{"id":746,"date":"2007-12-02T04:55:16","date_gmt":"2007-12-02T04:55:16","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/a-analgesia-epidural-no-controlo-da-dor-pos-operatorio\/"},"modified":"2021-05-04T10:07:44","modified_gmt":"2021-05-04T10:07:44","slug":"a-analgesia-epidural-no-controlo-da-dor-pos-operatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/a-analgesia-epidural-no-controlo-da-dor-pos-operatorio\/","title":{"rendered":"A Analgesia Epidural no Controlo da Dor P\u00f3s-Operat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p>A administra\u00e7\u00e3o segura e eficaz da analgesia epidural \u00e9 conseguida com uma equipa integrada, composta por enfermeiros e anestesistas, na qual se enfatizem condi\u00e7\u00f5es primordiais como a forma\u00e7\u00e3o, a selec\u00e7\u00e3o correcta de doentes, a avalia\u00e7\u00e3o e controle da dor e o reconhecimento e tratamento precoce de complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><em>Nursing n\u00ba 227<\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>Autores:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Vanda Gon\u00e7alves \u2013 Enfermeira Graduada; Bacharel em Enfermagem<\/p>\n<p align=\"justify\">Sara Robalo \u2013 Enfermeira Graduada; Bacharel em Enfermagem<\/p>\n<p align=\"justify\">V\u00e2nia Conde \u2013 Enfermeira Graduada; Bacharel em Enfermagem<\/p>\n<p align=\"justify\">S\u00f3nia Costa \u2013 Enfermeira Graduada; Bacharel em Enfermagem<\/p>\n<p align=\"justify\">Unidade de Enfermagem 6 \u2013 Cirurgia Geral \u2013 IPO de Lisboa \u2013 Francisco Gentil, EPE\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>A ANALGESIA EPIDURAL NO CONTROLO DA DOR P\u00d3S-OPERAT\u00d3RIO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>Conceitos, F\u00e1rmacos e Cuidados de Enfermagem<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Resumo\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A realiza\u00e7\u00e3o de uma cirurgia \u00e9 sempre acompanhada por diversos medos, sendo um dos medos mais verbalizados pelo doente, o receio de ter dor no p\u00f3s-operat\u00f3rio. O controle da dor representa um desafio, uma vez que esta \u00e9 algo subjectivo e influenciado por diversos factores.<\/p>\n<p align=\"justify\">No per\u00edodo p\u00f3s-operat\u00f3rio \u00e9 muito importante o controle da dor, cujo objectivo \u00e9 atingir a dor m\u00ednima ou aus\u00eancia de dor, para tal a analgesia epidural constitui uma t\u00e9cnica analg\u00e9sica cada vez mais utilizada e muito eficaz no controlo da dor aguda.<\/p>\n<p align=\"justify\">O enfermeiro assume um papel muito importante em tornar vis\u00edvel a dor do doente, como elo de liga\u00e7\u00e3o entre o doente e o anestesista, na vigil\u00e2ncia e detec\u00e7\u00e3o precoce de complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">Salientamos que os protocolos de analgesia epidural em vigor no IPOLFG-EPE foram uma refer\u00eancia quanto aos f\u00e1rmacos utilizados, actua\u00e7\u00e3o em caso de analgesia ineficaz e ocorr\u00eancia de complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Abstract\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Surgical procedures are always fearsome and one of the consequences more dreaded by patients is post operative pain. Pain control is a challenge since the feeling of pain is subjective and influenced by several factors.<\/p>\n<p align=\"justify\">In the post operative period pain control is very important and its objective is to attain the absence of or a minimum of pain. In that regard epidural analgesia is a technique very effective in the control of acute pain that is used more and more frequently.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nurses assume a very important role in detecting and eliciting the pain from patients and serving as a liaison between patients and anaesthesiologists, and in the control and detection of complications.<\/p>\n<p align=\"justify\">Protocols of epidural analgesia in use at IPOLFG-EPE are a reference as to the drugs used, procedures taken in case of ineffective analgesia or in case of co\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">O enfermeiro como cuidador tem um papel fulcral na avalia\u00e7\u00e3o, vigil\u00e2ncia e caracteriza\u00e7\u00e3o da dor. Cabe ao enfermeiro a responsabilidade da sua detec\u00e7\u00e3o e a actua\u00e7\u00e3o de acordo com a necessidade de cada indiv\u00edduo, integrando-a diariamente no planeamento dos seus cuidados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os profissionais de sa\u00fade devem basear os seus cuidados, de acordo com o que \u00e9 referido pelos doentes e n\u00e3o pela sua pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o de dor, ou a sua avalia\u00e7\u00e3o. O controlo da dor tem como objectivo: melhorar a qualidade de vida dos doentes de forma individualizada, promover o\u00a0 conforto do doente e melhorar os cuidados de sa\u00fade. Esta avalia\u00e7\u00e3o e controlo da dor \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s do di\u00e1logo permanente com o doente e pela utiliza\u00e7\u00e3o de escalas apropriadas para avalia\u00e7\u00e3o da dor (ex.: Escala Visual Anal\u00f3gica).