{"id":328,"date":"2006-09-26T22:03:45","date_gmt":"2006-09-26T22:03:45","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/iv-curso-pos-graduado-sobre-envelhecimento-geriatria-pratica\/"},"modified":"2021-05-04T09:18:28","modified_gmt":"2021-05-04T09:18:28","slug":"iv-curso-pos-graduado-sobre-envelhecimento-geriatria-pratica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/iv-curso-pos-graduado-sobre-envelhecimento-geriatria-pratica\/","title":{"rendered":"IV Curso P\u00f3s-Graduado sobre Envelhecimento: Geriatria Pr\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p>No passado m\u00eas de Setembro, nos dias 21 e 22, realizou-se no audit\u00f3rio dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), o IV Curso P\u00f3s-Graduado sobre envelhecimento. Curso este organizado pelo Servi\u00e7o de Medicina I dos HUC, com o patroc\u00ednio de diversos laborat\u00f3rios.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<table style=\"width: 237px; height: 148px;\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"117\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-326\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/09\/sergio.jpg\" alt=\"\" width=\"120\" height=\"142\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td valign=\"bottom\" width=\"193\">S\u00e9rgio Ferreira<br \/>\nEnfermeiro<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">No passado m\u00eas de Setembro, nos dias 21 e 22, realizou-se no audit\u00f3rio dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), o IV Curso P\u00f3s-Graduado sobre envelhecimento. Curso este organizado pelo Servi\u00e7o de Medicina I dos HUC, com o patroc\u00ednio de diversos laborat\u00f3rios.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Apesar de ser um curso que nos anteriores era quase que exclusivamente virado para m\u00e9dicos, este ano tiveram a preocupa\u00e7\u00e3o que os temas fossem tamb\u00e9m do interesse de outros t\u00e9cnicos de sa\u00fade. Assim, na assist\u00eancia encontrava-se um grande n\u00famero de enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, al\u00e9m da classe m\u00e9dica.<\/p>\n<p align=\"justify\">A confer\u00eancia de abertura, intitulada \u201cGeriatria. Passado, presente e futuro\u201d foi apresentada pela Prof.\u00aa Doutora Helena Saldanha, e serviu de apresenta\u00e7\u00e3o ao curso que ali se iniciava.<\/p>\n<p>O primeiro painel, denominado \u201cOrienta\u00e7\u00e3o Diagnostica do Idoso com Perturba\u00e7\u00f5es do Equil\u00edbrio e Tremor\u201d, foi moderado pelo Dr. Gomes Ermida, m\u00e9dico reformado do servi\u00e7o de medicina dos HUC e grande defensor da especialidade de geriatria. O Dr. Rui Pina falou das perturba\u00e7\u00f5es do equil\u00edbrio, enquanto o Dr. Grilo Gon\u00e7alves se encarregou do tremor.<\/p>\n<p>A confer\u00eancia seguinte foi apresentada pelo Mestre Raul Martins e comentada pelo Prof. Doutor Teixeira Ver\u00edssimo. Esta confer\u00eancia, a que deram o nome de \u201cQue actividade f\u00edsica aconselhar ao idoso\u201d, pretendeu mostrar a import\u00e2ncia da actividade f\u00edsica nos idosos, e que com exerc\u00edcios bastante simples se pode combater o sedentarismo na terceira idade.<\/p>\n<p>Seguiu-se uma confer\u00eancia em que o tema central era a diabetes. Apelidada de \u201cO idoso diab\u00e9tico. Regras iguais ou diferentes?\u201d, foi apresentada pelo Dr. Almeida Ruas e comentada pelo Dr. M\u00e1rio Rui Ferreira. A diabetes foi, nesta confer\u00eancia, titulada de \u201cepidemia do s\u00e9culo XXI\u201d. Foi dito que apenas 31% dos diab\u00e9ticos est\u00e3o controlados, o que faz da diabetes uma doen\u00e7a a combater e acima de tudo a prevenir.