{"id":906,"date":"2008-07-11T15:44:36","date_gmt":"2008-07-11T15:44:36","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/pe-diabetico\/"},"modified":"2021-04-28T15:47:53","modified_gmt":"2021-04-28T15:47:53","slug":"pe-diabetico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/pe-diabetico\/","title":{"rendered":"P\u00e9 Diab\u00e9tico"},"content":{"rendered":"<p>A preven\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais na presta\u00e7\u00e3o de cuidados ao diab\u00e9tico com risco de desenvolver les\u00f5es.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Este trabalho resultou de uma reflex\u00e3o cr\u00edtica da nossa pr\u00e1tica di\u00e1ria, visto ser uma realidade com a qual contactamos diariamente no nosso servi\u00e7o (Cirurgia Geral). Somos, frequentemente, confrontados com situa\u00e7\u00f5es em que pequenas les\u00f5es do p\u00e9 levam a internamentos repetitivos e prolongados e\/ou amputa\u00e7\u00e3o cir\u00fargica do membro.<\/p>\n<p align=\"justify\">A diabetes mellitus constitui um grave problema de sa\u00fade p\u00fablica a n\u00edvel mundial e que se encontra em r\u00e1pida expans\u00e3o, sobretudo nos pa\u00edses desenvolvidos. Estima-se que existam mais de 170 milh\u00f5es de pessoas com diabetes a n\u00edvel mundial (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, 2000) e que este valor ter\u00e1 duplicado em 2030. Em Portugal, dados recentes da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (2007), referem que cerca de 6,5% da popula\u00e7\u00e3o portuguesa \u00e9 diab\u00e9tica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma das complica\u00e7\u00f5es mais dram\u00e1ticas da diabetes \u00e9 o p\u00e9 diab\u00e9tico, uma vez que, ainda continua a ser respons\u00e1vel por um elevado n\u00famero de amputa\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas dos membros inferiores. A Direc\u00e7\u00e3o Geral de Sa\u00fade (2001) refere que, cerca de 15% da popula\u00e7\u00e3o diab\u00e9tica tem condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ao aparecimento de patologias nos p\u00e9s, sendo o p\u00e9 diab\u00e9tico respons\u00e1vel por 40 a 60% de todas as amputa\u00e7\u00f5es n\u00e3o traum\u00e1ticas.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Sociedade Espanhola de Angiologia e Cirurgia Vascular, cit in REVILLA [et al] (2007), define o p\u00e9 diab\u00e9tico como uma \u201caltera\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de base etiopatog\u00e9nica neurop\u00e1tica e induzida pela hiperglicemia mantida, com ou sem coexist\u00eancia de isqu\u00e9mia, e pr\u00e9vio desencadeante traum\u00e1tico, produzindo les\u00e3o e\/ou ulcera\u00e7\u00e3o do p\u00e9\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>FISIOPATOLOGIA DO P\u00c9 DIAB\u00c9TICO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Um doente diab\u00e9tico, que seja portador da doen\u00e7a h\u00e1 j\u00e1 alguns anos, \u00e9 um candidato a desenvolver neuropatia que, associada a altera\u00e7\u00f5es da circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, torna-o mais vulner\u00e1vel a infec\u00e7\u00f5es nos p\u00e9s. Ent\u00e3o, a tr\u00edade composta pela neuropatia, vasculopatia (Doen\u00e7a Arterial Perif\u00e9rica) e altera\u00e7\u00f5es imunol\u00f3gicas e infec\u00e7\u00e3o, constitui a base para o surgimento do p\u00e9 diab\u00e9tico (REVILLA [et al], 2007). No entanto, este pode ser provocado apenas por um dos factores, sendo a neuropatia o mais frequente.<\/p>\n<p align=\"justify\">A neuropatia perif\u00e9rica afecta os nervos sensoriais perif\u00e9ricos dos membros inferiores, provocando a redu\u00e7\u00e3o ou perda da sensibilidade, aus\u00eancia de suda\u00e7\u00e3o e deforma\u00e7\u00e3o do p\u00e9 com proemin\u00eancias \u00f3sseas metat\u00e1rsicas, que conduzem a altera\u00e7\u00f5es na marcha e, consequentemente, forma\u00e7\u00e3o de calosidades, por prolongada press\u00e3o local, e eventualmente ulcera\u00e7\u00e3o da pele (ROCHA [et al], 2006).