{"id":235,"date":"2006-05-30T20:15:35","date_gmt":"2006-05-30T20:15:35","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/musicoterapia-e-a-maternidade\/"},"modified":"2021-05-04T10:12:32","modified_gmt":"2021-05-04T10:12:32","slug":"musicoterapia-e-a-maternidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/musicoterapia-e-a-maternidade\/","title":{"rendered":"Musicoterapia e a Maternidade"},"content":{"rendered":"<p>Artigo Completo gentilmente cedido pela Revista Nursing &#8211; Ed. portuguesa.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>S\u00f3nia Isabel Horta Neto<\/strong><\/p>\n<p>Enfermeira<\/p>\n<p>Doutorada em Ci\u00eancias de Educa\u00e7\u00e3o na Universidade Moderna<\/p>\n<p>Hospital Distrital de Faro \u2013 UCINP: Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais e Pedi\u00e1tricos<\/p>\n<h4><strong> INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p>O uso da m\u00fasica \u00e9 t\u00e3o antigo como o pr\u00f3prio Homem. Desde os papiros m\u00e9dicos eg\u00edpcios do ano de 1500 A.C., que se faz referencia ao encantamento da m\u00fasica relacionada com a fertilidade da mulher. Na B\u00edblia, encontramos como David efectuava m\u00fasica curativa frente ao Rei Saul. Em diversas culturas, lendas, cosmogonias e cultos sobre a origem do Universo, o som joga um papel decisivo.<\/p>\n<p>Assim, a m\u00fasica foi para o Homem primitivo um meio de comunica\u00e7\u00e3o com o infinito, por exemplo: para os eg\u00edpcios o Deus Thot criou o mundo com a sua voz. Os m\u00e9dicos bruxos utilizavam os seus rituais m\u00e1gicos, can\u00e7\u00f5es, sons, dan\u00e7as e express\u00e3o corporal para expulsar os esp\u00edritos malignos que existiam no doente.<\/p>\n<p>Por sua vez, os gregos deram \u00e0 m\u00fasica um emprego razo\u00e1vel e l\u00f3gico, sem implica\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas ou religiosas, utilizaram-na como preven\u00e7\u00e3o e cura de algumas doen\u00e7as f\u00edsicas e mentais (Maranto, 1992).<\/p>\n<p>Se pensarmos bem, durante toda a nossa vida, relacionamo-nos com a m\u00fasica. Desde muito cedo, na nossa vida, ainda \u201cin \u00fatero\u201d, come\u00e7amos a estar familiarizados com os sons e a m\u00fasica e continuaremos at\u00e9 ao final da nossa vida. Ouvimos m\u00fasica quando estamos tristes e queremos pensar. Ouvimos m\u00fasica quando estamos alegres e dan\u00e7amos. Ouvimos m\u00fasica quando queremos concentrar-nos para estudar e etc.<\/p>\n<p>A toda a hora, minuto ou segundo estamos ouvindo sons: o c\u00e3o que ladra, o som da televis\u00e3o, pessoas a falarem, m\u00fasica do r\u00e1dio, etc. Porque n\u00e3o utiliza-la num doente em coma? Sabemos que conseguem ouvir-nos. Porque n\u00e3o utiliza-la para relaxar e diminuir a dor dos doentes terminais? Porque n\u00e3o utiliz\u00e1-la para curar ou prevenir?<\/p>\n<p>Porque n\u00e3o utiliz\u00e1-la para os pais comunicarem com o seu beb\u00e9 in-utero ou rec\u00e9m-nascido, que \u00e9 um ser ultra-sens\u00edvel?<\/p>\n<p>A M\u00daSICA COM FINS TERAP\u00caUTICOS<\/p>\n<p>DEFINI\u00c7\u00c3O DE MUSICOTERAPIA<\/p>\n<p>O termo Musicoterapia provoca confus\u00e3o, porque a m\u00fasica em si n\u00e3o tem um verdadeiro efeito curativo. Poderia-se utilizar melhor o termo de \u201cT\u00e9cnicas psicomusicais de reabilita\u00e7\u00e3o ou de estimula\u00e7\u00e3o musical para o desenvolvimento\u201d.