{"id":511,"date":"2006-11-19T22:05:19","date_gmt":"2006-11-19T22:05:19","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/ensaio-clinico-prevencao-de-ulceras-de-pressao-nos-calcaneos\/"},"modified":"2021-04-28T16:22:11","modified_gmt":"2021-04-28T16:22:11","slug":"ensaio-clinico-prevencao-de-ulceras-de-pressao-nos-calcaneos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/ensaio-clinico-prevencao-de-ulceras-de-pressao-nos-calcaneos\/","title":{"rendered":"Ensaio Cl\u00ednico: preven\u00e7\u00e3o de \u00falceras de press\u00e3o nos calc\u00e2neos"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"text-align: justify;\">Os dados relativos a \u00falceras de press\u00e3o em Portugal ainda carecem de algum aprofundamento, visto at\u00e9 2005 n\u00e3o existir qualquer estudo nacional sobre a preval\u00eancia e incid\u00eancia de \u00falceras de press\u00e3o em Portugal.<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div align=\"justify\">\n<p>Ensaio Clinico aberto sobre a efectividade do Mepentol \u00ae , um composto de \u00e1cidos gordos hiperoxigenados, na preven\u00e7\u00e3o de \u00falceras de press\u00e3o nos calc\u00e2neos.<\/p>\n<\/div>\n<p align=\"justify\"><strong>&#8211; Jo\u00e3o Gouveia<\/strong><br \/>\nEnfermeiro Graduado, a exercer fun\u00e7\u00f5es no Centro de Sa\u00fade da Pampilhosa da Serra<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>&#8211; Cristina Migu\u00e9ns<\/strong><br \/>\nEnfermeira Chefe do Centro de Sa\u00fade da Pampilhosa da Serra<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>&#8211; Joan-Enric Torra i Bou.<\/strong><br \/>\nDiplomado en Enfermer\u00eda. Responsable de la Unitat Interdisciplin\u00e0ria de Ferides Cr\u00f3niques. Consorci Sanitari de Terrassa. (En la actualidad Clinical&amp;Educational Manager, Divisi\u00f3n de Cuidado de Heridas, Smith&amp;Nephew Espa\u00f1a).\n<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>-Teresa Segovia G\u00f3mez.<\/strong><br \/>\nDiplomada en Enfermer\u00eda. Supervisora de la Unidad de Medicina Interna del Hospital Universitario Puerta de Hierro, IMSALUD, Madrid.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong> Declara\u00e7\u00e3o de interesse:<\/strong> As amostras de Mepentol \u00ae para a realiza\u00e7\u00e3o do presente estudo foram proporcionadas pelos Laborat\u00f3rios Bama Geve, Barcelona, Espanha.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Embora pare\u00e7a paradoxal, as \u00falceras de press\u00e3o (UP), apesar dos avan\u00e7os no conhecimento das ci\u00eancias da sa\u00fade e a evolu\u00e7\u00e3o do sistema de sa\u00fade, continuam a ser, hoje em dia, um importante problema de sa\u00fade que afecta os pacientes de todos os n\u00edveis assistenciais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os dados relativos a \u00falceras de press\u00e3o em Portugal ainda carecem de algum aprofundamento, visto at\u00e9 2005 n\u00e3o existir qualquer estudo nacional sobre a preval\u00eancia e incid\u00eancia de \u00falceras de press\u00e3o em Portugal. Assim, dos dados dispon\u00edveis, existe uma preval\u00eancia de \u00falceras de press\u00e3o em institui\u00e7\u00f5es hospitalares, a n\u00edvel nacional, entre os 7%-25%. Quanto a valores de incid\u00eancia, os dados permitem estabelecer valores entre 13%-2%.[0.] Recentemente, o Grupo Nacional para el Estudio y Asesoramiento en \u00falceras por Presi\u00f3n y Heridas Cr\u00f3nicas (GNEAUPP), realizou um estudo alargado de preval\u00eancia [1] que descreve a situa\u00e7\u00e3o das UP em Espanha. Segundo o mesmo estudo, a preval\u00eancia de UP em hospitais de pacientes agudos \u00e9 de 8,8%, nos centros s\u00f3cio-sanit\u00e1rios \u00e9 de 7,6% e nos pacientes no domicilio \u00e9 de 8,3%. No ambiente hospitalar, a preval\u00eancia de UP oscila, de acordo com os tipos de unidades de cuidados, entre 4,4% nos servi\u00e7os cir\u00fargicos, 9,2% nos servi\u00e7os de Medicina, 10,3% nas unidades mistas de pacientes m\u00e9dicos e cir\u00fargicos e 13,2% nas unidades de cuidados intensivos. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 origem das les\u00f5es, quase metade (47,2%) tinham aparecido no pr\u00f3prio hospital, 10,8% em outro hospital, 27,1% no domicilio do utente, 7% num centro s\u00f3cio-sanit\u00e1rio e em 7,9% desconhecia-se a sua origem.<\/p>\n<p align=\"justify\">Estes resultados n\u00e3o diferem de estudos similares, assim como a preval\u00eancia hospitalar de UP, no ano de 1999, era nos Estados Unidos de 14,8% [2] e na Holanda entre 5% e 15%. [3].<\/p>\n<p align=\"justify\">As Up s\u00e3o um problema multifactorial em que a limita\u00e7\u00e3o da mobilidade \u00e9 o principal favorecedor do seu aparecimento; existem outros factores associados que predisp\u00f5em o seu desenvolvimento, sejam extr\u00ednsecos ou intr\u00ednsecos aos pacientes, entre o que podemos destacar as for\u00e7as de deslizamento, a fric\u00e7\u00e3o, a incontin\u00eancia mista, a idade, o estado nutricional, as defici\u00eancias sensoriais, o tratamento com certos f\u00e1rmacos, etc . [4]<\/p>\n<p align=\"justify\">As UP podem desenvolver-se em muito poucas horas e demorar meses a cicatrizar. Apresentam uma morbi-mortalidade associada importante, diminuem a qualidade de vida de quem sofre delas e dos seus cuidadores e levam a um importante consumo para o sistema de sa\u00fade, tanto em recursos humanos como materiais, o que se traduz num indesej\u00e1vel impacto econ\u00f3mico. Durante muito tempo considerou-se que as UP eram inevit\u00e1veis e n\u00e3o se lhes prestou a devida aten\u00e7\u00e3o, mas de acordo com o n\u00edvel de conhecimento que temos actualmente, considera-se que s\u00e3o evit\u00e1veis numa grande percentagem de casos [5]. Esta \u00faltima afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante, mais ainda quando se considera a taxa de incid\u00eancia de UP como um indicador chave da qualidade assistencial.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por outro lado, o ponto em que no encontramos face a um problema de sa\u00fade evit\u00e1vel, em consequ\u00eancia de uma m\u00e1 pol\u00edtica de sa\u00fade, est\u00e1 a tornar-se um novo marco de refer\u00eancia na abordagem do mesmo problema, em que os problemas legais relacionados com as UP s\u00e3o cada vez mais frequentes[6]. Para citar um exemplo, estas quest\u00f5es legais, nos Estados Unidos, s\u00e3o ganhas em quase 75% dos casos, pelos queixosos, com indemniza\u00e7\u00f5es m\u00e9dias milion\u00e1rias [7]. Recentemente, publicou-se em Espanha um artigo que estuda as UP como causa b\u00e1sica de disfun\u00e7\u00e3o, tendo por base a informa\u00e7\u00e3o obtida dos Boletines estad\u00edsticos de defunci\u00f3n [8] e come\u00e7a a aparecer bibliografia acerca das quest\u00f5es legais relacionadas com as UP [8.b].