{"id":654,"date":"2007-07-01T07:32:23","date_gmt":"2007-07-01T07:32:23","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/ii-jornadas-de-emergencia-na-rodagem-do-trauma\/"},"modified":"2021-05-04T09:10:43","modified_gmt":"2021-05-04T09:10:43","slug":"ii-jornadas-de-emergencia-na-rodagem-do-trauma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/ii-jornadas-de-emergencia-na-rodagem-do-trauma\/","title":{"rendered":"II Jornadas de Emerg\u00eancia &#8220;Na Rodagem do Trauma&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Uma vez ocorrido o acidente h\u00e1 que intervir rapidamente e com efici\u00eancia mas, muitas vezes, as v\u00edtimas encontram-se encarceradas, ou seja, est\u00e3o confinadas a um espa\u00e7o do qual n\u00e3o conseguem sair pelos seus pr\u00f3prios meios, devido a les\u00f5es ou por estar presa pelos materiais envolventes.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<table border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"117\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-633\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/06\/team1.jpg\" alt=\"\" width=\"185\" height=\"300\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td valign=\"bottom\" width=\"193\">\n<p align=\"right\">Enf.\u00aa C\u00e1tia Duarte<\/p>\n<p align=\"right\">\n<p align=\"right\">Enf.\u00aa Teresa Pais<\/p>\n<p align=\"right\">\n<p align=\"right\">Enf. Joel Monteiro<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Pelo 2\u00ba ano consecutivo, decorreram nos dias 15 e 16 de Junho de 2007 as II Jornadas de Emerg\u00eancia &#8220;Na Rodagem do Trauma&#8221;, integradas no \u00a02\u00ba Curso de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Urg\u00eancia e Emerg\u00eancia da Escola Superior de Sa\u00fade de Viseu.<\/p>\n<p align=\"justify\">O traumatismo \u00e9 a causa de morte mais frequente em pessoas com menos de 40 anos, estando em quarto lugar nas principais causas de morte de pessoas de todos os grupos et\u00e1rios<sup>1<\/sup>. Os acidentes s\u00e3o a causa subjacente aos traumatismos, e estes ocorrem porque o sistema \u201cHomem, objecto e meio ambiente\u201d \u00e9 afectado, perdendo o seu equil\u00edbrio.<\/p>\n<p align=\"justify\">Como o Dr. Jorge Pereira (Assistente hospitalar \u2013 servi\u00e7o de Cirurgia I do Hospital S. Teot\u00f3nio de Viseu) referiu na sua palestra referente \u00e0 \u201cBiomec\u00e2nica do trauma\u201d, poder-se-\u00e1 afirmar que trauma \u00e9 sin\u00f3nimo de trauma\/acidente rodovi\u00e1rio (uma vez que correspondem \u00e0 maior percentagem de mortos, admiss\u00f5es no servi\u00e7os de urg\u00eancia e acidentes totais do que qualquer outro tipo de acidente em Portugal), de doen\u00e7a e de les\u00e3o traum\u00e1tica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo a DGV, as consequ\u00eancias dos acidentes de via\u00e7\u00e3o ocorridos em Portugal t\u00eam mantido um alto \u00edndice de gravidade. Desde o in\u00edcio do ano, j\u00e1 morreram nas estradas de Portugal Continental 363 pessoas, mais tr\u00eas do que no mesmo per\u00edodo do ano passado. J\u00e1 no caso dos feridos graves, regista-se uma redu\u00e7\u00e3o de 1551 ocorridos em 2006 para 1326 este ano<sup>2<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">A biomec\u00e2nica \u00e9 o estudo dos efeitos da interac\u00e7\u00e3o entre a for\u00e7a e o corpo ou sistema, resultante da aplica\u00e7\u00e3o de for\u00e7as mec\u00e2nicas a organismos vivos, envolvendo as for\u00e7as origin\u00e1rias de dentro e fora do corpo<sup>3<\/sup>. Para al\u00e9m da biomec\u00e2nica existem outras ci\u00eancias que permitem estudar o mecanismo do trauma, tais como a cinem\u00e1tica. A cinem\u00e1tica \u00e9 o processo pelo qual se observa um acidente e se conclui quais as les\u00f5es pass\u00edveis de ocorrerem, face \u00e0s for\u00e7as e ao movimento envolvidos<sup>4<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Dado que, tanto a biomec\u00e2nica como a cinem\u00e1tica, assentam na F\u00edsica, \u00e9 necess\u00e1rio entender algumas leis: a 1\u00aa lei de Newton explica que um corpo que