{"id":797,"date":"2008-01-05T14:43:26","date_gmt":"2008-01-05T14:43:26","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/1as-jornadas-webnurse-magazine-abordagem-ao-doente-critico\/"},"modified":"2021-05-04T09:07:57","modified_gmt":"2021-05-04T09:07:57","slug":"1as-jornadas-webnurse-magazine-abordagem-ao-doente-critico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/1as-jornadas-webnurse-magazine-abordagem-ao-doente-critico\/","title":{"rendered":"1as Jornadas WebNurse Magazine: Abordagem ao Doente Cr\u00edtico"},"content":{"rendered":"<p>A abordagem ao doente cr\u00edtico come\u00e7a a ser uma tem\u00e1tica \u00e0 qual \u00e9 dada cada vez mais import\u00e2ncia, por variados factores.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Decorreram entre os dias 26 e 28 de Novembro as \u201c1<sup>as<\/sup> Jornadas WebNurse Magazine\u201d, subordinadas ao tema \u201cAbordagem ao Doente Cr\u00edtico\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">O projecto \u201cWebNurse Magazine\u201d diz respeito a uma revista on-line rec\u00e9m-criada, que surgiu com o objectivo de divulgar e facilitar o acesso a trabalhos cient\u00edficos de Enfermeiros ou estudantes de Enfermagem, bem como promover a forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da Enfermagem. Trata-se de uma Associa\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos e de car\u00e1cter cultural. Esta revista ter\u00e1, inicialmente, uma periodicidade semestral, tendo j\u00e1 sido publicado o primeiro n\u00famero em Novembro de 2007 (dispon\u00edvel em &lt; <a href=\"http:\/\/www.webnursemagazine.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.webnursemagazine.com\/<\/a> &gt; para membros registados)<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.webnursemagazine.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-792\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/WebNurse.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"324\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/WebNurse.jpg 400w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/WebNurse-300x243.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Durante estas primeiras jornadas, foram abordados os seguintes temas: Transporte do Doente Cr\u00edtico, Triagem em Urg\u00eancia, O Doente Politraumatizado nas M\u00faltiplas Abordagens, Urg\u00eancia em Unidade Coron\u00e1ria, Dilemas \u00c9ticos e O Doente na Unidade de Cuidados Intensivos.<\/p>\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"50%\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-793\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/DSC00401.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/DSC00401.jpg 300w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/DSC00401-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/DSC00401-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/DSC00401-180x135.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/DSC00401-238x178.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/td>\n<td width=\"50%\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-794\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/DSC00402.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/DSC00402.jpg 300w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/DSC00402-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/DSC00402-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/DSC00402-180x135.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/DSC00402-238x178.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A abordagem ao doente cr\u00edtico come\u00e7a a ser uma tem\u00e1tica \u00e0 qual \u00e9 dada cada vez mais import\u00e2ncia, por variados factores. Entre eles, a necessidade de haver cada vez mais forma\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea (que era uma lacuna), devido \u00e0s v\u00e1rias mudan\u00e7as ocorridas na sociedade (necessidade de expans\u00e3o da assist\u00eancia) e na rede de assist\u00eancia aos doentes urgentes (reestrutura\u00e7\u00e3o da rede de urg\u00eancia e cria\u00e7\u00e3o de novos servi\u00e7os de assist\u00eancia \u2013 SIV).