{"id":684,"date":"2007-09-07T07:29:17","date_gmt":"2007-09-07T07:29:17","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/contributos-para-o-desenvolvimento-da-pratica-de-enfermagem-avancada\/"},"modified":"2021-05-04T10:10:20","modified_gmt":"2021-05-04T10:10:20","slug":"contributos-para-o-desenvolvimento-da-pratica-de-enfermagem-avancada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/contributos-para-o-desenvolvimento-da-pratica-de-enfermagem-avancada\/","title":{"rendered":"Contributos para o desenvolvimento da Pr\u00e1tica de Enfermagem Avan\u00e7ada"},"content":{"rendered":"<p>A investiga\u00e7\u00e3o em enfermagem reveste-se ainda, de enorme complexidade para uma grande parte dos profissionais e estudantes de enfermagem.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em>Nursing n\u00ba 223<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Contributos para o desenvolvimento da Pr\u00e1tica de Enfermagem Avan\u00e7ada &#8211; um olhar atento sobre o Manual de investiga\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias sociais<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">de Quivy &amp; Campenholdt\n<\/p>\n<p align=\"justify\">A investiga\u00e7\u00e3o em enfermagem reveste-se ainda, de enorme complexidade para uma grande parte dos profissionais e estudantes de enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ao elaborarmos a recens\u00e3o cr\u00edtica desta obra procuramos ajudar quem precise de efectuar uma investiga\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias sociais e n\u00e3o tendo experi\u00eancia no campo, encontrar\u00e1 os principais focos de interesse de uma forma sucinta e objectiva, enriquecidos ainda por contributos de outros autores ligados \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, analisando a estrutura geral da obra deparamo-nos com uma organiza\u00e7\u00e3o l\u00f3gica da mesma, iniciando-se pela formula\u00e7\u00e3o de um projecto de investiga\u00e7\u00e3o, o trabalho explorat\u00f3rio, a constru\u00e7\u00e3o de um plano de pesquisa, os crit\u00e9rios para a escolha das t\u00e9cnicas de recolha, tratamento e an\u00e1lise dos dados.<\/p>\n<p align=\"justify\">O seu car\u00e1cter pr\u00e1tico permite-nos de uma forma simples utilizar as recomenda\u00e7\u00f5es que nos s\u00e3o dadas aplicando-as ao nosso trabalho. No entanto os autores ressalvam a import\u00e2ncia de n\u00e3o considerarmos por si s\u00f3 esta obra como um conjunto de receitas, mas sim para a necessidade de reflectirmos, criticarmos e inventarmos uma forma de criar o nosso pr\u00f3prio processo de trabalho.<\/p>\n<p align=\"justify\">Chamam-nos ainda a aten\u00e7\u00e3o para o sentido cr\u00edtico do nosso trabalho \u00e0 medida que esta for progredindo, devendo complementar as reflex\u00f5es descritas nesta obra, com a nossa forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e acompanhamento do \u201ctutor\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Devemos ter presente que a escolha, a elabora\u00e7\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o do processo de trabalho variam com cada investiga\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Os exemplos reais contidos nesta obra s\u00e3o preciosos para quem se inicia na \u201caventura\u201d de investigar, pois servem como pontos de partida que nos apontam caminhos a seguir ou a deixar para tr\u00e1s.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os autores alertam-nos para problemas de m\u00e9todo a evitar nomeadamente: a procura de in\u00famera bibliografia a que chamam de gula livresca, \u201cque nos pode fazer afogar em sobre-informa\u00e7\u00e3o\u201d (CARMO 1998:45). Assim, orientam-nos para a reflex\u00e3o do que se procura saber e a forma de o conseguir, isto \u00e9, tomarmos o caminho mais curto e mais simples para obtermos melhores resultados; a passagem \u00e0s hip\u00f3teses salientando a import\u00e2ncia de n\u00e3o saltar etapas e definir em primeiro lugar o projecto de trabalho que se quer desenvolver; a \u00eanfase que obscurece recorrendo a