esteja em movimento ou em repouso, tende a manter o seu estado inicial, a menos que seja sujeito a uma for\u00e7a exterior e a lei da conserva\u00e7\u00e3o da energia diz que &#8220;Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma&#8221; (<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Lavoisier\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lavoisier<\/a>). O movimento de um ve\u00edculo \u00e9 uma forma de energia, por isso quando o movimento tem in\u00edcio ou \u00e9 interrompido a energia \u00e9 transformada, podendo assumir a forma de energia mec\u00e2nica, t\u00e9rmica, el\u00e9ctrica ou qu\u00edmica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Antes da colis\u00e3o, veiculo e ocupante deslocam-se \u00e0 mesma velocidade, e no momento da mesma ambos desaceleram para uma velocidade zero, mas a velocidades diferentes<sup>2<\/sup>. As for\u00e7as de desacelera\u00e7\u00e3o s\u00e3o transferidas para o corpo em tr\u00eas momentos diferentes, o primeiro verifica-se quando o autom\u00f3vel embate em outro objecto e para, mas o ocupante continua a deslocar-se para a frente at\u00e9 que, num segundo momento o ocupante esbarra contra qualquer estrutura do veiculo<sup>4<\/sup>. Ap\u00f3s a paragem do corpo, os \u00f3rg\u00e3os internos continuam a deslocar-se at\u00e9 embaterem em outra estrutura interna do corpo (ex.: parede abdominal, caixa tor\u00e1cica, etc.)<sup> 4<\/sup>. Cada um dos impactos provoca les\u00f5es diferentes, sendo que a gravidade das les\u00f5es dependem directamente da velocidade de desacelera\u00e7\u00e3o do corpo. O cinto de seguran\u00e7a e o airbag permitem uma desacelera\u00e7\u00e3o mais lenta do corpo, bem como evitam a projec\u00e7\u00e3o contra estruturas interiores ou para o exterior do ve\u00edculo, diminuindo a gravidade das les\u00f5es <sup>4<\/sup>. Contudo, eles pr\u00f3prios provocam les\u00f5es caracter\u00edsticas (abras\u00f5es, traumatismo facial, traumatismos tor\u00e1cicos, etc.)<sup> 4<\/sup>. Desta forma pode-se concluir que, e tal como o Dr. Jorge Pereira afirmou, a velocidade \u00e9 um factor consider\u00e1vel na les\u00e3o e o tempo um factor preponderante para a redu\u00e7\u00e3o da les\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tamb\u00e9m \u00e9 importante referir os acidentes de via\u00e7\u00e3o que envolvam motociclos. Nestes casos, s\u00e3o mais frequentes as les\u00f5es da cabe\u00e7a, pesco\u00e7o e membros, devido \u00e0 falta de protec\u00e7\u00e3o dada pelo habit\u00e1culo <sup>4<\/sup>. S\u00e3o tamb\u00e9m comuns as les\u00f5es por abras\u00e3o de asfalto, escoria\u00e7\u00f5es, esmagamento dos membros inferiores, devido ao abandono do motociclo antes do momento do embate (manobra utilizada pelos motociclistas mais experientes, quando o acidente \u00e9 pass\u00edvel de ser previsto) <sup>4<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Directamente relacionado com os acidentes de via\u00e7\u00e3o temos os atropelamentos, sendo que as les\u00f5es que da\u00ed adv\u00eam se podem prever, de acordo com as caracter\u00edsticas anat\u00f3micas da v\u00edtima <sup>4<\/sup>. Por exemplo, a crian\u00e7a sofre les\u00f5es diferentes das do adulto devido \u00e0 diferen\u00e7a de tamanho e de orienta\u00e7\u00e3o relativamente ao ve\u00edculo. Nas crian\u00e7as as les\u00f5es mais frequentes s\u00e3o no t\u00f3rax, na cabe\u00e7a e no f\u00e9mur, enquanto que no adulto s\u00e3o les\u00f5es m\u00fasculo-esquel\u00e9ticas da perna, p\u00e9lvis e les\u00f5es significativas do abd\u00f3men, t\u00f3rax e cabe\u00e7a. Isto acontece porque a crian\u00e7a tende a ficar est\u00e1vel e de frente para o ve\u00edculo, enquanto que o adulto tenta proteger-se do mesmo, posicionando-se de lado, para al\u00e9m dos diversos locais de impacto relacionado com as diferen\u00e7as de altura.