<\/p>\n<p align=\"justify\">O transporte do doente cr\u00edtico, apesar de envolver alguns riscos, justifica-se sempre que exista a necessidade de facultar um n\u00edvel assistencial superior e que os benef\u00edcios sejam superiores aos riscos corridos. Tem-se assistido, nos \u00faltimos anos, ao desenvolvimento de todos os tipos de transporte do doente cr\u00edtico, quer por meio a\u00e9reo, terrestre ou mar\u00edtimo. Decididamente, os transportes em meio terrestre e inter-hospitalar s\u00e3o os mais frequentemente utilizados na nossa realidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Durante o transporte, o acompanhamento destes doentes \u00e9 muitas vezes entregue aos enfermeiros que trabalham em meio hospitalar, o que \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que gera ansiedade aos mesmos. A grande \u00eanfase desta mesa foi dada \u00e0 tomada de decis\u00e3o de quem deve acompanhar o doente e com que bases se faz esta decis\u00e3o (exist\u00eancia de normas\/protocolos e bases legais). O que se verifica, \u00e9 que essa decis\u00e3o \u00e9 muitas vezes feita com bases emp\u00edricas, descurando, muitas vezes, o acompanhamento especializado do doente. Para al\u00e9m disso, deveria apostar-se mais na forma\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade e dot\u00e1-los de compet\u00eancias, que permitam a actua\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e eficaz durante o transporte. Verifica-se, tamb\u00e9m, a n\u00e3o exist\u00eancia de normas de actua\u00e7\u00e3o perante a necessidade de transferir o doente ou, quando elas existem e muitas das vezes, n\u00e3o s\u00e3o utilizadas e passam desapercebidas dos profissionais. A Dr.\u00aa Maria de F\u00e1tima Figueira (representante da Ordem dos Enfermeiros) quando confrontada com estes aspectos remeteu-se para o REPE\/C\u00f3digo Deontol\u00f3gico da Ordem dos Enfermeiros, admitindo, contudo, a exist\u00eancia de algumas lacunas no mesmo, no que diz respeito ao transporte inter-hospitalar de doentes cr\u00edticos executados sem acompanhamento de um m\u00e9dico, afirmando ainda que as mesmas j\u00e1 se encontram em estudo e ser\u00e3o tidas em conta na remodela\u00e7\u00e3o do REPE.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 importante saber que, acima de tudo, a decis\u00e3o de transfer\u00eancia do doente cr\u00edtico \u00e9 um acto m\u00e9dico e que, depois de tomada a decis\u00e3o, h\u00e1 que planear o transporte (estabiliza\u00e7\u00e3o do doente, contactar e verificar a disponibilidade do receptor do doente, seleccionar o meio de transporte, a equipa de transporte e avisar o doente e familiares), e depois sim, efectivar o transporte.<\/p>\n<p align=\"justify\">No que concerne ao tema \u201cTriagem em Urg\u00eancia\u201d, foram apresentados alguns modelos de triagem, particularmente o j\u00e1 bem conhecido Sistema de Triagem de Manchester e algumas das dificuldades com que se depara o Enfermeiro que est\u00e1 na triagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na triagem de doentes, o objectivo principal prende-se com a determina\u00e7\u00e3o\/identifica\u00e7\u00e3o da gravidade da doen\u00e7a ou les\u00e3o que afecta o doente, de forma a coloc\u00e1-lo no local certo, no momento certo, para receber o n\u00edvel adequado de cuidados. A utiliza\u00e7\u00e3o di\u00e1ria da triagem nos servi\u00e7os de Urg\u00eancia remonta aos primeiros anos da d\u00e9cada de 1960. Desde ent\u00e3o, o processo de triagem j\u00e1 evoluiu bastante, tornando-se poss\u00edvel separar os doentes que requerem aten\u00e7\u00e3o imediata dos que podem esperar ou serem encaminhados para o centro de sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">As fun\u00e7\u00f5es principais incluem avalia\u00e7\u00e3o e reavalia\u00e7\u00e3o da queixa principal e seus sintomas, breve hist\u00f3ria, exame f\u00edsico e avalia\u00e7\u00e3o dos sinais vitais do doente. \u00c9 o enfermeiro de triagem que decide a ordem pela qual os doentes s\u00e3o assistidos. Aquilo que distingue a efici\u00eancia de um enfermeiro de triagem \u00e9 a sua experi\u00eancia e capacidade para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e uma avalia\u00e7\u00e3o correcta da situa\u00e7\u00e3o do doente. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio um vasto campo de conhecimentos por parte do enfermeiro de triagem, bem como uma capacidade de tomar decis\u00f5es e estabelecer prioridades sobre press\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em fun\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia internacional e nacional, Portugal adoptou o Sistema de Triagem de Manchester como norma nacional. O Grupo Portugu\u00eas de Triagem, entidade reconhecida pelo Grupo de Manchester e pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, foi criado em 2001 para representar os interesses dos autores do sistema e promover a implementa\u00e7\u00e3o do mesmo em Portugal. O m\u00e9todo deste sistema baseia-se na identifica\u00e7\u00e3o da queixa inicial, e, seguindo o fluxograma de decis\u00e3o correspondente (constitu\u00eddo por v\u00e1rias quest\u00f5es \u2013 discriminadores, a serem colocadas pela ordem apresentada), identificar o discriminador relevante, determinando-se a prioridade cl\u00ednica. Se porventura for escolhido um fluxograma alternativo ou menos correcto, a prioridade cl\u00ednica e consequente tempo limite de observa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica ser\u00e3o iguais.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"2\" cellspacing=\"5\" cellpadding=\"5\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td colspan=\"2\" width=\"46%\">\n<p align=\"center\">Triagem de<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-795\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/image001.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"93\" border=\"0\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"center\" width=\"22%\">Prioridade<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"24%\">Tempo-alvo (min.)<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#ff0000\" width=\"22%\">Emergente<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#ff0000\" width=\"24%\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#ff9900\" width=\"22%\">Muito urgente<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#ff9900\" width=\"24%\">10<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#ffff00\" width=\"22%\">Urgente<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#ffff00\" width=\"24%\">60<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#00ff00\" width=\"22%\">Pouco urgente<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#00ff00\" width=\"24%\">120<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#0000ff\" width=\"22%\">N\u00e3o urgente<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#0000ff\" width=\"24%\">240<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-796\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/image003.gif\" alt=\"\" width=\"408\" height=\"537\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-580\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/02\/Image1.gif\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"386\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Na mesa \u201cO Individuo Politraumatizado nas M\u00faltiplas Abordagens\u201d foi debatida a import\u00e2ncia da rapidez e efici\u00eancia na sala de emerg\u00eancia, a realidade e os constrangimentos na prepara\u00e7\u00e3o para a alta e o doente politraumatizado na UCI (a especificidade do TCE).<\/p>\n<p align=\"justify\">Os acidentes, da mais variada ordem, s\u00e3o uma realidade quotidiana que levam aos Servi\u00e7os de Urg\u00eancia um grande n\u00fameros de v\u00edtimas, em estado mais ou menos grave e, s\u00e3o causa de morte ou de incapacidade de um elevado n\u00famero de indiv\u00edduos. As consequ\u00eancias imediatas de um acidente podem repercutir-se em v\u00e1rios sistemas corporais, pelo que os profissionais de sa\u00fade devem estar preparados para actuar adequadamente em cada situa\u00e7\u00e3o, oferecendo servi\u00e7os de qualidade que diminuam o risco de morte e previnam ao m\u00e1ximo a taxa de morbilidade. A actua\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade deve ser orientada segundo prioridades de actua\u00e7\u00e3o, de acordo com o grau de gravidade dos problemas, seguindo uma abordagem e avalia\u00e7\u00e3o sequenciada e pormenorizada.