{"id":701,"date":"2007-09-29T08:49:31","date_gmt":"2007-09-29T08:49:31","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/toque-terapeutico-fundamentacao-e-aplicabilidade-em-enfermagem\/"},"modified":"2021-05-04T10:09:50","modified_gmt":"2021-05-04T10:09:50","slug":"toque-terapeutico-fundamentacao-e-aplicabilidade-em-enfermagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/toque-terapeutico-fundamentacao-e-aplicabilidade-em-enfermagem\/","title":{"rendered":"Toque Terap\u00eautico \u2013 fundamenta\u00e7\u00e3o e aplicabilidade em enfermagem"},"content":{"rendered":"<p>Sendo a pele o maior \u00f3rg\u00e3o do ser humano, \u00e9 perfeitamente aceit\u00e1vel utiliza-lo como forma de melhoria de sa\u00fade do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em>Nursing n\u00ba 224<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>Autoras:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\"><strong>S\u00edlvia Carla Campos Pacheco<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Enfermeira, Centro de Sa\u00fade de Aldoar, Carvalhido<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>S\u00f3nia Maria Ferreira da Silva Matos Viegas<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Enfermeira, Hospital S\u00e3o Sebasti\u00e3o, Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Z\u00e9lia Maria Martins Rosa<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Enfermeira, Hospital Amato Lusitano, Servi\u00e7o Medicina Interna<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O Toque Terap\u00eautico \u00e9 uma t\u00e9cnica contempor\u00e2nea de terapia complementar desenvolvida na d\u00e9cada de 70.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os princ\u00edpios que o sustentam s\u00e3o os da Ci\u00eancia do Ser Humano Unit\u00e1rio, de Martha Rogers. O toque terap\u00eautico \u00e9 um m\u00e9todo hol\u00edstco n\u00e3o invasivo, baseado na concep\u00e7\u00e3o de que o ser humano possui um campo de energia abundante, que pode estender-se al\u00e9m da pele e fl\u00fai em determinados padr\u00f5es que se pretendem equilibrados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Consiste num &#8220;toque sem toque&#8221;, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 necessariamente o toque do terapeuta directamente sobre a pele do doente\/paciente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Embora existam muitos estudos contradit\u00f3rios, o Toque Terap\u00eautico \u00e9 utilizado h\u00e1 d\u00e9cadas por enfermeiros no Canad\u00e1, nomeadamente no al\u00edvio da dor, diminui\u00e7\u00e3o da ansiedade e promo\u00e7\u00e3o do relaxamento.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Toque, Energia, Terapia, Indiv\u00edduo.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>SUMMARY<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">The Therapeutic Touch is a contemporary technique of complementary therapy developed in the 70 decade.<\/p>\n<p align=\"justify\">The principles that support it are the Science of the Unitary Human Being, of Martha Rogers. The Therapeutic Touch is a holistic method non invasive, based in the conception that the human being possesses an abundant energy field, that can be extended beyond the skin and flows in definitive standards that intend to be balanced.<\/p>\n<p align=\"justify\">It consists of a &#8220;touch without touch&#8221;, because it does not have necessarily the therapist touch directly on the skin of the patient\/sick person.<\/p>\n<p align=\"justify\">Although many contradictory studies exist, the Therapeutic Touch is used has decades for nurses in Canada, nominated in the relief of pain, reduction of the anxiety and promotion of the relaxation.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>KEYWORDS:<\/strong> Touch, Energy, Therapeutic, Individue<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O toque \u00e9 um importante meio de restabelecer a sensa\u00e7\u00e3o de liga\u00e7\u00e3o com as outras pessoas e com o mundo em geral.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quando o sil\u00eancio se imp\u00f5e, o toque \u00e9 fundamental para comunicarmos com os que cuidamos, demonstramos que essa pessoa nos importa e que nos preocupamos com ela e n\u00e3o apenas com a sua doen\u00e7a. Este pormenor, \u00e9 mais importante ainda, se pensarmos que cada vez existe um distanciamento interpessoal maior devido \u00e0s tecnologias existentes, tornando os que est\u00e3o longe mais perto e os que est\u00e3o perto, cada vez mais longe.