<\/p>\n<p align=\"justify\">O controlo da dor no per\u00edodo p\u00f3s-operat\u00f3rio, tem como objectivo a dor m\u00ednima ou aus\u00eancia de dor, constituindo um problema de controlo para muitos doentes, fam\u00edlias e profissionais de sa\u00fade cuidadores, uma vez que s\u00e3o bem conhecidas as dificuldades de se reconhecer e compreender a dor de algu\u00e9m, visto esta ser multidimensional e absolutamente subjectiva.<\/p>\n<p align=\"justify\">A necessidade desta experi\u00eancia sensorial ser controlada no per\u00edodo p\u00f3s-operat\u00f3rio assenta nas seguintes vantagens:<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">proporcionar maior conforto ao doente;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">ajudar a prevenir potenciais complica\u00e7\u00f5es (ex: respirat\u00f3rias e tromboemb\u00f3licas);<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">favorecer a precocidade da alta;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">contribuir para a humaniza\u00e7\u00e3o dos cuidados.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Existe frequentemente um inadequado controlo da dor neste per\u00edodo, factor que se prende com raz\u00f5es como: a insuficiente ou deficiente avalia\u00e7\u00e3o da dor por parte dos profissionais de sa\u00fade, o medo dos efeitos secund\u00e1rios dos f\u00e1rmacos e at\u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o de que a mesma \u00e9 uma consequ\u00eancia inevit\u00e1vel de qualquer cirurgia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Reconhecendo a import\u00e2ncia de um adequado controlo da dor, v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es mundiais da \u00e1rea da sa\u00fade definiram a Dor como 5\u00ba Sinal Vital, a partir de uma iniciativa da American Society of Pain.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>ANALGESIA EPIDURAL<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A analgesia epidural \u00e9 o m\u00e9todo analg\u00e9sico mais eficaz de que se disp\u00f5e para o controlo da dor aguda no p\u00f3s-operat\u00f3rio, \u00e9 adequado \u00e0 maioria das interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas que se efectuam a n\u00edvel da regi\u00e3o tor\u00e1cica e abaixo desta, permitindo analgesiar segmentos atrav\u00e9s do uso combinado de anest\u00e9sicos locais e opi\u00f3ides.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tem como indica\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">cirurgia tor\u00e1cica e toraco-abdominal;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">cirurgia abdominal e abdomino-p\u00e9lvica;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">cirurgia dos membros inferiores, incluindo a perfus\u00e3o isolada dos membros inferiores com \u00a0 citost\u00e1ticos sob hipertermia.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Constituem contra-indica\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">recusa do doente;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">doente n\u00e3o colaborante;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">infec\u00e7\u00e3o sist\u00e9mica, no local na zona da pun\u00e7\u00e3o ou peri-pun\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">altera\u00e7\u00f5es da coagula\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">doente medicado com anti-coagulantes;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">deforma\u00e7\u00f5es da coluna vertebral;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">bloqueio aur\u00edculo-ventricular de tipo II ou III;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">antecedentes de patologia medular ou neuropatia;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">alergia aos anest\u00e9sicos locais.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">A t\u00e9cnica da analgesia epidural \u00e9 efectuada atrav\u00e9s da coloca\u00e7\u00e3o de um cateter no espa\u00e7o epidural entre o ligamento amarelo e a duram\u00e1ter (fig.1) atrav\u00e9s de uma agulha apropriada \u2013 agulha de tuohy (fig.2). A extremidade distal deste cateter possui um filtro antibacteriano (fig.3) por onde se administrar\u00e3o os f\u00e1rmacos.