{"id":840,"date":"2008-04-02T19:52:09","date_gmt":"2008-04-02T19:52:09","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/o-tabagismo-na-adolescencia\/"},"modified":"2021-05-04T10:05:18","modified_gmt":"2021-05-04T10:05:18","slug":"o-tabagismo-na-adolescencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/o-tabagismo-na-adolescencia\/","title":{"rendered":"O Tabagismo na Adolesc\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Os estudos realizados no mundo ocidental mostram-nos que \u00e9 na adolesc\u00eancia que a grande maioria de fumadores experimenta ou consome de forma mais regular o tabaco pelo que dever\u00e1 ser durante esta fase da vida que a investiga\u00e7\u00e3o e as medidas de educa\u00e7\u00e3o preventiva dever\u00e3o incidir.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><em style=\"text-align: justify;\">Sinais Vitais n\u00ba 40<\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><em style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/em><\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>Autor:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Anabela Pereira Medalho<\/p>\n<p align=\"justify\">Enfermeira Graduada com Especializa\u00e7\u00e3o em Enfermagem na Comunidade<\/p>\n<p align=\"justify\">Consulta Externa do Hospital de Alcoba\u00e7a BCO<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>PALAVRAS CHAVE:<\/strong> Adolesc\u00eancia; Tabagismo<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O tabagismo representa um s\u00e9rio risco para o bem estar individual. Os seus efeitos passaram despercebidos por muito tempo, por se manifestarem em geral a longo prazo. \u00c9 na adolesc\u00eancia que a grande maioria dos fumadores experimenta ou consome de forma mais regular o tabaco.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pretende-se com a realiza\u00e7\u00e3o deste trabalho identificar alguns factores que levam ao tabagismo na adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O consumo de tabaco, \u00e9 considerado o principal factor de estilo de vida causador de doen\u00e7as cr\u00f3nicas nos pa\u00edses desenvolvidos e foi identificado como o principal problema de sa\u00fade p\u00fablica, (LAGRUE, 1996).<\/p>\n<p align=\"justify\">Existem no mundo milh\u00f5es de fumadores. O seu n\u00famero aumenta diariamente, por um lado, porque a popula\u00e7\u00e3o aumenta rapidamente e por outro, porque est\u00e1 a ser fornecido e encorajado por fins puramente comerciais.<\/p>\n<p align=\"justify\">A OMS tem vindo a recomendar ac\u00e7\u00f5es de v\u00e1ria ordem respeitantes ao tabagismo e a preven\u00e7\u00e3o tem sido priorit\u00e1ria. Para que se possa planear e executar programas de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio delimitar o problema e entender o fen\u00f3meno colhendo informa\u00e7\u00f5es sobre a caracteriza\u00e7\u00e3o e o comportamento tab\u00e1gico, (GRANATE, 1995).<\/p>\n<p align=\"justify\">Os estudos realizados no mundo ocidental mostram-nos que \u00e9 na adolesc\u00eancia que a grande maioria de fumadores experimenta ou consome de forma mais regular o tabaco pelo que dever\u00e1 ser durante esta fase da vida que a investiga\u00e7\u00e3o e as medidas de educa\u00e7\u00e3o preventiva dever\u00e3o incidir, (OMS, 1995).<\/p>\n<p align=\"justify\">Ora, \u00e9 precisamente neste \u00e2mbito que surge o presente trabalho, levando- nos \u00e1 formula\u00e7\u00e3o da seguinte quest\u00e3o: &#8211; Que\u00a0 factores levam o adolescente a iniciar o seu h\u00e1bito tab\u00e1gico?<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>DOEN\u00c7AS ASSOCIADAS AO TABAGISMO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Sabe-se atrav\u00e9s de dados obtidos pela OMS para a Europa, que 90% dos indiv\u00edduos que morrem por cancro do pulm\u00e3o, br\u00f4nquios e traqueia apresentam como causa o consumo do tabaco; 75% da taxa de mortalidade por bronquite, enfisema e asma e 25% de mortes por doen\u00e7as isqu\u00e9micas s\u00e3o igualmente atribu\u00edveis ao tabagismo (GRANATE, 1995).<\/p>\n<p align=\"justify\">O cancro do pulm\u00e3o, atingiu mortalmente em Portugal no ano de 1990, cerca de 1600 indiv\u00edduos do sexo masculino (JOOSSENS et al.,1994).<\/p>\n<p align=\"justify\">A incid\u00eancia de infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias e de mortes por pneumonia e gripe, as complica\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias nos p\u00f3s-operat\u00f3rios e o pneumot\u00f3rax expont\u00e2neo, s\u00e3o problemas mais comuns nos fumadores (HOLBROOK, 1995).