{"id":847,"date":"2008-05-03T14:25:03","date_gmt":"2008-05-03T14:25:03","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/encontro-de-enfermagem-pediatrica-2008-sensibilizar-actualizar-inovar\/"},"modified":"2021-05-04T09:07:36","modified_gmt":"2021-05-04T09:07:36","slug":"encontro-de-enfermagem-pediatrica-2008-sensibilizar-actualizar-inovar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/encontro-de-enfermagem-pediatrica-2008-sensibilizar-actualizar-inovar\/","title":{"rendered":"Encontro de Enfermagem Pedi\u00e1trica 2008 &#8211; Sensibilizar, Actualizar, Inovar&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Na crian\u00e7a com um ano de idade o contacto com os diferentes alimentos, a prova e o contacto com novas texturas pode iniciar um processo de conhecimento dos alimentos numa idade precoce o que no final se torna ben\u00e9fico.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Encontro de Enfermagem Pedi\u00e1trica 2008<\/p>\n<p align=\"center\">Sensibilizar, Actualizar, Inovar&#8230;<\/p>\n<p align=\"center\">6 e 7 de Mar\u00e7o de 20008\n<\/p>\n<p align=\"justify\">Este encontro decorreu nos passados dias 6 e 7 de Mar\u00e7o, na sala da Aula Magna da Faculdade de Filosofia de Braga. Teve como principal objectivo colocar em debate alguns temas pertinentes para os profissionais de sa\u00fade visando sempre uma melhoria dos seus desempenhos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"213\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-846\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/05\/cartaz_pediatria.jpg\" alt=\"\" width=\"177\" height=\"250\" border=\"0\" \/><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"646\">\n<p align=\"justify\">Os objectivos espec\u00edficos deste encontro eram os seguintes: compreender as necessidades e interven\u00e7\u00f5es de enfermagem decorrentes dos problemas de sa\u00fade da crian\u00e7a na actualidade; partilhar experi\u00eancias de trabalho dos profissionais de sa\u00fade em pediatria; contribuir para a melhoria dos cuidados de enfermagem e proporcionar espa\u00e7os de reflex\u00e3o e debate.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os trabalhos foram iniciados com a Confer\u00eancia I subordinada ao tema: Alimenta\u00e7\u00e3o na Crian\u00e7a de Risco Al\u00e9rgico, ficando esta a cargo de Henedina Antunes, Pediatra respons\u00e1vel da Consulta de Gastrenterologia e Hep\u00e1tica &#8211; Nutri\u00e7\u00e3o do Hospital de S\u00e3o Marcos (H.S.M).<\/p>\n<p align=\"justify\">Os principais pontos abordados pela conferencista prendem-se com as novas directrizes para a alimenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a at\u00e9 1 ano de idade e com a preven\u00e7\u00e3o do risco at\u00f3pico nos primeiros meses de vida. A pediatra n\u00e3o considerou justific\u00e1vel a preven\u00e7\u00e3o ap\u00f3s os 6 meses de idade.<\/p>\n<p align=\"justify\">No que concerne \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, o uso exclusivo do leite, materno ou artificial, como alimento at\u00e9 aos 6 meses de idade previne o risco at\u00f3pico. No caso do leite artificial, o leite hidrolisado, ou extensamente hidrolisado, diminui ainda mais o risco da doen\u00e7a. No entanto, o ideal ser\u00e1 o leite materno e, mais importante ainda, a proximidade que a crian\u00e7a estabelece com a m\u00e3e durante a amamenta\u00e7\u00e3o, pois a flora da m\u00e3e em contacto com a flora da crian\u00e7a previne a atopia. A partir dos seis meses a crian\u00e7a dever\u00e1 come\u00e7ar a diversificar a alimenta\u00e7\u00e3o, com as precau\u00e7\u00f5es devidas.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">O Painel I esteve subordinado ao tema: O Rec\u00e9m-Nascido de Alto Risco &#8211; Articula\u00e7\u00e3o de Cuidados.