{"id":752,"date":"2007-12-02T05:05:22","date_gmt":"2007-12-02T05:05:22","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/suicidio-na-adolescencia\/"},"modified":"2021-04-28T15:51:33","modified_gmt":"2021-04-28T15:51:33","slug":"suicidio-na-adolescencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/suicidio-na-adolescencia\/","title":{"rendered":"Suic\u00eddio na Adolesc\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>O suic\u00eddio na adolesc\u00eancia surge como um choque, incompreens\u00edvel, tendo em conta que o adolescente \u00e9 considerado o futuro da sociedade, com um mundo por descobrir e, \u00e9 este mesmo indiv\u00edduo que procura a auto destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Ivo Marques<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">graduado<\/p>\n<p align=\"justify\">licenciado em enfermagem<\/p>\n<p align=\"justify\">Unidade de Cuidados intensivos Neonatais e Pedi\u00e1tricos do Hospital Central do Funchal<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>O. Eunice Jesus<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">graduada<\/p>\n<p align=\"justify\">licenciada em enfermagem<\/p>\n<p align=\"justify\">Urg\u00eancia Pedi\u00e1trica do Hospital Central do Funchal<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"right\">O seu rosto, marcado pelo sofrimento,<\/p>\n<p align=\"right\">tinha-se congelado para todo o sempre a meio de um grito de terror.<\/p>\n<p align=\"right\">\n<p align=\"right\">Guillaume Musso in<\/p>\n<p>E depois&#8230;<\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Este trabalho surgiu do nosso envolvimento pessoal em situa\u00e7\u00f5es de suic\u00eddio \/tentativas de suic\u00eddio de jovens adolescentes, tanto no campo profissional como pessoal. O facto de que nem sempre a vida nos reserva o que dela esperamos e que os planos de vida nem sempre decorrem como planeamos \u00e9 uma verdade incontest\u00e1vel. Mas ser\u00e1 isso suficiente para que um jovem adolescente que esperamos que desempenhe um papel, na nossa vida ou at\u00e9 mesmo da sociedade, deposit\u00e1rios de sujeitos mil e uma esperan\u00e7as e projectos cometa um atentado sobre o seu bem mais precioso: a vida ? Fizemos uma revis\u00e3o te\u00f3rica sobre o que \u00e9 dito sobre o tema na literatura dispon\u00edvel que passamos a apresentar. Esperamos que vos seja \u00fatil.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Adolesc\u00eancia<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A adolesc\u00eancia \u00e9 a fase de transi\u00e7\u00e3o entre a inf\u00e2ncia e a idade adulta. Segundo Ferronha Correia (2001), \u00e9 um fen\u00f3meno de transi\u00e7\u00e3o social e psicol\u00f3gico que envolve profundas mudan\u00e7as biol\u00f3gicas induzidas pela puberdade, mas as mudan\u00e7as n\u00e3o se manifestam apenas a este n\u00edvel, surgindo transforma\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas e sociais. O autor da \u00eanfase no facto de que do processo de desenvolvimento da adolesc\u00eancia est\u00e1 presente na rela\u00e7\u00e3o que os jovens estabelecem com o pr\u00f3prio corpo exprimindo-a por amor, \u00f3dio, alegria, vergonha, prazer, raiva. As altera\u00e7\u00f5es da imagem corporal \u00e9 de tal forma, que o adolescente pode chegar a confundir a imagem corporal com a sua pr\u00f3pria personalidade<\/p>\n<p align=\"justify\">Winlow-Brown (1998), salienta que o adolescente \u00e9 marcado por profundas altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 f\u00edsicas, como o crescimento acelerado, puberdade e maturidade sexual, mas tamb\u00e9m na capacidade cognitiva, expectativas sociais e desenvolvimento da personalidade. Assim enfrenta muitas escolhas e decis\u00f5es de forma a atingir a fase de adulto jovem com a t\u00e3o esperada independ\u00eancia financeira e individualiza\u00e7\u00e3o dentro da fam\u00edlia de origem. A sua principal tarefa \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o da identidade em que as rela\u00e7\u00f5es de amizade desempenham um papel importante tendo em conta que o auto conceito \u00e9 testados e influenciados pelas interac\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Augusto Correia (2007), real\u00e7a que as expectativas escolares, sociais ou familiares pouco reais podem criar fortes sentimentos de rejei\u00e7\u00e3o com consequente sentimento exagerado de vida injusta por parte do adolescente<\/p>\n<p align=\"justify\">Para Wong (1999), a