{"id":254,"date":"2006-05-31T11:36:17","date_gmt":"2006-05-31T11:36:17","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/estudo-prospectivo-da-eficacia-de-um-novo-sistema-de-ligaduras\/"},"modified":"2021-04-28T16:22:34","modified_gmt":"2021-04-28T16:22:34","slug":"estudo-prospectivo-da-eficacia-de-um-novo-sistema-de-ligaduras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/estudo-prospectivo-da-eficacia-de-um-novo-sistema-de-ligaduras\/","title":{"rendered":"Estudo Prospectivo da efic\u00e1cia de um Novo Sistema de Ligaduras"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o obstante o facto da terapia compressiva ser o componente mais importante do tratamento da \u00falcera de perna, esta pr\u00e1tica n\u00e3o se encontra muito divulgada e implementada em Portugal<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O USO DE TERAPIA COMPRESSIVA NA ABORDAGEM \u00c0 \u00daLCERA DE PERNA<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<div>\n<p style=\"text-align: center;\">Agradecimentos- Aos profissionais do Hospital Visconde Salreu, Estarreja, Dr.\u00aaAna Rocha (farmac\u00eautica) e aos profissionais dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Consulta Externa de Dermatologia, Dr. Jo\u00e3o Freitas( cirurgi\u00e3o dermatol\u00f3gico)<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\">\n<p><strong>Palavras chave<\/strong> \u2013 \u00dalcera de perna, terapia compressiva,efic\u00e1cia.<\/p>\n<h4 align=\"left\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p>A compress\u00e3o tem sido aplicada com sucesso no tratamento da \u00falcera de perna, desde o tempo de Hip\u00f3crates (Marston &amp; Vowden, 2003, citando Negus). No entanto, o tratamento da \u00falcera de perna de origem venosa em Portugal ainda n\u00e3o tem a terapia compressiva como uma pr\u00e1tica corrente e habitual para os profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante o facto da terapia compressiva ser o componente mais importante do tratamento da \u00falcera de perna (Partsh, 2003), esta pr\u00e1tica n\u00e3o se encontra muito divulgada e implementada em Portugal.<\/p>\n<p>S\u00e3o variadas as causas para que este facto ocorra, passando pela deficiente forma\u00e7\u00e3o dos profissionais no reconhecimento da patologia venosa dos membros inferiores e diagn\u00f3stico diferencial da mesma, forma\u00e7\u00e3o acerca da terapia compressiva e dos v\u00e1rios tipos de ligaduras compressivas e como aplic\u00e1-las de forma mais efectiva, para al\u00e9m do encaminhamento das situa\u00e7\u00f5es que necessitem de uma avalia\u00e7\u00e3o especializada (cirurgia vascular, dermatologia, etc.).<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica de aplica\u00e7\u00e3o da ligadura vai, sem sombra de d\u00favida, influenciar os resultados obtidos. Tendo em vista o objectivo de facilitar aos profissionais a aplica\u00e7\u00e3o da ligadura e, em simult\u00e2neo, garantir a maior efic\u00e1cia no tratamento, surgiu em Portugal um sistema de compress\u00e3o, que nos propusemos avaliar num pequeno estudo.<\/p>\n<p>O estudo em quest\u00e3o teve como objectivo avaliar qual a taxa de cicatriza\u00e7\u00e3o de \u00falceras de perna de origem venosa, num determinado intervalo de tempo, em indiv\u00edduos com patologia venosa, utilizando um sistema de ligaduras de compress\u00e3o \u2013 Proguide<sup>\u00ae<\/sup>.<\/p>\n<h4><strong>A TERAPIA COMPRESSIVA<\/strong><\/h4>\n<p>Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica da literatura recente, acerca da terapia compressiva como tratamento para a \u00falcera de perna de origem venosa, concluiu que o tratamento com compress\u00e3o melhora a cicatriza\u00e7\u00e3o, quando comparado com a n\u00e3o compress\u00e3o e que a alta compress\u00e3o e os sistemas multicamadas s\u00e3o mais eficazes que as baixas press\u00f5es ou os sistemas de camada \u00fanica (Franks e Posnett, 2003, citando Cullum, 2001).