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Confer\u00eancia II subordinada ao tema: Valoriza\u00e7\u00e3o da dor na crian\u00e7a, foi da responsabilidade de Ananda Fernandes, Professora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e Mestre em Ci\u00eancias de Enfermagem e Gina Reis, Mestre em Ci\u00eancias de Enfermagem e Respons\u00e1vel pelo projecto de Forma\u00e7\u00e3o e Investiga\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da Pr\u00e1tica de Cuidados \u00e0 Crian\u00e7a com Dor \u2013 Hospital Pedi\u00e1trico de Coimbra.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os principais pontos abordados pelas palestrantes estiveram relacionados com a dor causada ao Rec\u00e9m-Nascido (RN) logo ap\u00f3s o nascimento. No RN de termo a dor pode ser causada por v\u00e1rios factores: administra\u00e7\u00e3o da vitamina K na maternidade; traumatismo obst\u00e9trico; vacina\u00e7\u00e3o no primeiro ano de vida; teste de Guthrie (teste do pezinho) e fome.<\/p>\n<p align=\"justify\">No entanto, os RN pr\u00e9 termo ou os de termo que se encontram doentes, podem experimentar outros tipos de dor:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">a dor aguda, que se prende com os procedimentos minor (venopun\u00e7\u00f5es, aspira\u00e7\u00f5es traqueais, ou presen\u00e7as de sondas) e com os procedimentos major (entuba\u00e7\u00f5es, presen\u00e7a de drenos pleurais, cirurgias, pun\u00e7\u00f5es lombares, entre outros);<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">a dor persistente, de procedimentos t\u00e9cnicos como a ventila\u00e7\u00e3o ou a presen\u00e7a de fissuras perianais.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">O enfermeiro dos cuidados pedi\u00e1tricos deve reconhecer os sinais que a crian\u00e7a d\u00e1 relativamente \u00e0 dor que experiencia: os indicadores comportamentais (sobrancelhas franzidas, olhos cerrados, prega naso-labial, l\u00e1bio aberto e boca em \u201cO\u201d) e os indicadores posturais (arqueamento e punhos cerrados).<\/p>\n<p align=\"justify\">Foi salientado que os enfermeiros possuem ao seu dispor uma gama de escalas de avalia\u00e7\u00e3o da dor, tanto no rec\u00e9m-nascido como na crian\u00e7a que, quando usadas, permitem uma identifica\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o da dor.<\/p>\n<p align=\"justify\">Como foi debatido nesta confer\u00eancia, ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o da dor (que na escala num\u00e9rica: dor igual ou superior a 5), podemos adoptar determinados comportamentos que a minimizem, e foram dados como exemplo:<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Pun\u00e7\u00e3o Venosa e Sonda nasog\u00e1strica<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>Sacarose 24% e glicose a 30% (0-1 ml \u2013 1 ml) e Chupeta<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Colheita para o teste de Guthrie<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>Preferencialmente deve ser feita uma pun\u00e7\u00e3o venosa em vez da tradicional picada do pezinho<\/li>\n<li>Sacarose 24% e glicose a 30% (0-1 ml \u2013 1 ml)<\/li>\n<li>O dispositivo a usar, no caso da picada, deve ser autom\u00e1tico (lanceta retr\u00e1ctil)<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Vacina\u00e7\u00e3o<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>At\u00e9 aos 18 meses administra\u00e7\u00e3o na coxa, no vasto lateral e Chupeta<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Procedimentos Major<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>Sacarose<\/li>\n<li>EMLA- anest\u00e9sico t\u00f3pico<\/li>\n<li>Lidoca\u00edna, Morfina e Fentanil<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Procedimentos Minor<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>Paracetamol, Morfina e Fentanil<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Foi real\u00e7ada a parceria entre o Hospital Pedi\u00e1trico de Coimbra e a Escola Superior de Enfermagem, que permite o desenvolvimento de v\u00e1rios projectos, entre eles um que teve por base a monitoriza\u00e7\u00e3o da avalia\u00e7\u00e3o da dor, com o objectivo de identificar os aspectos a melhorar na pr\u00e1tica di\u00e1ria.