{"id":601,"date":"2007-03-02T01:00:07","date_gmt":"2007-03-02T01:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/as-competencias-dos-profissionais-de-enfermagem-como-as-afirmar-e-as-desenvolver\/"},"modified":"2021-04-28T15:55:35","modified_gmt":"2021-04-28T15:55:35","slug":"as-competencias-dos-profissionais-de-enfermagem-como-as-afirmar-e-as-desenvolver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/as-competencias-dos-profissionais-de-enfermagem-como-as-afirmar-e-as-desenvolver\/","title":{"rendered":"As Compet\u00eancias dos Profissionais de Enfermagem: Como as Afirmar e as Desenvolver"},"content":{"rendered":"<p>O conhecimento perito, e desde logo tamb\u00e9m o conhecimento competente, \u00e9 uma forma de conhecimento em si mesmo, e n\u00e3o apenas uma aplica\u00e7\u00e3o do conhecimento<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>Ana Albuquerque Queir\u00f3s\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Professora Coordenadora na ESEBB<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Sum\u00e1rio:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p align=\"justify\">1- O QUE \u00c9 O SABER PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM?<\/p>\n<p align=\"justify\">2-\u00a0 AS DIFEREN\u00c7AS ENTRE CONHECIMENTO PR\u00c1TICO E TE\u00d3RICO<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0 2.1AS SUPOSI\u00c7\u00d5ES E AS EXPECTATIVAS, OS COMPORTAMENTOS TIPOS<\/p>\n<p align=\"justify\">3- DESENVOLVIMENTO DO CONHECIMENTO PR\u00c1TICO<\/p>\n<p align=\"justify\">4- AFIRMA\u00c7\u00c3O DO NOSSO SABER PROFISSIONAL\/ OS DOM\u00cdNIOS DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM<\/p>\n<p align=\"justify\">5- O MODELO DREYFUS DE AQUISI\u00c7\u00c3O DE COMPET\u00caNCIAS E O ENSINO EXPERIENCIAL\u00a0 APLICADOS \u00c0 ENFERMAGEM<\/p>\n<p align=\"justify\">6- CARACTERIZA\u00c7\u00c3O DA PROGRESS\u00c3O NOS N\u00cdVEIS DE COMPET\u00caNCIA<\/p>\n<p align=\"justify\">CONCLUS\u00c3O<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Ao longo de muitos anos temos assistido \u00e0 procura da identidade profissional e \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o especifica dos cuidados de enfermagem no sistema de sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">No inicio deste mil\u00e9nio n\u00f3s j\u00e1 n\u00e3o colocamos tanto \u00eanfase neste tipo de quest\u00f5es acerca da natureza do nosso saber profissional nem sobre a sua raz\u00e3o de ser.<\/p>\n<p align=\"justify\">O nosso questionamento concentra-se sobre as formas como este saber se pode actualizar e sobre as condi\u00e7\u00f5es essenciais para se desenvolver. Procuramos de facto encontrar as melhores estrat\u00e9gias que possam contribuir para que se demonstre a mais valia da nossa profiss\u00e3o no \u00e2mbito dos desafios que se colocam a um sistema de sa\u00fade que responda \u00e0s necessidades dos cidad\u00e3os na actualidade e no futuro.<\/p>\n<p align=\"justify\">Claro que decerto modo,\u00a0 isto significa dizer aos enfermeiros que \u00e9 preciso fazer mais e melhor, e isto no contexto actual, em que h\u00e1 uma enorme falta de profissionais, em que as rotinas, e os protocolos, surgem como uma das poss\u00edveis respostas \u00e0 grande sobrecarga de trabalho, \u00e0s deficientes condi\u00e7\u00f5es de trabalho, \u00e0 falta de reconhecimento e \u00e0 desmotiva\u00e7\u00e3o que se encontra em muitos ambientes de trabalho.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sim, dizemos isto porque n\u00e3o h\u00e1 alternativa! Baixar os bra\u00e7o e deixar andar n\u00e3o \u00e9 solu\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas precisamos reflectir, clarificar linhas de rumo, definir estrat\u00e9gias e procurarmos ser coerentes neste esfor\u00e7o colectivo. Este texto \u00e9 uma breve abordagem sobre o tema: Forma\u00e7\u00e3o\/ Compet\u00eancias dos Profissionais de enfermagem , isto \u00e9 a sua afirma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>1- O QUE \u00c9 O SABER PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM?<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">OU A DESCOBERTA DO CONHECIMENTO INCLU\u00cdDO NA PR\u00c1TICA DA ENFERMAGEM&#8230;<\/p>\n<p align=\"justify\">O saber profissional de enfermagem \u00e9 um saber de ac\u00e7\u00e3o. N\u00e3o somente de execu\u00e7\u00e3o ou de reprodu\u00e7\u00e3o de actos. \u00c9 a capacidade de adaptar a conduta \u00e0 situa\u00e7\u00e3o fazendo apelo aos conhecimentos. Este fazer face \u00e0s dificuldades imprevistas e poder de improviso l\u00e1, num contexto em que outros n\u00e3o fazem sen\u00e3o repetir gestos (Reboul, 1993).