adolesc\u00eancia \u00e9 caracterizada pela agita\u00e7\u00e3o, instabilidade emocional e varia\u00e7\u00f5es de humor que tornam dif\u00edcil lidar com eventos cr\u00edticos especialmente se os coloca sob press\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O adolescente ter\u00e1 de se adaptar tamb\u00e9m ao mundo que o rodeia. Carlos Dias (2002), refere que a desidealiza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma tarefa essencial do adolescente. Ele ter\u00e1 de submeter aos ideais ao princ\u00edpio da realidade para perceber como a realidade, de facto nos ensina que as coisas podem n\u00e3o ser como as projectamos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Suic\u00eddio<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Ao longo da Hist\u00f3ria da Humanidade o suic\u00eddio n\u00e3o tem sido ponderado da mesma forma. Na Gr\u00e9cia antiga o suic\u00eddio era considerado uma ofensa para o estado, enquanto que na Roma Cl\u00e1ssica era visto de uma maneira positiva ou at\u00e9 neutra. No s\u00e9culo IV Santo Agostinho considerou-o pecado e S\u00e3o Tomas de Aquino no s\u00e9culo XIII, salienta que s\u00f3 Deus tem o poder de dar a vida e por consequ\u00eancia s\u00f3 ele tem o direito de a tirar, recusando realizar funeral a quem se suicidasse. Rousseau, s\u00e9culo XVIII d\u00e1-nos uma outra perspectiva, desresponsabilizando o suicida, j\u00e1 que defende que o Homem \u00e9 bom por natureza, a sociedade \u00e9 que o perverte, torna mau e criminoso. Segundo Daniel Sampaio (2002), s\u00f3 no s\u00e9culo XX com os estudos realizados por Durkheim, Sigmund Freud e Kar Menninger \u00e9 que o suic\u00eddio foi analisado sob as teorias sociol\u00f3gicas e psicanalistas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para a OMS o suic\u00eddio \u00e9 um fen\u00f3meno complexo, multifacetado que necessita de estudo dos v\u00e1rios factores a ele associados e interven\u00e7\u00e3o sob correcta metodologia objectiva.<\/p>\n<p align=\"justify\">Daniel Sampaio define (2002) o suic\u00eddio como a auto destrui\u00e7\u00e3o fatalnprovocada pelo sujeito com inten\u00e7\u00e3o deliberada de por termo \u00e0 vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com base em estudos realizados pela OMS (2000), nos \u00faltimos 45 anos a taxa de suic\u00eddio aumentou cerca de 60% a n\u00edvel mundial, sendo a terceira causa de morte entre os 15 e 44 anos (ambos os sexos). Apesar de tradicionalmente as taxas de suic\u00eddio serem mais elevadas no adulto do sexo masculino, a taxa entre jovens tem vindo a aumentar de uma forma t\u00e3o significativa que encontra-se entre os grupos de alto risco em um ter\u00e7o dos pa\u00edses tanto desenvolvidos como em vias de desenvolvimento. Gail Stuart (2001), chama a aten\u00e7\u00e3o para o facto de a taxa de suic\u00eddios entre jovens triplicou nos \u00faltimos 30 anos, refor\u00e7ando que o n\u00famero real de suicidas pode ser duas ou tr\u00eas vezes superior, visto que nem todos os casos s\u00e3o notificados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com o desenvolvimento da sociedade, a perda da religiosidade, a medicina cientifica, a preocupa\u00e7\u00e3o da sociedade, tem sido, como refere Francisco Elizari (1996), de oculta\u00e7\u00e3o social da morte, associando-a ao resultado do natural envelhecimento do corpo e processo de doen\u00e7a a ele associado. A medicina tem sido capaz de alterar o curso da natureza e prolongar a exist\u00eancia com problemas morais a ele anexos, assim como dificuldades familiares, econ\u00f3micas e jur\u00eddicas. Da\u00ed surge a preocupa\u00e7\u00e3o por parte da bio\u00e9tica da desumaniza\u00e7\u00e3o da fase final da vida, esfor\u00e7o em promover uma morte digna e o interesse por uma morte digna tornou-se uma marca de cultura.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em contradi\u00e7\u00e3o a tudo isto somos confrontados com a procura volunt\u00e1ria da morte, por parte do adolescente. Como salienta Ferronha Correia (2001), o suic\u00eddio na adolesc\u00eancia surge como um choque, incompreens\u00edvel, tendo em conta que o adolescente \u00e9 considerado o futuro da sociedade, com um mundo por descobrir e, \u00e9 este mesmo indiv\u00edduo que procura a auto destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Wong (1999), refere que no suic\u00eddio do adolescente podem estar envolvidos factores biol\u00f3gicos, sociais e psicol\u00f3gicos, tais como situa\u00e7\u00e3o