<\/p>\n<p>A n\u00edvel internacional, foi criado um grupo de trabalho multidisciplinar com profissionais de sa\u00fade peritos na tem\u00e1tica de \u00falcera de perna que desenvolveram documentos de orienta\u00e7\u00e3o acerca da tem\u00e1tica da terapia compressiva.<\/p>\n<p>Este documento \u00e9, sem d\u00favida, um guia fundamental para os profissionais da pr\u00e1tica para o melhor entendimento e aplica\u00e7\u00e3o da terapia compressiva.<\/p>\n<p>No entanto, fica bem patente neste documento (Clark, 2003), que a correcta compress\u00e3o vai depender de v\u00e1rios factores, tais como:<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0da estrutura f\u00edsica e das propriedades el\u00e1sticas da ligadura;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0do tamanho e formato do membro onde a compress\u00e3o vai ser aplicada;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0da t\u00e9cnica e per\u00edcia de quem aplica a ligadura;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0tipo de mobilidade\/actividade realizado pelo doente.<\/p>\n<p>O valor \u00f3ptimo da compress\u00e3o graduada ainda n\u00e3o \u00e9 consensual, no entanto, press\u00f5es sub-ligaduras na ordem dos 40 mmHg a n\u00edvel do tornozelo s\u00e3o amplamente consideradas na literatura como a ideal para o tratamento e preven\u00e7\u00e3o das \u00falceras de perna.<\/p>\n<p>Numa perna de formato normal, a circunfer\u00eancia do tornozelo \u00e9 substancialmente mais pequena que a regi\u00e3o gemelar, e isto deriva da Lei de Laplace<\/p>\n<p>( Caixa n\u00ba1) que nos diz que se uma ligadura for aplicada com uma tens\u00e3o e sobreposi\u00e7\u00e3o constante, a press\u00e3o alcan\u00e7ada na regi\u00e3o gemelar vai ser inferior \u00e0 do tornozelo (Clark, 2003).<\/p>\n<p>Caixa n\u00ba 1- Lei de Laplace<\/p>\n<table cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td bgcolor=\"#99ccff\" width=\"496\" height=\"172\">\n<p align=\"left\">\n<table border=\"0\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr align=\"center\">\n<td width=\"26%\">\n<div align=\"right\">PRESS\u00c3O =<\/div>\n<\/td>\n<td width=\"74%\">\n<p align=\"right\">Tens\u00e3o de aplica\u00e7\u00e3o (Kfg) x N x 4620<\/p>\n<p align=\"right\">Circunfer\u00eancia (cm) x Largura ligadura (cm)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">N= n\u00famero de camadas aplicadas<\/p>\n<p align=\"center\">4620= constante<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Assim sendo, o profissional que aplica a ligadura deve manter uma tens\u00e3o constante, o que implica muita t\u00e9cnica e pr\u00e1tica, de forma a alcan\u00e7ar o que se pretende, ou seja, uma compress\u00e3o graduada.<\/p>\n<h4><strong>APLICANDO A COMPRESS\u00c3O CORRECTA<\/strong><\/h4>\n<p>Para se conseguir alcan\u00e7ar esta press\u00e3o, o profissional deve ter presente alguns princ\u00edpios essenciais (Leg Ulcer Care Programme, 2002):<\/p>\n<p>1-\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ler as instru\u00e7\u00f5es da ligadura se n\u00e3o se encontra familiarizado com esta;<\/p>\n<p>2-\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 avaliar a circunfer\u00eancia do membro e certificar-se que a ligadura escolhida ir\u00e1 exercer uma press\u00e3o sub-ligadura adequada;<\/p>\n<p>3-\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 almofadar as proemin\u00eancias \u00f3sseas, tais como a t\u00edbia e a regi\u00e3o gemelar;<\/p>\n<p>4-\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a ligadura deve ser iniciada na raiz dos dedos at\u00e9 ao joelho, cobrindo o calcanhar;<\/p>\n<p>5-\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 aplicar a ligadura at\u00e9 ao joelho e sem muita tens\u00e3o no joelho para fixar;<\/p>\n<p>6-\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 aplicar a ligadura em forma de espiral a n\u00e3o ser que existam outras indica\u00e7\u00f5es especificas para fixar;<\/p>\n<p>7-\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 n\u00e3o esticar em demasia as ligaduras el\u00e1sticas;<\/p>\n<p>8-\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 