{"id":899,"date":"2008-07-11T15:35:54","date_gmt":"2008-07-11T15:35:54","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/encontro-de-enfermagem-cirurgica-2008\/"},"modified":"2021-05-04T09:06:59","modified_gmt":"2021-05-04T09:06:59","slug":"encontro-de-enfermagem-cirurgica-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/encontro-de-enfermagem-cirurgica-2008\/","title":{"rendered":"Encontro de Enfermagem Cir\u00fargica 2008"},"content":{"rendered":"<p>As interven\u00e7\u00f5es aut\u00f3nomas s\u00e3o por excel\u00eancia as que permitem objectivar a tomada de decis\u00e3o em enfermagem, pois \u00e9 o enfermeiro quem identifica a necessidade, prescreve as interven\u00e7\u00f5es e as executa.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Encontro de Enfermagem Cir\u00fargica 2008, F\u00f3rum da Maia, 23\/24 Abril<\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-896\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/image002.jpg\" alt=\"\" width=\"214\" height=\"300\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Decorreu nos passados dias 23 e 24 de Abril o Encontro de Enfermagem Cir\u00fargica 2008, no F\u00f3rum da Maia, sob a organiza\u00e7\u00e3o da FSE, Lda. Este encontro pretendeu divulgar alguma investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da \u00e1rea da enfermagem cir\u00fargica, bem como ser um espa\u00e7o para discuss\u00e3o sobre novos m\u00e9todos de interven\u00e7\u00e3o em cuidados de enfermagem cir\u00fargica. Para al\u00e9m disso, pretendeu ainda debater e reflectir sobre as responsabilidades dos enfermeiros e sobre os processos de melhoria dos cuidados aos doentes cir\u00fargicos.<\/p>\n<ol type=\"1\">\n<li>Painel I \u2013 Seguran\u00e7a dos Cuidados de Enfermagem no Perioperat\u00f3rio<\/li>\n<\/ol>\n<ol>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ol type=\"1\">\n<li>Da Identifica\u00e7\u00e3o dos Doentes \u00e0 Seguran\u00e7a do Meio<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Enf\u00aa Susana Sousa\n<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta comunica\u00e7\u00e3o deu in\u00edcio aos trabalhos deste Encontro. A Enf\u00aa Susana Sousa come\u00e7ou por frisar que a AESOP emite diversas recomenda\u00e7\u00f5es para os diversos procedimentos de enfermagem no Bloco Operat\u00f3rio (BO), pelo que todos os interessados dever\u00e3o estar atentos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Acolher \u00e9 uma palavra muito curta para a dimens\u00e3o que abrange.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-897\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/image001.gif\" alt=\"\" width=\"463\" height=\"358\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A visita pr\u00e9-operat\u00f3ria \u00e9 uma pr\u00e1tica em alguns hospitais, sendo encarada como uma \u00f3ptima oportunidade para o doente contactar com os elementos do BO, que desta forma deixam de ser elementos estranhos vestidos de m\u00e1scara e barrete. Para al\u00e9m disso, \u00e9 um momento para tirar d\u00favidas, desmistificar mitos e auscultar as expectativas do doente. Deve ser sempre empregue uma escuta activa, estando atento \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o verbal e n\u00e3o verbal. As quest\u00f5es utilizadas devem ser neutras do g\u00e9nero \u201cO que sabe acerca desta cirurgia?\u201d. Este tipo de quest\u00f5es permitem identificar as necessidades do doente e problemas que possam estar adjacentes. As frases feitas do g\u00e9nero \u201cTenha calma! Vai tudo correr bem!\u201d s\u00e3o frases a evitar, pois apenas aliviam a nossa tens\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quando chega ao BO, o doente sente-se inseguro, despojado e desprotegido. O BO \u00e9 um local frio, que exerce um puder sobre a vida\/morte. A existir a visita pr\u00e9-operat\u00f3ria, o doente \u00e9 recebido pelo enfermeiro que realizou essa visita. \u00c9 ent\u00e3o realizada a verifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9-operat\u00f3ria, confirmando dados importantes como a pessoa, o local operat\u00f3rio, prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-operat\u00f3ria, entre outros aspectos. J\u00e1 na sala cir\u00fargica s\u00e3o tomadas medidas para protec\u00e7\u00e3o do doente, nomeadamente o posicionamento correcto.