<\/p>\n<p align=\"justify\">Inicia-se este artigo com uma breve abordagem acerca da import\u00e2ncia do toque como forma de comunica\u00e7\u00e3o em geral, faz-se em seguida uma descri\u00e7\u00e3o da origem do Toque Terap\u00eautico (TT) e posteriormente os estudos efectuados e as evid\u00eancias cient\u00edficas do mesmo, explora-se a fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica desta terapia complementar, aborda-se resumidamente as fases que a constituem e finalmente a sua aplicabilidade nos cuidados prestados ao indiv\u00edduo e fam\u00edlia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os objectivos que nos propomos atingir s\u00e3o:<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Aprofundar conhecimentos sobre o Toque Terap\u00eautico (TT);<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Transmitir informa\u00e7\u00e3o acerca do TT;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Fazer revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica sobre descobertas cientificas passadas e actuais;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Servir de incentivo para posteriores investiga\u00e7\u00f5es nesta \u00e1rea.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>O TOQUE como forma de comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O toque \u00e9 uma das primeiras terap\u00eauticas descoberta pelo ser humano. Os estudos cient\u00edficos demonstram que a estimula\u00e7\u00e3o pelo toque \u00e9 necess\u00e1ria para o nosso bem-estar, quer f\u00edsico, quer emocional.<\/p>\n<p align=\"justify\">O toque tem m\u00faltiplas fun\u00e7\u00f5es, pode servir para fazer notar a presen\u00e7a de algu\u00e9m, para cumprimentar, chamar a aten\u00e7\u00e3o, confortar, toda a viv\u00eancia humana est\u00e1 intimamente associada ao toque como forma de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O toque faz parte de todas as culturas, embora cada uma o entenda de forma diferente havendo costumes e tabus \u00e0 sua volta. Cada pessoa pode entender o toque de maneiras diferentes. Tem que se ter sempre em conta o contexto s\u00f3cio-cultural. No entanto, todos precisamos do toque: desde as crian\u00e7as para estabelecer rela\u00e7\u00f5es e sobreviver, os idosos, que atrav\u00e9s do toque, podem minimizar a sensa\u00e7\u00e3o de solid\u00e3o ou de que n\u00e3o s\u00e3o desejados. O toque \u00e9 tamb\u00e9m um importante canal de transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o, quando outros meios de comunica\u00e7\u00e3o se encontram menos desenvolvidos\/diminu\u00eddos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sendo a pele o maior \u00f3rg\u00e3o do ser humano, \u00e9 perfeitamente aceit\u00e1vel utiliza-lo como forma de melhoria de sa\u00fade do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p align=\"justify\">V\u00e1rios estudos experimentais demonstram as virtudes do toque: fazer-nos sentir melhor com n\u00f3s mesmos e com o ambiente \u00e0 nossa volta, provoca mudan\u00e7as fisiol\u00f3gicas mensur\u00e1veis naquele que toca e no que \u00e9 tocado. O toque f\u00edsico n\u00e3o \u00e9 apenas agrad\u00e1vel. \u00c9 necess\u00e1rio.<\/p>\n<p align=\"justify\">Diminuir a sensa\u00e7\u00e3o de isolamento atrav\u00e9s do toque explica porque a massagem tem um lugar bem definido nos cuidados paliativos. O toque origina altera\u00e7\u00f5es e sensa\u00e7\u00f5es que influenciam a forma de estar do ser humano, tendo por base esta constata\u00e7\u00e3o, tem todo o sentido que o \u201ctocar\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">possa ser utilizado como terapia complementar.<\/p>\n<p align=\"justify\">A terapia complementar que se vai desenvolver ao longo deste trabalho pode n\u00e3o implicar um contacto directo entre o terapeuta e o doente mas tem por base principalmente a transmiss\u00e3o e a comunica\u00e7\u00e3o ao outro de bem-estar.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Origem do TOQUE TERAP\u00eaUTICO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O Toque Terap\u00eautico, \u00e9 uma t\u00e9cnica contempor\u00e2nea de terapia complementar desenvolvida na d\u00e9cada de 70. Esta t\u00e9cnica tem-se revelado um excelente meio n\u00e3o invasivo, utilizado por profissionais de sa\u00fade como complemento da terapia ou tratamento utilizado nos doentes.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Toque Terap\u00eautico (TT) deriva da Imposi\u00e7\u00e3o das M\u00e3os, uma arte antiga com base religiosa, de acordo com alguns autores da cura ps\u00edquica e espiritual, na medida em que mant\u00e9m os pressupostos do potencial humano para curar atrav\u00e9s do toque. No entanto n\u00e3o possui qualquer base religiosa e \u00e9 independente da f\u00e9 ou cren\u00e7as daqueles que a recebem ou dos que a praticam. Os registos mais antigos desta pr\u00e1tica datam de 1552 a.C. (BROWN, 1997).<\/p>\n<p align=\"justify\">Nesta pr\u00e1tica o profissional actua como modulador, um facilitador nas energias vitais do indiv\u00edduo e dirige de forma intencional a energia, preenchendo ou repondo aquelas nas quais a energia est\u00e1 debilitada ou ausente (BARBOSA, 1994).