<\/p>\n<p align=\"justify\">Normalmente, a vasculopatia pode n\u00e3o ser a causa inicial de desenvolvimento da \u00falcera, mas dificulta a sua cicatriza\u00e7\u00e3o e, quando associada a neuropatia, torna-se um problema acrescido, uma vez que o doente apresenta altera\u00e7\u00e3o da sensibilidade, devido aos n\u00edveis cr\u00edticos de isqu\u00e9mia (ROCHA [et al], 2006).<\/p>\n<p align=\"justify\">O p\u00e9 diab\u00e9tico pode, ent\u00e3o, ser classificados (cf. QUADRO 1) em dois tipos, de acordo com a sua etiopatogenia: neurop\u00e1tico e isqu\u00e9mico (EDMONDS, 1987 cit in AFONSO [et al], 2005). No entanto, em 1994 o mesmo autor acrescenta, tamb\u00e9m, o nome de neuro-isqu\u00e9mico, uma vez que, o p\u00e9 isqu\u00e9mico puro sem neuropatia \u00e9 raro (EDMONDS, 1987 cit in AFONSO [et al], 2005).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">QUADRO 1 \u2013 CLASSIFICA\u00c7\u00c3O FISIOPATOL\u00d3GICA DO P\u00c9 DIAB\u00c9TICO<\/p>\n<p align=\"left\">\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"50%\">P\u00e9 Neurop\u00e1tico<\/td>\n<td width=\"50%\">P\u00e9 isqu\u00e9mico<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Quente<\/td>\n<td>Frio<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Rosado<\/td>\n<td>P\u00e1lido com eleva\u00e7\u00e3o, cianosado com declive<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Pele seca e fissurada<\/td>\n<td>Pele fina e brilhante<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Deforma\u00e7\u00f5es<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Insens\u00edvel \u00e0 dor<\/td>\n<td>Com sensa\u00e7\u00e3o dolorosa<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Pulsos amplos<\/td>\n<td>Pulsos diminu\u00eddos ou ausentes<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Veias ingurgitadas<\/td>\n<td>Aumento do tempo de enchimento capilar<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Edemaciado<\/td>\n<td>Sem edema<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Se \u00falcera: 1\u00ba e 5\u00ba metacarpo e calc\u00e2neo (posterior); redondas com anel querot\u00e1sico periulcerativo; n\u00e3o dolorosas<\/td>\n<td>Se \u00falcera: latero-digital; sem anel querot\u00f3sico; dolorosas<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"center\">FONTE: REVILLA, Gema [et al] \u2013 O p\u00e9 dos diab\u00e9ticos. Revista Portuguesa de Cl\u00ednica Geral. Lisboa: n.\u00ba23 (Setembro\/Outubro de 2007), p.616. ISSN 0870-7103\n<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>PREVEN\u00c7\u00c3O DO P\u00c9 DIAB\u00c9TICO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O p\u00e9 diab\u00e9tico \u00e9 um estigma que pode ser evitado ou diminu\u00eddo se houver a preocupa\u00e7\u00e3o de o controlar. A preven\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais na presta\u00e7\u00e3o de cuidados ao diab\u00e9tico com risco de desenvolver les\u00f5es. Por isso, \u00e9 essencial uma avalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica dos p\u00e9s do diab\u00e9tico, por partes dos profissionais de sa\u00fade. O Consenso Internacional sobre o P\u00e9 Diab\u00e9tico, preparado pelo GRUPO DE TRABALHO INTERNACIONAL SOBRE O P\u00c9 DIAB\u00c9TICO (1999) refere que h\u00e1 cinco princ\u00edpios que se devem seguir:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ol type=\"1\">\n<li>Inspec\u00e7\u00e3o e exame frequentes do p\u00e9 em situa\u00e7\u00e3o de risco (cf. QUADRO 2): pelo menos uma vez por ano.