<\/p>\n<ol>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ol start=\"2\" type=\"1\">\n<li>Responsabilidade do Enfermeiro na Tomada de Decis\u00e3o e na Documenta\u00e7\u00e3o dos Cuidados<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Enf\u00aa Maria Goreti Ara\u00fajo, Enf\u00ba Rui Manuel Gomes\n<\/p>\n<p align=\"justify\">A documenta\u00e7\u00e3o dos cuidados de enfermagem \u00e9 necess\u00e1ria por dois motivos:<\/p>\n<ol type=\"1\">\n<li>Para fundamentar a pr\u00e1tica da enfermagem;<\/li>\n<li>Devido aos aspectos legais inerentes \u00e0 nossa pr\u00e1tica.<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">No nosso pa\u00eds, a enfermagem tem dois documentos relativos \u00e0 responsabilidade profissional do enfermeiro: o REPE (Regulamento do Exerc\u00edcio da Pr\u00e1tica Profissional) e o C\u00f3digo Deontol\u00f3gico. Desta forma, a pr\u00e1tica \u00e9 pautada por uma determinada conduta, podendo o enfermeiro ser responsabilizado pelos seus actos e decis\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A tomada de decis\u00e3o \u00e9 um processo de depende da experi\u00eancia pr\u00e1tica, da capacidade cognitiva, da disposi\u00e7\u00e3o afectiva para o pensamento cr\u00edtico e do conhecimento formal e relacional. As interven\u00e7\u00f5es aut\u00f3nomas s\u00e3o por excel\u00eancia as que permitem objectivar a tomada de decis\u00e3o em enfermagem, pois \u00e9 o enfermeiro quem identifica a necessidade, prescreve as interven\u00e7\u00f5es e as executa.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Os sistemas de documenta\u00e7\u00e3o, independentemente de serem em suporte papel ou inform\u00e1tico, independentemente de terem por base a CIPE ou n\u00e3o, independentemente das suas limita\u00e7\u00f5es, devem sempre permitir a documenta\u00e7\u00e3o correcta das nossas decis\u00f5es e interven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<ol>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ol start=\"3\" type=\"1\">\n<li>Erros no Bloco Operat\u00f3rio \u2013 Uma Realidade<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Enf\u00ba Manuel Padin<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Os erros na \u00e1rea da sa\u00fade s\u00e3o uma realidade! Nos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA) estima-se que cerca de 100 000 mortes anuais se devem a erros directamente atribu\u00eddos a profissionais de sa\u00fade. A pr\u00f3pria Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) afirma que cerca de 4% dos doentes sofrem de algum tipo de incid\u00eancia devido a erros m\u00e9dicos e de enfermagem. Estudos em diversos pa\u00edses chegaram a v\u00e1rias percentagens de situa\u00e7\u00f5es adversas relacionadas com erros, que v\u00e3o dos 4% at\u00e9 aos 16%. No entanto, a OMS estima que 58% dessas situa\u00e7\u00f5es adversas s\u00e3o evit\u00e1veis!<\/p>\n<p align=\"justify\">Nos EUA a morte por neglig\u00eancia dos profissionais de sa\u00fade \u00e9 a 8\u00aa causa de morte, acima de causas de morte como acidentes de via\u00e7\u00e3o, HIV e cancro da mama. Para al\u00e9m de terem impacto nas taxas de mortalidade e morbilidade, essas situa\u00e7\u00f5es adversas t\u00eam implica\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas, sociais, provocando indemniza\u00e7\u00f5es, aumento tempo de internamento, necessidade de apoio social, etc.