<\/p>\n<p align=\"justify\">Por volta de 1970, Dolores Krieger enfermeira e professora na escola de Enfermagem da universidade de New York e a terapeuta Dora Van Gelder Kunz desenvolveram a disciplina que chamaram &#8220;o toque terap\u00eautico&#8221;, para ajudar os pacientes a melhorar a sa\u00fade f\u00edsica e emocional, ficaria a ser conhecido como o M\u00e9todo Krieger-Kunz de Toque Terap\u00eautico (GERBER, 1997).<\/p>\n<p align=\"justify\">Os princ\u00edpios cient\u00edficos que sustentam esta terapia s\u00e3o o modelo de assist\u00eancia de Martha Rogers. O toque terap\u00eautico \u00e9 um m\u00e9todo hol\u00edstco, n\u00e3o invasivo, baseado na concep\u00e7\u00e3o de que o ser humano possui um campo de energia que pode estender-se al\u00e9m da pele, \u00e9 abundante, e flui em determinados padr\u00f5es que se pretendem equilibrados.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>COMPROVA\u00c7\u00c3O CIENT\u00cdFICA DO TOQUE TERAP\u00caUTICO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Dolores Krieger, em 1975, demonstrou os efeitos do TT atrav\u00e9s da medi\u00e7\u00e3o de \u00edndices fisiol\u00f3gicos em seres humanos ap\u00f3s estudos laboratoriais. Comprovou que ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o do Toque Terap\u00eautico ocorrem significativas altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas em doentes hospitalizados por diferentes tipos de patologias.<\/p>\n<p align=\"justify\">A maioria dos estudos foi realizada em ambiente hospitalar com grupos de controlo. Procedeu a uma investiga\u00e7\u00e3o com a colabora\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade em que participaram v\u00e1rios doentes divididos em dois grupos, foram seguidos ao longo de tr\u00eas anos. Um grupo recebeu o tratamento convencional, o outro recebeu al\u00e9m do tratamento institu\u00eddo o TT. Os n\u00edveis da hemoglobina nos doentes com neoplasia submetidos ao toque terap\u00eautico aumentaram significativamente, apesar de estarem a ser submetidos a quimioterapia (KRIEGER, 1979).<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com ALMEIDA (2005), Krieger concluiu que as eleva\u00e7\u00f5es nos n\u00edveis sangu\u00edneos da hemoglobina indicavam com seguran\u00e7a a ocorr\u00eancia de altera\u00e7\u00f5es bioenerg\u00e9ticas e fisiol\u00f3gicas produzidas pelo TT.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em doentes com neoplasia da mama, foram efectuados estudos que relatam haver evidencia cientifica de que o TT melhora a capacidade de controlar sintomas de medo e ansiedade provenientes da situa\u00e7\u00e3o e diminui a intensidade da dor referida pelos pacientes, no entanto n\u00e3o contribui para o processo de cura (Goodwin 2001).<\/p>\n<p align=\"justify\">No entanto, para se obterem estes resultados \u00e9 necess\u00e1ria uma intencionalidade consciente do terapeuta, com o objectivo de repadronizar o campo energ\u00e9tico do doente, (S\u00c1 A.C., 2001) na Tese de Doutoramento \u201cAplica\u00e7\u00e3o do Toque Terap\u00eautico em Mulheres portadoras de c\u00e2ncer da mama sob o tratamento quimioter\u00e1pico\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com o Instituto Nacional de Sa\u00fade de Washington, com base em cerca de trinta teses de doutoramento foi atribu\u00eddo ao Toque Terap\u00eautico, em 1994, a comprova\u00e7\u00e3o da sua efic\u00e1cia como terapia alternativa.<\/p>\n<p align=\"justify\">O TT foi em 2004, recomendado pelo Departamento de Sa\u00fade e Envelhecimento da Austr\u00e1lia, como uma estrat\u00e9gia psico-social, alternativa ao uso de limita\u00e7\u00e3o e restri\u00e7\u00e3o f\u00edsica em doentes agitados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Benkofsky-Webb et al (2004) relatam resultados positivos em idosos com patologia cancer\u00edgena obtidos de nove estudos quantitativos. De acordo com os autores os estudos foram validados internamente e externamente e referem diminui\u00e7\u00e3o da intensidade de dor em doentes neopl\u00e1sicos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em Fevereiro de 2005 foi publicado um artigo no \u201cAustralian Nursing Journal\u201d acerca da aplica\u00e7\u00e3o do TT em idosos com diversas patologias. Foram seleccionados 121 doentes de acordo com os crit\u00e9rios de inclus\u00e3o definidos pelas autoras (Sue Gregory e Julie Verdouw), tendo sido reagrupados de acordo com as diversas patologias. Relativamente ao total de doentes que referiam dor (53), ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o do TT, os mesmos referiram que a intensidade da dor diminuiu em aproximadamente 40%.