<\/p>\n<p align=\"justify\">O prelector enunciou ainda a Matrix de Haddon (famoso m\u00e9dico de sa\u00fade p\u00fablica que em 1968, desenvolveu uma matriz de categorias para assistir pesquisadores que tentam a sistematicamente a preven\u00e7\u00e3o de dano), um guia para a preven\u00e7\u00e3o de acidentes, que relaciona o momento de Pr\u00e9-choque, Choque, e de P\u00f3s-choque com o Ser Humano, o Ve\u00edculo, e factores ambientais e Sociais. Tendo em conta a mesma, poder-se-\u00e1 afirmar que a preven\u00e7\u00e3o acenta em quatro E\u2019s: Education (educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade, preven\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria\u2026), Enforcement (policiamento\u2026), Engenering (carros mais seguros\u2026) e Economics.<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma vez ocorrido o acidente h\u00e1 que intervir rapidamente e com efici\u00eancia mas, muitas vezes, as v\u00edtimas encontram-se encarceradas, ou seja, est\u00e3o confinadas a um espa\u00e7o do qual n\u00e3o conseguem sair pelos seus pr\u00f3prios meios, devido a les\u00f5es ou por estar presa pelos materiais envolventes <sup>5<\/sup>. Nesse caso o recurso \u00e0s equipas de desencarceramento \u00e9 essencial. Para nos elucidar acerca desta tem\u00e1tica tiveram lugar as prelec\u00e7\u00f5es do Enf. Ant\u00f3nio Costa (Enfermeiro do Servi\u00e7o de Urg\u00eancia e da VMER do Centro Hospitalar de Coimbra) e do Chefe Nuno Pereira (Chefe da Corpora\u00e7\u00e3o de Bombeiros Volunt\u00e1rios de Tondela).<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cO desencarceramento consiste na extrac\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas encarceradas, retirando-as nas mesmas condi\u00e7\u00f5es ou em condi\u00e7\u00f5es mais est\u00e1veis do que aquelas que se encontravam quando as ac\u00e7\u00f5es de socorro tiveram in\u00edcio\u201d <sup>5<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">O chefe do primeiro carro a chegar ao local do acidente assume as fun\u00e7\u00f5es de comandante das opera\u00e7\u00f5es de socorro. O m\u00e9todo de abordagem \u00e0 v\u00edtima que, actualmente, \u00e9 utilizado \u00e9 o m\u00e9todo SAVER (Systematic Approach to Victim Entrapment Rescue). O m\u00e9todo SAVER consiste na abordagem sistematizada e integrada das v\u00edtimas encarceradas e possui as seguintes fases: reconhecimento, estabiliza\u00e7\u00e3o, abertura de acessos, cuidados pr\u00e9-hospitalares, cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os, extrac\u00e7\u00e3o da v\u00edtima e avalia\u00e7\u00e3o\/treino. As equipas s\u00e3o formadas por seis elementos com fun\u00e7\u00f5es predeterminadas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ent\u00e3o, ap\u00f3s o reconhecimento, \u00e9 necess\u00e1rio fazer a estabiliza\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo e\/ou objectos inst\u00e1veis que ofere\u00e7am perigo durante as opera\u00e7\u00f5es de socorro. O socorrista deve fazer a abordagem \u00e1 vitima o mais precocemente poss\u00edvel (logo ap\u00f3s o reconhecimento) e, se n\u00e3o for poss\u00edvel o contacto f\u00edsico, estabelecer um contacto visual (se a vitima estiver consciente tentar falar com ela). Ap\u00f3s a estabiliza\u00e7\u00e3o inicia-se a abertura de acessos para a entrada do socorrista. De seguida e, em simult\u00e2neo, iniciam-se os cuidados pr\u00e9-hospitalares e a cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o suficiente para prestar os cuidados pr\u00e9-hospitalares \u00e0 v\u00edtima e facilitar a sua posterior remo\u00e7\u00e3o. As fun\u00e7\u00f5es da equipa de desencarceramento desenvolvem-se em fun\u00e7\u00e3o das indica\u00e7\u00f5es da equipa de pr\u00e9-hospitalar. As op\u00e7\u00f5es de extrac\u00e7\u00e3o dependem de v\u00e1rios indicadores (condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas da v\u00edtima, perigo para a equipa de socorro e\/ou v\u00edtima), podendo esta ser executada de uma forma controlada ou imediata (\u00faltima op\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 necess\u00e1rio n\u00e3o esquecer de estabelecer uma precoce organiza\u00e7\u00e3o do teatro de opera\u00e7\u00f5es, assim, deve ser estabelecida uma zona de trabalho interior e exterior. A zona de trabalho interior \u00e9 limitada por uma linha imagin\u00e1ria de 5 metros em redor do acidente e a esta