<\/p>\n<p align=\"justify\">A modera\u00e7\u00e3o desta confer\u00eancia foi da responsabilidade de Gra\u00e7a Apar\u00edcio, Professora Adjunta da Escola Superior de Sa\u00fade de Viseu e Mestre em Ci\u00eancias da Enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Obesidade Infantil \u2013 Controv\u00e9rsias e desafios foi o tema do Painel II que contou com a presen\u00e7a Em\u00edlia Duarte, Professora Adjunta da Escola Superior de Sa\u00fade Dr. Lopes Dias, Enfermeira Especialista em Sa\u00fade Infantil e Pedi\u00e1trica e Mestre em Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o, como moderadora.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nele participaram Sandra Louren\u00e7o, Nutricionista do Centro de Sa\u00fade de Braga; Diana Silva, Docente da Faculdade de Ci\u00eancias da Nutri\u00e7\u00e3o e Alimenta\u00e7\u00e3o da Universidade do Porto e Nutricionista do U.A.G da Mulher e da Crian\u00e7a no H.S.J; Paula Santos, Docente da Faculdade de Desporto e Coordenadora do Programa \u201dACORDA\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os principais pontos debatidos estiveram relacionados com a alimenta\u00e7\u00e3o excessivamente energ\u00e9tica e com a baixa actividade f\u00edsica das crian\u00e7as. S\u00e3o de diversa ordem os factores que est\u00e3o relacionados com a obesidade: gen\u00e9ticos, metab\u00f3licos e ambientais. Relativamente a estes \u00faltimos, estudos comprovam que se na estrutura familiar um dos pais for obeso, a crian\u00e7a tem 28% de hip\u00f3teses de desenvolver a doen\u00e7a, no entanto, se ambos os pais foram obesos a percentagem aumenta para 80%, nas fam\u00edlias monoparentais o risco associado \u00e9 de apenas 7%. Estes valores est\u00e3o directamente relacionados com os h\u00e1bitos da estrutura social e familiar. O pouco tempo que os pais t\u00eam para cozinhar e dedicar aos seus filhos; na escola, as refei\u00e7\u00f5es desequilibradas e os refeit\u00f3rios pouco apraz\u00edveis, os recreios pouco atractivos, a pouca pr\u00e1tica de actividade f\u00edsica e um deficiente ensino das pr\u00e1ticas de alimenta\u00e7\u00e3o e nutri\u00e7\u00e3o levam a valores como os que j\u00e1 foram referidos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os alimentos s\u00e3o muitas vezes considerados como fonte de prazer, gestores de stress, um objecto para ocupa\u00e7\u00e3o do tempo livre ou at\u00e9 mesmo apaziguadores da tristeza, por este motivo, e como foi referido neste painel podemos identificar o estere\u00f3tipo do \u201cmenino gordo\u201d: s\u00e3o crian\u00e7as tristes ou \u201cbem-dispostas\u201d, criticadas pelos pais, pouco atraentes e inadaptadas socialmente, com baixo rendimento escolar e pregui\u00e7osos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Face ao exposto, e sendo a obesidade infantil uma responsabilidade civil, \u00e9 importante integrar a fam\u00edlia e n\u00e3o s\u00f3 a crian\u00e7a no tratamento, se o exemplo em casa for de sedentarismo n\u00e3o podemos pedir as crian\u00e7as que tenham vontade de praticar exerc\u00edcio f\u00edsico. A obesidade infantil \u00e9 de dif\u00edcil tratamento, por isso a grande aposta \u00e9 feita na preven\u00e7\u00e3o. Na crian\u00e7a com um ano de idade o contacto com os diferentes alimentos, a prova e o contacto com novas texturas pode iniciar um processo de conhecimento dos alimentos numa idade precoce o que no final se torna ben\u00e9fico.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quando o controlo alimentar n\u00e3o \u00e9 suficiente, \u00e9 importante a realiza\u00e7\u00e3o de actividade f\u00edsica, nada como colocar pais e filhos juntos nessa actividade, como se verifica no programa \u201cACORDA\u201d. O objectivo fica ent\u00e3o cumprido quando os pais se consciencializam da import\u00e2ncia de tamb\u00e9m eles se cuidarem.