<\/p>\n<p align=\"justify\">Sem lugar a d\u00favidas, o melhor tratamento das UP \u00e9 a sua preven\u00e7\u00e3o. Para tal, s\u00e3o necess\u00e1rios recursos humanos, materiais e metodol\u00f3gicos. No ano de 1962, Doreen Norton concebeu uma escala para avaliar o risco de desenvolver UP (EARDUP) concebida para a popula\u00e7\u00e3o geri\u00e1trica [9], tendo-se posteriormente estendido o seu uso a outros quadrantes de cuidados assistenciais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Porteriormente, apareceram novas escalas, como a de Braden e a de Waterlow, que foram concebidas para diferentes popula\u00e7\u00f5es de risco e diferem umas das outras na pondera\u00e7\u00e3o e nos elementos causais que t\u00eam em conta, n\u00e3o existindoum crit\u00e9rio uniforme acerca da utiliza\u00e7\u00e3o de uma escala universal [10].[10.b]. As EARDUP s\u00e3o um instrumentos \u00fatil, que quando usado sistematicamente, permite estratificar o risco e aplicar medidas preventivas, de acordo com as necessidades. Estas escalas devem ser o primeiro ponto a incluir nos manuais de pr\u00e1tica clinica ou protocolos de preven\u00e7\u00e3o, seguidas de recomenda\u00e7\u00f5es especificas para um tratamento efectivo da press\u00e3o, mediante programas activos de posicionamentos posturais, assim como a utiliza\u00e7\u00e3o de superficies especiais para o alivio da press\u00e3o (SEAP) de acordo com as caracteristicas de cada situa\u00e7\u00e3o de risco [11-14]-14.b] Tudo isso \u00e9 complementado com um cuidados adequado da pele, que contemple tanto a utiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos gordos hiperoxigendados (AGHO) nas zonas de risco [15-6] (zonas de promini\u00eancias \u00f3sseas), como a utliza\u00e7\u00e3o de produtos barreiraante as agress\u00f5es \u00e0 pele, causadas pelo efeito da incontin\u00eancia mista, assim como a protec\u00e7\u00e3o de zonas de risco com penso ou dispositivos especiais redutores da press\u00e3o, como os pensos hidrocelulares da gama Allevyn, com uma forma especial para os calc\u00e2neos (Allevyn Heel, Smith&amp;Nephew), cuja efectividade foi demonstrada em ensaios clinicos [17-19a-b]. Outros pontos que n\u00e3o se podem omitir s\u00e3o a manuten\u00e7\u00e3o de um estado de nutri\u00e7\u00e3o e hidrata\u00e7\u00e3o \u00f3ptimos, programas de forma\u00e7\u00e3o peri\u00f3dicos e actualizados para o pessoal de enfermagem e cuidadores, assim como a monitoriza\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica do problema.<\/p>\n<p align=\"justify\">O estado actual que temos hoje em dia sobre a etiopatogenia das UP, deixou para tr\u00e1s a concep\u00e7\u00e3o de as considerarmos como uma fatalidade ou inevit\u00e1vel, para definir postulados que preconizam a import\u00e2ncia e as possibilidades de preveni-las, assim como a sua considera\u00e7\u00e3o como um indicador importante e representativo da qualidade assistencial Neste sentido, existem duas cita\u00e7\u00f5es de Pam Hibbs [20] que s\u00e3o um cl\u00e1ssico na literatura das UP:<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><strong>\u201c95% das \u00falceras de press\u00e3o s\u00e3o evit\u00e1veis\u201d y que \u201cas UP s\u00e3o um problema de oculto\u201d<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Dentro dos factores intr\u00ednsecos que podem produzir uma \u00falcera de press\u00e3o, e se nos centrarmos na sua poss\u00edvel influ\u00eancia ou ac\u00e7\u00e3o a n\u00edvel cut\u00e2neo, podemos destacar aqueles que conferem resist\u00eancia \u00e0 pele, de entre os quais poder\u00edamos destacar: a resist\u00eancia da pele contra a perda de \u00e1gua, a coes\u00e3o social a n\u00edvel da epiderme, a renova\u00e7\u00e3o epid\u00e9rmica e a resist\u00eancia da pele aos problemas isqu\u00e9micos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por outro lado, uma pele em boas condi\u00e7\u00f5es \u00e9 uma pele muito mais resistente a agress\u00f5es como a press\u00e3o e a fric\u00e7\u00e3o. Ns trabalhos publicados sugerem que os pacientes com a pele seca ou gretada, t\u00eam maior probabilidade, at\u00e9 2,5 vezes mais, de desenvolver UP que os pacientes nos grupos de controlo [21], ainda que sejam frequentes as UP na regi\u00e3o gl\u00fatea, onde apesar de existir uma importante massa muscular, as agress\u00f5es produzidas \u00e0 pele, pela incontin\u00eancia urin\u00e1ria e fecal, deterioram a pele e produzem eros\u00f5es que diminuem a resist\u00eancia da pele \u00e0 press\u00e3o e \u00e0 fric\u00e7\u00e3o, e por isso tornam-nas mais vulner\u00e1veis \u00e0s UP.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para al\u00e9m disso, diferentes autores relacionam o processo fisiopatol\u00f3gico que leva \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma UP, e sobretudo na sua fase inicial, uma \u00falcera de press\u00e3o de estadio 12, com duas grandes situa\u00e7\u00f5es: por um lado, uma resposta inflamat\u00f3ria local mediada por uma liberta\u00e7\u00e3o de prostaglandinas, e por outro, a da liberta\u00e7\u00e3o de radicais de oxig\u00e9nio como consequ\u00eancia das reac\u00e7\u00f5es de hiper\u00e9mia, aumentando o n\u00famero dos mesmos, quanto mais intensa \u00e9 esta hiper\u00e9mia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Existem refer\u00eancias acerca da utiliza\u00e7\u00e3o de azeites essenciais para o cuidados da pele, que datam de 3000 anos ante de Cristo [23]. Os \u00e1cidos gordos hiperoxigenados (AGHO) s\u00e3o um dos produtos de uso t\u00f3pico que se utilizam para a preven\u00e7\u00e3o de \u00falceras de press\u00e3o (UP) e no tratamento de UP est\u00e1dio I [24-26]. Se nos centrarmos na preven\u00e7\u00e3o das UP ou na revers\u00e3ode les\u00f5es de est\u00e1dio I, os AGHO apresentam as seguintes propriedades:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Proporcionam protec\u00e7\u00e3o da pele antes os efeitos de alguns agentes causais mais importantes das UP (press\u00e3o e fric\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Permitem uma \u00f3ptima hidrata\u00e7\u00e3o da pele<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Permitem uma melhoria da condi\u00e7\u00e3o local da pele exposta a isqu\u00e9micas prolongadas<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Permitem reverter as les\u00f5es iniciais produzidas pela isqu\u00e9mica (eritema que n\u00e3o empalidece ao tacto ou UP est\u00e1dio I)<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Permitem melhorar as condi\u00e7\u00f5es da pele em pessoas de idade avan\u00e7ada para aumentar a sua resist\u00eancia frente a les\u00f5es da pele, como as UP ou as \u00falceras de origem venosas.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Os AGHO s\u00e3o produtos compostos por \u00e1cidos gordos essenciais (AGE) que foram submetidos a hiperoxigena\u00e7\u00e3o. Os AGE aumentam a coes\u00e3o dos corne\u00f3citos, previnindo as perdas de \u00e1gua transcut\u00e2neas e evitando a descama\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea, uma vez que s\u00e3o percursores das prostaglandinas e do \u00e1cido araquid\u00f3nico e apresentam uma grande absor\u00e7\u00e3o por via cut\u00e2nea [27-31].<\/p>\n<p align=\"justify\">O \u00e1cido lin\u00f3leico \u00e9 um dos componentes mais importante da frac\u00e7\u00e3o lip\u00eddica da epiderme e desempenha um papel muito no evitar de perdas de \u00e1gua [31]; mediante a sua convers\u00e3o em \u00e1cido araquid\u00f3nico, \u00e9 um percursor da PGE2. Por outro lado, alguns autores sugerem que o \u00e1cido lin\u00f3leico tamb\u00e9m actua na repara\u00e7\u00e3o da pele lesada [32].