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\">Quadro 2 \u2013 FACTORES DE RISCO NOS P\u00c9S DOS DIAB\u00c9TICOS<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p><center><\/p>\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"100%\">\u00dalcera ou amputa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via<\/p>\n<p>Complica\u00e7\u00f5es tardias da diabetes<\/p>\n<p>Diminui\u00e7\u00e3o da acuidade visual<\/p>\n<p>Desconhecimentos dos riscos da doen\u00e7a<\/p>\n<p>Condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f3micas deficientes<\/p>\n<p>Depress\u00e3o<\/p>\n<p>Pele seca do p\u00e9<\/p>\n<p>Presen\u00e7a de calosidades, gratas ou onicomicoses<\/p>\n<p>Presen\u00e7a de edema<\/p>\n<p>Deformidade dos dedos ou rigidez articular<\/p>\n<p>Neuropatia<\/p>\n<p>Doen\u00e7a arterial perif\u00e9rica<\/p>\n<p>Uso inadequado de meias e cal\u00e7ado<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/p>\n<p align=\"center\">FONTE: REVILLA, Gema [et al] \u2013 O p\u00e9 dos diab\u00e9ticos. Revista Portuguesa de Cl\u00ednica Geral. Lisboa: n.\u00ba23 (Setembro\/Outubro de 2007), p.617. ISSN 0870-7103\n<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ol start=\"2\" type=\"1\">\n<li>\n<p>Identifica\u00e7\u00e3o do p\u00e9 em situa\u00e7\u00e3o de risco (DGS, 2001):<\/p>\n<ol type=\"a\">\n<li>Baixo risco \u2013 aus\u00eancia de factores de risco (vigil\u00e2ncia anual);<\/li>\n<li>M\u00e9dio risco \u2013 um ou mais factores de risco, excepto neuropatia ou vasculopatia (vigil\u00e2ncia semestral);<\/li>\n<li>Alto risco \u2013 exist\u00eancia de neuropatia ou isqu\u00e9mia (vigil\u00e2ncia mansal\/trimestral).<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>Educa\u00e7\u00e3o do doente, dos familiares e dos prestadores de cuidados de sa\u00fade: A educa\u00e7\u00e3o do doente e seus familiares tem um papel primordial na preven\u00e7\u00e3o do p\u00e9 diab\u00e9tico. Para DGS (1998) cit in MATEUS (2004), esta \u00e9 essencial para a preven\u00e7\u00e3o, e deve ser relativa a: observa\u00e7\u00e3o frequente dos p\u00e9s, conselhos pr\u00e1ticos de higiene, conhecimento dos agentes agressores, uso de palmilhas e cal\u00e7ado espec\u00edfico e remo\u00e7\u00e3o de calosidades.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">O Consenso Internacional sobre o P\u00e9 Diab\u00e9tico, preparado pelo GRUPO DE TRABALHO INTERNACIONAL SOBRE O P\u00c9 DIAB\u00c9TICO (1999) sintetizou os pontos mais importantes a serem abordadas no ensino ao doente, sobre os cuidados a ter com os p\u00e9s:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li>Inspec\u00e7\u00e3o di\u00e1ria dos p\u00e9s, incluindo entre os dedos (pelo doente ou outra pessoa);<\/li>\n<li>Lavagem di\u00e1ria dos p\u00e9s (temperatura da \u00e1gua inferior a 37\u00ba), que devem ser cuidadosamente secos, nomeadamente entre os dedos;<\/li>\n<li>N\u00e3o expor os p\u00e9s a temperaturas extremas (frias ou quentes);<\/li>\n<li>Evitar andar descal\u00e7o e n\u00e3o utilizar cal\u00e7ado sem meias;<\/li>\n<li>N\u00e3o cortar ou utilizar produtos qu\u00edmicos ou adesivos para remover as superf\u00edcies c\u00f3rneas ou calosidades (apenas deve ser realizado por especialistas credenciados);<\/li>\n<li>Inspeccionar e palpar diariamente o interior dos sapatos;<\/li>\n<li>Utilizar creme hidratante se a pele estiver seca (n\u00e3o aplicar entre os dedos);<\/li>\n<li>Mudar diariamente de meias;<\/li>\n<li>Utilizar as meias com as costuras para fora ou, de prefer\u00eancia, sem qualquer costura;<\/li>\n<li>Cortar as unhas a direito, n\u00e3o muito rentes;<\/li>\n<li>Fazer exerc\u00edcio f\u00edsico moderado e adequado \u00e0 sua situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica (ex: caminhadas di\u00e1rias);<\/li>\n<li>N\u00e3o fumar;<\/li>\n<li>Controlar a glicemia, tens\u00e3o arterial e l\u00edpidos (controlar a alimenta\u00e7\u00e3o);<\/li>\n<li>Assegurar-se que os seus p\u00e9s s\u00e3o observados regularmente por um profissional de sa\u00fade;<\/li>\n<li>Informar imediatamente o profissional de sa\u00fade no caso de surgirem flictenas, fissuras, arranh\u00f5es, dor, altera\u00e7\u00f5es da cor ou outras altera\u00e7\u00f5es neurocirculat\u00f3rias.