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"images\/Destaques\/dez2007\/Figura%201%20Eapa\u00e7o%20epidural.doc.jpg\" alt=\"\" width=\"498\" height=\"218\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Fig.1- Espa\u00e7o epidural<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-744\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/12\/Figura-2-Agulha-tuohy.doc.jpg\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"135\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/12\/Figura-2-Agulha-tuohy.doc.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/12\/Figura-2-Agulha-tuohy.doc-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/12\/Figura-2-Agulha-tuohy.doc-100x75.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Fig.2- Agulha tuohy<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-745\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/12\/Figura-3-Filtro-bacteriano.doc.jpg\" alt=\"\" width=\"132\" height=\"132\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">Fig.3 \u2013 Filtro bacteriano<\/p>\n<p align=\"justify\">O local de pun\u00e7\u00e3o varia com a \u00e1rea que se pretende bloquear, pelo que a abordagem dever\u00e1 ser feita t\u00e3o pr\u00f3ximo dela quanto poss\u00edvel e a extremidade do cateter situada no centro da mesma.<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta modalidade analg\u00e9sica pelo espa\u00e7o epidural \u00e9 considerada n\u00e3o convencional, uma vez que \u00e9 necess\u00e1ria a interven\u00e7\u00e3o do anestesista para a sua execu\u00e7\u00e3o e balanceada ou multimodal pois, permite a utiliza\u00e7\u00e3o combinada de f\u00e1rmacos.<\/p>\n<p align=\"justify\">A coloca\u00e7\u00e3o do cateter dever\u00e1 acontecer antes do acto cir\u00fargico com a colabora\u00e7\u00e3o do doente, embora tamb\u00e9m possa proceder-se \u00e0 sua coloca\u00e7\u00e3o no final da cirurgia antes de o acordar. Este cateter permitir\u00e1 a administra\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos anest\u00e9sicos, levando a um bloqueio motor e sensitivo durante a cirurgia e garantindo a analgesia no p\u00f3s-operat\u00f3rio com uma concentra\u00e7\u00e3o mais baixa e bloqueio apenas sensitivo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim sendo, no p\u00f3s-operat\u00f3rio, a mistura analg\u00e9sica pode ser administrada em b\u00f3lus, controlada pelo doente ou em perfus\u00e3o cont\u00ednua, sendo esta \u00faltima a mais utilizada.<\/p>\n<p align=\"justify\">A via epidural comporta-se de forma muito previs\u00edvel e est\u00e1vel perante infus\u00f5es de anest\u00e9sicos locais e opi\u00f3ides. \u00c0 semelhan\u00e7a da administra\u00e7\u00e3o endovenosa cont\u00ednua, tem a vantagem de necessitar de menos flutua\u00e7\u00f5es na analgesia, com concentra\u00e7\u00f5es s\u00e9ricas mantidas e ser de grande efic\u00e1cia desde que estas se consigam manter dentro do corredor analg\u00e9sico. Partilha tamb\u00e9m da desvantagem da possibilidade de serem necess\u00e1rias v\u00e1rias correc\u00e7\u00f5es do ritmo de perfus\u00e3o para manter as concentra\u00e7\u00f5es s\u00e9ricas dentro do corredor analg\u00e9sico, o que, caso n\u00e3o seja conseguido, leva a uma analgesia ineficaz e\/ou a um aumento da incid\u00eancia dos efeitos secund\u00e1rios.<\/p>\n<p align=\"justify\">A dura\u00e7\u00e3o da analgesia epidural \u00e9 vari\u00e1vel consoante: o controlo da dor conseguido pelo doente, a pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o p\u00f3s cir\u00fargica, a possibilidade de monitoriza\u00e7\u00e3o hemodin\u00e2mica e um adequado ratio enfermeiro\/doente.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>F\u00e1rmacos utilizados e seus efeitos secund\u00e1rios\u00a0<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Os f\u00e1rmacos utilizados na analgesia epidural pertencem a diversas fam\u00edlias: analg\u00e9sicos opi\u00f3ides, analg\u00e9sicos n\u00e3o opi\u00f3ides e anest\u00e9sicos locais, a associa\u00e7\u00e3o destes f\u00e1rmacos de diferentes grupos ir\u00e1 actuar abrangentemente nas diversas etapas do processamento da dor, permitindo um melhor controlo da mesma e a utiliza\u00e7\u00e3o de menores concentra\u00e7\u00f5es de cada f\u00e1rmaco, diminuindo a possibilidade dos efeitos secund\u00e1rios de cada um.<\/p>\n<p align=\"justify\">Como j\u00e1 referido anteriormente, este trabalho foi baseado em protocolos de analgesia epidural utilizados no IPOLFG-EPE dos quais fazem parte os f\u00e1rmacos mencionados no Quadro n\u00ba 1.