{"id":637,"date":"2007-06-03T19:30:09","date_gmt":"2007-06-03T19:30:09","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/iii-encontro-de-enfermagem-da-cidade-de-cantanhede\/"},"modified":"2021-05-04T09:12:17","modified_gmt":"2021-05-04T09:12:17","slug":"iii-encontro-de-enfermagem-da-cidade-de-cantanhede","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/iii-encontro-de-enfermagem-da-cidade-de-cantanhede\/","title":{"rendered":"III Encontro de Enfermagem da cidade de Cantanhede"},"content":{"rendered":"<p>Decorreu em Cantanhede, pelo terceiro ano consecutivo, o III Encontro de Enfermagem da cidade de Cantanhede, nos dias 17 e 18 de Maio de 2007, tendo por base o tema \u201cA pessoa no centro dos cuidados\u201d.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<table style=\"width: 331px; height: 306px;\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"117\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-633\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/06\/team1.jpg\" alt=\"\" width=\"185\" height=\"300\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td valign=\"bottom\" width=\"193\">\n<p align=\"right\">Enf.\u00aa C\u00e1tia Duarte<\/p>\n<p align=\"right\">Enf.\u00aa Teresa Pais<\/p>\n<p align=\"right\">Enf. Joel Monteiro<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Decorreu em Cantanhede, pelo terceiro ano consecutivo, o III Encontro de Enfermagem da cidade de Cantanhede, nos dias 17 e 18 de Maio de 2007, tendo por base o tema \u201cA pessoa no centro dos cuidados\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">No primeiro dia de confer\u00eancias, tiveram lugar as seguintes mesas: sistemas de informa\u00e7\u00e3o em Enfermagem, cuidados continuados e Enfermagem em contexto humanit\u00e1rio.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Enf.\u00aa \u00c1urea Flamino Andrade (Enf.\u00aa Directora do Hospital do Arcebispo Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo) presidiu a confer\u00eancia inaugural, tendo dissertado acerca da realidade de Cantanhede, assim como a reestrutura\u00e7\u00e3o a que o Hospital do Arcebispo Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo foi sujeito. Segundo esta, a maior efic\u00e1cia das medidas preventivas em sa\u00fade, o progresso da ci\u00eancia no combate \u00e0 doen\u00e7a, a melhoria da interven\u00e7\u00e3o ambiental e a progressiva consciencializa\u00e7\u00e3o de que somos os principais agentes da nossa pr\u00f3pria sa\u00fade s\u00e3o aspectos que est\u00e3o intimamente ligados a uma tend\u00eancia social que \u00e9 revelada pelo envelhecimento progressivo da popula\u00e7\u00e3o e pelo consequente aumento da esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida. Focou, ainda, uma necessidade urgente de uma resposta adequada \u00e0s car\u00eancias crescentes em cuidados de sa\u00fade, mais especificamente, relativo ao envelhecimento humano, na qual se verifique efic\u00e1cia e humaniza\u00e7\u00e3o dos cuidados, potenciando uma melhor organiza\u00e7\u00e3o e efici\u00eancia dos recursos humanos existentes. Com os dados referidos pela prelectora, verificamos a necessidade do tipo de cuidados referenciados:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li>Portugal, no ano de 2050, contar\u00e1 com o 4\u00ba lugar no ranking dos pa\u00edses da U.E. no que concerne \u00e0 sua popula\u00e7\u00e3o de idosos, com uma associa\u00e7\u00e3o agravante da tend\u00eancia para a baixa natalidade e aumento da esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida;<\/li>\n<li>Mais especificamente, a n\u00edvel do Concelho de Cantanhede, o \u00edndice de envelhecimento \u00e9 de 86,6% e a rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia aproxima-se dos 53,4%, havendo um total da popula\u00e7\u00e3o s\u00e9nior (com mais de 65 anos) que ronda os 20%.<\/li>\n<li>A popula\u00e7\u00e3o s\u00e9nior representa a maior percentagem de utentes com internamentos superiores a 20 dias.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Neste contexto, o Hospital do Arcebispo Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo, proporciona \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, regendo-se pela filosofia da Rede Nacional dos Cuidados Continuados Integrados, uma Unidade de Convalescen\u00e7a (36 camas), uma Unidade de Cuidados Paliativos (14 camas), um Servi\u00e7o Domicili\u00e1rio Integrado que articula com o Centro de Sa\u00fade e um Servi\u00e7o de Cirurgia do Ambulat\u00f3rio e Consulta Externa. A Unidade de Convalescen\u00e7a tem como objectivo a recupera\u00e7\u00e3o funcional de doentes com incapacidade revers\u00edvel e necessidade de internamento, n\u00e3o superior a 30 dias, sendo um recurso interm\u00e9dio de apoio \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-hospitalar e pr\u00e9via no regresso ao domic\u00edlio. A Unidade de Cuidados Paliativos ir\u00e1 prestar cuidados