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 de real\u00e7ar ainda a abordagem feita nas escolas, promotoras da sa\u00fade, que fomentam as forma\u00e7\u00f5es relacionadas com a sa\u00fade, as campanhas de vacina\u00e7\u00e3o, a realiza\u00e7\u00e3o de actividades, entre outras coisas\u2026 A realidade das escolas promotoras da sa\u00fade n\u00e3o se encontrava ao alcance de todos, neste momento em praticamente todo o pa\u00eds existem estas escolas. As \u00e1reas de interven\u00e7\u00e3o v\u00e3o desde a alimenta\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao consumo abusivo de \u00e1lcool e drogas.<\/p>\n<p align=\"justify\">No Painel III foi subordinado ao tema: Diabetes Infantil \u2013 Do diagn\u00f3stico \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os principais pontos abordados neste painel foram a doen\u00e7a cr\u00f3nica e a ades\u00e3o ao regime terap\u00eautico. A doen\u00e7a \u00e9 um assunto de fam\u00edlia e ap\u00f3s o seu diagn\u00f3stico assiste-se a uma destabiliza\u00e7\u00e3o familiar. Os relatos da reac\u00e7\u00e3o \u00e0 noticiada doen\u00e7a s\u00e3o muito semelhantes entre os indiv\u00edduos, mesmo falando de doen\u00e7as diferentes que apenas t\u00eam em comum o facto de serem cr\u00f3nicas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s o diagn\u00f3stico e estabiliza\u00e7\u00e3o, a fam\u00edlia necessita de ser conduzida num processo adaptativo, no qual n\u00e3o podemos descorar os potenciais recursos que existem para lidar com a doen\u00e7a. A aceita\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, o dia-a-dia com a crian\u00e7a, a r\u00e1pida resposta \u00e0s necessidades de desenvolvimento da crian\u00e7a, o saber lidar com o stress constante e crises peri\u00f3dicas, o apoio \u00e0 restante estrutura familiar, a ced\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 doen\u00e7a e o estabelecimento de estruturas de apoio, constituem medidas adaptativas eficazes que cada profissional deve ter presente na sua pr\u00e1tica di\u00e1ria.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um inqu\u00e9rito aplicado a m\u00e3es cuidadoras de crian\u00e7as com idade aproxima dos 12 anos e com diagn\u00f3stico da doen\u00e7a feita h\u00e1 pelo menos 5 anos, demonstrou que a doen\u00e7a em si n\u00e3o \u00e9 o mais importante mas sim o facto de ter um car\u00e1cter cr\u00f3nico. As necessidades mais manifestadas foram sem d\u00favida a preocupa\u00e7\u00e3o do acompanhamento do seu filho, a aquisi\u00e7\u00e3o de mais informa\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a e servi\u00e7os de que dispunham actualmente e no futuro.<\/p>\n<p align=\"justify\">De salientar ainda que a doen\u00e7a cr\u00f3nica \u00e9 uma companhia ao longo da vida. Quando falamos em ades\u00e3o ao regime terap\u00eautico as crian\u00e7as apreendem melhor e mais r\u00e1pido do que os adultos, ajudando assim a superar esta fase de impacto da doen\u00e7a. O papel do enfermeiro \u00e9 fundamental para ajudar a fam\u00edlia a redireccionar-se no sentido do esfor\u00e7o que tem que fazer. Quanto melhor o suporte familiar, melhor a reac\u00e7\u00e3o ao tratamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">No segundo dia de encontro, o Painel IV com o tema: Asma Abordagem Global, ficou a cargo de L\u00edgia Lima, Professora Coordenadora na Escola Superior de Enfermagem do Porto e Licenciada em Psicologia e de Augusta Gon\u00e7alves, Assistente Hospitalar da Pediatria e Respons\u00e1vel pela Consulta Externa de Patologia Respirat\u00f3ria do H.S.M.<\/p>\n<p align=\"justify\">Numa patologia como \u00e9 a asma, a avalia\u00e7\u00e3o familiar, a avalia\u00e7\u00e3o da adapta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a e a qualidade de vida, s\u00e3o aspectos preponderantes para a caracteriza\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a asm\u00e1tica. Muitas vezes s\u00e3o crian\u00e7as mais negativistas, menos persistentes nas suas atitudes, s\u00e3o ansiosas e muitas delas deprimem. O tratamento precoce \u00e9 o mais indicado, mas outros aspectos devem ser levados em considera\u00e7\u00e3o, como, a educa\u00e7\u00e3o familiar, o controlo ambiental, a terap\u00eautica sintom\u00e1tica, a monitoriza\u00e7\u00e3o da gravidade e se necess\u00e1rio a reeduca\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria.<\/p>\n<p align=\"justify\">Existe ainda o estigma de que a crian\u00e7a portadora de asma n\u00e3o pode praticar exerc\u00edcio f\u00edsico ou actividade f\u00edsica pois isso ir\u00e1 agravar o estado da sua doen\u00e7a. Estudos recentes comprovam que a crian\u00e7a com asma pode praticar exerc\u00edcio f\u00edsico desde que n\u00e3o se encontre num per\u00edodo asm\u00e1tico sintom\u00e1tico. Existem actualmente novos componentes que combatem as crises de asma e que usados antes do exerc\u00edcio previnem o ser aparecimento. Foi ainda mencionado que nas escolas deveriam ser criados protocolos de actua\u00e7\u00e3o face a uma crise, pois o modo de actua\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 do conhecimento de todos.<\/p>\n<p align=\"justify\">No seio familiar existe in\u00fameros aspectos que podem desencadear uma crise asm\u00e1tica, como os animais, alguns p\u00f3s, um ambiente mais polu\u00eddos ou at\u00e9 mesmo as varia\u00e7\u00f5es de temperatura, a alimenta\u00e7\u00e3o pode tamb\u00e9m conduzir a algumas alergias, pelo que foi demonstrada atrav\u00e9s de um estudo realizado, que muitas fam\u00edlias acabam por realizar ementas especiais tendo assim um grande poder adaptativo quanto \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o de produtos al\u00e9rgicos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tal como foi exposto neste painel, a actividade f\u00edsica ou mesmo o exerc\u00edcio f\u00edsico podem trazer benef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade das crian\u00e7as asm\u00e1ticas, desde que devidamente controlados. Verificou-se tamb\u00e9m que existe um grande hiato entre a realidade e a aplica\u00e7\u00e3o de determinados question\u00e1rios, pois enquanto demoram o seu tempo a ser validados e publicados, toda a medica\u00e7\u00e3o para a asma sofre uma evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Painel V subordinado ao tema Cinesiterapia Respirat\u00f3ria na inf\u00e2ncia foi da responsabilidade de Sara Dur\u00e3es, Enfermeira Especialista de Reabilita\u00e7\u00e3o no Servi\u00e7o de Neonatologia do Hospital de S\u00e3o Marcos e Ana Cristina, Enfermeira Chefe na Unidade de Lactentes do Hospital Maria Pia. Contou com a modera\u00e7\u00e3o de Concei\u00e7\u00e3o Costeira, Enfermeira Supervisora e Enfermeira Especialista em Reabilita\u00e7\u00e3o no H.S.M.<\/p>\n<p align=\"justify\">No RN, n\u00e3o \u00e9 usual o uso da precurs\u00e3o, no entanto, quando aplicada s\u00e3o usados os 3 dedos m\u00e9dios da m\u00e3o. Mas nem sempre se pode\/deve usar a Cinesiterapia Respirat\u00f3ria (CR), algumas das contra indica\u00e7\u00f5es s\u00e3o as hemoptises, as arritmias, o enfisema e edemas pulmonares.<\/p>\n<p align=\"justify\">A CR permite a drenagem de secre\u00e7\u00f5es por gravidade, algumas das suas indica\u00e7\u00f5es s\u00e3o atalectasias, prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-operat\u00f3ria, altera\u00e7\u00f5es musculares, doentes que n\u00e3o consigam iniciar a tosse ou nos casos em que esta n\u00e3o \u00e9 eficaz. Esta t\u00e9cnica deve ser executada no per\u00edodo da manh\u00e3, antes das refei\u00e7\u00f5es ou ap\u00f3s nebuliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">Num segundo momento de tratamento, existe a necessidade do ensino da tosse, que nas crian\u00e7as se consegue atrav\u00e9s da imita\u00e7\u00e3o, ou seja, as crian\u00e7as conseguem reproduzir a chamada tosse dirigida (ampla e profunda, com contrac\u00e7\u00f5es musculares e expira\u00e7\u00e3o de ar a alta velocidade), quando a crian\u00e7a n\u00e3o consegue ter uma tosse eficaz ap\u00f3s uma inspira\u00e7\u00e3o profunda aplica-se press\u00e3o externa no hemit\u00f3rax inferior (tosse assistida).