zona s\u00f3 t\u00eam acesso a equipa de desencarceramento e de pr\u00e9-hospitalar. Todos os destro\u00e7os dever\u00e3o ser removidos desta \u00e1rea para manter a zona limpa e s\u00f3 dever\u00e3o permanecer nessa zona os elementos que est\u00e3o a executar tarefas e os materiais que est\u00e3o a ser utilizados. Na zona de trabalho exterior, delimitada com cerca de 10 metros em redor do acidente (sinalizada no seu limite exterior com fita de balizamento), devem estar estabelecidos quatro locais: dep\u00f3sito de destro\u00e7os, equipamento de desencarceramento, equipamento pr\u00e9-hospitalar e equipamento complementar. Os restantes elementos (for\u00e7as de seguran\u00e7a, equipas de socorro suplementares, comunica\u00e7\u00e3o social\u2026) dever\u00e3o manter-se fora desta zona.<\/p>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o esquecer ainda que, o primeiro carro de desencarceramento deve proceder ao estacionamento defensivo a cerca de 15 metros antes do acidente e de forma a proteger a equipa de socorro. Ap\u00f3s o isolamento da \u00e1rea do acidente, pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a, os ve\u00edculos de socorro dever\u00e3o estacionar, no m\u00ednimo, 10 metros depois do acidente, para uma r\u00e1pida evacua\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma v\u00edtima de trauma (emergente), ap\u00f3s estabilizada no local do acidente, deve ser transportada para a unidade hospitalar mais pr\u00f3xima, com aviso pr\u00e9vio da mesma da situa\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, onde ser\u00e1 encaminhada para uma sala de Emerg\u00eancia\/Reanima\u00e7\u00e3o\/Trauma. A Enf.\u00aa Rosa Nascimento (Especialista em M\u00e9dico-Cir\u00fargica da UCIP do Hospital Geral de Santo Ant\u00f3nio do Porto e membro do GAIF), a Enf.\u00aa Patr\u00edcia Gaspar (Respons\u00e1vel pela sala de Emerg\u00eancia do Hospital S\u00e3o Jo\u00e3o do Porto) e a Enf.\u00aa Ang\u00e9lica Silva (Servi\u00e7o de Urg\u00eancia do Hospital de S\u00e3o Jo\u00e3o do Porto) e vieram partilhar a sua realidade relativamente \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o das Salas de Emerg\u00eancia\/Reanima\u00e7\u00e3o\/Trauma, uma vez que a organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento destas salas est\u00e3o regulamentados e adaptados \u00e0 realidade de cada hospital. Assim, apenas se dever\u00e1 real\u00e7ar que, para todas as salas, dever\u00e3o ser elaborados protocolos de actua\u00e7\u00e3o, registos simples e mensur\u00e1veis e haver um respons\u00e1vel nomeado. Recomenda-se a elabora\u00e7\u00e3o de equipas fixas e diferenciadas e a forma\u00e7\u00e3o dos profissionais em SAV (Suporte Avan\u00e7ado de Vida), ATLS (Advanced Trauma Life Suport) e FCCS (Fundamental Critical Care Support). Estas salas devem estar equipadas com equipamentos de: ressuscita\u00e7\u00e3o (com f\u00e1cil acesso), imobiliza\u00e7\u00e3o, execu\u00e7\u00e3o de prioridades terap\u00eauticas e de execu\u00e7\u00e3o de prioridades imediatas de diagn\u00f3stico (radiografia convencional e ultrasonografia).<\/p>\n<p align=\"justify\">Todo o processo de ressuscita\u00e7\u00e3o\/estabiliza\u00e7\u00e3o da v\u00edtima deve ser r\u00e1pido e eficaz e, cada elemento da equipa deve saber a sua fun\u00e7\u00e3o e execut\u00e1-la, de modo a todo este processo decorrer de uma forma organizada.<\/p>\n<p align=\"justify\">A localiza\u00e7\u00e3o da sala de emerg\u00eancia, tamb\u00e9m, \u00e9 muito importante, esta deve ser facilmente acess\u00edvel com portas largas e ter f\u00e1cil acesso ao bloco operat\u00f3rio, unidade de cuidados intensivos, exames complementares de diagn\u00f3stico, entre outros.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para colmatar o que j\u00e1 aqui foi referido, apenas mencionamos o m\u00e9todo de organiza\u00e7\u00e3o das salas de Emerg\u00eancia do Hospital Magen David Adom de Israel \u2013 m\u00e9todo KISS: Keep It Simple and Stupid\/cheap, referido pela Enf.