activos, coordenados e globais, a doentes em situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica complexa e de sofrimento decorrentes de doen\u00e7a severa e \/ou avan\u00e7ada, incur\u00e1vel e progressiva, tendo como componentes essenciais o al\u00edvio da sintomatologia; o apoio psicol\u00f3gico, espiritual e emocional; o apoio \u00e0 fam\u00edlia e o apoio durante o processo de luto. O Servi\u00e7o Domicili\u00e1rio tem como miss\u00e3o a presta\u00e7\u00e3o de cuidados continuados e diferenciados no domic\u00edlio (quer preventivos quer curativos), diminuindo o n\u00famero (re)internamentos, promovendo a autonomia e melhoria da qualidade de vida dos doentes. No que concerne \u00e0 Unidade de Cirurgia do Ambulat\u00f3rio, \u00e0 que salientar a exist\u00eancia de uma consulta de enfermagem pr\u00e9-operat\u00f3ria, onde ser\u00e1 efectuado o ensino para p\u00f3s-alta e onde ser\u00e3o explicados todos os procedimentos, permitindo uma maior envolv\u00eancia da fam\u00edlia em todo o processo e facilitando a alta.<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma vez que a principal miss\u00e3o de qualquer organiza\u00e7\u00e3o prestadora de cuidados de sa\u00fade dever\u00e1 ser o alcan\u00e7ar da satisfa\u00e7\u00e3o do utente, atrav\u00e9s de cuidados de qualidade, a Direc\u00e7\u00e3o de Enfermagem do Hospital do Arcebispo Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo assume promover a melhoria do desempenho dos profissionais de Enfermagem, promovendo o acesso equitativo aos servi\u00e7os, e avalia\u00e7\u00e3o do grau de satisfa\u00e7\u00e3o dos utentes, atrav\u00e9s da implementa\u00e7\u00e3o de sistemas de gest\u00e3o da qualidade, apostando numa estrat\u00e9gia de melhoria cont\u00ednua com efeitos na atitude e nos resultados do trabalho desenvolvido por todos os enfermeiros.<\/p>\n<p align=\"justify\">A prelectora focou ainda um aspecto que, a nosso ver, \u00e9 importante, que \u00e9 a necessidade de especializa\u00e7\u00e3o\/forma\u00e7\u00e3o em psicologia cl\u00ednica, de forma a tornar os profissionais de sa\u00fade mais aptos e a dar-lhes um maior \u00e0-vontade na abordagem de temas como a prepara\u00e7\u00e3o para a morte\/perda.<\/p>\n<p align=\"justify\">A primeira mesa iniciou-se com o Prof. Dr. Filipe Pereira (Escola Superior de Enfermagem de S\u00e3o Jo\u00e3o), que abordou o tema \u201cA import\u00e2ncia do resumo m\u00ednimo de dados nos padr\u00f5es de qualidade de cuidados de Enfermagem\u201d. Segundo este, existem duas quest\u00f5es a que devemos responder \u201cporque \u00e9 que precisamos de informa\u00e7\u00e3o?\u201d e \u201cque informa\u00e7\u00e3o precisamos (sobre o qu\u00ea)?\u201d. A qualidade em sa\u00fade passa por uma pluridisciplinaridade, ou seja, envolve todos os profissionais de sa\u00fade e n\u00e3o apenas um grupo, devendo estes ter como finalidade a melhoria cont\u00ednua da presta\u00e7\u00e3o de cuidados. Sendo a qualidade tang\u00edvel, esta \u00e9 pass\u00edvel de ser avaliada e\/ou quantificada, atrav\u00e9s da inclus\u00e3o de dados de qualidade quantific\u00e1veis nos registos, nomeadamente nos de Enfermagem. Para tal, \u00e9 necess\u00e1rio a exist\u00eancia de uma linguagem uniformizada e comum, nomeadamente a CIPE, para que possa existir, no m\u00ednimo, comparabilidade de dados a n\u00edvel nacional. No tipo de informa\u00e7\u00e3o que devemos possuir, dever\u00e3o estar inclu\u00eddos pontos como: promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade (por exemplo, a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ao novo plano nacional de vacina\u00e7\u00e3o), auto-cuidado, readapta\u00e7\u00e3o profissional, preven\u00e7\u00e3o de complica\u00e7\u00f5es, satisfa\u00e7\u00e3o dos utentes, entre outros.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Enf.\u00aa Maria Helena Santos Clara Sim\u00f5es (Instituto de Gest\u00e3o de Informa\u00e7\u00e3o Financeira) preleccionou o tema \u201cSistemas de Classifica\u00e7\u00e3o de doentes de Enfermagem\u201d. Desde 1984 que se visa a forma\u00e7\u00e3o de um Sistema de Classifica\u00e7\u00e3o de Doentes baseado em n\u00edveis de depend\u00eancia de cuidados de Enfermagem (SCD\/E), integrado no programa \u201cSistemas de Informa\u00e7\u00e3o para a Gest\u00e3o dos Servi\u00e7os de Sa\u00fade\u201d (SIGS). Este programa, de acordo com a Enf.\u00aa M.\u00aa Helena, baseia-se na categoriza\u00e7\u00e3o dos doentes por indicadores cr\u00edticos e de acordo com as suas necessidades em cuidados de Enfermagem (\u00e0 semelhan\u00e7a do m\u00e9todo GRASP System desenvolvido nos EUA), tendo por objectivos:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li>Optimizar os recursos de Enfermagem dispon\u00edveis;<\/li>\n<li>Delinear os cuidados a serem prestados;<\/li>\n<li>Administrar eficazmente o n\u00famero de enfermeiros necess\u00e1rios em cada servi\u00e7o;<\/li>\n<li>Reconhecer as necessidades em recursos de Enfermagem;<\/li>\n<li>Ajustar a dota\u00e7\u00e3o dos Quadros de Pessoal.