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ol start=\"4\" type=\"1\">\n<li>Utiliza\u00e7\u00e3o de cal\u00e7ado apropriado: c\u00f3modos e, preferencialmente, perfeitamente adequados ao p\u00e9, \u00e0s suas deforma\u00e7\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es biomec\u00e2nicas.<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"5\" type=\"1\">\n<li>Tratamento da patologia n\u00e3o ulcerada: altera\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas e das unhas (calosidades, hiperqueratoses, onicomicoses, fissuras, flictenas, etc), deforma\u00e7\u00f5es \u00f3sseas, neuropatia diab\u00e9tica, doen\u00e7a arterial perif\u00e9rica.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h4 align=\"justify\"><strong>TRATAMENTO DA \u00daLCERA<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Muitas vezes, mesma com a adop\u00e7\u00e3o das medidas anteriores, a ulcera surge e \u00e9 necess\u00e1rio o seu tratamento. A elabora\u00e7\u00e3o do tratamento passa pela exist\u00eancia de crit\u00e9rios padronizados de avalia\u00e7\u00e3o da ferida. Assim, o GRUPO DE TRABALHO INTERNACIONAL SOBRE O P\u00c9 DIAB\u00c9TICO (1999) refere que para a elabora\u00e7\u00e3o de um tratamento deve-se ter em conta os seguintes aspectos: causa da \u00falcera, tipo de \u00falcera, localiza\u00e7\u00e3o e profundidade e sinais de infec\u00e7\u00e3o. O mesmo grupo refere que o m\u00e9todo de tratamento das \u00falceras deve ter os seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li>Al\u00edvio da press\u00e3o (cal\u00e7ado e palmilhas apropriadas);<\/li>\n<li>Melhoria da irriga\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea (revasculariza\u00e7\u00e3o arterial e tratamento do tabagismo, hipertens\u00e3o arterial e dislipidemia);<\/li>\n<li>Controlo metab\u00f3lico;<\/li>\n<li>Educa\u00e7\u00e3o dos doentes e familiares;<\/li>\n<li>Determina\u00e7\u00e3o da causa e preven\u00e7\u00e3o da recorr\u00eancia;<\/li>\n<li>Cuidados locais da ferida.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0BARNETT (1994) cit in MATEUS (2004) acrescenta ainda a eleva\u00e7\u00e3o (para facilitar a drenagem) e a antibioterapia.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o aos cuidados locais \u00e0 ferida, estes dependem do grau da \u00falcera e do tipo de p\u00e9 diab\u00e9tico (isqu\u00e9mico ou neurop\u00e1tico).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O p\u00e9 diab\u00e9tico \u00e9 uma complica\u00e7\u00e3o grave da diabetes mellitus, provocado, na maior parte das vezes, pela n\u00e3o adop\u00e7\u00e3o das medidas de preven\u00e7\u00e3o adequadas recomendadas.<\/p>\n<p align=\"justify\">A forma\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade no \u00e2mbito desta tem\u00e1tica \u00e9 fundamental!<\/p>\n<p align=\"justify\">A Preven\u00e7\u00e3o e a Educa\u00e7\u00e3o dos doentes\/fam\u00edlia s\u00e3o as pedras basilares na presta\u00e7\u00e3o de cuidados ao diab\u00e9tico com risco de desenvolver les\u00f5es nos p\u00e9s.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/h4>\n<ul type=\"disc\">\n<li>AFONSO, Gustavo [et al] \u2013 P\u00e9 diab\u00e9tico: preven\u00e7\u00e3o e tratamento. Revista Ser Sa\u00fade. P\u00f3voa de Lanhoso: n.\u00ba5 (Maio\/Junho de 2007), p.96-108. ISSN 1646-5229.