observar se o doente com a ligadura aplicada se sente confort\u00e1vel e aconselhar o doente a retirar a ligadura, se algum dos seguintes sintomas ocorrer: dor em repouso, formigueiro nos p\u00e9s, mudan\u00e7a de colora\u00e7\u00e3o dos dedos<\/p>\n<h4><strong>TIPOS DE LIGADURA\/SISTEMAS DE COMPRESS\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p>A compress\u00e3o graduada \u00e9 fornecida atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de sistemas multicamadas de material el\u00e1stico ou n\u00e3o el\u00e1stico. Tamb\u00e9m acerca desta tem\u00e1tica, o painel de peritos que elaborou o documento de orienta\u00e7\u00e3o sobre terapia compressiva, concordou na defini\u00e7\u00e3o de determinados termos (Stacey, 2002), tais como:<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0ligaduras de compress\u00e3o el\u00e1stica exercem alta compress\u00e3o durante o exerc\u00edcio e o repouso;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0ligaduras de compress\u00e3o inel\u00e1stica produzem uma compress\u00e3o passiva, principalmente quando a regi\u00e3o da bomba gemelar se contrai, aumenta de volume e produz uma press\u00e3o contra a ligadura; em repouso, as ligaduras inel\u00e1sticas exercem uma press\u00e3o que depende da tens\u00e3o utilizada pelo profissional durante a aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>TAXAS DE CICATRIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p>Segundo os estudos de Taylor (1998), Marston (1999) e Moffat (1999), citados por Franks e Posnett (2003), as taxas de cicatriza\u00e7\u00e3o em doentes onde foi aplicada alta compress\u00e3o foi de 72-75%, respectivamente, \u00e0s 12 semanas.<\/p>\n<h4><strong>AVALIA\u00c7\u00c3O DO DOENTE<\/strong><\/h4>\n<p>De forma a assegurar uma segura e efectiva aplica\u00e7\u00e3o das ligaduras, os profissionais devem realizar uma avalia\u00e7\u00e3o hol\u00edstica do doente antes da aplica\u00e7\u00e3o de compress\u00e3o ( Mear e Moffatt, 2002).<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1ria uma avalia\u00e7\u00e3o de forma a confirmar a etiologia correcta da \u00falcera, de forma a excluir os doentes com doen\u00e7a arterial, para os quais a terapia compressiva \u00e9 perigosa (Stacey et al, 2002).<\/p>\n<h4><strong>IPTB \u2013 INDICE DE PRESS\u00c3O TORNOZELO BRA\u00c7O<\/strong><\/h4>\n<p>Este \u00edndice d\u00e1-nos simplesmente a raz\u00e3o entre a mais alta press\u00e3o arterial do p\u00e9 e pulsos do tornozelo e a mais alta press\u00e3o arterial do bra\u00e7o( Mear e Moffatt, 2002 citando Vowden e Vowden, 2001).<\/p>\n<p>No entanto este procedimento que \u00e9 realizado com um Doppler port\u00e1til, deve ser realizado por um profissional apto para o procedimento e nenhum doente deve iniciar terapia compressiva sem a avalia\u00e7\u00e3o do IPTB ( Caixa n\u00ba 2).<\/p>\n<p>Caixa n\u00ba 2- \u00cdndice de Press\u00e3o Tornozelo-Bra\u00e7o (IPTB)<\/p>\n<table cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#99ccff\" width=\"460\" height=\"184\">\n<p align=\"left\">O IPTB normal&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. 1,0-1,3<\/p>\n<p align=\"left\">Doen\u00e7a arterial m\u00ednima&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. 0,8- 1,0<\/p>\n<p align=\"left\">Insufici\u00eancia arterial&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. &lt; 0,8<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\">IPTB = Press\u00e3o sist\u00f3lica do tornozelo<\/p>\n<p align=\"left\">Press\u00e3o sist\u00f3lica do bra\u00e7o<\/p>\n<div align=\"left\"><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h4><strong>OUTROS FACTORES ESSENCIAIS NA AVALIA\u00c7\u00c3O DO DOENTE<\/strong><\/h4>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o reduzida e a reduzida fun\u00e7\u00e3o do tornozelo, assim como outros factores, tais como o tamanho da \u00falcera e a sua dura\u00e7\u00e3o, t\u00eam demonstrado afectar de forma independente as taxas de cicatriza\u00e7\u00e3o( Stacey et al, 2002 citando Franks et al, 1995 e Margolis,1999).