender dos seguintes factores:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">O n\u00ba elevado de meios de transporte, congestiona a \u00e1rea de interven\u00e7\u00e3o das equipas m\u00e9dicas.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">A evacua\u00e7\u00e3o adequada das vitimas, diminui a mortalidade e morbilidade das mesmas<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Dever\u00e1 existir um s\u00edtio f\u00edsico designado por comando de opera\u00e7\u00f5es em que haja organiza\u00e7\u00e3o das ambul\u00e2ncias e outros ve\u00edculos de transporte, que permita o tr\u00e1fego fluido de entrada e sa\u00edda de ve\u00edculos.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">O transporte dentro da \u00e1rea de triagem deve ser feito em macas.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">O coordenador da triagem decidir\u00e1 o meio de transporte e o destino de cada ferido.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\">TRIAGEM INTRAHOSPITALAR<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Corresponde \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o que deve ter o hospital que vai receber as vitimas do desastre. Para isso consideramos as seguintes regras:<\/p>\n<p>1 &#8211; Os doentes devem entrar por uma \u00fanica entrada<\/p>\n<p>2 &#8211; Os doentes devem passar por uma \u00e1rea de triagem intra hospitalar para a classifica\u00e7\u00e3o de doentes<\/p>\n<p>3 &#8211; Deve existir um respons\u00e1vel pela triagem, cujo cargo deve ser atribu\u00eddo a um m\u00e9dico com experi\u00eancia, que delegue t\u00e9cnicas de reanima\u00e7\u00e3o a outros m\u00e9dicos.<\/p>\n<p align=\"justify\">O objectivo desta triagem intra hospitalar \u00e9 o seguinte:<\/p>\n<p>1 &#8211; Receber as vitimas do acidente<\/p>\n<p>2 &#8211; Classifica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida das vitimas para a sua condu\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea de tratamento adequada<\/p>\n<p>3 &#8211; Promover apenas o tratamento b\u00e1sico necess\u00e1rio para salvar a vida de uma pessoa (traqueotomia; toracocentese; hem\u00f3stase).<\/p>\n<p align=\"justify\">As fun\u00e7\u00f5es do coordenador da triagem s\u00e3o:<\/p>\n<p>1 &#8211; Supervisionar a \u00e1rea de triagem<\/p>\n<p>2 &#8211;<\/p>\n<p>Classificar doentes<\/p>\n<p>3- Iniciar procedimentos b\u00e1sicos<\/p>\n<ul>\n<li>Atribuir uma pessoa para a supervis\u00e3o e<\/li>\n<\/ul>\n<p>coordena\u00e7\u00e3o do grupo de ambul\u00e2ncias<\/p>\n<ul>\n<li>Assumir a responsabilidade da \u00e1rea de<\/li>\n<\/ul>\n<p>triagem e do pessoal<\/p>\n<p>4 &#8211; Verificar materiais e equipamentos<\/p>\n<p>5 &#8211; Organizar os recursos da \u00e1rea de triagem.<\/p>\n<p>OUTRAS ESCALAS DE TRIAGEM<\/p>\n<p>TRIAGEM VERSUS ACTO CIRURGICO<\/p>\n<p>(SAMU Fran\u00e7a)<\/p>\n<ul>\n<li>Hierarquia das les\u00f5es, em gravidade e em urg\u00eancia vital<\/li>\n<li>Grau de prepara\u00e7\u00e3o do ferido para interven\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Possibilidade de instala\u00e7\u00f5es operat\u00f3rias e seu rendimento<\/li>\n<li>Tempos de espera pr\u00e9-operat\u00f3ria a respeitarem em fun\u00e7\u00e3o das les\u00f5es inferior a 6 horas; de 6 a 18 horas; de 18 a 36 