{"id":557,"date":"2006-12-31T12:13:50","date_gmt":"2006-12-31T12:13:50","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/6-congresso-nacional-de-enfermagem-oncologica\/"},"modified":"2021-05-04T09:13:59","modified_gmt":"2021-05-04T09:13:59","slug":"6-congresso-nacional-de-enfermagem-oncologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/6-congresso-nacional-de-enfermagem-oncologica\/","title":{"rendered":"6\u00ba Congresso Nacional de Enfermagem Oncol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p>A Doen\u00e7a Oncol\u00f3gica: da preven\u00e7\u00e3o ao tratamento.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<table style=\"width: 240px; height: 148px;\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"117\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-326\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/09\/sergio.jpg\" alt=\"\" width=\"120\" height=\"142\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td valign=\"bottom\" width=\"193\">S\u00e9rgio Ferreira<br \/>\nEnfermeiro<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Realizou-se nos dias 23, 24 e 25 de Novembro, no Cine Teatro \u201cCaracas\u201d em Oliveira de Azem\u00e9is, o 6\u00ba Congresso Nacional de Enfermagem Oncol\u00f3gica, organizado pela SPEO (Sociedade Portuguesa de Enfermagem Oncol\u00f3gica). O congresso tinha como tem\u00e1tica \u201cA Doen\u00e7a Oncol\u00f3gica: da preven\u00e7\u00e3o ao tratamento\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A confer\u00eancia inaugural, intitulada \u201cA Enfermagem Oncol\u00f3gica no Contexto Actual\u201d foi apresentada pela Maria Lu\u00edsa Pinto da SPEO.<\/p>\n<p align=\"justify\">Seguiu-se a primeira mesa redonda sobre a \u201cEpidemiologia do Cancro\u201d. Nela participaram Maria Jos\u00e9 Bento em representa\u00e7\u00e3o do Instituto Portugu\u00eas de Oncologia Francisco Gentil, EPE \u2013 Porto (IPO, EPE \u2013 Porto); Ant\u00f3nio Morais da ARS Centro, respons\u00e1vel pelo rastreio do Cancro do Colo do \u00datero e Jo\u00e3o Carvalho da Liga Portuguesa contra o Cancro, respons\u00e1vel pelo rastreio do Cancro da Mama. Nesta mesa foi dito que em 2003 o cancro vitimou 22.711 portugueses, segundo dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), sendo a segunda causa de morte em Portugal, ap\u00f3s as doen\u00e7as cardiovasculares que atingiram 28.737 pessoas. A principal causa de morte por cancro \u00e9 o cancro colorrectal, que representa 14% do total das mortes por cancro. O cancro do pulm\u00e3o surge logo a seguir, com 13,9%, seguido pelo cancro do est\u00f4mago com 11% e pelo cancro da mama, com sete por cento. O cancro do pulm\u00e3o \u00e9 o que mais afecta os homens (19%), enquanto que o cancro da mama atinge mais a mulher (17%). Segundo o INE, os distritos que apresentam a maior taxa de mortalidade por cancro s\u00e3o Beja, Set\u00fabal, Lisboa, Porto e Viana do Castelo.<\/p>\n<div align=\"center\"><\/div>\n<p align=\"justify\">A confer\u00eancia ap\u00f3s o almo\u00e7o foi realizada pela Aurora Pereira da Escola Superior de Enfermagem de Viana do Castelo e tinha como tem\u00e1tica a \u201cComunica\u00e7\u00e3o de M\u00e1s Not\u00edcias\u201d. Geralmente a comunica\u00e7\u00e3o de m\u00e1s not\u00edcias \u00e9 devido \u00e0 perda de algu\u00e9m, que leva a um estado de luto. Em oncologia, uma m\u00e1 not\u00edcia pode n\u00e3o ser pelo falecimento de algu\u00e9m, mas sim pela \u00abperda de parte do corpo\u00bb, como por exemplo no cancro da mama, quando ocorre mastectomia.