<\/p>\n<h4><strong>NOVOS DESENVOLVIMENTOS<\/strong><\/h4>\n<p>Recentemente, surgiu no mercado um novo sistema de ligaduras el\u00e1sticas compressivas, com algumas inova\u00e7\u00f5es. Este novo material el\u00e1stico tem a capacidade de inicialmente, quando a ligadura \u00e9 esticada, de levar a um aumento da tens\u00e3o inicial, de uma forma similar aos materiais convencionais. Ocorrem ent\u00e3o altera\u00e7\u00f5es revers\u00edveis na estrutura qu\u00edmica do pol\u00edmero el\u00e1stico, o que leva a que em futuras extens\u00f5es da ligadurase consiga apenas um pequeno aumento adicional da tens\u00e3o.<\/p>\n<p>Ou seja, o facto de se dar uma altera\u00e7\u00e3o da estrutura dos el\u00e1sticos da ligadura, vai funcionar de forma protectora, evitando o risco do profissional exercer uma press\u00e3o sub-ligadura excessiva ao aplic\u00e1-la.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o facto de existirem umas guias centrais ovais, impressas na ligadura que cont\u00eam duas linhas que se intersectam, que se modificam para c\u00edrculos com \u00e2ngulos rectos no seu interior quando a ligadura sofre extens\u00e3o, facilita a t\u00e9cnica de aplica\u00e7\u00e3o e garante a compress\u00e3o efectiva(Figura n\u00ba1 e Figura n\u00ba2).<\/p>\n<table cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"0\" height=\"0\"><\/td>\n<td width=\"224\"><\/td>\n<td width=\"136\"><\/td>\n<td width=\"236\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"164\"><\/td>\n<td rowspan=\"2\" align=\"left\" valign=\"top\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-243\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/05\/gaif1.gif\" alt=\" \" width=\"225\" height=\"169\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<td align=\"left\" valign=\"top\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-244\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/05\/gaif2.gif\" alt=\" \" width=\"237\" height=\"165\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"4\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><br clear=\"all\" \/>Figura n\u00ba1- Ligadura sem aplica\u00e7\u00e3o de tens\u00e3o.Figura n\u00ba 2- Ligadura esticada.<\/p>\n<p>Este novo sistema de ligaduras tamb\u00e9m foi criado tendo por base a Lei de Laplace, que nos diz que pernas com diferentes dimens\u00f5es de circunfer\u00eancia requerem ligaduras a serem aplicadas com diferentes n\u00edveis de tens\u00e3o, por forma a alcan\u00e7ar um grau consistente de compress\u00e3o. Desta forma, o fabricante desta nova ligadura conseguiu produzir ligaduras diferentes, na quantidade de el\u00e1sticos que a constituem, para pernas de diferentes dimens\u00f5es.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica de aplica\u00e7\u00e3o da ligadura \u00e9 ainda facilitada pela guia central, que permite uma efectiva sobreposi\u00e7\u00e3o de 50% na aplica\u00e7\u00e3o em espiral.<\/p>\n<p>O sistema Proguide<sup>\u00ae<\/sup> \u00e9 composto por tr\u00eas camadas:<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0camada de contacto com a ferida- que \u00e9 uma espuma de filme de poliuretano perfurado duplo, com grande capacidade de absor\u00e7\u00e3o e que absorve e ret\u00e9m o exsudado, mesmo sob compress\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0camada 1 \u2013 camada de almofadamento de tecido n\u00e3o tecido, constitu\u00eddo por viscose e fibras de poliester que permitem uma distribui\u00e7\u00e3o da press\u00e3o e tamb\u00e9m permitir a absor\u00e7\u00e3o mesmo sob compress\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0camada 2 \u2013 ligadura el\u00e1stica com nova tecnologia que reduz o risco de sobre compress\u00e3o por baixo da ligadura, com guias de compress\u00e3o e uma linha central de colora\u00e7\u00e3o diferente, conforme a circunfer\u00eancia do tornozelo a que se destinam.