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p><center><\/p>\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#CCCCCC\" width=\"32%\" height=\"25\">Grupo Farmacol\u00f3gico<\/td>\n<td bgcolor=\"#CCCCCC\" width=\"34%\">Principio Activo<\/td>\n<td bgcolor=\"#CCCCCC\" width=\"33%\">Principais Efeitos Secund\u00e1rios<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Anest\u00e9sicos locais<\/td>\n<td>Bupivaca\u00edna<\/p>\n<p align=\"justify\">Ropivaca\u00edna<\/p>\n<\/td>\n<td>&#8211; hipotens\u00e3o;<\/p>\n<p align=\"justify\">-bradicardia;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; arritmia;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; reten\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; bloqueio motor.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Analg\u00e9sicos opi\u00f3ides<\/td>\n<td>Morfina<\/p>\n<p align=\"justify\">Fentanyl<\/p>\n<\/td>\n<td>&#8211; depress\u00e3o respirat\u00f3ria;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; n\u00e1useas ou v\u00f3mitos;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; reten\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; prurido;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; altera\u00e7\u00f5es do humor,<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; confus\u00e3o \/ alucina\u00e7\u00f5es,<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; seda\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; obstipa\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; hipotens\u00e3o,<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; taquicardia.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Analg\u00e9sicos n\u00e3o opi\u00f3ides<\/td>\n<td>Paracetamol<\/td>\n<td>&#8211; toxicidade hep\u00e1tica (com doses elevadas).<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Quadro n\u00ba 1 \u2013 F\u00e1rmacos protocolados na analgesia epidural e seus efeitos secund\u00e1rios<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Complica\u00e7\u00f5es associadas \u00e0 t\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">As complica\u00e7\u00f5es associadas \u00e0 t\u00e9cnica da coloca\u00e7\u00e3o do cateter epidural s\u00e3o:<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Pun\u00e7\u00e3o inadvertida da duram\u00e1ter: na qual h\u00e1 perda de l\u00edquor, que leva a\u00a0 cefaleias intensas. O tratamento consiste na injec\u00e7\u00e3o de 30 \u2013 40 ml de soro fisiol\u00f3gico no espa\u00e7o epidural ou no \u201cblood-patch\u201d, no qual se procede \u00e0 injec\u00e7\u00e3o de sangue aut\u00f3logo no espa\u00e7o epidural;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Hematoma epidural: \u00e9 uma complica\u00e7\u00e3o rara e traduz-se por dores dorso-lombares acompanhadas de par\u00e9sia, seguida de paralisia dos membros inferiores, com altera\u00e7\u00e3o do controlo dos esf\u00edncteres, que \u00e9 irrevers\u00edvel mesmo ap\u00f3s paragem de perfus\u00e3o epidural. O tratamento passa por uma laminectomia descompresiva de urg\u00eancia;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Abcesso epidural: ocorre ocasionalmente em doentes de risco e por falta de assepsia durante a pun\u00e7\u00e3o. Origina febre, dores dorso-lombares, par\u00e9sia dos membros inferiores e altera\u00e7\u00e3o do controlo de esf\u00edncteres. O tratamento consiste em retirar o cateter, administrar antibioterapia, ou at\u00e9, em caso de necessidade, proceder a laminectomia descompressiva;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Meningite: tem como manifesta\u00e7\u00f5es as cefaleias, rigidez da nuca, fotofobia e v\u00f3mitos. O tratamento passa por retirar o cateter e administrar antibioterapia;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Infec\u00e7\u00e3o no local da pun\u00e7\u00e3o: \u00e9 normalmente provocada pelo estaphilococcus epidermitis. De modo a prevenir esta complica\u00e7\u00e3o s\u00e3o importantes os cuidados de enfermagem relacionados com o penso e observa\u00e7\u00e3o do local da pun\u00e7\u00e3o, a utiliza\u00e7\u00e3o de filtros antibacterianos, tuneliza\u00e7\u00e3o do cateter e administra\u00e7\u00e3o de antibioterapia se necess\u00e1rio.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO DOENTE COM ANALGESIA EPIDURAL\u00a0<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Todos os enfermeiros devem ter forma\u00e7\u00e3o adequada sobre a analgesia epidural, f\u00e1rmacos utilizados e as complica\u00e7\u00f5es associadas, pois da sua supervis\u00e3o, depende a efic\u00e1cia e seguran\u00e7a desta t\u00e9cnica analg\u00e9sica.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>PR\u00c9-OPERAT\u00d3RIO<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O per\u00edodo pr\u00e9-operat\u00f3rio \u00e9 sempre acompanhado de receios e medos relativamente ao per\u00edodo p\u00f3s-operat\u00f3rio, entre eles destaca-se o medo de sentir dor, este medo provoca ansiedade, que leva a uma exacerba\u00e7\u00e3o das queixas \u00e1lgicas, tornando-as mais dif\u00edceis de controlar.