{"id":445,"date":"2006-11-18T18:14:25","date_gmt":"2006-11-18T18:14:25","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/insulinas-tipos-e-administracao\/"},"modified":"2021-04-28T15:58:49","modified_gmt":"2021-04-28T15:58:49","slug":"insulinas-tipos-e-administracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/insulinas-tipos-e-administracao\/","title":{"rendered":"Insulinas: Tipos e Administra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"text-align: justify;\">A insulina age atrav\u00e9s de receptores espec\u00edficos da membrana celular, tendo o f\u00edgado, o m\u00fasculo e o tecido adiposo como os seus principais tecidos-alvo<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"text-align: -webkit-right;\">Ana Paula Dinis<\/span><\/strong><br style=\"text-align: -webkit-right;\" \/><span style=\"text-align: -webkit-right;\">Farmac\u00eautica Hospitalar<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A insulina, prote\u00edna pequena com um peso molecular de aproximadamente 5.800 daltons, \u00e9 sintetizada pelas c\u00e9lulas beta dos ilh\u00e9us de Langerhans do p\u00e2ncreas. Estruturalmente, \u00e9 composta por duas Cadeias &#8211; A (com 21 amino\u00e1cidos) e B (com 30 amino\u00e1cidos) &#8211; ligadas entre si por pontes dissulfureto.<\/p>\n<p align=\"justify\">O precursor da insulina no p\u00e2ncreas \u00e9 a proinsulina, polipept\u00eddeo simples que incorpora as Cadeias A e B da insulina e o pept\u00eddeo C. Este pept\u00eddeo possui 33 amino\u00e1cidos estando intercalado entre as Cadeias A e B, ligando-se \u00e0 Cadeia A na posi\u00e7\u00e3o 1 e \u00e0 Cadeia B na posi\u00e7\u00e3o 30 (ver Figura 1).<\/p>\n<p align=\"justify\">A insulina resulta ent\u00e3o, da ruptura enzim\u00e1tica da proinsulina no interior dos gr\u00e2nulos de secre\u00e7\u00e3o e, aquando desta hidr\u00f3lise, s\u00e3o removidos 4 amino\u00e1cidos do pept\u00eddeo C, representados a picotado na Figura 1.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-439\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image001.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image001.jpg 450w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image001-300x225.jpg 300w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image001-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image001-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image001-180x135.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image001-238x178.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Figura 1 \u2013 Estrutura da proinsulina humana. A compara\u00e7\u00e3o entre o pept\u00eddeo C das 3 esp\u00e9cies de insulinas &#8211; humana, bovina e porcina &#8211; apresenta diferen\u00e7as consider\u00e1veis. As diferen\u00e7as nas Cadeias A e B relativas \u00e0s esp\u00e9cies est\u00e3o representadas no esquema.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A insulina age atrav\u00e9s de receptores espec\u00edficos da membrana celular, tendo o f\u00edgado, o m\u00fasculo e o tecido adiposo como os seus principais tecidos-alvo. Exerce numerosas ac\u00e7\u00f5es imediatas e a longo prazo, sendo o mais potente agente anab\u00f3lico fisiol\u00f3gico de que h\u00e1 conhecimento.<\/p>\n<p align=\"justify\">No f\u00edgado promove o armazenamento da glicose em glicog\u00e9nio, diminuindo a produ\u00e7\u00e3o de ureia, o catabolismo proteico e o AMPc, e impulsiona a s\u00edntese de triglic\u00e9ridos.<\/p>\n<p align=\"justify\">No m\u00fasculo fomenta a s\u00edntese prote\u00edca, atrav\u00e9s do aumento do transporte de amino\u00e1cidos e da estimula\u00e7\u00e3o da actividade riboss\u00f3mica e ainda a s\u00edntese de glicog\u00e9nio.<\/p>\n<p align=\"justify\">No tecido adiposo promove o armazenamento dos triglic\u00e9ridos nos adip\u00f3citos, atrav\u00e9s de tr\u00eas mecanismos: indu\u00e7\u00e3o da lipoprote\u00edna lipase (hidrolisando os triglic\u00e9ridos a partir das lipoprote\u00ednas circulantes); transporte de glicose para as c\u00e9lulas formando glicerofosfato (permitindo a esterifica\u00e7\u00e3o dos \u00e1cidos gordos fornecidos pela hidr\u00f3lise da lipoproteina) e inibi\u00e7\u00e3o da lipase intracelular.