<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 um saber profissional porque se trata de um saber no \u00e2mbito de uma actividade complexa e organizada. Esta actividade \u00e9 exercida por pessoas que concretizam planos de forma\u00e7\u00e3o exigentes que s\u00e3o exclusivos desta profiss\u00e3o\u00a0 e que permitem a integra\u00e7\u00e3o de conhecimentos\u00a0 provenientes de v\u00e1rias \u00e1reas afins.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-600\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/03\/image001.gif\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"497\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Fronteiras da disciplina de enfermagem<\/p>\n<p align=\"center\">Fonte : Adaptado de Meleis,1997, p\u00e1g103<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>2- AS DIFEREN\u00c7AS ENTRE CONHECIMENTO PR\u00c1TICO E TE\u00d3RICO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">\u00abA enfermeira perita apercebe-se da situa\u00e7\u00e3o como um todo, utiliza como paradigmas de base situa\u00e7\u00f5es concretas que ela j\u00e1 viveu e vai directamente ao centro do problema sem ter em conta um grande n\u00famero de considera\u00e7\u00f5es in\u00fateis (Dreyfus, H., 1979; Dreyfus, S., 1981). Ao contr\u00e1rio, numa situa\u00e7\u00e3o nova, a enfermeira competente ou proficiente deve apoiar-se num racioc\u00ednio consciente, deliberado para resolver de forma anal\u00edtica um problema de natureza elementar.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>2.1- AS SUPOSI\u00c7\u00d5ES E AS EXPECTATIVAS, OS COMPORTAMENTOS TIPOS\u00a0<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para a percep\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o \u00e9 um conhecimento pr\u00e9vio ou a exist\u00eancia de um comportamento tipo, na pr\u00e1tica, este conhecimento anterior, ou preconhecimento, \u00e9 muitas vezes formado a partir da teoria, pelos princ\u00edpios e pelas experi\u00eancias anteriores. S\u00f3 quando o acontecimento refina, elabora ou invalida este preconhecimento \u00e9 que ele merece ser chamado de experi\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">A per\u00edcia em mat\u00e9ria de tomadas de decis\u00f5es humanas complexas, como \u00e9 o caso nos cuidados de enfermagem, torna poss\u00edvel a interpreta\u00e7\u00e3o das situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas. Al\u00e9m disso, os conhecimentos inclu\u00eddos na per\u00edcia cl\u00ednica s\u00e3o a chave do progresso da pr\u00e1tica da enfermagem e do desenvolvimento da ci\u00eancia da enfermagem.\u201d P. Benner (1984;2001)<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>3- DESENVOLVIMENTO DO CONHECIMENTO PR\u00c1TICO <\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u201cHeidegger (1962) e Gadamer (1975) definem a experi\u00eancia como o melhoramento das ideias preconcebidas que n\u00e3o s\u00e3o confirmadas pela situa\u00e7\u00e3o actual.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">OS CASOS PARADIGM\u00c1TICOS E O CONHECIMENTO PESSOAL<\/p>\n<p align=\"justify\">O conhecimento pr\u00e1tico adquire-se com o tempo, e as enfermeiras nem sempre se d\u00e3o conta dos seus progressos. \u00c9 necess\u00e1rio construir estrat\u00e9gias para que haja conhecimento desse saber fazer, de maneira a poder desenvolvido e melhorado. Identificamos seis dom\u00ednios do conhecimento pr\u00e1tico: 1)A hierarquiza\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as qualitativas; 2)os significados comuns; 3) as suposi\u00e7\u00f5es, as expectativas e os comportamentos tipos; 4) os casos padr\u00e3o e os conhecimentos pessoais; 5) as m\u00e1ximas; 6) as pr\u00e1ticas n\u00e3o planeadas. Cada dom\u00ednio pode ser estudado utilizando estrat\u00e9gias etnogr\u00e1ficas e interpretativas, destinadas num primeiro tempo a identificar e desenvolver o conhecimento pr\u00e1tico. P. Benner (1984;2001)\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>4- AFIRMA\u00c7\u00c3O DO NOSSO SABER PROFISSIONAL<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">OS DOM\u00cdNIOS DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"2\" cellspacing=\"4\" cellpadding=\"4\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"100%\">\n<p align=\"justify\">A