<\/p>\n<p align=\"justify\">Os fumadores correm quase o dobro do risco dos n\u00e3o fumadores, de vir a sofrer um enfarte agudo do mioc\u00e1rdio ou morte por coron\u00e1riopatia. Este risco relativo de coron\u00e1riopatia torna-se ainda maior nas faixas et\u00e1rias mais jovens, quando a incid\u00eancia da doen\u00e7a deveria ser mais baixa (HOLBROOK, 1995). Ainda o mesmo autor relata-nos que, a morte s\u00fabita poder\u00e1 ser a primeira manifesta\u00e7\u00e3o de coron\u00e1riopatia, sendo a sua ocorr\u00eancia duas a quatro vezes mais prov\u00e1vel entre fumadores jovens do sexo masculino que entre os n\u00e3o fumadores, aumentando com o maior consumo de cigarros e o tempo de exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Alguns estudos realizados em Fran\u00e7a e referidos por COSTA CABE\u00c7AS e GUARDADO (1996), evidenciam que as doen\u00e7as cardio-vasculares provocam cerca de 20 000 mortes por ano, o que leva a crer que o tabagismo seja um dos principais factores de risco.<\/p>\n<p align=\"justify\">STEPHENS (1994), referencia que as crian\u00e7as nascidas de m\u00e3es que fumam durante a gravidez apresentam em m\u00e9dia 200 gr a menos que as das n\u00e3o fumadoras.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os dist\u00farbios gastrointestinais, nomeadamente a \u00falcera g\u00e1strica e duodenal e atraso de cicatriza\u00e7\u00e3o nas mesmas, s\u00e3o mais prevalentes em indiv\u00edduos fumadores de ambos os sexos que em n\u00e3o fumadores (HOLBROOK, (1995). O fumo tamb\u00e9m relaxa o esf\u00edncter esof\u00e1gico e pode contribuir para o refluxo gastroesof\u00e1gico (GRANATE, 1987).<\/p>\n<p align=\"justify\">Neoplasias da cavidade oral, laringe, faringe, bexiga, p\u00e2ncreas e do aparelho genital masculino e feminino, s\u00e3o tamb\u00e9m mais frequentes entre os fumadores (GRANATE, 1987).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>O ADOLESCENTE E O TABACO<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O mecanismo que conduz as crian\u00e7as e adolescentes a adquirir o h\u00e1bito de fumar \u00e9 muito complexo e n\u00e3o est\u00e1 ainda bem esclarecido, admitindo-se que uma multiplicidade de factores actuam em conjunto, com uma press\u00e3o social extraordinariamente forte e com caracter\u00edsticas pessoais do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Estudos realizados em diversos pa\u00edses demonstram que h\u00e1 uma aumento significativo no n\u00famero de indiv\u00edduos iniciados no tabaco entre os 11 e os 15 anos. Em m\u00e9dia mais de um quarto destes jovens fumam pelo menos uma vez por semana (mais de um ter\u00e7o tem 15 anos), (CHAIX, 1994).<\/p>\n<p align=\"justify\">Os motivos que levam o adolescente a iniciar precocemente h\u00e1bitos tab\u00e1gicos poder\u00e3o ser de m\u00faltiplas causas: o exemplo dos pais, a influ\u00eancia dos amigos, os maus resultados escolares, a precocidade social, a personalidade entre outros (OMS, 1995 a).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>METODOLOGIA<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Realizou\u2013se uma pesquisa do tipo quantitativo descritivo anal\u00edtico com o objectivo de averiguar a seguinte quest\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p align=\"justify\">Que factores levam o adolescente a iniciar o seu h\u00e1bito tab\u00e1gico?<\/p>\n<p align=\"justify\">A realiza\u00e7\u00e3o deste estudo, consistiu na elabora\u00e7\u00e3o de um question\u00e1rio, a um grupo de 120 adolescentes, utilizando uma amostragem probabil\u00edstica aleat\u00f3ria estratificada.<\/p>\n<p align=\"justify\">O tratamento estat\u00edstico iniciou-se atrav\u00e9s da an\u00e1lise descritiva\u00a0\u00a0 da nossa amostra. Para testar as hip\u00f3teses formuladas, utiliz\u00e1mos o teste de Qui-quadrado a um n\u00edvel de signific\u00e2ncia de 0,05, visto que a vari\u00e1vel dependente (o tabagismo na adolesc\u00eancia) \u00e9 uma vari\u00e1vel nominal.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Hip\u00f3teses<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">1)\u2013 Existe rela\u00e7\u00e3o entre o tabagismo dos pais e o tabagismo na adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">2)\u2013 Existe rela\u00e7\u00e3o entre o tabagismo dos amigos e o tabagismo na adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">3)\u2013 Existe rela\u00e7\u00e3o entre a atitude dos pais face ao tabagismo da popula\u00e7\u00e3o em geral e o tabagismo na adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">4)\u2013 O locus de controlo-interno est\u00e1 associado \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do tabagismo na adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">5)\u2013 O locus de controlo-externo est\u00e1 associado ao aumento do tabagismo na adolesc\u00eancia<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Vari\u00e1veis em estudo<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00f0 Vari\u00e1vel dependente \u2013 \u201cO tabagismo na adolesc\u00eancia\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00f0 Vari\u00e1veis independentes:<\/p>\n<p align=\"justify\">Tabagismo dos pais;<\/p>\n<p align=\"justify\">Tabagismo dos amigos;<\/p>\n<p align=\"justify\">Atitude dos pais face ao tabagismo em geral;<\/p>\n<p align=\"justify\">Locus controlo-interno;<\/p>\n<p align=\"justify\">Locus de controlo-externo.