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia total ou parcial e\/ou a resist\u00eancia \u00e0 insulina conduz pois, a uma altera\u00e7\u00e3o end\u00f3crina denominada de Diabetes Mellitus (DM). Esta doen\u00e7a, pode ser classificada em v\u00e1rios tipos dependendo da sua etiologia:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">DM Tipo 1 &#8211; Caracterizada por uma insulinopenia absoluta, devido \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas \u00df, que pode ser mediada por processos autoimunes ou idiop\u00e1ticos.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">DM Tipo 2 &#8211; Caracterizada por insulino-resist\u00eancia ou por defeitos na secre\u00e7\u00e3o da insulina.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">DM Gestacional &#8211; Caracterizada por qualquer grau de intoler\u00e2ncia \u00e0 glicose, com come\u00e7o ou que \u00e9 reconhecida pela primeira vez, durante a gravidez.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Outros tipos espec\u00edficos de DM &#8211; Provocada por outras etiologias identific\u00e1veis, incluindo altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticos funcionais das c\u00e9lulas \u00df, altera\u00e7\u00e3o na ac\u00e7\u00e3o da insulina, doen\u00e7as do p\u00e2ncreas ex\u00f3crino, endocrinopatias, induzida por medicamentos ou agentes qu\u00edmicos, infec\u00e7\u00f5es, formas pouco comuns de diabetes imuno-relacionada, ou outros s\u00edndromes gen\u00e9ticos.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Outras anomalias da homeostase da glicose &#8211; Estados metab\u00f3licos entre homeostase normal da glicose e diabetes, compreendendo duas situa\u00e7\u00f5es: anomalia da glicemia do jejum e anomalia da toler\u00e2ncia \u00e0 glicose.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A DM caracteriza-se n\u00e3o s\u00f3 por hiperglicemia, mas tamb\u00e9m pela ocorr\u00eancia de complica\u00e7\u00f5es tardias como a angiopatia, a retinopatia, a nefropatia e a neuropatia.<\/p>\n<p align=\"justify\">O controlo da DM requer na maioria dos casos, a administra\u00e7\u00e3o de insulina ex\u00f3gena. Assim, este Trabalho tem como objectivo a revis\u00e3o dos principais tipos de insulina comercializados em Portugal, bem como os dispositivos utilizados na sua administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong> Fontes de obten\u00e7\u00e3o da insulina<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A descoberta da insulina \u00e9 atribu\u00edda a Frederick Banting e Charles Best, pois demonstraram em 1921\/22 que um princ\u00edpio activo extra\u00eddo do p\u00e2ncreas, tinha efeito terap\u00eautico sobre c\u00e3es e pessoas diab\u00e9ticas. O primeiro doente diab\u00e9tico tratado com insulina foi uma crian\u00e7a de 14 anos, num hospital de Toronto em 1922.<\/p>\n<p align=\"justify\">As primeiras insulinas utilizadas na pr\u00e1tica cl\u00ednica eram ent\u00e3o, obtidas a partir de extractos pancre\u00e1ticos de origem bovina e porcina purificados por recristaliza\u00e7\u00e3o. Tais prepara\u00e7\u00f5es, apresentavam no entanto um n\u00famero significativo de pept\u00eddeos pancre\u00e1ticos (glucagon, somatostatina e pept\u00eddeos intestinais vasoactivos) e de proinsulina, que funcionavam como contaminantes da insulina. A posterior introdu\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de filtra\u00e7\u00e3o por gele, veio permitir a redu\u00e7\u00e3o da quantidade de proinsulina mas n\u00e3o o conte\u00fado dos outros derivados insul\u00ednicos ou dos pept\u00eddeos pancre\u00e1ticos. S\u00f3 mais tarde, a cromatografia de troca i\u00f3nica veio permitir a redu\u00e7\u00e3o de ambos os tipos de contaminantes, levando ent\u00e3o \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de insulina mais pura e menos imunog\u00e9nica. Por esse facto, s\u00e3o denominadas \u201cinsulinas altamente purificadas\u201d ou \u201cinsulinas monocomponentes\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A insulina humana e a insulina porcina s\u00e3o estruturalmente semelhantes, diferindo apenas num amino\u00e1cido (posi\u00e7\u00e3o 30 da Cadeia B), que no primeiro caso \u00e9 a treonina e no segundo, a alanina. Tal facto, conduziu durante a d\u00e9cada de 70, \u00e0 obten\u00e7\u00e3o da insulina humana semi-sint\u00e9tica, produzida por modifica\u00e7\u00e3o enzim\u00e1tica atrav\u00e9s da substitui\u00e7\u00e3o do res\u00edduo B-30 da insulina porcina (alanina) por um res\u00edduo de treonina.