{"id":718,"date":"2007-11-01T15:28:05","date_gmt":"2007-11-01T15:28:05","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/morrer-em-contexto-hospitalar\/"},"modified":"2021-04-28T15:51:49","modified_gmt":"2021-04-28T15:51:49","slug":"morrer-em-contexto-hospitalar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/morrer-em-contexto-hospitalar\/","title":{"rendered":"Morrer em Contexto Hospitalar"},"content":{"rendered":"<p>Os Enfermeiros devem, ao longo da seu processo de forma\u00e7\u00e3o e do exerc\u00edcio da sua carreira profissional, adquirir estrat\u00e9gias que lhe permitam n\u00e3o s\u00f3 para proporcionar apoio psicol\u00f3gico ao utente e aos seus significativos, como tamb\u00e9m encarar a morte como parte integrante da vida.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">\n<h4 align=\"left\"><strong>Resumo<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Numa \u00e9poca em que s\u00e3o desenvolvidos esfor\u00e7os para que a vida seja vivida em toda a sua plenitude e em que se tenta adiar o momento da morte o mais poss\u00edvel, assistindo-se, consequentemente, a um aumento da esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida e desenvolvimento exponencial da medicina, nos pa\u00edses industrializados, verificamos que a morte \u00e9, cada vez mais, um tabu e ocorre, na maioria das vezes em contexto hospitalar em detrimento do contexto domicili\u00e1rio.<\/p>\n<p align=\"justify\">Deste modo, cabe a todos n\u00f3s, Profissionais de Sa\u00fade, tentar inverter esta tend\u00eancia, encarando a morte como parte integrante da vida e desenvolvendo capacidades para tentar conhecer toda a complexidade do ser humano &#8211; um ser que est\u00e1 inserido numa sociedade, numa fam\u00edlia, com um papel bem definido e \u00fanico em cada um destes grupos &#8211; e para promover uma morte digna.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mais do que o cessar irrevers\u00edvel dos processos vitais, a morte tem uma dimens\u00e3o individual \u2013 \u201cquem vai morrer sabe-o, espera pela morte e prepara-se para ela\u201d (Neves e tal, 2000) \u2013 familiar e cultural.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, segundo Daniel Serr\u00e3o, \u201cmorrer \u00e9 um processo e n\u00e3o um acontecimento pontual que se observa nos objectos vivos quando se transformam em objectos n\u00e3o vivos. Esta transforma\u00e7\u00e3o resulta de perdas irrevers\u00edveis, totais ou parciais, em algum \u2013 finalmente em todos \u2013 dos componentes do estado vital que s\u00e3o a mat\u00e9ria, a energia e a informa\u00e7\u00e3o\u201d (in Cruz, 2004).<\/p>\n<p align=\"justify\">Adjacentes a este mesmo processo de morte, e encarando a fam\u00edlia como um sistema, est\u00e3o processos adaptativos, muitas vezes bastante dolorosos e duradouros, que implicam a reorganiza\u00e7\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o de novas compet\u00eancias e estilos de vida com o intuito de recuperar o equil\u00edbrio familiar.<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com Francisco Veiga (Veiga, 2003), a percep\u00e7\u00e3o do momento da morte desencadeia, na maioria das vezes, uma altera\u00e7\u00e3o da personalidade e um desequil\u00edbrio na identidade do utente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Deste modo, embora o Enfermeiro deva estar consciente que \u00e9 o utente e a sua fam\u00edlia que possuem recursos para ultrapassar este momento, este tem um papel preponderante na ajuda para a supera\u00e7\u00e3o do mesmo.<\/p>\n<p align=\"justify\">O morrer, qualquer que seja a qualidade dos cuidados, permanece um acto solit\u00e1rio, um caminho dif\u00edcil que guarda os seus mist\u00e9rios\u201d (Neves, 2000)<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, em primeira inst\u00e2ncia, este deve procurar, aliviar a dor, f\u00edsica e psicol\u00f3gica, e o desconforto, promovendo um ambiente que permita alguma tranquilidade ao utente moribundo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Contudo, o Enfermeiro deve ter em considera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o s\u00f3 deve atender \u00e0s necessidades do utente que vai morrer mas, como tamb\u00e9m \u00e0s necessidades da fam\u00edlia e pessoas significativas, estabelecendo com os mesmos uma rela\u00e7\u00e3o de ajuda extremamente necess\u00e1ria para a supera\u00e7\u00e3o deste momento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Actualmente, verificamos que a maioria dos utentes, ao contr\u00e1rio do que acontecia no passado, morre num contexto hospitalar e n\u00e3o em casa, estando, na maioria das vezes, privado da companhia dos membros da fam\u00edlia e das pessoas que lhe s\u00e3o significativas, condenado a uma morte s\u00f3 e quase em segredo, ocultada apenas com um biombo ou uma cortina.