express\u00f5es pomposas e inintelig\u00edveis que n\u00e3o traduzem simplicidade, clareza, autenticidade e sentidos das propor\u00e7\u00f5es que devem estar presentes no nosso trabalho. Tamb\u00e9m neste sentido CARMO (1998:45) refere-nos que \u201cquem considera que quanto mais herm\u00e9tico for o discurso mais cient\u00edfico ser\u00e1, revela, sob a capa de pretensa erudi\u00e7\u00e3o, uma defici\u00eancia de capacidade comunicativa decorrente de frequente imaturidade cognitiva e afectiva\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">O facto dos autores deixarem bem explicito que este livro \u00e9 apresentado como um manual de forma\u00e7\u00e3o, obriga-nos a olhar para as diferentes etapas inseridas no seu contexto global de forma a permitir um progress\u00e3o na aprendizagem, tendo em conta qualidades como a autenticidade, curiosidade e rigor metodol\u00f3gico.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim encontraremos os princ\u00edpios de procedimento cient\u00edfico em ci\u00eancias sociais sob a forma de sete etapas a percorrer que est\u00e3o em perfeita interac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para come\u00e7ar um trabalho de investiga\u00e7\u00e3o deve o investigador enunciar o seu projecto sob a forma de pergunta partida, que ser\u00e1 o fio condutor de todo o trabalho, permitindo prosseguir com uma estrutura coerente e clara. \u00c9 no fundo \u201ca preocupa\u00e7\u00e3o, a irrita\u00e7\u00e3o, o mal-estar, sentido pelo investigador, em rela\u00e7\u00e3o a um dom\u00ednio de investiga\u00e7\u00e3o em particular\u201d (FORTIN 1999:63).<\/p>\n<p align=\"justify\">A pergunta de partida deve ter em conta as qualidades de clareza, exequibilidade e de pertin\u00eancia. Deve ser portanto precisa, concisa, inequ\u00edvoca, realista, visando um melhor conhecimento dos fen\u00f3menos estudados e n\u00e3o apenas a sua descri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">A sua correcta formula\u00e7\u00e3o ajudar-nos-\u00e1 a progredir nas nossas leituras e nas entrevistas explorat\u00f3rias evitando a dispers\u00e3o das nossas reflex\u00f5es. Como resposta \u00e0 pergunta de partida surgem as hip\u00f3teses de trabalho que constituem os eixos centrais de uma investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Seguindo a pergunta de partida \u00e9 fundamental procurar informa\u00e7\u00e3o de qualidade e explorar o terreno. Surge assim a explora\u00e7\u00e3o etapa que comporta as opera\u00e7\u00f5es de leitura, as entrevistas explorat\u00f3rias e alguns m\u00e9todos de explora\u00e7\u00e3o complementares. Enquanto que a leitura visa assegurar a qualidade da problematiza\u00e7\u00e3o, as entrevistas e m\u00e9todos complementares ajudam o investigador a ter um contacto com a realidade vivida pelos actores sociais.<\/p>\n<p align=\"justify\">O investigador deve come\u00e7ar pela pergunta de partida seleccionando cuidadosamente um pequeno n\u00famero de leituras e organizando-se para retirar delas o m\u00e1ximo proveito. Estas leituras n\u00e3o se devem limitar a apresentar dados, mas a incluir elementos de an\u00e1lise e de interpreta\u00e7\u00e3o que estimule a reflex\u00e3o critica e a imagina\u00e7\u00e3o do investigador. Assim, devem \u201cindicar as coer\u00eancias e contradi\u00e7\u00f5es na literatura, al\u00e9m de oferecerem explica\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para as incoer\u00eancias\u201d (POLIT 1995:58). \u00c9 importante estipular intervalos regulares consagrados para troca de impress\u00f5es com colegas e conselhos com especialistas que conhe\u00e7am bem o campo de pesquisa. Reunida a informa\u00e7\u00e3o, o investigador deve ser capaz de fazer surgir ideias, de as compreender em profundidade e de as articular entre si de forma coerente. Para que aconte\u00e7a \u00e9 importante adoptar m\u00e9todos de leitura: grelhas de leitura adequadas aos objectivos pretendidos, que permitam confrontar textos, analisar as suas converg\u00eancias, diverg\u00eancias e complementaridades, os recursos que permitem destacar as suas principais ideias e articula\u00e7\u00f5es de modo a fazer surgir a unidade de pensamento do autor.