{"id":8537,"date":"2025-05-09T13:34:40","date_gmt":"2025-05-09T13:34:40","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/mac-leva-ha-um-ano-cuidados-a-gravidas-de-risco-internadas-em-casa\/"},"modified":"2025-05-09T13:34:40","modified_gmt":"2025-05-09T13:34:40","slug":"mac-leva-ha-um-ano-cuidados-a-gravidas-de-risco-internadas-em-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/mac-leva-ha-um-ano-cuidados-a-gravidas-de-risco-internadas-em-casa\/","title":{"rendered":"MAC leva h\u00e1 um ano cuidados a gr\u00e1vidas de risco internadas em casa"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Fortes dores p\u00e9lvicas e lombares levaram Bruna Rodrigues a recorrer \u00e0 Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, onde ficou dez dias na Unidade de Internamento de Medicina Materno-Fetal.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\">\u00a0<\/div>\n<p>Ap\u00f3s estabiliza\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, reunia as condi\u00e7\u00f5es para continuar o internamento em casa, sob vigil\u00e2ncia permanente da equipa multidisciplinar de hospitaliza\u00e7\u00e3o domicili\u00e1ria da MAC, composta pelas m\u00e9dicas obstetras F\u00e1tima Palha e In\u00eas Antunes e pelas enfermeiras especialistas Catarina Teixeira e Patr\u00edcia Coelho.<\/p>\n<p>Gr\u00e1vida de quase 29 semanas, Bruna est\u00e1 hospitalizada em casa desde 17 de abril, o que lhe trouxe mais tranquilidade. Al\u00e9m de estar junto da fam\u00edlia, sabe que pode contar com o apoio das especialistas a qualquer momento.<\/p>\n<p>&#8220;Em casa \u00e9 muito melhor do que estar internada num hospital&#8221;, disse \u00e0 ag\u00eancia Lusa, contando que as dores diminu\u00edram e se sente mais serena.<\/p>\n<p>No domic\u00edlio, Bruna, gr\u00e1vida pela primeira vez, controla a tens\u00e3o arterial e faz o registo cardiotocogr\u00e1fico (CTG), cujos resultados reporta \u00e0 equipa nas videoconsultas di\u00e1rias, complementadas com uma consulta presencial \u00e0s quartas-feiras.<\/p>\n<p>A enfermeira especialista Patr\u00edcia Coelho explicou que, antes de ir para o domic\u00edlio, as gr\u00e1vidas recebem forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, e os aparelhos necess\u00e1rios, para garantir que fazem a automonitoriza\u00e7\u00e3o em seguran\u00e7a, com o apoio do acompanhante, al\u00e9m de administras as inje\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das consultas, a gr\u00e1vida disp\u00f5e de um contacto telef\u00f3nico da equipa de enfermagem do internamento para esclarecer alguma d\u00favida ou responder a uma emerg\u00eancia, disse Patr\u00edcia Coelho.<\/p>\n<p>A ideia de criar este projeto de hospitaliza\u00e7\u00e3o domicili\u00e1ria em obstetr\u00edcia, pioneiro em Portugal, partiu de In\u00eas Antunes, obstetra na Maternidade Alfredo da Costa, onde completou a especialidade em 2016.<\/p>\n<p>Durante o internato, percebeu que havia muitos internamentos prolongados em casos que podiam ser acompanhados no domic\u00edlio. Inspirada por experi\u00eancias no estrangeiro, come\u00e7ou a trabalhar na implementa\u00e7\u00e3o do projeto, que enfrentou algumas dificuldades, especialmente de recursos humanos.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o havia elementos suficientes que pudessem ser dispensados, ou que pudessem ter este trabalho, porque n\u00f3s todas continuamos com o nosso trabalho assistencial normal e este \u00e9 um trabalho extra que estamos a fazer desde o in\u00edcio&#8221;, disse In\u00eas Antunes, apontando tamb\u00e9m as dificuldades em termos de tecnologia para a vigil\u00e2ncia remota, que exige investimento.<\/p>\n<p>Faz hoje um ano que o projeto arrancou, destinando-se a gr\u00e1vidas com internamento pr\u00e9vio na maternidade, com um tempo de gesta\u00e7\u00e3o entre as 24 e as 32 semanas e risco de parto prematuro.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o senhoras que tipicamente ficavam semanas e semanas em internamento&#8221;, disse In\u00eas Antunes.<\/p>\n<p>Segundo F\u00e1tima Palha, coordenadora do projeto, a amea\u00e7a de parto pr\u00e9-termo representa um ter\u00e7o dos internamentos no servi\u00e7o, o que levou a abrir uma consulta de risco de parto prematuro, que permitiu reduzir o n\u00famero de hospitaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As gr\u00e1vidas que est\u00e3o estabilizadas, mas continuam com risco de parto prematuro, podem ser internadas em casa, desde que tenham condi\u00e7\u00f5es sociais adequadas e residam at\u00e9 30 minutos da maternidade, salientou.<\/p>\n<p>Esse crit\u00e9rio, explicou a enfermeira Catarina Teixeira, \u00e9 essencial para garantir uma resposta r\u00e1pida, caso surja uma complica\u00e7\u00e3o, e um desfecho positivo da gravidez.<\/p>\n<p>&#8220;Temos a capacidade de monitorizar \u00e0 dist\u00e2ncia e traz\u00ea-las de volta em tempo \u00fatil ao hospital&#8221;, para que possam receber a medica\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para melhorar o desfecho do eventual nascimento ou &#8220;suspender o trabalho de parto, se assim for poss\u00edvel&#8221;, salientou.<\/p>\n<p>F\u00e1tima Palha destacou que este crit\u00e9rio de proximidade faz excluir muitas gr\u00e1vidas deste projeto, que recolhe satisfa\u00e7\u00e3o por parte das utentes.<\/p>\n<p>&#8220;Um internamento prolongado durante um m\u00eas, fora da fam\u00edlia, com o risco de o beb\u00e9 nascer antes do tempo, \u00e9 algo que perturba e prejudica a qualidade de vida das gr\u00e1vidas&#8221;, sublinhou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do benef\u00edcio emocional e cl\u00ednico, Cristina Almeida, administradora hospitalar, destacou tamb\u00e9m como &#8220;uma grande mais-valia&#8221; deste projeto a liberta\u00e7\u00e3o de camas na maternidade.<\/p>\n<p>Atualmente, o projeto tem capacidade para tr\u00eas internamentos domicili\u00e1rios, mas o objetivo \u00e9 alargar esse n\u00famero, o que exigir\u00e1 mais equipamento e refor\u00e7o da equipa, disse Cristina Almeida.<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com\/pais\/2782885\/mac-leva-ha-um-ano-cuidados-a-gravidas-de-risco-internadas-em-casa?utm_source=rss-ultima-hora&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=rssfeed\" class=\"info\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Leia na \u00edntegra em <b>Not\u00edcias ao Minuto<b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fortes dores p\u00e9lvicas e lombares levaram Bruna Rodrigues a recorrer \u00e0 Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, onde ficou dez dias na Unidade de Internamento de Medicina Materno-Fetal. \u00a0 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8538,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1121],"tags":[],"class_list":["post-8537","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-profissao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8537","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8537"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8537\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8538"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8537"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8537"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8537"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}