<\/p>\n<p align=\"justify\">Deste modo, pelo facto de cada vez mais pessoas morrerem em institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e dos seus familiares e significativos vivenciarem as etapas de luto (nega\u00e7\u00e3o, raiva, negocia\u00e7\u00e3o, depress\u00e3o e aceita\u00e7\u00e3o), surge um dos maiores desafios da Enfermagem Contempor\u00e2nea: potenciar uma morte digna no seio familiar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, \u00e9 importante, antes de mais, incutir nas fam\u00edlias, nos casos em que a morte \u00e9 esperada, que nenhuma institui\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, quer seja p\u00fablica ou privada, substitui o ambiente familiar, a casa do utente moribundo e, sempre em colabora\u00e7\u00e3o com a fam\u00edlia, deve tentar proporcionar-se-lhe uma morte no domic\u00edlio, ou no local que em princ\u00edpio lhe trar\u00e1 maior tranquilidade, paz de esp\u00edrito, seguran\u00e7a e carinho dos seus derradeiros momentos de vida terrena.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cAcontece at\u00e9 que, atrav\u00e9s do apoio prestado pela presen\u00e7a de uma pessoa que possibilite a exterioriza\u00e7\u00e3o do desespero e do sofrimento, os doentes agarram a vida, apropriam-se dela e libertam a verdade. No fundo, descobrem a verdade de serem eles pr\u00f3prios.\u201d (Hennezel, 2006)<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo Marie de Hennezel, Psic\u00f3loga da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital Universit\u00e1rio de Paris, o acompanhamento do utente moribundo \u201cpermite ir at\u00e9 ao fim de uma rela\u00e7\u00e3o. Por um lado, d\u00e1 paz e d\u00e1 for\u00e7a para continuar e, por outro, permite \u00e0quele que vai morrer permanecer vivo at\u00e9 ao fim, viver os seus \u00faltimos impulsos e confiar aos ouvidos e ao cora\u00e7\u00e3o dos que o rodeiam palavras que o ajudar\u00e3o a viver e que lhes permitir\u00e3o partir em paz. O acompanhamento \u00e9 um compromisso de n\u00e3o abandono\u201d (Hennezel, 2006).<\/p>\n<p align=\"justify\">Sejam quais forem as nossas cren\u00e7as, a morte permanece um enigma que nos persegue, uma realidade que desconhecemos.\u201d (Hennezel, 2006)<\/p>\n<p align=\"justify\">Contudo, algumas das vezes, a morte chega de uma forma surpreendentemente r\u00e1pida e imprevis\u00edvel. Nestes casos, o Enfermeiro deve assegurar-se que o utente esteja na companhia dos seus significativos o maior n\u00famero de horas poss\u00edvel.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para isso, cabe-lhe contactar os familiares quando se verifica o afundamento do estado do utente e permitir que estes estejam presentes o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.<\/p>\n<p align=\"justify\">O amor, a aten\u00e7\u00e3o, o carinho e a presen\u00e7a de uma pessoa significativa, ajudam o utente moribundo a partir de uma forma mais serena, permitindo-lhe minimizar os seus pr\u00f3prios medos avassaladores acerca deste momento (e.g. \u201cVai demorar muito? Vai doer? Para onde vou a seguir? Como ser\u00e1 quando a minha alma se separar do meu corpo?\u201d), pois encontra-se num ambiente conhecido e na companhia das pessoas que mais ama.