horas<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\">TRIAGEM VERSUS EVACUA\u00c7\u00c3O (SAMU-Fran\u00e7a)<\/p>\n<p align=\"center\">\n<ul>\n<li>As evacua\u00e7\u00f5es s\u00e3o poss\u00edveis e r\u00e1pidas<\/li>\n<li>As evacua\u00e7\u00f5es s\u00e3o longas e dif\u00edceis<\/li>\n<li>As evacua\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais ou menos imposs\u00edveis no imediato<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\">CLASSIFICA\u00c7\u00c3O NATO<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p>URGENTE<\/p>\n<p align=\"center\">(Prioridade 1 \u2013 P1)<\/p>\n<ul>\n<li>Obstru\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias de causa mec\u00e2nica<\/li>\n<li>Traumatismos tor\u00e1cicos c\/ volet<\/li>\n<li>Pneumotorax hipertensivo<\/li>\n<li>Les\u00f5es maxilo-faciais c\/ comprometimento das VAS<\/li>\n<li>Shock hipovol\u00e9mico por hemorragia interna<\/li>\n<li>Paragens card\u00edacas<\/li>\n<li>Les\u00f5es do SNC com deteriora\u00e7\u00e3o do estado neurol\u00f3gico<\/li>\n<\/ul>\n<p>IMEDIATA (Prioridade 2 \u2013 P2)<\/p>\n<ul>\n<li>Feridas toraxicas e abdominais inst\u00e1veis<\/li>\n<li>Feridas vasculares inacess\u00edveis com isqu\u00e9mia dos membros<\/li>\n<li>Amputa\u00e7\u00f5es incompletas<\/li>\n<li>Fracturas abertas dos ossos longos<\/li>\n<li>Queimaduras por f\u00f3sforo<\/li>\n<li>Queimaduras 2\u00ba e 3\u00ba graus (15 a 40% BSB)<\/li>\n<\/ul>\n<p>EM ESPERA (Delayed &#8211; P3)<\/p>\n<ul>\n<li>Feridas podendo suportarem uma espera sem comprometimento na recupera\u00e7\u00e3o at\u00e9 10 horas<\/li>\n<li>Feridas abdominais est\u00e1veis com les\u00f5es viscerais prov\u00e1veis, mas sem hemorragias significativas<\/li>\n<li>Feridas maxilo-faciais sem altera\u00e7\u00f5es na permeabilidade das vias a\u00e9reas<\/li>\n<li>Feridas dos tecidos moles necessitando repara\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Feridas vasculares com circula\u00e7\u00e3o colateral funcional<\/li>\n<li>Ruptura da arvore g\u00e9nito-urin\u00e1rio<\/li>\n<li>Fracturas necessitando de manobras de redu\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Feridas oculares<\/li>\n<li>Les\u00f5es do SNC s\/ deteoriza\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica<\/li>\n<li>Queimaduras inferiores a 15% BSB s\/ atingirem a face, m\u00e3os e aparelho genital<\/li>\n<li>Fracturas dos membros superiores<\/li>\n<li>Primeira fase sintom\u00e1tica, depois de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s radia\u00e7\u00f5es<\/li>\n<li>Suspeita \u201cblast\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p>MORITURI (Excedida)<\/p>\n<ul>\n<li>Contaminado com convuls\u00f5es<\/li>\n<li>Respira\u00e7\u00e3o ag\u00f3nica<\/li>\n<li>Shock grave c\/ferimentos m\u00faltiplos<\/li>\n<li>Consequ\u00eancia de explos\u00f5es mutilantes com les\u00f5es extensas e m\u00faltiplas<\/li>\n<li>Queimaduras do 3\u00ba grau superiores a 60% BSB<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\">CLASSIFICA\u00c7\u00c3O DOS SERVI\u00c7OS DE SA\u00daDE DO EXERCITO FRANC\u00caS<\/p>\n<p>1. CONVENCIONAL<\/p>\n<p>EXTREMA URG\u00caNCIA (EU-5% dos casos)<\/p>\n<ul>\n<li>Insufici\u00eancias respirat\u00f3rias agudas por asfixia de origem tor\u00e1cica ou cervicomaxilo-facial<\/li>\n<li>Insufici\u00eancias