{"id":590,"date":"2007-02-06T03:11:22","date_gmt":"2007-02-06T03:11:22","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/redes-de-comunicacao-em-unidades-de-internamento-hospitalar\/"},"modified":"2021-05-04T10:12:05","modified_gmt":"2021-05-04T10:12:05","slug":"redes-de-comunicacao-em-unidades-de-internamento-hospitalar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/redes-de-comunicacao-em-unidades-de-internamento-hospitalar\/","title":{"rendered":"Redes de Comunica\u00e7\u00e3o em Unidades de Internamento Hospitalar"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\">Redes de Comunica\u00e7\u00e3o em Unidades de Internamento Hospitalar, Uma Abordagem Atrav\u00e9s da Analise de Redes Sociais&#8221;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><em>Nursing n\u00ba 217<\/em><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Redes de Comunica\u00e7\u00e3o em Unidades de Internamento Hospitalar,<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Uma Abordagem Atrav\u00e9s da Analise de Redes Sociais\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Autor:<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">F\u00e1tima Maria Mendes Pontes<\/p>\n<p align=\"justify\">Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade pela Universidade Aberta<\/p>\n<p align=\"justify\">Assistente (2\u00ba tri\u00e9nio) da Escola Superior de Enfermagem da Madeira.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Resumo<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Esta tese procura descrever a estrutura das rela\u00e7\u00f5es formais e informais, em duas unidades de internamento hospitalar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Determinou-se que a aproxima\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica atrav\u00e9s da An\u00e1lise de Redes Sociais, seria ideal para captar as rela\u00e7\u00f5es em estudo.<\/p>\n<p align=\"justify\">O instrumento de colheita de dados, foi um question\u00e1rio de rela\u00e7\u00f5es por n\u00f3s elaborado.<\/p>\n<p align=\"justify\">As redes resultantes apresentaram densidades interm\u00e9dias, com valores mais elevados quanto \u00e0s rela\u00e7\u00f5es formais em ambos os servi\u00e7os.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foram identificados dois componentes fortes nas rela\u00e7\u00f5es formais no servi\u00e7o A e tr\u00eas no servi\u00e7o B. Quanto \u00e0s rela\u00e7\u00f5es informais verificou-se um componente forte nos dois servi\u00e7os.<\/p>\n<p align=\"justify\">Estruturalmente identificou-se quatro grupos equivalentes tanto nas rela\u00e7\u00f5es formais como nas informais, com uma composi\u00e7\u00e3o heterog\u00e9nea.<\/p>\n<p align=\"justify\">Constatou-se que as rela\u00e7\u00f5es formais condicionam as informais pois obteve-se associa\u00e7\u00f5es moderadas nas correla\u00e7\u00f5es das duas matrizes, sendo no servi\u00e7o A de 0.508 e no servi\u00e7o B de 0.465.<\/p>\n<p align=\"justify\">O grau de satisfa\u00e7\u00e3o mais elevado com a comunica\u00e7\u00e3o entre os profissionais, foi em rela\u00e7\u00e3o aos enfermeiros, principalmente no servi\u00e7o A.<\/p>\n<p align=\"justify\">No servi\u00e7o A predominam os enfermeiros como Keyplayers em ambas as rela\u00e7\u00f5es. No servi\u00e7o B, estes predominam nas rela\u00e7\u00f5es formais, mas nas informais s\u00e3o os m\u00e9dicos que t\u00eam um papel principal.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Redes de comunica\u00e7\u00e3o, rela\u00e7\u00f5es interpessoais, padr\u00f5es de interac\u00e7\u00e3o, An\u00e1lise de Redes Sociais (Social Network Analysis)<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Title:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Communication Networks in Hospital Units, An Approach Through the Network Analysis.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Keywords:\u00a0<\/strong>Communication Networks, Interpersonal relations, interaction patterns, Social Network Analysis<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Abstract<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">This thesis pretends to describe the structure of formal and informal relations, in two hospital medical care units.<\/p>\n<p align=\"justify\">Social Network Analysis was the methodological approach chooses for this kind of study.<\/p>\n<p align=\"justify\">The instrument for collecting data was a relational questionnaire, ideal to capture the relations under study.<\/p>\n<p align=\"justify\">The resultants networks have intermediate densities, with higher values in formal relations, in booth units.<\/p>\n<p align=\"justify\">There are two strong components in formal relations in unit A, and tree in unit B. In informal relations there is one strong component, in both units.<\/p>\n<p align=\"justify\">Structurally, we identify four equivalent groups, in both relations, formal and informal, with a heterogenic composition.<\/p>\n<p align=\"justify\">We confirm that formal relations can influence on informal one, because the correlations between the two matrices, in unit A was 0.508 and unit B 0.465.<\/p>\n<p align=\"justify\">The higher satisfaction degree was with the nurses, more evident in unit A.<\/p>\n<p align=\"justify\">The nurses have an important place in unit A as Key player, while in unit B this is different; nurses are more evident in formal relations but in informal relations are the doctors who play that role.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Os padr\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o que se formam ao longo dos processos sociais, permitem-nos visualizar os grupos como se de uma fotografia se tratasse. N\u00e3o \u00e9 o padr\u00e3o formal que interessa captar, mas antes as rela\u00e7\u00f5es informais, que formam e enformam as redes de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Neste tipo de estudo as caracter\u00edsticas individuais n\u00e3o s\u00e3o fundamentais para a compreens\u00e3o do fen\u00f3meno em an\u00e1lise, como defende Burt (in Nohria e Eccles, 1982), no entanto e como outros autores argumentam (DiMaggio in Nohria e Eccles, 1982; Jackson, 1996) a composi\u00e7\u00e3o da equipa influencia o padr\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o, e por isso torna-se necess\u00e1rio o seu conhecimento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Dado tratar-se de uma pesquisa descritiva \u2013 estruturalista e no \u00e2mbito das investiga\u00e7\u00f5es qualitativas propomo-nos atingir os seguintes objectivos:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Expandir o conhecimento sobre as din\u00e2micas dos grupos profissionais de sa\u00fade em ambiente de trabalho;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Descrever um fen\u00f3meno em seu ambiente natural atrav\u00e9s da abordagem metodol\u00f3gica da An\u00e1lise de Redes Sociais.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Identificar os padr\u00f5es de interac\u00e7\u00e3o entre os profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Apresentamos um breve enquadramento te\u00f3rico, onde revemos alguns conceitos sobre comunica\u00e7\u00e3o organizacional e a estrutura das redes de comunica\u00e7\u00e3o nas equipas.<\/p>\n<p align=\"justify\">No cap\u00edtulo do material e m\u00e9todos, realizamos uma descri\u00e7\u00e3o do campo de investiga\u00e7\u00e3o, em termos da sua estrutura tanto f\u00edsica como humana; descrevemos o instrumento para colheita de dados; e apresentamos os dados colhidos. Daqui resultaram quatro tipos de resultados; a) resultados da an\u00e1lise dos dados s\u00f3cio demogr\u00e1ficos; b) resultados da an\u00e1lise de redes sociais, como a densidade, a centralidade e fragmenta\u00e7\u00e3o das equipas e a equival\u00eancia estrutural dos actores nos grupos; c) resultados referentes aos motivos para se relacionar informalmente; d) resultados referentes \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o com o arranjo comunicacional.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mais do que uma conclus\u00e3o, sobre a problem\u00e1tica em estudo, a \u00faltima parte do trabalho encerra a compreens\u00e3o e reflex\u00e3o prosseguida durante este percurso.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>1 \u2013 COMUNICA\u00c7\u00c3O ORGANIZACIONAL<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Um mesmo fen\u00f3meno na comunica\u00e7\u00e3o pode ser estudado por diferentes perspectivas. De acordo com as necessidades concretas da quest\u00e3o em an\u00e1lise e do tipo de estudo pode haver benef\u00edcios em combinar m\u00faltiplas abordagens. A t\u00edtulo de exemplo temos que para o estudo das redes de comunica\u00e7\u00e3o, podemos recorrer \u00e0 combina\u00e7\u00e3o da perspectiva mecanicista (\u00eanfase na transmiss\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o) com a perspectiva simb\u00f3lica (\u00eanfase nos conte\u00fados da comunica\u00e7\u00e3o) que pode gerar novos conhecimentos acerca do relacionamento entre os padr\u00f5es de interac\u00e7\u00e3o e a converg\u00eancia de significados nos membros de uma rede (Monge e Eisenberg, 1987, in Ferreira et al., 1999).