\u00aa Ang\u00e9lica, que a nosso ver deveria ser reaproveitado e utilizado no nosso pa\u00eds, uma vez que esta filosofia baseia-se em simplificar os procedimentos\/protocolos e acesso ao material, bem como a sua reutiliza\u00e7\u00e3o, o que permite rentabilizar tempo, recursos humanos e recursos econ\u00f3micos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Muitas vezes, um doente cr\u00edtico, v\u00edtima de trauma ou n\u00e3o, necessita de cuidados mais diferenciados e necessita de ser transferido para uma unidade com mais recursos (recursos t\u00e9cnicos e\/ou humanos). Para esclarecer a tem\u00e1tica \u201ca organiza\u00e7\u00e3o do transporte do doente traumatizado\/cr\u00edtico\u201d, tiveram lugar as prelec\u00e7\u00f5es dos enfermeiros Rosa Lebre, Eduarda Santos e Teresa Domingos (Enfermeiras da UCIP do Hospital Pedi\u00e1trico de Coimbra), Ana Morais (Enf.\u00aa do Servi\u00e7o de Urg\u00eancia e VMER do Centro Hospitalar de Coimbra) e Ant\u00f3nio Carvalho (Enfermeiro-Chefe do Servi\u00e7o de Urg\u00eancia do Centro Hospitalar de Coimbra e Enf. Coordenador do Servi\u00e7o de Helitransporte do INEM de Santa Comba D\u00e3o).<\/p>\n<p align=\"justify\">Um doente cr\u00edtico \u00e9 \u201caquele que, por disfun\u00e7\u00e3o ou fal\u00eancia profunda de um ou mais \u00f3rg\u00e3os ou sistemas, a sua sobreviv\u00eancia depende de meios avan\u00e7ados de monitoriza\u00e7\u00e3o e terap\u00eautica\u201d <sup>6<\/sup>. O transporte de doente cr\u00edtico processa-se nas seguintes fases: decis\u00e3o, planeamento e efectiva\u00e7\u00e3o <sup>6<\/sup>. A decis\u00e3o \u00e9 um acto m\u00e9dico, por isso \u00e9 da responsabilidade do m\u00e9dico assistente mas, tamb\u00e9m, do chefe de equipa e do director do servi\u00e7o <sup>6<\/sup>. Na fase de planeamento, responsabilidade da equipa m\u00e9dica e de enfermagem, tem que se ter em considera\u00e7\u00e3o os seguintes aspectos: estabiliza\u00e7\u00e3o, escolha e contacto com o servi\u00e7o receptor, escolha do meio de transporte e monitoriza\u00e7\u00e3o, antecipa\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es, selec\u00e7\u00e3o orientada de meios de terap\u00eautica gerais e espec\u00edficos e escolha da equipa de transporte, informar o doente e\/ou familiar. A efectiva\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia fica a cargo da equipa seleccionada e a sua responsabilidade s\u00f3 cessa quando o doente \u00e9 entregue ao corpo m\u00e9dico da unidade receptora ou no regresso ao servi\u00e7o de origem. Os n\u00edveis de vigil\u00e2ncia e interven\u00e7\u00e3o n\u00e3o devem ser inferiores aos verificados no servi\u00e7o de origem.<\/p>\n<p align=\"justify\">No caso de transporte inter-hospitalar, a escolha do meio de transporte (ambul\u00e2ncia ou helic\u00f3ptero) deve ter em conta a situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica do doente, a dist\u00e2ncia\/dura\u00e7\u00e3o do transporte, as interven\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas necess\u00e1rias durante o transporte, a disponibilidade de pessoal e recursos e as informa\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas. Se o transporte se efectuar por via a\u00e9rea \u00e9 importante o conhecimento das poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas com a altitude e suas influ\u00eancias na cl\u00ednica. O doente deve ser acompanhado pelo menos um m\u00e9dico e um enfermeiro (ambos com experi\u00eancia em reanima\u00e7\u00e3o, manuseamento e manuten\u00e7\u00e3o do equipamento), tirando a tripula\u00e7\u00e3o habitual da ambul\u00e2ncia ou helic\u00f3ptero. Os registos cl\u00ednicos e de enfermagem (notas de transfer\u00eancia ou fotoc\u00f3pias) e os exames complementares de diagn\u00f3stico devem acompanhar o doente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para finalizar, e tal como a Enf.\u00aa Ana Morais, citando COSTA (2004), mencionou, \u201co melhor transporte \u00e9 aquele em que n\u00e3o acontece nada que n\u00e3o estivesse previsto\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-653\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/conf_viseu_07.