<\/p>\n<p align=\"justify\">As prostaglandinas desempenham um papel muitoimportante de regula\u00e7\u00e3o na divis\u00e3o celular, assim como na diferencia\u00e7\u00e3o da epiderme, uma vez que actuam ao n\u00edvel de atingir uma diminui\u00e7\u00e3o da descama\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea [33]. Quando n\u00e3o existe na pele percursores de prostaglandinas AGH, ao n\u00edvel cut\u00e2nero d\u00e1-se uma tend\u00eancia para a interrup\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de prostaglandinas e, mais tarde, a um estado niperproliferativo da pele (descama\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p align=\"justify\">Os radicais livres de oxig\u00e9nio t\u00eam um importante papel no processo inflamat\u00f3rio que decorre dentro do processo isqu\u00e9mico induzido pela press\u00e3o prolongada. Quando \u00e0 um excesso de radicais, estes danificam o endot\u00e9lio, uma vez que atraem plaquetas e grnul\u00f3citos, estimulam a estase do fluxo sangu\u00edneo e produzem uma microtrombose, para posteriormente diminuir o fluxo sangu\u00edneo e estimular o desenvolvimento de tecido necrosado. Nos tecidos submetidos a press\u00e3o, os radicais livres n\u00e3o s\u00e3o suficientemente eliminados quando se produz uma reperfus\u00e3o, o que se traduz numa concentra\u00e7\u00e3o de per\u00f3xido de hidrog\u00e9nio [34]. A hiperoxigena\u00e7\u00e3o dos AGEs confere-lhes actividades anti-radical dentro do processo de stress oxidativo que sofrem as c\u00e9lulas envolvidas no processo de hiper\u00e9mia reactiva.<\/p>\n<p align=\"justify\">Recentemente, apareceu no mercado o Mepentol\u00ae (Bama Geve), um composto de \u00e1cidos gordos hiperoxigenados (\u00e1cido linole\u00edco, \u00e1cido gama linole\u00edco, \u00e1cido ole\u00edco, \u00e1cido palm\u00edtico, \u00e1cido este\u00e1rico, \u00e1cido palmitole\u00edco, \u00e1cido araquid\u00f3nico e \u00e1cido eicosen\u00f3ico) com extractos de Equisetum arvense e Hypericum perforatum [35]. Existem evid\u00eancias acerca do efeito do Mepentol \u00ae, tanto a nivel de renova\u00e7\u00e3o dos queratin\u00f3citos [36], como ao n\u00edvel da microcircula\u00e7\u00e3o (press\u00e3o transcut\u00e2nea de oxig\u00e9nio) [37] e, numa dimens\u00e3o mais cl\u00ednica, acerca da sua efectividade como medida preventiva de UP [25] e de revers\u00e3o de les\u00f5es est\u00e1dio I, com 93,8% de les\u00f5es cicatrizadas num tempo m\u00e9dio de 1,33 +\/- 1,29 (DE) dias (IC95% m\u00e9dia: 0,6; 2,04 dias) [25].<\/p>\n<p align=\"justify\">Torra e colegas [26] demonstraram, num estudo com um Doppler Laser, o efeito do Mepentol\u00ae na melhoria da microcircula\u00e7\u00e3o nos calc\u00e2neos, uma zona de risco especial para o desenvolvimento de UP, uma vez que \u00e9 escassa a quantidade de tecido que existe entre a epiderme e a proemini\u00eancia \u00f3ssea do calc\u00e2neo, tornando-a muito vulner\u00e1vel ao efeito da press\u00e3o como principal factor causal de uma UP. Estes resultados t\u00eam concord\u00e2ncia com os resultados de estudos cl\u00ednicos n\u00e3o comparativos [25] e estudos comparativos, como um ensaio cl\u00ednico publicado recentemente no qual se comparava o Mepentol \u00ae face a um placebo composto por um produto gordo, no qual as taxas de incid\u00eancia foram de 7,32% contral 17,37% respectivamente [25.b].<\/p>\n<p align=\"justify\">O efeito dos AGHO a n\u00edvel da microcircula\u00e7\u00e3o local explicaria a diferen\u00e7a de ac\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos produtos que cont\u00eam \u00e1cidos gordos, como o azeite de oliveira ou os \u00f3leos de am\u00eandoas doces, produtos cujo mecanismo consiste apenas em humidificar e aumentar a frac\u00e7\u00e3o gorda do estrato c\u00f3rneo da epiderme. Alguns autores [38] sugerem que, no caso dos AGHO, se produziria um aumento dos n\u00edveis de mediadores da inflama\u00e7\u00e3o como o \u00f3xido n\u00edtrico (NO) e as prostaglandinas (PGE2), o que juntamente com o seu efeito de melhoria do estrato c\u00f3rneo da pele e do aumento da renova\u00e7\u00e3o dos queratin\u00f3citos, faz com que o mesmo produto cumpra com os requisitos te\u00f3ricos para contrabalan\u00e7ar o efeito da press\u00e3o e fric\u00e7\u00e3o prolongadas, tanto na pele em si, como no stress oxidativo que se produz a n\u00edvel dos tecidos mais profundos, como a derme e no tecido celular subcut\u00e2neo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por outro lado, a diferente formula\u00e7\u00e3o dos AHGO existentes no mercado faz com que, em termos gerais possamos falar de um mecanismo de ac\u00e7\u00e3o similar, tenhamos que ser cautelosos quanto a uma equival\u00eancia de ac\u00e7\u00e3o e desempenho, j\u00e1 que a pondera\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos gordos essenciais, assim como a sua origem, a presen\u00e7a de extratos vegetais e o processo de hiperoxigena\u00e7\u00e3o que se traduzem em produtos com desempenhos diferenciados, por exemplo, na capacidade de absor\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o da pele.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os calc\u00e2neos constituem uma zona de alto risco no desenvolvimento de UP, devido \u00e0 sua localiza\u00e7\u00e3o anat\u00f3mica distal. Para tentar descobrir evid\u00eancias sobre o papel que desempenham os AGH na preven\u00e7\u00e3o de UP, numa localiza\u00e7\u00e3o de dificil preven\u00e7\u00e3o como s\u00e3o os calc\u00e2neos, e em concreto como se comporta o Mepentol\u00ae, concebeu-se a realiza\u00e7\u00e3o de um estudo experimental com o objectivo de comparar o efeito, medido em termos de incid\u00eancia, na preven\u00e7\u00e3o de UP com o Mepentol\u00ae face \u00e0s pr\u00e1ticas habituais de preven\u00e7\u00e3o de UP nos calc\u00e2neos de utentes de servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p><!--pagebreak--><\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>Material, pacientes e m\u00e9todo<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Realizou-se um ensaio cl\u00ednico aberto (sem aleatoriza\u00e7\u00e3o) para avaliar a efectividade de um produto de \u00e1cidos gordos hiperoxigenados (Mepentol \u00ae) na preven\u00e7\u00e3o de UP dos calc\u00e2neos. A popula\u00e7\u00e3o objecto de estudo eram os pacientes idosos internados num Centro de Sa\u00fade (Centro de Sa\u00fade da Pampilhosa da Serra) ou numa resist\u00eancia com assist\u00eancia (Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Pampilhosa da Serra),em risco de desenvolver \u00falceras de press\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O estudo realizou-se entre Janeiro e Julho de 2003.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os pacientes do grupo de controlo receberam os cuidados habituais para prevenir as \u00falceras de press\u00e3o nos calc\u00e2neos (protector dos calc\u00e2neos de silicone ou colch\u00e3o\/colchoneta de ar de press\u00e3o alterna, de acordo com a disponibilidade destes recursos). Os pacientes do grupo de interven\u00e7\u00e3o (Mepentol \u00ae) foram tratados com os cuidados habituais anteriormente descritos, juntamente com a aplica\u00e7\u00e3o de Mepentol \u00ae, nos calc\u00e2neos, quatro vezes ao dia. Este produto foi aplicado sem efectuar massagem e de acordo com as instru\u00e7\u00f5es do fabricante.