<\/p>\n<h4><strong>MATERIAL E M\u00c9TODOS<\/strong><\/h4>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o das evid\u00eancias registadas em outros pa\u00edses da Europa, e j\u00e1 anteriormente referidos, foi decidido realizar um estudo clinico explorat\u00f3rio, no Hospital Visconde de Salreu e no Servi\u00e7o de Consultas Externas de Cirurgia Vascular dos Hospitais da Universidade de Coimbra, com 13 pacientes com \u00falceras de perna, pr\u00e9-selecionados pelos profissionais de sa\u00fade envolvidos no estudo, e cuja \u00falcera tinha mais de 2 meses de evolu\u00e7\u00e3o. O estudo decorreu no 1\u00ba semestre de 2004, num per\u00edodo de 12 semanas. Foi facultada forma\u00e7\u00e3o especifica sobre terapia compressiva aos profissionais de sa\u00fade envolvidos no estudo, assim como sobre a avalia\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Press\u00e3o Tornozelo-Bra\u00e7o.<\/p>\n<p>Foram crit\u00e9rios de inclus\u00e3o no estudo:<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Indiv\u00edduos com idade superior ou igual a 18 anos;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Homens e mulheres, excluindo a possibilidade de estarem gr\u00e1vidas;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0IPTB igual ou superior a 0,8;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Doen\u00e7a venosa deve ser confirmada com diagn\u00f3stico diferencial;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0A \u00falcera actual deve existir h\u00e1 pelo menos 6 meses e h\u00e1 menos de 5 anos;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0A maior \u00falcera deve ter uma \u00e1rea m\u00ednima de 1 cm<sup>2<\/sup> e m\u00e1xima de 25 cm<sup>2<\/sup>;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Indiv\u00edduo capaz de entender o estudo e de dar o seu consentimento informado;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Rx do membro com \u00falcera.<\/p>\n<p>Foram crit\u00e9rios de exclus\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Exist\u00eancia de uma \u00falcera de dimens\u00f5es superiores a 25cm<sup>2 <\/sup>;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Acamados;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Pacientes com celulite e a fazer antibioterapia sist\u00e9mica;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Pacientes com hist\u00f3ria de pouca ades\u00e3o (compliance) aos tratamentos;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Incapacidade de dar o seu consentimento informado;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Circunfer\u00eancia do tornozelo inferior a 18cm e superior a 32cm;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Doentes diab\u00e9ticos.<\/p>\n<h4><strong>RESULTADOS<\/strong><\/h4>\n<p>Em seguida ser\u00e3o apresentados os resultados obtidos, de entre a amostra de 13 \u00falceras de perna em estudo, sendo que existem resultados muito pertinentes a considerar e que ser\u00e3o alvo de discuss\u00e3o mais adiante. Relativamente \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica, verificamos que em rela\u00e7\u00e3o ao sexo, 69,2% da amostra era do sexo feminino e 30,8% era do sexo masculino (Quadro n.\u00ba 1). Relativamente \u00e0 idade, podemos verificar que 38,5% dos utentes da amostra apresentava idade entre os 80-89 anos, seguida de perto (30,8%) dos pacientes com idade entre os 70-79 anos. Tendo este indicador como padr\u00e3o, e associando a distribui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de \u00falceras de perna por idade, verifica-se que o maior n\u00famero existia nos indiv\u00edduos com 65 anos e 81 anos (n=2) (Quadro n\u00ba2). No que se refere \u00e0 profiss\u00e3o, constatou-se que 46,2% da amostra eram reformados, seguido de 30,8% de sujeitos que ainda se encontravam activos. Em termos habitacionais, 92,3% tinham habita\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, 84,6% tinham saneamento b\u00e1sico e 53,8% tinham animais dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>A n\u00edvel f\u00edsico, verificou-se que 30,8% j\u00e1 tinham tido, pelo menos, 1 epis\u00f3dio de tromboflebite, 15,4% j\u00e1 