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os erros que surgem na \u00e1rea cir\u00fargica s\u00e3o os grandes respons\u00e1veis das situa\u00e7\u00f5es adversas! Um dos erros mais frequentes \u00e9 a interven\u00e7\u00e3o no membro errado. Alcan\u00e7ar o n\u00edvel zero de erros dos profissionais de sa\u00fade \u00e9 algo ut\u00f3pico, no entanto \u00e9 poss\u00edvel diminuir a incid\u00eancia e a preval\u00eancia desses erros. Para tal torna-se necess\u00e1rio elaborar protocolos de actua\u00e7\u00e3o e listas de verifica\u00e7\u00e3o de procedimentos, as chamadas \u201ccheck-list\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Existem j\u00e1 pa\u00edses com um sistema n\u00e3o punitivo de erros sanit\u00e1rios, em que o profissional voluntariamente denuncia o seu erro, n\u00e3o sendo automaticamente punido. O que se pretende n\u00e3o \u00e9 punir quem errou, mas perceber o que levou ao erro para assim efectuar as devidas altera\u00e7\u00f5es e melhorias nos procedimentos e nas \u201ccheck-list\u201d.<\/p>\n<ol start=\"2\" type=\"1\">\n<li>Painel II \u2013 Transplantes de Medula \u00d3ssea e Progenitores Hematopoi\u00e9ticos<\/li>\n<\/ol>\n<ol>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ol type=\"1\">\n<li>Transplantes de Medula \u00d3ssea e Progenitores Hematopoi\u00e9ticos<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Dr. Carlos Pinho Vaz\n<\/p>\n<p align=\"justify\">O Transplante de Medula \u00d3ssea (TMO) \u00e9 um procedimento complexo que visa restabelecer o normal funcionamento da medula \u00f3ssea. Este procedimento sofreu v\u00e1rias evolu\u00e7\u00f5es ao longo do tempo:<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-264\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/07\/image002.gif\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"620\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">No decorrer desta evolu\u00e7\u00e3o surgiram v\u00e1rios tipos de TMO:<\/p>\n<ol type=\"1\">\n<li>Alog\u00e9nico ou alotransplante (o dador \u00e9 um irm\u00e3o n\u00e3o g\u00e9meo homozig\u00f3tico ou um familiar compat\u00edvel)<\/li>\n<li>Sing\u00e9nico (o dador \u00e9 um g\u00e9meo homozig\u00f3tico)<\/li>\n<li>Aut\u00f3logo ou autotransplante (o dador \u00e9 o pr\u00f3prio doente)<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">A TMO n\u00e3o \u00e9 apenas para substituir a medula que deixou de produzir as c\u00e9lulas sangu\u00edneas em quantidade suficiente. Esta t\u00e9cnica tamb\u00e9m pode ser utilizada para permitir tratar mais eficazmente uma doen\u00e7a maligna, por exemplo com altas doses de quimioterapia. Neste caso, a medula \u00e9 um tecido muito sens\u00edvel \u00e0 quimioterapia. No fim do tratamento \u00e9 ent\u00e3o feito um TMO.<\/p>\n<p align=\"justify\">Actualmente altas doses de quimioterapia s\u00e3o utilizadas antes do TMO, provocando aplasia medular, para assim proceder-se \u00e0 infus\u00e3o venosa das c\u00e9lulas-m\u00e3e do tecido hematopoi\u00e9tico. Os dadores das c\u00e9lulas-m\u00e3e recebem factores de crescimento, levando a um aumento do n\u00famero dessas c\u00e9lulas no sangue perif\u00e9rico, facilitando a sua recolha.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nos \u00faltimos anos o registo de dadores volunt\u00e1rios de medula tem aumentado a n\u00edvel mundial. Para determinar a histocompatabilidade, os dadores s\u00e3o submetidos ao teste do sistema HLA.<\/p>\n<ol>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ol start=\"2\" type=\"1\">\n<li>O doente no Pr\u00e9 e no P\u00f3s Transplante<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Enf\u00aa Maria Jo\u00e3o Aguiar, Enf\u00aa Ana Paula Carvalho<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">O TMO, devido \u00e0 sua complexidade, requer cuidados de enfermagem muito espec\u00edficos, no decorrer das diversas fases.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os doentes enviados pelo seu m\u00e9dico de fam\u00edlia ou por outro m\u00e9dico hospitalar n\u00e3o s\u00e3o automaticamente aceites para TMO. Existe um Consulta de Grupo, na qual o doente n\u00e3o est\u00e1 presente, para assim avaliar a necessidade ou n\u00e3o de TMO e quando. Se depois desta consulta for conclu\u00edda a necessidade de transplante, o doente \u00e9 convocado para uma primeira consulta, na qual est\u00e3o presentes m\u00e9dico e enfermeiro. Por norma, o doente chega a esta consulta com n\u00edveis de ansiedade elevados, vem com muita informa\u00e7\u00e3o errada, resultante da facilidade em encontrar