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>2 \u2013 AS REDES DE COMUNICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Falar de redes de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 antes de mais ter em conta que a comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas e ou os grupos n\u00e3o flu\u00ed livremente, pois existem certas restri\u00e7\u00f5es tanto de car\u00e1cter f\u00edsico como emocional, ou at\u00e9 mesmo contingencial, na estrutura das interac\u00e7\u00f5es. Segundo Jesu\u00edno (1999:304) \u00e9 a \u201cessas diferentes estruturas, resultantes de diferentes restri\u00e7\u00f5es, que se d\u00e1 a designa\u00e7\u00e3o de redes de comunica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">As redes de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o um dos \u201caspectos da estrutura de um grupo ou de uma organiza\u00e7\u00e3o, e configuram os padr\u00f5es de transmiss\u00e3o de mensagens que se estabelecem entre os membros do grupo ou da organiza\u00e7\u00e3o\u201d (Ferreira, 1999: 181).<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo Nohria e Eccles (1992:4) o interesse em estudar as organiza\u00e7\u00f5es segundo a perspectiva de redes passa pela compreens\u00e3o de cinco premissas b\u00e1sicas, a saber:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201c (1) Todas as organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o dentro de um importante respeito de redes sociais e merecem ser referenciadas e analisadas como tal.<\/p>\n<p align=\"justify\">(2) O ambiente organizacional deve ser devidamente visto como uma rede de outras organiza\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p align=\"justify\">(3) As ac\u00e7\u00f5es (atitudes e comportamentos) dos actores nas organiza\u00e7\u00f5es podem ser melhor explicadas em termos das suas posi\u00e7\u00f5es nas redes de rela\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p align=\"justify\">(4) As redes constroem as ac\u00e7\u00f5es, e por outro lado s\u00e3o desenhadas por elas. Sendo assim, as redes tanto s\u00e3o um processo como uma estrutura, sendo continuamente desenhadas e redesenhadas pelas ac\u00e7\u00f5es dos actores, que est\u00e3o por sua vez condicionados pela posi\u00e7\u00e3o estrutural na qual se encontram;<\/p>\n<p align=\"justify\">(5) A an\u00e1lise comparativa das organiza\u00e7\u00f5es deve ter em conta as caracter\u00edsticas das redes.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>2.1 &#8211; CONSEQU\u00caNCIAS DA ESTRUTURA DAS REDES DE COMUNICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Para alguns autores a import\u00e2ncia real da comunica\u00e7\u00e3o nas redes de trabalho, nas organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o reside tanto nos factores que determinam a sua forma, mas nas consequ\u00eancias que podem ter nos processos e desempenho do grupo. Independentemente das vari\u00e1veis que promovam uma rede de comunica\u00e7\u00e3o particular, uma vez que essa rede esteja estabelecida, a sua forma pode influenciar significativamente, n\u00e3o apenas a habilidade do grupo para desempenhar uma tarefa o melhor poss\u00edvel, mas tamb\u00e9m a satisfa\u00e7\u00e3o profissional dos membros do grupo, e a emerg\u00eancia de grupos informais de l\u00edderes (Mitchel e Larson, 1987).<\/p>\n<p align=\"justify\">Mintzberg (1999) refere que existe uma rela\u00e7\u00e3o bem clara entre o poder e a posi\u00e7\u00e3o na rede (Figura 1),sendo que os l\u00edderes aparecem no centro da cadeia (degree 6.7) e da roda (degree 8.0) e na jun\u00e7\u00e3o do Y (degree 7.2), e n\u00e3o aparecem de todo nem no c\u00edrculo (todos possuem o mesmo degree) nem na rede (que n\u00e3o foi estudada neste caso).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>3 \u2013 ORGANIZA\u00c7\u00d5ES DE SA\u00daDE<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Nas organiza\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, nomeadamente nos hospitais, o poder situa-se no centro operacional, que segundo Mintzberg (1999), \u00e9 a parte mais importante da organiza\u00e7\u00e3o. A este n\u00edvel o poder assenta muitas vezes na compet\u00eancia profissional onde o conhecimento e o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o come\u00e7a a ser encarado como um recurso estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p align=\"justify\">Aqui os actores raramente se limitam exclusivamente ao desempenho das actividades determinadas formalmente. Padr\u00f5es de coordena\u00e7\u00e3o surgem espontaneamente ou implicitamente das interac\u00e7\u00f5es das pessoas sem envolver coordena\u00e7\u00e3o racional para a consecu\u00e7\u00e3o de objectivos expl\u00edcitos, comuns.<\/p>\n<p align=\"justify\">A realiza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica das tarefas determina o aparecimento de redes de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o coincidentes com a estrutura formal da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>4 \u2013 MATERIAL E METODOS<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Campo de Investiga\u00e7\u00e3o: Seleccionamos duas unidades de internamento de medicina do Centro Hospitalar do Funchal, pois s\u00e3o servi\u00e7os com as mesmas caracter\u00edsticas, possibilitando assim a compara\u00e7\u00e3o dos resultados obtidos entre ambos. Por outro lado s\u00e3o servi\u00e7os que n\u00e3o conhecemos com muito pormenor, o que nos permite um certo distanciamento com os profissionais que l\u00e1 trabalham.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tipo de an\u00e1lise: Trata-se de um estudo descritivo, adoptando-se a perspectiva da An\u00e1lise de Redes Sociais (Social Network Analysis), \u201cque consiste num corpo de medidas qualitativas da estrutura de redes\u201d (Scott, 2000:3).<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo Wasserman e Faust (1999:4) a An\u00e1lise de Redes Sociais (ARS) \u201cassume uma perspectiva de investiga\u00e7\u00e3o distinta dentro das ci\u00eancias sociais e comportamentais\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Enquanto que as an\u00e1lises tradicionais explicam a conduta das pessoas em fun\u00e7\u00e3o da classe social e da profiss\u00e3o (e.g), a ARS centra-se nas rela\u00e7\u00f5es e n\u00e3o nos atributos dos elementos. \u201cA ideia base que est\u00e1 subjacente a esta aproxima\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a estrutura de rela\u00e7\u00f5es t\u00eam poder explicativo maior que os atributos pessoais dos membros que comp\u00f5em o sistema\u201d (Molina, 2001:13).<\/p>\n<p align=\"justify\">Unidade de an\u00e1lise: A selec\u00e7\u00e3o da unidade de an\u00e1lise foi feita segundo um crit\u00e9rio nominalista, excluindo aqueles que tinham contactos espor\u00e1dicos com os profissionais do servi\u00e7o ou aqueles que estavam a cumprir internato m\u00e9dico.<\/p>\n<p align=\"justify\">Popula\u00e7\u00e3o e taxa de resposta: A popula\u00e7\u00e3o em estudo, refere-se aos 67 profissionais que responderam ao question\u00e1rio (de entre os 81 seleccionados), correspondendo a uma taxa de resposta total de 82.7%.<\/p>\n<p align=\"justify\">Instrumento de colheita de dados: Elaboramos um question\u00e1rio de rela\u00e7\u00f5es, tendo sido sujeito a pr\u00e9 teste. Ap\u00f3s algumas reformula\u00e7\u00f5es ficou constitu\u00eddo por 3 partes, com o objectivo de colher dados relacionais, motivos para comunicar, satisfa\u00e7\u00e3o para comunicar, dados de atributo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Colheita de dados: Os dados foram colhidos entre 9 de Julho e 12 de Agosto de 2001, garantindo os princ\u00edpios da confidencialidade e anonimato, explicitando a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria de cada um.<\/p>\n<p align=\"justify\">Organiza\u00e7\u00e3o e armazenamento dos dados: Depois dos dados colhidos atrav\u00e9s do preenchimento do question\u00e1rio de rela\u00e7\u00f5es, construiu-se finalmente as matrizes quadradas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os pacotes inform\u00e1ticos utilizados foram: Microsoft Excel 5.0; SPSS 10; UCINET 5.0 para Windows; KeyPlayer 1.1; FreHand 10.0.