<\/p>\n<p align=\"justify\">As entrevistas explorat\u00f3rias n\u00e3o procuram verificar hip\u00f3teses nem recolher ou analisar dados espec\u00edficos mas t\u00eam como principal fun\u00e7\u00e3o revelar determinados aspectos do fen\u00f3meno estudado em que o investigador n\u00e3o teria espontaneamente pensado por si mesmo e assim, completar as pistas de trabalho sugeridas pelas leituras.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os m\u00e9todos explorat\u00f3rios complementares dizem respeito \u00e0 coexist\u00eancia de entrevistas, observa\u00e7\u00f5es e consultas de documentos diversos durante o trabalho explorat\u00f3rio e aos di\u00e1rios de campo.<\/p>\n<p align=\"justify\">A abordagem te\u00f3rica que decidimos adoptar para tratarmos o problema formulado pela pergunta de partida constitui a problem\u00e1tica, etapa charneira da investiga\u00e7\u00e3o, entre a ruptura e a constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">A problem\u00e1tica realiza-se frequentemente em dois momentos distintos: o primeiro consiste em explorar as leituras e entrevistas fazendo um balan\u00e7o das diferentes problem\u00e1ticas poss\u00edveis, elucidando os seus pressupostos, comparando-os e reflectindo nas suas implica\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas; o segundo momento permite-nos escolher e construir a nossa problem\u00e1tica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Construir a problem\u00e1tica equivale a formular os principais pontos de refer\u00eancia te\u00f3ricos da investiga\u00e7\u00e3o: a pergunta que estrutura finalmente o trabalho, os conceitos fundamentais e as ideias gerais que inspirar\u00e3o a an\u00e1lise.<\/p>\n<p align=\"justify\">O prolongamento natural da problem\u00e1tica \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o do modelo de an\u00e1lise. A sua elabora\u00e7\u00e3o permite a liga\u00e7\u00e3o entre a problem\u00e1tica fixada pelo investigador e o seu trabalho de elucida\u00e7\u00e3o sobre um campo de an\u00e1lise for\u00e7osamente restrito e preciso. Deste modo, \u00e9 composto por conceitos e hip\u00f3teses estritamente articuladas entre si para, em conjunto, formarem um quadro de an\u00e1lise coerente.<\/p>\n<p align=\"justify\">A constru\u00e7\u00e3o dos conceitos \u00e9 abstracta e visa dar conta do real retendo apenas os aspectos que exprimem o essencial do ponto de vista do investigador.<\/p>\n<p align=\"justify\">Este processo de constru\u00e7\u00e3o\/selec\u00e7\u00e3o dos conceitos conduz-nos \u00e0 defini\u00e7\u00e3o das dimens\u00f5es que os constituem e dos indicadores que permitem a sua media\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma hip\u00f3tese \u00e9 uma proposi\u00e7\u00e3o que prev\u00ea uma rela\u00e7\u00e3o entre os dois termos que segundo os casos podem ser conceitos ou fen\u00f3menos. Segundo FORTIN (1999:109), a hip\u00f3tese \u00e9 um enunciado formal (escrito no presente) das rela\u00e7\u00f5es previstas entre duas ou v\u00e1rias vari\u00e1veis. Assim, esta etapa constitui uma resposta provis\u00f3ria \u00e0 pergunta de partida. A hip\u00f3tese deve ser refut\u00e1vel, para poder ser confrontada numa etapa posterior da investiga\u00e7\u00e3o com dados da observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">A observa\u00e7\u00e3o engloba o conjunto das opera\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s das quais o modelo de an\u00e1lise \u00e9 submetido ao teste dos factos e confrontado com dados observ\u00e1veis. Assim \u00e9 o \u201cprocesso de observa\u00e7\u00e3o, de medida e de consigna\u00e7\u00e3o de dados, visando recolher informa\u00e7\u00e3o sobre certas vari\u00e1veis junto dos sujeitos que participam numa investiga\u00e7\u00e3o\u201d (FORTIN 1999:365). \u00c9 uma etapa interm\u00e9dia entre a constru\u00e7\u00e3o dos conceitos e das hip\u00f3teses, por um lado e o exame dos dados utilizados para as testar, por outro.