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>RESULTADOS OBTIDOS<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A popula\u00e7\u00e3o alvo apresenta uma m\u00e9dia de idades de 15,25 anos, maioritariamente do sexo feminino(51,67%).Quanto \u00e0s habilita\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias, n\u00e3o existem diferen\u00e7as significativas, embora o 8\u00ba ano se considere o ano com maior frequ\u00eancia (19,17%).<\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente ao tabagismo na adolesc\u00eancia, constatou\u2013se que a maioria, 60,83% n\u00e3o s\u00e3o fumadores.<\/p>\n<p align=\"justify\">O motivo porque fumaram pela primeira vez, foi na grande maioria \u201cpor curiosidade\u201d (87,23%).Verificou-se que 89,36% dos adolescentes fumam em m\u00e9dia 1-10 cigarros por dia. A maioria fuma \u00e0s escondidas dos pais (72,34%). Referindo que fumam mais quando est\u00e3o com amigos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e1 primeira hip\u00f3tese formulada, os resultados do teste Qui-quadrado demonstraram-nos que n\u00e3o existe rela\u00e7\u00e3o entre o tabagismo dos pais e o tabagismo na adolesc\u00eancia, para um n\u00edvel de signific\u00e2ncia de 0,05. Estes resultados n\u00e3o est\u00e3o de acordo com a generalidade dos autores que assinalam a import\u00e2ncia da influ\u00eancia familiar no h\u00e1bito tab\u00e1gico dos adolescentes (OMS, 1992b). No entanto nem todos os estudos estabelecem rela\u00e7\u00e3o entre estas duas vari\u00e1veis. O exemplo dos pais \u00e9 um argumento que ora parece como v\u00e1lido, ora como n\u00e3o v\u00e1lido. Alguns autores encontram uma correla\u00e7\u00e3o estreita outros n\u00e3o encontram nenhuma (OMS,1995a).\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">QUADRO 1 \u2013 Estat\u00edsticas relativas ao Qui-quadrado para as vari\u00e1veis tabagismo dos pais segundo o tabagismo na adolesc\u00eancia.\n<\/p>\n<div align=\"left\">\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"25%\">\nTabagismo dos pais<\/p>\n<p align=\"justify\">Tabagismo<\/p>\n<p align=\"justify\">na adolesc\u00eancia<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"14%\">Pai e m\u00e3e nunca fumaram<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"14%\">Pai ou m\u00e3e j\u00e1 fumaram<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"14%\">S\u00f3 o pai ou a m\u00e3e fumam<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"14%\">Pai e m\u00e3e s\u00e3o fumadores<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"14%\">TOTAIS<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"right\">Fuma (o)<\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (e)<\/p>\n<p align=\"right\">N\u00e3o fuma (o)<\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (e)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">6<\/p>\n<p align=\"center\">(11,36)<\/p>\n<p align=\"center\">23<\/p>\n<p align=\"center\">(17,64)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">5,00<\/p>\n<p align=\"center\">19,17<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">8<\/p>\n<p align=\"center\">(7,05)<\/p>\n<p align=\"center\">10<\/p>\n<p align=\"center\">(10,95)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">6,67<\/p>\n<p align=\"center\">8,33<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">20<\/p>\n<p align=\"center\">(16,84)<\/p>\n<p align=\"center\">23<\/p>\n<p align=\"center\">(26,16)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">16,66<\/p>\n<p align=\"center\">19,17<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">13<\/p>\n<p align=\"center\">(11,75)<\/p>\n<p align=\"center\">17<\/p>\n<p align=\"center\">18,25)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">10,83<\/p>\n<p align=\"center\">14,17<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">47<\/p>\n<p align=\"center\">73<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">39,17<\/p>\n<p align=\"center\">60,83<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"25%\">TOTAIS<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">29<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">24,17<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">18<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">15,00<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">43<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">35,83<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">30<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">25,00<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">120<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">100,00<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\">\u03c7<sup>2<\/sup> = 5,56;<\/p>\n<p align=\"left\">gl = 3<\/p>\n<p align=\"left\">P = 0,135\n<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\">\n<p align=\"center\">GR\u00c1FICO 1 \u2013 Distribui\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica dos adolescentes segundo o tabagismo dos pais.