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os pacientes inclu\u00eddos no estudo foram distribu\u00eddos nos grupos de tratamento, em blocos consecutivos de cinco pacientes.<\/p>\n<p align=\"justify\">Calculou-se um tamanho da amostra de 100 pacientes, divididos em dois grupos de 50 cada.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os pacientes foram inclu\u00eddos no estudo durante um per\u00edodo m\u00ednimo de duas semanas e um per\u00edodo m\u00e1ximo de seis semanas. Foram registados os motivos de retirada do estudo antes das seis semanas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para todos os pacientes determinou-se vari\u00e1veis demogr\u00e1ficas, vari\u00e1veis relacionadas com o aparecimento de UP (press\u00e3o arterial sist\u00f3lica e diast\u00f3lica, utiliza\u00e7\u00e3o de drogas vasopressoras e utiliza\u00e7\u00e3o de oxig\u00e9nio), vari\u00e1veis relacionadas com a preven\u00e7\u00e3o de UP (utiliza\u00e7\u00e3o de superf\u00edcies especiais para a gest\u00e3o da press\u00e3o, utiliza\u00e7\u00e3o de dispositivos locais redutores da press\u00e3o nos calc\u00e2neos e a frequ\u00eancia de altern\u00e2ncia de dec\u00fabitos, tanto em hor\u00e1rio diurno como nocturno) e o n\u00edvel de risco de desenvolvimento de \u00falceras de press\u00e3o, de acordo com a Escala de Braden [41].<\/p>\n<p align=\"justify\">A efic\u00e1cia das medidas de preven\u00e7\u00e3o estabeleceu-se com base na incid\u00eancia total de UP e a incid\u00eancia por dias de inclus\u00e3o\/pacientes, assim como o estado da pele nos calc\u00e2neos. O estado da pele nos calc\u00e2neos avaliou-se com base em cinco vari\u00e1veis (aspecto geral, colora\u00e7\u00e3o, tonicidade, secura e fragilidade) que foram ponderados numa escala de 0 (muito mau) at\u00e9 5 (excelente).<\/p>\n<p align=\"justify\">A avalia\u00e7\u00e3o dos pacientes foi realizada pelo enfermeiro respons\u00e1vel em ambas as Institui\u00e7\u00f5es, nos per\u00edodos de tempo pr\u00e9-programados.<\/p>\n<p align=\"justify\">No grupo de pacientes tratados com Mepentol\u00ae, questionou-se aos pacientes\/prestadores de cuidados acerca da sua avalia\u00e7\u00e3o total do tratamento, assim como sobre as dimens\u00f5es comodidade, tolerabilidade, absor\u00e7\u00e3o, facilidade de aplica\u00e7\u00e3o e compatibilidade com as medidas de protec\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Aspectos \u00e9ticos<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Ao longo do estudo foram cumpridos os crit\u00e9rios de \u00e9tica, tendo sido sempre solicitado o consentimento informado, ap\u00f3s esclarecimento do estudo e seus objectivos. Quando em situa\u00e7\u00e3o de paciente com d\u00e9fice\/problemas cognitivos na compreens\u00e3o dos objectivos, foi solicitada autoriza\u00e7\u00e3o ao\/s familiar\/es mais pr\u00f3ximos, sendo que quando na aus\u00eancia de familiares pr\u00f3ximos, a autoriza\u00e7\u00e3o foi solicitada \u00e0 Institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong> Resultados<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Inclu\u00edram-se no estudo 96 pacientes, 50 no grupo de interven\u00e7\u00e3o e 46 no grupo de controlo. O facto de n\u00e3o se ter atingido 50pacientes no grupo de controlo foi motivado pela avalia\u00e7\u00e3o dos resultados preliminares do estudo, que permitiram evidenciar a efic\u00e1cia Mepentol \u00ae face ao grupo de controlo. Durante o desenvolvimento do estudo, n\u00e3o aconteceu nenhum abandono.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na Tabela 1(ver \u00faltima p\u00e1gina) apresenta-se a informa\u00e7\u00e3o da comparabilidade inicial dos grupos em estudo. Na Tabela 2 (ver \u00faltima p\u00e1gina), compara-se o aspecto da pele em ambos os grupos em estudo. No Gr\u00e1fico 1, apresenta-se a evolu\u00e7\u00e3o da gravidade do risco de desenvolvimento de UP dos pacientes, de acordo com a escala de Braden aplicada ao longo do estudo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na Tabela 3 (ver \u00faltima p\u00e1gina), apresenta-se a informa\u00e7\u00e3o relativa ao motivo de t\u00e9rminus do estudo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ao longo do estudo, 1 paciente do grupo Mepentol\u00ae e 8 do grupo de controlo desenvolveram UP durante a sua perman\u00eancia no estudo.<\/p>\n<p align=\"justify\">A incid\u00eancia total de UP no grupo Mepentol \u00ae foi del 2% versus 17,4% no grupo de controlo (Qui-Quadrado de Pearson: 0,01).<\/p>\n<p align=\"justify\">A incid\u00eancia por pacientes\/dias em estudo foi de 0,051%(1\/1953) no grupo Mepentol \u00ae comparado com 0,68% (8\/1172) no grupo de controlo.<\/p>\n<p align=\"justify\">A avalia\u00e7\u00e3o do estado da pele (somat\u00f3rio das pontua\u00e7\u00f5es do aspecto geral, colora\u00e7\u00e3o, tonicidade, secura e fragilidade) e a sua evolu\u00e7\u00e3o ao longo do estudo, s\u00e3o apresentados nos gr\u00e1ficos 2,3,4,5,6 e 7 (ver \u00faltima p\u00e1gina).<\/p>\n<p align=\"justify\">Finalmente, na Tabela 4 (ver \u00faltima p\u00e1gina), resume-se a informa\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o, por parte dos profissionais que aplicaram o Mepentol \u00ae.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Discuss\u00e3o:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Em termos gerais, ambos os grupos s\u00e3o compar\u00e1veis, excepto nas vari\u00e1veis semanas de inclus\u00e3o no estudo, press\u00e3o arterial sist\u00f3lica, utiliza\u00e7\u00e3o de medica\u00e7\u00e3o vasopressora e frequ\u00eancia de altern\u00e2ncia de dec\u00fabitos durante o dia, mas no seu conjunto apresentam o grupo de pacientes tratados Mepentol \u00ae como em piores condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento de UP. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s caracter\u00edsticas da pele nos calc\u00e2neos, n\u00e3o existiam diferen\u00e7as estatisticamente significativas entre ambos os grupos de tratamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">No que respeita \u00e0s altern\u00e2ncias de dec\u00fabitos, apenas foram consideradas as registadas com hor\u00e1rio especificado, ou n\u00famero de posicionamentos durante o turno. Da\u00ed se verificar uma m\u00e9dia baixa de posicionamentos efectuados em ambos os grupos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os resultados do nosso estudo s\u00e3o plenamente concordantes com os de outros estudos, tanto comparativos como n\u00e3o comparativos, sobre a efic\u00e1cia do Mepentol\u00ae na preven\u00e7\u00e3o de UP. No caso do nosso estudo, podemos comprovar e destacar a sua efic\u00e1cia no caso de les\u00f5es nos calc\u00e2neos, uma localiza\u00e7\u00e3o em que o seu distanciamento, assim como a escassa protec\u00e7\u00e3o anat\u00f3mica, configuram-na como uma das maiores zonas de risco.<\/p>\n<p align=\"justify\">No que diz respeito aos cuidados locais \u00e0 pele, os resultados do nosso estudo demonstraram a superioridade do Mepentol \u00ae face \u00e0s t\u00e9cnicas tradicionais de cuidado. Se nos centrarmos na avalia\u00e7\u00e3o por parte dos profissionais, verificamos que Mepentol\u00ae \u00e9 muito bem aceite por parte dos profissionais.