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os Profissionais de Sa\u00fade s\u00e3o formados \u201cpara curar\u201d, durante o seu processo de ensino. Por isso, perante a morte, sentem-se extremamente impotentes pois este \u00e9 um processo que n\u00e3o conseguem reverter. Quando esta ocorre, encaram-na, muitas vezes, como uma derrota, uma falha pessoal, assumindo, em alguns dos casos, uma postura de culpabiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Contudo, enquanto pessoas, estes Profissionais de Sa\u00fade tamb\u00e9m se deparam com a necessidade de enfrentar, de ultrapassar lutos pessoais recentes e de vencer os medos da sua pr\u00f3pria morte podendo, por isso, evidenciar dificuldades relacionais e comunicacionais com a fam\u00edlia e o utente moribundo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, perante a morte iminente de um utente, verificamos que os Profissionais de Sa\u00fade, especialmente os Enfermeiros, adoptam, muitas vezes, duas posi\u00e7\u00f5es amb\u00edguas: ou se envolvem demasiado, estando sujeitos a vivenciar a morte do utente como a de um seu significativo, passando pelas fases de luto atr\u00e1s referidas; ou, simplesmente, se afastam, na tentativa de se defenderem, conduzindo a uma desumaniza\u00e7\u00e3o dos cuidados prestados e comprometendo, irremediavelmente, o estabelecimento de uma rela\u00e7\u00e3o de ajuda com a fam\u00edlia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os Enfermeiros devem, ao longo da seu processo de forma\u00e7\u00e3o e do exerc\u00edcio da sua carreira profissional, adquirir estrat\u00e9gias que lhe permitam n\u00e3o s\u00f3 para proporcionar apoio psicol\u00f3gico ao utente e aos seus significativos, como tamb\u00e9m encarar a morte como parte integrante da vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cCada um de n\u00f3s pode aproximar-se da morte, olhando-a de frente, se n\u00e3o negarmos a morte, se os que est\u00e3o \u00e0 nossa volta a aceitam, se h\u00e1 suficiente verdade e amor em redor daquele que vai morrer.\u201d (Hennezel, 2006)<\/p>\n<p align=\"justify\">A Enfermagem Tecnicista dever\u00e1 ser, a cada dia, substitu\u00edda por uma Enfermagem Humanista em que no cerne dos cuidados dever\u00e1 estar o indiv\u00edduo, encarado de uma forma hol\u00edstica nas suas mais variadas dimens\u00f5es (biol\u00f3gico, psicol\u00f3gica, cultural e social).<\/p>\n<p align=\"justify\">A administra\u00e7\u00e3o de terap\u00eautica, a monitoriza\u00e7\u00e3o dos sinais vitais, a sinaliza\u00e7\u00e3o do \u00f3bito e a respectiva burocracia podem esperar. Temos de aprender a \u201cn\u00e3o fechar simplesmente a cortina e virar as costas\u201d quando um utente est\u00e1 a morrer, temos de superar os nossos medos e receios e permanecer junto dele, sobretudo se a fam\u00edlia n\u00e3o estiver presente. S\u00f3 assim poderemos evoluir enquanto pessoas e enquanto profissionais.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cAceitar a morte n\u00e3o \u00e9 negar a vida, \u00e9 reassumir a coragem e parar de lutar; \u00e9 querer o sil\u00eancio, mas n\u00e3o a solid\u00e3o; \u00e9 desejar a paz e a dignidade.\u201d (Veiga, 2003)<\/p>\n<p align=\"justify\">Outro dos aspectos a ter sempre em considera\u00e7\u00e3o, \u00e9 o direito do utente a uma morte digna: a dignidade \u00e9 um dos direitos fundamentais do ser humano, acompanhando-o ao longo de todo o seu ciclo vital ou seja, do nascimento at\u00e9 \u00e0 morte.<\/p>\n<p align=\"justify\">Deste modo, \u00e9 fundamental ter em aten\u00e7\u00e3o a forma como o cad\u00e1ver \u00e9 preparado e manipulado, nunca esquecendo que aquele corpo, agora inerte, pertenceu a uma pessoa que estava integrada numa fam\u00edlia e numa sociedade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os Enfermeiros, principais respons\u00e1veis pela prepara\u00e7\u00e3o do cad\u00e1ver, devem ter sempre presente que aquele corpo ir\u00e1 ser visto, chorado pela fam\u00edlia e pessoas significativas. Por conseguinte, \u00e9 extremamente necess\u00e1rio que este tenha o melhor aspecto poss\u00edvel.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os valores culturais e religiosos do utente devem, ainda, ser tidos em conta; deste modo, dever\u00e1 ser permitido, sempre que poss\u00edvel, que seja contactado o representante religioso do utente, qualquer que seja a religi\u00e3o, ainda antes deste morrer: \u201ctodo o utente tem o direito ao atendimento das suas necessidades espirituais, pois \u00e9 nelas que, muitas vezes, o utente encontra o sentido \u00e0 vida\u201d (Moreira, 2001).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-717\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/11\/image002.