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-837\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/04\/image003.gif\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"192\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">Para testar a segunda hip\u00f3tese, e comprovar estatisticamente que existe rela\u00e7\u00e3o entre o tabagismo dos amigos e o tabagismo na adolesc\u00eancia, recorreu-se ao teste de Qui-quadrado para um n\u00edvel de signific\u00e2ncia de 0,05.Pelo que (xo=26,49),e (xc=5,99),o que prova que a hip\u00f3tese \u00e9 estatisticamente significativa, o que vem de encontro ao que dizem CLAES (1985) e FLEMING (1997), segundo os quais alguns dos factores que na adolesc\u00eancia provocam a inicia\u00e7\u00e3o do tabagismo ou a sua perman\u00eancia est\u00e3o relacionados com a chamada \u201ccrise da adolesc\u00eancia\u201d, caracterizada pelo rompimento dos la\u00e7os da autoridade vigente (principalmente pais e institui\u00e7\u00e3o escolar) e a necessidade de identifica\u00e7\u00e3o com novos modelos. Ainda outros autores, salientam o facto de que o h\u00e1bito tab\u00e1gico do melhor amigo \u00e9 um factor preditivo muito importante no consumo do tabaco na adolesc\u00eancia (OMS, 1992 b) e (OMS, 1995).\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">QUADRO 2 \u2013 Estat\u00edsticas relativas ao Qui-quadrado para as vari\u00e1veis tabagismo dos amigos segundo o tabagismo na adolesc\u00eancia.\n<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"25%\">\nTabagismo dos<\/p>\n<p align=\"right\">amigos\n<\/p>\n<p align=\"justify\">Tabagismo<\/p>\n<p align=\"justify\">na adolesc\u00eancia<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"14%\">Nenhum fuma<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"14%\">Alguns fumam<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"14%\">Quase todos fumam<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"14%\">Todos fumam<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"14%\">TOTAIS<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"25%\">\n<p align=\"right\">Fuma (o)<\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (e)<\/p>\n<p align=\"right\">N\u00e3o fuma (o)<\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (e)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">1<\/p>\n<p align=\"right\">(3,92)<\/p>\n<p align=\"right\">9<\/p>\n<p align=\"right\">(6,08)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">0,83<\/p>\n<p align=\"right\">7,50<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">16<\/p>\n<p align=\"right\">(26,63)<\/p>\n<p align=\"right\">52<\/p>\n<p align=\"right\">(41,37)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">13,33<\/p>\n<p align=\"right\">43,34<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">28<\/p>\n<p align=\"right\">(15,67)<\/p>\n<p align=\"right\">12<\/p>\n<p align=\"right\">(24,33)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">23,33<\/p>\n<p align=\"right\">10,00<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">2<\/p>\n<p align=\"right\">(0,78)<\/p>\n<p align=\"right\">&#8211;<\/p>\n<p align=\"right\">(1,22)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">1,67<\/p>\n<p align=\"right\">0,00<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"5%\">47<\/p>\n<p align=\"right\">73<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">39,17<\/p>\n<p align=\"right\">60,83<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"25%\">TOTAIS<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">10<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">8,33<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">68<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">56,67<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">40<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">33,33<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">2<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"7%\">1,67<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"5%\">120<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">100,00<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">\u03c7<sub>o<\/sub><sup>2<\/sup> = 26,49;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u03c7<sub>c<\/sub><sup>2 <\/sup>= 5,99;<\/p>\n<p align=\"justify\">gl = 2\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0GR\u00c1FICO 2 \u2013 Distribui\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica dos adolescentes segundo o tabagismo dos amigos.