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em v\u00e1rios estudos documentados e testados comprovou-se que as feridas cir\u00fargicas cicatrizam mais rapidamente e com menor taxa de incid\u00eancia de infec\u00e7\u00e3o, e em locais onde houvera queimaduras, a pele adquire uma tonalidade mais aproximada do normal.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Toque Terap\u00eautico assumiu a condi\u00e7\u00e3o de curso, e passou a ser ministrado para os alunos do Mestrado e Doutoramento em Enfermagem, na Universidade de Nova York. Os profissionais de enfermagem passaram ent\u00e3o a utilizar o toque terap\u00eautico regularmente nos seus locais de trabalho.<\/p>\n<p align=\"justify\">A partir dos excelentes resultados alcan\u00e7ados pelos primeiros praticantes, esta t\u00e9cnica foi rapidamente divulgada para outros pa\u00edses. O toque terap\u00eautico foi reconhecido pela ordem dos enfermeiros do Quebeque, e por muitos hospitais do Canad\u00e1 e Estados Unidos da Am\u00e9rica, faz parte do curriculum escolar como disciplina no \u00e2mbito da oncologia, sa\u00fade materna e nos pacientes com transplante dos \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O TE\u00d3RICA \u2013 SER HUMANO UNIT\u00c1RIO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A perspectiva de estudar, compreender e investigar o Toque Terap\u00eautico tem como refer\u00eancia te\u00f3rica a Ci\u00eancia do Ser Humano Unit\u00e1rio, de Martha Elizabeth Rogers, nascida em 1914.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sendo um sistema conceptual abstracto, a Ci\u00eancia dos Seres Humanos Unit\u00e1rios, n\u00e3o identifica directamente os indicadores emp\u00edricos test\u00e1veis. O modelo de Rogers surgiu de m\u00faltiplas fontes de conhecimento, as mais importantes s\u00e3o a din\u00e2mica da f\u00edsica qu\u00e2ntica n\u00e3o-linear e a teoria geral dos sistemas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em 1970 o modelo conceptual de Rogers acentava em pressupostos b\u00e1sicos que descreviam o processo de vida nos seres humanos. Totalidade, abertura, unidirecionalidade, padr\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, sensibilidade e pensamento caracterizavam o processo de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para Rogers o Campo de Energia \u00e9 a unidade fundamental dos seres vivos e n\u00e3o vivos. O campo \u00e9 um conceito unificador e a energia significa a natureza din\u00e2mica do campo. Os campos de energia s\u00e3o infinitos e pandimensionais. S\u00e3o identificados dois campos: o humano e o ambiental.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Ser Humano Unit\u00e1rio (campo humano) \u00e9 definido como um campo de energia pandimensional irredut\u00edvel e indivis\u00edvel identificado pelo padr\u00e3o e manifestando caracter\u00edsticas pr\u00f3prias que n\u00e3o podem predizer-se a partir do conhecimento das partes.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Universo de Sistemas Abertos para a mesma autoradefende que os campos de energia s\u00e3o infinitos abertos e integrais uns com os outros. Os campos ambiental e humano s\u00e3o sistemas abertos e est\u00e3o em processo cont\u00ednuo.<\/p>\n<p align=\"justify\">A aplica\u00e7\u00e3o destes pilares torna-se vi\u00e1vel a partir da compreens\u00e3o de que, para Rogers, a realidade \u00e9 n\u00e3o-linear, mas sim circular, r\u00edtmica e virtual. Assim, o trabalho a ser desenvolvido por profissionais rogerianos faz parte integrante da din\u00e2mica universal, que \u00e9 c\u00edclica, cont\u00ednua, em constante movimento, r\u00edtmica e que evolui sempre para estados inovadores constantes no processo vital humano (S\u00c1, 1994).<\/p>\n<p align=\"justify\">Em 1970, Rogers identificou pressupostos, sustentadores do seu modelo, que adv\u00eam da literatura sobre seres humanos, f\u00edsica, matem\u00e1tica e ci\u00eancia comportamental:<\/p>\n<ol type=\"1\">\n<li>\n<p align=\"justify\">\u201cO homem \u00e9 um todo unificado que possui a sua pr\u00f3pria integridade e que manifesta caracter\u00edsticas em maior n\u00famero e diferentes da soma das suas partes (campo de energia)<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u201cO homem e o ambiente est\u00e3o continuamente a trocar mat\u00e9ria e energia entra si\u201d<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u201cO processo de vida evolui irreversivelmente e unidireccionalmente ao longo do cont\u00ednuo espa\u00e7o-temporal\u201d<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u201cO padr\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o identificam o homem e reflectem a sua totalidade inovadora\u201d<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u201cO homem caracteriza-se pela capacidade de abstrac\u00e7\u00e3o e imag\u00e9tica, linguagem e pensamento, sensa\u00e7\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o\u201d<\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\u201cO processo da vida \u00e9 hemodin\u00e2mico\u2026Estes princ\u00edpios postulam a forma de ser do processo de vida e predizem a natureza do seu desenvolvimento.