{"id":562,"date":"2006-12-31T12:22:08","date_gmt":"2006-12-31T12:22:08","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/cuidados-domiciliarios-uma-modalidade-de-intervencao\/"},"modified":"2021-05-04T10:12:18","modified_gmt":"2021-05-04T10:12:18","slug":"cuidados-domiciliarios-uma-modalidade-de-intervencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/cuidados-domiciliarios-uma-modalidade-de-intervencao\/","title":{"rendered":"Cuidados Domicili\u00e1rios, Uma modalidade de Interven\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A enfermagem no domic\u00edlio \u00e9 de \u00e2mbito global, isto \u00e9, centrada holisticamente, tanto no indiv\u00edduo que requer o cuidado, como na fam\u00edlia ou no sistema de suporte<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em>Nursing n\u00ba 216<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Resumo<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Os cuidados domicili\u00e1rios proporcionam um espa\u00e7o privilegiado para a promo\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade, tendo em conta a proximidade que podem oferecer, possibilitando e facilitando o contacto e interac\u00e7\u00e3o entre os intervenientes, n\u00e3o podendo ser apenas associados e descritos como cuidados prestados em casa.\u00a0 \u00a0Deste modo, as visitas domicili\u00e1rias representam uma modalidade que proporciona, para al\u00e9m de outros aspectos, contacto, interac\u00e7\u00e3o, cuidados e interesse. A mesma deve ser entendida como uma das estrat\u00e9gias de interven\u00e7\u00e3o dos enfermeiros na presta\u00e7\u00e3o de cuidados.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> visita domicili\u00e1ria; cuidados domicili\u00e1rios; promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade; educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">Os cuidados domicili\u00e1rios representam a componente do cuidado de sa\u00fade global continuado (Stanhope, 1999). Desta forma, os cuidados prestados aos indiv\u00edduos e \u00e0s fam\u00edlias, nos seus locais de resid\u00eancia, t\u00eam por finalidade promover, manter ou recuperar a sa\u00fade, maximizando o n\u00edvel de independ\u00eancia ou minimizando os efeitos da defici\u00eancia ou da doen\u00e7a terminal (Idem).<\/p>\n<p align=\"justify\">Deste modo, os cuidados domicili\u00e1rios devem ser planeados, coordenados e adequados \u00e0s necessidades do utente e do respectivo suporte familiar, por profissionais capazes e preparados para tal.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sorensen e Luckmann (1998, p. 494) chegam a afirmar que \u201ca enfermagem no domic\u00edlio \u00e9 de \u00e2mbito global, isto \u00e9, centrada holisticamente, tanto no indiv\u00edduo que requer o cuidado, como na fam\u00edlia ou no sistema de suporte\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por sua vez, Garcia (1997), acrescenta que para a concretiza\u00e7\u00e3o e presta\u00e7\u00e3o de cuidados no domic\u00edlio deve existir responsabiliza\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade, bem como dos utentes e respectivas fam\u00edlias, sendo que o apoio de familiares e\/ou amigos deve ser facilitado e incentivado.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quando nos referimos a visitas domicili\u00e1rias e a cuidados domicili\u00e1rios devemos ter em considera\u00e7\u00e3o que ambos s\u00e3o conceitos, de alguma forma, distintos, contudo complementares e interligados. Por\u00e9m, para tornar tudo mais confuso, estes termos t\u00eam vindo a ser utilizados indiferentemente na literatura.<\/p>\n<p align=\"justify\">Todavia, \u00e9 nossa opini\u00e3o que a visita domicili\u00e1ria pode ser definida como uma actividade fundamental das equipas em cuidados de sa\u00fade prim\u00e1rios e uma das diferentes estrat\u00e9gias de interven\u00e7\u00e3o na presta\u00e7\u00e3o de cuidados. Por sua vez, os cuidados domicili\u00e1rios podem ser definidos como servi\u00e7os prestados ao indiv\u00edduo e respectiva fam\u00edlia na sua pr\u00f3pria habita\u00e7\u00e3o, sendo que o prestador de cuidados domicili\u00e1rios \u00e9 uma pessoa ou institui\u00e7\u00e3o que presta cuidados no domic\u00edlio.