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 importante que o anestesista esclare\u00e7a o doente sobre a analgesia epidural, o seu objectivo e quais as complica\u00e7\u00f5es que a ela est\u00e3o associadas, de modo a que o doente tamb\u00e9m possa participar na escolha da sua analgesia.<\/p>\n<p align=\"justify\">O enfermeiro tem tamb\u00e9m um papel muito importante, ao realizar a ponte entre o anestesista e o doente, em perceber junto deste se ficaram algumas d\u00favidas e no esclarecimento destas.<\/p>\n<p align=\"justify\">No per\u00edodo pr\u00e9-operat\u00f3rio o enfermeiro deve refor\u00e7ar a ideia, de que no p\u00f3s-operat\u00f3rio o objectivo \u00e9 a dor m\u00ednima ou aus\u00eancia de dor e informar o doente que:<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">periodicamente ser\u00e1 questionado sobre a sua dor;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">encontrar-se-\u00e1 monitorizado para despiste precoce de eventuais complica\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">ir\u00e1 ser verificado o penso do cateter epidural;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">ser\u00e1 questionado quanto \u00e0 sensibilidade e mobilidade dos membros inferiores;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">no per\u00edodo p\u00f3s-operat\u00f3rio imediato, pode sentir altera\u00e7\u00e3o da sensibilidade e\/ou mobilidade num dos membros inferiores ou em ambos.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>P\u00d3S-OPERAT\u00d3RIO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Os cuidados de enfermagem no p\u00f3s-operat\u00f3rio, t\u00eam como objectivo determinar a efic\u00e1cia da analgesia, com base na avalia\u00e7\u00e3o que o doente faz da sua pr\u00f3pria dor e atrav\u00e9s da pontua\u00e7\u00e3o que a ela atribui; detectar precocemente e actuar em casode complica\u00e7\u00f5es associadas aos f\u00e1rmacos e \u00e0 t\u00e9cnica utilizada.<\/p>\n<p align=\"justify\">O papel do enfermeiro insere-se, ou dever\u00e1 inserir-se, no conceito organizacional de Unidade de Dor Aguda que, no seu modelo europeu, assenta na import\u00e2ncia da figura do enfermeiro como \u201cpivot\u201d desse programa (nurse-based acute pain service).<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, o enfermeiro actua como elo de liga\u00e7\u00e3o entre o doente e o anestesista, na medida em que \u00e9 ele que tornar\u00e1 vis\u00edvel a dor do doente. Mantendo com o doente um di\u00e1logo frequente, o enfermeiro \u00e9 capaz de quantificar a sua dor atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de escalas, bem como caracteriz\u00e1-la (em rela\u00e7\u00e3o ao tipo, dura\u00e7\u00e3o, situa\u00e7\u00f5es que a exacerbam). Esta comunica\u00e7\u00e3o com o anestesista \u00e9 garantida tamb\u00e9m pelo recurso aos registos em notas de enfermagem e respectivas folhas de registo da dor (se existentes), que asseguram a continuidade dos cuidados e a informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel para o anestesista.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nem sempre \u00e9 poss\u00edvel a perman\u00eancia destes doentes durante largas horas, ou at\u00e9 ao dia seguinte, nas Unidades de Cuidados P\u00f3s-Anest\u00e9sicos (anexas ao Bloco Operat\u00f3rio), pelo que \u00e9 importante que ap\u00f3s a alta destas unidades os doentes sejam transferidos para Unidades de Cuidados\u00a0 Interm\u00e9dios ou para enfermarias que se assemelhem a estas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em qualquer um destes espa\u00e7os f\u00edsicos deve existir um adequado ratio enfermeiro\/doente e uma monitoriza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de, pelos menos, TA, FC, FR e oximetria.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os cuidados enfermagem a um doente com analgesia epidural implicam sempre interven\u00e7\u00f5es relacionadas com:<\/p>\n<p align=\"justify\">Efic\u00e1cia da analgesia<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Incentivar o doente a verbalizar o seu desconforto e\/ou dor;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Utilizar a escala de avalia\u00e7\u00e3o da dor;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Caracterizar a dor;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Detectar sinais fisiol\u00f3gicos e comportamentais de dor;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Avaliar a intensidade da dor de 4\/4 horas ou a intervalos mais curtos se o doente referir dor de grau 3 ou superior.