tinham tido um epis\u00f3dio de trombose venosa profunda e 53,8% tinham tido uma situa\u00e7\u00e3o de celulite. Tamb\u00e9m se verificou que 38,5% j\u00e1 tinham sido sujeitos a cirurgias vascular, 23,1% tinham tido um traumatismo nos membros inferiores e 7,7% tinham j\u00e1 um epis\u00f3dio de fractura de um membro inferior. Tamb\u00e9m se verificou que 41,7% j\u00e1 tinham sido sujeitos a cirurgia abdominal e 15,4% tinham h\u00e1bitos tab\u00e1gicos. Em termos de n\u00famero de gravidezes, verificou-se uma m\u00e9dia de 3 gravidezes, entre a popula\u00e7\u00e3o do sexo feminino. Finalmente, em termos antropom\u00e9tricos, verificou-se que a popula\u00e7\u00e3o em estudo apresentava uma m\u00e9dia de 76,87 Kg, com um desvio padr\u00e3o 14,63 Kg.<\/p>\n<p>De referir que 53,8% dos sujeitos apresentavam claudica\u00e7\u00e3o, 66,7% apresentavam edema dos membros inferiores, 84,6% apresentavam veias varicosas, 66,7% apresentavam v\u00e9nulas, 18,2% apresentavam uma situa\u00e7\u00e3o clinica de eczema e 75% dos sujeitos n\u00e3o deambulava de forma independente.<\/p>\n<p>Relativamente ao \u00cdndice Press\u00e3o Tornozelo-Bra\u00e7o, todos os sujeitos apresentavam um IPTB superior a 0,8 (Quadro n\u00ba 3).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00falcera em si, 92,3% dos pacientes apresentava a \u00falcera de perna como recorr\u00eancia de uma \u00falcera anterior, 45,5% dos pacientes j\u00e1 tinha tido 5 recorr\u00eancias (Quadro n\u00ba 4), com uma m\u00e9dia de 3 recorr\u00eancias e um desvio padr\u00e3o de 1,89, e 27,3% dos pacientes apresentava a \u00falcera com uma dura\u00e7\u00e3o de 48 meses. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s dimens\u00f5es da \u00falcera, verificou-se que existia uma varia\u00e7\u00e3o entre 1 cm e 6 cm, com uma largura m\u00e9dia de 2,64 cm (Quadro n\u00ba 5). No que respeita ao comprimento, verificou-se que o comprimento variava entre 1,5 cm e 8 cm, com um comprimento m\u00e9dio de 3,77 cm. Quanto aos tecidos atingidos em termos de profundidade, 83,3% dos pacientes apresentava atingimento do tecido subcut\u00e2neo (Quadro n\u00ba6).<\/p>\n<p>Quanto aos bordos, verificou-se que 69,2% dos pacientes apresentava bordos irregulares e 76,9% apresentava um fundo de ferida em granula\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m se verificou que em 58,3% dos casos o exsudado era escasso. No que se refere \u00e0 dor referenciada pelos pacientes, verificou-se que 66,7% dos pacientes referenciou a dor relacionada com a \u00falcera de perna como sendo \u201cintermitente\u201d (Quadro n\u00ba 7).<\/p>\n<p>No que respeita \u00e0 pele circundante, verificou-se que 58,3% dos sujeitos apresentava a pele circundante seca e descamativa, apenas 8,3% apresentava eritema da pele circundante, sendo que 50% dos sujeitos apresentava espessamento do mesmo local. De referir que 66,7% dos pacientes apresentava prurido da pele circundante.<\/p>\n<p>Finalmente, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 referencia\u00e7\u00e3o para cuidados diferenciados, verificou-se que dos 8 sujeitos referenciados, 87,5% encontravam-se referenciados para a consulta de dermatologia.<\/p>\n<p>Relativamente ao curso evolutivo do processo cicatricial, verificou-se que, no per\u00edodo pr\u00e9-estabelecido de 12 semanas, todas as \u00falceras apresentaram uma evolu\u00e7\u00e3o cicatricial positiva, tendo-se verificado uma taxa de cicatriza\u00e7\u00e3o de92,30%, visto apenas 1 \u00falcera, das 13 em estudo, n\u00e3o ter cicatrizado (embora apresentasse uma evolu\u00e7\u00e3o cicatricial muito positiva) (Quadro n\u00ba 8). Tamb\u00e9m foi poss\u00edvel verificar que, em todos os casos onde foi poss\u00edvel avaliar o di\u00e2metro, a evolu\u00e7\u00e3o foi extremamente positiva, com o di\u00e2metro da \u00falcera a diminuir a cada tempo de avalia\u00e7\u00e3o (Quadro n\u00ba 9).