informa\u00e7\u00e3o de origem n\u00e3o fidedigna, como \u00e9 por vezes a Internet. Assim, nesta primeira consulta \u00e9 explicado o que se ir\u00e1 suceder, desmistificam-se mitos e inicia-se a prepara\u00e7\u00e3o do doente para o transplante. S\u00e3o realizadas an\u00e1lises sangu\u00edneas gerais e s\u00e3o marcadas consultas para despiste de infec\u00e7\u00f5es, avalia\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es card\u00edaca, renal e respirat\u00f3ria. Depois o dador \u00e9 tamb\u00e9m submetido a uma avalia\u00e7\u00e3o, iniciando 5 dias antes a administra\u00e7\u00e3o de factores de crescimento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os progenitores hematopoi\u00e9ticos podem ser colhidos nas seguintes fontes:<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-898\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/image003.gif\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"356\" border=\"0\" \/>\n<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Num passado n\u00e3o muito recente, a recolha dos progenitores hematopoi\u00e9ticos era apenas realizada atrav\u00e9s da colheita de medula \u00f3ssea por aspira\u00e7\u00e3o nas cristas il\u00edacas. Este processo implica internamento do dador, que \u00e9 submetido a anestesia geral, sendo todo o processo realizado no bloco operat\u00f3rio. Nos dias de hoje, a principal fonte desses progenitores \u00e9 o sangue perif\u00e9rico, atrav\u00e9s da administra\u00e7\u00e3o de factores de crescimento. A colheita \u00e9 ent\u00e3o realizada por citaforese atrav\u00e9s de separador celular. O dador n\u00e3o necessita de internamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Denomina-se D0 (Dia zero) ao dia do transplante. Assim, nos dias D-2 e D-1 o doente \u00e9 submetido a altas doses de quimioterapia, que por norma \u00e9 a dose m\u00e1xima poss\u00edvel. A quimioterapia tem um efeito mieloblativo e imunoblativo, destruindo tamb\u00e9m as c\u00e9lulas malignas que possam existir. Assim o doente fica em aplasia medular, recebendo no D0 a infus\u00e3o venosa dos progenitores hematopoi\u00e9ticos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os doentes ficam ent\u00e3o mais suscept\u00edveis a hemorragias, infec\u00e7\u00f5es, altera\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o hep\u00e1tica e renal, entre outras complica\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. Assim, torna-se importante providenciar um ambiente de isolamento, sendo tamb\u00e9m necess\u00e1rios cuidados com a alimenta\u00e7\u00e3o (deve conter o menor n\u00famero poss\u00edvel de patogenes), com a higiene geral, com a higiene oral (a mucosite \u00e9 frequente), com a higiene da pr\u00f3pria unidade. As visitas devem-se equipar com o equipamento do hospital e lavar as m\u00e3os.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para despiste de complica\u00e7\u00f5es os sinais vitais s\u00e3o avaliados de 4\/4 horas e em SOS, balan\u00e7o h\u00eddrico de 8\/8 horas e a cada 24h, peso di\u00e1rio, controlo sangu\u00edneo di\u00e1rio.<\/p>\n<p align=\"justify\">Durante este processo, o doente sofre diversas angustias, h\u00e1 uma interrup\u00e7\u00e3o do plano de vida, est\u00e1 durante v\u00e1rios dias limitado a uma unidade com telefone e televis\u00e3o, existe o medo da dor e da morte. Por isso, o enfermeiro para al\u00e9m de estar atento \u00e1s complica\u00e7\u00f5es que podem surgir a qualquer momento, tem tamb\u00e9m de estar atento ao impacto sociopsicol\u00f3gico que a transplanta\u00e7\u00e3o pode provocar.<\/p>\n<p align=\"justify\">No ensino para a alta, o enfermeiro aborda v\u00e1rios temas desde a higiene pessoal e da casa, at\u00e9 \u00e0s restri\u00e7\u00f5es alimentares, passando pela import\u00e2ncia de manter uma actividade f\u00edsica e sexual. Deve refor\u00e7ar o doente a adaptar o seu estilo de vida \u00e0s suas limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">O follow-up ap\u00f3s a alta \u00e9 uma etapa para refor\u00e7ar as informa\u00e7\u00f5es dadas aquando a alta e para avaliar o estado geral, pois existe sempre o risco de reca\u00edda, de haver uma rejei\u00e7\u00e3o. Inicialmente o fallow-up ser\u00e1 semanal durante 3 meses, depois passa a mensal durante 3 meses, depois a semestral e depois anual. Cinco anos ap\u00f3s transplanta\u00e7\u00e3o o risco de reca\u00edda \u00e9 m\u00ednimo.