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Monitoriza\u00e7\u00e3o de sinais vitais<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Monitoriza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de TA, FC, FR e oximetria;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Registo de 4\/4 horas (pelo menos) dos par\u00e2metros acima mencionados.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Penso<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Vigiar o penso pelo menos 1x\/turno;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Realizar penso do local de inser\u00e7\u00e3o do cateter com t\u00e9cnica ass\u00e9ptica de 48\/48 horas ou em SOS;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Utilizar penso transparente no local de inser\u00e7\u00e3o para despiste de sinais inflamat\u00f3rios no local de inser\u00e7\u00e3o do cateter.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Filtro antibacteriano<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Mudar o filtro antibacteriano de 48\/48 horas a menos que se utilize um filtro de dura\u00e7\u00e3o semanal.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Membros inferiores<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Questionar o doente pelo menos 1x\/turno sobre altera\u00e7\u00f5es de sensibilidade e\/ou mobilidade ao n\u00edvel dos membros inferiores;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Pedir ao doente para descrever a extens\u00e3o da altera\u00e7\u00e3o da sensibilidade e\/ou mobilidade.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>COMPLICA\u00c7\u00d5ES\u00a0<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">No que diz respeito \u00e0s complica\u00e7\u00f5es inerentes ao uso da analgesia epidural e efeitos secund\u00e1rios dos f\u00e1rmacos utilizados devermos estar atentos a (Quadro n\u00ba2):\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<div align=\"center\">\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#D9D9D9\" width=\"274\" height=\"34\">Complica\u00e7\u00f5es<\/td>\n<td bgcolor=\"#D9D9D9\" width=\"326\" height=\"34\">Ac\u00e7\u00f5es de Enfermagem<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"274\" height=\"194\">Inefic\u00e1cia da analgesia:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"DISC\">\n<li>em repouso<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"DISC\">\n<li>\u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td width=\"326\" height=\"194\">&#8211; Verificar a permeabilidade do cat\u00e9ter, desde o local de pun\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao prolongamento da seringa;<br \/>\n&#8211; Verificar o penso e o local de inser\u00e7\u00e3o do cateter para detec\u00e7\u00e3o de extravasamento dos f\u00e1rmacos ou exterioriza\u00e7\u00e3o do cateter;<br \/>\n&#8211; Implementar medidas n\u00e3o farmacol\u00f3gicas para controlo da dor.<\/p>\n<p>&#8211; Aumentar o ritmo de perfus\u00e3o da analgesia epidural de acordo com o intervalo previsto, se existente;<br \/>\n&#8211; Contactar o anestesista, se persist\u00eancia de dor.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Administrar mesmo que antecipadamente a analgesia n\u00e3o opi\u00f3ide protocolada;<br \/>\n&#8211; Contactar o anestesista.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"274\" height=\"289\">Penso do local de inser\u00e7\u00e3o do cateter com repasse:<\/p>\n<ul type=\"DISC\">\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"DISC\">\n<li>Hem\u00e1tico\n<ul type=\"DISC\">\n<li>que vem do bloco e ap\u00f3s ser delimitado, n\u00e3o aumenta<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<ul type=\"DISC\">\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"DISC\">\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"DISC\">\n<li>aumentar<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<ul type=\"DISC\">\n<li>L\u00edquido incolor<\/li>\n<\/ul>\n<ul type=\"DISC\">\n<li>L\u00edquor<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td width=\"326\" height=\"289\">\n<p>&#8211; Realizar penso apenas ao fim de 48 horas.<\/p>\n<p>&#8211; Contactar o anestesista e aguardar a presen\u00e7a deste para realizar penso.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Refazer o penso e verificar se existe extravasamento da analgesia pelo local de inser\u00e7\u00e3o do cateter epidural ou se, este se exteriorizou;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Verificar a efic\u00e1cia da analgesia;<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">&#8211; Contactar o anestesista.