<\/p>\n<p>Quadro n\u00ba 1- Distribui\u00e7\u00e3o dos sujeitos quanto ao sexo (n=13)<\/p>\n<table cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"108\" height=\"0\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-245\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/05\/gaif3.gif\" alt=\" \" width=\"361\" height=\"239\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Quadro n\u00ba 2- Distribui\u00e7\u00e3o dos sujeitos quanto ao n\u00ba de \u00falceras, por idade (n= 13).<\/p>\n<table cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"72\" height=\"1\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-246\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/05\/gaif4.gif\" alt=\" \" width=\"400\" height=\"329\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Quadro n\u00ba 3-Distribui\u00e7\u00e3o dos sujeitos quanto ao IPTB (n=13)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-247\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/05\/gaif5.gif\" alt=\" \" width=\"494\" height=\"322\" \/><\/p>\n<p>Quadro n\u00ba 4- Distribui\u00e7\u00e3o dos sujeitos quanto ao n\u00famero de recorr\u00eancias (n=13)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-248\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/05\/gaif6.gif\" alt=\" \" width=\"554\" height=\"358\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Quadro n\u00ba 5- Distribui\u00e7\u00e3o dos sujeitos quanto \u00e0 largura (n= 9)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-249\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/05\/gaif7.gif\" alt=\" \" width=\"483\" height=\"362\" \/><\/p>\n<p>Quadro n\u00ba 6- Distribui\u00e7\u00e3o dos sujeitos quanto ao comprimento (n= 9)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-250\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/05\/gaif8.gif\" alt=\" \" width=\"483\" height=\"362\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Quadro n\u00ba 7- Distribui\u00e7\u00e3o dos pacientes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dor (n=12)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-251\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/05\/gaif9.gif\" alt=\" \" width=\"518\" height=\"326\" \/><\/p>\n<p>Quadro n\u00ba 8- Distribui\u00e7\u00e3o dos sujeitos quanto \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o cicatricial (n=5)<\/p>\n<table cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"24\" height=\"0\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-252\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/05\/gaif10.gif\" alt=\" \" width=\"541\" height=\"307\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Quadro n\u00ba 9- Distribui\u00e7\u00e3o dos sujeitos quanto ao di\u00e2metro da \u00falcera (n=13)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-253\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/05\/gaif11.gif\" alt=\" \" width=\"470\" height=\"275\" \/><\/p>\n<h4><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p>Como conclus\u00e3o do estudo, verificou-se que se atingiu uma taxa de cicatriza\u00e7\u00e3o, \u00e0s 12 semanas, de 92,3% (n=12), o que ultrapassa inclusivamente as taxas de cicatriza\u00e7\u00e3o de outros estudos, com a utiliza\u00e7\u00e3o deste tipo de terapia. Mais ainda, este tipo de tratamento permitiu diminuir significativamente o n\u00famero de pensos realizados, pois ap\u00f3s o controlo do exsudado, os pensos passaram a ser de realiza\u00e7\u00e3o semanal. Assim sendo, pode-se inferir que este m\u00e9todo permitiu uma redu\u00e7\u00e3o de custos quer com a utiliza\u00e7\u00e3o dos materiais de tratamento utilizados, quer com o tempo de enfermagem necess\u00e1rio para os tratamento, quer para o utente. N\u00e3o foi poss\u00edvel quantificar o quanto este tratamento de terapia compressiva \u00e9 custo-efectivo, mas tendo em considera\u00e7\u00e3o que o tempo m\u00e9dio de exist\u00eancia das \u00falceras de perna ( mediana: 14 meses) era de 14 meses, e que em 12 semanas se cicatrizaram 12 de 13 \u00falceras, permite afirmar que este m\u00e9todo se apresenta como uma excelente op\u00e7\u00e3o de tratamento de \u00falceras de perna de origem venosa.