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/conf_viseu_07.jpg 400w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/conf_viseu_07-300x225.jpg 300w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/conf_viseu_07-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/conf_viseu_07-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/conf_viseu_07-180x135.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/conf_viseu_07-238x178.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">De acordo com que o Enf. Paulo Silva (Especialista em M\u00e9dico-Cir\u00fargica do Servi\u00e7o de Urg\u00eancia e VMER do Hospital S\u00e3o Teot\u00f3nio de Viseu), em conjunto com o Enf. Jos\u00e9 Figueiredo mencionou na sua palestra referente \u00e0 \u201cAbordagem Pr\u00e9-Hospitalar do doente com TCE\u201d, verificou-se, no concelho de Viseu, uma maior preval\u00eancia, bem como gravidade, de traumatismos craneo-encef\u00e1licos (TCE) no sexo masculino, sendo predominantes as faixas et\u00e1rias acima dos 35 anos (60,7%), dos quais 28,6% s\u00e3o idosos (maiores de 65 anos). Segundo os mesmos, relativamente ao tema, poder-nos-emos reger pelo Manual da Viatura M\u00e9dica de Emerg\u00eancia e Reanima\u00e7\u00e3o (VMER).<\/p>\n<p align=\"justify\">Numa primeira abordagem, ou seja, em meio pr\u00e9-hospitalar, dever-se-\u00e1, antes de mais, assegurar a seguran\u00e7a, e seguidamente aplicar o algoritmo ABCDE, bem como o apuramento da hist\u00f3ria (traumatismo major, mecanismo de les\u00e3o, sinais cl\u00ednicos e, especificamente no TCE, a causa da perda de consci\u00eancia, entre outros). Num TCE, at\u00e9 haver prova em contr\u00e1rio, existe sempre fractura da base do cr\u00e2nio (hematoma peri-ocular e\/ou mast\u00f3ideu), pelo que est\u00e3o contra-indicadas as intuba\u00e7\u00f5es por via nasal <sup>7<\/sup>. Tamb\u00e9m n\u00e3o se dever\u00e1 administrar soroterapia dextrosada, devido ao risco de aumento do edema cerebral e, por conseguinte, ao aumento da press\u00e3o intra-craneana (PIC &gt; 20mmHg), privilegiando solu\u00e7\u00f5es col\u00f3ides (rela\u00e7\u00e3o de 1:1 \u2013 perfus\u00e3o:perdas)<sup> 7<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Perante um TCE com hipotens\u00e3o arterial, dever-se-\u00e1 esperar outra causa e proceder ao despiste de poss\u00edveis locais de hemorragia. Em caso de HTA, n\u00e3o se dever\u00e1 tratar com vasodilatadores, uma vez que esta garante a press\u00e3o de perfus\u00e3o cerebral, perante um aumento da PIC <sup>7<\/sup>. Perante sinais de aumento da PIC (deteriora\u00e7\u00e3o do estado de consci\u00eancia, n\u00e1useas, v\u00f3mitos, cefaleias, ventila\u00e7\u00e3o irregular, bradicardia e\/ou HTA), tratar com hiperventila\u00e7\u00e3o e diur\u00e9ticos (Manitol 20% \u2013 1g\/kg em b\u00f3lus) <sup>7<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">No entanto, de nada nos serve abordarmos um doente com TCE, sem termos as bases acerca da sua fisiopatologia. Deste modo, o Dr. Virg\u00edlio Magalh\u00e3es (Neurocirurgi\u00e3o e Director Cl\u00ednico do servi\u00e7o de Neurocirurgia do Hospital de S\u00e3o Teot\u00f3nio de Viseu) exp\u00f4s de forma brilhante e simples o tema Traumatismo Craneo-Encef\u00e1lio, cingindo-se a duas das consequ\u00eancias mais frequentes de um TCE: o Hematoma Epidural e o Hematoma Sub-dural.<\/p>\n<p align=\"justify\">O hematoma epidural consiste numa hemorragia entre o cr\u00e2nio e a dura-m\u00e1ter, frequentemente resultante de impactos de baixa velocidade (queda de bicicleta, um murro\u2026) e normalmente a n\u00edvel do osso temporal, uma vez que \u00e9 menos denso e menos espesso e a dura-m\u00e1ter \u00e9 mais facilmente destac\u00e1vel do osso, resultando no sangramento da art\u00e9ria meningea m\u00e9dia <sup>4,8<\/sup>. O sangue ao acumular-se, pressiona o c\u00e9rebro (sem haver contacto directo), provocando altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas <sup>8<\/sup>. A hist\u00f3ria cl\u00e1ssica deste hematoma \u00e9 de um doente com perda fugaz do conhecimento, com recupera\u00e7\u00e3o imediata e completa da consci\u00eancia (o utente tem conhecimento do que lhe aconteceu e consegue descrever os sintomas) <sup>8<\/sup>. Inicialmente, proceder-se-\u00e1 \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de um Rx. Posteriormente, o seu estado deteriora-se gradualmente. \u00c0 medida que o n\u00edvel de consci\u00eancia se agrava, poder\u00e1 haver anisoc\u00f3ria ou par\u00e9sia do lado contra-lateral, como consequ\u00eancia de compress\u00e3o nervosa cerebral <sup>8<\/sup>. Hematomas epidurais em zonas diferentes provocam diferentes sintomas, contudo existe sempre o agravamento progressivo do estado neurol\u00f3gico.