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-838\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/04\/image006.gif\" alt=\"\" width=\"520\" height=\"188\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente \u00e0 terceira hip\u00f3tese, ao resultados do teste de hip\u00f3tese revelaram que Qui-.quadrado (x\u00aa=0,723) com uma rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o significativa com o tabagismo na adolesc\u00eancia (p=0,697), a um n\u00edvel de signific\u00e2ncia de 0,05 revelou-nos que n\u00e3o existe rela\u00e7\u00e3o entre a atitude dos pais face ao tabagismo da popula\u00e7\u00e3o em geral e o tabagismo na adolesc\u00eancia. Apesar da maioria dos autores referir que a autoridade dos pais que interditam as suas crian\u00e7as de fumar tem um papel importante na preven\u00e7\u00e3o do tabagismo precoce, pois a influ\u00eancia dos pais parece importante na transi\u00e7\u00e3o do consumo \u201cexperimental\u201d para o consumo \u201cregular\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Contrariamente a estes resultados LU\u00cdS (1988), num estudo efectuado em Portugal, em estudantes do ensino secund\u00e1rio, por sua vez n\u00e3o encontrou rela\u00e7\u00e3o entre a atitude dos pais e o h\u00e1bito de fumadores jovens.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">QUADRO 3 \u2013 Estat\u00edsticas relativas ao Qui-quadrado para as vari\u00e1veis atitude dos pais face ao tabagismo da popula\u00e7\u00e3o em geral segundo o tabagismo na adolesc\u00eancia.\n<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"30%\">\nAtitude dos pais face ao tabagismo da<\/p>\n<p align=\"right\">popula\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"right\">em geral<\/p>\n<p align=\"justify\">Tabagismo<\/p>\n<p align=\"justify\">na adolesc\u00eancia<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"17%\">Aprovam<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"17%\">Desaprovam<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"17%\">N\u00e3o sei<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"17%\">TOTAIS<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"30%\">\n<p align=\"right\">Fuma (o)<\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (e)<\/p>\n<p align=\"right\">N\u00e3o fuma (o)<\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (e)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">2<\/p>\n<p align=\"center\">(3,13)<\/p>\n<p align=\"center\">6<\/p>\n<p align=\"center\">(4,87)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">1,67<\/p>\n<p align=\"center\">5,00<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">14<\/p>\n<p align=\"center\">(13,71)<\/p>\n<p align=\"center\">21<\/p>\n<p align=\"center\">(21,29)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">11,67<\/p>\n<p align=\"center\">17,50<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">31<\/p>\n<p align=\"center\">(30,16)<\/p>\n<p align=\"center\">46<\/p>\n<p align=\"center\">(46,84)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">25,83<\/p>\n<p align=\"center\">38,33<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">47<\/p>\n<p align=\"center\">73<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">39,17<\/p>\n<p align=\"center\">60,83<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"30%\">TOTAIS<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">8<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">6,67<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">35<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">29,17<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">77<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">64,16<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">120<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"8%\">100,00<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>\u03c7<sup>2<\/sup> = 0,723;<\/p>\n<p align=\"justify\">gl = 2;<\/p>\n<p align=\"justify\">p = 0,697<\/p>\n<p align=\"center\">GR\u00c1FICO 3 \u2013 Distribui\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica dos adolescentes segundo a atitude dos pais face ao tabagismo da popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-839\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/04\/image009.gif\" alt=\"\" width=\"515\" height=\"210\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">Para testar a quarta hip\u00f3tese, pelo teste de Qui-quadrado (x2=947), verific\u00e1mos que a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 significativa (p=0,013), a um n\u00edvel de signific\u00e2ncia de 0,05, o que corrobora a hip\u00f3tese em estudo. Estes resultados v\u00eam de encontro ao que diz RIBEIRO(1994), onde refere que os indiv\u00edduos com caracter\u00edsticas mais internalistas atribuem o facto de ficar doentes a algo que eles possam ter feito. Este autor refere ainda que o locus de controlo-interno \u00e9 uma vari\u00e1vel importante para o desenvolvimento de programas de interven\u00e7\u00e3o na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"justify\">QUADRO 4 \u2013 Estat\u00edsticas relativas ao Qui-quadrado para as vari\u00e1veis locus de controlo-interno segundo o tabagismo na adolesc\u00eancia.