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"274\" height=\"209\">Alarme de \u201coclus\u00e3o\u201d na bomba\/seringa infusora<\/td>\n<td width=\"326\" height=\"209\">&#8211; Verificar se o cateter epidural se encontra obstru\u00eddo, desde o local de pun\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao prolongamento da seringa;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Desadaptar e readaptar o cateter epidural ao filtro antibacteriano;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Verificar a permeabilidade do cateter com 5<sup>cc <\/sup> de soro fisiol\u00f3gico em seringa pequena, adaptando-a ao filtro antibacteriano;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Verificar se existem bolhas de ar no sistema, expurgando-o, em caso afirmativo;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Se obstru\u00e7\u00e3o n\u00e3o resolvida, contactar o anestesista.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"274\" height=\"181\">Membros inferiores com altera\u00e7\u00e3o da sensibilidade e\/ou mobilidade<\/p>\n<ul type=\"DISC\">\n<li>P\u00f3s-operat\u00f3rio imediato<\/li>\n<\/ul>\n<ul type=\"DISC\">\n<li>Ap\u00f3s per\u00edodo sem refer\u00eancia de altera\u00e7\u00f5es<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td width=\"326\" height=\"181\">\n<p align=\"justify\">&#8211; Contactar o anestesista.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">&#8211; Diminuir o ritmo de perfus\u00e3o no intervalo previsto, se existente;<br \/>\n&#8211; Se o doente mantiver as altera\u00e7\u00f5es ao n\u00edvel dos membros inferiores, contactar o anestesista.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"274\" height=\"199\">Hipotens\u00e3o e bradic\u00e1rdia<\/td>\n<td width=\"326\" height=\"199\">&#8211; Despiste de outras causas de altera\u00e7\u00f5es hemodin\u00e2micas( ex: hemorragia, desidrata\u00e7\u00e3o,\u2026);<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Actuar de acordo com o protocolo, se existente:<\/p>\n<ul>\n<li>hipotens\u00e3o: administrar Lactato de Ringer a 100ml\/H;<\/li>\n<\/ul>\n<ul type=\"DISC\">\n<li>FC &lt; 50ppm: administrar 1F de atropina, se peso do doente &gt; 70Kg administrar 2F de atropina;<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">&#8211; Contactar o anestesista.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"274\" height=\"186\">Sonol\u00eancia\/ Diminui\u00e7\u00e3o da FR<\/td>\n<td width=\"326\" height=\"186\">&#8211; Despiste de outras causas para sonol\u00eancia e altera\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Actuar de acordo com protocolo, se existente:<\/p>\n<ul>\n<li>FR &lt; 10 c\/min, contactar anestesista;<\/li>\n<\/ul>\n<ul type=\"DISC\">\n<li>colocar oxig\u00e9nio a 6l\/min por m\u00e1scara de venturi;<\/li>\n<\/ul>\n<ul type=\"DISC\">\n<li>se necess\u00e1rio, administrar 1\/4F de Naloxona, repetindo de 2\/2min at\u00e9 chegar o anestesista.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"274\" height=\"135\">N\u00e1useas ou v\u00f3mitos<\/td>\n<td width=\"326\" height=\"135\">&#8211; Despiste de outras causas de altera\u00e7\u00f5es gastrointestinais;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Actuar de acordo com o protocolo,se existente:<\/p>\n<ul type=\"DISC\">\n<li>administrar Metoclopramida 1F EV de 8\/8 horas;<\/li>\n<li>se n\u00e3o for eficaz administrar Ondasetron 8mg EV ou Granisetron 3mg EV;<\/li>\n<li>contactar o anestesista.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Quadro n\u00ba 2 \u2013 Complica\u00e7\u00f5es associadas ao uso da anagesia epidural e efeitos secund\u00e1rios dos f\u00e1rmacos<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A analgesia epidural \u00e9 uma t\u00e9cnica de excel\u00eancia do tratamento da dor no p\u00f3s-operat\u00f3rio, diminui o stress cir\u00fargico, reduz a probabilidade de complica\u00e7\u00f5es relacionadas com a imobilidade e diminui o tempo de internamento, constituindo portanto, uma das analgesias mais ben\u00e9ficas para o doente.<\/p>\n<p align=\"justify\">A administra\u00e7\u00e3o segura e eficaz da analgesia epidural \u00e9 conseguida com uma equipa integrada, composta por enfermeiros e anestesistas, na qual se enfatizem condi\u00e7\u00f5es primordiais como a forma\u00e7\u00e3o, a selec\u00e7\u00e3o correcta de doentes, a avalia\u00e7\u00e3o e controle da dor e o reconhecimento e tratamento precoce de complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">A optimiza\u00e7\u00e3o da analgesia epidural, passa tamb\u00e9m pela elabora\u00e7\u00e3o de protocolos de actua\u00e7\u00e3o, que permitem ao enfermeiro uma interven\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida e aut\u00f3noma em dois aspectos fundamentais, como