<\/p>\n<p align=\"justify\">Cada infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria possui caracter\u00edsticas espec\u00edficas que podem ou n\u00e3o condicionar a aplica\u00e7\u00e3o de CR, como exemplo temos:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Bronquiolite \u2013 a CR esta contra indicada na fase inicial esp\u00e1stica n\u00e3o secretante;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Pneumonia \u2013 pode n\u00e3o requerer CR;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Fibrose Qu\u00edstica \u2013 deve iniciar CR logo ap\u00f3s o diagn\u00f3stico, deve ser iniciado antes da ocorr\u00eancia de broncorreia;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Displasia Bronco-Pulmonar \u2013 a CR n\u00e3o deve ser aplicada em RN que se encontrem debilitados.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">O Painel VI com o tema: Crian\u00e7a, Sa\u00fade e Meio Ambiente, teve como moderadora Lurdes Gon\u00e7alves, Enfermeira Chefe e Especialista em Sa\u00fade Infantil e Pedi\u00e1trica no Centro de Sa\u00fade de Vieira do Minho. Nele participaramSandra Moreira, Helena Sacadura Botte, Secret\u00e1ria Geral da APSI e T\u00e9cnica de Seguran\u00e7a Infantil; Arminda Azevedo, Enfermeira Especialista em Sa\u00fade Comunit\u00e1ria e Mestre em Bio\u00e9tica no Centro de Sa\u00fade de Famalic\u00e3o; Raquel Veloso, Enfermeira Graduada e Mestre em ci\u00eancias de Enfermagem no Centro de Sa\u00fade de Famalic\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os factores ambientais tais como os conhecemos podem funcionar de duas formas, a primeira como promotores de sa\u00fade e a segunda como factores de risco para a sa\u00fade. As estat\u00edsticas demonstram que 23% das doen\u00e7as em qualquer faixa et\u00e1ria est\u00e3o relacionadas com quest\u00f5es ambientais, sendo que 43% do n\u00famero total de doen\u00e7as recaem em crian\u00e7as com menos de 5 anos de idade. As condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio econ\u00f3micas e os aspectos biol\u00f3gicos colocam as crian\u00e7as numa posi\u00e7\u00e3o de maior vulnerabilidade que a dos adultos, o seu sistema imunit\u00e1rio e metab\u00f3lico \u00e9 mais fr\u00e1gil, e tem uma exposi\u00e7\u00e3o precoce e de maior dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O abastecimento\/saneamento inapropriado, a polui\u00e7\u00e3o do ar, os qu\u00edmicos e as radia\u00e7\u00f5es s\u00e3o alguns dos exemplos que tornam as crian\u00e7as mais vulner\u00e1veis ao ambiente. Torna-se imprescind\u00edvel que o ambiente se torne saud\u00e1vel, que exista um controlo dos riscos a que a crian\u00e7a est\u00e1 exposta e uma correcta adapta\u00e7\u00e3o do ambiente evitando consequ\u00eancias graves e definitivas, acima de tudo uma partilha de responsabilidade. Podemos encontrar mais informa\u00e7\u00e3o acerca da preven\u00e7\u00e3o de acidente em <a href=\"http:\/\/www.apsi.org.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.apsi.org.pt\/<\/a>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Al\u00e9m do ambiente, a descoberta da sexualidade na adolesc\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o, pois os comportamentos de risco est\u00e3o muitas vezes presentes a novidade, a curiosidade, o uso inadequado da contracep\u00e7\u00e3o e as rela\u00e7\u00f5es prom\u00edscuas foram aspectos focados neste painel. \u00c9 de salientar que tamb\u00e9m o \u00e1lcool \u00e9 motivo de inquieta\u00e7\u00e3o, muitas vezes deparamo-nos com crian\u00e7as e adolescentes com elevados n\u00edveis de consumo de \u00e1lcool. Segundo o Projecto \u201cA M\u00e1quina da Energia\u201d (desenvolvido entre 2002\/2004), a primeira bebida alco\u00f3lica \u00e9 muitas vezes fornecida pelo pai, sendo este apontado tamb\u00e9m como principal causador de stress familiar.