<\/li>\n<li>DIREC\u00c7\u00c3O GERAL DA SA\u00daDE \u2013 Circular normativa: p\u00e9 diab\u00e9tico \u2013 programa de controlo da diabetes mellitus. [s.l.]: [s.n.], n.\u00ba8 de 24 de Abril de 2001.<\/li>\n<li>GRUPO DE TRABALHO INTERNACIONAL SOBRE O P\u00c9 DIAB\u00c9TICO \u2013 Directivas Pr\u00e1ticas sobre o tratamento e a preven\u00e7\u00e3o do p\u00e9 diab\u00e9tico. Lisboa, 1999, 20p. ISBN 90-9012716-x.<\/li>\n<li>MATEUS, Carlos \u2013 O p\u00e9 diab\u00e9tico: uma revis\u00e3o. [s.l.]: [s.n.], 2005. Revisto em 2008 [consultado a 7 de Janeiro de 2008]. Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.gaif.net\/artigos\/SegartigorevisFev2005.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.gaif.net\/artigos\/SegartigorevisFev2005.pdf<\/a>&gt;.<\/li>\n<li>ORGANIZA\u00c7\u00c3O MUNDIAL DE SA\u00daDE \u2013 Prevalence of diabetes worldwide [em linha]. [s.l.]: [s.n.], 2000. Revisto em 2008 [consultado a 6 de Janeiro de 2008]. Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.who.int\/diabetes\/facts\/world_figures\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.who.int\/diabetes\/facts\/world_figures\/en\/<\/a>&gt;.<\/li>\n<li>REVILLA, Gema [et al] \u2013 O p\u00e9 dos diab\u00e9ticos. Revista Portuguesa de Cl\u00ednica Geral. Lisboa: n.\u00ba23 (Setembro\/Outubro de 2007), p.615-626. ISSN 0870-7103.<\/li>\n<li>ROCHA, Mar\u00edlia \u2013 Feridas: uma arte secular. Coimbra, 2006, 223p. ISBN 972-798-176-3.<\/li>\n<li>SOCIEDADE PORTUGUESA DE DIABETOLOGIA \u2013 Inqu\u00e9rito nacional de sa\u00fade e guia da pessoa com diabetes [em linha]. [s.l.]: [s.n.], 2007. Revisto em 2008 [consultado a 4 de Janeiro de 2008]. Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.spd.pt\/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=173\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.spd.pt\/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=173<\/a>&gt;.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\">\n<p><center><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"5\" cellpadding=\"5\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#C0C0C0\">Neuropatia<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#C0C0C0\">Vasculopatia<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-904\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/neuropatia.jpg\" alt=\"\" width=\"289\" height=\"295\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-905\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/vasculopatia.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"295\" border=\"0\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/p>\n<p align=\"right\">\n<p style=\"margin-top: 0; margin-bottom: 0;\" align=\"right\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A preven\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais na presta\u00e7\u00e3o de cuidados ao diab\u00e9tico com risco de desenvolver les\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2220,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[114,176,70,525,527,526],"class_list":["post-906","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-de-autor","tag-cicatrizacao","tag-diabetes","tag-feridas","tag-pe-diabetico","tag-ulcera","tag-viabilidade-tecidular"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/906","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=906"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/906\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2441,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/906\/revisions\/2441"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=906"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=906"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=906"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}