{"id":640,"date":"2007-06-03T19:38:21","date_gmt":"2007-06-03T19:38:21","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/comportamentos-comunicacionais-assertivos-e-burnout-nos-profissionais-de-enfermagem\/"},"modified":"2021-05-04T10:11:02","modified_gmt":"2021-05-04T10:11:02","slug":"comportamentos-comunicacionais-assertivos-e-burnout-nos-profissionais-de-enfermagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/comportamentos-comunicacionais-assertivos-e-burnout-nos-profissionais-de-enfermagem\/","title":{"rendered":"Comportamentos Comunicacionais Assertivos e Burnout nos Profissionais de Enfermagem"},"content":{"rendered":"<p>Existem ainda diferen\u00e7as significativas entre a dimens\u00e3o despersonaliza\u00e7\u00e3o e o trabalho por turnos, sendo que os enfermeiros que n\u00e3o trabalham por turnos apresentam valores m\u00e9dios mais baixos, ou seja, adoptam comportamentos impessoais e frios para com as pessoas com quem se relacionam com menor frequ\u00eancia.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em style=\"text-align: left;\">Nursing n\u00ba 221<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">\u201cCOMPORTAMENTOS COMUNICACIONAIS ASSERTIVOS E BURNOUT NOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">\u201cASSERTIVE COMUNICATION AND BURNOUT ON NURSING PROFESSIONALS\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>Hugo Jo\u00e3o Fernandes Amaro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Licenciado em Enfermagem<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Mestre em Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>Sa\u00fal Neves de Jesus<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Professor Doutor e coordenador de Psicologia na Universidade do Algarve<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O burnout representa um aspecto relevante nas profiss\u00f5es em que as rela\u00e7\u00f5es humanas s\u00e3o particularmente importantes e em que os n\u00edveis de exig\u00eancia e perfeccionismo s\u00e3o elevados, como \u00e9 o caso da profiss\u00e3o de enfermagem. Estudos efectuados salientam a influ\u00eancia que as rela\u00e7\u00f5es interpessoais possuem nesta conjuntura, na medida em que profissionais que estabelecem rela\u00e7\u00f5es interpessoais insatisfat\u00f3rias encontram-se mais vulner\u00e1veis ao burnout.<\/p>\n<p align=\"justify\">Compreender se os enfermeiros adoptam comportamentos assertivos e qual a rela\u00e7\u00e3o entre este comportamento comunicacional e o seu n\u00edvel de burnout constitui o objectivo deste estudo.<\/p>\n<p align=\"justify\">A amostra \u00e9 constitu\u00edda por 239 enfermeiros que exercem fun\u00e7\u00f5es em institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade p\u00fablicas do Algarve.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os resultados indicam que os enfermeiros adoptam comportamentos assertivos com muita frequ\u00eancia. Existe uma correla\u00e7\u00e3o positiva entre a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos e a realiza\u00e7\u00e3o pessoal, assim como uma correla\u00e7\u00e3o negativa entre comportamentos assertivos e a dimens\u00e3o despersonaliza\u00e7\u00e3o. Os enfermeiros que trabalham por turnos apresentam n\u00edveis de despersonaliza\u00e7\u00e3o mais elevados e n\u00edveis de realiza\u00e7\u00e3o pessoal inferiores.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Summary<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Burnout represents an important roll on professions that human relations are particularly important, as well as high standards of perfectionism, such as the nursing profession. Recent research on nurses\u2019 has shown the existence of an uneasiness in the nursing career with regard to interpersonal relationships. Nurses who establish unsatisfactory interpersonal relationships are more vulnerable to burnout.<\/p>\n<p align=\"justify\">This presentation, which takes those studies into account, aims mainly to understand if nurses use assertive communication skills on their daily work and if there is any relation between this kind of communication and their burnout.<\/p>\n<p align=\"justify\">The sample was constituted by 239 nurses\u2019 working in public health institutions in the Algarve region of Portugal.<\/p>\n<p align=\"justify\">The results indicate that nurses\u2019 use assertive communication skills very often. There is a positive association between the adoption of assertive skills and sense of personal achievement, as well as a negative relations between the adoption of assertive skills and personal detachment. Nurses\u2019 working in shifts are more likely to conflict and showed higher levels of personal detachment and fewer levels of personal achievement.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>1. INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Os princ\u00edpios inerentes \u00e0 profiss\u00e3o de Enfermagem e que fazem com que a mesma se trate de uma profiss\u00e3o humanista, salientam a import\u00e2ncia que os relacionamentos interpessoais assumem. Na sua actividade profissional, \u00e9 necess\u00e1rio que o profissional de Enfermagem possua a capacidade de estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o interpessoal eficaz, quer com os seus utentes e fam\u00edlia, quer com toda a equipa multidisciplinar, na qual se insere.<\/p>\n<p align=\"justify\">A comunica\u00e7\u00e3o interpessoal, consiste numa rela\u00e7\u00e3o rec\u00edproca, assim\u00e9trica e dial\u00e9ctica entre duas ou mais pessoas, no sentido de enviar e receber mensagens, verbais ou n\u00e3o verbais, em que os intervenientes deste processo possuem a capacidade necess\u00e1ria, para estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o que tenha por base a empatia, congru\u00eancia, humanismo e autenticidade (Riley, 2004; Smith, 1992; Rogers, 1983).<\/p>\n<p align=\"justify\">O processo de comunica\u00e7\u00e3o interpessoal, surge assim como um processo extremamente importante na actividade di\u00e1ria do enfermeiro, sem o qual, a presta\u00e7\u00e3o efectiva de cuidados de enfermagem perde a sua qualidade, ou simplesmente encontra-se impossibilitada de se realizar.