familiar inst\u00e1vel, stress econ\u00f3mico, desintegra\u00e7\u00e3o familiar e problemas m\u00e9dicos e psiqui\u00e1tricos, entre eles a depress\u00e3o e depend\u00eancia de substancias qu\u00edmicas, que desempenham um papel importante. Sendo assim o risco de suic\u00eddio \u00e9 maior entre os adolescente com depress\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Gail Stuart (2001) salienta que por vezes os adolescentes optam por n\u00e3o aderir ao tratamento proposto por op\u00e7\u00e3o de n\u00e3o cuidar de si ou recusa admitir a seriedade do seu problema de sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Significado do acto suicida<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Para Sampaio (1995), o gesto suicida apesar de ser um acto individual est\u00e1 envolto de significado relacional. O suicida pode pretender matar-se,<\/p>\n<p align=\"justify\">pedir ajuda ou agredir algu\u00e9m. O autor refere que a tentativa de suic\u00eddio do adolescente pode ser categorizada, em quatro tipos fundamentais:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Apelo &#8211; adolescente faz um pedido de ajuda;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Desafio<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8211; em que o jovem pretende com o seu gesto contestar a autoridade parental;<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Fuga &#8211;<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>O adolescente cai no isolamento familiar e social, excluindo-se do contacto com os outros; Renascimento . O adolescente pretende com a sua morte, renascer de forma diferente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sampaio (1995), define como factores predisponentes a uma tentativa de suic\u00eddio, uma hist\u00f3ria familiar, ou de pessoa significativa, de depress\u00e3o ou suic\u00eddio; personalidade impulsiva, historia psiqui\u00e1trica ou de depend\u00eancia de substancias qu\u00edmicas e acontecimentos importantes desfavor\u00e1veis. Na presen\u00e7a de um factor precipitante como uma situa\u00e7\u00e3o de perda no contexto afectivo, estes factores levariam a que numa situa\u00e7\u00e3o limite surja o comportamento suicid\u00e1rio.<\/p>\n<p align=\"justify\">Gail Stuart (2001), menciona que a import\u00e2ncia atribu\u00edda aos factores desencadeantes depende da capacidade do adolescente tolerar o stress. Ele defende que todos os comportamentos auto destrutivos podem ser vistos como tentativas de evas\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es de vida desconfort\u00e1veis ou intoler\u00e1veis, sendo a ansiedade fulcral para o comportamento auto destrutivo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Gail Stuart (2001), descreve cinco dom\u00ednios de factores predisponentes, sendo parte deles comuns aos descritos por Daniel Sampaio. Os dom\u00ednios por ele descritos s\u00e3o: diagn\u00f3sticos psiqui\u00e1tricos (como transtornos de humor, abuso de subst\u00e2ncias e esquizofrenia); factores psicossociais e ambientais (diz respeito a apoio social, eventos de vida, doen\u00e7a cr\u00f3nica, viv\u00eancia de luto recente, separa\u00e7\u00e3o, perda de empregou, eventos de vida humilhantes); trocas e transtornos de personalidade (refere que os tr\u00eas aspectos da personalidade mais associados ao risco de suic\u00eddio s\u00e3o hostilidade, impulsividade e depress\u00e3o); historia familiar (historia familiar de suic\u00eddio, \u00e9 um factor de risco significativo para comportamentos auto destrutivos) e, factores bioqu\u00edmicos (n\u00edvel baixo de neurotransmissor cerebral seratonina 5HT).<\/p>\n<p align=\"justify\">O N\u00facleo de Estudos de Suic\u00eddio do Servi\u00e7o de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, do qual faz parte Daniel Sampaio (1995), define como perfil do adolescente suicida: Rapariga de 17 anos, estudante, com conflito familiar, com antecedentes de suic\u00eddio na fam\u00edlia e\/ou nos amigos, isolada, com insucesso escolar e baixa auto estima.