{"id":233,"date":"2006-05-30T19:52:11","date_gmt":"2006-05-30T19:52:11","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/partir-em-missao-humanitaria\/"},"modified":"2021-04-28T18:58:54","modified_gmt":"2021-04-28T18:58:54","slug":"partir-em-missao-humanitaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/partir-em-missao-humanitaria\/","title":{"rendered":"Partir em Miss\u00e3o Humanit\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"text-align: justify;\">O mito de que \u201cmorrem de forma aleat\u00f3ria\u201d transforma-se na compreens\u00e3o de que \u201cs\u00e3o os grupos mais vulner\u00e1veis os mais atingidos\u201d<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<a title=\"\"><!-- [if gte vml 1]><v:shapetype id=\"_x0000_t75\" coordsize=\"21600,21600\"  o:spt=\"75\" o:preferrelative=\"t\" path=\"m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe\" filled=\"f\"  stroked=\"f\">  <v:stroke joinstyle=\"miter\"\/>  <v:formulas>   <v:f eqn=\"if lineDrawn pixelLineWidth 0\"\/>   <v:f eqn=\"sum @0 1 0\"\/>   <v:f eqn=\"sum 0 0 @1\"\/>   <v:f eqn=\"prod @2 1 2\"\/>   <v:f eqn=\"prod @3 21600 pixelWidth\"\/>   <v:f eqn=\"prod @3 21600 pixelHeight\"\/>   <v:f eqn=\"sum @0 0 1\"\/>   <v:f eqn=\"prod @6 1 2\"\/>   <v:f eqn=\"prod @7 21600 pixelWidth\"\/>   <v:f eqn=\"sum @8 21600 0\"\/>   <v:f eqn=\"prod @7 21600 pixelHeight\"\/>   <v:f eqn=\"sum @10 21600 0\"\/>  <\/v:formulas>  <v:path o:extrusionok=\"f\" gradientshapeok=\"t\" o:connecttype=\"rect\"\/>  <o:lock v:ext=\"edit\" aspectratio=\"t\"\/> <\/v:shapetype><v:shape id=\"_x0000_i1025\" type=\"#_x0000_t75\" alt=\"Partir em Miss\u00e3o Humanit\u00e1ria\"  href=\"javascript:void%20window.open('http:\/\/www.sinaisvitais.pt\/components\/com_virtuemart\/shop_image\/product\/4da7cd98cfae94affc2b6df070007a76.jpg',%20'win2',%20'status=no,toolbar=no,scrollbars=yes,titlebar=no,menubar=no,resizable=yes,width=120,height=170,directories=no,location=no');\"  title=\"&quot;&quot;\" style='width:1in;height:108pt' o:button=\"t\">  <v:imagedata src=\"file:\/\/\/C:\\DOCUME~1\\PEDROS~1\\LOCALS~1\\Temp\\msohtml1\\01\\clip_image001.jpg\"   o:href=\"http:\/\/www.sinaisvitais.pt\/components\/com_virtuemart\/shop_image\/product\/73d5cc7713587e5625bd2c39267f9ee3.jpg\"\/> <\/v:shape><![endif]--><!-- [if !vml]--><\/a><a title=\"\"><!--[endif]--><\/a><a title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"97\" height=\"145\" class=\" size-full wp-image-232\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/05\/livro.gif\" alt=\"Partir em Miss\u00e3o Humanit\u00e1ria\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p>ISBN: 972-8485-63-8<br \/>\nAutora: Cristina Crespo Carvalho<br \/>\nN\u00ba de P\u00e1ginas: 128<br \/>\nFormato: 15 X 21 cm<br \/>\nEditora: Formasau<br \/>\nAno de edi\u00e7\u00e3o: 2006<\/p>\n<p align=\"justify\">Pref\u00e1cio<\/p>\n<p align=\"justify\">O testemunho deixado aqui pela cristina carvalho \u00e9 genu\u00edno.<\/p>\n<p align=\"justify\">Apreendem-se aspectos organizativos e de relacionamento humano vivido no terreno. Percebe-se a necessidade da avalia\u00e7\u00e3o regular das actividades profissionais e a solidifica\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito de equipa, para compreender, tomar a atitude e partilhar. Porque o enfermeiro deve ser um humanista.<\/p>\n<p align=\"justify\">Conheci a Cristina Carvalho quando frequentava o Curso de Cl\u00ednica Tropical para enfermeiros. Da conversa ent\u00e3o tida fiquei com \u201caquela ideia de turismo humanit\u00e1rio\u201d. Reconhe\u00e7amos o engano. Passados alguns anos e ao terminar de ler as \u201cpalavras vividas\u201d pela Cristina Carvalho sente-se um caminho percorrido.