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">Rogers afirma que \u201cse aceitarmos que uma pessoa \u00e9 um campo energ\u00e9tico, torna-se f\u00e1cil explorar modalidades terap\u00eauticas como o Toque Terap\u00eautico&#8230;\u201d (1993).<\/p>\n<p align=\"justify\">ROGERS e MALINSKI (1993), prop\u00f5em uma vis\u00e3o do mundo em que este \u00e9 um todo hol\u00edstico e integrado, contrap\u00f5e o ponto de vista mecanicista e reducionista predominante do modelo m\u00e9dico cartesiano, colocando o ser humano como um todo indivis\u00edvel.<\/p>\n<p align=\"justify\">O pensamento criativo da ci\u00eancia Rogeriana prop\u00f5e a transforma\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica da Enfermagem num sistema terap\u00eautico independente que promova a sa\u00fade, baseado na utiliza\u00e7\u00e3o da energia e em processos n\u00e3o-invasivos, como \u00e9 o caso da aplica\u00e7\u00e3o do Toque Terap\u00eautico (PARKER, 1990; MALINSKI, 1993; S\u00c1, 1994)<\/p>\n<p align=\"justify\">O praticante do TT tem como objectivo influenciar o desequil\u00edbrio de energia e restaurar a integridade do campo magn\u00e9tico (Witmer, 1995).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>ETAPAS DO TOQUE TERAP\u00caUTICO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O toque terap\u00eautico consiste num &#8220;toque sem toque&#8221;, uma vez que n\u00e3o h\u00e1, necessariamente, o toque do terapeuta directamente sobre a pele do doente\/paciente. As m\u00e3os do terapeuta permanecem cerca de 6 a 12 cm de dist\u00e2ncia da pele, n\u00e3o havendo necessidade de retirar sequer as roupas (a dist\u00e2ncia \u00e9 determinada pela avalia\u00e7\u00e3o inicial do terapeuta sobre o campo do doente).<\/p>\n<p align=\"justify\">Apenas no pen\u00faltimo passo da t\u00e9cnica, quando se procede ao balanceamento ou modula\u00e7\u00e3o final do campo e do fluxo energ\u00e9ticos, pode haver necessidade de tocar levemente nos ombros ou na regi\u00e3o das supra-renais do doente.<\/p>\n<p align=\"justify\">A t\u00e9cnica consiste em quatro etapas:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a01) Centrar\/concentrar \u2013 o terapeuta concentra a sua aten\u00e7\u00e3o e sensibilidade nas m\u00e3os, para utiliz\u00e1-las conscientemente a fim de determinar o diagn\u00f3stico do campo energ\u00e9tico do doente.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0A perda de concentra\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser limitativa para o terapeuta, uma vez que ao interagir com o campo energ\u00e9tico do doente pode perder a sua pr\u00f3pria energia para este, ao inv\u00e9s de servir como um canal aos i\u00f5es que se encontram dispersos no campo ambiental e que devem ser transmitidos ao paciente\/cliente, de modo a manter o seu n\u00edvel energ\u00e9tico \u00edntegro.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0Os efeitos da transmiss\u00e3o energ\u00e9tica num sentido \u00fanico ao inv\u00e9s de um sentido mutuo entre o receptor e o terapeuta podem-se traduzir em sinais e sintomas detectados por este a partir de sua pr\u00f3pria experi\u00eancia profissional, tais como sonol\u00eancia, cefaleias, cansa\u00e7o, dores musculares, queda de cabelos, anemia e descalcifica\u00e7\u00e3o \u00f3ssea (LIONBERGER, 1985; CABICO, 1993; QUINN; STRELKAUSKAS, 1993).<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0A primeira etapa exige, extrema disciplina e auto controle por parte do terapeuta.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a02) Diagn\u00f3stico do campo energ\u00e9tico \u2013 o terapeuta percorre o campo energ\u00e9tico do doente, palpando-o com as m\u00e3os no sentido cr\u00e2nio-caudal.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0O campo energ\u00e9tico normal e harm\u00f3nico \u00e9 liso, e possui um padr\u00e3o \u00fanico sem altera\u00e7\u00f5es de qualquer natureza (transmite calor, densidade e uma certa press\u00e3o exercida pela estrutura at\u00f3mica do corpo humano).<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c0 medida que capta as sensa\u00e7\u00f5es emitidas pelo campo energ\u00e9tico do doente\/paciente, o terapeuta faz o diagn\u00f3stico de altera\u00e7\u00f5es, tais como: deficit energ\u00e9tico (sensa\u00e7\u00e3o de frio, aus\u00eancia de vitalidade e movimento, sensa\u00e7\u00e3o de vazio ou aus\u00eancia de campo energ\u00e9tico \u2013 bloqueio de energia); altera\u00e7\u00f5es de temperatura (calor intenso, frio); enrugamento do campo (sensa\u00e7\u00f5es mistas sobre uma \u00fanica \u00e1rea); outras sensa\u00e7\u00f5es (sensa\u00e7\u00e3o de choques el\u00e9ctricos, sensa\u00e7\u00f5es parest\u00e9sicas).