<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com as evid\u00eancias dispon\u00edveis e as evid\u00eancias geradas pelo nosso estudo, a combina\u00e7\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o de Mepentol \u00ae, em conjunto com pensos hidrocelulares com capacidade de controlo da press\u00e3o (Allevyn Heel, Smith&amp;nephew) e superf\u00edcies especiais para o controlo da press\u00e3o (SEMP) constituem a medida mais eficaz e barata para a preven\u00e7\u00e3o de UP nos calc\u00e2neos, uma das localiza\u00e7\u00f5es mais importantes de UP em todos os n\u00edveis de cuidados de sa\u00fade, tal como se pode verificar na Tabela 5 (ver \u00faltima p\u00e1gina).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong> Bibliograf\u00eda<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">[0]: Instituto de Qualidade em Sa\u00fade. Implementa\u00e7\u00e3o Nacional da Escala de Braden, 2005, n\u00e3o publicado.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[1]: Grupo Nacional para el Estudio y Asesoramiento en \u00dalceras y Heridas Cr\u00f3nicas. Primer estudio nacional de prevalencia de UPP en Espa\u00f1a. Gerokomos \u2013 Helcos 2003; 14(1): 37-47<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[2]: Amlung S, Miller w, Bosley LM, Runfola A, Barnett R. National prevalence pressure ulcer survey: a benchmarking approach. Abstract en: 14th Annual Clinical Sympossium on wound care; Denver, CO, 1999.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[3]: Gerrie JJW Bours, Ruud Jg Halfens,Maarten Lubbers, Jeen RE Haalboom.The Developement of a National Registration Form to Measure the Prevalence of Pressure Ulcers in the Netherlands. Ostomy Wound Managemen 1999;45 (11): 28-40.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[4]: Braden B, Bergstrom N. A conceptual schema for the study of the etiology of pressure sores. Rehab Nurs 1987; 12(1): 8-16.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[5]: Waterlow J. Pressure sore prevention manual. Newtons, Curland, Taunton 1995<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[6]: Tingle J. Pressure sores: counting the legal cost of nursing neglect. Br J Nurs 1997; 6(13): 757-8<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[7]: Lyder C. Fifth European Pressure Ulcer Advisory Panel Open Meeting. Le Mans, 27-29 September 2001.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[8] : Verd\u00fa J, Nolasco A, Garc\u00eda C. An\u00e1lisis de la mortalidad por \u00falceras por presi\u00f3n en Espa\u00f1a. Gerokomos 2003; 14(4): 212-226<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[8.b]: Soldevilla Agreda JJ, Navarro Rodriguez S, Rosell Moreno C, Sarabia Lavin R, Valls Borrell G. Problem\u00e1tica de las \u00falceras por presi\u00f3n y sus repercusiones legales. Madrid: SPA, 2004<br \/>\n[9]: Norton D. Calculating the risk. Reflections on the Norton scale Decubitus 1989: 2(3): 24-31<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[10]: Torra i Bou JE. Valorar el riesgo de presentar una \u00falcera por presi\u00f3n. Escala de Braden. Rev Rol Enf 1997; 224: 23-30<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[10.b]: Soldevilla Agreda JJ, Navarro Rodriguez S, Rosell Moreno C, Sarabia Lavin R, Valls Borrell G. Escalas de valoriaci\u00f3n de riesgo de las \u00falceras de presi\u00f3n. Madrid: SPA, 2004<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[11]: Grupo Nacional para el Estudio y Asesoramiento en \u00dalceras por Presi\u00f3n. Directrices Generales para la Prevenci\u00f3n de las \u00dalceras por Presi\u00f3n. Logro\u00f1o, 2002. Disponible en <a href=\"www.gneaupp.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.gneaupp.org<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[12]: Grupo Nacional para el Asesoramiento en \u00dalceras por Presi\u00f3n y Heridas Cr\u00f3nicas. Documentos GNEAUPP. Directrices para el tratamiento de \u00falceras por presi\u00f3n. GNEAUPP: Logro\u00f1o, 2002. Disponible en <a href=\"www.gneaupp.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.gneaupp.org<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[13]: Ramon C, Salvador C, Torra JE. Evaluaci\u00f3n de la utilizaci\u00f3n sistem\u00e1tica de un parque de superf\u00edcies especiales para el manejo de la presi\u00f3n en una UCI. Enfermeria Intensiva 2000;11 (3) 118-126<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[14]: Herrero E, Torra JE, Mart\u00ednez M. Utilizaci\u00f3n de un colch\u00f3n alternante de aire en la prevenci\u00f3n y el tratamiento de \u00falceras por presi\u00f3n en un paciente de atenci\u00f3n domiciliaria. Gerokomos-Helcos 2001; 11(2): 95-101<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[14.a]: Soldevilla Agreda JJ, Navarro Rodriguez S, Rosell Moreno C, Sarabia Lavin R, Valls Borrell G. Superfic\u00edes especiales para el manejo de la presi\u00f3n. Madrid: SPA, 2004<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[15]: Gallart E. Fuentelsaz C. Vivas G., Garnacho I, Font L, Aran R.Estudio experimental para comprobar la efectividad de los \u00e1cidoa grasos hiperoxigenados en la prevenci\u00f3n de las \u00falceras por presi\u00f3n en pacientes ingresados. Enfermeria Cl\u00ednica 2001; 11 (5) 179-183.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[16]: Segovia T, Bermejo M, Rueda J, Torra JE. Cuidado de la piel y \u00falceras por presi\u00f3n. Los \u00e1cidos grasos hiperoxigenados en la prevenci\u00f3n de UPP y el tratamiento de lesiones de estadio I. Rev Rol Enf 2001; 24(9): 578-582<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[17]: Torra JE, Rueda J, Cama\u00f1es G, Herrero E, Blanco J, Ballest\u00e9 J, Hern\u00e1ndez E, Aneas J, Verd\u00fa J. Ulceras por presi\u00f3n en los talones. Rev Rol Enf 2002; 25(5): 50-56<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[18]: Torra i Bou JE, Rueda L\u00f3pez J, Ram\u00f3n Cant\u00f3n C. Reducci\u00f3n de la presi\u00f3n en zonas de riesgo para desarrollar \u00falcera por presi\u00f3n con un ap\u00f3sito hidrocelular. Rev Rol Enf 2000; 23 (3): 211-218<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[19]: Torra i Bou JE, Rueda L\u00f3pez J. Ap\u00f3sito hidrocelular especial para talones. Evaluaci\u00f3n experimental. Rev Rol Enf 2001; 24(2): 131-135<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[19.a]: Soldevilla Agreda JJ, Navarro Rodriguez S, Rosell Moreno C, Sarabia Lavin R, Valls Borrell G. Prevenci\u00f3n de las \u00falceras de presi\u00f3n. Madrid: SPA, 2004<br \/>\n[20]: Waterlow J. Pressure sore prevention manual. Newtons, Curlnd, Taunton, 1994.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[21]: Gulralnick JM, Harris TB, White LR, et al. Occurrence and predictors of pressure sores in the national health and nutrition examination survey follow-up. JAGS 1988; 36: 807-812<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[22]: Grupo Nacional para el Asesoramiento en \u00dalceras por Presi\u00f3n y Heridas Cr\u00f3nicas. Documentos GNEAUPP. Directrices para la clasificaci\u00f3n de las \u00falceras por presi\u00f3n. GNEAUPP: Logro\u00f1o, 2002. Disponible en <a href=\"www.gneaupp.