\u00a0 Perante esta situa\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 realizado um TAC-CE que revelar\u00e1, na presen\u00e7a de hematoma epidural, uma imagem bic\u00f4ncava branca (sangue fresco) ou negra (sangue antigo). Se este hematoma for identificado de forma precoce e com tratamento r\u00e1pido (trepanotomia com debela\u00e7\u00e3o da hemorragia e extrac\u00e7\u00e3o do co\u00e1gulo), o progn\u00f3stico \u00e9 excelente, n\u00e3o havendo, geralmente, les\u00f5es cerebrais <sup>8<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por sua vez, o hematoma subdural \u00e9 mais comum que o epidural e de pior progn\u00f3stico, uma vez que os efeitos neurol\u00f3gicos s\u00e3o mais graves e a sua localiza\u00e7\u00e3o e etiologia s\u00e3o diversas <sup>8<\/sup>. Ao contr\u00e1rio do que acontece no hematoma epidural, em que h\u00e1 sangramento arterial, no hematoma subdural h\u00e1 sangramento venoso, resultante de um impacto violento na cabe\u00e7a (podendo n\u00e3o haver fractura do cr\u00e2nio)<sup> 8<\/sup>. Deste modo, o sangue acumula-se entre a dura-m\u00e1ter e a aracn\u00f3ide, fazendo compress\u00e3o directa no c\u00e9rebro <sup>8<\/sup>. Os d\u00e9fices neurol\u00f3gicos s\u00e3o, por norma, imediatos, havendo perda de conhecimento, d\u00e9fice cognitivo (coma) e\/ou focal. Perante esta situa\u00e7\u00e3o, proceder-se-\u00e1, imediatamente, \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de um TAC-CE, o qual revelar\u00e1 uma acumula\u00e7\u00e3o de sangue em forma de lua (concava e convexa) sempre associada a les\u00e3o cerebral (zona preta associada). Imediatamente \u00e9 sujeito a uma craniectomia, e ao contr\u00e1rio ao que acontece no hematoma epidural, ap\u00f3s cirurgia, o utente mant\u00e9m-se em coma, com d\u00e9fice focal e risco de morte cerebral, havendo a necessidade de um internamento numa Unidade de Cuidados Intensivos para monitoriza\u00e7\u00e3o da PIC, entre outros sinais.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">CONSULTAR:<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>Haddon Matrix\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.dph.sf.ca.us\/CHPP\/CAM\/4-PublHlthApproach\/HaddonMatrix.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> www.dph.sf.ca.us\/CHPP\/CAM\/4-PublHlthApproach\/HaddonMatrix.pdf<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nhtsa.dot.gov\/people\/injury\/pedbimot\/motorcycle\/00-NHT-212-motorcycle\/about3.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.nhtsa.dot.gov\/people\/injury\/pedbimot\/motorcycle\/00-NHT-212-motorcycle\/about3.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.vahealth.org\/civp\/aboutinjury.asp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.vahealth.org\/civp\/aboutinjury.asp<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.calgaryhealthregion.ca\/hecomm\/IPC\/haddons_matrix.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.calgaryhealthregion.ca\/hecomm\/IPC\/haddons_matrix.htm<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Guia para o transporte de doentes cr\u00edticos \u2013 Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos (1997)\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.spci.org\/documentos\/transport.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.spci.org\/documentos\/transport.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.hospitaisepe.min-saude.pt\/...\/producao_qualidade\/Urg\u00c3\u00aancia+-Transporte+Inter-Hospitalar.