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a03) Tratamento e modula\u00e7\u00e3o do campo energ\u00e9tico \u2013 o tratamento consiste em repadronizar as \u00e1reas de deficit e alter\u00e1-las, atrav\u00e9s do alisamento do campo energ\u00e9tico (movimentos suaves com as m\u00e3os no sentido cr\u00e2nio-caudal), do desbloqueamento (movimentos mais bruscos com as m\u00e3os \u2013 como que afastando duas bordas, no sentido cr\u00e2nio-caudal) e da oposi\u00e7\u00e3o de sensa\u00e7\u00f5es (onde estiver frio, aquecer, por exemplo).<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0Procede-se, ent\u00e3o, ao balanceamento final e estabelecimento do fluxo energ\u00e9tico, nesta etapa o terapeuta tenta deixar o campo energ\u00e9tico do doente com o padr\u00e3o mais homog\u00e9neo poss\u00edvel, como um todo. Os fluxos s\u00e3o realizados com a inten\u00e7\u00e3o de estabelecer um fluxo de energia correcto, ou seja, no sentido cr\u00e2nio-caudal. Direcciona-se energia para a regi\u00e3o das supra-renais do receptor. Geralmente as m\u00e3os do terapeuta aquecem neste procedimento e os doentes referem sentir um calor intenso como se lhes fosse aplicado um saco de \u00e1gua quente.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a04) Avalia\u00e7\u00e3o \u2013 avalia-se todo o campo energ\u00e9tico para comparar o resultado final com os problemas que ir\u00e3o ser detectados numa sess\u00e3o futura. Por vezes, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel repadronizar totalmente o campo energ\u00e9tico do doente de forma a deix\u00e1-lo totalmente desbloqueado e homog\u00e9neo.<\/p>\n<p align=\"justify\">O terapeuta deve conhecer e ter consci\u00eancia das suas limita\u00e7\u00f5es e aguardar pela pr\u00f3xima sess\u00e3o para repadronizar \u00e1reas de dif\u00edcil tratamento (MACRAE, 1987; Krieger, 1996)<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>APLICABILIDADE DO TOQUE TERAP\u00caUTICO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A maioria dos estudos da evid\u00eancia cient\u00edfica do TT relaciona-se com a diminui\u00e7\u00e3o da intensidade da dor. Sendo a dor o principal problema em cuidados paliativos, consideramos importante fazer uma breve abordagem acerca dos mecanismos de transmiss\u00e3o\/al\u00edvio da dor, de forma a relacionar com o que j\u00e1 foi referido at\u00e9 agora e fundamentar a aplicabilidade do TT nesta \u00e1rea.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>MECANISMOS NEUROFISIOL\u00d3GICOS DA DOR<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A dor do doente \u00e9 influenciada por v\u00e1rios factores, que podem aumentar ou diminuir a percep\u00e7\u00e3o que o doente tem da intensidade da dor, condicionar a sua toler\u00e2ncia \u00e0 mesma e produzir um determinado grupo de respostas comportamentais.<\/p>\n<p align=\"justify\">H\u00e1 dor quando as termina\u00e7\u00f5es nervosas (nociceptores) s\u00e3o estimuladas por factores e mecanismos t\u00e9rmicos ou qu\u00edmicos. No entanto o organismo tem mecanismos para diminuir a intensidade de dor produz, um deles \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de endorfina.<\/p>\n<p align=\"justify\">O termo endorfina \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de duas palavras: end\u00f3geno e morfina (morfina end\u00f3gena). O al\u00edvio da dor consiste na liberta\u00e7\u00e3o quer de endorfinas, quer encefalinas (outra substancia semelhante \u00e0 morfina). Estas subst\u00e2ncias encontram-se em grande quantidade no sistema nervoso central, e aliviam a dor pelo mesmo mecanismo da morfina e outros narc\u00f3ticos (Smltzer et al, 1994).<\/p>\n<p align=\"justify\">Na pr\u00e1tica cl\u00ednica, ajudam a explicar porque as pessoas sentem diferentes tipos de dor quando sujeitas aos mesmos est\u00edmulos. Algumas t\u00e9cnicas, como o Toque Terap\u00eautico, podem aliviar pelo menos parcialmente a dor uma vez que levam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de endorfinas.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>APLICA\u00c7\u00c3O DO TOQUE TERAP\u00caUTICO NA PRESTA\u00c7\u00c3O DE CUIDADOS<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O TT pode ser aplicado em todos os problemas de sa\u00fade, no entanto os estudos demonstram uma maior efic\u00e1cia em determinadas situa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Controlo da intensidade de dor;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Controlo de estados de sress e ansiedade;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Contracturas da regi\u00e3o cervical e dorsal;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Altera\u00e7\u00f5es auto-imunes;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Diabetes;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Estados de fadiga extrema;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Les\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es cutaneas;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Forma de promo\u00e7\u00e3o do estado de sa\u00fade;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Procedimentos pr\u00e9 e p\u00f3s cirurgicos;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Reabilita\u00e7\u00e3o fisica;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">S\u00edndrome pr\u00e9-menstrual.