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Em \u00faltima inst\u00e2ncia, a finalidade deste programa \u00e9 desenvolver um sistema de informa\u00e7\u00e3o, no qual haja uma gest\u00e3o racional dos recursos humanos, potenciando os recursos de Enfermagem dispon\u00edveis e apoiando, sobretudo, a introdu\u00e7\u00e3o de medidas correctivas e a actualiza\u00e7\u00e3o do Quadro de Pessoal, inserido, obviamente, no contexto or\u00e7amental da institui\u00e7\u00e3o. Atrav\u00e9s do c\u00e1lculo di\u00e1rio das necessidades dos doentes internados, os enfermeiros delineiam as interven\u00e7\u00f5es, balizando os n\u00edveis de depend\u00eancia respectivos no Quadro de Classifica\u00e7\u00e3o de Doentes (QCD), de uma forma prospectiva, o que possibilita determinar as horas de cuidados necess\u00e1rias por doente e que, confrontadas com o n\u00famero de doentes internados naquele dia, permite auferir o indicador de gest\u00e3o Horas de Cuidados Necess\u00e1rias por Dia de Internamento. No entanto, visto a informa\u00e7\u00e3o obtida ser referente \u00e0s varia\u00e7\u00f5es ocorridas em per\u00edodos de 24 horas, a distribui\u00e7\u00e3o dos recursos humanos \u00e9 feita em fun\u00e7\u00e3o das necessidades efectivas de cuidados, minimizando-se sub ou sobre utiliza\u00e7\u00f5es. De igual forma, permite obter indicadores que poder\u00e3o ser utilizados na elabora\u00e7\u00e3o prospectiva de quadros de pessoal adequados \u00e0 realidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">A oradora salientou, ainda, que, os dados obtidos at\u00e9 hoje indiciam que, de uma forma geral, existe uma car\u00eancia de enfermeiros nas unidades de internamento, nomeadamente nas de Medicina, e que, de uma forma sistem\u00e1tica, os enfermeiros t\u00eam papel activo na gest\u00e3o de cuidados e na gest\u00e3o das unidades de internamento, influenciando positivamente a cultura organizacional dos hospitais.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Dr. Fernando Gomes Costa (ARS Centro) debateu um tema em ascens\u00e3o nos dias de hoje, a Telemedicina, mais especificamente a \u201cTelemedicina no servi\u00e7o de Urg\u00eancia\u201d. A Telemedicina, segundo o mesmo, consiste na utiliza\u00e7\u00e3o da inform\u00e1tica e das telecomunica\u00e7\u00f5es aplicadas \u00e0s tarefas tradicionalmente executadas por profissionais de sa\u00fade (confrontar com figura). Um dos maiores obst\u00e1culos \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o deste servi\u00e7o, destacados durante a apresenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 o elevado custo que acarreta (entre 10 000 &#8211; 15 000 euros, por posto), o que dificulta a uniformidade de oportunidades e de distribui\u00e7\u00e3o de equipamentos. No entanto, tamb\u00e9m, foram salientadas muitas vantagens, tais como: favorece a forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos profissionais (ensino \u00e0 dist\u00e2ncia) e a cria\u00e7\u00e3o de um relacionamento inter-profissional mais personalizado, permite uma economia de transportes, diminui\u00e7\u00e3o das listas de espera, acessibilidade equitativa e o descongestionamento dos servi\u00e7os de Urg\u00eancia, facilita a humaniza\u00e7\u00e3o dos cuidados e um r\u00e1pido referenciamento dos utentes, entre outras. Em suma, a telemedicina ir\u00e1, a longo prazo, permitir uma melhor utiliza\u00e7\u00e3o de recursos e um atendimento e\/ou diagn\u00f3stico mais r\u00e1pido e eficaz.<\/p>\n<p align=\"justify\">A segunda mesa foi encetada pelo Dr. Abreu Nogueira (Unidade Miss\u00e3o Cuidados Continuados Integrados) com o tema \u201cRede de Cuidados Continuados Integrados\u201d. \u201cNum sistema de sa\u00fade, o doente, o sistema e a comunidade devem ser encarados como um todo. O indiv\u00edduo deve aceder aos cuidados necess\u00e1rios, no tempo certo, no local certo, pelo prestador adequado\u201d, referiu. Para tal, e tendo em conta o progressivo aumento da percentagem de idosos e a diminui\u00e7\u00e3o da percentagem da popula\u00e7\u00e3o activa, dever-se-\u00e1 proceder a uma reorienta\u00e7\u00e3o\/mudan\u00e7a do sistema de sa\u00fade portugu\u00eas (a preven\u00e7\u00e3o dever\u00e1 assumir primordial import\u00e2ncia &#8211; altera\u00e7\u00e3o de estilos de vida de forma a evitar doen\u00e7as cr\u00f3nicas e a prolongar a funcionalidade ao longo do ciclo vital). Sendo assim, e de acordo com o prelector, aquando da delinea\u00e7\u00e3o de uma rede de sa\u00fade como a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), coloca-se a seguinte quest\u00e3o: Quais os cuidados necess\u00e1rios, quais o tempo e local certos e qual o prestador de cuidados mais adequado?<\/p>\n<p align=\"justify\">Devido ao perfil populacional j\u00e1 mencionado e aos valores dele auferidos, foram criados, no Dec. Lei n.