<\/p>\n<p align=\"justify\">Falou-se tamb\u00e9m que a presen\u00e7a de comorbilidades dificulta o controlo da diabetes. Assim, \u00e9 importante estabelecer alvos realistas para a Tens\u00e3o arterial (uma das comorbilidades) e para a diabetes. Tem que se organizar uma monitoriza\u00e7\u00e3o rigorosa, a n\u00edvel da Hipertens\u00e3o arterial, da dislipid\u00e9mia e da diabetes, e promover altera\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas adequadas, altera\u00e7\u00f5es do estilo de vida, combatendo o sedentarismo e promovendo o aumento da actividade f\u00edsica, de acordo com as capacidades funcionais do idoso em quest\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tamb\u00e9m foi dito que o tratamento da diabetes deve incidir numa terap\u00eautica precoce e combinada, tendo o Dr. Almeida Ruas afirmado que a \u201cterap\u00eautica precoce e combinada n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma necessidade.\u201d Foi tamb\u00e9m apresentado um artigo realizado pela European Association for the study of Diabetic em Agosto, que defende que o tratamento da diabetes se deve iniciar com altera\u00e7\u00f5es do estilo de vida, associadas com a metformina, e logo que poss\u00edvel introduzir a insulina. Assim, \u00e9 importante a educa\u00e7\u00e3o\/ motiva\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada, o exerc\u00edcio f\u00edsico, o equil\u00edbrio metab\u00f3lico e a terap\u00eautica adequada.<\/p>\n<p align=\"justify\">Seguiu-se o simp\u00f3sio da MSD\/ Schering-Plough, em que foi debatido \u201co poder de inibir a absor\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o do colesterol\u201d. Simp\u00f3sio este que foi moderado pelo Prof. Doutor Teixeira Ver\u00edssimo e apresentado pelo Prof. Jos\u00e9 Manuel Silva.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s o almo\u00e7o, os trabalhos continuaram com mais um painel denominado \u201cPreven\u00e7\u00e3o Cardiovascular no Idoso\u201d. Painel este moderado pelo Prof. Ab\u00edlio Serra e Silva, em que participaram o Prof. Manuel Carrageta, o Prof. M\u00e1rio Espiga de Macedo e o Dr. Pedro Marques da Silva, em que falaram respectivamente no risco cardiovascular global no idoso, na hipertens\u00e3o arterial (HTA) nos idosos portugueses e no tratamento da HTA nos idosos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foi transmitido, como todos j\u00e1 temos conhecimento, que os factores de risco cardiovascular s\u00e3o a HTA, o tabagismo, o colesterol elevado, o sedentarismo, entre outros. Assim, as novas guidelines defendem o combate aos factores de risco (n\u00e3o fumar, exerc\u00edcio f\u00edsico e alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel), bem como uma press\u00e3o arterial controlada (&lt; 140\/90 mm\/hg), o colesterol total &lt; 190mg\/dl, o colesterol LDL &lt; 115mg\/dl e um bom controlo da glicemia nos idosos diab\u00e9ticos. Foi ainda focado que a preval\u00eancia da HTA em Portugal \u00e9 de 42% e que \u00e9 maltratada e mal controlada.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, o tratamento da HTA nos idosos deve ser gradual, com terap\u00eautica gradual e deve-se titular doses ou associar terap\u00eautica. Deve-se modificar o estilo de vida e, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 terap\u00eautica, usar terap\u00eautica combinada (2 f\u00e1rmacos adjacentes), a partir da combina\u00e7\u00e3o: diur\u00e9tico, antagonistas do receptor de angiotensina (ARA) ou inibidor da enzima de convers\u00e3o da angiotensina (IECA) e um bloqueador dos canais de c\u00e1lcio.<\/p>\n<p align=\"justify\">O \u00faltimo painel do dia teve como tema central \u201cNutri\u00e7\u00e3o do Idoso. Orienta\u00e7\u00f5es Pr\u00e1ticas\u201d. Moderado pelo Prof. Fernando Santos, e com apresenta\u00e7\u00f5es da Prof.\u00aa L\u00e9lita Santos (\u201cAvalia\u00e7\u00e3o do estado de nutri\u00e7\u00e3o\u201d), da Dr.\u00aa Cl\u00e1udia Afonso (\u201cConselhos pr\u00e1ticos para a alimenta\u00e7\u00e3o\u201d) e da Dr.