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mais tarde, e isto j\u00e1 nos anos 80, o aparecimento da engenharia gen\u00e9tica e consequente desenvolvimento da biotecnologia, permitiu a s\u00edntese de insulina humana atrav\u00e9s da recombina\u00e7\u00e3o de DNA. Este m\u00e9todo recorre a c\u00e9lulas de bact\u00e9rias (Escherichia coli) e de leveduras (Saccharomyces cerevisiae), nas quais se incluem plasm\u00eddeos contendo a sequ\u00eancia da mol\u00e9cula que se pretende obter.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os m\u00e9todos de recombina\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, permitem a obten\u00e7\u00e3o das Cadeias A e B em separado, da mol\u00e9cula de proinsulina ou de proinsulina modificada, sendo que no primeiro caso as Cadeias s\u00e3o posteriormente ligadas e nos dois \u00faltimos casos a insulina humana \u00e9 obtida por posterior bioss\u00edntese.<\/p>\n<p align=\"justify\">A insulina humana recombinante assim obtida \u00e9 qu\u00edmica, f\u00edsica e imunologicamente equivalente \u00e0 insulina humana pancre\u00e1tica e biologicamente equivalente \u00e0 insulina porcina purificada. No entanto, \u00e9 menos imunog\u00e9nica do que as insulinas de origem bovina e porcina.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Tipos de Insulina<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A principal caracter\u00edstica que distingue os diferentes tipos de insulinas dispon\u00edveis no mercado \u00e9 a sua farmacocin\u00e9tica. Ou seja, variam consoante o seu in\u00edcio de ac\u00e7\u00e3o, a sua dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o e o tempo necess\u00e1rio para atingir a sua concentra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima. Assim, e de um modo geral as insulinas dividem-se em 4 tipos, de acordo com a sua dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Insulinas de ac\u00e7\u00e3o ultra-curta;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Insulinas de curta dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Insulinas de ac\u00e7\u00e3o interm\u00e9dia;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Insulinas de longa dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Insulinas de ac\u00e7\u00e3o ultra-curta<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Estas insulinas s\u00e3o an\u00e1logos da insulina humana, obtidas por tecnologia DNA recombinante.<\/p>\n<p align=\"justify\">Existem, actualmente 2 insulinas deste tipo comercializadas em Portugal &#8211; a insulina lispro e a insulina aspart.<\/p>\n<p align=\"justify\">A primeira \u00e9 obtida pela transposi\u00e7\u00e3o dos amino\u00e1cidos prolina e lisina na posi\u00e7\u00e3o 28 e 29 na Cadeia B. J\u00e1 a insulina aspart \u00e9 obtida atrav\u00e9s da substitui\u00e7\u00e3o do amino\u00e1cido prolina situado na posi\u00e7\u00e3o 28 da Cadeia B por \u00e1cido asp\u00e1rtico. Tais altera\u00e7\u00f5es, conduzem a uma menor tend\u00eancia para formar hex\u00e2meros em solu\u00e7\u00e3o, traduzindo-se por isso, numa absor\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida do que as insulinas de curta dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o, a partir do local da administra\u00e7\u00e3o subcut\u00e2nea. T\u00eam um in\u00edcio de ac\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pido e uma dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o menor possibilitando a sua administra\u00e7\u00e3o imediatamente antes da refei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Apresentam-se como solu\u00e7\u00f5es claras e com um pH neutro, podendo ser administradas por via subcut\u00e2nea directa, ou em perfus\u00e3o cont\u00ednua com recurso a bombas perfusoras.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Insulinas de curta dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Estas insulinas tamb\u00e9m designadas por insulinas sol\u00faveis, regulares ou cristalinas, cont\u00eam a mol\u00e9cula de insulina n\u00e3o modificada em solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Apresentam um aspecto cristalino, pois existem sob a forma de solu\u00e7\u00e3o, caracterizando-se por possu\u00edrem uma absor\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e uma dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o curta.