\u00ba 101\/2006 de 6 de Junho, os Cuidados Continuados Integrados como conjunto de interven\u00e7\u00f5es sequenciais de sa\u00fade e\/ou de apoio social, decorrente de avalia\u00e7\u00e3o conjunta, centrado na recupera\u00e7\u00e3o global entendida como o processo terap\u00eautico e de apoio social, activo ou cont\u00ednuo, que visa promover a autonomia melhorando a funcionalidade da pessoa em situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia, atrav\u00e9s da sua reabilita\u00e7\u00e3o, readapta\u00e7\u00e3o e reinser\u00e7\u00e3o familiar e social. Sendo assim, para o Dr. Abreu Nogueira, este modelo tem como princ\u00edpios, ser: integral (engloba todas as necessidades), global, interdisciplinar, inserido na comunidade, harm\u00f3nico e equitativo, sustent\u00e1vel (despesas repartidas entre o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e o da Seguran\u00e7a Social), melhor utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos e representativo da qualidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo o mesmo, a RNCCI tem como benef\u00edcios (confrontar com esquema):<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li>Adequa\u00e7\u00e3o dos cuidados;<\/li>\n<li>Redu\u00e7\u00e3o da perman\u00eancia de cr\u00f3nicos no hospital;<\/li>\n<li>Aumento de camas dispon\u00edveis para internamento de agudos;<\/li>\n<li>Maior efici\u00eancia;<\/li>\n<li>Diminui\u00e7\u00e3o de custos.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">E como objectivos:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li>Actuar sobre o estado de sa\u00fade dos cidad\u00e3os com perda de autonomia;<\/li>\n<li>Prevenir o agravamento das situa\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>Actuar sobre a capacidade funcional, reabilitando e cuidando;<\/li>\n<li>Ver o doente e fam\u00edlia como unidade de cuidados;<\/li>\n<li>Promover o envolvimento dos cuidadores nos cuidados;<\/li>\n<li>Dinamizar a forma\u00e7\u00e3o dos cuidadores.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-634\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/06\/image001.gif\" alt=\"\" width=\"615\" height=\"222\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A Dr.\u00aa Maria Jos\u00e9 Hespanha (ARS Centro) abordou o tema \u201cSa\u00fade de pessoas idosas e cidad\u00e3os em situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia\u201d, tendo debru\u00e7ado a sua prelec\u00e7\u00e3o, principalmente, na sua experi\u00eancia. Esta salientou o qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9, por vezes, o contacto com este grupo populacional, j\u00e1 que muitas vezes s\u00e3o distanciados afectivamente pelos seus familiares, bem como pela sociedade. Esta situa\u00e7\u00e3o gera o seu isolamento, como forma de auto-protec\u00e7\u00e3o (por exemplo, deitam-se cedo, optam por passar o seu tempo em espa\u00e7os fechados e escuros, etc.). Este facto est\u00e1, tamb\u00e9m, associado ao seu receio de luto\/perda e \u00e0 proximidade do seu pr\u00f3prio fim. Sendo assim, cabe aos profissionais de sa\u00fade auxiliar\/apoiar o idoso, ajudando-o a viv\u00eanciar da melhor forma o seu processo de envelhecimento e a proporcionar um fim digno e sem sofrimento.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cContinuidade de cuidados: que desafio para os cuidados de sa\u00fade prim\u00e1rios\u201d foi o tema analisado pela Dr.\u00aa Isabel Ventura (Sub-regi\u00e3o de Sa\u00fade de Coimbra). De acordo com esta prelectora, o Centro de Sa\u00fade, como unidade b\u00e1sica do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade e como protagonista de linha da frente do mesmo, enfrenta uma escassez a n\u00edvel de recursos humanos (tanto m\u00e9dicos como enfermeiros), que poder\u00e1 por em causa a qualidade dos cuidados prestados. A altera\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica familiar, o aumento da esperan\u00e7a de vida e o aumento de doen\u00e7as cr\u00f3nicas e de pluripatologias constitui um desafio para os cuidados de sa\u00fade prim\u00e1rios, que t\u00eam cada vez mais, e segundo a mesma, a miss\u00e3o de aumentar a qualidade de vida e diminuir o grau de depend\u00eancia dos idosos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Consciente das altera\u00e7\u00f5es dos modelos de presta\u00e7\u00e3o de cuidados e das necessidades de sa\u00fade, o Governo Portugu\u00eas consagrou como priorit\u00e1rio, o Projecto dos Cuidados Continuados. Factores como o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, as altera\u00e7\u00f5es sociais, as novas necessidades em sa\u00fade, a falta de profissionais, implicam reestrutura\u00e7\u00f5es a n\u00edvel da presta\u00e7\u00e3o de cuidados, de forma a conseguirmos responder eficiente e eficazmente, com a qualidade exigida e necess\u00e1ria. De acordo com a oradora, a cria\u00e7\u00e3o de Equipas de Cuidados Continuados Integrados nos Centros de Sa\u00fade e Unidades de Sa\u00fade Familiares, constituir\u00e3o, desde que bem estruturadas, a resposta basilar assistencial dos cuidados continuados no domic\u00edlio, visando a avalia\u00e7\u00e3o e acompanhamento dos cuidados m\u00e9dicos, de enfermagem, de reabilita\u00e7\u00e3o e de apoio social imprescind\u00edveis a cada caso.