fun\u00e7\u00e3o de ajuda<\/p>\n<p align=\"justify\">A fun\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o, de guia e orienta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"justify\">A fun\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico e de acompanhamento do doente<\/p>\n<p align=\"justify\">A tomada a cargo eficaz de situa\u00e7\u00f5es de evolu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida<\/p>\n<p align=\"justify\">A administra\u00e7\u00e3o e o acompanhamento de protocolos terap\u00eauticos<\/p>\n<p align=\"justify\">Assegurar e acompanhar a qualidade dos cuidados<\/p>\n<p align=\"justify\">As compet\u00eancias em mat\u00e9ria de organiza\u00e7\u00e3o e de reparti\u00e7\u00e3o das tarefas<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Fonte: P.Benner (1984;2001)<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Afirmar o nosso saber significa ir at\u00e9 ao fim no assumir das nossas compet\u00eancias. Traduz-se por um envolvimento explicito, um compromisso profissional e social de proteger a sa\u00fade publica, de promover\u00a0 e desenvolver uma grande autonomia das pessoas, das fam\u00edlias e das comunidades em mat\u00e9ria de sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Afirmar o nosso saber significa sermos capazes de chamar as coisas pelos nomes! Significa mostr\u00e1-lo claramente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por exemplo quando referimos que a enfermeira utiliza n\u00e3o s\u00f3 o seus sentido de vis\u00e3o e audi\u00e7\u00e3o, as suas compet\u00eancias de observa\u00e7\u00e3o, estamos tamb\u00e9m a dizer que a enfermeira precisa usar o estetosc\u00f3pio para fazer uma melhor avalia\u00e7\u00e3o f\u00edsica da condi\u00e7\u00e3o do doente. Isto significa que \u00e9 preciso desmistificar\u00a0 o uso de utens\u00edlios e t\u00e9cnicas que s\u00e3o fundamentais no diagn\u00f3stico m\u00e9dico e de enfermagem. Devemos notar a import\u00e2ncia destes aspectos por exemplo em situa\u00e7\u00f5es de cuidados em servi\u00e7os de como a triagem em sectores de urg\u00eancia ou de cuidados intensivos, mas tamb\u00e9m no campo dos cuidados que se realizam em casa dos doentes.<\/p>\n<p align=\"justify\">Podemos constatar que afirmar o saber significa promover a autonomia profissional e ao mesmo tempo garantir uma contribui\u00e7\u00e3o mais pertinente no dom\u00ednio da colabora\u00e7\u00e3o com os outros profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Consideramos que afirmar o saber profissional passa, ainda, por:<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">um refor\u00e7o na complementaridade dos papeis m\u00e9dico e de enfermagem;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">por um reconhecimento de uma maior imputabilidade (responsabiliza\u00e7\u00e3o e plena consci\u00eancia das suas ac\u00e7\u00f5es);<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">poder de ac\u00e7\u00e3o aumentado ( atrav\u00e9s do assumir do papel de peritos).<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Refor\u00e7ar as dimens\u00f5es facilitadoras da rela\u00e7\u00e3o de ajuda (respeitar os direitos das pessoas, promover a sua autonomia, actualizar os valores profissionais &#8211; caring, advocacy por exemplo);<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Garantir a humaniza\u00e7\u00e3o dos cuidados e a contribui\u00e7\u00e3o para uma melhor qualidade de vida;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Motiva\u00e7\u00e3o.\u00a0 Pessoal e adquirida atrav\u00e9s de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">profissionalismo. \u00c9tica e deontologia inerente \u00e0 profiss\u00e3o, \u00e0 bio\u00e9tica e\u00a0 aos direitos humanos.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e solidariedade entre os profissionais.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>5- O MODELO DREYFUS DE AQUISI\u00c7\u00c3O DE COMPET\u00caNCIAS E O ENSINO EXPERIENCIAL\u00a0 APLICADOS \u00c0 ENFERMAGEM<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O conhecimento em enfermagem \u00e9 socialmente constru\u00eddo no contexto das interac\u00e7\u00f5es que acontecem entre a enfermeira e o doente. \u00c9 neste processo de constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de cuidados que as enfermeiras v\u00e3o desenvolvendo os seus conhecimentos cl\u00ednicos avan\u00e7ados. De acordo com Benner et al (1996) devem destacar-se os seguintes aspectos nesse processo:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">a per\u00edcia avan\u00e7ada e o poder de possuir m\u00faltiplas perspectivas que se refere aos modos que se relacionam com o facto de o conhecimento ser dialogado e colectivo; isto \u00e9, ocorre na conversa\u00e7\u00e3o e nas inter-rela\u00e7\u00f5es com os outros, e \u00e9 colectivo porque as compreens\u00f5es partilhadas criam um todo maior do que a soma das partes.