<\/p>\n<p align=\"justify\">As componentes humanistas referidas anteriormente como inerentes ao relacionamento interpessoal eficaz, constituem o cerne da comunica\u00e7\u00e3o assertiva. Neste sentido, Atkinson e Murray (1989) salientam que o comportamento comunicacional predominantemente assertivo, face aos comportamentos comunicacionais passivos e agressivos, parece ser aquele que facilita e promove as rela\u00e7\u00f5es interpessoais adequadas, facilitando assim o processo de cuidar em Enfermagem, minimizando os conflitos interpessoais que se fazem sentir no seio da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O comportamento comunicacional predominantemente assertivo, pode ser entendido como um modelo comunicacional em que o indiv\u00edduo procura expressar as suas opini\u00f5es ideias e sentimentos de forma livre, honesta e respons\u00e1vel, n\u00e3o desvalorizando por\u00e9m os sentimentos e ideias dos outros (Riley, 2004; Leebov, 2003; Clark, 2003; Smith, 1992). \u00c9 um comportamento comunicacional que facilita e promove as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, minimizando o conflito e o mal-estar entre indiv\u00edduos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Jesus (2001) procurou compreender as causas de mal-estar nos profissionais de enfermagem, sendo que de acordo com os resultados do estudo efectuado por este investigador, 100% dos participantes referiram a dificuldade nos relacionamentos interpessoais como uma das principais fontes de mal-estar\/stresse a n\u00edvel profissional.<\/p>\n<p align=\"justify\">Conscientes deste fen\u00f3meno e de acordo com estudos efectuados anteriormente, interessa compreender a rela\u00e7\u00e3o existente entre a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos comunicacionais predominantemente assertivos e o burnout.<\/p>\n<p align=\"justify\">O conceito de burnout, foi proposto pela primeira vez pelo psicanalista Herbert Freudenberg em 1975, em que o autor define o s\u00edndrome de burnout como sendo um estado de fadiga f\u00edsica e mental ou uma frustra\u00e7\u00e3o devido a um projecto que fracassou ou a um relacionamento interpessoal altamente stressante. Assim, poderemos entender, na perspectiva de Freudenberg (1975), que o burnout define-se como sendo um conjunto de sintomas a n\u00edvel biol\u00f3gico, f\u00edsico e psicol\u00f3gico inespec\u00edficos, resultantes de uma exig\u00eancia profissional excessiva permanente e continuada, sobretudo nas profiss\u00f5es em que as rela\u00e7\u00f5es humanas assumem contornos importantes. Posteriormente, Maslach e Jackson (1982) acrescentam que o burnout trata-se de um s\u00edndrome de exaust\u00e3o emocional, despersonaliza\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o pessoal, que se verifica com grande frequ\u00eancia em indiv\u00edduos que desempenham a sua actividade profissional com pessoas, como \u00e9 o caso da profiss\u00e3o de enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um estudo efectuado por Tormina e Law (2000) em que estas investigadoras estudaram 154 enfermeiros de cinco hospitais de Hong Kong, verificaram que os enfermeiros que possu\u00edam n\u00edveis acad\u00e9micos mais elevados, apoio profissional e com capacidades de lidar mais eficazmente com o stresse (comportamentos comunicacionais assertivos), apresentavam n\u00edveis reduzidos de burnout, o que confirma estudos anteriores efectuados por Angel e Petronko (1983) com enfermeiros norte-americanos. No nosso pa\u00eds, Queir\u00f3s (2004) efectuou um estudo de \u00e2mbito nacional, em que de acordo com o autor, um em cada quatro enfermeiros apresentava burnout no trabalho, sobretudo nos profissionais em que existe pouca uni\u00e3o na equipa de enfermagem (rela\u00e7\u00f5es interpessoais insatisfat\u00f3rias).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>2. METODOLOGIA<\/strong><\/h4>\n<h4 align=\"justify\"><strong>2.1. OBJECTIVO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Compreender se os profissionais de enfermagem adoptam comportamentos comunicacionais predominantemente assertivos em contexto profissional e a rela\u00e7\u00e3o existente entre a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos e o burnout constitui o objectivo central desta investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>2.2. AMOSTRA E PROCEDIMENTO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A popula\u00e7\u00e3o de onde se extraiu a amostra foi constitu\u00edda pelos enfermeiros que desempenham fun\u00e7\u00f5es em unidades de sa\u00fade p\u00fablicas do Algarve. Optou-se pelos enfermeiros que desempenham fun\u00e7\u00f5es em unidades de sa\u00fade p\u00fablicas, pelo facto de a grande maioria dos profissionais de enfermagem desempenharem fun\u00e7\u00f5es neste tipo de unidades de sa\u00fade. Desta forma, a nossa amostra foi inicialmente constitu\u00edda por 293 enfermeiros, sendo que ficou reduzida a 239 enfermeiros, por terem sido rejeitados 54 question\u00e1rios que n\u00e3o se encontravam devidamente preenchidos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Como m\u00e9todo de amostragem, foi utilizada a t\u00e9cnica de amostragem por clusters, particularmente \u00fatil quando o Universo \u00e9 grande e os casos se encontram agrupados em unidades ou clusters (Hill &amp; Hill, 2002). Neste sentido, come\u00e7\u00e1mos por seleccionar a frac\u00e7\u00e3o de amostragem, ou seja, qual a percentagem de unidades de sa\u00fade a seleccionar para o nosso estudo. Opt\u00e1mos assim por utilizar uma frac\u00e7\u00e3o de amostragem equivalente a 40% das unidades de sa\u00fade p\u00fablicas no Algarve. Posteriormente, de forma a seleccionarmos as unidades de sa\u00fade onde iria ser aplicado o instrumento de colheita de dados, foi utilizada a t\u00e9cnica de amostragem aleat\u00f3ria, tendo sido seleccionados os Centros de Sa\u00fade de Lagos, Silves, Lagoa, Faro e Tavira, bem como o Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE.<\/p>\n<p align=\"justify\">O instrumento de colheita de dados foi distribu\u00eddo durante o m\u00eas de Fevereiro de 2005 aos Enfermeiros Chefes de cada Centro de Sa\u00fade, bem como aos Enfermeiros Chefes de cada servi\u00e7o da unidade hospitalar escolhida, que ap\u00f3s ter sido devidamente explicado o objectivo do estudo e forma correcta de preenchimento do instrumento, se comprometeram a distribuir o mesmo pelos seus subordinados.<\/p>\n<p align=\"justify\">A amostra do estudo foi constitu\u00edda maioritariamente por sujeitos do g\u00e9nero feminino 75,7%, enquanto que 24.3% eram do g\u00e9nero masculino, conforme se encontra explicitado no gr\u00e1fico 1. As idades encontravam-se compreendidas entre os 22 e 62 anos, o que corresponde uma m\u00e9dia de idades de 32,66 anos, onde 49,4% dos participantes possuem idades compreendidas entre 22 e os 30 anos, 21,3% entre os 30 e os 38 anos, 20,9% entre os 38 e os 46 anos, 6,3% entre 46 e 54 anos e 2,1% entre 54 e 62 anos de idade, conforme se encontra representado no gr\u00e1fico 2.<\/p>\n<p align=\"justify\">A grande maioria dos participantes (75,7%) \u00e9 de nacionalidade portuguesa, enquanto que os restantes (24,3%) s\u00e3o de nacionalidade espanhola.<\/p>\n<p align=\"justify\">No que concerne \u00e0 categoria profissional, a maioria (50,2%) possui a categoria profissional de enfermeiro, conforme se representa no gr\u00e1fico 3. Do total da nossa amostra 76,2% desempenha fun\u00e7\u00f5es numa unidade hospitalar, enquanto que 23,8% fazem-no num centro de sa\u00fade. Relativamente ao trabalho por turnos, 61,9% desempenha a sua actividade profissional por turnos, enquanto que 38,1% dos participantes n\u00e3o trabalha por turnos. Quanto ao tipo de v\u00ednculo \u00e0 institui\u00e7\u00e3o 54,8% encontram-se no quadro da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, 41,8% possui um contrato individual de trabalho e 3,3% dos participantes encontra-se a contrato administrativo de provimento, como se representa no gr\u00e1fico 4.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>2.3. INSTRUMENTOS DE PESQUISA<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O instrumento de pesquisa utilizado neste estudo foi um question\u00e1rio composto por duas partes, em que a primeira parte \u00e9 constitu\u00edda por seis quest\u00f5es fechadas de natureza sociodemogr\u00e1fica que pretendiam avaliar o g\u00e9nero, nacionalidade, categoria profissional, tipo de institui\u00e7\u00e3o em que exerce fun\u00e7\u00f5es, trabalho por turnos e tipo de v\u00ednculo \u00e0 institui\u00e7\u00e3o e por uma quest\u00e3o aberta que pretendia avaliar a idade dos participantes no estudo.<\/p>\n<p align=\"justify\">A segunda parte do question\u00e1rio \u00e9 constitu\u00edda por duas escalas do tipo Likert que pretendiam avaliar a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos e o burnout dos profissionais de enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para avaliar a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos comunicacionais assertivos pelos profissionais de sa\u00fade foi utilizada a escala de avalia\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos de Amaro e Jesus (2005), constitu\u00edda por duas sub-escalas designadamente adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos com os utentes, constitu\u00edda por seis itens e com um valor alpha de Cronbach de 0.76 e adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos com a equipa multidisciplinar, constitu\u00edda por 18 itens e com um valor alpha de Cronbach de 0.89. Ap\u00f3s colhidos os dados, o instrumento classifica a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos em tr\u00eas n\u00edveis: adopta comportamentos assertivos com pouca frequ\u00eancia ([1-3[), adopta comportamentos assertivos com alguma frequ\u00eancia ([3-4[) e adopta comportamentos assertivos com muita frequ\u00eancia ([4-6]).<\/p>\n<p align=\"justify\">No que diz respeito ao instrumento de avalia\u00e7\u00e3o do burnout, foi utilizado o MBI (Maslach Burnout Inventory) \u2013 Human Services Survey, desenvolvido pela investigadora Maslach e particularmente \u00fatil na avalia\u00e7\u00e3o do burnout em profissionais de ajuda ou de rela\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso dos profissionais de enfermagem. Trata-se de um instrumento constitu\u00eddo por 22 itens distribu\u00eddos por tr\u00eas sub-escalas: exaust\u00e3o emocional, com um valor alpha de Cronbach de 0.90; despersonaliza\u00e7\u00e3o, com um valor alpha de Cronbach de 0.79 e realiza\u00e7\u00e3o pessoal com um valor alpha de Cronbach de 0.71. Pretende a sub-escala exaust\u00e3o emocional avaliar em rela\u00e7\u00e3o a sentimentos de estar emocionalmente esgotado e exausto com o trabalho em si. A sub-escala despersonaliza\u00e7\u00e3o pretende avaliar eventuais respostas e comportamentos impessoais e frios para com as pessoas com que se relaciona e a sub-escala realiza\u00e7\u00e3o pessoal pretende avaliar sentimentos de compet\u00eancia e sucesso no trabalho interpessoal.<\/p>\n<p align=\"justify\">Perante esta conjuntura e de acordo com Hill e Hill (2002) classificamos o nosso estudo em explorat\u00f3rio, descritivo e transversal, em que foi utilizada uma metodologia do tipo quantitativa.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>2.4. APRESENTA\u00c7\u00c3O DOS RESULTADOS<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Para se proceder \u00e0 an\u00e1lise estat\u00edstica dos dados recolhidos e mais concretamente no que se refere \u00e0s t\u00e9cnicas inerentes \u00e0 estat\u00edstica descritiva, foram utilizadas a m\u00e9dia, desvio padr\u00e3o, valor m\u00ednimo e valor m\u00e1ximo. Referentes \u00e0 estat\u00edstica inferencial, as t\u00e9cnicas estat\u00edsticas utilizadas foram o teste de Kruskal Wallis, o teste de t de Student e a correla\u00e7\u00e3o de Pearson, vulgarmente designado por r de Pearson.<\/p>\n<p align=\"justify\">Desta forma, atrav\u00e9s da an\u00e1lise estat\u00edstica efectuada ao instrumento de avalia\u00e7\u00e3o dos comportamentos assertivos, podemos verificar que a maioria dos participantes do estudo adopta comportamentos assertivos com muita frequ\u00eancia, sendo que os valores m\u00e9dios encontrados entre as sub-escalas A e B e o total da escala s\u00e3o muito semelhantes (ver quadro 1). Os valores percentuais encontrados na nossa investiga\u00e7\u00e3o referentes \u00e0 adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos, s\u00e3o mais elevados na sub-escala A: adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos com os utentes e no total da escala de avalia\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos, face \u00e0 sub-escala B: adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos com a equipa multidisciplinar.