<\/p>\n<p align=\"justify\">A terceira mesa foi iniciada com o relato pessoal e emocionado da Enf.\u00aa Concei\u00e7\u00e3o Bom Pastor (Assist\u00eancia M\u00e9dica Internacional), referente \u00e0 sua experi\u00eancia como volunt\u00e1ria em Mo\u00e7ambique. A salientar est\u00e1 a grande diferen\u00e7a entre a realidade portuguesa e dos pa\u00edses de terceiro mundo, nomeadamente na assist\u00eancia m\u00e9dica, que \u00e9 prec\u00e1ria e praticamente inexistente, dependendo maioritariamente da ajuda humanit\u00e1ria e dos pr\u00f3prios utentes. Em contexto humanit\u00e1rio \u00e9 exigido ao profissional de sa\u00fade volunt\u00e1rio uma dedica\u00e7\u00e3o total, bem como, um extrapolamento dos seus conhecimentos para outras \u00e1reas para al\u00e9m da sa\u00fade, tais como: ensino, constru\u00e7\u00e3o civil, gest\u00e3o, pol\u00edtica, etc.<\/p>\n<p align=\"justify\">Seguidamente, a Enf.\u00aa Lurdes Almeida (Sa\u00fade em Portugu\u00eas) partilhou a sua experi\u00eancia da \u201cCat\u00e1strofe Tsunami\u201d. No contexto da cat\u00e1strofe ocorrida em 26 de Dezembro de 2005, a Associa\u00e7\u00e3o Sa\u00fade em Portugu\u00eas (uma Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o Governamental) partiu a 29 do mesmo m\u00eas para a Rep\u00fablica do Sri Lanka, com o intuito de responder ao apelo do Governo desse pa\u00eds, mais concretamente para a regi\u00e3o de Jafnna (sudeste), no Hospital de Point Pedro, onde, durante o ano de perman\u00eancia, e com condi\u00e7\u00f5es iniciais prec\u00e1rias, foi poss\u00edvel:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li>Assist\u00eancia \u00e0s popula\u00e7\u00f5es afectadas pelo maremoto;<\/li>\n<li>Reconstru\u00e7\u00e3o da maternidade;<\/li>\n<li>Cria\u00e7\u00e3o de uma sala de Emerg\u00eancia para o atendimento de doentes graves;<\/li>\n<li>Participa\u00e7\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o do Sistema Nacional de Emerg\u00eancia;<\/li>\n<li>Forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea do Suporte B\u00e1sico de Vida em hospitais e escola de Enfermagem da regi\u00e3o;<\/li>\n<li>Apoio di\u00e1rio nos campos de desalojados, com consultas m\u00e9dicas e de Enfermagem.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Dito isto, h\u00e1 a salientar, que mesmos com condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, \u00e9 poss\u00edvel, desde que haja vontade, dedica\u00e7\u00e3o e empenho, desenvolver projectos que salvam vidas, possibilitando a presta\u00e7\u00e3o de cuidados de sa\u00fade com o m\u00e1ximo de qualidade poss\u00edvel.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Enf.\u00aa Laura Brenlla Gonzal\u00e9z, por sua vez, teve a oportunidade de debater o \u201cCen\u00e1rio de guerra \u2013 a c\u00f3lera na Guin\u00e9\u201d, tendo iniciado por uma apresenta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Guin\u00e9-Bissau, um pa\u00eds \u00e0 parte da evolu\u00e7\u00e3o do Homem, \u00e9 o 5\u00ba pa\u00eds mais pobre do Mundo, onde, em menos de 3 meses, 400 pessoas faleceram devido \u00e0 doen\u00e7a da pobreza \u2013 a c\u00f3lera. Uma doen\u00e7a que era vista como um castigo dos deuses, levando ao isolamento dos doentes e ao ocultar dos casos ocorridos, levando \u00e0 r\u00e1pida propaga\u00e7\u00e3o da epidemia, juntamente com os prec\u00e1rios h\u00e1bitos salutares. Em resposta \u00e0 ECHO (organismo da U.E.), os M\u00e9dicos do Mundo enviaram uma equipa composta por um coordenador, um m\u00e9dico e duas enfermeiras. Esta deparou-se com um cen\u00e1rio de guerra pol\u00edtica, em que as elei\u00e7\u00f5es presidenciais abafam as aten\u00e7\u00f5es dos casos de morte por c\u00f3lera e com um Governo mais preocupado em confiscar o material m\u00e9dico ao inv\u00e9s de os utilizar nos doentes. Uma popula\u00e7\u00e3o pouco motivada para trabalhar, com escassos h\u00e1bitos de higiene, com dificuldade na mudan\u00e7a de h\u00e1bitos e com ideias supersticiosas relativamente \u00e0 c\u00f3lera, os obst\u00e1culos filol\u00f3gicos dentro da mesma cultura e a r\u00e1pida propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a foram os principais obst\u00e1culos da equipa que de tudo fez para desabrochar as mentalidades destas pessoas relativamente aos conceitos de sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">No entanto, tal como o caso relatado anteriormente, deve o seu sucesso \u00e0 insist\u00eancia, dedica\u00e7\u00e3o e empenho em tornar este mundo um lugar mais igual, harm\u00f3nico e justo para todos aqueles que nele habitam.