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">A modela\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias inerentes \u00e0 pessoa e ao modo de ser ,que se refere \u00e0 educa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da demonstra\u00e7\u00e3o e do exemplo que ocorre num grupo social.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">A partilha e a comunh\u00e3o de uma vis\u00e3o colectiva da excel\u00eancia e das pr\u00e1ticas consideradas inquestion\u00e1veis ,que se refere \u00e0s no\u00e7\u00f5es do bem ( no sentido do bem-fazer), das pr\u00e1ticas que s\u00e3o postas \u00e0 prova e que s\u00e3o partilhadas num dado grupo\u00a0 social.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">O clima emocional e social que se\u00a0 refere \u00e0s qualidades de confian\u00e7a, de sintonia e de sentido de oportunidade dentro do grupo.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Esta \u00e9 a perspectiva que Benner j\u00e1 real\u00e7a no livro \u201cde iniciadp a perito\u201d:<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\u201cO conhecimento cl\u00ednico \u00e9 conseguido ao longo do tempo, e os profissionais, eles pr\u00f3prios, est\u00e3o muitas vezes desatentos \u00e0 sua aquisi\u00e7\u00e3o\u201d. Esta autora destaca que se tornam necess\u00e1rias estrat\u00e9gias que tornem o conhecimento cl\u00ednico vis\u00edvel, para que possa ser aumentado e refinado.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ao propor o modelo de desenvolvimento de compet\u00eancias baseado em autores como Dreyfus e Dreyfus (1986) e nas teorias do ensino experiencial, Benner chama a aten\u00e7\u00e3o para que as enfermeiras ao desenvolverem a sua aprendizagem em contextos de grandes especificidades e complexidades, em que encontram sofrimento e vulnerabilidade a todo o momento, precisam tamb\u00e9m de desenvolver um sentido de grande responsabilidade face \u00e0s dimens\u00f5es \u00e9ticas e relacionais que devem estar inerentes \u00e0s per\u00edcias cl\u00ednicas.<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com Benner(1984) as enfermeiras desenvolvem os seus conhecimentos quando elas:<\/p>\n<p align=\"justify\">\nVerificam, isto \u00e9, confirmam\u00a0 hip\u00f3teses na sua pr\u00e1tica.<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Retiram um sentido comum das suas diversas interac\u00e7\u00f5es com as pessoas e as fam\u00edlias.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Desenvolvem aten\u00e7\u00e3o e modos privilegiados de reagir \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de cuidados.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Utilizam os paradigmas, (exemplos) para esclarecer a situa\u00e7\u00e3o actual do cliente.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Desenvolvem e utilizam m\u00e1ximas, ou lemas.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Desenvolvem actividades que n\u00e3o se referem s\u00f3 aos cuidados de enfermagem, como por exemplo a inform\u00e1tica.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (Benner,1984,p\u00e1g.12)<\/p>\n<p align=\"justify\">O modelo de Dreyfus (1982), que Benner apresenta, explica que logo que o estudante adquire e desenvolve uma compet\u00eancia, ela vai progredir em cinco n\u00edveis de efic\u00e1cia (de compet\u00eancia). Cada um destes n\u00edveis \u00e9 acompanhado de mudan\u00e7a em tr\u00eas aspectos de execu\u00e7\u00e3o de uma compet\u00eancia:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">1. Acontece o movimento de um paradigma em que o indiv\u00edduo depende de princ\u00edpios abstractos, para um paradigma onde as experi\u00eancias passadas s\u00e3o utilizadas.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">2. Assiste-se ao movimento de uma percep\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o como sendo uma compila\u00e7\u00e3o de factos de import\u00e2ncia igual, para uma percep\u00e7\u00e3o global onde certos elementos t\u00eam maior peso.