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"160\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Penso que s\u00f3 a experi\u00eancia profissional, ajudar\u00e1 os Enfermeiros a adquirir uma vis\u00e3o mais humana da morte pois, tal como foi dito anteriormente, associado ao processo de forma\u00e7\u00e3o de todos n\u00f3s est\u00e1 a preserva\u00e7\u00e3o da vida, a salva\u00e7\u00e3o de vidas, a interven\u00e7\u00e3o para que aquele utente n\u00e3o entre em paragem c\u00e1rdio-respirat\u00f3ria, em fal\u00eancia multiorg\u00e2nica.<\/p>\n<p align=\"justify\">S\u00f3 o tempo e a experi\u00eancia profissional nos far\u00e3o compreender a import\u00e2ncia de permanecer junto do utente que est\u00e1 a morrer, a necessidade de um aperto de m\u00e3o ou um simples afago, num momento t\u00e3o importante para quem vai em direc\u00e7\u00e3o a um local que nenhum homem conhece mas de que todos tem receio\u2026<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/h4>\n<ul type=\"disc\">\n<li>ARI\u00c9S, Philipe \u2013 O Homem perante a morte I e II. Nem Martins: Publica\u00e7\u00f5es Europa Am\u00e9rica, 1998;<\/li>\n<li>CRUZ, Jorge \u2013 Morte Cerebral, do conceito \u00e0 \u00c9tica. Lisboa: Climepsi Editores, 2004;<\/li>\n<li>HENNEZEL, Marie de \u2013 A arte de Morrer. 2\u00ba Edi\u00e7\u00e3o. Cruz Quebrada: Casa das Letras \/ Editorial Not\u00edcias, 2005;<\/li>\n<li>HENNEZEL, Marie de \u2013 Di\u00e1logo com a Morte. 6\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. Cruz Quebrada: Casa das Letras \/ Editorial Not\u00edcias, 2004;<\/li>\n<li>HENNEZEL, Marie de \u2013 Morrer de Olhos abertos. 1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. Cruz Quebrada: Casa das Letras \/ Editorial Not\u00edcias, 2006;<\/li>\n<li>LAZURE, H\u00e9l\u00e8ne \u2013 Viver a Rela\u00e7\u00e3o de Ajuda \u2013 abordagem te\u00f3rica e pr\u00e1tica de um crit\u00e9rio de compet\u00eancia da Enfermeira. Lusodidacta, 1994;<\/li>\n<li>MOREIRA, Isabel Maria Pinheiro Borges \u2013 O utente terminal em contexto familiar: uma analise do cuidar vivenciada pela fam\u00edlia. Coimbra: Formasau, 2001; Disserta\u00e7\u00e3o do Mestrado em Ci\u00eancias da Enfermagem apresentada no Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas Abel Salazar;<\/li>\n<li>MORIN, Edgar \u2013 O Homem e a Morte. 2\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. Lisboa: Publica\u00e7\u00f5es Europa-Am\u00e9rica, 1970;<\/li>\n<li>NEVES, Ana et al \u2013 Cuidados Paliativos. 1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. Coimbra: Edi\u00e7\u00f5es Formasau, Forma\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade, 2000;<\/li>\n<li>VAZ, Ana e tal \u2013 O impacto na fam\u00edlia e o papel do Enfermeiro. In: Nursing, n\u00ba176 (Abril 2003), p\u00e1gina 23-26;<\/li>\n<li>VEIGA, Francisco Jos\u00e9 Miranda \u2013 Viver a morte \u2013 Desafios \u00c9ticos do final da vida. Porto, 2003. Disserta\u00e7\u00e3o do Mestrado em Bio\u00e9tica e \u00c9tica M\u00e9dica.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"right\">Enf. Diana Lu\u00edsa Martins Oliveira<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Enfermeiros devem, ao longo da seu processo de forma\u00e7\u00e3o e do exerc\u00edcio da sua carreira profissional, adquirir estrat\u00e9gias que lhe permitam n\u00e3o s\u00f3 para proporcionar apoio psicol\u00f3gico ao utente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2220,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[409,300,408,199,410],"class_list":["post-718","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-de-autor","tag-dignidade","tag-hospital","tag-morrer","tag-morte","tag-paz"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/718","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=718"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/718\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2451,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/718\/revisions\/2451"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=718"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=718"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=718"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}