<\/p>\n<p align=\"justify\">Apresentam a particularidade de poderem ser administradas por via intravenosa em perfus\u00e3o cont\u00ednua no tratamento de descompensa\u00e7\u00f5es diab\u00e9ticas, nomeadamente na cetoacidose diab\u00e9tica, sendo que a sua administra\u00e7\u00e3o intravenosa directa n\u00e3o demonstra interesse terap\u00eautico em virtude do seu curto tempo de semi-vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">As insulinas r\u00e1pidas podem misturar-se com as insulinas de ac\u00e7\u00e3o retardada, de forma a obter-se uma dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o diferente.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Insulinas de ac\u00e7\u00e3o interm\u00e9dia<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Este tipo de insulinas podem ser obtidas pela mistura da insulina regular com protamina (formando-se um complexo insulina-protamina pouco sol\u00favel) ou com zinco.<br \/>\nAp\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o subcut\u00e2nea, as enzimas proteol\u00edticas degradam a protamina permitindo a absor\u00e7\u00e3o da insulina.<\/p>\n<p align=\"justify\">Exemplos deste tipo de formula\u00e7\u00f5es, s\u00e3o as insulinas isofano ou NPH (Neutral Protamine Hagedorn) e as insulinas zinco.<\/p>\n<p align=\"justify\">Apresentam-se sob a forma de suspens\u00e3o e t\u00eam um aspecto turvo, podendo formar um dep\u00f3sito, pelo que se recomenda a sua agita\u00e7\u00e3o pr\u00e9via \u00e0 administra\u00e7\u00e3o. Devem ser administradas por via subcut\u00e2nea.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong> Insulinas de longa dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Estas insulinas s\u00e3o obtidas atrav\u00e9s da adi\u00e7\u00e3o de um excesso de zinco \u00e0 insulina sol\u00favel na presen\u00e7a de um tamp\u00e3o acetato, obtendo-se ent\u00e3o um complexo insulina-zinco sob a forma de suspens\u00e3o relativamente insol\u00favel.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 uma insulina utilizada para mimetizar a insulinemia basal e deve ser administrada por via subcut\u00e2nea.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong> Insulinas pr\u00e9-misturadas ou bif\u00e1sicas<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Estas insulinas resultam da mistura em propor\u00e7\u00f5es vari\u00e1veis, da insulina de curta dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o (regular) com insulinas de ac\u00e7\u00e3o interm\u00e9dia (NPH ou isofano). Apresentam-se como suspens\u00f5es, destinadas \u00e0 administra\u00e7\u00e3o subcut\u00e2nea.<\/p>\n<p align=\"justify\">A op\u00e7\u00e3o por determinado tipo de insulina, requer que sejam ponderados diversos factores, essencialmente no que diz respeito \u00e0 origem (bovina, porcina ou humana), farmacocin\u00e9tica, capacidade concomitante de administra\u00e7\u00e3o com outras formula\u00e7\u00f5es e finalmente \u00e0 dose, frequ\u00eancia ou via de administra\u00e7\u00e3o. Representam-se no Quadro 1, os diferentes tipos de insulinas comercializadas em Portugal (2004).<\/p>\n<p align=\"center\">Quadro 1 &#8211; Insulinas comercializadas em Portugal (2004).<\/p>\n<p align=\"center\">\n<div align=\"center\">\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"329\">\n<p align=\"center\">Insulinas: Tipo e Marca Comercial<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"324\">\n<p align=\"center\">Perfil de Ac\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"329\">Ac\u00e7\u00e3o ultra-curta<\/p>\n<p>(Insulina lispro)<\/p>\n<p>Humalog<sup>\u00ae<\/sup><\/p>\n<p>(Insulina asparte)<\/p>\n<p>NOVORAPID<sup>\u00ae<\/sup><\/td>\n<td width=\"324\">In\u00edcio de ac\u00e7\u00e3o: 15 min<\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima: 40-60 min<\/p>\n<p>Dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o: 2-4 h<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"329\">Curta dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>(Insulina sol\u00favel ou regular)<\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\"> Actrapid<sup>\u00ae<\/sup> <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\"> Isuhuman rapid<\/span><sup><span lang=\"EN-GB\">\u00ae<\/span><\/sup><\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\"> HuMulin regular<\/span><sup><span lang=\"EN-GB\">\u00ae<\/span><\/sup><\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\"> Velosulin<sup>\u00ae<\/sup>*<\/span><\/td>\n<td width=\"324\">In\u00edcio de ac\u00e7\u00e3o: 30 min<\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima: 2 