<\/p>\n<p align=\"justify\">A mesa redonda seguinte debateu o \u201cTratamento do Cancro\u201d e contou com a presen\u00e7a de Alexandra Isabel Pereira do Hospital de Dia do IPOFG, EPE \u2013 Porto, de Concei\u00e7\u00e3o Mineiro do servi\u00e7o de Cirurgia de Cabe\u00e7a e Pesco\u00e7o do IPOFG \u2013 Coimbra e de Am\u00e9lia Machado do Servi\u00e7o de Radioterapia do IPOFG \u2013 Lisboa. Falou-se da estrutura\/ organiza\u00e7\u00e3o do hospital de dia, dos cuidados ao doente oncol\u00f3gico submetido a cirurgia da cabe\u00e7a e do pesco\u00e7o. O cancro da cabe\u00e7a e pesco\u00e7o tem uma incid\u00eancia de 5% de toda a patologia oncol\u00f3gica. A abordagem terap\u00eautica pode ser cir\u00fargica (preventiva, diagnostica, curativa e reconstrutiva), atrav\u00e9s de quimioterapia ou radioterapia. As zonas mais afectadas pela patologia oncol\u00f3gica de cabe\u00e7a e pesco\u00e7o s\u00e3o: cavidade nasal, oral, orofaringe, nasofaringe, laringe e hipofaringe. A seguir falou-se do \u201cCuidar em Radioterapia Oncol\u00f3gica\u201d. O princ\u00edpio da radioterapia \u00e9 semelhante ao da quimioterapia: interfere nas mol\u00e9culas de DNA, atrav\u00e9s dos raios ionizantes que bloqueiam a divis\u00e3o celular ou determinam a sua destrui\u00e7\u00e3o na tentativa de realizar esta divis\u00e3o. Por isso, a sua ac\u00e7\u00e3o \u00e9 maior sobre c\u00e9lulas em processo de divis\u00e3o. O efeito da radioterapia est\u00e1 restrito \u00e0 \u00e1rea tratada, constituindo-se como um tratamento local. Os seus efeitos t\u00f3xicos s\u00e3o tamb\u00e9m localmente limitados, n\u00e3o havendo risco de les\u00e3o aos \u00f3rg\u00e3os fora do campo de irradia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para terminar o primeiro dia de trabalho foi realizada uma confer\u00eancia sobre o \u201cProjecto TITAN \u2013 Training Iniciative in Thrombocytopenia, Anemia and Neutropenia\u201d, apresentada por M. Jorge Freitas da SPEO. Este projecto visa melhorar a preven\u00e7\u00e3o, a detec\u00e7\u00e3o e os cuidados nas toxidades hematol\u00f3gicas em doentes oncol\u00f3gicos, melhorando os cuidados do doente, obtendo uma melhoria dos resultados no doente. Esta confer\u00eancia antecedeu o Simp\u00f3sio Sat\u00e9lite \u201cAMGEN\u201d. Assim, chegou ao fim o lucrativo primeiro dia do congresso.<\/p>\n<p align=\"justify\">O segundo dia de trabalhos teve in\u00edcio com a mesa redonda \u201cPara al\u00e9m da Dor\u2026A Pessoa com Dor\u201d. Nesta mesa participaram Ana Leonor Ribeiro da Escola Superior de Enfermagem de S\u00e3o Jo\u00e3o, Henrique Jos\u00e9 de Oliveira Dias do Hospital S. Pedro, Vila Real e Thomas Bakk dramaturgo e actor. A dor oncol\u00f3gica foi definida como sendo \u201csensa\u00e7\u00f5es concomitantes de dores agudas e cr\u00f3nicas com diferentes n\u00edveis de intensidade, associadas \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o invasiva de c\u00e9lulas cancer\u00edgenas no corpo; consequ\u00eancia do tratamento do cancro com quimioterapia, entre outros.\u201d A dor cr\u00f3nica, severa e intrat\u00e1vel \u00e9 um dos aspectos mais temidos do cancro. Assim, a dor oncol\u00f3gica exige uma avalia\u00e7\u00e3o cuidadosa, terap\u00eautica individualizada a cada doente e uma monitoriza\u00e7\u00e3o apertada. Foi ainda referido que apenas 5% dos europeus recebe tratamento com opi\u00f3ides para a dor severa, e 28% dos europeus acredita que o seu m\u00e9dico n\u00e3o sabe controlar a dor. Thomas Bakk brindou-nos em palco, utilizando o teatro e a m\u00fasica, com uma representa\u00e7\u00e3o emocionante e divertida da sua viv\u00eancia com a dor.<\/p>\n<p align=\"justify\">Seguiu-se o Simp\u00f3sio Sat\u00e9lite da PFIZER. E o almo\u00e7o chegou com a confer\u00eancia \u201cUnidade de Cuidados Continuados Domicili\u00e1rios: um projecto\u201d, apresentado por S\u00e9rgio Soares do Hospital Jos\u00e9 Luciano de Castro \u2013 Anadia. Foi dito que este projecto surgiu pois segundo estudos, a maioria das pessoas se lhes fosse dada a oportunidade de escolher onde quereriam passar os \u00faltimos tempos de vida escolheriam morrer em casa. O domic\u00edlio concede familiaridade, seguran\u00e7a e lembran\u00e7as da vida ao doente. Assim, \u00e9 importante trabalhar a tr\u00edade equipa multidisciplinar, doente e fam\u00edlia, estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a e respeito.<\/p>\n<p align=\"justify\">O p\u00f3s-almo\u00e7o iniciou-se com uma confer\u00eancia apresentada por Concepcion R. Crego da Sociedade Espanhola de Enfermagem Oncol\u00f3gica (SEEO), onde apresentou a estrutura da SEEO, as suas actividades, e onde foi dito que iria ser oficializada uma parceria com a SPEO.