<\/p>\n<p align=\"justify\">O papel do Enfermeiro no Atendimento da Crian\u00e7a foi o tema da \u00faltima Confer\u00eancia (III), que teve como intervenientes Margarida Louro, Enfermeira Chefe e Especialista em Sa\u00fade Infantil e Pedi\u00e1trica no Centro de Sa\u00fade de P\u00f3voa de Lanhoso e Maria Adelaide Ferreira, Enfermeira Especialista em Sa\u00fade Infantil e Pedi\u00e1trica no servi\u00e7o de Pediatria do H.S.M. A modera\u00e7\u00e3o ficou a cargo de Cristina Ara\u00fajo Martins, Professora na Escola Superior de Enfermagem Calouste Gulbenkian da Universidade do Minho, enfermeira Especialista em Sa\u00fade Infantil e Pedi\u00e1trica e Mestre em Estudos da Crian\u00e7a Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade e do Meio Ambiente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nesta confer\u00eancia foi abordada a necessidade de cuidados cada vez mais especializados, direccionados para a crian\u00e7a mas tamb\u00e9m para a sua estrutura familiar. O enfermeiro torna-se num importante elo de liga\u00e7\u00e3o entre a institui\u00e7\u00e3o (de cuidados prim\u00e1rios ou diferenciados) e os pais, estes na aus\u00eancia do enfermeiro assumem-se como seus substitutos e promotores da sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 recorrente os pais terem d\u00favidas e medos aquando internamentos inesperados, que s\u00f3 por si s\u00e3o causadores de tens\u00e3o e stress, no entanto, deve ser-lhes apresentado o plano de cuidados da crian\u00e7a para que junto dela n\u00e3o exista a transmiss\u00e3o de uma preocupa\u00e7\u00e3o pelo desconhecido.<\/p>\n<p align=\"justify\">A gravidade da doen\u00e7a, as experi\u00eancias anteriores, a intensidade dos procedimentos, o pr\u00f3prio suporte familiar e as cren\u00e7as, s\u00e3o tudo factores que v\u00e3o influ\u00eanciar a reac\u00e7\u00e3o, no entanto, a capacidade de reagir ao stress e o pr\u00f3prio diagn\u00f3stico acabam por influenciar. O acolhimento deve ser flex\u00edvel e individualizado, pois pode por em causa todo o internamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">A fam\u00edlia e a equipa de profissionais de sa\u00fade trabalham assim para um objectivo comum, o da crian\u00e7a se sentir bem e com a menor dor poss\u00edvel devido \u00e0s interven\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p>No final do encontro decorreu a entrega de pr\u00e9mios aos melhores trabalhos apresentados em forma de poster e comunica\u00e7\u00e3o livre, sendo os vencedores:<\/p>\n<p>&#8211; A Complexidade da Dor na Simplicidade do Cuidar \u2013 Poster;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; A Dor e a Cor na Pediatria \u2013 Comunica\u00e7\u00e3o Livre<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A Comiss\u00e3o Organizadora deste evento era formada por: Carla Gon\u00e7alo, Carla Nunes, Frederico Brand\u00e3o e Paula Cunha; e faziam parte da Comiss\u00e3o Cientifica, Cristina Martins, Lurdes Gon\u00e7alves e Sim\u00e3o Vila\u00e7a. O evento contou com os apoios do F\u00f3rum de Enfermagem, da Sa\u00fade Agenda e da fse, forma\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os em eventos, lda.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na crian\u00e7a com um ano de idade o contacto com os diferentes alimentos, a prova e o contacto com novas texturas pode iniciar um processo de conhecimento dos alimentos numa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":845,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[437,491,180,493,75,492,337,107,490],"class_list":["post-847","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estive-la","tag-adolescente","tag-atualizar","tag-crianca","tag-infantil","tag-infecao","tag-inovar","tag-obesidade","tag-pediatria","tag-sensibilizar"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/847","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=847"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/847\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2645,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/847\/revisions\/2645"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/845"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}