<\/p>\n<p align=\"justify\">De facto, as defini\u00e7\u00f5es de visita domicili\u00e1ria podem variar, contudo todas elas integram as componentes dos cuidados de sa\u00fade domicili\u00e1rios, nomeadamente: o utente, a fam\u00edlia, o profissional de sa\u00fade e as metas e fins para apoiar o utente a adquirir determinado n\u00edvel de sa\u00fade e de independ\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sendo assim, a visita domicili\u00e1ria e os cuidados domicili\u00e1rios tiveram que passar por um intenso processo de reflex\u00e3o, matura\u00e7\u00e3o e desenvolvimento, que se caracterizou pela identifica\u00e7\u00e3o de objectivos e de especifica\u00e7\u00e3o, at\u00e9 adquirirem o significado que actualmente det\u00eam.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 do conhecimento comum que com o aparecimento da vida surgiram os cuidados. Na verdade, o Homem, como todos os seres vivos, sempre necessitou de cuidados, de se cuidar e, em determinadas condi\u00e7\u00f5es, situa\u00e7\u00f5es e circunst\u00e2ncias, de ser cuidado.<\/p>\n<p align=\"justify\">Daqui se depreende que desde sempre, e at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo atr\u00e1s, o cuidar [do outro] n\u00e3o pertenceu a uma profiss\u00e3o ou a um of\u00edcio. Por sua vez, dizia respeito a qualquer pessoa que ajudava qualquer outra a garantir o que lhe era necess\u00e1rio para continuar a sua vida (Santos, 2002).<\/p>\n<p align=\"justify\">Na realidade, este tipo de presta\u00e7\u00e3o foi realizado durante algum tempo por grupos religiosos e mulheres, aos quais n\u00e3o era reconhecido um dom\u00ednio espec\u00edfico de conhecimentos. Mais tarde, as enfermeiras influenciadas pela escola de Florence Nightingale prestavam cuidados de enfermagem com compet\u00eancia e capacidades desenvolvidas, situa\u00e7\u00e3o esta bem diferente daquilo que at\u00e9 ent\u00e3o se verificava.<\/p>\n<p align=\"justify\">De facto, as descobertas do fim do s\u00e9culo XIX, no dom\u00ednio da f\u00edsica e da qu\u00edmica, permitiram proceder \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o desses conhecimentos, modificando totalmente a concep\u00e7\u00e3o de cuidados (Colli\u00e8re, 1989), sendo que de diversas formas, Florence Nightingale projectou a Enfermagem como profiss\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com a evolu\u00e7\u00e3o e desenvolvimento dos cuidados prestados, os objectivos da presta\u00e7\u00e3o de cuidados domicili\u00e1rios passaram a adquirir outro significado, nomeadamente aquilo a que se pode designar, se poss\u00edvel, de cuidado de sa\u00fade relacional. Isto \u00e9, a realiza\u00e7\u00e3o e presta\u00e7\u00e3o destes cuidados, para al\u00e9m da t\u00e9cnica necess\u00e1ria e fundamental, pressup\u00f5em e necessitam do estabelecimento de uma rela\u00e7\u00e3o terap\u00eautica (profissional \u2013 indiv\u00edduo \u2013 fam\u00edlia) que se proporciona atrav\u00e9s de compet\u00eancias relacionais, exigidas cada vez mais aos profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tal como o conceito de cuidados domicili\u00e1rios evoluiu ao longo do tempo, tamb\u00e9m a estrutura e constitui\u00e7\u00e3o da nossa sociedade \u00e9 diferente e distinta daquilo que era at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Deste modo, com o aumento da esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida, o envelhecimento progressivo da popula\u00e7\u00e3o, o aumento da propor\u00e7\u00e3o de idosos e o d\u00e9fice de camas hospitalares para doentes cr\u00f3nicos ou terminais faz com que as pessoas que mais necessitem de cuidados domicili\u00e1rios e mais solicitem a visita domicili\u00e1ria sejam os idosos (Garcia, 1997).