<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"36%\">\nLocus de controlo<\/p>\n<p align=\"center\">Interno<\/p>\n<p align=\"justify\">Tabagismo<\/p>\n<p align=\"justify\">na adolesc\u00eancia<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"21%\">BAIXO<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"21%\">ALTO<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"21%\">TOTAIS<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"36%\">\n<p align=\"right\">Fuma (o)<\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (e)<\/p>\n<p align=\"right\">N\u00e3o fuma (o)<\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (e)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"11%\">31<\/p>\n<p align=\"center\">(25,07)<\/p>\n<p align=\"center\">33<\/p>\n<p align=\"center\">(38,93)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"9%\">25,83<\/p>\n<p align=\"center\">27,50<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"11%\">16<\/p>\n<p align=\"center\">(21,93)<\/p>\n<p align=\"center\">40<\/p>\n<p align=\"center\">(34,07)<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"9%\">13,34<\/p>\n<p align=\"center\">33,33<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"9%\">47<\/p>\n<p align=\"center\">73<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"11%\">39,17<\/p>\n<p align=\"center\">60,83<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"36%\">TOTAIS<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"11%\">64<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"9%\">53,33<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"11%\">56<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"9%\">46,67<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"9%\">120<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"11%\">100,00<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">\u03c72 = 4,947;<\/p>\n<p align=\"justify\">gl = 1;<\/p>\n<p align=\"justify\">p = 0,026 \/ 2 = 0,013<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Ao testar a quinta hip\u00f3tese, pelo teste de Qui-quadrado (x2= 2,906), constat\u00e1mos que este \u00e9 significativo (p= 0,044),a um n\u00edvel de signific\u00e2ncia de 0,05,aceitando a hip\u00f3tese em estudo.<\/p>\n<p align=\"justify\">V\u00e1rios estudos dizem-nos que indiv\u00edduos com locus de controlo-externo s\u00e3o mais perme\u00e1veis \u00e0 influ\u00eancia dos outros do que os com controlo-interno, da\u00ed considerarmos, que as influ\u00eancias que estes jovens t\u00eam recebido dos seus pais, irm\u00e3os, amigos e familiares serem influ\u00eancias positivas, (COELHO e AZEVEDO, 1986).<\/p>\n<p align=\"justify\">Os pais que discordam com o h\u00e1bito tab\u00e1gico e tentam mostrar ao seu filho os malef\u00edcios que este pode acarretar para a sua sa\u00fade e refor\u00e7ar a sua opini\u00e3o ao longo do seu desenvolvimento, provavelmente ser\u00e3o pais que influenciaram os seus filhos no sentido positivo. Tendo em conta este facto, consideramos que os adolescentes com externalidade alta tanto poder\u00e3o ser influenci\u00e1veis pelo sentido positivo como negativo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Este resultados poder\u00e3o estar em concord\u00e2ncia com o que nos dizem alguns autores, nomeadamente, FIRMINO, MATOS e SERRA, (1987) em que segundo estes, no locus controlo externo as expectativas do indiv\u00edduo tanto podem aumentar mesmo quando tem fracassos como diminuir quando obt\u00eam \u00eaxitos numa tarefa.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"justify\">QUADRO 5 \u2013 Estat\u00edsticas relativas ao Qui-quadrado para as vari\u00e1veis locus de controlo-externo segundo o tabagismo na adolesc\u00eancia.\n<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"36%\">\nLocus de controlo<\/p>\n<p align=\"right\">Externo<\/p>\n<p align=\"justify\">Tabagismo<\/p>\n<p align=\"justify\">na adolesc\u00eancia<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"21%\">BAIXO<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"21%\">ALTO<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"21%\">TOTAIS<\/p>\n<p align=\"center\">N.