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.gneaupp.org<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[23]: Baker J. Essential oils: a complimentary therapy in wound management. J Wound Care 1998; 7: 355-360<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[24]: Collin D, Chomard D, Bois C, Saumet JL, Desvaux B, Marie M. An evaluation of hyper-oxygenated fatty acid esters in pressure sore management. J Wound Care 1998; 7(2): 71-2<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[25]: Rueda J, Torra JE, Segovia T, Bermejo M. Clinical evaluation of the systematic use of Mepentol, an hyperoxygenated fatty acids solution for the prevention and treatment of stage I pressure ulcers in an internal medicine nursing ward. European Pressure Ulcer Advisory Panel. 6th European Pressure Ulcer Advisory Panel Open Meeting, Budapest 18-21 Septiembre 2002.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[25.b] Torra i Bou JE, Segovia G\u00f3mez T, Verd\u00fa Soriano J, Nolasco Bonmat\u00ed A, Rueda L\u00f3pez J, Arboix i Perejamo M. The effectiveness of a hyperoxygenatd fatty acid compound in preventing pressure ulcers. J Wound Care 2005; 14 (3): 117-21<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[26]: Torra I Bou JE, Rueda L\u00f3pez J, Segovia G\u00f3mez T, Bermejo Mart\u00ednez M. Aplicaci\u00f3n t\u00f3pica de un compuesto de \u00e1cidos grasos hiperoxigenados. Rev Rol Enf 2003; 26(1): 54-61<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[27]: Hidratantes (Ficha t\u00e9cnica, ref 1.08). Alcalde MT, Barbe C, Del Pozo A. Unidad Funcional de Farmacia Gal\u00e9nica. Departamento de Farmacia. Universidad de Barcelona, 1995<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[28]: Declair V. The usefulness of topical application of essential-fatty acids (EFA) to prevent pressure ulcers. Ostomy Wound Manage 1997; 43(5): 48-54<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[29]:Goldyne ME. Prostaglandins and cut\u00e1neos inflammation. J Invest Dermatol 1975; 64: 377-385<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[30]: Greaves MW. Prostaglandins and the epidermis. Br J Dermatol 1972; 87: 161-170<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[31]: Elias PM, Brown BE. The mammalian cutaneous permeability barrier. Laboratory Investigation 1978; 39(6): 574-584<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[32]: Prottey C, Hartop PJ, Press M. Correction of the cutaneous manifestation of essential fatty acid in man by application of sun flower-seed oil to skin. J Invest Dermatol 1975; 64: 228-34<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[33]: Hammerstrom S, Hamberg M, Samuelssen B, et al. Increase concentrations of nonsterified arachidonic acid 12 1-hydroxy-5,8,10.14-eicosatrienoic acid, prostaglandin E2, and prostaglandin F2A in epidermis pf psoriasis. Proc Natl Acad Sci USA 1975; 82: 5130-5141<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[34]:Houwing R, Ovregoor M, Kon M et al. Pressure induced skin lesions in pigs: reperfusion injury and the effects of vitamin E. J Wound Care 2000; 9 (1): 36-40<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[35]: Mepentol. Dossier cient\u00edfico. Barcelona: Laboratorios Bama-Geve SA, 2002<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[36]:Cassaroli-Marano R, Reina M, Vilar\u00f3 S, Torra JE. In vitro evaluation of the effect of Mepentol, an hyperoxygenated fatty acids solution for the prevention and treatment of stage I pressure ulcers, in the repair of skin keratinocytes. European Pressure Ulcer Advisory Panel. 6th European Pressure Ulcer Advisory Panel Open Meeting, Budapest 18-21 Septiembre 2002.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[37]: Romanelli M, Tedeschi A, Piagessi A, Torra JE, Rueda J, Segovia T. TCPO2 and temperature measurements in the evaluation of Mepentol, an hyperoxygenated fatty acids solution for the prevention and treatment of stage I pressure ulcers in the capilar microcirculation before and after heel loading in healthy volunteers. European Pressure Ulcer Advisory Panel. 6th European Pressure Ulcer Advisory Panel Open Meeting, Budapest 18-21 Septiembre 2002.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[38]: Jude EB, Tentolouris N, Appleton I, Anderson S, Boulton AJM. Role of neuropathy and plasma nitric oxide in recurrent neuropathic and neurosichemic diabetic foot ulcers. Wound Rep Reg 2001; 9(5): 353-9<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">[41]: Bergstrom N, Braden B, Laguzza A, Holman V, The Braden Scale for predicting pressure sore risk: reliability studies. Nurs Res. 1985;34(6):383.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p><!--pagebreak--><\/p>\n<div align=\"justify\">\n<\/div>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\"> Tabela 1<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\"> Comparabilidade inicial dos grupos de estudo<\/span><\/p>\n<p align=\"center\">\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"163\"><span lang=\"ES\"> Grupo Mepentol \u00ae <\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"156\"><span lang=\"ES\"> Grupo controlo<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"113\"><span lang=\"PT-BR\"> Signific\u00e2ncia estat\u00edstica<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"PT-BR\"> Idade<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"163\"><span lang=\"ES\"> 79,5 +\/- 11,2 (DE) anos<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\"> IC95%: 76,2 ; 82,8<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"156\"><span lang=\"ES\"> 79,3 +\/- 9,3 (DE) anos<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\"> IC95%: 76,5 ; 82,2<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"113\"><span lang=\"ES\"> P: 0,98<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"ES\"> Sexo<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"163\"><span lang=\"PT-BR\"> Homens: 30%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Mulheres: 70%<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"156\"><span lang=\"PT-BR\"> Homens: 30,4%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Mulheres: 69,6%<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"113\"><span lang=\"ES\"> P: 0,96<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"PT-BR\"> Semanas de inclus\u00e3o no estudo<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"163\"><span lang=\"ES\"> 5,6 +\/- 1,2 (DE) semanas<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\"> IC95%: 5,2 ; 5,9<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"156\"><span lang=\"ES\"> 4,3 +\/- 1,9 (DE) semanas<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\"> IC95%: 3,7 ; 4,8<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"113\"><span lang=\"ES\"> P&lt;0,01 (*)<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"PT-BR\"> Press\u00e3o arterial sist\u00f3lica<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"163\"><span lang=\"ES\">113,5 +\/- 22,6 (DE) mmHG<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\"> IC95%: 106,8 ; 