<\/p>\n<p align=\"justify\">An\u00e1lise dos Dados: Segundo Molina (2001:77) pode dizer-se que existem duas aproxima\u00e7\u00f5es diferentes no estudo dos dados relacionais: \u201cA aproxima\u00e7\u00e3o baseada na procura de coes\u00e3o (presen\u00e7a de la\u00e7os); a aproxima\u00e7\u00e3o baseada na procura de posi\u00e7\u00f5es (equival\u00eancia estrutural) \u201d. Por acharmos que as duas aproxima\u00e7\u00f5es s\u00e3o complementares, contemplamos as duas no nosso estudo, sendo que:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 procura da Coes\u00e3o, utilizamos as seguintes medidas: &#8211; Centralidade: Degree<sup>1<\/sup> (Indegree, Outdegree), Betweenness<sup>2<\/sup> ; Closeness<sup>3<\/sup> .<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Fragmenta\u00e7\u00e3o das redes, utilizamos as seguintes medidas: Componentes, Cliques e an\u00e1lise de Clusters (permite detectar grupos homog\u00e9neos nos dados com base em informa\u00e7\u00e3o sobre vari\u00e1veis quantitativas).<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Quanto \u00e0 procura de posi\u00e7\u00f5es ou da equival\u00eancia estrutural utilizamos uma medida de converg\u00eancia de correla\u00e7\u00f5es iterativas (Concor).<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Ainda no que diz respeito aos dados relacionais realizamos a correla\u00e7\u00e3o entre as matrizes de rela\u00e7\u00f5es formais e informais (QUAP correlations).<\/p>\n<p align=\"justify\">Na an\u00e1lise das vari\u00e1veis de atributo; dos motivos para comunicar e da satisfa\u00e7\u00e3o com a comunica\u00e7\u00e3o, utilizamos medidas estat\u00edsticas quantitativas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Confiabilidade, Validade, Precis\u00e3o e Erro dos Dados: estas medidas s\u00e3o de dif\u00edcil medi\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise social, porque a realidade social n\u00e3o \u00e9 est\u00e1tica e um mesmo fen\u00f3meno varia ao longo do tempo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quanto \u00e0 precis\u00e3o dos respondentes temos duas situa\u00e7\u00f5es: Por um lado temos a quest\u00e3o do tempo, em que as pessoas inquiridas podem n\u00e3o se lembrar exactamente com quem \u00e9 que estabeleceram rela\u00e7\u00f5es em determinado per\u00edodo, por outro lado, temos que as pessoas podem responder de acordo com a sua conveni\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pensamos que quanto \u00e0 Confiabilidade dos dados e como refere Mouton et al, (1995, in Wasserman e Faust, 1999:59) o facto de termos utilizado listagens livres quanto \u00e0s rela\u00e7\u00f5es estabelecidas, ao inv\u00e9s de uma lista fixa, aumenta a possibilidade de serem mais confi\u00e1veis.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>5- RESULTADOS<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Devido \u00e0s dificuldades em replicar estudos desta natureza, pois como refere Mouton et al (1995, In Wasserman e Faust, 1999:59) \u201cn\u00e3o se pode esperar que os fen\u00f3menos sociais se mantenham est\u00e1veis\u201d, dir\u00edamos que as conclus\u00f5es a que chegamos n\u00e3o podem ser extrapoladas para fora do \u00e2mbito da popula\u00e7\u00e3o estudada.<\/p>\n<p align=\"justify\">Caracteriza\u00e7\u00e3o sociodemogr\u00e1fica dos profissionais<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">O sexo predominante \u00e9 o feminino, com uma m\u00e9dia de idades de 34 e 35 anos (respectivamente no servi\u00e7o A e no servi\u00e7o B). A maioria dos profissionais de ambos os servi\u00e7os tem como habilita\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias o ensino secund\u00e1rio, na ordem dos 34%<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">O tempo na profiss\u00e3o e o tempo no servi\u00e7o, variam entre os 0 e 10 anos.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">O hor\u00e1rio rotativo \u00e9 o mais praticado pelos profissionais de ambos os servi\u00e7os, com 59,4% para o A e 48,6% para o B.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">O regime de trabalho praticado \u00e9 em grande percentagem o do hor\u00e1rio acrescido (59,4% SA e 54,3% SB)<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">75% dos profissionais dos SA e 71,4% dos profissionais do SB n\u00e3o t\u00eam nenhuma fun\u00e7\u00e3o nem de tutor nem de formador.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Quanto ao exerc\u00edcio de cargos em associa\u00e7\u00f5es profissionais ficamos a saber que 87,5% dos profissionais do SA e 85,7% do SB responderam que n\u00e3o a esta quest\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>DADOS REFERENTES AOS MOTIVOS PARA SE RELACIONAR INFORMALMENTE<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">As quest\u00f5es colocadas quanto aos motivos profissionais para conversar t\u00eam a ver apenas com os la\u00e7os estabelecidos em termos informais.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 curioso verificar que tanto num servi\u00e7o como noutro \u00e9 no turno da manh\u00e3 que se comunica mais informalmente, e que existe uma orienta\u00e7\u00e3o maior para assuntos relacionados com os doentes, onde as maiores frequ\u00eancias percentuais observam-se no servi\u00e7o B \u201c65,4% (conversam sobre a execu\u00e7\u00e3o de tarefas relacionadas com os doentes\u201d).<\/p>\n<p align=\"justify\">Verificamos que \u00e9 no servi\u00e7o B que existem mais conversa\u00e7\u00f5es sobre assuntos que dependem mais da vontade pr\u00f3pria de cada um do que das normas do servi\u00e7o, ou seja, conversam e colaboram mais sobre a realiza\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o e de trabalhos de investiga\u00e7\u00e3o, variando entre 37,1% e 13,8%<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>DADOS RELACIONAIS\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">As redes resultantes, no servi\u00e7o A e Servi\u00e7o B, s\u00e3o compostas, respectivamente por 32 actores (com 992 rela\u00e7\u00f5es poss\u00edveis) e 35 actores (com 1190 rela\u00e7\u00f5es poss\u00edveis).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Densidade Relacional<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Quanto \u00e0 densidade as redes s\u00e3o interm\u00e9dias (Gr\u00e1fico 1), sendo que no servi\u00e7o A apresentam percentagens de 29% nas rela\u00e7\u00f5es formais e 25.3% nas rela\u00e7\u00f5es informais. No Servi\u00e7o B apresentam percentagens de 26.8% nas rela\u00e7\u00f5es formais e 26.1% nas rela\u00e7\u00f5es informais.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Centralidade Relacional<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Atrav\u00e9s das medidas de centralidade podemos descrever a localiza\u00e7\u00e3o dos actores quer em termos individuais quer em termos das m\u00e9dias obtidas para todo o grupo. Pensamos que para o nosso estudo seria muito mais oportuno conhecer o que se passa na rede total ao inv\u00e9s de estudar casos particulares. Sabendo que quanto maior for o n\u00famero de rela\u00e7\u00f5es (degree) maior ser\u00e1 a densidade, podemos referir que tamb\u00e9m aqui isso se confirma. Se observarmos a tabela 1, verificamos que a densidade mais elevada \u00e9 do servi\u00e7o A, acompanhando o degree tamb\u00e9m mais elevado de 47,8%. Em termos de rela\u00e7\u00f5es informais tamb\u00e9m o degree acompanha a densidade, no entanto os \u00edndices s\u00e3o mais baixos do que nas rela\u00e7\u00f5es formais (41,2% no servi\u00e7o B e 40,3% no servi\u00e7o A).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Centraliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Quanto \u00e0s medidas de centraliza\u00e7\u00e3o, verificamos que as percentagens em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s tr\u00eas medidas (degree, closeness e betwenness) encontram-se entre os dois extremos (0 e 1). No entanto, existe uma tend\u00eancia para a centraliza\u00e7\u00e3o do gr\u00e1fico no que concerne ao degree e ao closeness. Esta centraliza\u00e7\u00e3o \u00e9 mais evidente principalmente no que diz respeito \u00e0s rela\u00e7\u00f5es formais, em que observamos uma percentagem de 51.3% para o servi\u00e7o B em rela\u00e7\u00e3o ao degree e 60.5% para o servi\u00e7o A em rela\u00e7\u00e3o ao closeness. S\u00e3o de facto os \u00edndices que mais se aproximam de 100% (Quadro 1).<\/p>\n<p align=\"justify\">Portanto quanto mais centralizado for um gr\u00e1fico, maior ser\u00e1 a probabilidade de existirem actores com mais poder do que outros, assim como de alguns actores se encontrarem em posi\u00e7\u00f5es mais vantajosas do que os restantes.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Fragmenta\u00e7\u00e3o das redes de trabalho<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Saber como \u00e9 que os grupos est\u00e3o subdivididos constitui um dos maiores interesses dos analistas estruturais. A ideia de componentes e cliques permite-nos ter uma imagem dos sub grupos e das liga\u00e7\u00f5es entre os diferentes membros.