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">3. Passa-se de uma posi\u00e7\u00e3o de observador desligado, para uma posi\u00e7\u00e3o de executante empenhado.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>6- CARACTERIZA\u00c7\u00c3O DA PROGRESS\u00c3O NOS N\u00cdVEIS DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">No quadro seguinte, apresenta-se em resumo, a caracteriza\u00e7\u00e3o da progress\u00e3o nos n\u00edveis de compet\u00eancias desenvolvidas pelos estudantes de enfermagem e jovens enfermeiros, no sentido de aquisi\u00e7\u00e3o de uma etapa profissional considerada de compet\u00eancia, de acordo com o modelo de Benner (1984-2001).\n<\/p>\n<div align=\"left\">\n<table border=\"2\" cellspacing=\"3\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\" width=\"27%\">\n<p align=\"justify\">N\u00edvel de Profici\u00eancia<\/p>\n<p align=\"justify\">(crit\u00e9rios de resultado)<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\" width=\"22%\">\n<p align=\"justify\">\nIniciada \/ Principiante<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\" width=\"25%\">\n<p align=\"justify\">\nPrincipiante avan\u00e7ada<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\" width=\"24%\">\n<p align=\"justify\">\nCompetente<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nPensamento cr\u00edtico<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nDesenvolvimento precoce da capacidade de tomar decis\u00f5es com uma vis\u00e3o limitada das op\u00e7\u00f5es poss\u00edveis.<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nTem a capacidade de efectuar escolhas, mas segue um processo sistem\u00e1tico de tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nConsegue ter v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es e tem a capacidade de diferenciar benef\u00edcios poss\u00edveis para cada.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nCapacidades de Comunica\u00e7\u00e3o (escritas, verbais e n\u00e3o verbais)<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">Aprender m\u00e9todos de comunica\u00e7\u00e3o com clientes, fam\u00edlias e grupos. Identifica\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o afectivas.<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">Inicio da an\u00e1lise da com-versa\u00e7\u00e3o terap\u00eautica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Diferencia\u00e7\u00e3o da comuni-ca\u00e7\u00e3o terap\u00eautica e n\u00e3o terap\u00eautica com clientes, fam\u00edlias e grupos.<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">Demonstra\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o afectiva com clientes, fam\u00edlias, e grupos. Demonstra\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o das actividades de ensino \/ aprendizagem.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nInterven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas de Enfermagem<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nInicio de aquisi\u00e7\u00e3o de capacidades psicomotoras. Pr\u00e1tica de terap\u00eauticas psico-ssociais de bem estar do cliente.<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nAvan\u00e7o das capacidades psicomotoras e nas tera-p\u00eauticas psicossociais, dirigidas para os clientes, fam\u00edlias, e grupos com desvios de sa\u00fade.<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nProvas de exist\u00eancia de capacidades psicomotoras seguras e terap\u00eauticas psicossociais individualizadas de clientes, fam\u00edlias e grupos.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nDesenvolvimento profissional<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nIdentificar os compo-nentes da pr\u00e1tica profissional de enfermagem. Inicio da subordina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nDemonstra\u00e7\u00e3o de conhecimentos adequados a uma pr\u00e1tica segura da enfermagem. Subordina\u00e7\u00e3o efectiva.<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nIntegra\u00e7\u00e3o de conhecimentos e auto \u2013 avalia\u00e7\u00e3o. Inicio da lideran\u00e7a.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nDesenvolvimento pessoal<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nReflex\u00e3o do sistema pessoal de valores.<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nClarifica\u00e7\u00e3o de valores pessoais. Aceita\u00e7\u00e3o da diversidade.