\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 %<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"36%\">Fuma (o)<\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (e)<\/p>\n<p align=\"right\">N\u00e3o fuma (o)<\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (e)<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"11%\">30<\/p>\n<p align=\"center\">(25,46)<\/p>\n<p align=\"center\">35<\/p>\n<p align=\"center\">(39,54)<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">25,00<\/p>\n<p align=\"center\">29,17<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"11%\">17<\/p>\n<p align=\"center\">(21,54)<\/p>\n<p align=\"center\">38<\/p>\n<p align=\"center\">(33,46)<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">14,17<\/p>\n<p align=\"center\">31,66<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"9%\">47<\/p>\n<p align=\"center\">73<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"11%\">39,17<\/p>\n<p align=\"center\">60,83<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"36%\">TOTAIS<\/td>\n<td width=\"11%\">65<\/td>\n<td width=\"9%\">54,17<\/td>\n<td width=\"11%\">55<\/td>\n<td width=\"9%\">45,83<\/td>\n<td width=\"9%\">120<\/td>\n<td width=\"11%\">100,00<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">\u03c7<sup>2<\/sup> = 2,906;<\/p>\n<p align=\"justify\">gl = 1;<\/p>\n<p align=\"justify\">p = 0,088 \/ 2 = 0,044<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Este estudo permitiu-nos compreender melhor este per\u00edodo da vida em que os jovens se encontram num processo intenso de desenvolvimento e matura\u00e7\u00e3o no campo biol\u00f3gico, sexual e social. As suas fun\u00e7\u00f5es e tarefas s\u00e3o condicionadas pela sociedade em que se inserem, pela depend\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento e exig\u00eancias econ\u00f3micas, sociais, pol\u00edticas e culturais dessa sociedade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Face aos resultados, podemos concluir que:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o existe rela\u00e7\u00e3o entre o tabagismo dos pais e o tabagismo na adolesc\u00eancia;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Existe rela\u00e7\u00e3o entre o tabagismo dos amigos e tabagismo na adolesc\u00eancia;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o existe rela\u00e7\u00e3o entre a atitude dos pais face ao tabagismo em geral e o tabagismo na adolesc\u00eancia;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">O locus de controlo-interno est\u00e1 associado \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do tabagismo na adolesc\u00eancia;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">O locus de controlo-externo est\u00e1 associado ao aumento do tabagismo na adolesc\u00eancia.\n<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Constatamos que o fen\u00f3meno do tabagismo \u00e9 complexo e como tal n\u00e3o se podem tirar decis\u00f5es precipitadas. Nele interv\u00eam factores (ambientais, socio-culturais, pessoais, conhecimentos e convic\u00e7\u00f5es) n\u00e3o se deixando estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o de causa efeito sobre cada um deles. Os diferentes factores que se relacionam com o fen\u00f3meno do consumo do tabaco complementam-se e interagem na influ\u00eancia que exercem sobre a possibilidade do adolescente fazer ou n\u00e3o parte do grupo de fumadores.<\/p>\n<p align=\"justify\">Haver\u00e1 contudo factores que agem e interagem com intensidades diferentes em determinadas circunst\u00e2ncias e em determinadas idades.<\/p>\n<p align=\"justify\">Gostar\u00edamos de deixar algumas sugest\u00f5es que consideramos pertinentes, tais como:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">A realiza\u00e7\u00e3o de estudos de outras vari\u00e1veis que interferem no tabagismo da adolesc\u00eancia;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">A educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade dever\u00e1 ser o pilar na qual assentar\u00e3o todas as medidas de preven\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">A escola dever\u00e1 dispor de tempo curricular de educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade e apoio aos formadores;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u00c9 importante a participa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia no comportamento anti-tab\u00e1gico pois a educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade \u00e9 em grande parte dada pelos pais em casa, consciente ou inconscientemente. Dever\u00e3o os pais envolver-se tamb\u00e9m nos programas escolares de preven\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Estas sugest\u00f5es t\u00eam como objectivo, contribuir para um melhor n\u00edvel de sa\u00fade e melhorar a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">CHAIX, Carine \u2013 La consomation mondiale de tabac chez les jeunes. La Sant\u00e9 de L\u00b4homme. France: ISSN: 0151. n.