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Componentes das redes<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o aos componentes fortes (tabela 2), verificamos que existem elementos desconectados da restante equipa, sendo mais evidente no servi\u00e7o B em termos de rela\u00e7\u00f5es formais. Dos grupos profissionais em estudo s\u00e3o mais os Enfermeiros que se encontram nesta situa\u00e7\u00e3o. Isto pode dever-se ao facto destes terem pouco tempo na profiss\u00e3o (inferior a seis anos).<\/p>\n<p align=\"justify\">Quanto aos componentes fracos (tabela 3) verificamos que os elementos das duas equipas est\u00e3o conectadas quer directa quer indirectamente, permitindo que todos comuniquem entre si, pois s\u00f3 existe um componente.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Cliques<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de cliques (subgrupo) observados nos dois servi\u00e7os, \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s rela\u00e7\u00f5es formais que se verifica mais divis\u00f5es nas equipas, sendo que no servi\u00e7o A \u00e9 de 157 cliques e no servi\u00e7o B \u00e9 de 130. Significa que do total de 32 e 35 elementos dos respectivos servi\u00e7os, existem todas estas possibilidades das pessoas estarem agrupadas e ao contr\u00e1rio dos componentes, aqui estar presente num determinado grupo, n\u00e3o exclui a presen\u00e7a num outro. (Tabela 4)\n<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Equival\u00eancia Estrutural<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A an\u00e1lise concor permitiu-nos identificar quatro grupos equivalentes estruturalmente, no servi\u00e7o A, com uma composi\u00e7\u00e3o heterog\u00e9nea, variando entre 6 e 10 elementos, nas rela\u00e7\u00f5es formais e 6 e 11 nas rela\u00e7\u00f5es informais, mas em cada grupo existe a predomin\u00e2ncia de um grupo profissional. (Figura 1) Ali\u00e1s, a proximidade entre os membros n\u00e3o se altera muito entre as rela\u00e7\u00f5es formais e informais, havendo uma pequena altern\u00e2ncia de alguns enfermeiros e auxiliares, mas nunca dos m\u00e9dicos e da secret\u00e1ria de piso.<\/p>\n<p align=\"justify\">No servi\u00e7o B foram identificados 4 grupos equivalentes estruturalmente, com uma composi\u00e7\u00e3o heterog\u00e9nea, variando entre 4 e 13 elementos nas rela\u00e7\u00f5es formais; nas rela\u00e7\u00f5es informais foram encontrados 3 grupos heterog\u00e9neos variando entre 9 e 13 elementos, e um agrupamento homog\u00e9neo com duas enfermeiras. Tamb\u00e9m aqui existe a preval\u00eancia de um grupo profissional em cada cluster (Figura 2 ).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Os Keyplayers nas redes formais e informais<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Gostar\u00edamos de saber quem s\u00e3o os actores chave nas diferentes redes, assim como perceber se ser\u00e3o os mesmos em ambas as redes, tanto formais como informais?<\/p>\n<p align=\"justify\">Fragmentando as redes obtemos a visualiza\u00e7\u00e3o dos actores chave e das suas liga\u00e7\u00f5es com os restantes.<\/p>\n<p align=\"justify\">No servi\u00e7o A \u2013 os enfermeiros ocupam um papel importante, indistintamente da sua categoria profissional, \u00e0 excep\u00e7\u00e3o do enfermeiro chefe do servi\u00e7o A, que est\u00e1 presente nos dois tipos de rela\u00e7\u00e3o (Figura 3).<\/p>\n<p align=\"justify\">No servi\u00e7o B &#8211; Os keyplayers, variam entre as rela\u00e7\u00f5es formais e informais, sendo que nas primeiras s\u00e3o os enfermeiros que ocupam um papel importante, mas nas segundas j\u00e1 s\u00e3o os m\u00e9dicos a ocupar essas posi\u00e7\u00f5es. (Figura 4)<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Estrutura Formal Versus Estrutura Informal<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Procedemos \u00e0 an\u00e1lise das duas matrizes de rela\u00e7\u00f5es tanto formais como informais, aplicando dois coeficientes: o R de Pearson e Match Coefficient para tentar responder \u00e0s duas quest\u00f5es formuladas<\/p>\n<p align=\"justify\">Ser\u00e1 que a estrutura formal determina a estrutura informal?<\/p>\n<p align=\"justify\">Podemos verificar em que medida existe associa\u00e7\u00e3o entre as duas matrizes de rela\u00e7\u00f5es, ou seja, em que medida \u00e9 que as rela\u00e7\u00f5es formais coincidem com as informais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Verificamos que a associa\u00e7\u00e3o entre as duas matrizes de rela\u00e7\u00f5es formais e informais \u00e9 moderada, pois o servi\u00e7o A apresenta um R de 0.508 e o servi\u00e7o B um R de 0.465.<\/p>\n<p align=\"justify\">Conclu\u00edmos que existe uma rela\u00e7\u00e3o positiva, entre as duas matrizes, ou seja, que existem rela\u00e7\u00f5es formais que coincidem com as rela\u00e7\u00f5es informais, nos dois servi\u00e7os.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ser\u00e1 que as rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o as mesmas nos dois tipos de estrutura, formal e informal?<\/p>\n<p align=\"justify\">Atrav\u00e9s da an\u00e1lise Match Coefficient, verificamos que a propor\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas com os mesmos valores em ambas as matrizes formais e informais apresentam coeficientes de 0.360 para o servi\u00e7o A e 0,227 para o servi\u00e7o B. Isto significa que no servi\u00e7o A, cerca de 36% de todas as rela\u00e7\u00f5es seguem o mesmo padr\u00e3o tanto na estrutura formal como na estrutura informal. Quanto ao servi\u00e7o B, cerca de 22% de todas as rela\u00e7\u00f5es coincidem de entre as formais e informais.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>SATISFA\u00c7\u00c3O COM A COMUNICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Como referem alguns autores, as consequ\u00eancias desta ou daquela rede pode ser a satisfa\u00e7\u00e3o dos seus membros, sendo neste caso, a satisfa\u00e7\u00e3o com a comunica\u00e7\u00e3o entre os diferentes profissionais. A satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 maior em rela\u00e7\u00e3o aos profissionais de enfermagem, sendo as percentagens id\u00eanticas nos dois servi\u00e7os (68,8%).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>DISCUSS\u00c3O DOS RESULTADOS<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Neste cap\u00edtulo ser\u00e1 importante come\u00e7ar a discuss\u00e3o referindo que os resultados obtidos s\u00f3 podem se circunscrever aos grupos em estudo.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 de referir que a taxa de resposta obtida na ordem dos 82,7% \u00e9 bastante representativa da realidade que se pretende estudar.<\/p>\n<p align=\"justify\">O \u00edndice de participa\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o B \u00e9 de 87,5% e do servi\u00e7o A \u00e9 de 78%, sendo esta diferen\u00e7a obtida \u00e0 custa de uma maior participa\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos do servi\u00e7o B, pois a percentagem de enfermeiros, auxiliares e secret\u00e1ria de piso foi quase a mesma, para ambos os servi\u00e7os.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quanto \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o sociodemogr\u00e1fica dos profissionais:<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Sendo o grupo profissional dos enfermeiros que apresentam maior participa\u00e7\u00e3o (61%), \u00e9 natural que o g\u00e9nero prevalecente em ambos os servi\u00e7os seja o feminino, pois como j\u00e1 foi descrito por v\u00e1rios actores a profiss\u00e3o de Enfermagem \u00e9 dominada fundamentalmente por mulheres. Salienta-se o facto de no servi\u00e7o A n\u00e3o haver nenhum enfermeiro do sexo masculino, pois esta \u00e9 uma unidade que cuida e trata s\u00f3 de mulheres, ficando a coloca\u00e7\u00e3o dos enfermeiros do sexo masculino quase sempre condicionada ao g\u00e9nero dos doentes.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Os enfermeiros mais jovens encontram-se em maior percentagem no servi\u00e7o B, com 40% no grupo et\u00e1rio dos 26 aos 30 anos de idade. A m\u00e9dia de idades mais baixa \u00e9 no servi\u00e7o A (34 anos) e no servi\u00e7o B \u00e9 de 35 anos. \u00c9 muito natural que isto assim seja, pois se nos concentrarmos nas categorias profissionais, aqueles que se encontram em maior percentagem, s\u00e3o os \u201cEnfermeiros\u201d e os \u201cEnfermeiros Graduados\u201d que est\u00e3o a exercer profiss\u00e3o ou h\u00e1 menos de 6 anos no caso dos primeiros ou logo depois dos 6 anos de profiss\u00e3o no caso dos segundos.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">A maioria dos profissionais de ambos os servi\u00e7os tem como habilita\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias o ensino secund\u00e1rio, na ordem dos 34 %.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Tanto em termos de tempo na profiss\u00e3o como no tempo no servi\u00e7o constatamos que estes s\u00e3o baixos, e que um acompanha o outro.