h<\/p>\n<p>Dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o: 4-8 h<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"329\">Ac\u00e7\u00e3o interm\u00e9dia<\/p>\n<p>(Insulina is\u00f3fano ou insulina protamina-zinco)<\/p>\n<p>Monotard<sup>\u00ae<\/sup><\/td>\n<td width=\"324\">In\u00edcio de ac\u00e7\u00e3o: 1,5 h<\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima: 6-8 h<\/p>\n<p>Dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o: 22 h<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"329\">Ac\u00e7\u00e3o interm\u00e9dia<\/p>\n<p>(Insulina com protamina)<\/p>\n<p>Insulatard<sup>\u00ae<\/sup><\/p>\n<p>Isuhuman basal<sup>\u00ae<\/sup><\/p>\n<p>Humulin NPH<sup>\u00ae<\/sup><\/td>\n<td width=\"324\">In\u00edcio de ac\u00e7\u00e3o: 1,5 h<\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima: 4-8 h<\/p>\n<p>Dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o: 18 h<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"329\">Longa dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>(Insulina zinco)<\/p>\n<p>Ultratard<sup>\u00ae<\/sup><\/p>\n<p>Ultralenta<sup>\u00ae<\/sup><\/td>\n<td width=\"324\">In\u00edcio de ac\u00e7\u00e3o: 5 h<\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima: 20 h<\/p>\n<p>Dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o: 30 h<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"329\">Bif\u00e1sicas ou Pr\u00e9-Misturas<\/p>\n<p>(Insulina sol\u00favel + Insulina isofano)<\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\"> Mixtard<sup>\u00ae<\/sup> 10, 20,30,40,50<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\"> Humulin<sup>\u00ae<\/sup> M1, M2, M3, M4 <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\"> Isuhuman Comb<sup>\u00ae<\/sup> 25<\/span><\/td>\n<td width=\"324\">In\u00edcio de ac\u00e7\u00e3o: 30 min<\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima: 1-12 h<\/p>\n<p>Dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o: at\u00e9 24 h<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"center\">* insulinas de importa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Vias de administra\u00e7\u00e3o da insulina \/Dispositivos de administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Ao longo dos \u00faltimos 75 anos, a comunidade cient\u00edfica tem tentado encontrar meios alternativos \u00e0 tradicional via parent\u00e9rica para administra\u00e7\u00e3o de insulina, sem contudo comprometer a efic\u00e1cia ou tolerabilidade e mantendo ou mesmo melhorando a variabilidade inter e intra-doentes.<\/p>\n<p align=\"justify\">V\u00e1rias t\u00eam sido as alternativas estudadas \u2013 oral, nasal, pulmonar \u2013 e isto, sem grandes resultados pr\u00e1ticos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Esse facto faz com que ainda hoje, a grande maioria das prepara\u00e7\u00f5es de insulina sejam administradas por via subcut\u00e2nea (SC), por se apresentarem sob a forma de suspens\u00f5es. Apenas as insulinas de curta dura\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o (insulina sol\u00favel ou regular) podem ser administrada por via intravenosa directa ou em perfus\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">A via intramuscular, por sua vez, n\u00e3o \u00e9 recomendada por conduzir a uma absor\u00e7\u00e3o mais lenta e ser dolorosa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, e na tentativa de colmatar as desvantagens da administra\u00e7\u00e3o parent\u00e9rica, foram desenvolvidos v\u00e1rios dispositivos para administra\u00e7\u00e3o subcut\u00e2nea da insulina.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Seringa Convencional<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Utilizadas essencialmente no meio hospitalar, as seringas de insulina s\u00e3o de pl\u00e1stico, descart\u00e1veis, com agulhas fixas e est\u00e3o graduadas em Unidades Internacionais tendo capacidade no m\u00e1ximo para 100 unidades (correspondente a 1 ml), apresentando como vantagens o baixo custo e a facilidade de manuseio (ver Figura 2).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-440\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image002.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"159\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image002.jpg 400w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image002-300x119.