<\/p>\n<p align=\"justify\">No que concerne ao burnout, os valores m\u00e9dios encontrados revelaram a exist\u00eancia de um burnout m\u00e9dio no total da escala, assim como um valor m\u00e9dio de burnout com a dimens\u00e3o exaust\u00e3o emocional. Conforme se pode observar no quadro 2, foi ainda poss\u00edvel verificar a exist\u00eancia de um valor de burnout baixo na dimens\u00e3o despersonaliza\u00e7\u00e3o e um valor de burnout elevado na dimens\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o pessoal, sendo que esta dimens\u00e3o dever\u00e1 ser observada de forma invertida, o que na realidade corresponde a uma valor extremamente positivo, na medida em que a dimens\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o pessoal traduz sentimentos e atitudes positivas, comparativamente \u00e0s demais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Numa perspectiva explorat\u00f3ria, efectu\u00e1mos uma an\u00e1lise estat\u00edstica entre a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos e os n\u00edveis de burnout nos participantes do estudo, e neste sentido verific\u00e1mos atrav\u00e9s da correla\u00e7\u00e3o de Pearson a n\u00e3o exist\u00eancia de uma correla\u00e7\u00e3o estatisticamente significativa entre estas duas vari\u00e1veis, n\u00e3o obstante, conforme se pode observar no quadro 3, as an\u00e1lises estat\u00edsticas efectuadas demonstraram a exist\u00eancia de uma rela\u00e7\u00e3o estatisticamente significativa positiva entre a dimens\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o pessoal do burnout quer com o instrumento de avalia\u00e7\u00e3o dos comportamentos assertivos (.532), quer com as diferentes sub-escalas que o constituem. Foi ainda poss\u00edvel verificar a exist\u00eancia de uma rela\u00e7\u00e3o negativa estatisticamente significativa entre a dimens\u00e3o despersonaliza\u00e7\u00e3o do burnout e a sub-escala adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos com os utentes (-.346) e o total do instrumento de avalia\u00e7\u00e3o dos comportamentos assertivos (-.311).<\/p>\n<p align=\"justify\">Nesta medida e ainda mediante uma perspectiva explorat\u00f3ria, procur\u00e1mos encontrar poss\u00edveis diferen\u00e7as estatisticamente significativas entre as vari\u00e1veis sociodemogr\u00e1ficas e as vari\u00e1veis de natureza psicol\u00f3gica, respectivamente a assertividade e o burnout.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim sendo, atrav\u00e9s do teste estat\u00edstico efectuado entre a vari\u00e1vel g\u00e9nero e o burnout, verific\u00e1mos a exist\u00eancia de diferen\u00e7as estatisticamente significativas na dimens\u00e3o despersonaliza\u00e7\u00e3o e no total do instrumento de avalia\u00e7\u00e3o, sendo que atrav\u00e9s da an\u00e1lise das diferen\u00e7as de m\u00e9dias podemos afirmar que s\u00e3o os enfermeiros do g\u00e9nero masculino aqueles que apresentam valores de m\u00e9dios de burnout mais elevados, conforme se verifica pela an\u00e1lise do quadro 4.<\/p>\n<p align=\"justify\">A an\u00e1lise estat\u00edstica efectuada entre a vari\u00e1vel categorial profissional e as vari\u00e1veis de natureza psicol\u00f3gica, demonstrou a exist\u00eancia de diferen\u00e7as estatisticamente significativas entre si, sendo que particularmente no caso da adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos, atrav\u00e9s do testes estat\u00edstico de kruskal wallis foram encontradas diferen\u00e7as significativas entre o total do instrumento de avalia\u00e7\u00e3o e a sub-escala B: adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos com a equipa multidisciplinar. Pela an\u00e1lise do quadro 5, verific\u00e1mos que as m\u00e9dias mais elevadas s\u00e3o encontradas nos enfermeiros chefes, sendo que s\u00e3o os enfermeiros pertencentes a esta categoria profissional, aqueles que adoptam comportamentos assertivos com maior frequ\u00eancia. Por outro lado, no que se refere ao burnout, a an\u00e1lise estat\u00edstica efectuada demonstrou a exist\u00eancia de diferen\u00e7as estatisticamente significativas na dimens\u00e3o despersonaliza\u00e7\u00e3o, em que s\u00e3o os profissionais com a categoria profissional de enfermeiro aqueles que possuem valores m\u00e9dios mais elevados (ver quadro 6).<\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente ao tipo de institui\u00e7\u00e3o em que exerce fun\u00e7\u00f5es a an\u00e1lise estat\u00edstica efectuada demonstrou a exist\u00eancia de diferen\u00e7as estatisticamente significativas (Sig.= .025) com a dimens\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o pessoal do burnout, sendo que pela an\u00e1lise das m\u00e9dias obtidas podemos afirmar que s\u00e3o os enfermeiros que desempenham fun\u00e7\u00f5es nos centros de sa\u00fade (m\u00e9dia= 5.496), aqueles que possuem maior realiza\u00e7\u00e3o pessoal, comparativamente aos que desempenham a sua actividade profissional na unidade hospitalar (m\u00e9dia= 5.265).