<\/p>\n<p align=\"justify\">Amaral Dias (2002), real\u00e7a a import\u00e2ncia da .aut\u00f3psia do suic\u00eddio. sendo esta realizada ao indiv\u00edduo que fez a tentativa de suic\u00eddio sem sucesso, estabelecendo significado para as fantasias que organizaram a ideia de suic\u00eddio enquanto que Augusto Correia (2006) destaca a import\u00e2ncia de despiste precoce de sinais de alarme de comportamento suicida, entre eles, as amea\u00e7as de suic\u00eddio directa ou indirectamente; obsess\u00e3o com a morte; produ\u00e7\u00e3o criativa (poesia, literatura, etc.) referente \u00e0 morte; altera\u00e7\u00f5es de personalidade ou apar\u00eancia de forma dr\u00e1stica; sentimento exagerado de culpa, rejei\u00e7\u00e3o ou vergonha; altera\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es de sono e\/ou alimenta\u00e7\u00e3o; agravamento do desempenho escolar; distribui\u00e7\u00e3o de bens pessoais, sinais de depress\u00e3o (isolamento, falta de motiva\u00e7\u00e3o, diminui\u00e7\u00e3o de auto estima, entre outros).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong> M\u00e9todo<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Segundo Wong (1999), a sobre dosagem de drogas a que facilmente t\u00eam acesso como barbit\u00faricos e anti depressivo \u00e9 o m\u00e9todo de elei\u00e7\u00e3o dos adolescentes para as tentativas de suic\u00eddio. A intoxica\u00e7\u00e3o medicamentosa e corte de pulsos est\u00e1 maioritariamente associado ao sexo feminino, enquanto o uso de armas de fogo e autom\u00f3veis s\u00e3o associados ao sexo masculino. O mesmo autor refere que a maioria dos actos suicidas s\u00e3o impulsivos, cometidos para chamar a aten\u00e7\u00e3o de algo significativo. Raramente planeiam o acto suicida porque querem morrer, os actos suicida bem sucedidos s\u00e3o cometidos normalmente de uma forma impulsiva ou acidental. O suic\u00eddio surge como a solu\u00e7\u00e3o para o al\u00edvio do sofrimento. Amaral Dias (2002) salienta que mesmo que tenha tomado s\u00f3 duas aspirinas, ele quis chamar a aten\u00e7\u00e3o e isso significa que procura ajuda, respostas, est\u00e1 deprimido, angustiado ou as respostas do meio n\u00e3o s\u00e3o satisfat\u00f3rias.<\/p>\n<p align=\"justify\">Winland- Brown explica que embora as raparigas tentem o suic\u00eddio com maior frequ\u00eancia, s\u00e3o os rapazes os mais bem sucedidos , provavelmente por usarem m\u00e9todos mais violentos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong> Interven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Diversos autores prop\u00f5em medidas de interven\u00e7\u00e3o de forma a diminuir as tentativas de suic\u00eddio:<\/p>\n<p align=\"justify\">Daniel Sampaio (2002), salienta a import\u00e2ncia a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental na adolesc\u00eancia atrav\u00e9s do refor\u00e7o da auto estima juvenil e melhor comunica\u00e7\u00e3o entre gera\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p align=\"justify\">Ferronha Correia (2001), por outro lado, advoga que a avalia\u00e7\u00e3o dos factores de risco e a identifica\u00e7\u00e3o dos condicionantes f\u00edsicos, ps\u00edquicos e sociais, presentes na tentativa de suic\u00eddio \u00e9 fundamental para a cria\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de interven\u00e7\u00e3o junto dos adolescentes. Algumas estrat\u00e9gias por ele sugeridas s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Controle sobre os relatos de suic\u00eddio (por exemplo de actores ou m\u00fasicos) n\u00e3o os descrevendo como um m\u00e9todo de enfrentar problemas;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">A descri\u00e7\u00e3o das sequelas pode ser factor dissuasor;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Divulgar redes volunt\u00e1rias como SOS telefone amigo, SOS palavra amiga, centro SOS voz amiga;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Divulgar exist\u00eancia de consulta de crise para adolescentes (Hospital<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Maria Pia) e departamentos de pedopsiquiatria.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Gail Stuart (2001), sugere algumas medidas de preven\u00e7\u00e3o a aplicar aos adolescentes que j\u00e1 fizeram alguma tentativa de suic\u00eddio tais como:<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Proteger o adolescente de infligirem danos a si pr\u00f3prio promovendo um ambiente seguro;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Envolver familiares\/ pessoas significativas na recupera\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Desenvolver estrat\u00e9gias de aumento de auto estima (atributos positivos devem ser reconhecidos com elogios leg\u00edtimos)<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Desenvolver estrat\u00e9gias de modo que o adolescente consciencialize os seus sentimentos, identifique-os e expresse-os de forma apropriada;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Mobilizar apoio social;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Limitar disponibilidade de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas como medica\u00e7\u00e3o e \u00e1lcool;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Consciencializar a popula\u00e7\u00e3o em geral sobre a import\u00e2ncia e consequ\u00eancias da depress\u00e3o<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Diminui\u00e7\u00e3o da discrimina\u00e7\u00e3o associada a cuidados psiqui\u00e1tricos.