s\u00e3o o controlo da dor do doente e actua\u00e7\u00e3o em caso de complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">Enfatiza-se a necessidade de um modelo organizacional que permita um trabalho de equipa, interdisciplinar, envolvendo cirurgi\u00f5es, anestesistas e enfermeiros, no qual estes \u00faltimos asseguram o papel central de monitoriza\u00e7\u00e3o de todos os cuidados a prestar ao doente e de elo de liga\u00e7\u00e3o com as equipas m\u00e9dicas, principalmente os anestesistas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Estes programas de ac\u00e7\u00e3o s\u00e3o denominados Unidades de Dor Aguda e o IPOLFG \u2013 EPE foi pioneiro destas pr\u00e1ticas no nosso pa\u00eds, tendo a analgesia p\u00f3s-operat\u00f3ria organizada nestes moldes desde Outubro de 1994.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">BLACK, Joyce M.; 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Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993.p.298-339. CEP 20040-040<\/p>\n<p align=\"justify\">CASEIRO, Jos\u00e9 Manuel \u2013 Biblioteca da Dor A Organiza\u00e7\u00e3o da Analgesia do P\u00f3s-Operat\u00f3rio. 1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. Lisboa: Permanyer Portugal, 2004. p. 11, 12, 14-18, 24, 29-32, 41-43. ISBN 972-733-133-5<\/p>\n<p align=\"justify\">COVINO, B.G.; SCOTT, D.B.; MECLURE, J.H. \u2013 Handbook of Epidural and Analgesia. 2\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. Fribourg: Mediglobe, 1999. p. 120, 123, 153-155. ISBN 2-88239-019-2.<\/p>\n<p align=\"justify\">DEGLIN, Judith Hopfer; VALLERAND, April Hazard \u2013 Guia Farmacol\u00f3gico Para Enfermeiros. 7\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. Loures: Lusoci\u00eancia, 2003. 1376p. ISBN 972-8383-47-9<\/p>\n<p align=\"justify\">DIAMOND, A. W.; CONIAN S. W. \u2013 Controlo da dor. Lisboa: Climepsi Editores, 1997. p.33-35, 63-80. ISBN 972-97250-6-3<\/p>\n<p align=\"justify\">METZGER, Christiane [et al] \u2013 Cuidados de enfermagem e dor. Lisboa: Lusoci\u00eancia, 2002. p. 24, 25, 44, 45, 49-55, 64-66, 83-87, 89-97. ISBN972-8383-32-0<\/p>\n<p align=\"justify\">PHIPPS, W. J.; SANDS, J. K.; MAREK, J. F. \u2013 Enfermagem M\u00e9dico-Cir\u00fargica Conceitos e Pr\u00e1tica Cl\u00ednica. 6\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. Lisboa: Lusoci\u00eancia, 2003. p. 363-374, 378- 382. ISBN972-96610-0-6.<\/p>\n<p align=\"justify\">PORTELA, J. Lu\u00eds; ALIAGA, Lu\u00eds \u2013 Dor aguda- Analgesia perioperat\u00f3ria. Lisboa: Permanyer Portugal, 1997. p. 125-130, 133-135. ISBN 972-733-029-0<\/p>\n<p align=\"justify\">ALMEIDA, R. [et al.] &#8211; Terap\u00eautica farmacol\u00f3gica da dor p\u00f3s-operat\u00f3ria. Julho-Agosto 2003 [acedido em 17\/02\/06. 17h45]. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.ordemfarmaceuticos.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.ordemfarmaceuticos.pt<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">SANTOS, F\u00e1tima C.; Santos, Jos\u00e9 O. \u2013 Cuidados na anestesia locorregional. Nursing. Lisboa. ISSN 0871-6196. 9:97 (Fevereiro 1996) 22-25.<\/p>\n<p align=\"justify\">MOREIRA, Rosa Maria dos Santos \u2013 Anestesia\/Analgesia Epidural. Sinais Vitais. Coimbra. ISSN 0872-8844. n.\u00ba5 (Agosto 1995) 35-38.<\/p>\n<p align=\"justify\">SERRALHEIRO, Isabel, Anestesista do I.P.O. Lisboa F.G. E.P.E. \u2013 Analgesia Epidural. Lisboa: 01\/03\/06 (14h30)<\/p>\n<p align=\"justify\">CASEIRO, Jos\u00e9 Manuel, Director do Servi\u00e7o de Anestesiologia do I.P.O. Lisboa F.G. E.P.E. &#8211; Analgesia Epidural. Lisboa: 04\/05\/06 (12h30)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A administra\u00e7\u00e3o segura e eficaz da analgesia epidural \u00e9 conseguida com uma equipa integrada, composta por enfermeiros e anestesistas, na qual se enfatizem condi\u00e7\u00f5es primordiais como a forma\u00e7\u00e3o, a selec\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[423,78,426,111,424,425],"class_list":["post-746","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nursing","tag-analgesia","tag-cirurgia","tag-controlo-dor","tag-eficacia","tag-epidural","tag-pos-operatorio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/746","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=746"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/746\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2795,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/746\/revisions\/2795"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=746"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=746"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=746"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}