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> www.hospitaisepe.min-saude.pt\/&#8230;\/producao_qualidade\/Urg\u00eancia%20-Transporte%20Inter-Hospitalar.pdf<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Abordagem pr\u00e9-hospitalar do doente\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/vmerchc.no.sapo.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/vmerchc.no.sapo.pt\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Traumatismo Cr\u00e2neo-encef\u00e1lico\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.wgate.com.br\/conteudo\/medicinaesaude\/fisioterapia\/variedades\/trauma_cranio.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.wgate.com.br\/conteudo\/medicinaesaude\/fisioterapia\/variedades\/trauma_cranio.htm<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.fcm.unicamp.br\/deptos\/anatomia\/bineuhematomatraum.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.fcm.unicamp.br\/deptos\/anatomia\/bineuhematomatraum.html<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.defesacivil.pr.gov.br\/arquivos\/File\/Primeiros+socorros\/TIPOS_HEMATOMAS_INTRACRANIANOS.ppt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> www.defesacivil.pr.gov.br\/arquivos\/File\/Primeiros%20socorros\/TIPOS_HEMATOMAS_INTRACRANIANOS.ppt<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>PHIPPS, Wilma J. ; SANDS, Judith K. ; MAREK, Jane F. \u2013 Enfermagem m\u00e9dico-cir\u00fargica: conceitos e pr\u00e1tica cl\u00ednica. Helena Santo Azevedo, tradutora [et al] , Maria Helena Lopes Ribeiro, revis\u00e3o cient\u00edfica , Cristina Maria Silva Saraiva, revis\u00e3o cient\u00edfica. 6\u00aaed. Loures: Lusoci\u00eancia , 2003 . ISBN 972-8383-65-7<\/li>\n<li>SIC \u2013 Acidentes rodovi\u00e1rios. Publicado a 19 de Junho de 2007 [consultado a 28 de Junho de 2007]. Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/sic.sapo.pt\/online\/noticias\/pais\/20070619+-+Acidentes+rodoviarios.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/sic.sapo.pt\/online\/noticias\/pais\/20070619+-+Acidentes+rodoviarios.htm<\/a>&gt;<\/li>\n<li>DICION\u00c1RIO M\u00c9DICO ENCICLOP\u00c9DICO TABER. Dr. Fernando Gomes do Nascimento, tradutor. 17\u00aaed. S\u00e3o Paulo : Manole Ltda , 2000 . ISBN 85-204-0940-7<\/li>\n<li>SHEEHY, Susan \u2013 Enfermagem de urg\u00eancia: da teoria \u00e0 pr\u00e1tica. 4\u00aa ed.. Loures. Lusoci\u00eancia. 2001. 877p. ISBN 972-8383-16-9<\/li>\n<li>OLIVEIRA, El\u00edsio \u2013 Salvamento e desencarceramento: manual de forma\u00e7\u00e3o inicial do bombeiro. Sintra. Escola Nacional de Bombeiros. 2005. ISBN 972-8792-18-2<\/li>\n<li>SOCIEDADE PORTUGUESA DE CUIDADOS INTESIVOS \u2013 Guia para o transporte de doentes cr\u00edticos.1997<\/li>\n<li>MANUAL DA VIATURA M\u00c9DICA DE EMERG\u00caNCIA E REANIMA\u00c7\u00c3O: protocolos de actua\u00e7\u00e3o. 3\u00aaed. [s.l.] : Instituto Nacional de Emerg\u00eancia M\u00e9dica , 2000<\/li>\n<li>PHTLS \u2013 Atendimento pr\u00e9-hospitalar ao traumatizado: b\u00e1sico e avan\u00e7ado. 5\u00aaed. Rio de Janeiro. Elsevier , 2004 . ISBN 85-352-1362-7<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma vez ocorrido o acidente h\u00e1 que intervir rapidamente e com efici\u00eancia mas, muitas vezes, as v\u00edtimas encontram-se encarceradas, ou seja, est\u00e3o confinadas a um espa\u00e7o do qual n\u00e3o conseguem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":652,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[352,194,81,79],"class_list":["post-654","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estive-la","tag-acidente","tag-doente-critico","tag-emergencia","tag-trauma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/654","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=654"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/654\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2662,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/654\/revisions\/2662"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/652"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=654"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=654"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}