<\/p>\n<p>A Musicoterapia \u00e9 o uso da m\u00fasica para melhorar o funcionamento f\u00edsico, psicol\u00f3gico, intelectual ou social de pessoas que t\u00eam problemas de sa\u00fade ou educativo. Pode ent\u00e3o ser definida como \u201cum processo de interven\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica, na qual o terapeuta ajuda o paciente a obter a sa\u00fade atrav\u00e9s de experi\u00eancias musicais e de rela\u00e7\u00f5es de se desenvolvem atrav\u00e9s delas como as for\u00e7as din\u00e2micas para a troca\u201d (Bruscia, 1998[1]).<\/p>\n<p>Segundo a teoria biom\u00e9dica[2] a musicoterapia \u201c\u00e9 a melhoria das capacidades humanas atrav\u00e9s do uso organizado das influ\u00eancias da m\u00fasica sobre o funcionamento do c\u00e9rebro humano\u201d.<\/p>\n<p>INDICA\u00c7\u00d5ES DA MUSICOTERAPIA<\/p>\n<p>A musicoterapia tem um campo de ac\u00e7\u00e3o bastante extenso podendo ser utilizada em crian\u00e7as, adultos e idosos com diferentes problemas f\u00edsicos, emocionais, intelectuais ou sociais. E ainda para melhorar o bem-estar pessoal, para desenvolver a criatividade,<\/p>\n<p>melhorar a aprendizagem, para melhorar as rela\u00e7\u00f5es interpessoais e para o al\u00edvio do stress.<br \/>\nSendo assim, a Musicoterapia a quem beneficia?<br \/>\n\u00b7 A crian\u00e7as com:<br \/>\no Dificuldades na aprendizagem;<br \/>\no Problemas de conduta;<br \/>\no Transtornos profundos no desenvolvimento (autistas);<br \/>\no Defici\u00eancia mental;<br \/>\no Dificuldade na socializa\u00e7\u00e3o;<br \/>\no Baixa auto-estima;<br \/>\no Transtornos m\u00e9dicos cr\u00f3nicos e\/ou degenerativos (cancro, cardiopatias, problemas da dor, etc.);<br \/>\n\u00b7 A pessoas com:<br \/>\no Doen\u00e7as degenerativas devido \u00e0 idade (Alzheimer entre outras);<br \/>\no Problemas de farmacodepend\u00eancia e abuso de subst\u00e2ncias;<br \/>\no Dano cerebral devido a doen\u00e7as ou traumatismos;<br \/>\no Incapacidades f\u00edsicas devido a doen\u00e7as degenerativas ou a acidentes;<br \/>\no Problemas de dor aguda ou cr\u00f3nica devido a diversas condi\u00e7\u00f5es (sequelas de acidentes, cancro, etc.);<br \/>\no Pessoas com doen\u00e7as terminais.<br \/>\n\u00b7 A pessoas que n\u00e3o t\u00eam problemas de sa\u00fade, mas que lhes permite utilizar a m\u00fasica para:<br \/>\no Reduzir o stress fazendo e ouvindo m\u00fasica;<br \/>\no Nas mulheres, como apoio no processo do parto;<br \/>\no Aumentar a criatividade e a capacidade de resolver problemas;<br \/>\no Para diminuir a ansiedade;<br \/>\no Para melhorar a auto-estima;<br \/>\no Controlar o stress.<br \/>\n\u00b7 A Musicoterapia permite \u00e0s pessoas:<br \/>\no Explorar os seus sentimentos;<br \/>\no Fazer trocas positivas no seu estado de \u00e2nimo e no seu estado emocional;<br \/>\no Desenvolver um sentido de controlo das suas vidas atrav\u00e9s de experi\u00eancias de \u00eaxito;<br \/>\no Aprender a p\u00f4r em pr\u00e1tica habilidades para resolver problemas e conflitos;<br \/>\no Melhorar as habilidades de socializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>FORMA\u00c7\u00c3O DO MUSICOTERAPEUTA<\/p>\n<p>O Musicoterapeuta recebe uma forma\u00e7\u00e3o dentro de quatro \u00e1reas:<br \/>\n\u00b7 \u00c1rea musical;<br \/>\n\u00b7 \u00c1rea pedag\u00f3gica;<br \/>\n\u00b7 \u00c1rea da medicina;<br \/>\n\u00b7 \u00c1reas espec\u00edficas da Musicoterapia.