<\/p>\n<p align=\"justify\">Durante o segundo dia de confer\u00eancias decorreram as seguintes mesas: comportamentos em sa\u00fade em jovens e cuidados de enfermagem a doentes em fim de vida, bem como uma confer\u00eancia subordinada ao tema: cirurgia do ambulat\u00f3rio.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Prof. Ana Filipa Linhares (Faculdade de Motricidade Humana UTL) deu in\u00edcio \u00e0 quarta mesa com o tema \u201cSa\u00fade e bem-estar na adolesc\u00eancia: factores, cen\u00e1rios e problem\u00e1ticas\u201d. Relatou os resultados preocupantes obtidos num estudo realizado em 2006 a 4877 estudantes com m\u00e9dia de idades de 14 anos, dirigido pela Prof. Dra. Margarida Gaspar de Matos. Os resultados mais alarmantes passam pelos maus h\u00e1bitos alimentares dos jovens, maior horas de sedentarismo e pouco exerc\u00edcio, maior dificuldade na comunica\u00e7\u00e3o com os pais e uma menor procura dos professores no que concerne a procurar ajuda por acharem que h\u00e1 menos ajuda por parte destes. Tratam-se de dados que se desejam melhorar num curto espa\u00e7o de tempo.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-635\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/06\/cant1.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"231\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/06\/cant1.jpg 400w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/06\/cant1-300x173.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">A \u201cSexualidade nos adolescentes e jovens adultos\u201d \u00e9 um tema sens\u00edvel de abordagem, mas ao mesmo tempo um tema alvo de aten\u00e7\u00e3o por v\u00e1rios profissionais. Nesse \u00e2mbito foi criado um projecto, j\u00e1 com sete anos de exist\u00eancia, um site onde os adolescentes podem colocar as suas d\u00favidas. A Mestre \u00c2ngela Brand\u00e3o (Psic\u00f3loga do site <a href=\"http:\/\/www.sexualidades.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.sexualidades.com<\/a>) veio relatar a sua experi\u00eancia no \u201cApoio psicol\u00f3gico online \u2013 sete anos de experi\u00eancia\u201d nesse mesmo site, tendo apresentado alguns dados. Inicialmente, exp\u00f4s as \u00e1reas de interesse mais abordadas pelos jovens e nelas se incluem: vida sexual (em que idade dever\u00e1 ser a primeira vez), contracep\u00e7\u00e3o (per\u00edodos de abstin\u00eancia), aborto (m\u00e9todos) e doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis (SIDA). Posteriormente, de acordo com os tipos de d\u00favidas apresentadas pelos jovens a psic\u00f3loga fez uma divis\u00e3o, n\u00e3o oficial, dos jovens em tr\u00eas tipos: adolescentes ou jovem adulto \u201cinocente ou naive\u201d (faz perguntas b\u00e1sicas), \u201cpreocupado\/esclarecido\u201d e \u201cirrespons\u00e1vel ou perm\u00edscuo\u201d. A pr\u00f3pria divis\u00e3o caracteriza os jovens e as suas perguntas.<\/p>\n<p align=\"justify\">O tema \u201cAnorexia\/Bulimia\u201d foi discutido pela Dr.\u00aa Maria Jos\u00e9 Penzol (Pedopsiquiatria \u2013 Hospital Infante D. Pedro \u2013 Aveiro). De acordo com o ICD 10 (International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems), quer a anorexia quer a bulimia s\u00e3o classificadas como \u201cDist\u00farbios comportamentais e mentais: s\u00edndromes comportamentais associados a dist\u00farbios psicopatol\u00f3gicos e factores f\u00edsicos\u201d. A anorexia nervosa, segundo a mesma classifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 definida como um dist\u00farbio alimentar, caracterizado pela perda deliberada de peso, induzida e sustentada pelo paciente (atrav\u00e9s da restri\u00e7\u00e3o total ou parcial de alimentos, ou ent\u00e3o atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de diur\u00e9ticos ou indu\u00e7\u00e3o do v\u00f3mito). Este dist\u00farbio encontra-se associado a um processo psicopatol\u00f3gico espec\u00edfico, existindo uma altera\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o da imagem corporal, em que o paciente se v\u00ea, frequentemente, com excesso de peso, quando, na realidade, o seu organismo sofre uma perda de peso abrupta. Por sua vez, a bulimia \u00e9 definida como um s\u00edndrome caracterizados por epis\u00f3dios frequentes de ingest\u00e3o excessiva de alimentos em simult\u00e2neo com uma preocupa\u00e7\u00e3o excessiva com o controlo do peso corporal, o qual \u00e9 compensado atrav\u00e9s do uso de purgativos, jejum prolongado, pr\u00e1tica excessiva e desmesurada de exerc\u00edcio f\u00edsico e da recorr\u00eancia ao v\u00f3mito. Este dist\u00farbio \u00e9 mais prevalente que a anorexia e ambas afectam mais as mulheres, especialmente as jovens. Uma das diferen\u00e7as entre a anorexia nervosa e a bulimia, \u00e9 que no primeiro caso h\u00e1 sempre perda excessiva de peso, enquanto que no segundo caso, o peso, geralmente, mant\u00e9m-se constante, chegando mesmo a estar dentro dos par\u00e2metros adequados.