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">Figura 2<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">A insulina administrada com essas seringas deve permanecer acondicionada nos frascos-ampola de vidro originais at\u00e9 ao momento da administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Canetas Injectoras<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Durante os anos 80 foram introduzidos no mercado, dispositivos denominados vulgarmente por canetas (vulgo pen), compostas por um local destinado \u00e0 inser\u00e7\u00e3o da recarga (ou cartucho) contendo a insulina, um bot\u00e3o doseador, que permite dosear o n.\u00ba de unidades a administrar e por um visor que possibilita a visualiza\u00e7\u00e3o desse mesmo n.\u00ba de unidades.<br \/>\nSimultaneamente, foram tamb\u00e9m desenvolvidas agulhas microfinas adapt\u00e1veis \u00e0s canetas e que tornam a administra\u00e7\u00e3o praticamente indolor (ver Figura 3).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-441\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image003.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"170\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image003.jpg 400w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image003-300x128.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-442\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image004.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"137\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image004.jpg 400w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image004-300x103.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Figura 3<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Esses dispositivos, facilitam a administra\u00e7\u00e3o da insulina permitindo o seu uso em qualquer circunst\u00e2ncia ou local (ex.: de acordo com o hor\u00e1rio das refei\u00e7\u00f5es).<br \/>\nAs insulinas para as canetas apresentam-se em cartuchos de 1.5 ml ou 3 ml.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Seringas Pr\u00e9-cheias<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Sistemas descart\u00e1veis fisicamente semelhantes \u00e0s canetas mas que incluem j\u00e1 a insulina (ver Figura 4), existindo apenas comercializado para 2 tipos de insulina.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-443\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image005.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"171\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image005.jpg 400w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image005-300x128.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Figura 4<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\"><strong> Bombas para Administra\u00e7\u00e3o Subcut\u00e2nea Continua<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A terap\u00eautica com infus\u00e3o cont\u00ednua subcut\u00e2nea, \u00e9 uma alternativa \u00e0 terap\u00eautica intensiva convencional na Diabetes Mellitus tipo 1, quando existe uma motiva\u00e7\u00e3o forte para a obten\u00e7\u00e3o de um \u00f3ptimo controlo glic\u00e9mico.<\/p>\n<p align=\"justify\">Consiste numa bomba e num sistema de perfus\u00e3o (ver Figura 5).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-195\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/04\/image006.jpg\" alt=\"\" width=\"237\" height=\"136\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Figura 5<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">A bomba cont\u00e9m uma pequena seringa \/ reservat\u00f3rio de insulina de ac\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, um sistema electromec\u00e2nico que impulsiona o \u00eambolo da seringa e um microprocessador. As bombas actuais s\u00e3o pequenas e algumas \u00e0 prova de \u00e1gua, tornando o seu uso muito mais pr\u00e1tico do que as primeiras bombas usadas h\u00e1 anos atr\u00e1s. De salientar que essas bombas n\u00e3o acertam automaticamente o ritmo da perfus\u00e3o da insulina de acordo com as glicemias do momento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os diab\u00e9ticos que as usam tem que autovigiar frequentemente atrav\u00e9s das glicemias capilares e ajustarem o ritmo da perfus\u00e3o da insulina de acordo com o perfil glic\u00e9mico desejado.