<\/p>\n<p>Mais ainda, o facto de se ter cicatrizado este elevado n\u00famero de paciente permitiu, sem d\u00favida, aumentar a auto-estima dos pacientes, assim como torn\u00e1-los mais independentes para as suas actividades de vida do dia a dia. Desta forma, aumentou-se a qualidade dos cuidados prestados, com um consequente sentimento de satisfa\u00e7\u00e3o dos profissionais envolvidos no tratamento dos pacientes em estudo.<\/p>\n<p>Assim, esperamos que este estudo tenha como leitura o facto de esta terapia ser uma excelente op\u00e7\u00e3o de tratamento de \u00falceras de perna de origem venosa, e que venham a ser desenvolvidos estudos posteriores que abordem uma vertente custo-econ\u00f3mica desta terapia.<\/p>\n<h4><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/h4>\n<p><span lang=\"EN-GB\">&#8211;\u00a0<\/span><span lang=\"EN-GB\">Clark<\/span><span lang=\"EN-GB\"> M.,(2003). Compression bandages: principlesand definitions. EWMA Position Paper-Understanding compression therapy, 5-7.<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\">&#8211;\u00a0<\/span><span lang=\"EN-GB\">Franks P.J.,Posnett J.,(2003). Cost-effectiveness of compression therapy. EWMA Position Paper-Understanding compression therapy, 8-10.<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\">&#8211;\u00a0<\/span><span lang=\"EN-GB\">Marston W.,Vowden K.,(2003). Compression therapy: a guide to safe practice.EWMA Position Paper-Understanding compression therapy, 11-17.<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\">&#8211;\u00a0<\/span><span lang=\"EN-GB\">Mear J.,Moffatt C.,(2002). Bandaging technique in treatment of venous ulcers.Nursing Times \u2013 Nursing Times Plus, 29,vol.98,n\u00ba44, Outubro.<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\">&#8211;\u00a0<\/span><span lang=\"EN-GB\">Partsch H.,(2003). Understanding the pathophisiology effects of compression. EWMA Position Paper-Understanding compression therapy, 2-4.<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\">&#8211;\u00a0<\/span><span lang=\"FR\">Stacey M.,et al,(2002). <\/span><span lang=\"EN-GB\">Compression therapy in the treatment of venous leg ulcers. Nursing Times \u2013 Nursing Times Plus,3,98(36),Setembro.<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\">&#8211;\u00a0<\/span><span lang=\"FR\">Stacey M.,et al,(2002). <\/span><span lang=\"EN-GB\">The use of compression therapy in the treatment of venous leg ulcers\u00a0: a recomended management pathway.EWMA Journal,2 (1), 9-13.<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\">&#8211;\u00a0<\/span><span lang=\"EN-GB\">Thomas S., Fram P.,(2003). An evaluation of a new type of compression system. World Wide Wounds- electronic journal, Setembro, <a href=\"http:\/\/www.worldwidewounds.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.worldwidewounds.com<\/a>, acedido em <\/span><span lang=\"EN-GB\">13\/04\/06<\/span><span lang=\"EN-GB\">.<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-GB\">&#8211;\u00a0<\/span><span lang=\"EN-GB\">Tower Hamlets (2002). Leg ulcer care programme.Edited by Alison Hopkins, 2002.<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o obstante o facto da terapia compressiva ser o componente mais importante do tratamento da \u00falcera de perna, esta pr\u00e1tica n\u00e3o se encontra muito divulgada e implementada em Portugal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2228,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[41],"tags":[111,70,110,112,113],"class_list":["post-254","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gaif","tag-eficacia","tag-feridas","tag-ligaduras","tag-terapia-compressiva","tag-ulcera-de-perna"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=254"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2498,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254\/revisions\/2498"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2228"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}