<\/p>\n<p align=\"justify\">Primeiro no caminho de \u201cSer Enfermeira num Mundo Global\u201d. Depois no \u201cSer Enfermeira na Ajuda Humanit\u00e1ria\u201d. E recordo as palavras de Kofi annan: o voluntariado constr\u00f3i PONTES dentro das comunidades e entre as comunidades. Esta frase poderia resumir este livro, se colocarmos a palavra respons\u00e1veis depois de PONTES.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pontes dentro das comunidades pela preocupa\u00e7\u00e3o de testemunho, de organiza\u00e7\u00e3o, de transmiss\u00e3o de conhecimento aos colegas enfermeiros \u201cda experi\u00eancia\u201d no humanit\u00e1rio. Para que \u201cquem quiser ir\u201d n\u00e3o cometa id\u00eanticos erros ou enganos. Para que saiba o impacto consequ\u00eancias que estas coisas do humanit\u00e1rio reflectem no futuro de cada um que participa, pelas mais variadas raz\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pontes entre as comunidades pela pan\u00f3plia de sentimentos, por vezes contradit\u00f3rios, que o contacto com outra realidade mais pobre nos tr\u00e1s.<\/p>\n<p align=\"justify\">Respons\u00e1veis porque, como se pode ler, \u201c\u00e9 importante compreender que tudo o que fazemos tem consequ\u00eancias\u201d. A enfermeira \u201cde terreno\u201d apreendeu, no seu caminho, os princ\u00edpios b\u00e1sicos da honestidade e da dignidade associados \u00e0 responsabilidade da profiss\u00e3o, tentando evitar os erros de \u201crela\u00e7\u00e3o com os outros\u201d banais e descart\u00e1veis, que violam as refer\u00eancias \u00e9ticas e culturais.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 na tentativa de compreender a ac\u00e7\u00e3o noutras comunidades e culturas, que a Cristina Carvalho lembra, numa descri\u00e7\u00e3o n\u00e3o exaustiva, a hist\u00f3ria do humanit\u00e1rio. Afinal, s\u00f3 podemos \u201cser humanit\u00e1rio\u201d, quando conhecemos como chegamos at\u00e9 aqui. Partimos da vontade de prestar \u00e0s v\u00edtimas dos conflitos e das cat\u00e1strofes assist\u00eancia m\u00e9dica e algum conforto. Chegamos ao mundo dos nossos dias, que transforma a ac\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria em algo mais complexo na sua compreens\u00e3o e dimens\u00e3o social, indissoci\u00e1vel do desenvolvimento humano.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ressalta ainda e progressivamente, a descoberta entre o \u201cmito\u201d e a \u201crealidade\u201d do trabalhador humanit\u00e1rio, num intercalar de texto \u201cte\u00f3rico\u201d com o verificado \u201cna pr\u00e1tica\u201d. \u00c9 assim que os mitos se transformam em realidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">O mito do \u201c\u00e9 necess\u00e1rio prestar apoio m\u00e9dico\u201d transforma-se no \u201cafinal a popula\u00e7\u00e3o sabe velar pelas suas necessidades imediatas\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">O mito do \u201cn\u00f3s sabemos como fazer\u201d \u00e9 transformado no \u201ctemos que fazer com eles\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">O mito \u201cos pobres desenvolvem comportamentos anti-sociais\u201d transforma-se na convic\u00e7\u00e3o que \u201ca maioria das pessoas responde generosa e espontaneamente\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">O mito de que \u201cas comunidades est\u00e3o desamparadas e n\u00e3o sabem assumir a responsabilidade do seu desenvolvimento\u201d transforma-se no \u201c\u00e9 poss\u00edvel achar muita for\u00e7a nova e espont\u00e2nea para fazer coisas\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">O mito de que \u201cmorrem de forma aleat\u00f3ria\u201d transforma-se