<\/p>\n<p>\u00c2MBITOS DE APLICA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>A musicoterapia pode funcionar em dois \u00e2mbitos de aplica\u00e7\u00e3o, sendo eles:<br \/>\n\u00b7 Preventiva<br \/>\n\u00b7 Curativa<\/p>\n<p>EFEITOS DA MUSICOTERAPIA<\/p>\n<p>A m\u00fasica pode afectar a v\u00e1rios n\u00edveis no Ser Humano. Sendo assim, pode ter efeitos:<br \/>\n\u00b7 Cognitivos;<br \/>\n\u00b7 Espirituais e transcendentes;<br \/>\n\u00b7 Bioqu\u00edmicos;<br \/>\n\u00b7 Fisiol\u00f3gicos;<br \/>\no Press\u00e3o do sangue;<br \/>\no Ritmo card\u00edaco e pulso;<br \/>\no Ritmo da respira\u00e7\u00e3o;<br \/>\no Resposta galv\u00e2nica da pele;<br \/>\no Respostas musculares e de motricidade;<br \/>\n\u00b7 Psicol\u00f3gicos;<br \/>\n\u00b7 Sociais<\/p>\n<p>METODOLOGIA<\/p>\n<p>A metodologia utilizada na Musicoterapia pode ser de dois tipos:<br \/>\n\u00b7 Activa (os m\u00e9todos activos consistem na improvisa\u00e7\u00e3o musical, canto, dan\u00e7a e etc.);<br \/>\n\u00b7 Passiva ou receptiva (os m\u00e9todos passivos consistem na audi\u00e7\u00e3o musical).<\/p>\n<p>MUSICOTERAPIA E A MATERNIDADE<\/p>\n<p>IMPORT\u00c2NCIA DA M\u00daSICA NA GRAVIDEZ<\/p>\n<p>O beb\u00e9 \u00e9 um ser ultra-sens\u00edvel, capaz de ouvir, sentir, ver e ouvir In \u00fatero. Sendo assim, leva-nos a pensar: Ser\u00e1 que os sons, a m\u00fasica o influenciam? Sim, ele sente e inclusive consegue responder atrav\u00e9s da respira\u00e7\u00e3o, movimento da cabe\u00e7a, tronco e olhos, gestos, e nas suas express\u00f5es faciais. Existe ainda uma rela\u00e7\u00e3o causa-efeito entre vozes e musica nos beb\u00e9s. Ali\u00e1s, atrav\u00e9s da voz e da m\u00fasica que escuta, fortalece-se e nutre a rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e-filho, al\u00e9m de ajudar ao desenvolvimento das ondas cerebrais e ao sistema nervoso conjunto do beb\u00e9. Sendo assim, a m\u00fasica que o beb\u00e9 ouve antes de nascer pode enriquecer o seu desenvolvimento f\u00edsico, emocional e intelectual.<br \/>\nO facto de o beb\u00e9 ouvir m\u00fasica traz benef\u00edcios a curto e longo prazo. A curto prazo, porque melhora a alimenta\u00e7\u00e3o, diminuem o choro e dormem melhor. A longo prazo, porque a m\u00fasica estimula o c\u00e9rebro para aumentar e melhorar as formas do pensamento (Bobak e Jensen, 1999).<br \/>\nO beb\u00e9 por nascer consegue ouvir diversos sons desde batimentos card\u00edacos, movimentos intra-uterinos, a voz materna e sons do ambiente, tais como vozes, ru\u00eddos e m\u00fasica. \u00c9 um ser ultra-sens\u00edvel \u00e0s trocas com os seus pais e desta forma, a m\u00e3e \u00e9 para o beb\u00e9 o interlocutor interactivo privilegiado. Este estabelece redes de comunica\u00e7\u00e3o possibilitadas pelas capacidades sensoriais e forma-se um \u201cespa\u00e7o ac\u00fastico\u201d ocupado pelos sons produzidos por ambos. Este novo espa\u00e7o, inclui-se\u00a0dentro do mundo ac\u00fastico circundante familiar, social e cultural. A voz da m\u00e3e representa a continuidade da vida intra-uterina. Nas suas caracter\u00edsticas h\u00e1 esquemas referentes \u00e0 forma, intensidade, ritmo e emo\u00e7\u00e3o que oferece refer\u00eancias sensoriais que favorecem o vinculo de apego, este serve de la\u00e7o e quanto mais precoce