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">O hor\u00e1rio rotativo \u00e9 o mais praticado pelos profissionais de ambos os servi\u00e7os, com 59,4% para o A e 48,6 para o B. S\u00e3o tamb\u00e9m na sua maioria os enfermeiros e as auxiliares que praticam este tipo de hor\u00e1rio, uma vez que o hor\u00e1rio dos m\u00e9dicos circunscreve-se ao fixo com excep\u00e7\u00e3o dos dias de urg\u00eancia. A rotatividade faz com os elementos das diferentes equipas n\u00e3o estejam em contacto diariamente.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">O regime de trabalho praticado \u00e9 em grande percentagem o do hor\u00e1rio acrescido (59,4% SA e 54,3% SB), que diz respeito novamente apenas aos enfermeiros, que em vez de praticarem 35 horas semanais de trabalho, praticam 42 horas semanais, com acr\u00e9scimo salarial. Salienta-se que existem alguns m\u00e9dicos a praticar o regime de exclusividade, sendo em maior percentagem no SA do que no SB (6,3% e 5,7% respectivamente).<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">As fun\u00e7\u00f5es de tutor ou formador est\u00e3o estabelecidas por legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria sendo que nem todos podem ocupar um desses cargos. Compreende-se assim, que 71,4% dos profissionais do SB e 75% do SA n\u00e3o tenham nenhuma dessas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Quanto ao exerc\u00edcio de cargos em associa\u00e7\u00f5es profissionais ficamos a saber que 87,5% dos profissionais do SA e 85,7% do SB responderam que n\u00e3o a esta quest\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Quanto aos dados relacionais:<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Redes completamente saturadas s\u00e3o empiricamente imposs\u00edveis de se observar (Hanneman, 2000), e \u00e0 medida que uma rede aumenta a complexidade das rela\u00e7\u00f5es sociais tamb\u00e9m aumenta. Nos dois servi\u00e7os em an\u00e1lise, constatamos que a rede com 35 actores (servi\u00e7o B) apresenta uma densidade relacional de 26.8% nas rela\u00e7\u00f5es formais e 26.1% nas rela\u00e7\u00f5es informais, confirmando-se esta regra. O servi\u00e7o A, apresentando um tamanho mais pequeno com 32 actores apresenta densidades superiores quer em termos de rela\u00e7\u00f5es formais quer em termos de rela\u00e7\u00f5es informais (29.0% e 25.3% respectivamente). Salientamos que os \u00edndices da densidade mais elevados dizem respeito \u00e0s rela\u00e7\u00f5es formais e n\u00e3o \u00e0s rela\u00e7\u00f5es informais como seria de supor. Portanto os actores est\u00e3o mais ligados para comunicar formalmente do que informalmente.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Atrav\u00e9s das medidas de centralidade podemos descrever a localiza\u00e7\u00e3o dos actores quer em termos individuais quer em termos das m\u00e9dias obtidas para todo o grupo. Pensamos que para o nosso estudo seria muito mais oportuno conhecer aquilo que se passa em termos da rede na totalidade do que individualmente. Sabendo que quanto maior for o n\u00famero de rela\u00e7\u00f5es (degree) maior ser\u00e1 a densidade, podemos referir que tamb\u00e9m aqui isso se confirma. Se observamos a tabela 5, verificamos que a densidade mais elevada \u00e9 do servi\u00e7o A, acompanhando o degree tamb\u00e9m mais elevado de 47,8%. Em termos de rela\u00e7\u00f5es informais tamb\u00e9m o degree acompanha a densidade, ou seja, os \u00edndices s\u00e3o mais baixos em compara\u00e7\u00e3o com as rela\u00e7\u00f5es formais. (41,2% no servi\u00e7o B e 40,3% no servi\u00e7o A).<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Quanto \u00e0s medidas de\u00a0 centraliza\u00e7\u00e3o, verificamos que as percentagens em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s tr\u00eas medidas (degree, closeness e betwenness) encontram-se entre os dois extremos (0 e 1). No entanto, existe uma tend\u00eancia para a centraliza\u00e7\u00e3o do gr\u00e1fico no que concerne ao degree e ao closeness. Esta centraliza\u00e7\u00e3o \u00e9 mais evidente principalmente no que diz respeito \u00e0s rela\u00e7\u00f5es formais, em que observamos uma percentagem de 51.3% para o servi\u00e7o B em rela\u00e7\u00e3o ao degree e 60.5% para o servi\u00e7o A em rela\u00e7\u00e3o ao closeness. S\u00e3o de facto os \u00edndices que mais se aproximam de 100%.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Portanto quanto mais centralizado for um gr\u00e1fico, maior ser\u00e1 a probabilidade de existirem actores com mais poder do que outros, assim como de alguns actores se encontrarem em posi\u00e7\u00f5es mais vantajosas do que os restantes. A distribui\u00e7\u00e3o do poder est\u00e1 desigualmente distribu\u00edda pela rede existindo actores mais proeminentes do que os outros e ocupando posi\u00e7\u00f5es de destaque na equipa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por outro lado e se pensarmos no significado do closeness, podemos dizer que existe um actor mais pr\u00f3ximo dos outros e que por sua vez os outros est\u00e3o substancialmente mais distantes uns dos outros.<\/p>\n<p align=\"justify\">Enquanto que em rela\u00e7\u00e3o a estas duas medidas podemos dizer que s\u00e3o as que se aproximam mais de um gr\u00e1fico estruturado em estrela, o mesmo j\u00e1 n\u00e3o se pode afirmar do betweenness pois os \u00edndices obtidos nas rela\u00e7\u00f5es formais, aproximam-se muito do 0.0%. Significa que existe uma aproxima\u00e7\u00e3o a um gr\u00e1fico completo, onde nenhum ponto assume posi\u00e7\u00e3o central em rela\u00e7\u00e3o aos restantes. Para as rela\u00e7\u00f5es informais a centraliza\u00e7\u00e3o \u00e9 menor, mesmo assim ainda se mant\u00eam a um n\u00edvel que podemos considerar interm\u00e9dio, ou seja ainda est\u00e1 muito distante de 0.0% (o que poderia indicar uma absoluta aus\u00eancia de centraliza\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Saber como \u00e9 que os grupos est\u00e3o subdivididos constitui um dos maiores interesses dos analistas estruturais. A ideia de componentes e cliques permite-nos ter uma imagem dos sub grupos e das liga\u00e7\u00f5es entre os diferentes membros.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o aos componentes fracos verificamos que os elementos das duas equipas est\u00e3o conectados quer directa quer indirectamente, permitindo que todos comuniquem entre si, pois s\u00f3 existe um componente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quanto aos componentes fortes, verificamos que existem elementos desconectados da restante equipa, sendo mais evidente no servi\u00e7o B em termos de rela\u00e7\u00f5es formais. Dos grupos profissionais em estudo s\u00e3o mais os Enfermeiros que se encontram nesta situa\u00e7\u00e3o. Isto pode dever-se ao facto destes terem pouco tempo na profiss\u00e3o (inferior a seis anos).<\/p>\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de cliques observados nos dois servi\u00e7os, \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s rela\u00e7\u00f5es formais que se verifica mais divis\u00f5es nas equipas, sendo que no servi\u00e7o A \u00e9 de 157 cliques e no servi\u00e7o B \u00e9 de 130. Significa que do total de 32 e 35 elementos dos respectivos servi\u00e7os, existem todas estas possibilidades das pessoas estarem agrupadas e ao contr\u00e1rio dos componentes, aqui estar presente num determinado grupo, n\u00e3o exclui a presen\u00e7a num outro.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para as rela\u00e7\u00f5es informais os cliques s\u00e3o menores, nomeadamente no servi\u00e7o A, com 93 cliques e no servi\u00e7o B com 127 cliques.<\/p>\n<p align=\"justify\">A presen\u00e7a de elementos em muitos grupos poder\u00e1 resultar em menores conflitos do que em redes onde os membros nunca est\u00e3o presentes. Tamb\u00e9m poder\u00e1 resultar em maior rapidez na mobiliza\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de recursos, enquanto que em redes onde os membros n\u00e3o est\u00e3o presentes em outros subgrupos as amea\u00e7as podem ocorrer nesse grupo e n\u00e3o se difundirem para outro.<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">A posi\u00e7\u00e3o que os actores ocupam nas redes permite-nos identificar a equival\u00eancia estrutural entre os mesmos. A medida por n\u00f3s utilizada foi a converg\u00eancia de correla\u00e7\u00f5es iterativas (concor), permitindo-nos correlacionar os actores quanto \u00e0 similaridade no padr\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">As equipas dos dois servi\u00e7os encontram-se divididas em 4 grupos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 no servi\u00e7o B que a composi\u00e7\u00e3o dos grupos similares \u00e9 maior, encontrando-se tanto nas rela\u00e7\u00f5es formais como informais grupos com 13, 11, 9 elementos e um grupo mais pequeno nas rela\u00e7\u00f5es informais com 2 elementos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Enquanto no servi\u00e7o A, encontramos grupos com 11, 10, 9, 7 e 6 elementos.