<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nIdentifica\u00e7\u00e3o da aprendizagem como um processo para toda a vida. Integra\u00e7\u00e3o de valores \u00e9ticos na pr\u00e1tica da Enfermagem. Desenvolvimento da sensibilidade e diversidade.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nEscolaridade (scholarship)<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nInicio da compreens\u00e3o de princ\u00edpios da pr\u00e1tica baseada na pesquisa e baseada na teoria.<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nInicio da explica\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica baseada na pesquisa e baseada na teoria.<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nAn\u00e1lise e revis\u00e3o da pesquisa em Enfermagem. Traduzindo a aplica\u00e7\u00e3o ao cuidar em enfermagem.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td colspan=\"4\" bgcolor=\"#ffffcc\">\n<p align=\"justify\">\nAdaptado de Benner (1984)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Continuamos \u00e0 procura das melhores repostas para as situa\u00e7\u00f5es que requerem a aten\u00e7\u00e3o e o Cuidado\u00a0 de Enfermagem. Em especial temos a no\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a de paradigmas que se vive hoje,\u00a0 e sabemos que de uma l\u00f3gica em que a enfermeira dava o seu empenho profissional\u00a0 centrada no problema, passa a necessitar de se apetrechar tamb\u00e9m para responder \u00e0 Pessoa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para tal precisa de desenvolver as compet\u00eancias existenciais, isto \u00e9 as que fazem de cada enfermeira\u00a0 uma pessoa, e uma profissional, capaz de se envolver com os (seus) doentes, os (seus) utentes, permitindo-lhes e permitindo-se manter a dist\u00e2ncia certa para ser \u00fatil, eficaz, nos v\u00e1rios dom\u00ednios que cada situa\u00e7\u00e3o concreta de cuidados\u00a0 requer, especialmente quando os momentos de crise e de transi\u00e7\u00e3o s\u00e3o marcados pelo sofrimento f\u00edsico, emocional, psicol\u00f3gico e espiritual.<\/p>\n<p align=\"justify\">Benner et al (1996, p\u00e1g. xiv) afirmam que estas compet\u00eancias de envolvimento com os doentes e as fam\u00edlias s\u00e3o centrais quando se ganha per\u00edcia profissional, porque a promo\u00e7\u00e3o do bem estar de pessoas que est\u00e3o vulner\u00e1veis requer tanto aten\u00e7\u00e3o sobre a situa\u00e7\u00e3o ou\u00a0 problema como as capacidades existenciais de envolvimento pessoal.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para que tal conjuga\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias aconte\u00e7a \u00e9 necess\u00e1rio que se desenvolva uma aprendizagem experiencial que garanta uma liga\u00e7\u00e3o estreita entre as decis\u00f5es cl\u00ednicas (t\u00e9cnicas e\u00a0 cientificas) e as decis\u00f5es \u00e9ticas, isto significa que a no\u00e7\u00e3o de bons ou maus resultados e da vis\u00e3o do que s\u00e3o cuidados excelentes forma-se integrando ambas as dimens\u00f5es nos racioc\u00ednios e nas ac\u00e7\u00f5es de cuidados.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8221; O conhecimento perito, e desde logo tamb\u00e9m o conhecimento competente, \u00e9 uma forma de conhecimento em si mesmo, e n\u00e3o apenas uma aplica\u00e7\u00e3o do conhecimento.\u201d Esta assun\u00e7\u00e3o que Benner et al (1996) procuram demonstrar \u00e9 muito importante para que se perceba que nem todo o conhecimento que os enfermeiros precisam de desenvolver na profiss\u00e3o, \u00e9 obtido dentro das salas de aula.\u00a0 Pretender-se que o ensino da ci\u00eancia e da tecnologia se torne adequado, isto \u00e9 situado na pr\u00e1tica real dos cuidados significa que, se deve ensinar e aprender, e que sejam ajustados a cada pessoa e a cada fam\u00edlia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pensamos que a import\u00e2ncia do estudo sobre a forma como as enfermeiras adquirem a sua per\u00edcia profissional\u00a0\u00a0 \u00e9 algo que\u00a0 \u00e9 inquestion\u00e1vel, e que deve prosseguir,\u00a0 e este \u00e9 tamb\u00e9m o que sugere Patricia Benner e que julgamos muito ajustado \u00e0 realidade portuguesa:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201c em tempos anteriores, as enfermeiras &#8211; chefes faziam a distribui\u00e7\u00e3o dos cuidados face \u00e0s situa\u00e7\u00f5es dos doentes e os elementos da equipa que geriam (em termos das suas capacidades). Isto era poss\u00edvel fazer-se porque alguns doentes tinham situa\u00e7\u00f5es mais cr\u00edticas que outros. Mas hoje, pelo menos na realidade hospitalar, isto n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o f\u00e1cil: cada doente est\u00e1 gravemente doente. A \u00fanica solu\u00e7\u00e3o parece ser a de se ter uma equipa de enfermagem que d\u00ea sempre continuidade, ao longo do tempo, a cuidados muito avan\u00e7ados, que requerem per\u00edcias profissionais constantes.