for esta \u201ccomunica\u00e7\u00e3o\u201d, melhor o v\u00ednculo m\u00e3e-beb\u00e9. A voz materna entonada \u00e9 mais eficaz que o pr\u00f3prio rosto para sossegar o beb\u00e9. No entanto, o beb\u00e9 n\u00e3o \u00e9 apenas um receptor passivo, ele tamb\u00e9m responde e \u00e9 um interlocutor activo. Tem uma activa e intensa participa\u00e7\u00e3o na interac\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e e \u00e9 produtor de efeitos sonoros capazes de produzir efeitos na m\u00e3e (Gispert, 1990).<br \/>\nContudo, os beb\u00e9s n\u00e3o respondem todos da mesma forma aos mesmos sons, isto porque, cada um responde melhor ao estilo de m\u00fasica a que se exp\u00f4s durante a vida intra-uterina repetidamente. Este factor depende dos gostos e cultura maternos: chamada a hist\u00f3ria sonoro-musical, como por exemplo, as m\u00fasicas de embalar de diferentes origens e pa\u00edses.<\/p>\n<p>MUSICOTERAPIA NA PREPARA\u00c7\u00c3O PARA O PARTO<\/p>\n<p>A sess\u00e3o de musicoterapia consiste em exerc\u00edcios de relaxamento f\u00edsico e na audi\u00e7\u00e3o musical. Na prepara\u00e7\u00e3o para o parto, utiliza-se a m\u00fasica conjugada com t\u00e9cnicas espec\u00edficas, tais como:<br \/>\n\u00b7 T\u00e9cnica Lamaze (onde se utiliza o conhecimento e a relaxa\u00e7\u00e3o para controlar a dor);<br \/>\n\u00b7 Grantly Dick-Read (combina t\u00e9cnicas de relaxamento e educa\u00e7\u00e3o pr\u00e9-natal para combater o medo, a tens\u00e3o e a dor na sala de parto);<br \/>\n\u00b7 Bradley (centra-se numa boa dieta e utiliza o exerc\u00edcio para aliviar as dores e preparar os m\u00fasculos para o parto e os seios para a amamenta\u00e7\u00e3o).<br \/>\nAlguns investigadores defendem que a utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica juntamente com as t\u00e9cnicas mencionadas, potenciar\u00e1 os resultados, pelas seguintes raz\u00f5es:<br \/>\n\u00b7 A m\u00fasica \u00e9 um meio muito eficaz como foco de aten\u00e7\u00e3o;<br \/>\n\u00b7 A m\u00fasica \u00e9 um meio de distrac\u00e7\u00e3o que n\u00e3o reduz a experi\u00eancia subjectiva do mesmo;<br \/>\n\u00b7 A m\u00fasica \u00e9 um est\u00edmulo agrad\u00e1vel;<br \/>\n\u00b7 A m\u00fasica como estimulo condicionado para o relaxamento;<br \/>\n\u00b7 Permite utilizar mais facilmente o m\u00e9todo de imagina\u00e7\u00e3o guiada.<\/p>\n<p>A prepara\u00e7\u00e3o para o parto com utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica dever\u00e1 aplicar-se em v\u00e1rias sess\u00f5es, como se pode evidenciar no exemplo seguinte:<br \/>\n\u00b7 1\u00ba sess\u00e3o: Durante 30 minutos explica-se a cada um em que vai consistir a experi\u00eancia e t\u00e9cnicas se utilizar\u00e3o;<br \/>\n\u00b7 2\u00aa sess\u00e3o: Cada m\u00e3e escuta 20 temas musicais para seleccionarem a que gostam mais;<br \/>\n\u00b7 3\u00aa sess\u00e3o: Faz-se exerc\u00edcios de relaxamento utilizando diferentes m\u00e9todos durante 50 minutos, juntamente com a audi\u00e7\u00e3o musical;<br \/>\n\u00b7 4\u00aa sess\u00e3o: Repete-se a sess\u00e3o anterior e trata-se de despertar confian\u00e7a e diminuir a ansiedade tanto quanto seja poss\u00edvel. Pede-se \u00e0 paciente que repita os exerc\u00edcios em sua casa;<br \/>\n\u00b7 5\u00aa sess\u00e3o: Escolhe-se a m\u00fasica que a paciente deseja ouvir no momento do parto. O tipo de m\u00fasica em geral \u00e9 euf\u00f3rico e muitas vezes envolve lembran\u00e7as da vida dos pais;<br \/>\n\u00b7 6\u00aa sess\u00e3o: Repeti\u00e7\u00e3o das sess\u00f5es 4 e 5 com menos verbaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>2.3 \u2013 MUSICOTERAPIA NO PARTO<\/p>\n<p>O musicoterapeuta come\u00e7a a sess\u00e3o no momento do parto. No momento em que se pede \u00e0 m\u00e3e para fazer for\u00e7a a cada contrac\u00e7\u00e3o, o tempo, intensidade e energia da m\u00fasica aumentaram para ajudar a m\u00e3e a dar-lhe mais energia.<br \/>\nO ritmo da m\u00fasica \u00e9 utilizado sincronizado com o ritmo da respira\u00e7\u00e3o. A audi\u00e7\u00e3o musical acaba quando nasce o beb\u00e9.<br \/>\nEst\u00e1 comprovado que as experi\u00eancias musicais activas e passivas podem:<br \/>\n\u00b7 Diminuir o medo e a ansiedade;<br \/>\n\u00b7 Reduzir o tempo que duram as dores de parto;<br \/>\n\u00b7 Servir como ponto focal de distrac\u00e7\u00e3o (m\u00e9todo Lamaze);<br \/>\n\u00b7 Regular a respira\u00e7\u00e3o;<br \/>\n\u00b7 Aumentar a euforia do nascimento;<br \/>\n\u00b7 Reduzir a dor;<br \/>\n\u00b7 Fomentar o bem-estar da crian\u00e7a;<br \/>\n\u00b7 Diminuir o per\u00edodo de trabalho de parto;<br \/>\n\u00b7 Influir no tempo de dilata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A M\u00daSICA E O REC\u00c9M-NASCIDO<\/p>\n<p>A m\u00fasica pode ajudar ao rec\u00e9m-nascido a tr\u00eas n\u00edveis:<br \/>\n\u00b7 Emocionalmente, atrav\u00e9s das can\u00e7\u00f5es de embalar e a audi\u00e7\u00e3o musical;<br \/>\n\u00b7 Fisiologicamente, atrav\u00e9s de massagens e movimentos corporais suaves com m\u00fasica de fundo;<br \/>\n\u00b7 Cognitivamente, mediante a estimula\u00e7\u00e3o sensorial com ajuda da m\u00fasica.<br \/>\nO beb\u00e9 deve come\u00e7ar a ser estimulado quando in \u00fatero, mas deve continuar a ser estimulado. A estimula\u00e7\u00e3o do rec\u00e9m-nascido faz-se atrav\u00e9s do baby talk e can\u00e7\u00f5es de embalar. O baby talk \u00e9 a modifica\u00e7\u00e3o da fala dos adultos ao aproximar-se do beb\u00e9 e esta promove o desenvolvimento da linguagem, sensibilidade e atitude musical da crian\u00e7a. As can\u00e7\u00f5es de embalar apesar de terem todas o mesmo objectivo, as caracter\u00edsticas divergem muito umas das outras dependendo da sua origem tal como mencionado anteriormente (Whaley e Wong, 1999).<\/p>\n<p>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/p>\n<p>Enquanto enfermeiros devemos aconselhar a gr\u00e1vida a fazer prepara\u00e7\u00e3o para o parto se poss\u00edvel com m\u00fasica, a relaxar uns minutos com uma m\u00fasica que goste e a comunicar com o seu beb\u00e9 in \u00fatero e depois rec\u00e9m-nascido. Deve ser explicado \u00e0 futura m\u00e3e que o beb\u00e9 \u00e9 um ser sens\u00edvel \u00e0s trocas com os seus pais. E este tipo de conhecimento \u00e9, crucial para as m\u00e3es. Deve ser valorizada a sua interac\u00e7\u00e3o com o seu filho e para n\u00e3o o desvalorizar. Porque, o beb\u00e9, apesar da sua apar\u00eancia engra\u00e7ada devido ao pequeno tamanho, membros curtos, olhos brilhantes, testa ampla e face redonda, \u00e9 capaz de despoletar um sorriso e sensa\u00e7\u00e3o de carinho a qualquer pessoa. Este beb\u00e9 \u00e9 tamb\u00e9m portador de uma grande intelig\u00eancia e interage com a sua m\u00e3e atrav\u00e9s do contacto visual, tacto, express\u00f5es faciais e principalmente auditivas.