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">O TT \u00e9 uma forma de tratamento complementar, acompanha outros procedimentos. Em doentes do foro oncol\u00f3gico, est\u00e1 provado por relato directo dos doentes e por alguns estudos cient\u00edficos, a melhoria a n\u00edvel geral, ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o do TT (Gregory, 2004). No entanto \u00e9 apenas uma evolu\u00e7\u00e3o do seu bem-estar e da sua forma de estar perante a doen\u00e7a e n\u00e3o a cura ou tratamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por exemplo, em doentes com neoplasia da mama, o TT melhora a forma como controlam e suportam a dor, assim como a aceita\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, mas n\u00e3o aumenta a esperan\u00e7a de vida (Goodwin 2001).<\/p>\n<p align=\"justify\">O TT \u00e9 importante em cuidados paliativos, principalmente na gest\u00e3o dos sintomas inerentes a esta \u00e1rea. Segundo relatos de profissionais, ap\u00f3s terem tido sess\u00f5es de TT, os doentes em fases terminais que fazem medica\u00e7\u00e3o para controlo da dor, utilizam doses mais reduzidas de medica\u00e7\u00e3o comparativamente com doentes que n\u00e3o fazem TT.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em doentes que fazem ciclos de quimioterapia, o TT diminui os efeitos secund\u00e1rios como n\u00e1useas, v\u00f3mitos e fadiga. Em doentes que fizeram radioterapia, diminui a gravidade das les\u00f5es habitualmente provocadas por este tratamento (Caudell, 1996).<\/p>\n<p align=\"justify\">O TT parece tamb\u00e9m ajudar a aceita\u00e7\u00e3o e o processo de evolu\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 morte, quer no doente, quer na fam\u00edlia, uma vez que diminui os \u00edndices de ansiedade e medo.<\/p>\n<p align=\"justify\">As formas mais simples de TT, podem ser ensinadas aos familiares do doente terminal, fomentando a proximidade e liga\u00e7\u00e3o entre eles. Mesmo em casos de inconsci\u00eancia pode ser uma forma de causar bem-estar e estabelecer e demonstrar uma liga\u00e7\u00e3o afectiva entre doente-familia (Gregory, 2004).<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com o Instituto Nacional de Sa\u00fade de Washington, com base em cerca de trinta teses de doutoramento, foi atribu\u00eddo ao Toque Terap\u00eautico em 1994 a comprova\u00e7\u00e3o da sua efic\u00e1cia como terapia alternativa. Os longos anos de pesquisa e experi\u00eancia cl\u00ednica demonstraram que o TT:<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Promove o relaxamento;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Diminui a ansiedade;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Altera a percep\u00e7\u00e3o que o doente tem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dor;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Facilita os processos de reestrutura\u00e7\u00e3o naturais do corpo.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A diminui\u00e7\u00e3o da dor pode facilmente ser explicada atrav\u00e9s dos mecanismos de produ\u00e7\u00e3o de endorfinas (provocados pelo TT), que consequentemente leva a diminui\u00e7\u00e3o da ansiedade e ao relaxamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Levantamos no entanto a hip\u00f3tese de o mecanismo diminuidor da dor, ser produto (al\u00e9m dos factores j\u00e1 referidos), tamb\u00e9m, mas n\u00e3o s\u00f3, da presen\u00e7a f\u00edsica do terapeuta ou cuidador. N\u00e3o encontramos literatura que nos permita fundamentar esta hip\u00f3tese, consideramos ser um bom tema para futuros estudos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Verificamos que n\u00e3o existe literatura referente a esta tem\u00e1tica em Portugal. Os livros tem\u00e1ticos s\u00e3o maioritariamente em ingl\u00eas, e alguma da informa\u00e7\u00e3o obtida foi gentilmente cedida por universidades do Canad\u00e1 que contactamos via Internet. Optamos por contactar as universidades do Canad\u00e1, por terem j\u00e1 um longo contacto com esta terapia complementar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Consideramos importante referir que o tema tratado \u00e9 um quanto pol\u00e9mico, uma vez que existem quase em igual n\u00famero estudos que evidenciam a sua efic\u00e1cia e estudos que tentam provar o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os benef\u00edcios que colhemos e referimos no estudo s\u00e3o baseados na sua maioria na observa\u00e7\u00e3o directa, havendo poucos estudos comprovados cientificamente relativamente a este tema. No entanto os in\u00fameros relatos e a fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica deste mecanismo levam-nos a crer nas suas qualidades e benef\u00edcios.