cardio-circulat\u00f3rias provocadas por grandes hemorragias n\u00e3o controladas<\/li>\n<\/ul>\n<p>PRIMEIRA URG\u00caNCIA (U1 \u2013 25% dos casos)<\/p>\n<p>Interven\u00e7\u00e3o at\u00e9 6 horas<\/p>\n<ul>\n<li>A maioria dos politraumatismos<\/li>\n<li>Os grandes esfacelos dos membros<\/li>\n<li>As feridas do abd\u00f3men<\/li>\n<li>As hemorragias garrotadas ou n\u00e3o<\/li>\n<li>Os traumatismos cr\u00e2nio-encef\u00e1licos com coma e shock persistente<\/li>\n<li>As queimaduras graves superiores a 15% BSB<\/li>\n<\/ul>\n<p>SEGUNDA URG\u00caNCIA (U2 \u2013 30% dos Casos) Interven\u00e7\u00e3o entre 6 e 12 horas<\/p>\n<ul>\n<li>As fracturas dos membros<\/li>\n<li>As feridas das articula\u00e7\u00f5es<\/li>\n<li>As feridas dos membros sem esfacelos<\/li>\n<li>Os traumatismos cr\u00e2nio-encef\u00e1licos sem coma<\/li>\n<li>As feridas determinando as especialidades de ORL, Oftalmologia, Estomatologia<\/li>\n<li>As queimaduras ligeiras<\/li>\n<\/ul>\n<p>TERCEIRA URG\u00caNCIA (U3 \u2013 40% dos casos) Interven\u00e7\u00e3o de 12 a 24 horas<\/p>\n<ul>\n<li>As feridas ligeiras sem qualquer urg\u00eancia cir\u00fargica<\/li>\n<\/ul>\n<p>QUARTA URG\u00caNCIA (U4)<\/p>\n<ul>\n<li>As feridas ligeiras que necessitam de cuidados simples, examinados e tratados no local<\/li>\n<\/ul>\n<p>2. NBQ<\/p>\n<p>PO: Prioridade zero (20 a 25%)<\/p>\n<ul>\n<li>Feridos ligeiros com uma radia\u00e7\u00e3o inferior a 150 rads<\/li>\n<\/ul>\n<p>P1: Prioridade 1 ( 10%)<\/p>\n<ul>\n<li>Feridos de gravidade importante U1 \u2013U2 que necessitam de cuidados cir\u00fargicos num per\u00edodo inferior a 6 horas e em que a radia\u00e7\u00e3o continua moderada<\/li>\n<li>Queimaduras entre 15 a 20% de BSB<\/li>\n<\/ul>\n<p>P2: Prioridade 2 (25%)<\/p>\n<ul>\n<li>Feridos que necessitando de cuidados cir\u00fargicos num per\u00edodo inferior ou igual a 18 horas (U2-U3), com doses superiores a 150 rads<\/li>\n<\/ul>\n<p>P3: Prioridade 3 (15%)<\/p>\n<ul>\n<li>Feridos (U3) necessitando de cuidados cir\u00fargicos num per\u00edodo inferior a 24 horas com radia\u00e7\u00f5es de doses compreendidas entre 150 a 400 rads Queimados na face e ou m\u00e3os<\/li>\n<\/ul>\n<p>P4: prioridade 4 (25 a 30%)<\/p>\n<ul>\n<li>Feridos muito graves (EU-U1) contaminados com radia\u00e7\u00f5es superiores a 400 rads<\/li>\n<\/ul>\n<p>(PO e P4 aguardam ordenamento de evacua\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p align=\"center\">CLASSIFICA\u00c7\u00c3O PARA V\u00cdTIMAS DE<\/p>\n<p>CAT\u00c1STROFES EM TEMPO DE PAZ<\/p>\n<p align=\"center\">(Segundo NOTO- LARCAN-HUGUENARD)<\/p>\n<p>URG\u00caNCIAS ABSOLUTAS (UA)<\/p>\n<ul>\n<li>Gestos vitais assegurando a ventila\u00e7\u00e3o e uma hemodin\u00e2mica conveniente, n\u00e3o excluindo alguns gestos cir\u00fargicos elementares<\/li>\n<li>Evacua\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria em meio medicalizado<\/li>\n<li>As URG\u00caNCIAS ABSOLUTAS (UA) absorvem as EXTREMAS URG\u00caNCIAS (EU) e as PRIMEIRAS URG\u00caNCIAS (U1)<\/li>\n<\/ul>\n<p>EXTREMAS URG\u00caNCIAS (EU)<\/p>\n<ul>\n<li>Determinam cuidados imediatos para assegurar a vida e permitir a evacua\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Shock<\/li>\n<li>Insufici\u00eancia ventilat\u00f3ria