<\/p>\n<p align=\"justify\">Verificou-se igualmente a exist\u00eancia de diferen\u00e7as estatisticamente significativas entre o trabalho por turnos e o burnout. Desta forma, a an\u00e1lise efectuada, conforme se pode observar no quadro 7, demonstrou a exist\u00eancia de diferen\u00e7as com a dimens\u00e3o despersonaliza\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o pessoal. Pela an\u00e1lise das m\u00e9dias e particularmente na dimens\u00e3o despersonaliza\u00e7\u00e3o, os valores m\u00e9dios mais elevados foram obtidos nos enfermeiros que desempenham a sua actividade profissional por turnos, enquanto que na dimens\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o pessoal, os valores m\u00e9dios mais elevados foram obtidos pelos enfermeiros que referem n\u00e3o desempenharem a sua actividade profissional por turnos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vari\u00e1vel tipo de v\u00ednculo \u00e0 institui\u00e7\u00e3o, verificou-se a exist\u00eancia de diferen\u00e7as estatisticamente significativas entre esta vari\u00e1vel e a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos, uma vez que, como se pode observar pelo quadro 8, as diferen\u00e7as encontradas s\u00e3o referentes \u00e0 sub-escala B: adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos com a equipa multidisciplinar e com o total do instrumento de avalia\u00e7\u00e3o, em que pela diferen\u00e7a de m\u00e9dias, verifica-se que os enfermeiros que possuem um v\u00ednculo laboral ao quadro da institui\u00e7\u00e3o s\u00e3o aqueles que adoptam comportamentos assertivos com maior frequ\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quanto \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre o tipo de v\u00ednculo \u00e0 institui\u00e7\u00e3o e o burnout, as diferen\u00e7as significativas encontradas s\u00e3o referentes \u00e0s dimens\u00f5es despersonaliza\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o pessoal. No caso particular da dimens\u00e3o despersonaliza\u00e7\u00e3o, os valores mais elevados verificam-se nos enfermeiros que possuem como v\u00ednculo laboral um contrato individual de trabalho, enquanto que na dimens\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o pessoal, os valores mais elevados verificam-se nos enfermeiros que se encontram a contrato administrativo de provimento conforme se verifica pela an\u00e1lise do quadro 9.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>2.5. DISCUSS\u00c3O DOS RESULTADOS<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">As an\u00e1lises estat\u00edsticas efectuadas entre a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos e o burnout, demonstram que n\u00e3o existe rela\u00e7\u00e3o entre a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos e o burnout. Apesar de n\u00e3o podermos realizar uma compara\u00e7\u00e3o entre os resultados obtidos no nosso estudo e os resultados obtidos noutras investiga\u00e7\u00f5es, uma vez que n\u00e3o existem estudos realizados em Portugal, todavia, estudos semelhantes (Taormina &amp; Law, 2000; Angel &amp; Petronko, 1983), revelam a exist\u00eancia de uma eventual correla\u00e7\u00e3o negativa entre a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos e o burnout, o que contraria os resultados obtidos no nosso estudo, pois a an\u00e1lise estat\u00edstica efectuada demonstrou n\u00e3o existir rela\u00e7\u00e3o entre estas duas vari\u00e1veis psicol\u00f3gicas. Ainda nesta linha de pensamento, verificou-se a exist\u00eancia de uma correla\u00e7\u00e3o negativa entre a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos, quer com os utentes, quer com o total da escala, assim como de uma rela\u00e7\u00e3o positiva entre a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos e a dimens\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o pessoal, no sentido em que, quando os profissionais de enfermagem adoptam comportamentos assertivos com maior frequ\u00eancia, sentem-se mais realizados pessoalmente. Esta evid\u00eancia estat\u00edstica, confirma os estudos de Maslach e Jackson (1981), pois estes investigadores definem a dimens\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o pessoal como sendo a percep\u00e7\u00e3o que o indiv\u00edduo tem do seu sucesso nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais que estabelece.<\/p>\n<p align=\"justify\">Coerentemente, se os profissionais de enfermagem adoptam comportamentos tendencialmente assertivos com muita frequ\u00eancia, o sucesso que obt\u00eam nas suas rela\u00e7\u00f5es interpessoais tende a aumentar e consequentemente a sua realiza\u00e7\u00e3o pessoal. Estas ideias est\u00e3o de acordo com os estudos efectuados por Queir\u00f3s (2004) e Jesus (2001), em que estes investigadores verificaram que as rela\u00e7\u00f5es interpessoais insatisfat\u00f3rias em enfermagem s\u00e3o uma fonte de mal-estar\/stresse para os profissionais de enfermagem. Noutro sentido, quando as rela\u00e7\u00f5es interpessoais s\u00e3o adequadas n\u00e3o se verifica mal-estar\/stresse, o que confirma a ideia de Atkinson e Murray (1989), para quem o comportamento assertivo facilita e promove rela\u00e7\u00f5es interpessoais mais eficazes. Seguindo esta linha de pensamento e referindo um estudo efectuado por Cronin-Stubbs e Brophy (1985), Serra afirma que \u201cas enfermeiras que apresentam de forma mais acentuada manifesta\u00e7\u00f5es de burnout t\u00eam tend\u00eancia a (\u2026) passar menos tempo em contacto directo\u201d (1999, 524) com os utentes, estabelecendo rela\u00e7\u00f5es interpessoais claramente insatisfat\u00f3rias.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quanto \u00e0 rela\u00e7\u00e3o existente entre a categoria profissional e a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos, verific\u00e1mos que esta \u00e9 estatisticamente significativa para a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos tendencialmente assertivos e para a sub-escala B: assertividade com a equipa multidisciplinar. Pela an\u00e1lise das m\u00e9dias, verific\u00e1mos que os enfermeiros chefes s\u00e3o aqueles que apresentam diferen\u00e7as mais significativas, sendo que \u00e0 medida que a categoria profissional aumenta, aumentam simultaneamente as diferen\u00e7as encontradas, ou seja quando a categoria profissional aumenta, aumenta a frequ\u00eancia de adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos. Os dados estat\u00edsticos aqui apresentados s\u00e3o relevantes, na medida em que os enfermeiros que adoptam comportamentos assertivos com maior frequ\u00eancia, s\u00e3o aqueles que possuem as categorias profissionais mais levadas, o que coincide simultaneamente com aqueles que possuem os n\u00edveis acad\u00e9micos mais elevados, pois como sabemos os enfermeiros chefes possuem na sua vertente acad\u00e9mica uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o\/especialidade. Estes dados estat\u00edsticos indicam que se pretendemos enfermeiros com comportamentos tendencialmente assertivos \u00e9 necess\u00e1rio continuar a investir na qualidade da forma\u00e7\u00e3o dos enfermeiros, quer ao n\u00edvel da sua forma\u00e7\u00e3o base, a licenciatura, quer ao n\u00edvel das p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es, na tentativa de incrementar a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos principalmente com os utentes, que s\u00e3o a raz\u00e3o profissional de exist\u00eancia desta classe.