<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Perante a quest\u00e3o se a estrutura formal condiciona a informal, verificamos que pela correla\u00e7\u00e3o estabelecida entre ambas, \u00e9 no servi\u00e7o A que essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 mais acentuada, com 0.508, enquanto no servi\u00e7o B \u00e9 de 0.465. Encontrando-se ambas entre 0.40 e 0.69 considera-se que essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 moderada.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Perante a quest\u00e3o se as rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o as mesmas nos dois tipos de estrutura formal e informal, verificamos que este \u00edndice acompanha o anterior, sendo que 36% de todas as rela\u00e7\u00f5es formais s\u00e3o as mesmas do que as informais no servi\u00e7o A e 22% s\u00e3o as mesmas no servi\u00e7o B.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Quanto ao papel que os keyplayers desempenham na transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o entre os v\u00e1rios actores, verificamos que no servi\u00e7o A tanto nas rela\u00e7\u00f5es formais como informais todos os actores est\u00e3o conectados. No servi\u00e7o B s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e1s rela\u00e7\u00f5es formais \u00e9 que tal acontece, enquanto nas rela\u00e7\u00f5es informais existem actores que se encontram desconectados dos keyplayers, nomeadamente as auxiliares.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Quanto aos motivos para se relacionar informalmente e a satisfa\u00e7\u00e3o com a comunica\u00e7\u00e3o entre os profissionais.<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Poderemos pensar que a estrutura das redes condiciona e \u00e9 condicionada pela motiva\u00e7\u00e3o e satisfa\u00e7\u00e3o dos profissionais com a comunica\u00e7\u00e3o estabelecida. Do ponto de vista de Jackson (1996) as consequ\u00eancias de uma estrutura de comunica\u00e7\u00e3o pode levar a maior ou menor satisfa\u00e7\u00e3o com a comunica\u00e7\u00e3o estabelecida, pode ter a ver com os dados de atributo ou com as vari\u00e1veis sociais, nomeadamente o estatuto profissional.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Verificamos que a maior parte das conversa\u00e7\u00f5es nas rela\u00e7\u00f5es informais, ocorrem no turno da manh\u00e3, pois \u00e9 quando se concentram mais profissionais a trabalhar e quando se tomam mais decis\u00f5es.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">As conversa\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais orientadas para os assuntos relacionados com os doentes, onde as maiores frequ\u00eancias percentuais observam-se no servi\u00e7o B \u201c65,4% conversam sobre a execu\u00e7\u00e3o de tarefas relacionadas com os doentes\u201d.<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Em termos gerais parece-nos que \u00e9 no servi\u00e7o B que existe maior motiva\u00e7\u00e3o para comunicar e colaborar. Tendo em conta que este servi\u00e7o apresenta densidade mais elevada que no servi\u00e7o A, assim como um degree mais elevado tamb\u00e9m ser\u00e1 de supor que um factor influencie outro? S\u00e3o quest\u00f5es que deixamos para pr\u00f3ximos trabalhos.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Quanto \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o com a comunica\u00e7\u00e3o entre e com os profissionais, verificamos que existe muita satisfa\u00e7\u00e3o com a comunica\u00e7\u00e3o com os enfermeiros, sendo na ordem dos 68,6% em ambos os servi\u00e7os.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>CONCLUS\u00d5ES E SUGEST\u00d5ES<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Este trabalho torna-se relevante tanto para n\u00f3s como para os gestores que pretendam adoptar uma outra maneira de encarar a realidade organizacional.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foi sem d\u00favida um desafio e uma tarefa \u00e1rdua, pois tivemos que estudar novos m\u00e9todos e t\u00e9cnicas tanto para colher dados como para os analisar.<\/p>\n<p align=\"justify\">As conclus\u00f5es finais a que chegamos pretendem ser um contributo para o estudo dos grupos no seu local de trabalho, pois como afirma Jesu\u00edno (1999) a maior parte dos trabalhos sobre grupos s\u00e3o realizados em laborat\u00f3rio. Poder\u00e3o tamb\u00e9m ser um ponto de partida para o diagn\u00f3stico de uma situa\u00e7\u00e3o que porventura poder\u00e1 conduzir a algumas mudan\u00e7as:<\/p>\n<p align=\"justify\">Existem actores mais isolados nas unidades \u2013 alguns actores poder\u00e3o ser de um elite muito pequena e coesa, enquanto outros poder\u00e3o estar completamente isolados do seu grupo. Estas diferen\u00e7as de como os indiv\u00edduos est\u00e3o integrados na estrutura dos grupos pode ter profundas consequ\u00eancias na forma como esses actores v\u00eam o seu trabalho, e o comportamento que eles poder\u00e3o adoptar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Existem actores chave nas unidades \u2013 s\u00e3o aqueles que podem aceder a mais actores diferenciados numa rede e portanto s\u00e3o importantes para manter uma rede unida. Pessoas melhor e mais bem informadas, tendencialmente, tornar-se-\u00e3o mais criticas e exigentes em mat\u00e9ria informacional.<\/p>\n<p align=\"justify\">Existem pequenos grupos que t\u00eam uma interac\u00e7\u00e3o activa entre si \u2013 as divis\u00f5es dos actores em cliques ou sub grupos, pode ser um aspecto muito importante da estrutura social. Poder\u00e1 ser importante para compreender como \u00e9 que uma rede se comporta como um todo. Poder\u00e1 ser muito prov\u00e1vel que nas redes onde os membros est\u00e3o presentes em mais do que um grupo, o conflito seja menor do que em redes onde os membros nunca est\u00e3o presentes noutros sub grupos. Quando os membros est\u00e3o co-presentes em diferentes redes, a mobiliza\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o poder\u00e1 ser maior e mais r\u00e1pida, enquanto que numa rede onde os membros n\u00e3o est\u00e3o presentes em outros subgrupos as amea\u00e7as podem ocorrer nesse grupo e n\u00e3o se difundirem para outro.<\/p>\n<p align=\"justify\">Saber se os atributos influenciam ou n\u00e3o uma determinada forma de rede, n\u00e3o era nosso prop\u00f3sito neste estudo. Apenas poderemos deixar aqui algumas quest\u00f5es e at\u00e9 suposi\u00e7\u00f5es, que nos inquietam e concerteza poder\u00e3o dar origem a uma outra investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Ser\u00e1 que o \u00edndice de feminiliza\u00e7\u00e3o tem influ\u00eancia na densidade e no degree das equipas? De facto a equipa A, com uma densidade e degree mais elevado do que a B apresenta uma percentagem de mulheres superior (90,63%).<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; O servi\u00e7o A \u00e9 o que possui membros mais novos em idade, com menor tempo na carreira e no servi\u00e7o. Ser\u00e1 que a idade influencia no n.\u00ba de cliques observados?<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; No servi\u00e7o B existe uma percentagem maior de tutores e formadores, que est\u00e1 associado com a classe m\u00e9dica. Ser\u00e1 que \u00e9 por existir uma percentagem maior de tutores e formadores no SB que os m\u00e9dicos desempenham um papel importante nas rela\u00e7\u00f5es informais enquanto Keyplayers? Geralmente os actores chave desempenham um papel importante na ajuda aos outros e na coes\u00e3o do grupo. Tamb\u00e9m \u00e9 neste servi\u00e7o que existem mais profissionais ligados a associa\u00e7\u00f5es profissionais. S\u00e3o pessoas que possuem informa\u00e7\u00f5es importantes, constituindo-se pe\u00e7as fundamentais nas rela\u00e7\u00f5es intragrupo.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Quais ser\u00e3o as caracter\u00edsticas dos actores chave? Ser\u00e1 que s\u00e3o lideres ou t\u00eam mais prestigio do que os outros?<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Gostar\u00edamos de aprofundar este tipo de trabalho tendo como objectivo geral conhecer a natureza, a estrutura e as fun\u00e7\u00f5es das rela\u00e7\u00f5es profissionais entre os elementos das equipas de trabalho em servi\u00e7os de internamento hospitalar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sendo assim pensamos ter atingido os objectivos propostos, pois para al\u00e9m de expandir os conhecimentos sobre as din\u00e2micas de grupo, identificamos os padr\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o tanto nas rela\u00e7\u00f5es formais como informais em duas equipas de sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>AGRADECIMENTOS<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A todos quantos colaboraram connosco o nosso Bem Aja<\/p>\n<p align=\"justify\">Um muito obrigado especial aos Professores:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Doutor Jorge Correia Jesu\u00edno, que nos cativou com as suas brilhantes aulas, e aceitou ser nosso orientador, e que soube nos momentos certos utilizar o refor\u00e7o positivo para nos incentivar a ir para a frente.