<\/p>\n<p align=\"justify\">A mesa redonda seguinte abordou a tem\u00e1tica da \u201cPrepara\u00e7\u00e3o do Regresso a Casa\u201d. Nela participaram Ana Maria Pinho do Hospital de S\u00e3o Jo\u00e3o da Madeira, Ad\u00edlia Sofia Pombeiro do Centro de Sa\u00fade de Espinho e Isabel Morais do Servi\u00e7o de Estomaterapia do IPOFG \u2013 Coimbra. \u00c9 na prepara\u00e7\u00e3o para a alta que surgem as d\u00favidas e os medos, quer nos doentes, quer nas respectivas fam\u00edlias. Assim, a prepara\u00e7\u00e3o da alta deve ser iniciada no momento da admiss\u00e3o do doente e continua durante todo o internamento. Deve ser realizada por toda a equipa multidisciplinar. O plano inicial para a alta surge quando o doente est\u00e1 estabilizado. A alta cl\u00ednica deve ser transmitida com uma semana de anteced\u00eancia, e deve envolver a equipa de sa\u00fade do hospital e do centro de sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">O segundo dia de trabalhos terminou com a confer\u00eancia \u201cA Partilha de Informa\u00e7\u00e3o em Enfermagem: um contributo para a continuidade de cuidados\u201d. A apresenta\u00e7\u00e3o esteve a cargo de Paulino Sousa da Escola Superior de Enfermagem de S\u00e3o Jo\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O terceiro e \u00faltimo dia do congresso iniciou com a mesa redonda \u201cComo Lidar com a Doen\u00e7a Oncol\u00f3gica\u201d. Moderada por Raquel Esteves da SPEO, participaram Manuel Rebelo, em representa\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Limitados da Voz, Ana Maria Cruz, da Liga Portuguesa dos Ostomizados e Maria Augusta Amado, do Movimento Vencer e Viver. Cada um dos participantes deu voz \u00e0s suas experi\u00eancias de vida, \u00e0s suas viv\u00eancias com o cancro, com as altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, ps\u00edquicas e sociais. Foi um importante momento de reflex\u00e3o, em que a voz esteve do lado dos doentes.<\/p>\n<p align=\"justify\">O congresso terminou com a confer\u00eancia \u201cRepresenta\u00e7\u00f5es, Coping e Qualidade de Vida dos Doentes com Cancro e suas Fam\u00edlias\u201d. Apresentado por C\u00e9lia Samarina Santos da Escola Superior de Enfermagem de S\u00e3o Jo\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-556\" style=\"text-align: -webkit-center;\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/12\/congresso_speo.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"286\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, em oito confer\u00eancias e quatro mesas redondas foram abordados temas como a enfermagem oncol\u00f3gica no contexto actual, bem como a epidemiologia do cancro, com enfoque no rastreio em Portugal do cancro do colo do \u00fatero e da mama, prepara\u00e7\u00e3o do regresso a casa, entre outros temas. Este congresso organizado pela SPEO assentou numa tem\u00e1tica transversal aos cuidados em oncologia, desde a preven\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao tratamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Doen\u00e7a Oncol\u00f3gica: da preven\u00e7\u00e3o ao tratamento.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":555,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[268,121,277,264,276,275],"class_list":["post-557","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estive-la","tag-cancro","tag-dor","tag-mas-noticias","tag-oncologia","tag-seeo","tag-speo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/557","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=557"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/557\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2676,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/557\/revisions\/2676"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/555"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=557"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=557"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=557"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}