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Augusto Correia (2007), define algumas medidas para promover sentimento de perten\u00e7a, aceita\u00e7\u00e3o, e preenchimento:<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Fazer novas amizades;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Praticar desporto;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Trabalho em regime de part time;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Associar-se a organiza\u00e7\u00f5es com programas para jovens;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Incentivar perman\u00eancia no tratamento psiqui\u00e1trico seja ele psicoterapia, terapia cognitiva, terapia interpessoal ou medica\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Estabelecer rela\u00e7\u00e3o de ajuda promovendo escuta activa e incentivar o adolescente a expressar os seus sentimentos.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Referencias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Correia Augusto (2007) A depress\u00e3o e suic\u00eddio nos adolescentes. Ajudar os adolescentes deprimidos [consulta 9\/04\/2007] . URL: www.admd.pt\/depress\u00e3o\/depress\u00e3o_juventude\/depress\u00e3o _juventude.html<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Correia, J. Ferronha (Outubro\/Novembro\/Dezembro 2001) O suic\u00eddio e a adolesc\u00eancia Nascer e crescer 10 (4) 279-284<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Dias, Amaral. 2002 . O inferno somos n\u00f3s, Lisboa : Quetzal<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Elizari, Francisco Javier (1996) Quest\u00f5es de bio\u00e9tica. Vida em qualidade. Porto: Editorial Perpetuo Socorro<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Sampaio, Daniel. 2002. Ningu\u00e9m morre sozinho. O adolescente e o suic\u00eddio, 12\u00aa Ed. Lisboa: Caminho.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Sampaio, Daniel (Junho, 1995) Para suic\u00eddio na adolesc\u00eancia . a prop\u00f3sito de uma experi\u00eancia cl\u00ednica. Nascer e crescer, 4(2) 78-80<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Stuart, Gail (2001) Respostas de auto protec\u00e7\u00e3o e comportamento suicida in Start, Gail ; Loraia, Michele- Enfermagem psiqui\u00e1trica. Princ\u00edpios e pratica (6\u00aa ed). (417-437) Porto Alegre : Artmed editora<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Winlow-Brown, Jill Elizabeth (1998) Adolesc\u00eancia e adulto jovem in Soresen e Lukma. Enfermagem fundamental . Abordagem psicofisiologica (258-267) Lisboa: Lusodidacta<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Wong, Donna L. (1999) Whaley e Wong. Enfermagem pedi\u00e1trica. Elementos essenciais \u00e0 interven\u00e7\u00e3o efectiva, 5\u00aaed, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">World Health organization Suicide prevention (SUPRE) [consulta: 22 \/04\/2007] Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>URL:www.who.int\/mental_health\/prevetion\/suicide\/suicideprevent\/en\/index.html<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O suic\u00eddio na adolesc\u00eancia surge como um choque, incompreens\u00edvel, tendo em conta que o adolescente \u00e9 considerado o futuro da sociedade, com um mundo por descobrir e, \u00e9 este mesmo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2220,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[340,437,436],"class_list":["post-752","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-de-autor","tag-adolescencia","tag-adolescente","tag-suicidio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/752","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=752"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/752\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2450,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/752\/revisions\/2450"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}