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Doutor Jos\u00e9 Lu\u00eds Molina, da Universidade Aut\u00f3noma de Barcelona, pela sua colabora\u00e7\u00e3o quanto aos aspectos metodol\u00f3gicos na An\u00e1lise de Redes Sociais.\n<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">ALMEIDA, Vitor. (2000). A Comunica\u00e7\u00e3o Interna na Empresa (1\u00aa ed.) Lisboa: Pr\u00e1xis.<\/p>\n<p align=\"justify\">BARDIN, Laurence. (1994) An\u00e1lise de Conte\u00fado. Lisboa. Edi\u00e7\u00f5es 70.<\/p>\n<p align=\"justify\">BOGDAN, Robert e BIKLEN, Sari. (1994). Investiga\u00e7\u00e3o Qualitativa em Educa\u00e7\u00e3o (s.ed.) Porto: Porto Editora.<\/p>\n<p align=\"justify\">Borgatti\u00a0 S. (s.d.) keyPlayer 1.1, www. <a href=\"http:\/\/Analytictech.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> Analytictech.com<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">Borgatti, S.; M. Everett.; L. Freeman. (1999). UCINET 5.0 for Windows: Harvard:Analytic Technologies.<\/p>\n<p align=\"justify\">CARAPINHEIRO, G. (1993). Saberes e Poderes no Hospital. Uma Sociologia dos Servi\u00e7os Hospitalares. (2\u00aa ed.) Porto: Edi\u00e7\u00f5es Afrontamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">CARMO, Hermano; FERREIRA, Manuela M. (1998) Metodologia da Investiga\u00e7\u00e3o: Guia para Auto-aprendizagem. Lisboa. Universidade Aberta.<\/p>\n<p align=\"justify\">FERREIRA, J.; ABREU, Paulo; CAETANO, Ant\u00f3nio. (1999). Psicossociologia das Organiza\u00e7\u00f5es (1\u00aa ed.) Amadora: McGraw Hill.<\/p>\n<p align=\"justify\">FERREIRA, Manuela e CARMO, Hermano. (1998). Metodologia da Investiga\u00e7\u00e3o. Guia para Auto-aprendizagem (s.ed.) Lisboa: Universidade Aberta.<\/p>\n<p align=\"justify\">FERREIRA, Virg\u00ednia. (1986). O inqu\u00e9rito por question\u00e1rio na constru\u00e7\u00e3o de dados sociol\u00f3gicos\u201d in SILVA, Augusto e PINTO, Jos\u00e9 (1986). Metodologia das Ci\u00eancias Sociais. Porto: Edi\u00e7\u00f5es Afrontamento, (pp. 165-195)<\/p>\n<p align=\"justify\">FISKE, John. (1999). Introdu\u00e7\u00e3o ao estudo da comunica\u00e7\u00e3o (5\u00aa ed.) Porto: ASA Editores II, S.A.<\/p>\n<p align=\"justify\">GHIGLIONE, Rodolphe; MATALON, Benjamim. (1993) O Inqu\u00e9rito. Lisboa. Celta Editora.<\/p>\n<p align=\"justify\">HANNEMAN, Robert A. (2000). Introducci\u00f3n a los m\u00e9todos de an\u00e1lisis de redes sociales. <a href=\"http:\/\/revista-redes.rediris.es\/webredes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/revista-redes.rediris.es\/webredes<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">JABLIN, Frederic et al. (1987). Handbook of Organizational Communication (s. ed.) California: SAGE Publications, Lda.<\/p>\n<p align=\"justify\">JACKSON, Susan (1996) The Consequences of Diversity in Multidisciplinary Work Teams. In WEST, Michael. (1996) Handbook of Work Group Psychology; (pp. 53-75). England: M. A. Wiley.<\/p>\n<p align=\"justify\">JESU\u00cdNO, Jorge. (1999). Processos de Lideran\u00e7a (2\u00aa ed.) Lisboa: Livros Horizonte, Lda.<\/p>\n<p align=\"justify\">LIMA, Jorge (1997). Colleagues and friends: professional and personal relationships among teachers in two Portuguese secondary schools. Tese de Doutoramento. Educa\u00e7\u00e3o (Sociologia da Educa\u00e7\u00e3o). Universidade dos A\u00e7ores: Ponta Delgada.<\/p>\n<p align=\"justify\">LOFF, A. (1994) Rela\u00e7\u00f5es interpessoais. Enfermagem em Foco.<\/p>\n<p align=\"justify\">MILES, Matthew e HUBERMAN, A. (1994). An Expanded Sourcebook. Qualitative Data Analysis (2\u00aa ed.) California: SAGE Publications.<\/p>\n<p align=\"justify\">Minist\u00e9rio das Obras P\u00fablicas \u2013 Direc\u00e7\u00e3o Geral das Constru\u00e7\u00f5es Hospitalares (1973) Boletim Descritivo do Hospital Distrital do Funchal.<\/p>\n<p align=\"justify\">MINTZBERG, Henry. (1999) Estrutura e Din\u00e2mica das Organiza\u00e7\u00f5es. (2\u00aa ed.) Lisboa: Publica\u00e7\u00f5es D. Quixote.<\/p>\n<p align=\"justify\">MITCHEL, Terence; LARSON, James. (1987). People in Organizations \u2013 An Introdution to Organizational Behavior (3\u00aa ed.) Singapore: McGraw \u2013 Hill International Editions.<\/p>\n<p align=\"justify\">Molina, Jos\u00e9. (2000). El organigrama informal en las organizaciones. Una aproximaci\u00f3n desde el an\u00e1lisis de redes sociales. Revista Catalana de Sociolog\u00eda, (11), 1-17. <a href=\"http:\/\/www.seneca.uab.es\/antropologia\/jlm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> www.seneca.uab.es\/antropologia\/jlm<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">MOLINA, Jos\u00e9. (2001). El an\u00e1lisis de redes sociales. Una introducci\u00f3n (1\u00aa ed.) Barcelona: ediciones bellaterra.<\/p>\n<p align=\"justify\">MONGE, Peter; EISENBERG, M. (1987). Emergent Communication Networks In JABLIN, Frederic et al. (1987). Handbook of Organizational Communication (s. ed.) California: SAGE Publications, Lda.<\/p>\n<p align=\"justify\">MONTEIRO, I. (1999). Hospital, uma organiza\u00e7\u00e3o de profissionais. An\u00e1lise Psicol\u00f3gica. (2), 317 -325.<\/p>\n<p align=\"justify\">MUCCHIELLI, Roger. (1979). O Question\u00e1rio na Pesquisa Social (1\u00aa ed.) S\u00e3o Paulo: Livraria Martins Fontes Editora Lda.<\/p>\n<p align=\"justify\">NORHIA, Nitin; ECCLES, Robert. (1992). Networks and Organization. Structure, Form, and Action (1\u00aa ed.)Harvard Business School Press: Nohria and Eccles.<\/p>\n<p align=\"justify\">PEREIRA, Orlindo. (1999). Fundamentos de Comportamento Organizacional (1\u00aa ed.) Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian.<\/p>\n<p align=\"justify\">PESTANA, Maria e GAGEIRO, Jo\u00e3o. (2000). An\u00e1lise de Dados para Ci\u00eancias Sociais. A complementaridade do SPSS (2\u00aa ed.) Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es S\u00edlabo, Lda.<\/p>\n<p align=\"justify\">PINTO, J.M.; SILVA, A.A. (1987) Metodologia das Ci\u00eancias Sociais. Porto. Editora afrontamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">POLIT, Denise e HUNGLER, Bernadette. (1995). Fundamentos de Pesquisa em Enfermagem (3\u00aa ed.) Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas.<\/p>\n<p align=\"justify\">PORTUGAL, Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. (30 de Dezembro). Decreto-Lei n.\u00ba 412\/98: Altera\u00e7\u00f5es ao regime legal da carreira de enfermagem. Di\u00e1rio da Rep\u00fablica &#8211; I S\u00e9rie.<\/p>\n<p align=\"justify\">PORTUGAL, Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. (6 de Mar\u00e7o de 1990). Decreto-Lei n\u00ba 73\/90 : reformula o regime das carreiras m\u00e9dicas dos servi\u00e7os e estabelecimentos de sa\u00fade. Di\u00e1rio da Rep\u00fablica &#8211; I\u00a0 S\u00e9rie.<\/p>\n<p align=\"justify\">PORTUGAL, Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. (8 de Novembro). Decreto-Lei n.\u00ba 437\/91: Aprova o regime legal da carreira de enfermagem. Di\u00e1rio da Rep\u00fablica &#8211; I S\u00e9rie.<\/p>\n<p align=\"justify\">PORTUGAL, Minist\u00e9rio. da. Sa\u00fade. (22 de Janeiro de 1988). Decreto-Regulamentar n.\u00ba 3\/88: introduz altera\u00e7\u00f5es substanciais no dom\u00ednio dos \u00f3rg\u00e3os e do funcionamento do hospital, bem como quanto \u00e0 estrutura dos servi\u00e7os. Di\u00e1rio da Rep\u00fablica &#8211; I S\u00e9rie..<\/p>\n<p align=\"justify\">PORTUGAL, Minist\u00e9rios das Finan\u00e7as e do Plano, dos Assuntos Sociais e da Reforma Administrativa. (3 de Agosto). Decreto-Lei n.\u00ba 310\/81: Aprova o regime legal da carreira m\u00e9dica. Di\u00e1rio da Rep\u00fablica &#8211; I S\u00e9rie.<\/p>\n<p align=\"justify\">Portugal. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Direc\u00e7\u00e3o Geral da Sa\u00fade (1998). O Hospital Portugu\u00eas. Lisboa: Direc\u00e7\u00e3o Geral da Sa\u00fade<\/p>\n<p align=\"justify\">QUIVY, Raymond; CHAMPENHOUDT, Luc. (1988) Manual de Investiga\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais. Lisboa. Gradiva.<\/p>\n<p align=\"justify\">SCHEIN, Edgar. (1982). Psicologia Organizacional (3\u00aa ed.) Rio de Janeiro: Prentice-Hall.<\/p>\n<p align=\"justify\">SCOTT, John. (2000). Social network analysis (2\u00aa ed.). London: SAGE Publications.<\/p>\n<p align=\"justify\">SOUSA, A. (1990). Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Gest\u00e3o: uma abordagem sist\u00e9mica (1\u00aa ed.) Lisboa: Verbo.<\/p>\n<p align=\"justify\">TEIXEIRA, Sebasti\u00e3o. (1998) Gest\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es (1\u00aa ed.) Lisboa: McGraw Hill.