<\/p>\n<p align=\"justify\">O facto deste grupo et\u00e1rio come\u00e7ar a ser muito numeroso exige e requer uma aten\u00e7\u00e3o particular, de modo a definir prioridades. Torna-se importante e, de alguma forma imperativo, o enfermeiro, para al\u00e9m de ser possuidor de compet\u00eancias t\u00e9cnicas, relacionais e cient\u00edficas, compreender o processo e fen\u00f3meno envelhecimento. \u00c9 tamb\u00e9m vital o respeito pela dignidade humana na rela\u00e7\u00e3o com o indiv\u00edduo, seja ele qual for, devendo ser respeitado por todos e quaisquer intervenientes no processo de presta\u00e7\u00e3o de cuidados. Como acrescenta Santos (2002, p. 49) o indiv\u00edduo \u201cn\u00e3o \u00e9 nem poder\u00e1 nunca ser \u00abcoisificado\u00bb\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Atrav\u00e9s da visita domicili\u00e1ria podem obter-se benef\u00edcios para os indiv\u00edduos, fam\u00edlia e sociedade. Os indiv\u00edduos continuam no seu meioe com assist\u00eancia. A fam\u00edlia \u00e9 uma estrutura privilegiada de suporte afectivo, facilitando a colabora\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o do auto-cuidado. A mesma constitui um grande apoio que facilita a colabora\u00e7\u00e3o e pode melhorar o grau de bem-estar familiar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por sua vez, a visita domicili\u00e1ria tem tamb\u00e9m benef\u00edcios para a sociedade, j\u00e1 que a realiza\u00e7\u00e3o da mesma diminui o n\u00famero de internamentos nos hospitais e noutras institui\u00e7\u00f5es, reduzindo custos decorrentes desses internamentos, e ainda fomentar a liga\u00e7\u00e3o e uni\u00e3o entre gera\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da promo\u00e7\u00e3o do auto-cuidado com o apoio da fam\u00edlia.<\/p>\n<p align=\"justify\">A presta\u00e7\u00e3o de cuidados domicili\u00e1rios pode ter significados e objectivos diferentes, dependendo do contexto ao qual nos referimos em determinado momento. V\u00e1rios autores procedem \u00e0 categoriza\u00e7\u00e3o das visitas domicili\u00e1rias de forma diferente. Por\u00e9m, Garcia (1997), sugere-nos duas categoriza\u00e7\u00f5es mais recentes. Uma delas \u00e9 denominada de \u00abtrabalho de comunidade\u00bb que constitui uma actividade de car\u00e1cter cont\u00ednuo, onde a abordagem ao indiv\u00edduo engloba as vertentes f\u00edsica, psicol\u00f3gica e social, sendo o indiv\u00edduo considerado um ser biopsicossocial. A outra \u00e9 denominada de \u00abservi\u00e7o domicili\u00e1rio curativo ou domic\u00edlio\u00bb que \u00e9 dirigida para aspectos curativos e para a resolu\u00e7\u00e3o de problemas centrados quase exclusivamente em aspectos biol\u00f3gicos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Interessa-nos transmitir que, independentemente das v\u00e1rias categoriza\u00e7\u00f5es que estejam estabelecidas e possamos encontrar, a presta\u00e7\u00e3o de cuidados domicili\u00e1rios e a realiza\u00e7\u00e3o de visitas domicili\u00e1rias t\u00eam de ter em considera\u00e7\u00e3o os objectivos da sua execu\u00e7\u00e3o e efectiva\u00e7\u00e3o, tendo em conta a situa\u00e7\u00e3o em causa. \u00c9 ainda necess\u00e1rio agir de acordo e em conson\u00e2ncia com as necessidades do indiv\u00edduo em quest\u00e3o, a respectiva fam\u00edlia e os recursos ao dispor.<\/p>\n<p align=\"justify\">A visita domicili\u00e1ria difere de outras \u00e1reas dos cuidados de sa\u00fade porque a presta\u00e7\u00e3o de cuidados \u00e9 realizada no meio ambiente do utente, sendo que h\u00e1 j\u00e1 muito tempo o domic\u00edlio \u00e9 um local onde os enfermeiros t\u00eam prestado cuidados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nesta modalidade de interven\u00e7\u00e3o os enfermeiros devem estar devidamente capazes e preparados, n\u00e3o s\u00f3 de compet\u00eancias t\u00e9cnicas, mas tamb\u00e9m providos de compet\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o, relacionamento, rentabiliza\u00e7\u00e3o de tempos, espa\u00e7os e trabalho de equipa com familiares e outros profissionais, tudo isto enquadrado no c\u00f3digo deontol\u00f3gico que facilita uma rela\u00e7\u00e3o \u00e9tica, respeitando e potenciando a autonomia de cada pessoa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Desta forma, o ambiente domicili\u00e1rio coloca desafios ao enfermeiro, sendo necess\u00e1rio estar provido de alguma criatividade e flexibilidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Leonardo (1995), acrescenta que a ess\u00eancia do cuidar est\u00e1 na rela\u00e7\u00e3o enfermeiro \u2013 indiv\u00edduo, indo ao encontro da pessoa como um todo, com o seu passado, experi\u00eancias e viv\u00eancias, tendo a percep\u00e7\u00e3o das suas limita\u00e7\u00f5es e necessidades, bem como