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 necess\u00e1rio responder a tr\u00eas perguntas para conduzir a bom porto o trabalho de observa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>Observar o qu\u00ea \u2013 os dados que s\u00e3o definidos pelos indicadores resultantes da elabora\u00e7\u00e3o de um modelo de an\u00e1lise t\u00e3o claro, preciso e explicito quanto poss\u00edvel.<\/li>\n<li>Observar em quem \u2013 \u00e9 preciso circunscrever o campo das an\u00e1lises impiricas no espa\u00e7o geogr\u00e1fico e social, bem como no tempo. Dependendo do caso, o investigador poder\u00e1 estudar o conjunto da popula\u00e7\u00e3o considerada ou apenas uma amostra representativa dessa popula\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Observar como \u2013 os instrumentos da observa\u00e7\u00e3o e recolha dos dados propriamente dita. Esta fase consiste na constru\u00e7\u00e3o do instrumento capaz de recolher ou de produzir a informa\u00e7\u00e3o prescrita pelos indicadores. A observa\u00e7\u00e3o \u00e9 composta por tr\u00eas opera\u00e7\u00f5es: conceber o instrumento de observa\u00e7\u00e3o; testar o instrumento de observa\u00e7\u00e3o e a recolha de dados.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">A an\u00e1lise das informa\u00e7\u00f5es surge como a etapa em que \u00e9 testada a informa\u00e7\u00e3o obtida atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o para a apresentar de forma a poder comparar os resultados observados com os esperados a partir da hip\u00f3tese.<\/p>\n<p align=\"justify\">A an\u00e1lise de informa\u00e7\u00e3o compreende m\u00faltiplas opera\u00e7\u00f5es. H\u00e1 no entanto um conjunto de tr\u00eas que s\u00e3o obrigat\u00f3rias, a descri\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o dos dados necess\u00e1rios para testar a hip\u00f3tese e a compara\u00e7\u00e3o dos resultados esperados, com os observados. As duas primeiras agregadas ou n\u00e3o, procuram exprimir um dos conceitos, medindo as rela\u00e7\u00f5es entre as vari\u00e1veis em conformidade com a forma como essas rela\u00e7\u00f5es foram previstas pelas hip\u00f3teses. A terceira opera\u00e7\u00e3o procura comparar as rela\u00e7\u00f5es observadas com as rela\u00e7\u00f5es teoricamente esperadas a partir da hip\u00f3tese e em medir a diferen\u00e7a entre as duas. Em fun\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as obtidas deve o investigador validar as hip\u00f3teses ou reequaciona-las, \u201cpermitindo, desta forma o estabelecimento de rela\u00e7\u00f5es entre os resultados obtidos e as hip\u00f3tese formuladas\u201d (FORTIN 1999:330).<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 feita uma revis\u00e3o dos principais m\u00e9todos de an\u00e1lise de informa\u00e7\u00e3o, salientando os autores para a forte rela\u00e7\u00e3o entre os m\u00e9todos de recolha de informa\u00e7\u00e3o e os que s\u00e3o utilizados posteriormente no tratamento da mesma.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os principais m\u00e9todos de an\u00e1lise da informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o a an\u00e1lise estat\u00edstica dos dados e a an\u00e1lise de conte\u00fado. A field research constitui um exemplo de aplica\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea de diferentes m\u00e9todos de observa\u00e7\u00e3o e de an\u00e1lise das informa\u00e7\u00f5es, aplicados n\u00e3o de uma forma r\u00edgida, procurando reflectir no impacto do seu papel no andamento da investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">As conclus\u00f5es de um trabalho devem espelhar as informa\u00e7\u00f5es mais importantes da investiga\u00e7\u00e3o, permitindo ao leitor ficar com uma ideia do interesse que a investiga\u00e7\u00e3o tem para si. Assim, deve compreender uma retrospectiva das grandes linhas do procedimento que foi seguido, a apresenta\u00e7\u00e3o pormenorizada dos contributos para o conhecimento originado pelo trabalho e por \u00faltimo as considera\u00e7\u00f5es de ordem pr\u00e1tica. Assim, \u00e9 de extrema import\u00e2ncia que \u201ccontenha um medita\u00e7\u00e3o sobre esse valor acrescentado, permitindo evidenciar as consequ\u00eancias, nos planos pr\u00e1ticos, te\u00f3ricos ou metodol\u00f3gicos, do trabalho desenvolvido. Tal reflex\u00e3o constitui uma pe\u00e7a fundamental deste documento, uma vez que aponta pistas tanto para futuras investiga\u00e7\u00f5es como para a defini\u00e7\u00e3o de politicas e decis\u00f5es\u201d (CARMO 1998:160).