aguda<\/li>\n<li>Origem central (intoxica\u00e7\u00e3o maci\u00e7a, hipotermia profunda)<\/li>\n<li>Origem perif\u00e9rica (les\u00f5es cervico-maxilofaciais e toraxico-pulmonares<\/li>\n<li>Insufici\u00eancia cardio-circulat\u00f3ria<\/li>\n<li>Estados de colapso<\/li>\n<\/ul>\n<p>PRIMEIRA URG\u00caNCIA (U1)<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Necessitam de cuidados antes de qualquer evacua\u00e7\u00e3o, a qual ter\u00e1 que ser vigiada tecnicamente e interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas num per\u00edodo inferior \u00e0s 6 horas<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Politraumatizados sem insufici\u00eancia ventilat\u00f3ria<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Traumatismos tor\u00e1cicos abertos ou fechados sem altera\u00e7\u00f5es ventilat\u00f3rias severas<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Feridas abdominais com hemorragias e sem shock<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Feridas vasculares garrotadas<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Fracturas abertas dos ossos longos<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Grandes esfacelos de massas musculares dos membros<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Feridas graves das n\u00e1degas e do per\u00edneo<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Traumatismos craneo-encef\u00e1licos com coma profundo<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Compress\u00f5es importantes e prolongadas dos membros (+ de 4 horas) sem shock persistente<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Traumatismos da coluna com altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Queimaduras do 2\u00ba e 3\u00ba graus com 30 a 50% de BSB<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Intoxica\u00e7\u00e3o por ingest\u00e3o ou inala\u00e7\u00e3o com coma persistente<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u00abIntoxica\u00e7\u00f5es por inala\u00e7\u00e3o com altera\u00e7\u00f5es ventilat\u00f3rias progressivas<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Feridas oculares transfigurantes ou\/e penetrantes<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u201dBlast\u201d pulmonar com altera\u00e7\u00f5es ventilat\u00f3rias<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Afogados com coma persistente<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Hipotermias entre os 28\u00ba e 32\u00baC<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>URG\u00caNCIAS RELATIVAS (UR)<\/p>\n<ul>\n<li>Gestos simples de estabiliza\u00e7\u00e3o de les\u00f5es<\/li>\n<li>Gestos cir\u00fargicos diferenciados sem riscos para o progn\u00f3stico<\/li>\n<li>Evacua\u00e7\u00e3o eventualmente diferenciada As URG\u00caNCIAS RELATIVAS (UR) absorvem as SEGUNDAS URG\u00caNCIAS (U2) e as TERCEIRAS URG\u00caNCIAS (U3)<\/li>\n<\/ul>\n<p>SEGUNDAS URG\u00caNCIAS (U2)<\/p>\n<ul>\n<li>C<\/li>\n<\/ul>\n<p>uidados cir\u00fargicos e\/ou m\u00e9dicos num per\u00edodo de 4 a 8 horas<\/p>\n<ul>\n<li>Fracturas fechadas diafis\u00e1rias<\/li>\n<li>Fracturas abertas dos ossos curtos<\/li>\n<li>Feridas das partes moles pouco hemorr\u00e1gicas<\/li>\n<li>Escalpes moderados pouco hemorr\u00e1gicos<\/li>\n<li>Traumatismos