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quanto ao burnout, existe uma rela\u00e7\u00e3o significativa entre a categoria profissional e a dimens\u00e3o despersonaliza\u00e7\u00e3o. A an\u00e1lise estat\u00edstica efectuada demonstra que \u00e0 medida que a categoria profissional aumenta, os n\u00edveis de despersonaliza\u00e7\u00e3o diminuem. \u00c9 interessante ainda verificar que os profissionais com a categoria profissional de enfermeiro s\u00e3o aqueles que apresentam a m\u00e9dia de despersonaliza\u00e7\u00e3o mais elevada, face aos enfermeiros chefes e, simultaneamente, s\u00e3o tamb\u00e9m os profissionais com a categoria profissional de enfermeiro que apresentam as m\u00e9dias mais baixas relativamente \u00e0 adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos, bem como na dimens\u00e3o adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos com a equipa multidisciplinar. O facto dos profissionais com a categoria de enfermeiro apresentarem n\u00edveis m\u00e9dios de despersonaliza\u00e7\u00e3o mais elevados, ou seja apresentarem com maior frequ\u00eancia respostas e comportamentos impessoais e frios para com as pessoas que se relacionam, est\u00e1 de acordo com as m\u00e9dias inferiores apresentadas pelos mesmos profissionais relativamente \u00e0 adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos. Neste sentido, \u00e9 igualmente importante investir na forma\u00e7\u00e3o base dos enfermeiros, uma vez que dos profissionais com a categoria profissional de enfermeiro possuem n\u00edveis de forma\u00e7\u00e3o inferiores aos demais.<\/p>\n<p align=\"justify\">No que concerne \u00e0 an\u00e1lise estat\u00edstica efectuada entre o trabalho por turnos e a vari\u00e1vel psicol\u00f3gica burnout, a an\u00e1lise estat\u00edstica efectuada n\u00e3o demonstrou existir uma rela\u00e7\u00e3o entre ambos. Contudo, verific\u00e1mos a exist\u00eancia de diferen\u00e7as nas dimens\u00f5es despersonaliza\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o pessoal. Existem diferen\u00e7as estatisticamente significativas nas m\u00e9dias da realiza\u00e7\u00e3o pessoal dos enfermeiros que trabalham e n\u00e3o trabalham por turnos, sendo as \u00faltimas ligeiramente superiores, o que confirma os estudos efectuados por Fletcher (2001; in Kettle, 2002). Existem ainda diferen\u00e7as significativas entre a dimens\u00e3o despersonaliza\u00e7\u00e3o e o trabalho por turnos, sendo que os enfermeiros que n\u00e3o trabalham por turnos apresentam valores m\u00e9dios mais baixos, ou seja, adoptam comportamentos impessoais e frios para com as pessoas com quem se relacionam com menor frequ\u00eancia. Este facto pode ser explicado, atrav\u00e9s dos estudos efectuados por Serra (1999), que salienta o facto do trabalho por turnos alterar o ritmo circadiano, o que por sua vez exerce uma influ\u00eancia directa nos aspectos biol\u00f3gicos e emocionais do indiv\u00edduo (tais como a toler\u00e2ncia, a paci\u00eancia, a capacidade de concentra\u00e7\u00e3o e o racioc\u00ednio). O autor acrescenta ainda que devido ao barulho que se verifica durante o dia \u00e9 normal que estes indiv\u00edduos n\u00e3o descansem o suficiente, pelo que quando v\u00e3o trabalhar sentem-se cansados, sonolentos e desmotivados. Esta ideia est\u00e1 de acordo com o nosso estudo, pois os indiv\u00edduos que trabalham por turnos apresentam valores mais elevados de despersonaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>3. CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O burnout \u00e9 um tema relevante para as profiss\u00f5es em que os relacionamentos humanos assumem particular import\u00e2ncia, como \u00e9 o caso da profiss\u00e3o de enfermagem. Neste sentido parece-nos pertinente, numa perspectiva explorat\u00f3ria compreender a poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos e o burnout.<\/p>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o obstante o facto da an\u00e1lise estat\u00edstica efectuada n\u00e3o ter determinado a exist\u00eancia de uma correla\u00e7\u00e3o estatisticamente significativa entre estas duas vari\u00e1veis, ficou demonstrada a exist\u00eancia de uma rela\u00e7\u00e3o entre a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos e a realiza\u00e7\u00e3o pessoal, o que nos indica uma estrat\u00e9gia importante na promo\u00e7\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o pessoal dos profissionais de enfermagem, diminuindo consequentemente o burnout nesta profiss\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pensamos tamb\u00e9m que a rela\u00e7\u00e3o existente entre a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos e a categoria profissional, indica que o facto de serem os profissionais de enfermagem com n\u00edveis acad\u00e9micos mais elevados aqueles que adoptam comportamentos assertivos com maior frequ\u00eancia, representa uma necessidade urgente de se aumentar o n\u00edvel acad\u00e9mico dos enfermeiros. Aumentar o n\u00edvel acad\u00e9mico dos enfermeiros n\u00e3o significa somente um aumento quantitativo, estamos convictos de que interessa sobretudo aumentar o n\u00edvel qualitativo da sua forma\u00e7\u00e3o, representando os complementos de forma\u00e7\u00e3o em enfermagem uma oportunidade fulcral para se proceder a esse aumento qualitativo. Desta forma, \u00e9 importante que, por um lado, as institui\u00e7\u00f5es de ensino continuem a formar profissionais de enfermagem sensibilizados para a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos, pois como vimos anteriormente os enfermeiros assertivos possuem maior realiza\u00e7\u00e3o pessoal, e, por outro lado, que as diferentes institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade realizem forma\u00e7\u00e3o especifica no sentido de capacitarem os seus enfermeiros em particular e os restantes profissionais de sa\u00fade em geral com t\u00e9cnicas relativas ao comportamento assertivo, pois, como refere Lloyd (1993) trata-se de um comportamento aprendido.