das expectativas dos seus familiares, em fun\u00e7\u00e3o dos recursos dispon\u00edveis, actuando tendo como objectivo a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e manuten\u00e7\u00e3o da autonomia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Neste contexto, Silva (1998) leva-nos a reflectir que o apoio domicili\u00e1rio deve ser iniciado precocemente, para poder ser eficaz e contribuir para a qualidade de vida dos indiv\u00edduos. \u00c9 tamb\u00e9m importante o respeito pelas convic\u00e7\u00f5es (culturais, pol\u00edticas, religiosas, \u2026) mais \u00edntimas dos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Algumas das vantagens deste tipo de presta\u00e7\u00e3o s\u00e3o: a conveni\u00eancia do utente; o controlo do utente sobre o meio; a capacidade de individualizar servi\u00e7os e de proporcionar um ambiente de menor tens\u00e3o para a exposi\u00e7\u00e3o de preocupa\u00e7\u00f5es e de necessidades; e o contacto do enfermeiro com o utente e fam\u00edlia no seu meio envolvente (Stanhope, 1999).<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 uma actividade caracterizada fundamentalmente pela interac\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos, sendo que a comunica\u00e7\u00e3o assume uma import\u00e2ncia decisiva e determinante.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo Fachada (1991, p. 117), \u201ca palavra comunicar prov\u00e9m do latim comunicare que significa \u00abp\u00f4r em comum\u00bb, \u00abentrar em rela\u00e7\u00e3o com\u00bb\u201d. Comunicar \u00e9, pois, trocar ideias, sentimentos e experi\u00eancias entre pessoas, \u00e9 uma forma de interac\u00e7\u00e3o humana, sendo necess\u00e1rio ter consci\u00eancia de que as pessoas n\u00e3o s\u00e3o todas iguais na sua forma de ser, reac\u00e7\u00f5es e comportamentos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Deste modo, a presta\u00e7\u00e3o de cuidados domicili\u00e1rios \u00e9 mais que um lugar [alternativo ou opcional] para prestar cuidados; constitui sim, uma modalidade de interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Desta forma, a visita domicili\u00e1ria \u00e9 um dos instrumentos mais indicados para se come\u00e7ar a trabalhar o indiv\u00edduo, a fam\u00edlia e a comunidade na presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia \u00e0 sua sa\u00fade, dentro do seu contexto social, desde que seja realizada mediante um processo racional e com objectivos definidos que estejam dentro dos princ\u00edpios de efici\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ela constitui, assim, uma actividade de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade exercida junto ao indiv\u00edduo, \u00e0 fam\u00edlia e \u00e0 comunidade. Visa contribuir para a efectiva\u00e7\u00e3o das premissas de promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade definidas pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">A visita domicili\u00e1ria permite proporcionar assist\u00eancia, tendo um objectivo eminentemente educativo. Ela permite orientar, educar, fornecer meios para que o indiv\u00edduo, a fam\u00edlia e a comunidade tenham condi\u00e7\u00f5es de se tornarem independentes.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por\u00e9m, sendo a visita domicili\u00e1ria uma modalidade que exige profissionais capazes, qualificados e com disponibilidade de tempo para a sua realiza\u00e7\u00e3o, a mesma busca uma racionaliza\u00e7\u00e3o para esta actividade, nomeadamente no equil\u00edbrio entre custo \/ benef\u00edcio, o que pode dificultar a utiliza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica desta presta\u00e7\u00e3o de cuidados.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 certo que nenhuma profiss\u00e3o, nenhum conjunto de profissionais tem motivo e raz\u00e3o de existir se n\u00e3o pode justificar a presta\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o necess\u00e1rio \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e ao mesmo tempo dar provas e testemunhos da sua capacidade para o prestar (Colli\u00e9re, 1989).