<\/p>\n<p align=\"justify\">Consideramos o tema bastante audaz devido \u00e0 pouca informa\u00e7\u00e3o acerca do mesmo, mas pensamos ter feito uma boa colheita de informa\u00e7\u00f5es acerca do mesmo. Foi uma tarefa \u00e1rdua mas gratificante tendo em conta acima de tudo os conhecimentos que adquirimos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Este trabalho poder\u00e1 servir como incentivo para posteriores investiga\u00e7\u00f5es cient\u00edficas nesta \u00e1rea, contribuindo para uma poss\u00edvel aplicabilidade do TT, como alternativa terap\u00eautica tamb\u00e9m em Portugal.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Refer\u00eancias BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">CAUDELL, K. A. &#8211; (1996). Psychoneuroimmunology and innovative behavioural interventions in patients with leukaemia. Oncology Nursing Forum, 23 (1996) 493\u2013502.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">CUGELMAN, A. &#8211; Therapeutic Touch: an extension of professional skills. JCANNT. 8 (1998) 30-32.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">FANSLOW, C. &#8211; Therapeutic touch: compassion awakened for dying persons and their families. In NH-PA ANNUAL CONFERENCE, Wichita, Kansas, 1998.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">GREGORY, Sue; VERDOUW, Julie &#8211; Therapeutic touch: its application for residents in aged care. Australian Nursing Journal.Vol. 12: N.\u00ba 7 (2005).<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Site: <a href=\"http:\/\/www.geocities.com\/jcarvalhas\/curamaos.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> www.geocities.com\/jcarvalhas\/curamaos.htm<\/a> (consultado em 20 de Novembro de 2005).<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\"><a> Site: www.guillo.sites.uol.com.br<\/a> (consultado em 20 de Novembro de 2005).<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<h4 align=\"justify\">Site: <a href=\"http:\/\/www.therapeutictouch.com.au\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> www.therapeutictouch.com.au<\/a> (consultado em 20 de Novembro de 2005).<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">LUNDBERG, G. D. &#8211; Editor&#8217;s note. JAMA. 279 (1998) 1040.<br \/>\nSARNER, L. BARRETT, S. &#8211; <a href=\"http:\/\/www.ama-assn.org\/sci-pubs\/journals\/archive\/jama\/vol_279\/no_13\/joc71352.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> A close look at therapeutic touch<\/a>. JAMA. 279 (1998) 1005-1010.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">SMELTZER, Suzanne C; BARE, Brenda G. &#8211; Brunner\/Suddarth tratado de enfermagem m\u00e9dico-cir\u00fargica. 7\u00aa ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1994.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">TOMEY, Ann Marriner; ALLIGOOD, Martha Raile \u2013 Te\u00f3ricas de enfermagem e a sua obra: modelos e teorias de enfermagem. 5\u00aa ed. Lisboa: Lusoci\u00eancia, 2004.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">TWYCROSS, Robert &#8211; Cuidados paliativos. 2\u00aa ed. Lisboa: Climepsi Editores, 2003.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">WITMER, Rebecca &#8211; As m\u00e3os que curam: a arte do toque terap\u00eautico. arte healing, 1995.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sendo a pele o maior \u00f3rg\u00e3o do ser humano, \u00e9 perfeitamente aceit\u00e1vel utiliza-lo como forma de melhoria de sa\u00fade do indiv\u00edduo.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[399,400,402,398,401],"class_list":["post-701","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nursing","tag-energia","tag-terapia","tag-terapias-complementares","tag-toque","tag-toque-terapeutico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/701","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=701"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/701\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2801,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/701\/revisions\/2801"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=701"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=701"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=701"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}