<\/p>\n<p align=\"justify\">A oradora referiu ainda a exist\u00eancia de diferentes factores para o surgimento e manuten\u00e7\u00e3o deste tipo de dist\u00farbios \u2013 factores predisponentes, precipitantes e perpetuantes. Deu como exemplo de factores:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li>Predisponentes: factores biol\u00f3gicos, de desenvolvimento, familiares e s\u00f3cio-culturais (culto da magreza e penaliza\u00e7\u00e3o da gordura);<\/li>\n<li>Precipitantes: puberdade, acontecimentos de vida stressantes, \u2026;<\/li>\n<li>Perpetuantes: desnutri\u00e7\u00e3o, irritabilidade, depress\u00e3o e reac\u00e7\u00e3o dos outros face \u00e0 perda de peso.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Do que foi dito, poderemos aferir que cada vez mais estas doen\u00e7as t\u00eam uma preval\u00eancia em ambos os sexos, havendo uma maior amplitude de faixas et\u00e1rias abrangidas, atingindo, no entanto, faixas et\u00e1rias cada vez mais jovens. Deste modo, \u00e9 imperativa a referencia\u00e7\u00e3o destes casos \u00e0s unidades de sa\u00fade, bem como uma preven\u00e7\u00e3o exaustiva, tentando alterar os padr\u00f5es de beleza\/magreza at\u00e9 hoje vigentes.<\/p>\n<p align=\"justify\">Recomendou, ainda, a consulta do site: <a href=\"http:\/\/www.comportamentoalimentar.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> www.comportamentoalimentar.pt<\/a>, o qual dever\u00e1 ser consultado n\u00e3o s\u00f3 por quem lida directa ou indirectamente com este tipo de situa\u00e7\u00f5es, mas por todos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cA m\u00fasica e o sentido da vida na adolesc\u00eancia\u201d foi um tema debatido pelo Prof. Dr. Ab\u00edlio Oliveira (Instituto Superior de Ci\u00eancias do Trabalho e da Empresa), que iniciou a sua apresenta\u00e7\u00e3o com alguns exemplos de m\u00fasicas bastante populares entre os adolescentes e que abordam essencialmente os temas morte, sofrimento, dor, suic\u00eddio (\u2026).<\/p>\n<p align=\"justify\">A adolesc\u00eancia \u00e9 um per\u00edodo marcado por grandes oscila\u00e7\u00f5es entre a euforia e a melancolia. A m\u00fasica \u00e9 importante neste processo de matura\u00e7\u00e3o e procura da identidade e muitas vezes reflecte o estado de esp\u00edrito dos jovens. \u00c9 not\u00f3rio que os gostos musicais dos adolescentes se associam mais com letras com pensamentos, sentimentos, cren\u00e7as e imagin\u00e1rio simb\u00f3lico associado \u00e0 morte, vida, estados emocionais e comportamentos suicidas ou para-suicidas. A m\u00fasica reflecte muito o sobre o indiv\u00edduo que a comp\u00f5e e sobre quem a escuta, assim, a m\u00fasica constitui um meio de comunicarmos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Fomos, ainda, presenteados pela confer\u00eancia da Dra. Em\u00edlia Carneiro (Unidade de Cirurgia do Ambulat\u00f3rio \u2013 Hospital de S\u00e3o Jo\u00e3o) sobre \u201cCirurgia do ambulat\u00f3rio\u201d, modalidade que tem vindo a aumentar, devido aos avan\u00e7os ocorridos no meio da Medicina, que possibilitam a realiza\u00e7\u00e3o de mais interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas. Tamb\u00e9m, pelo facto de apresentar uma recupera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, menor taxa de infec\u00e7\u00f5es, menor trauma ps\u00edquico para o doente e menor custo da interven\u00e7\u00e3o. No entanto, para que o sucesso da Cirurgia do Ambulat\u00f3rio esteja garantido, h\u00e1 que estruturar bem todo o processo desde a avalia\u00e7\u00e3o inicial do doente para poss\u00edvel cirurgia at\u00e9 ao acompanhamento do doente ap\u00f3s a alta. Foi apresentado pela mesma a experi\u00eancia de 10 anos da Unidade de Cirurgia do Ambulat\u00f3rio do Hospital de S\u00e3o Jo\u00e3o e todo o processo por que passa o doente.<\/p>\n<p align=\"justify\">A quinta e \u00faltima mesa teve in\u00edcio com a Prof. Dra. Arminda Costa (Escola Superior de Enfermagem S\u00e3o Jo\u00e3o) que debateu \u201cA pessoa idosa no centro dos cuidados\u201d, do ponto de vista da enfermagem. A pessoa idosa adquiriu, ao logo da sua exist\u00eancia, experi\u00eancias, saberes, formas de enfrentar a vida e os problemas, que s\u00e3o sempre enriquecedoras para o enfermeiro. Os idosos possuem formas diferentes de enfrentar a vida\/doen\u00e7a, j\u00e1 que t\u00eam consci\u00eancia que o fim pode estar perto e cada um enfrenta esta realidade de forma distinta, o que exige do enfermeiro, ainda mais, o aprender a \u201ccuidar\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Dr. Victor Coelho (Consulta da Dor \u2013 Hospitais da Universidade de Coimbra) debateu o tema \u201cAvalia\u00e7\u00e3o e controlo da dor cr\u00f3nica\u201d. De acordo com este, a dor \u201c\u00e9 uma realidade filosoficamente imperfeita\u201d, uma vez que o seu car\u00e1cter subjectivo e psicossom\u00e1tico limita a actua\u00e7\u00e3o e dificulta a comunica\u00e7\u00e3o entre o paciente e o profissional (a percep\u00e7\u00e3o da dor n\u00e3o \u00e9 standard e cada um vivencia a dor de forma \u00fanica e pessoal).