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">Isto significa que ao mesmo tempo que t\u00eam de existir sempre enfermeiras a adquirir mais compet\u00eancias, tamb\u00e9m \u00e9 preciso ter consci\u00eancia que esta aprendizagem se vai fazer muito atrav\u00e9s do di\u00e1logo, do guiar constante dos colegas nas situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, o que por vezes pode colidir com direc\u00e7\u00f5es que alguns modelos propostos podem ter,\u00a0 ao proporcionarem um trabalho individual e deixarem pouco tempo para se acompanharem colegas mais inexperientes.\n<\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Benner, Patricia(1984, 2001). From Novice to expert, excellence and power in clinical Nursing practice. New Jersey. Prentice Hall. ( commemorative edition; edi\u00e7\u00e3o portuguesa: Quarteto editora \u2013 no prelo).<\/p>\n<p align=\"justify\">Benner, Patricia; Wrubel, Judith.(1989). The primacy of caring, stress and coping in health and illness. Menlo Park. Addison-Wesley Publishing Company.<\/p>\n<p align=\"justify\">Benner, Patricia(editor).(1994). Interpretative phenomenology, embodiment, caring and ethics in health and illness. Thousand Oaks. Sage Publications<\/p>\n<p align=\"justify\">Benner, Patricia; Tanner, Christine A.; Chesla, Catherine A.(1996).Expertise in Nursing practise, Caring, Clinical Judgement and Ethics. New York, Springer Publishing Company.<\/p>\n<p align=\"justify\">Desrosiers,G. La profession infirmiere fac e au xxi si\u00e9cle. L\u2019Infirmi\u00e8re du Qu\u00e9bec,vol.7,n\u00ba3, Jan|Fev.2000, p.8-14<\/p>\n<p align=\"justify\">Dreyfus, Hubert,L.; Dreyfus, Stuart, E.; Benner, Patricia (1996). Implications of the phenomenology of expertise for teaching and learning everyday skilful ethical comportment. p\u00e1g 258-279. In : Benner, Patricia; Tanner, Christine A.; Chesla, Catherine A.(1996). Expertise in Nursing practise, Caring, Clinical Judgement and Ethics. New York, Springer Publishing Company.<\/p>\n<p align=\"justify\">Hagan, L. Affirmer notre savoir faire\u00a0: les enjeux et les conditions de r\u00e9ussite. L\u2019Infirmi\u00e8re du Qu\u00e9bec. Mars|Avril 2001,p.11-20.<\/p>\n<p align=\"justify\">Leddy, Susan;Pepper,J.Mae(1998). Conceptual bases of professional nursing. Philadelphia, Lippincott. 4 thedition.<\/p>\n<p align=\"justify\">Meleis, Afaf Ibrahim(1997). Theorethical Nursing, development and progress, third edition. Philadelphia. Lippncott.<\/p>\n<p align=\"justify\">Queir\u00f3s, Ana Albuquerque (1999). Empatia e Respeito \u2013 Dimens\u00f5es Centrais na Rela\u00e7\u00e3o de Ajuda. Coimbra: Quarteto Editora.<\/p>\n<p align=\"justify\">Reboul, O. in: Legendre, R. Dictionaire actuel de l\u2019\u00e9ducation (2\u00aaed). 1993, p.133<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">(Texto para partilhar com os Enfermeiros e estudantes de Enfermagem. Se usar este texto por favor refira a fonte)<\/p>\n<p align=\"right\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conhecimento perito, e desde logo tamb\u00e9m o conhecimento competente, \u00e9 uma forma de conhecimento em si mesmo, e n\u00e3o apenas uma aplica\u00e7\u00e3o do conhecimento<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2220,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[307,310,308,116,309,311],"class_list":["post-601","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-de-autor","tag-competencias","tag-conhecimento","tag-identidade-profissional","tag-pratica","tag-profissional-de-enfermagem","tag-teoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/601","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=601"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/601\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2460,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/601\/revisions\/2460"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=601"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=601"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=601"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}