craneo-encef\u00e1licos com coma ligeiro<\/li>\n<li>Queimaduras de 2\u00ba e 3\u00ba graus, inferiores a 20% e superiores a 10% de BSB<\/li>\n<li>Luxa\u00e7\u00f5es de grandes articula\u00e7\u00f5es sem sinais neurol\u00f3gicos<\/li>\n<li>Feridas oft\u00e1lmicas e dos anexos<\/li>\n<li>\u201dBlast\u201d OTL com sinais funcionais importantes<\/li>\n<li>Feridas das articula\u00e7\u00f5es<\/li>\n<li>Compress\u00f5es dos membros de forma moderada e sem sinais de shock<\/li>\n<li>Intoxica\u00e7\u00f5es por inala\u00e7\u00e3o com desaparecimento da sintomatologia nervosa e ventilat\u00f3ria<\/li>\n<li>Intoxica\u00e7\u00f5es com manifesta\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas<\/li>\n<\/ul>\n<p>TERCEIRA URG\u00caNCIA (U3)<\/p>\n<ul>\n<li>Cuidados cir\u00fargicos e\/ou m\u00e9dicos num per\u00edodo at\u00e9 18 horas<\/li>\n<li>Transporte sem vigil\u00e2ncia especial<\/li>\n<li>Traumatismos fechados dos membros<\/li>\n<li>Pequenas feridas contusas<\/li>\n<li>Traumatismos craneo-encef\u00e1licos com perda de consci\u00eancia inicial<\/li>\n<li>Contus\u00f5es ligeiras abdominais e tor\u00e1cicas<\/li>\n<li>Queimaduras inferiores a 10% de BSB<\/li>\n<\/ul>\n<p>URG\u00caNCIAS EXCEDIDAS<\/p>\n<ul>\n<li>Reagrupam todas as v\u00edtimas que apresentam les\u00f5es grav\u00edssimas que n\u00e3o podem ser tratadas imediatamente e que apresentam poucas hip\u00f3teses de sobreviv\u00eancia. Tal facto, n\u00e3o determina que n\u00e3o tenham acompanhamento sistem\u00e1tico, dentro do conceito de Medicina de Cat\u00e1strofe.<\/li>\n<li>Afundamentos e esmagamentos tor\u00e1xico-abdominais e craneo-encef\u00e1licos com insufici\u00eancia respirat\u00f3ria<\/li>\n<li>Queimaduras de 2\u00ba e 3\u00ba graus superiores a 80% de BSB<\/li>\n<li>Situa\u00e7\u00e3o ventilat\u00f3ria pr\u00e9-ag\u00f3nica acompanhada de les\u00f5es tor\u00e1cicas, abdominais ou craneo-encef\u00e1licas<\/li>\n<li>Feridas vasculares dos grossos vasos ao n\u00edvel do pesco\u00e7o sem possibilidade imediata de hemostase<\/li>\n<\/ul>\n<p>URG\u00caNCIAS POT\u00caNCIAIS<\/p>\n<ul>\n<li>Les\u00f5es suscept\u00edveis de apresentarem agravamento inopinado ou em consequ\u00eancia do transporte<\/li>\n<li>Podem ser consideradas situa\u00e7\u00f5es integradas nas classes U1 ou U2<\/li>\n<li>Traumatismos abdominais e tor\u00e1cicos fechados<\/li>\n<li>\u201dBlast\u201d pulmonar e abdominal<\/li>\n<li>Certas intoxica\u00e7\u00f5es por inala\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Les\u00f5es em soterrados<\/li>\n<li>Associa\u00e7\u00e3o de queimaduras e \u00e1reas topogr\u00e1ficas GOODWIN TRIAGE (Emergency Medical Service-USA-1993)<\/li>\n<\/ul>\n<p>PRIORIDADE I<\/p>\n<p>V\u00edtimas em grave risco de asfixia ou colapso cardio-circulat\u00f3rio com:<\/p>\n<p>-Traumatismos tor\u00e1cicos<\/p>\n<p>-Hemotorax maci\u00e7o<\/p>\n<p>-Tamponamento card\u00edaco<\/p>\n<p>-Traumatismos toraxico-abdominais<\/p>\n<p>-Traumatismos comprometendo as VAS<\/p>\n<p>-Shock<\/p>\n<p>PRIORIDADE II<\/p>\n<ul>\n<li>Vitimas estabilizadas em risco de shock<\/li>\n<li>Traumatismo abdominal aberto<\/li>\n<li>Queimaduras extensas<\/li>\n<li>Traumatismos craneo-encef\u00e1licos fechados com diminui\u00e7\u00e3o progressiva do estado de