\u00aa Isabel Fonseca (\u201cAlimenta\u00e7\u00e3o por sonda no domic\u00edlio. Indica\u00e7\u00f5es e complica\u00e7\u00f5es\u201d). Neste painel que a desnutri\u00e7\u00e3o \u00e9 muito frequente nos idosos portugueses, o que leva a um aumento da incapacidade f\u00edsica, a um aumento da morbilidade, a um aumento da mortalidade e a uma diminui\u00e7\u00e3o da qualidade de vida. Em rela\u00e7\u00e3o aos conselhos pr\u00e1ticos da alimenta\u00e7\u00e3o, uma quest\u00e3o se levantou: Suplementa\u00e7\u00e3o: sim ou n\u00e3o? Foi ent\u00e3o dito que quando a selec\u00e7\u00e3o alimentar \u00e9 limitada, deve-se proceder a uma suplementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, deve-se respeitar o padr\u00e3o alimentar a que o idoso est\u00e1 habituado, aumentar a qualidade olfactiva e gustativa (s\u00e3o sensa\u00e7\u00f5es que diminuem com a idade), quando ocorre uma diminui\u00e7\u00e3o do apetite deve-se apostar na sopa \u201cenriquecendo\u201d esta e por \u00faltimo banir as dietas restritivas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por fim falou-se da alimenta\u00e7\u00e3o ent\u00e9rica, que tem como principais objectivos: evitar a redu\u00e7\u00e3o ponderal, recuperar o peso, recuperar o estado nutricional e hidrata\u00e7\u00e3o do doente. Deve ser usada quando h\u00e1 altera\u00e7\u00f5es da degluti\u00e7\u00e3o, obstru\u00e7\u00e3o do tubo digestivo alto, aumento das necessidades nutricionais, fal\u00eancia parcial do intestino e perturba\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas como por exemplo a anorexia. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a de uma sonda para alimenta\u00e7\u00e3o, os principais medos dos familiares cuidadores s\u00e3o a desloca\u00e7\u00e3o da sonda; a obstru\u00e7\u00e3o da sonda que ocorre geralmente por administra\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos mal triturados, \u00e0 administra\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es espessas e n\u00e3o lavar a sonda regularmente com \u00e1gua.<\/p>\n<p align=\"justify\">Outro dos medos diz respeito \u00e0 pneumonia de aspira\u00e7\u00e3o que pode ser provocada por estase g\u00e1strica, sonda mal posicionada e cabeceira da cama n\u00e3o elevada durante e ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es. Assim, antes de iniciar uma refei\u00e7\u00e3o deve-se elevar a cabeceira da cama 30 ou 40\u00ba, confirmar o posicionamento da sonda, verificar a estase g\u00e1strica, e no fim da refei\u00e7\u00e3o lavar a sonda com \u00e1gua.<\/p>\n<p align=\"justify\">O segundo e \u00faltimo dia de trabalhos come\u00e7ou com um painel intitulado \u201cA patologia neuro-psiqui\u00e1trica na pr\u00e1tica cl\u00ednica\u201d, moderado pelo Prof. Ant\u00f3nio Leuschner. O Prof. Marcelo Feio abriu o painel falando das \u201corienta\u00e7\u00f5es para o diagn\u00f3stico precoce da dem\u00eancia\u201d. Seguiu-se o Dr. Lu\u00eds Ferreira a falar da \u201cOrienta\u00e7\u00e3o do idoso com depress\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A depress\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o idosa \u00e9 secund\u00e1ria a outras doen\u00e7as, como por exemplo o cancro, a doen\u00e7a de parkinson, a dem\u00eancia, a diabetes, entre outros, ou ao uso de medicamentos, como anti-hipertensivos, corticoster\u00f3ides, ou outros. A juntar a tudo isso temos aquilo que se denomina por perdas: o fim da vida profissional, as baixas reformas, morte dos amigos, dos familiares e\/ ou do c\u00f4njuge. No tratamento, al\u00e9m do uso de anti-depressivos \u00e9 importante o est\u00edmulo social.<\/p>\n<p align=\"justify\">Este painel terminou com a Enf.\u00aa Gra\u00e7a Melo a falar da doen\u00e7a de alzheimer (\u201cDoen\u00e7a de Alzheimer. Orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para cuidadores\u201d). O cuidador \u00e9 o principal parceiro de cuidados; assim, tem que se capacitar o cuidador a tomar decis\u00f5es informadas e estabelecer um elo entre cuidador e servi\u00e7os. \u00c9 importante que a pessoa que cuida tome consci\u00eancia de que \u00e9 um cuidador, compreenda a dem\u00eancia, saiba viver com a pessoa com dem\u00eancia. Tem que saber lidar com perturba\u00e7\u00f5es da comunica\u00e7\u00e3o, da funcionalidade