\u00ba 313 (3.\u00ba trimestre 1994), p. 4.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">CLAES, Michel \u2013 Os problemas da adolesc\u00eancia. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Verbo, 1985.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">COELHO, Isabel Maria O. da Cruz; AZEVEDO, Maria Helena Pinto \u2013 Locus de controlo e tabagismo. Psiquiatria Cl\u00ednica. Coimbra: vol. 7, n.\u00ba 4 (Out\/Dez 1986), p. 301-304.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">COSTA, Lu\u00edsa; CABE\u00c7AS, Jos\u00e9; GUARDADO, Carlos &#8211; Dia Mundial sem tabaco. Coimbra: Instituto de Cl\u00ednica Geral da Zona Centro, Maio 1996.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">FIRMINO, Hor\u00e1cio; MATOS, Ana Paula; SERRA, Adriano Vaz &#8211; Rela\u00e7\u00f5es pais\/filhos e locus de controlo. Psiquiatria Cl\u00ednica. Coimbra: vol. 8, n.\u00ba 3 (Julho\/Setembro 1987) p. 147-151.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">FLEMING, Manuela &#8211; Adolesc\u00eancia e autonomia: o desenvolvimento psicol\u00f3gico e a rela\u00e7\u00e3o com os pais. Lisboa: Ed. Afrontamento, 1997. ISBN: 972-36-0304-7.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">GRANATE , Maria Concei\u00e7\u00e3o \u2013 Avalia\u00e7\u00e3o e a acompanhamento das ac\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o do tabagismo. 2.\u00aa ed. Lisboa: Edi\u00e7\u00e3o Instituto do Consumidor, 1995. ISBN 972-9223-57-2.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">GRANATE, Maria da Concei\u00e7\u00e3o \u2013 Preven\u00e7\u00e3o do tabagismo: fumar e &#8230; adoecer. Lisboa: INDC, 1987. ISBN: 972-9223-25-4, (Caderno n.\u00ba 2)<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">HOLBROOK, John H. Depend\u00eancia da nicotina. In ISSELBACHER, Kurt et al. \u2013 Harrison:\u00a0 Medicina Interna. 13.\u00aa ed. Rio de Janeiro: Guanabara. 1995, ISBN 968-25-2336. p. 2558-2563.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">JOOSSENS, Luk [et al.] &#8211; Tabaco e Sa\u00fade na Uni\u00e3o Europeia: uma s\u00edntese. Lisboa: Conselho de Preven\u00e7\u00e3o do Tabagismo. 1994.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">LAGRUE, Gilbert &#8211; Ajuda \u00e0 desabitua\u00e7\u00e3o tab\u00e1gica: o guia do generalista. Coimbra: Instituto de Cl\u00ednica Geral da zona Centro, 1996.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">LOPES, Fernando Jos\u00e9 [et al.] \u2013 H\u00e1bitos tab\u00e1gicos numa popula\u00e7\u00e3o de adolescentes escolarizados. Revista Portuguesa de Sa\u00fade P\u00fablica. Lisboa: ISSN 0870-9025. vol. 14, n.\u00ba 4 (Out. &#8211; Dez. 1996), p. 49-63.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">LU\u00cdS, Helena Maria Henrique \u2013 Estudo dos h\u00e1bitos tab\u00e1gicos em adolescentes escolarizados. Revista Portuguesa de Sa\u00fade P\u00fablica. Lisboa: ISSN 0870-9025. Vol. 6 n.1\/2 (Janeiro-Junho, 1988), p. 54.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">OMS \u2013 Preven\u00e7\u00e3o do tabagismo. porque fuma e porque se deixa de fumar. 2.\u00aa ed. Lisboa: INDC, 1995a ISBN 972-9223-21-1 (Caderno n.\u00ba 9).<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">OMS &#8211; Preven\u00e7\u00e3o do tabagismo: para uma gera\u00e7\u00e3o de n\u00e3o fumadores. Lisboa: INDC 1992b. ISBN 972-9223-20-3. (Caderno n.\u00ba 8).<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">POLIT, Denise F.; HUNGLER Bernadette P. &#8211; Fundamentos de pesquisa em enfermagem. 3.\u00aa ed. Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas, 1995. ISBN 85-7307-101-X.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">RIBEIRO, Jos\u00e9 Lu\u00eds Pais \u2013 Reconstru\u00e7\u00e3o de uma escala de locus de controlo de sa\u00fade. Psiquiatria Cl\u00ednica. Coimbra: vol. 15, n.\u00ba 4, (Out\/Dez 1994), p. 207-213.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os estudos realizados no mundo ocidental mostram-nos que \u00e9 na adolesc\u00eancia que a grande maioria de fumadores experimenta ou consome de forma mais regular o tabaco pelo que dever\u00e1 ser [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2222,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33],"tags":[482,340,437,483,481],"class_list":["post-840","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sinais-vitais","tag-aditivos","tag-adolescencia","tag-adolescente","tag-consumo","tag-tabagismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=840"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/840\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2786,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/840\/revisions\/2786"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}