consci\u00eancia<\/li>\n<\/ul>\n<p>PRIORIDADE III<\/p>\n<ul>\n<li>Les\u00f5es raquidianas<\/li>\n<li>Les\u00f5es oculares<\/li>\n<li>Traumatismos das m\u00e3os<\/li>\n<li>Fracturas m\u00faltiplas<\/li>\n<li>Esfacelos extensos de \u00e1reas musculares<\/li>\n<\/ul>\n<p>PRIORIDADE IV<\/p>\n<ul>\n<li><\/li>\n<\/ul>\n<p>Fracturas fechadas simples<\/p>\n<ul>\n<li>Feridas dos tecidos moles n\u00e3o complicadas<\/li>\n<\/ul>\n<p>PRIORIDADE V<\/p>\n<ul>\n<li>Vitimas movimentando-se sem aux\u00edlio<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">TRIAGEM\/CLASSIFICA\u00c7\u00c3O (Sociedade Espanhola de Medicina de Cat\u00e1strofe-SEMECA)<\/p>\n<p>PRIMEIRA CATEGORIA<\/p>\n<p>Extrema urg\u00eancia \u2013 Vermelho &#8211; Prioridade 1<\/p>\n<ul>\n<li>Paragem cardio-ventilat\u00f3ria presenciada<\/li>\n<li>Obstru\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica aguda das VA<\/li>\n<li>Traumatismo facial que produza ou que possa produzir asfixia<\/li>\n<li>Traumatismo tor\u00e1cico aberto<\/li>\n<li>Pneumotorax hipertensivo<\/li>\n<li>Shock hipovol\u00e9mico grave<\/li>\n<li>Hemorragia interna activa<\/li>\n<li>Feridas cardioperic\u00e1rdicas<\/li>\n<li>Traumatismo abdominal aberto com eviscera\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Esfacelo maci\u00e7o<\/li>\n<li>Politraumatizado inst\u00e1vel<\/li>\n<li>Queimados com + de 20% de BSB<\/li>\n<li>Envenenamentos por produtos qu\u00edmicos<\/li>\n<li>Complica\u00e7\u00f5es obst\u00e9tricas activas<\/li>\n<li>Prolapso do cord\u00e3o<\/li>\n<li>Deteriora\u00e7\u00e3o progressiva do n\u00edvel de resposta ou das fun\u00e7\u00f5es vitais<\/li>\n<li>Les\u00f5es que devem ser assistidas no local afim de solucionar a les\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o mortal<\/li>\n<\/ul>\n<p>SEGUNDA CATEGORIA<\/p>\n<p>Urgente \u2013 Amarelo \u2013 Prioridade 2<\/p>\n<ul>\n<li>Les\u00f5es que podem demorar 6 horas para a assist\u00eancia e permite transladar a v\u00edtima at\u00e9 \u00e1reas de socorro<\/li>\n<li>Traumatismos abdominais, incluindo perfura\u00e7\u00f5es gastrointestinais<\/li>\n<li>Traumatismos rectroperitoniais<\/li>\n<li>Traumatismos tor\u00e1cicos sem asfixia<\/li>\n<li>Feridas vasculares que exigem cirurgia reparadora<\/li>\n<li>Todas as les\u00f5es que tenham exigido garrotagem<\/li>\n<li>Fracturas abertas<\/li>\n<li>Abd\u00f3men agudo<\/li>\n<li>Vitimas em coma<\/li>\n<li>Traumatismos craneo encef\u00e1licos com focalidade<\/li>\n<li>Politraumatizados<\/li>\n<li>Traumatismos abdominais abertos<\/li>\n<li>Dificuldades respirat\u00f3ria controlada<\/li>\n<li>Queimados com 20% de BSB<\/li>\n<\/ul>\n<p>TERCEIRA CATEGORIA<\/p>\n<p>N\u00e3o urgente \u2013 Verde \u2013 Prioridade 3<\/p>\n<ul>\n<li>Les\u00f5es que podem ser assistidas em prazos superiores a 6 horas, sem risco de morte para a v\u00edtima, mesmo que possam ficar sequelas do ponto de vista funcional<\/li>\n<li>Traumatismos cr\u00e2nio-encef\u00e1licos que exijam descompress\u00e3o<\/li>\n<li>Feridas musculares<\/li>\n<li>Polifracturados<\/li>\n<li>Contus\u00f5es tor\u00e1cicas<\/li>\n<li>Fracturas dos ossos longos<\/li>\n<li>Les\u00f5es menores que podem ser atendidas num per\u00edodo depois das 24 horas em unidades de retaguarda<\/li>\n<li>Fracturas dos ossos