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 ainda importante reflectir acerca do trabalho por turnos, na medida em que este diminui a capacidade de concentra\u00e7\u00e3o e toler\u00e2ncia dos indiv\u00edduos e, no caso particular, dos profissionais de enfermagem, que por terem que lidar de forma directa e permanente com situa\u00e7\u00f5es stressantes que exigem uma capacidade de racioc\u00ednio e concentra\u00e7\u00e3o superiores, na tentativa de reduzir ao m\u00e1ximo a possibilidade de erro, faz com que estes profissionais de sa\u00fade se sujeitem a cometer erros com maior frequ\u00eancia, al\u00e9m de diminuir a qualidade dos cuidados por eles prestados. Assim, e uma vez que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel abolir o trabalho por turnos em enfermagem, ser\u00e1 importante que os enfermeiros chefes se encontrem sensibilizados para esta problem\u00e1tica, pois compete-lhes a responsabilidade da organiza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, e que tenham em mente a necessidade de descansar e realizar actividades de lazer que os enfermeiros que trabalham por turnos possuem, \u00e0 semelhan\u00e7a dos outros que n\u00e3o exercem a sua actividade profissional por turnos. Ser\u00e1 oportuno que a seguir ao turno da noite, o enfermeiro tenha directo \u00e0 sua folga semanal, no sentido de lhe possibilitar a recupera\u00e7\u00e3o do desgaste f\u00edsico e psicol\u00f3gico a que foi sujeito.<\/p>\n<p align=\"justify\">Parece assim importante que, seguindo a linha das ideias apresentadas neste estudo, se desenvolvam investiga\u00e7\u00f5es posteriores, valorizando as vari\u00e1veis por n\u00f3s aqui introduzidas, utilizando uma popula\u00e7\u00e3o de enfermeiros mais alargada e diversificada em termos geogr\u00e1ficos. Ser\u00e1 de igual forma pertinente, aprofundar os conhecimentos acerca da rela\u00e7\u00e3o existente entre a comunica\u00e7\u00e3o assertiva e o burnout, na medida em que seria frut\u00edfero para o Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade em geral e para os utentes e enfermeiros em particular, a compreens\u00e3o aprofundada desta problem\u00e1tica, procurando predizer e minimizar efeitos adversos do s\u00edndroma de burnout.<\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Amaro, H. J. F. &amp; Jesus, S. N. (2005). Comportamentos assertivos: um estudo explorat\u00f3rio. Nursing, 199, 24-28.<\/p>\n<p align=\"justify\">Angel, G. &amp; Petronko, D. K. (1983). Developing the New Assertive Nurse. New York: Springer Publishing Company, 1-31, 137-176.<\/p>\n<p align=\"justify\">Atkinson. L. D. &amp; Murray, M. E. (1989). Fundamentos de Enfermagem: introdu\u00e7\u00e3o ao processo de enfermagem. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan.<\/p>\n<p align=\"justify\">Clark, C. C. (2003). Holistic Assertiveness Skills for Nurses. New York: Springer Publishing Company.<\/p>\n<p align=\"justify\">Freudenberger, H. J. (1975). The Staff Burnout. Journal of Social Inssues, 30, 159-165.<\/p>\n<p align=\"justify\">Hill, M. M. &amp; Hill, A. (2002). Investiga\u00e7\u00e3o por Question\u00e1rio. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es S\u00edlabo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Jesus, S. N. (2001). Factores de Mal e de Bem-Estar em Profissionais de Educa\u00e7\u00e3o e de Sa\u00fade. In Universidade do Algarve. Estudos de Homenagem ao Prof. Doutor Gomes Guerreiro. Faro: Funda\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento da Universidade do Algarve, 199-206.<\/p>\n<p align=\"justify\">Kettle, J. (2002). Factors Affecting Job Satisfaction in the Registered Nurses. University of North Carolina, Charlotte, 1-5. Retirado a 21\/04\/2004 de: <a href=\"http:\/\/juns.nursing.arizona.edu\/articles\/Fall%202002\/Kettle.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/juns.nursing.arizona.edu\/articles\/Fall%202002\/Kettle.htm<\/a>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Leebov, W. (2003). Assertiveness Skills for Professionals in Health Care. Lincoln: iUniverse, 1-46.<\/p>\n<p align=\"justify\">Lloyd, S. L. (1993). Desenvolvimento em Assertividade: t\u00e9cnicas para o sucesso pessoal. Lisboa: Monitor, 6-55.<\/p>\n<p align=\"justify\">Maslach, C. &amp; Jackson, S. E. (1981). Maslach Burnout Inventory Manual. Palo Alto: CA: Consulting Psychologists Press.<\/p>\n<p align=\"justify\">Maslach, C. &amp; Jackson, S. E. (1982). Burnout in the Health Professions: a social psychological analysis. In: G. Sanders &amp; J. Suls (Eds.), Social Psychology of Health and Illness. New York: Erlbaum.<\/p>\n<p align=\"justify\">Queir\u00f3s, P. (2004). Burnout no Trabalho e Conjugal em Enfermeiros Portugueses. Tese de Doutoramento n\u00e3o publicada. Extremadura: Departamento de Psicologia e Sociologia da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Riley, J. B. (2004). Comunica\u00e7\u00e3o em Enfermagem. Loures: Lusoci\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Rogers, C. (1983). Tornar-se Pessoa. Lisboa: Moraes.<\/p>\n<p align=\"justify\">Serra, A. V. (1999). O Stress na vida de todos os dias. Coimbra: Adriano Vaz Serra, 665-692.<\/p>\n<p align=\"justify\">Smith, S. (1992). Communications in Nursing. St. Louis: Mosby Year Book.<\/p>\n<p align=\"justify\">Taormina, R. J. &amp; Law, C. M. (2000). Approaches to Preventing Burnout: the effects of personal stress management and organizational socialization. Journal of Nursing Management, 7 (2), 81-90.