<\/p>\n<p align=\"justify\">VARO, Jaime. (1994) Gestion Estrat\u00e9gica de la calidade en los Servicios Sanitarios: um modelo de gestion hospitalaria. Madrid. Ediciones Diaz de Santos, S.A.<\/p>\n<p align=\"justify\">VASSY, C. (1999). Travailler \u00e0 l&#8217;h\u00f4pital en Europe. R. Fran. Social. (XL), 2: 325 &#8211; 356.<\/p>\n<p align=\"justify\">WASSERMAN, Stanley y FAUST, Katherine. (1999). Social Network Analysis. Methods and Applications (5\u00aa ed.) Cambridge: Cambridge University Press.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Figura 1 \u2013 As redes de comunica\u00e7\u00e3o utilizadas na psicologia experimental\n<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-584\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/02\/image001.png\" alt=\"\" width=\"382\" height=\"469\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/02\/image001.png 382w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/02\/image001-244x300.png 244w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/02\/image001-342x420.png 342w\" sizes=\"auto, (max-width: 382px) 100vw, 382px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Bavelas, 1950 in Mintzberg, 1999:233<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0Gr\u00e1fico 1. Densidade das equipas<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-265\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/07\/image004.gif\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"240\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<h4 align=\"center\">Tabela 1. M\u00e9dia global das rela\u00e7\u00f5es das equipas dos servi\u00e7os<\/h4>\n<div align=\"left\">\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"22%\"><\/td>\n<td width=\"29%\"><\/td>\n<td width=\"22%\">Densidade<\/td>\n<td width=\"24%\">Degree<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td rowspan=\"2\">Servi\u00e7o A<\/td>\n<td>R. Formais<\/td>\n<td>29,0%<\/td>\n<td>47,8%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>R. Informais<\/td>\n<td>25,3%<\/td>\n<td>40,3%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Servi\u00e7o B<\/td>\n<td>R. Formais<\/td>\n<td>26,8%<\/td>\n<td>47,7%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td><\/td>\n<td>R. Informais<\/td>\n<td>26,1%<\/td>\n<td>41,2%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<\/div>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-585\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/02\/image006.gif\" alt=\"\" width=\"492\" height=\"290\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Tabela 2. Componentes fortes nas rela\u00e7\u00f5es formais e informais<\/p>\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"1\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"16%\" height=\"14\"><\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"42%\">Rela\u00e7\u00f5es Formais<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"40%\">Rela\u00e7\u00f5es Informais<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"16%\" height=\"14\"><\/td>\n<td width=\"16%\">N\u00ba Comp.<\/td>\n<td width=\"26%\">Nodos<\/td>\n<td width=\"16%\">N\u00ba Comp.<\/td>\n<td width=\"24%\">Nodos<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"16%\" height=\"13\">Servi\u00e7o A<\/td>\n<td width=\"16%\">1<\/td>\n<td width=\"26%\">Todos<\/td>\n<td width=\"16%\">1<\/td>\n<td width=\"24%\">Todos<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"16%\" height=\"13\"><\/td>\n<td width=\"16%\">2<\/td>\n<td width=\"26%\">Todos (- Enf. 9)<\/td>\n<td width=\"16%\"><\/td>\n<td width=\"24%\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"16%\" height=\"13\"><\/td>\n<td width=\"16%\">\n<p>1<\/td>\n<td width=\"26%\">Todos<\/td>\n<td width=\"16%\">1<\/td>\n<td width=\"24%\">Todos<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"16%\" height=\"13\">Servi\u00e7o B<\/td>\n<td width=\"16%\">2<\/td>\n<td width=\"26%\">Todos (- Enf. 19)<\/td>\n<td width=\"16%\">2<\/td>\n<td width=\"24%\">Todos (- M2 ic)<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"16%\" height=\"14\"><\/td>\n<td width=\"16%\">3<\/td>\n<td width=\"26%\">Todos (- Aux. 6)<\/td>\n<td width=\"16%\"><\/td>\n<td width=\"24%\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Tabela 3. Componentes fracos nas rela\u00e7\u00f5es formais e informais\n<\/p>\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"2\" cellspacing=\"1\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"14\"><\/td>\n<td colspan=\"2\">Rela\u00e7\u00f5es Formais<\/td>\n<td colspan=\"2\">Rela\u00e7\u00f5es Informais<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"14\"><\/td>\n<td>N\u00ba Comp.<\/td>\n<td>Nodos<\/td>\n<td>N\u00ba Comp.<\/td>\n<td>Nodos<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"13\"><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"13\">Servi\u00e7o A<\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>Todos<\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>Todos<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"13\"><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"13\"><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"13\">Servi\u00e7o B<\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>Todos<\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>Todos<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Tabela 4. Total de Cliques por servi\u00e7o<\/p>\n<p align=\"center\">\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"161\" height=\"20\"><\/td>\n<td width=\"103\" height=\"20\">Servi\u00e7o A<\/td>\n<td width=\"89\" height=\"20\">Servi\u00e7o B<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"161\" height=\"23\">\u00a0Rela\u00e7\u00f5es formais<\/td>\n<td width=\"103\" height=\"23\">157<\/td>\n<td width=\"89\" height=\"23\">\u00a0130<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"161\" height=\"22\">\u00a0Rela\u00e7\u00f5es informais<\/td>\n<td width=\"103\" height=\"22\">\u00a093<\/td>\n<td width=\"89\" height=\"22\">\u00a0127<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Figura 1. Cluster das rela\u00e7\u00f5es formais e informais no servi\u00e7o A<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-586\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/02\/image009.gif\" alt=\"\" width=\"528\" height=\"337\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Figura 2. Cluster das rela\u00e7\u00f5es formais e informais no servi\u00e7o B\n<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-587\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/02\/image011.gif\" alt=\"\" width=\"564\" height=\"275\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-588\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/02\/image013.gif\" alt=\"\" width=\"529\" height=\"375\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-589\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2007\/02\/image015.gif\" alt=\"\" width=\"473\" height=\"354\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Tabela 5 \u2013 Resumo das medidas de centralidade<\/p>\n<p align=\"center\">\n<div align=\"left\">\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"22%\"><\/td>\n<td width=\"29%\"><\/td>\n<td width=\"22%\">Densidade<\/td>\n<td width=\"24%\">Degree<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td rowspan=\"2\">Servi\u00e7o A<\/td>\n<td>R. formais<\/td>\n<td>29,0%<\/td>\n<td>47,8%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>R. informais<\/td>\n<td>25,3%<\/td>\n<td>40,3%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Servi\u00e7o B<\/td>\n<td>R. formais<\/td>\n<td>26,8%<\/td>\n<td>47,7%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td><\/td>\n<td>R. informais<\/td>\n<td>26,1%<\/td>\n<td>41,2%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"right\">in NURSING, n\u00ba 217, Janeiro 2007, Ano 17.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Redes de Comunica\u00e7\u00e3o em Unidades de Internamento Hospitalar, Uma Abordagem Atrav\u00e9s da Analise de Redes Sociais&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[296,201,300,298,299,295,301,294,297],"class_list":["post-590","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nursing","tag-analise","tag-comunicacao","tag-hospital","tag-interacao","tag-internamento","tag-padroes","tag-redes","tag-redes-sociais","tag-relacoes-interpessoais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/590","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=590"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/590\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2811,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/590\/revisions\/2811"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=590"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=590"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=590"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}