<\/p>\n<p align=\"justify\">Na nossa opini\u00e3o os autores utilizando uma linguagem objectiva e clara conseguiram transmitir de forma eficaz as ideias a que se propuseram no in\u00edcio da obra.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ao darem exemplos reais apontaram-nos caminhos para clarificar d\u00favidas. Assim a componente te\u00f3rica descrita neste livro torna-se clara e com a aplica\u00e7\u00e3o no terreno, facilitando toda a sua compreens\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">De forma organizada conduziram-nos pelas diferentes etapas de desenvolvimento do processo, denotando preocupa\u00e7\u00e3o em realizar um trabalho de aplica\u00e7\u00e3o no final de cada etapa. O facto dos autores darem continuidade do mesmo exemplo nas diferentes etapas permite-nos uma maior compreens\u00e3o de todo o processo de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Acima de tudo os autores procuram agu\u00e7ar nos leitores o esp\u00edrito cr\u00edtico, reflexivo de autonomia e simplicidade sugerindo eles pr\u00f3prios outros autores para complementar os conhecimentos adquiridos nesta incurs\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pensamos assim, que a sua leitura ser\u00e1 de extrema utilidade para todos os que desejam empreender uma investiga\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias sociais.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Bibliografia<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">CARMO, Hermano; FERREIRA, Manuela Malheiro (1998), Metodologia da Investiga\u00e7\u00e3o- Guia para a auto-aprendizagem, Lisboa, Universidade Aberta, ISBN: 972-674-231-5, p353.<\/p>\n<p align=\"justify\">FORTIN, Marie Fabienne (1999), O processo de investiga\u00e7\u00e3o- Da concep\u00e7\u00e3o \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o, Loures, Lusoci\u00eancia- Edi\u00e7\u00f5es T\u00e9cnicas e Cient\u00edficas L<sup>da<\/sup>, ISBN: 972-8383-10-X, p388.<\/p>\n<p align=\"justify\">POLIT, Denise; HUNGLER, Bernadette (1995), Fundamentos de Pesquisa em Enfermagem, Porto Alegre, Artes M\u00e9dicas, 3\u00aa ed, p391.<\/p>\n<p align=\"justify\">QUIVY, Raymond; CAMPENHOLDT, Luc Van (2003), Manual de Investiga\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais- Trajectos, Lisboa, Gradiva- Publica\u00e7\u00f5es L<sup>da<\/sup>, 3\u00aaed, Dep\u00f3sito legal n\u00ba 202118\/2003, p282.<\/p>\n<p align=\"right\"><strong>Autores:\u00a0<\/strong><\/p>\n<p align=\"right\">Isabel Mercedes Mendes Nunes Fonseca<\/p>\n<p align=\"right\">C\u00e9sar Jo\u00e3o Vicente da Fonseca<\/p>\n<p style=\"margin-top: 3; margin-bottom: 3;\" align=\"right\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A investiga\u00e7\u00e3o em enfermagem reveste-se ainda, de enorme complexidade para uma grande parte dos profissionais e estudantes de enfermagem.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[381,378,379,85,293,116,380],"class_list":["post-684","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nursing","tag-construcao","tag-contributos","tag-desenvolvimento","tag-enfermagem","tag-investigacao","tag-pratica","tag-processo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/684","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=684"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/684\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2803,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/684\/revisions\/2803"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=684"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=684"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=684"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}