120,2<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"156\"><span lang=\"ES\">123,7 +\/- 23,3 (DE) mmHG<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\"> IC95%: 116,5 ; 130,9<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"113\"><span lang=\"ES\"> P: 0,03 (*)<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"PT-BR\"> Press\u00e3o arterial diast\u00f3lica<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"163\"><span lang=\"ES\">62,9 +\/- 14,8 (DE) mmHG<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\"> IC95%: 58,5 ; 67,3<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"156\"><span lang=\"ES\">68,5 +\/- 17,6 (DE) mmHG<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\"> IC95%: 63 ; 73,9<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"113\"><span lang=\"ES\"> P: 0,139<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"PT-BR\"> Utiliza\u00e7\u00e3o de drogas vasopressoras<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"163\"><span lang=\"PT-BR\"> Sim: 25%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> N\u00e3o: 75%<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"156\"><span lang=\"PT-BR\"> Sim: 44,4%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">N\u00e3o<\/span><span lang=\"ES\">: 55,6%<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"113\"><span lang=\"ES\"> P: 0,049 (*)<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"PT-BR\"> Utiliza\u00e7\u00e3o de oxigeno<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"163\"><span lang=\"PT-BR\"> Sim: 2,1 %<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> N\u00e3o: 97,9 %<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"156\"><span lang=\"PT-BR\"> Sim: 11,1%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> N\u00e3o: 88,9%<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"113\"><span lang=\"ES\"> P: 0,077<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"PT-BR\"> Utiliza\u00e7\u00e3o de superf\u00edcie especial<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"163\"><span lang=\"PT-BR\"> Sim: 14,9 %<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> N\u00e3o: 85, 1%<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"156\"><span lang=\"PT-BR\"> Sim: 30,4%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">N\u00e3o<\/span><span lang=\"ES\">: 69,6%<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"113\"><span lang=\"ES\"> P: 0,073<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"PT-BR\"> Utiliza\u00e7\u00e3o de dispositivo local<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"163\"><span lang=\"PT-BR\"> Sim: 19,1%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> N\u00e3o: 80,9%<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"156\"><span lang=\"PT-BR\"> Sim: 26,1%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">N\u00e3o<\/span><span lang=\"ES\">: 73,9%<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"113\"><span lang=\"ES\"> P: 0,42<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"PT-BR\"> Frequ\u00eancia de posicionamentos durante o dia <\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"163\"><span lang=\"PT-BR\"> 0,3 +\/- 0,6 (DE) posicionamentos durante o dia<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> IC95%: 0,1 ; 0,48<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"156\"><span lang=\"PT-BR\"> 0,7 +\/- 0,9 (DE) posicionamentos durante o dia<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> IC95%: 0,5 ; 1<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"113\"><span lang=\"PT-BR\"> P: 0,008 (*)<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"PT-BR\"> Frequ\u00eancia de posicionamentos durante a noite<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"163\"><span lang=\"PT-BR\"> 0,3 +\/- 0,7 (DE) posicionamentos durante a noite<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> IC95%: 0,1 ; 0,5<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"156\"><span lang=\"PT-BR\"> 0,5 +\/- 0,8 (DE) posicionamentos durante a noite <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> IC95%: 0,3 ; 0,75<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"113\"><span lang=\"PT-BR\"> P: 0,110<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"PT-BR\"> Pontua\u00e7\u00e3o inicial da Escala de Braden<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"163\"><span lang=\"PT-BR\"> 12,3 +\/- 2,6 (DE) <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> IC95%: 11,5 ; 13<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"156\"><span lang=\"PT-BR\"> 13,4 +\/- 4,1 (DE) <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> IC95%: 12,2 ; 14,6<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"113\"><span lang=\"PT-BR\"> P: 0,111<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\"> Tabela 2<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\"> Aspecto inicial da pele nos calc\u00e2neos<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\"> (0 muito mau, 1 mau, 2 regular, 3 bom, 4 muito bom, 5 excelente)<\/span><\/p>\n<p align=\"center\">\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> Grupo Mepentol<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> Grupo controlo<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"PT-BR\">Signific\u00e3ncia<\/span><span lang=\"PT-BR\"> estat\u00edstica<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"PT-BR\"> Aspecto geral<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> 2,7 +\/- 0,5<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">IC95%: 2,5 ; 2,8<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> 2,5 +\/- 0,7<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">IC95%: 2,3 ; 2,7<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> P: 0,128<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\">Colora\u00e7\u00e3o<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> 2,4 +\/- 0,7<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">IC95%: 2,2 ; 2,6<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> 2,3 +\/- 0,8<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">IC95%: 2 ; 2,6<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> P: 0,429<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\">Tonicidade<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> 2,2 +\/- 0,8<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">IC95%: 1,9 ; 2,4<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> 2,1 +\/- 0,8<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">IC95%: 1,9 ; 2,4<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> P: 0,870<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\">Secura<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> 2,1 +\/- 1,1<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">IC95%: 1,8 ; 2,4<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> 2,1 +\/- 0,9<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">IC95%: 1,8 ; 2,4<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> P:0,809<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\">Fragilidade<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> 2,2 +\/- 0,7<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">IC95%: 