curtos<\/li>\n<li>Luxa\u00e7\u00f5es<\/li>\n<li>Feridas menores<\/li>\n<li>Feridas oculares<\/li>\n<li>Les\u00f5es maxilo-faciais sem quadros psicol\u00f3gicos nem patologia anterior<\/li>\n<\/ul>\n<p>QUARTA CATEGORIA<\/p>\n<p>Cinzento\/Preto<\/p>\n<ul>\n<li>Cad\u00e1veres<\/li>\n<li>V\u00edtimas sem possibilidade de sobreviv\u00eancia<\/li>\n<li>Paragem c\u00e1rdio-respirat\u00f3rias n\u00e3o presenciadas<\/li>\n<li>Traumatismos cr\u00e2nio-encef\u00e1licos com perda de massa encef\u00e1lica<\/li>\n<li>Destrui\u00e7\u00e3o m\u00faltiplo org\u00e2nicas<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\">\n<p>TRIAGEM PARA PRIORIDADES DE TRATAMENTO<\/p>\n<p align=\"center\">(Recomendado pelo USDOt \u2013 United States of Transportation)<\/p>\n<p>1\u00ba GRUPO<\/p>\n<ul>\n<li>Obstru\u00e7\u00f5es das vias a\u00e9reas superiores<\/li>\n<li>Traumatismos tor\u00e1cicos abertos<\/li>\n<li>Apneia<\/li>\n<li>Paragem card\u00edaca (consequ\u00eancia de trauma)<\/li>\n<li>Hemorragia maci\u00e7a<\/li>\n<li>Pneumot\u00f3rax hipertensivo<\/li>\n<li>Tamponamento card\u00edaco<\/li>\n<li>Choque iminente<\/li>\n<li>Hemot\u00f3rax maci\u00e7o<\/li>\n<\/ul>\n<p>2\u00ba GRUPO<\/p>\n<ul>\n<li><\/li>\n<\/ul>\n<p>Feridas na cabe\u00e7a<\/p>\n<ul>\n<li>Eviscera\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Fracturas abertas<\/li>\n<li>Traumatismos raquidianos<\/li>\n<\/ul>\n<p>3\u00baGRUPO<\/p>\n<ul>\n<li><\/li>\n<\/ul>\n<p>Fracturas simples<\/p>\n<ul>\n<li>Feridas n\u00e3o complicadas<\/li>\n<\/ul>\n<p>Conclus\u00e3o:<\/p>\n<p align=\"justify\">A chave de uma boa assist\u00eancia m\u00e9dica em situa\u00e7\u00e3o de cat\u00e1strofe, em primeiro lugar prende-se com boa forma\u00e7\u00e3o dos intervenientes no socorro; em segundo lugar na coordena\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o de meios por parte do coordenador da opera\u00e7\u00e3o em terceiro lugar uma triagem bem executada. Um bom sistema de triagem e socorro, ir\u00e1 possibilitar que aumente a taxa de sobreviv\u00eancia das v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Bibliografia:<\/p>\n<ul>\n<li>SCALETTA, Thomas A. And SCHAIDER, Jeffrey J.; Emergent management of trauma; USA; Mc graw-Hill; 1996<\/li>\n<li><\/li>\n<\/ul>\n<p>LABORIE, Jean Marc; Reanimation et urgences pr\u00e9 hospitalieres ; Paris ; \u00c9ditions Frison roche ; 1992<\/p>\n<ul>\n<li>RYAN, James e MAHONEY, Peter F.; Conflict and catastrophe medicine; USA; Springer; 2003<\/li>\n<li>NOTO, R. C. Huguenard; M\u00e9decine de catastrophe; Paris; Ed. Masson; 1994<\/li>\n<li>STONE, C. Keith and HUMPHRIES, Roger L.; Current emergency diagnosis and treatment; USA; International Edition; 2004<\/li>\n<li>HAMILTON, Glennec and SANDERS, Arthur B.; Emergency medicine: an approach to clinical problem-solving; USA; Saunders Ed.; 2003<\/li>\n<li>TRAUMA, Sociedade Argentina de medicina e cirurgia; Trauma prioridades; Buenos Aires; Editorial m\u00e9dica panamericana; 2002<\/li>\n<li>DOLAN, Brian and HOLT, Lynda; Acident and emergency: theory into practice; USA; Bailliere Tindall Ed.; 2000<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Portugal, o Trauma \u00e9 a patologia que causa mais mortes, por acidente de via\u00e7\u00e3o. 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