<\/p>\n<p align=\"justify\">Cada servi\u00e7o de Urg\u00eancia deve possuir um regulamento interno, devidamente aprovado e divulgado, contemplando o modo geral de funcionamento, a estrutura hier\u00e1rquica do Servi\u00e7o e a constitui\u00e7\u00e3o das equipas multidisciplinares. Para uma maior organiza\u00e7\u00e3o e rentabilidade, dever\u00e1 ser nomeado um respons\u00e1vel pela sala de emerg\u00eancia (com experi\u00eancia em emerg\u00eancia e medicina intensiva), e, se poss\u00edvel, organizadas equipas diferenciadas para diferentes actua\u00e7\u00f5es (sala de trauma, sala coron\u00e1ria\u2026) ou ent\u00e3o dotar cada equipa de membros com v\u00e1rias especialidades.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um doente internado numa Unidade de Cuidados Intensivos est\u00e1 vulner\u00e1vel pelo efeito da doen\u00e7a e muitas vezes impossibilitado de expressar a sua vontade, o que dificulta o trabalho da equipa de profissionais, principalmente a prepara\u00e7\u00e3o para a alta.<\/p>\n<p align=\"justify\">O segundo dia das jornadas iniciou-se com a mesa \u201cUrg\u00eancia em Unidade Coron\u00e1ria \u2013 Relatos de Experi\u00eancias Vividas pelos Enfermeiros\u201d, com a exposi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias experi\u00eancias vividas nesta \u00e1rea. A presta\u00e7\u00e3o de cuidados de Enfermagem qualificados \u00e9 um factor determinante na Unidade Coron\u00e1ria, para a recupera\u00e7\u00e3o bio-psico-socio-espiritual do paciente. O doente coron\u00e1rio requer do enfermeiro multiplicidade de conhecimento e versatilidade na actua\u00e7\u00e3o, porque estamos perante um contexto, onde est\u00e3o reunidos pacientes graves, complexidade tecnol\u00f3gica e onde \u00e9 necess\u00e1ria a utiliza\u00e7\u00e3o de uma racionalidade que vise ao melhor atendimento, no tempo adequado, com efici\u00eancia e efic\u00e1cia. Ou seja, esta enorme responsabilidade, por isso, leva a que o enfermeiro passe por sentimentos de preocupa\u00e7\u00e3o, ansiedade e desgaste pela exig\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, entre outros. Mas o enfermeiro sente-se recompensado, no final, quando o seu trabalho tem um final venturoso e pela gratid\u00e3o que o doente lhe transmite. Durante todo este processo, \u00e9 importante escutar o doente, porque tamb\u00e9m ele est\u00e1 ansioso e preocupado, por vezes com os entes queridos que podem n\u00e3o ter informa\u00e7\u00f5es da sua situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Por isso, \u00e9 importante facilitar a presen\u00e7a da fam\u00edlia, que ir\u00e1, tamb\u00e9m, facilitar o processo de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foi, tamb\u00e9m, abordado um tema muito importante, mas muitas vezes pouco valorizado \u2013 os \u201cDilemas \u00c9ticos\u201c, com que muitas vezes o profissional de Enfermagem se depara. Estamos na Era da Bio\u00e9tica (\u00e9tica aplicada \u00e0 vida) e esta tornou-se uma refer\u00eancia indispens\u00e1vel em todas as \u00e1reas da sa\u00fade. Alguns abusos na experimenta\u00e7\u00e3o em seres humanos, o surgimento de novas tecnologias que colocaram quest\u00f5es in\u00e9ditas e a percep\u00e7\u00e3o dos insuficientes referenciais \u00e9ticos tradicionais, desencadearam o seu aparecimento. O acto de cuidar do doente manifesta-se por assegurar a dignidade da pessoa, sendo reconhecido como um ser \u00fanico, onde os seus direitos e autonomia devem ser preservados. Dado ao empirismo do tema, cabe a cada um de n\u00f3s, face aos conhecimentos actuais e deveres profissionais, questionar-se e assegurar a preserva\u00e7\u00e3o da dignidade humana.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Recomendamos os seguintes documentos\/sites:<\/p>\n<p>Transporte de doentes<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li><a href=\"ftp:\/\/ftp.spci.org\/documentos\/Transporte_doentes_criticos\/guiatransporte.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> ftp:\/\/ftp.spci.org\/documentos\/Transporte_doentes_criticos\/guiatransporte.pdf<\/a> \u2013 Guia para o Transporte de Doentes Cr\u00edticos, Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.arsnorte.min-saude.pt\/downloads\/CN4-2007.