2 ; 2,4<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> 2,2 +\/- 0,7<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">IC95%: 2 ; 2,4<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> P:1<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\">Pontua\u00e7\u00e3o<\/span><span lang=\"ES\"> total<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> 11,8 +\/- 2,7<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">IC95%: 11 ; 12,5<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> 11,4 +\/- 3,1<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">IC95%: 11 ; 12,5<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"145\"><span lang=\"ES\"> P:0,57<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"ES\">Tabela<\/span><span lang=\"ES\"> 3<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\"> Motivos de finaliza\u00e7\u00e3o do estudo<\/span><\/p>\n<p align=\"center\">\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"288\"><span lang=\"ES\"> Grupo Mepentol \u00ae<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"288\"><span lang=\"ES\"> Grupo control<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"288\">\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Fim do per\u00edodo de inclus\u00e3o: 78%<\/span><\/p>\n<p>Alta: 12%<\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Sa\u00edda: 4%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Internamento hospitalar: 4%<\/span><\/p>\n<p>Imposibilidade de aplicar Mepentol: 2%<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"288\">\n<p>Alta: 45,7%<\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Fim do per\u00edodo de inclus\u00e3o: 43,5%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Internamento hospitalar: 6,5%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Sa\u00edda: 4,3%<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\"> Tabela 4<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\"> Avalia\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o de Mepentol \u00ae<\/span><\/p>\n<p align=\"center\">\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"288\"><span lang=\"PT-BR\"> Avalia\u00e7\u00e3o total do tratamento<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"288\"><span lang=\"PT-BR\"> Satisfat\u00f3rio: 2,1%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Muito satisfat\u00f3rio: 47,9%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">Excelente: 50,1%<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\"><span lang=\"PT-BR\"> Avalia\u00e7\u00e3o da comodidade<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"288\"><span lang=\"PT-BR\"> Mau: 2%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Bom: 2%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Muito bom: 53,1%<\/span><\/p>\n<p>Excelente: 42,9%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\"><span lang=\"PT-BR\"> Avalia\u00e7\u00e3o da tolerabilidade<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"288\">Regular: 4,1%<\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Bom: 24,5%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Muito bom: 22,4%<\/span><\/p>\n<p>Excelente: 49%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\"><span lang=\"PT-BR\"> Avalia\u00e7\u00e3o da facilidade de aplica\u00e7\u00e3o<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"288\"><span lang=\"ES\"> Muy bueno: 24,5%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\">Excelente: 75,5%<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\"><span lang=\"PT-BR\"> Avalia\u00e7\u00e3o da absor\u00e7\u00e3o<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"288\"><span lang=\"ES\">Muito<\/span><span lang=\"ES\"> boa: 18,4%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"ES\"> Excelente: 81,6%<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\"><span lang=\"PT-BR\"> Compatibilidade com as medidas protectoras locais<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"288\"><span lang=\"PT-BR\"> Mau: 2%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Bom: 2%<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"PT-BR\"> Muito bom: 53,1%<\/span><\/p>\n<p>Excelente: 42,9%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Tabela 5<\/p>\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">As 6 localiza\u00e7\u00f5es mais frequentes das les\u00f5es, segundo o n\u00edvel de cuidados assistenciais em Espanha (1er Estudio Nacional de Prevalencia de UPP. <\/span> <span lang=\"ES\">Beca Huntleigh-GNEAUPP)<\/span><\/p>\n<p><center><\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"209\"><span lang=\"CA\"> Cuidados prim\u00e1rios (N: 674 UPP)<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"CA\"> Hospital (N: 327)<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"216\"><span lang=\"CA\"> Cuidados domicili\u00e1rios (N: 434)<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFF00\" width=\"209\"><span lang=\"CA\">Calc\u00e2neo , 187 (27,74%)<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"CA\">Sacro , 165 (50,45%)<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"216\"><span lang=\"CA\">Sacro, 139 (32,02%)<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"209\"><span lang=\"CA\">Sacro, 180 (26,7%)<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFF00\" width=\"144\"><span lang=\"CA\">Calc\u00e2neo, 63 (19,26%)<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFF00\" width=\"216\"><span lang=\"CA\">Calc\u00e2neo , 82 (18,89%)<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"209\"><span lang=\"CA\">Troc\u00e2nter, 120 (17,8%)<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"CA\">Troc\u00e2nter , 25 (7,64%)<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"216\"><span lang=\"CA\">Troc\u00e2nter, 69 (15,89%)<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"209\"><span lang=\"CA\">Mal\u00e9olo, 37 (5,48%)<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"CA\">Gl\u00fateo , 15 (4,58%)<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"216\"><span lang=\"CA\">Gl\u00fateo , 36 (7,14%)<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"209\"><span lang=\"CA\">Perna, 24 (3,56%)<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"CA\">Mal\u00e9olo , 11 (3,36%)<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"216\"><span lang=\"CA\">Mal\u00e9olo , 28 (16,77%)<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"209\"><span lang=\"CA\">P\u00e9, 21 (3,11%)<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"144\"><span lang=\"CA\">Occipital, 11 (3,36%)<\/span><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"216\"><span lang=\"CA\">Isqui\u00e1tica, 18 (4,14%)<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/p>\n<p align=\"center\"><span lang=\"CA\">Fuente : Torra i Bou JE, Soldevilla Agreda JJ, Rueda L\u00f3pez J, Verd\u00fa Soriano [1]<\/span><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"CA\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-504\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/1.gif\" alt=\"\" width=\"327\" height=\"232\" \/><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-505\" 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