<\/p>\n<p align=\"justify\">Para que possa haver um efectivo e verdadeiro reconhecimento dos cuidados de enfermagem como tais, os enfermeiros t\u00eam que demonstrar que estes [cuidados de enfermagem] s\u00e3o a express\u00e3o e cumprimento de um servi\u00e7o indispens\u00e1vel, fundamental e necess\u00e1rio independentemente do local ou espa\u00e7o onde os mesmos sejam realizados e prestados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para al\u00e9m disso, para alcan\u00e7ar a excel\u00eancia da pr\u00e1tica de enfermagem no domic\u00edlio, \u00e9 necess\u00e1rio que a mesma se verifique e decorra de acordo com os padr\u00f5es de enfermagem, com a legisla\u00e7\u00e3o sobre a pr\u00e1tica de enfermagem e de acordo com a prepara\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia do enfermeiro que a efectua.<\/p>\n<p align=\"justify\">Deste modo, importante, relevante e pertinente \u00e9 tamb\u00e9m humanizar os cuidados prestados, contribuindo para o aumento da qualidade desses mesmos cuidados. Este deve ser um objectivo a buscar e a alcan\u00e7ar por todos os profissionais de sa\u00fade, qualquer que seja a situa\u00e7\u00e3o e circunst\u00e2ncia da presta\u00e7\u00e3o dos mesmos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/h4>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">COLLI\u00c9RE, Marie-Fran\u00e7oise \u2013 Promover a Vida. Lisboa: Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, 1989. p. 284-292.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">COLLI\u00c9RE, Marie-Fran\u00e7oise \u2013 Promover a Vida: Da Pr\u00e1tica das Mulheres de Virtude aos Cuidados de Enfermagem.\u00a0 Lisboa: Ind\u00fastrias Gr\u00e1ficas, 1989. p. 76-99.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">FACHADA, Maria Odete \u2013 Psicologia das Rela\u00e7\u00f5es Interpessoais. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Rumo, 1991. 1.\u00aa Ed. p. 117-125.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">GARCIA, Elisa \u2013 Visita Domicili\u00e1ria: Tratar ou Cuidar? Servir. Lisboa. Vol. n\u00ba 45, n\u00ba 1 (Janeiro \u2013 Fevereiro, 1997), p. 26-28. ISSN 0871-2370.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">LEONARDO, Maria \u2013 O Idoso e o Ensino de Enfermagem. Geriatria. Lisboa. Ano VIII, Vol. VII, n\u00ba 74 (Abril, 1995), p.25-27. ISSN 0871-5380.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">SANTOS, Jos\u00e9 Manuel Oliveira dos \u2013 Parceria nos Cuidados: uma metodologia de trabalho centrada no doente. Porto: Universidade Fernando Pessoa, 2002. 153 p. ISBN 972-8184-83-2.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">SILVA, Madalena \u2013 Apoio Domicili\u00e1rio ao Idoso. Geriatria. Lisboa. Ano XI, Vol. XI, n\u00ba 106 (Setembro, 1998), p. 16-17. ISSN 0871-5380.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">SORENSEN; LUCKMANN \u2013 Enfermagem Fundamental: Abordagem Psicofisiol\u00f3gica. 1.\u00aa Ed. Lisboa: Lusodidacta, 1998. 1963 p. ISBN 972-96610-6-5.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">STANHOPE, M\u00e1rcia; LANCASTER, Jeanette \u2013 Enfermagem Comunit\u00e1ria: promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade de grupos, fam\u00edlias e indiv\u00edduos. 1.\u00aa Ed. Lisboa: Lusoci\u00eancia, 1999. p. 532-538. ISBN 972-8383-05-3.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"right\">in NURSING, n\u00ba 216, Dezembro 2006, Ano 16.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0; margin-bottom: 0;\" align=\"right\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A enfermagem no domic\u00edlio \u00e9 de \u00e2mbito global, isto \u00e9, centrada holisticamente, tanto no indiv\u00edduo que requer o cuidado, como na fam\u00edlia ou no sistema de suporte<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[282,283,285,284,281],"class_list":["post-562","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nursing","tag-cuidados","tag-domicilio","tag-educacao","tag-promocao-da-saude","tag-visita-domiciliaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/562","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=562"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/562\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2812,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/562\/revisions\/2812"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}