<\/p>\n<p align=\"justify\">Encontram-se neste momento dispon\u00edveis em Portugal, duas insulinas que podem ser administradas por perfus\u00e3o subcut\u00e2nea cont\u00ednua com bomba perfusora \u2013 a insulina lispro &#8211; Lantus\u00ae e a insulina sol\u00favel -Velosulin\u00ae, sendo esta \u00faltima de importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Locais de Administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A insulina para via subcut\u00e2nea deve ser, preferencialmente, administrada no abd\u00f3men, bra\u00e7os, coxas ou n\u00e1degas, locais em que a absor\u00e7\u00e3o \u00e9 mais r\u00e1pida (ver Figura 6).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-444\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image007.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"158\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image007.jpg 400w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/11\/image007-300x119.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Figura 6<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Ainda assim, a taxa de absor\u00e7\u00e3o \u00e9 maior no abd\u00f3men, seguida dos bra\u00e7os, coxas e finalmente nas n\u00e1degas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Particular chamada de aten\u00e7\u00e3o, merece a necessidade de altera\u00e7\u00e3o ass\u00eddua do local de administra\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 possibilidade de ocorr\u00eancia de lipohipertrofia (aumento de gordura do tecido subcut\u00e2neo com o consequente desenvolvimento de adiposidades localizadas), podendo conduzir \u00e0 absor\u00e7\u00e3o err\u00e1tica, uma vez que a insulina actua localmente como factor lipog\u00e9nicio.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Bibliografia Consultada:<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Bode, B.W.; Strange, P. &#8211; Efficacy, Safety, and Pump Compatibility of Insulin Aspart Used in Continuous Subcutaneous Insulin Infusion Therapy in Patients With type 1 Diabetes. Diabetes Care. 24:1 (2001) 69-72.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Diabetes Mellitus. In Pharmacotherapy, A Pathophysiologic Approach: 4.\u00aa edi\u00e7\u00e3o. 1999. ISBN 0-8385-7691-5.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Drugdex Drug Evaluations. Insulin Aspart. Micromedex Healthcare Series: MICROMEDEX, Greenwood Village, Colorado (Edition expires [06\/2002]).<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Goodman and Gilman\u2019s. Insulin, Oral Hipoglycemic Agents, and the Pharmacology of the Endocrin Pancreas. In The Pharmacological Basis of Therapeutics. 20.\u00aa edi\u00e7\u00e3o. 2001. ISBN 0-07-135469-7.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Insulina. In Diabetologia Cl\u00ednica. 2.\u00aa edi\u00e7\u00e3o. 1997. ISBN 972-757-023-2.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Katzung, B.G.. Pancreatic Hormones and Antidiabetic Drugs. In Basic and Clinical Pharmacology. 7.\u00aa edi\u00e7\u00e3o. 1998. 0-8385-0565-1.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Renner, R., et all.. Use of Insulin Lispro in Continuous Subcutaneous Insulin Infusion Treatment. Diabetes Care. 22:5 (1999) 784-788.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Report of the Expert Committee on the Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus. The Expert Committee on the Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus. Diabetes Care. 21: Supplement 1 (1998) S5-S19.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"margin-top: 0; margin-bottom: 0;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 8pt; font-family: Tahoma;\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A insulina age atrav\u00e9s de receptores espec\u00edficos da membrana celular, tendo o f\u00edgado, o m\u00fasculo e o tecido adiposo como os seus principais tecidos-alvo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2220,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[222,219,179,178,220,221],"class_list":["post-445","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-de-autor","tag-absorcao","tag-caneta-injetora","tag-glicemia","tag-insulina","tag-seringa","tag-subcutaneo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/445","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=445"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/445\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2470,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/445\/revisions\/2470"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}