na compreens\u00e3o de que \u201cs\u00e3o os grupos mais vulner\u00e1veis os mais atingidos\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sendo a sa\u00fade indissoci\u00e1vel dos direitos humanos, a Cristina Carvalho vai-se consciencializando do significado desses mesmos direitos. Afinal, lidar com a pobreza do \u201clado de l\u00e1\u201d e conhecer a riqueza do \u201cdo lado de c\u00e1\u201d, agita consci\u00eancias. E como dizia Arist\u00f3teles \u201ca riqueza n\u00e3o \u00e9, evidentemente, o bem que procuramos, pois ela \u00e9 \u00fatil apenas para obter outra coisa qualquer\u201d. E como \u201cos sistemas s\u00e3o constitu\u00eddos por pessoas\u201d surgem as ambiguidades que exigem ao profissional de sa\u00fade, que trabalha no humanit\u00e1rio, outros conhecimentos transversais, como geopol\u00edtica, antropologia, sociologia, psicologia, gest\u00e3o, entre outros.<\/p>\n<p align=\"justify\">Porque para fazer Coopera\u00e7\u00e3o ou Ajuda Humanit\u00e1ria \u00e9 imprescind\u00edvel ter um conhecimento profundo dos objectivos da miss\u00e3o, da fun\u00e7\u00e3o que se vai desempenhar, de ter esp\u00edrito de equipa, de sentido de entreajuda e um elevado sentido de responsabilidade. Mas acima de tudo disponibilidade de tempo sem olhar a aspectos econ\u00f3micos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta dimens\u00e3o da aldeia global em que vivemos, exige que a integra\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios saberes seja de novo essencial. Embora o t\u00e9cnico e a tecnologia da sa\u00fade sejam necess\u00e1rios, eles fazem parte dum contexto s\u00f3cio-econ\u00f3mico envolvente, onde o acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o condigna, a \u00e1gua pot\u00e1vel, a nutri\u00e7\u00e3o adequada, a educa\u00e7\u00e3o e m\u00faltiplos outros factores, tamb\u00e9m s\u00e3o sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Dar a conhecer, no singular, estas \u201cpalavras vividas\u201d de ac\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria, \u00e9 divulgar a gest\u00e3o das expectativas de quem tem inten\u00e7\u00e3o de partir, das motiva\u00e7\u00f5es, dos riscos, do quotidiano no humanit\u00e1rio. Ajuda, ainda, na prepara\u00e7\u00e3o do viver em condi\u00e7\u00f5es ambientais adversas e principalmente a aceitar a diferen\u00e7a na diversidade de culturas. Que a edi\u00e7\u00e3o deste livro conduza \u00e0 reflex\u00e3o, de muitos outros enfermeiros ou outros profissionais de sa\u00fade sobre a sua participa\u00e7\u00e3o, ou n\u00e3o, na ac\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria, \u00e0 escala da humanidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Jo\u00e3o Luis Baptista<br \/>\nProfessor de Sa\u00fade P\u00fablica<br \/>\nFaculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas<br \/>\nUniversidade Nova de Lisboa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mito de que \u201cmorrem de forma aleat\u00f3ria\u201d transforma-se na compreens\u00e3o de que \u201cs\u00e3o os grupos mais vulner\u00e1veis os mais atingidos\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":231,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-233","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-formasau"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=233"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2570,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/233\/revisions\/2570"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/231"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=233"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=233"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}