<br \/>\nDeve ser real\u00e7ado junto da m\u00e3e que se n\u00e3o estimular o seu filho, se n\u00e3o se \u201ccomunicar\u201d com ele, este tem poucas oportunidades para manifestar as suas capacidades.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/p>\n<p>BOBAK, Irene; JENSEN, Margaret \u2013 Enfermagem na Maternidade. 4\u00ba ed. Loures: Lusoci\u00eancia, 1999. ISBN 972-8383-09-6<\/p>\n<p>KINDESRLEY, Dorling \u2013 Enciclop\u00e9dia de medicina. Lisboa: Selec\u00e7\u00f5es Reader\u2019s Digest, 1997<\/p>\n<p>OPPERMAN, Cathleen; CASSANDRA, Kathleen \u2013 Enfermagem Pedi\u00e1trica Contempor\u00e2nea. Loures: Lusoci\u00eancia, 2001. ISBN 972 8383 19 3<\/p>\n<p>GISPERT, Carlos \u2013 Enciclop\u00e9dia da Psicologia Infantil e Juvenil \u2013 Desenvolvimento da crian\u00e7a. Braga: Lusodidacta, 1990<\/p>\n<p>WHALEY; WONG \u2013 Enfermagem Pedi\u00e1trica \u2013 Elementos essenciais \u00e0 interven\u00e7\u00e3o electiva 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Editora Guanobara Koogan S.A., 1999<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/educacao.sapo.pt\/XE062\/248726.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/educacao.sapo.pt\/XE062\/248726.html<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.encolombia.com\/musicoterapia.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.encolombia.com\/musicoterapia.htm<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mtonline.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.mtonline.it\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.musicoterapia.com.ar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.musicoterapia.com.ar\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.musicoterapia.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.musicoterapia.it\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.pamonline.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.pamonline.it\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/planeta.clix.pt\/esca\/musicoterapia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/planeta.clix.pt\/esca\/musicoterapia.html<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/webspace.pronet.it\/fedim\/Musicoterapia.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/webspace.pronet.it\/fedim\/Musicoterapia.htm<\/a><\/p>\n<p>MARANTO, Cheryl Dileo \u2013 Aplicaciones de la musica en medicina. 20p. [S.l.]: 1992<\/p>\n<p>In <a href=\"http:\/\/www.musicoterapia.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.musicoterapia.it\/<\/a><br \/>\nIn <a href=\"http:\/\/planeta.clix.pt\/esca\/musicoterapia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/planeta.clix.pt\/esca\/musicoterapia.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo Completo gentilmente cedido pela Revista Nursing &#8211; Ed. portuguesa.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[72,103,102,104],"class_list":["post-235","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nursing","tag-gravidez","tag-maternidade","tag-nusicoterapia","tag-recem-nascido"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=235"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2813,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235\/revisions\/2813"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}