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.arsnorte.min-saude.pt\/downloads\/CN4-2007.pdf<\/a> &#8211; Transportes e outros procedimentos relativos a doentes insuficientes renais cr\u00f3nicos, Circular normativa 4\/2007 de 13\/06\/2007, ARS Norte<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.iapmei.pt\/iapmei-leg-03.php?lei=2365\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.iapmei.pt\/iapmei-leg-03.php?lei=2365<\/a> &#8211; Regulamento do Transporte de Doentes &#8211; Portaria 1147\/2001 de 28 de Setembro<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/bdjur.almedina.net\/resumo.php?field=doc_id&amp;value=73855\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/bdjur.almedina.net\/resumo.php?field=doc_id&amp;value=73855<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.inem.min-saude.pt\/document\/468473\/487628.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.inem.min-saude.pt\/document\/468473\/487628.pdf<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.hospitaisepe.min-saude.pt\/Downloads_HEPE\/producao_qualidade\/Urg\u00c3\u00aancia+-Transporte+Inter-Hospitalar.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.hospitaisepe.min-saude.pt\/Downloads_HEPE\/producao_qualidade\/Urg%C3%AAncia%20-Transporte%20Inter-Hospitalar.pdf<\/a> \u2013 transporte de doentes inter-hospitalar, Hospitais SA<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Triagem<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.ahrq.gov\/research\/esi\/esi1.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.ahrq.gov\/research\/esi\/esi1.htm<\/a> &#8211; Emergency Severity Index: Implementation Handbook<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.acem.org.au\/media\/policies_and_guidelines\/G24_Implementation__ATS.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.acem.org.au\/media\/policies_and_guidelines\/G24_Implementation__ATS.pdf<\/a> &#8211; Australian triage scale<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/wacebnm.curtin.edu.au\/workshops\/Triage.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/wacebnm.curtin.edu.au\/workshops\/Triage.pdf<\/a> -Triage in the emergency department, Australian triage scale<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.hospitaisepe.min-saude.pt\/Downloads_HEPE\/producao_qualidade\/Urg\u00c3\u00aancia+-Triagem+Prioridades.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.hospitaisepe.min-saude.pt\/Downloads_HEPE\/producao_qualidade\/Urg%C3%AAncia%20-Triagem%20Prioridades.pdf<\/a> \u2013 Triagem de prioridades no servi\u00e7o de Urg\u00eancia, Hospitais SA<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.hospitaisepe.min-saude.pt\/Downloads_HEPE\/producao_qualidade\/livro+urgencias+2006.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.hospitaisepe.min-saude.pt\/Downloads_HEPE\/producao_qualidade\/livro%20urgencias%202006.pdf<\/a> \u2013 O servi\u00e7o de urg\u00eancia: recomenda\u00e7\u00f5es para a organiza\u00e7\u00e3o de cuidados urgentes e emergentes, Hospitais SA &amp; Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>O individuo politraumatizado<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.geocities.com\/vmerchc\/public\/abordagem_polit_int_hosp.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.geocities.com\/vmerchc\/public\/abordagem_polit_int_hosp.pdf<\/a> \u2013 abordagem intra-hospitalar ao politraumatizado<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"right\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A abordagem ao doente cr\u00edtico come\u00e7a a ser uma tem\u00e1tica \u00e0 qual \u00e9 dada cada vez mais import\u00e2ncia, por variados factores.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":791,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[194,81,196,197,82],"class_list":["post-797","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estive-la","tag-doente-critico","tag-emergencia","tag-transporte","tag-triagem","tag-urgencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/797","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=797"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/797\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2648,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/797\/revisions\/2648"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/791"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=797"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=797"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=797"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}