<\/p>\n<p align=\"justify\">A Dor, como 5\u00ba sinal vital, \u00e9 um sintoma que acompanha, de forma transversal, a generalidade das situa\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas que requerem cuidados de sa\u00fade, nomeadamente as doen\u00e7as cr\u00f3nicas. Sendo assim, o controlo eficaz da Dor \u00e9 um dever dos profissionais de sa\u00fade, um direito dos doentes que dela padecem e um passo fundamental para a efectiva humaniza\u00e7\u00e3o das Unidades de Sa\u00fade. A avalia\u00e7\u00e3o e registo da intensidade da Dor, pelos profissionais de sa\u00fade, assume uma crescente import\u00e2ncia, tendo que ser feita de forma cont\u00ednua e regular, de modo a optimizar a terap\u00eautica, dar seguran\u00e7a \u00e0 equipa prestadora de cuidados de sa\u00fade, monitorizar os cuidados e melhorar a qualidade de vida do doente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para a avalia\u00e7\u00e3o\/monitoriza\u00e7\u00e3o da dor, foram criadas v\u00e1rias escalas, validadas internacionalmente (confrontar figura):<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li>Escala Visual Anal\u00f3gica (convertida em escala num\u00e9rica para efeitos de registo);<\/li>\n<li>Escala Num\u00e9rica;<\/li>\n<li>Escala Qualitativa;<\/li>\n<li>Escala de Faces.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-636\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/06\/image002.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"112\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/06\/image002.png 600w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/06\/image002-300x56.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">A avalia\u00e7\u00e3o da intensidade da dor pode efectuar-se com recurso a qualquer das escalas propostas, sendo que a intensidade da dor \u00e9 sempre a referida pelo doente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Constata-se, assim, que existe uma grande variabilidade na percep\u00e7\u00e3o e express\u00e3o da dor, face a uma mesma estimula\u00e7\u00e3o dolorosa. Se por um lado a dor aguda, como a dor p\u00f3s-operat\u00f3ria ou a dor p\u00f3s-traum\u00e1tica, \u00e9, habitualmente, limitada no tempo, a dor cr\u00f3nica, como a dor neurop\u00e1tica ou a lombalgia, \u00e9, muitas vezes, rebelde, permanecendo e levando a sequelas incapacitantes. No entanto, todos os tipos de Dor induzem sofrimento evit\u00e1vel, frequentemente intoler\u00e1vel, reflectindo-se negativamente na qualidade de vida dos doentes. Com a cria\u00e7\u00e3o do Plano Nacional de Luta Contra a Dor, est\u00e3o a desenvolver-se e a criar-se, por todo o Pa\u00eds, Unidades de tratamento de dor, como recurso diferenciado para a abordagem da dor. Importa, assim, que a dor e os efeitos da sua terap\u00eautica sejam valorizados e sistematicamente diagnosticados, avaliados e registados pelos profissionais de sa\u00fade, como norma de boa pr\u00e1tica e como rotina, altamente humanizante, na abordagem das pessoas, de todas as idades, que sofram de dor aguda ou dor cr\u00f3nica, qualquer que seja a sua origem, elevando o registo da sua intensidade \u00e0 categoria equiparada de sinal vital.<\/p>\n<p align=\"justify\">A quinta mesa foi rematada pelo Prof. Dr. Jos\u00e9 Carlos Santos (Escola Superior de Enfermagem de Coimbra) com as \u201cQuest\u00f5es \u00e9ticas no processo de morrer\u201d, dando \u00eanfase a tr\u00eas conceitos: dignidade, autonomia e qualidade de vida e o papel do enfermeiro, como prestador de cuidados, neste processo, tendo em conta o c\u00f3digo deontol\u00f3gico.<\/p>\n<p align=\"justify\">De real\u00e7ar h\u00e1 tamb\u00e9m o animado jantar de conv\u00edvio que ocorreu no dia 17 de Maio no restaurante \u201cMarqu\u00eas de Marialva\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decorreu em Cantanhede, pelo terceiro ano consecutivo, o III Encontro de Enfermagem da cidade de Cantanhede, nos dias 17 e 18 de Maio de 2007, tendo por base o tema [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":632,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[344,342,157,248,343],"class_list":["post-637","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estive-la","tag-cantanhede","tag-continuidade","tag-idoso","tag-informacao","tag-sistemas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/637","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=637"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/637\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2665,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/637\/revisions\/2665"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/632"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=637"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=637"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}