e do comportamento. Tem que tomar consci\u00eancia que se torna fundamental o olhar, a palavra e o toque. O cuidador tem que ser capaz de promover a independ\u00eancia e controlo das AVD\u2019s; tem que ser capaz de identificar os antecedentes poss\u00edveis, bem como as raz\u00f5es e consequ\u00eancias que possam levar a altera\u00e7\u00f5es do humor e a ansiedade; tem que ser capaz de atender as necessidades fisiol\u00f3gicas; promover uma rotina no quotidiano da pessoa demente; saber ocupar o idoso com actividades significativas e simplificar o ambiente se este for demasiado confuso. No entanto, n\u00e3o nos podemos esquecer que tem que ser feito um acompanhamento ao pr\u00f3prio cuidador, a n\u00edvel da educa\u00e7\u00e3o e treino, suporte emocional e suporte social por parte dos servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Seguiu-se o simp\u00f3sio GlaxoSmithKline sobre a Doen\u00e7a Pulmonar Obstrutiva Cr\u00f3nica (DPOC) moderado pelo Prof. Carlos Robalo Cordeiro, em que participou a Prof.\u00aa Cristina B\u00e1rbara e o Prof. Carlos Robalo Cordeiro. A DPOC \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica que diminui a capacidade respirat\u00f3ria. Quando usamos o termo DPOC de uma forma gen\u00e9rica, referimo-nos a todas as doen\u00e7as obstrutivas pulmonares mais comuns como a bronquite cr\u00f3nica, o enfisema pulmonar, a asma br\u00f4nquica e bronquiectasias. No entanto, muitas vezes e erradamente, ao falarmos de DPOC apenas nos referimos \u00e0 bronquite cr\u00f3nica e ao enfisema pulmonar. Neste simp\u00f3sio foi mais uma vez transmitida a ideia que o melhor tratamento \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o, e que assim, por exemplo, devemos evitar que um n\u00e3o fumador se torne fumador, mas devemos lutar para que um fumador se torne n\u00e3o fumador.<\/p>\n<p align=\"justify\">Antes de almo\u00e7o ainda houve tempo para mais um simp\u00f3sio. Simp\u00f3sio MSD intitulado \u201cOsteoporose \u2013 Garantir a efic\u00e1cia terap\u00eautica\u201d, moderado pelo Prof. Teixeira Ver\u00edssimo e com os prelectores Prof. Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Pereira da Silva e a Dr.\u00aa Anabela Cardoso.<\/p>\n<p align=\"justify\">O primeiro painel da tarde teve como tema \u201cOrienta\u00e7\u00e3o Pr\u00e1tica de Problemas Frequentes no Idoso\u201d e foi moderado pelo Dr. Carlos Dias. O Prof. Arnaldo Figueiredo falou sobre a incontin\u00eancia urin\u00e1ria na mulher, e em como \u00e9 muitas vezes descurada pelos cl\u00ednicos. A incontin\u00eancia tem um grande impacto na qualidade de vida, \u00e9 muito comum, n\u00e3o \u00e9 uma caracter\u00edstica normal que surge com o envelhecimento e \u00e9 cur\u00e1vel. O Dr. Eduardo Pereira encarregou-se da obstipa\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica.<\/p>\n<p align=\"justify\">A obstipa\u00e7\u00e3o, tal como a incontin\u00eancia urin\u00e1ria aqui j\u00e1 referida, diminui a qualidade de vida. Muitos m\u00e9dicos consideram a obstipa\u00e7\u00e3o um sintoma \u201cminor\u201d. 10% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 obstipada. 20 a 30% s\u00e3o idosos, cerca de 50% s\u00e3o idosos institucionalizados e cerca de 60% s\u00e3o idosos institucionalizados. A obstipa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais frequente no sexo feminino e na ra\u00e7a negra. Os factores predisponentes s\u00e3o a baixa ingest\u00e3o de fibras e l\u00edquidos, desnutri\u00e7\u00e3o e deficit alimentar, sedentarismo, falta de privacidade nas institui\u00e7\u00f5es, inibi\u00e7\u00e3o frequente da urg\u00eancia na dejec\u00e7\u00e3o e medica\u00e7\u00e3o como por exemplo os Anti\u00e1cidos, os diur\u00e9ticos, os suplementos de ferro e c\u00e1lcio, os AINE\u2019s, os opi\u00f3ides, bem como o uso excessivo de laxantes que poder\u00e1 ter um efeito contr\u00e1rio ao desejado e causar obstipa\u00e7\u00e3o (ter em conta que muitos idosos auto medicam-se com laxantes). A obstipa\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica pode ter diversas complica\u00e7\u00f5es como a impacta\u00e7\u00e3o fecal (obstipa\u00e7\u00e3o intestinal, reten\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria, \u201cfalsas diarreias\u201d, perfura\u00e7\u00e3o intestinal), patologia anorectal e diverticulose.