<\/p>\n<ol start=\"3\" type=\"1\">\n<li>Investiga\u00e7\u00e3o em Enfermagem Cir\u00fargica<\/li>\n<\/ol>\n<ol>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ol type=\"1\">\n<li>A Experi\u00eancia da Crian\u00e7a no Perioperat\u00f3rio de Cirurgia Programada<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Enf\u00aa Esmeralda Teixeira\n<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma cirurgia \u00e9 um procedimento que causa impactos em qualquer indiv\u00edduo, pois existe sempre medo e angustias, nomeadamente o medo do desconhecido, da dor e de morrer.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, a Enf\u00aa Esmeralda Teixeira elaborou um estudo com as crian\u00e7as com cirurgia programada. Um grupo foi submetido a uma prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-operat\u00f3ria e um outro n\u00e3o. Durante essa prepara\u00e7\u00e3o, as crian\u00e7as acompanhadas pelos familiares significativos recebem informa\u00e7\u00f5es do que se ir\u00e1 suceder atrav\u00e9s de actividades l\u00fadicas. \u00c9 simulado o circuito atrav\u00e9s de v\u00eddeo desde a enfermaria at\u00e9 ao BO. Depois, atrav\u00e9s de bonecos e utens\u00edlios verdadeiros mas sem a capacidade de causar danos f\u00edsicos, simula-se a coloca\u00e7\u00e3o de acesso perif\u00e9rico, a anestesia. A crian\u00e7a e os familiares significativos est\u00e3o em contacto com alguns elementos da equipa do BO. Um objecto e um familiar podem entrar na sala de opera\u00e7\u00f5es at\u00e9 \u00e0 fase da anestesia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Desde estudo, pode-se concluir que:<\/p>\n<ol type=\"1\">\n<li>Os n\u00edveis de ansiedade foram iguais nos dois grupos de crian\u00e7as;<\/li>\n<li>O medo esteve mais presente nas crian\u00e7as n\u00e3o sujeitas ao programa;<\/li>\n<li>A experi\u00eancia anterior negativa diminuiu a ades\u00e3o das crian\u00e7as ao programa;<\/li>\n<li>O programa aumenta a rela\u00e7\u00e3o de ajuda;<\/li>\n<li>As crian\u00e7as sujeitas ao programa parecem aceitar melhor os procedimentos, tendo tamb\u00e9m um per\u00edodo menor de internamento;<\/li>\n<li>O familiar mais significativo foi a m\u00e3e.<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">Assim, a autora sugere que se deve investir num programa de prepara\u00e7\u00e3o para cirurgia, facilitar a participa\u00e7\u00e3o dos pais e elaborar actividades l\u00fadicas do circuito a realizar.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">Devido a motivos profissionais n\u00e3o foi poss\u00edvel assistir a todas as comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As interven\u00e7\u00f5es aut\u00f3nomas s\u00e3o por excel\u00eancia as que permitem objectivar a tomada de decis\u00e3o em enfermagem, pois \u00e9 o enfermeiro quem identifica a necessidade, prescreve as interven\u00e7\u00f5es e as executa.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":895,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[523,78,522,85,524,512],"class_list":["post-899","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estive-la","tag-bloco","tag-cirurgia","tag-encontro","tag-enfermagem","tag-recobro","tag-transplante"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/899","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=899"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/899\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2641,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/899\/revisions\/2641"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/895"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=899"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=899"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=899"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}