<\/p>\n<div align=\"left\">\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"100%\"><strong>PONTOS A RETER<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>As rela\u00e7\u00f5es interpessoais assumem particular import\u00e2ncia na profiss\u00e3o de enfermagem;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>O comportamento comunicacional assertivo facilita e promove as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, reduzindo o mal\/estar existente;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>O burnout \u00e9 um s\u00edndrome que se verifica frequentemente em indiv\u00edduos que desempenham a sua actividade profissional com pessoas;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>O m\u00e9todo amostral utilizado foi o de clusters tendo sido posteriormente utilizado a t\u00e9cnica da amostragem aleat\u00f3ria, tendo sido seleccionados 40% das unidades de sa\u00fade do Algarve;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>Os participantes no estudo adoptam comportamentos comunicacionais assertivos com muita frequ\u00eancia;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>Os participantes no estudo revelam um n\u00edvel de burnout m\u00e9dio, e uma realiza\u00e7\u00e3o pessoal elevada;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>Existe uma correla\u00e7\u00e3o positiva entre a realiza\u00e7\u00e3o pessoal e a adop\u00e7\u00e3o de comportamentos assertivos, assim como uma correla\u00e7\u00e3o negativa entre assertividade e despersonaliza\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>Os enfermeiros com categorias profissionais mais elevadas adoptam comportamentos assertivos com maior frequ\u00eancia;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>O trabalho por turnos relaciona-se com a despersonaliza\u00e7\u00e3o e com a realiza\u00e7\u00e3o pessoal;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\u00c9 importante formar profissionais de enfermagem com aptid\u00f5es pessoais na comunica\u00e7\u00e3o assertiva, promovendo assim a sua realiza\u00e7\u00e3o pessoal.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"center\">\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-264\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/07\/image002.gif\" alt=\"\" width=\"491\" height=\"284\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-265\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/07\/image004.gif\" alt=\"\" width=\"555\" height=\"279\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-639\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/06\/image006.gif\" alt=\"\" width=\"582\" height=\"253\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-267\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/07\/image008.gif\" alt=\"\" width=\"582\" height=\"252\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Quadro 1: M\u00e9dias, desvios padr\u00e3o e valores m\u00ednimos e m\u00e1ximos obtidos nas diversas medidas utilizadas para avaliar os comportamentos assertivos<\/p>\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffcc99\" width=\"162\">MEDIDAS<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffcc99\" width=\"69\">M\u00c9DIA<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffcc99\" width=\"98\">DESVIO PADR\u00c3O<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffcc99\" width=\"72\">M\u00cdNIMO<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffcc99\" width=\"90\">M\u00c1XIMO<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"162\">Sub-escala A: Assertividade com os utentes<\/td>\n<td width=\"69\">5.048<\/td>\n<td width=\"98\">.586<\/td>\n<td width=\"72\">3.17<\/td>\n<td width=\"90\">6.00<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"162\" height=\"60\">Sub-escala B: Assertividade com a equipa multidisciplinar<\/td>\n<td width=\"69\">4.989<\/td>\n<td width=\"98\">.579<\/td>\n<td width=\"72\">3.28<\/td>\n<td width=\"90\">6.00<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"162\">Comportamentos assertivos<\/td>\n<td width=\"69\">5.004<\/td>\n<td width=\"98\">.533<\/td>\n<td width=\"72\">3.38<\/td>\n<td width=\"90\">6.00<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Quadro 2: M\u00e9dias, desvios padr\u00e3o e valores m\u00ednimos e m\u00e1ximos obtidos nas diversas medidas utilizadas para avaliar o burnout<\/p>\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<table cellspacing=\"3\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffcc99\" width=\"115\">MEDIDAS<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffcc99\" width=\"47\">M\u00c9DIA<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffcc99\" width=\"102\">DESVIO PADR\u00c3O<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffcc99\" width=\"45\">M\u00cdNIMO<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffcc99\" width=\"58\">M\u00c1XIMO<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"115\">Exaust\u00e3o emocional<\/td>\n<td width=\"47\">3.018<\/td>\n<td width=\"102\">1.091<\/td>\n<td width=\"45\">1.00<\/td>\n<td width=\"58\">5.89<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"115\">Despersonaliza\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td width=\"47\">2.088<\/td>\n<td width=\"102\">.979<\/td>\n<td width=\"45\">1.00<\/td>\n<td width=\"58\">5.00<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"115\" height=\"35\">Realiza\u00e7\u00e3o pessoal<\/td>\n<td width=\"47\">5.320<\/td>\n<td width=\"102\">.678<\/td>\n<td width=\"45\">3.13<\/td>\n<td width=\"58\">6.88<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"115\" height=\"25\">Burnout<\/td>\n<td width=\"47\">3.644<\/td>\n<td width=\"102\">.536<\/td>\n<td width=\"45\">1.82<\/td>\n<td width=\"58\">5.18<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem ainda diferen\u00e7as significativas entre a dimens\u00e3o despersonaliza\u00e7\u00e3o e o trabalho por turnos, sendo que os enfermeiros que n\u00e3o trabalham por turnos apresentam valores m\u00e9dios mais baixos, ou 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[&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[346,345,347,201],"class_list":["post-640","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nursing","tag-assertividade","tag-burnout","tag-comportamento","tag-comunicacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/640","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=640"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/640\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2806,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/640\/revisions\/2806"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=640"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}