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Dr. Pedro Ribeiro apresentou a sua comunica\u00e7\u00e3o sobre as ins\u00f3nias. 30 a 50% dos idos t\u00eam perturba\u00e7\u00e3o do sono e \u00e9 mais frequente no sexo feminino. As benzodiazepinas, os sedativos e os hipn\u00f3ticos apenas aliviam os sintomas, n\u00e3o sendo a cura para as ins\u00f3nias.<\/p>\n<p align=\"justify\">Este curso chegou ao fim com um painel onde se debateu o futuro da geriatria. Assim, o Prof. Jos\u00e9 Manuel Silva moderou o debate intitulado \u201cGeriatria. Especialidade, Sub-especialidade, Compet\u00eancia ou nada?\u201d, onde participaram o Prof. Gorj\u00e3o Claro, o Dr. Jo\u00e3o S\u00e1 (Presidente cessante do Col\u00e9gio da Especialidade de Medicina Interna) e o Dr. Silva Henriques (Presidente do Col\u00e9gio da Especialidade de Cl\u00ednica Geral). Aqui se discutiu aquilo a que eu chamo o \u00absexo dos anjos\u00bb, pois debate-se e debate-se e n\u00e3o se chega a conclus\u00e3o nenhuma. Os que defendem que a geriatria nada deve ser dizem que \u201csomos o que somos at\u00e9 agora, n\u00e3o precisamos de ser geriatras. Somos internistas\u201d. Defendem que sempre trataram idosos e que n\u00e3o necessitam de dividir a medicina interna em sub-\u00e1reas, pois dizem que se aparecer a geriatria vai haver uma quebra no n\u00famero de m\u00e9dicos, principalmente na Medicina Interna e na Medicina Familiar. Defendem ainda que a cl\u00ednica \u00e9 igual, e que o importante \u00e9 fazer uma boa terap\u00eautica qualquer que seja a idade. Os defensores do n\u00e3o \u00e0 geriatria acabaram quase em tom de apelo a dizer \u201cn\u00e3o fraccionar a Medicina Interna\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-327\" style=\"text-align: center;\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/09\/geriatria.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"339\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/09\/geriatria.jpg 200w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/09\/geriatria-177x300.jpg 177w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">Aqueles que defendem a exist\u00eancia de uma especialidade geri\u00e1trica, acreditam que o idoso tem que ser tratado de forma diferente de um outro adulto, afirmando mesmo que \u201ctratar idosos \u00e9 diferente de tratar adultos\u201d. Dizem que o idoso apresenta polipatologias, \u00e9 polimedicado, tem diminui\u00e7\u00f5es funcionais a n\u00edvel de diversos \u00f3rg\u00e3os, e que por isso deveria ser tratado por especialistas geri\u00e1tricos e v\u00e3o ainda mais longe dizendo que o surgimento da geriatria n\u00e3o vai levar \u00e0 divis\u00e3o da Medicina Interna e da Medicina Familiar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim decorreu o IV Curso P\u00f3s-Graduado sobre Envelhecimento \u2013 Geriatria Pr\u00e1tica, que serviu mais uma vez para debater o futuro da geriatria, que t\u00e3o maltratada tem sido no nosso pa\u00eds. Serviu ainda para discutir v\u00e1rias tem\u00e1ticas associadas aos idosos. Cabe a cada um de n\u00f3s interiorizar aquilo que ouvimos, colocarmos em pr\u00e1tica e transmitir aos outros aquilo que aprendemos, de forma a melhorar a nossa presta\u00e7\u00e3o de cuidados. Espero sinceramente que este resumo daquilo que foi transmitido neste curso em Coimbra seja \u00fatil e vos ajude no vosso dia a dia.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No passado m\u00eas de Setembro, nos dias 21 e 22, realizou-se no audit\u00f3rio dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), o IV Curso P\u00f3s-Graduado sobre envelhecimento. 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