{"id":213,"date":"2006-04-04T05:13:20","date_gmt":"2006-04-04T05:13:20","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/encontro-de-enfermagem-cirurgica-2006\/"},"modified":"2021-05-04T09:20:30","modified_gmt":"2021-05-04T09:20:30","slug":"encontro-de-enfermagem-cirurgica-2006","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/encontro-de-enfermagem-cirurgica-2006\/","title":{"rendered":"Encontro de Enfermagem Cir\u00fargica 2006"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\">Nos dias 30 e 31 de Mar\u00e7o teve lugar no F\u00f3rum da Maia o Encontro de Enfermagem Cirurgica 2006, da responsabilidade da FSE. O Forumenfermagem esteve l\u00e1, e conta agora os principais aspectos divulgados.<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Enf. Paulo Machado (ESEnf S Jo\u00e3o \u2013 Porto) abriu a Mesa II \u2013 Import\u00e2ncia dos dados para a Investiga\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica. Uma afirma\u00e7\u00e3o \u201cos F\u00f3rums de discuss\u00e3o s\u00e3o as publica\u00f5es, n\u00e3o h\u00e1 outro\u201d.&nbsp; \u00c9 essencial chegar a consensos. Nesse sentido os sistemas de documenta\u00e7\u00e3o baseados em diagn\u00f3sticos e interven\u00e7\u00f5es, nomeadamente em suporte electr\u00f3nico facilita a melhor estrutura\u00e7\u00e3o dos dados e a sua utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O processo deve estar sempre em constante avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A seguir a Enf. Goreti Carvalho (Enf. Esp. Med\/Cir; serv. Cirurgia; HPA \u2013 VS E.P.E.) sobre as dificuldades na obten\u00e7\u00e3o de dados cl\u00ednicos, neste caso na consulta \u00e0 doentes ostomizados. Uma das raz\u00f5es \u00e9 o facto de muitos dos cuidados n\u00e3o serem documentados, e aqueles que s\u00e3o feitos serem efectuados em texto livre. A an\u00e1lise desenvolvida deu lugar a uma base de dados experimental.<\/p>\n<p>O Enf. Campos (Enf. Serv Med III HPA \u2013 VS E.P.E.) passou a apresentar a base de dados, visto ter sido o respons\u00e1vel pelo desenvolvimento deste suporte electr\u00f3nico. Come\u00e7ou por alertar para a import\u00e2ncia dos dados estarem protegidos, por isso o sistema estar protegido por passwords. Depois da identifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 feita uma avalia\u00e7\u00e3o inicial. Uma particularidade \u00e9 que permite a inser\u00e7\u00e3o de imagens, dos estomas dos sujeitos.<\/p>\n<p>Foi ainda abordado, na perguntas finais da plateia, a falta de pareceres oficiais quanto ao suporte legal para os sistemas de documenta\u00e7\u00e3o, nomeadamente por parte da Comiss\u00e3o de Protec\u00e7\u00e3o de dados. Inclusive relativamente ao Sistema de Apoio \u00e0 Pr\u00e1tica de Enfermagem (SAPE).<\/p>\n<p>Ainda o aspecto de como salvaguardar os registos quando o servidor inform\u00e1tico falha. Tem que haver uma medida de recurso que t\u00eam que ser os profissionais a encontra-la, em papel. As dificuldades t\u00e9cnicas s\u00e3o o pre\u00e7o da tecnologia, segundo o Prof. Paulo Machado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Mesa III \u2013 Cuidados aos doentes Ostomizados a Enf. <span lang=\"ES\">Graciete Marques &nbsp;(Enf. Esp. Med\/Cir. <\/span>HDP) e Isabel Morais (IPO-FG Coimbra, gabinete de estomaterapia) apresentou um estudo, ou melhor, 2 estudos &nbsp;sobre a perspectiva do doente com complica\u00e7\u00f5es de estoma relativamente aos cuidados de Enfermagem prestados, e sobre a qualidade de vida da Pessoa Ostomizada. O estudo n\u00e3o est\u00e1 conclu\u00eddo, mas foram apresentados resultados provis\u00f3rios, e que apontam para a import\u00e2ncia da forma\u00e7\u00e3o especifica dos Enfermeiros na \u00e1rea da estomaterapia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Mesa IV \u2013 Perspectivas de Enfermagem no Cuidar em Neurocirurgia o Enf. Paulo Ramos (Serv. Neurocirurgia H. S\u00e3o Jo\u00e3o \u2013 Porto) fez uma contextualiza\u00e7\u00e3o te\u00f3rica dos estudos de caso elaborados no servi\u00e7o onde trabalha. Real\u00e7ou a import\u00e2ncia do aumento da PIC, qualquer que seja a sua etiologia, e a sua descoberta por monitoriza\u00e7\u00e3o directa em contexto de Unidade de Cuidados Intensivos ou por altera\u00e7\u00f5es como v\u00f3mitos em jacto, cefaleias e o estado de consci\u00eancia, diferen\u00e7as di\u00e2metro pupilar, etc\u2026 em contexto de Internamento. Abordou as medidas de controlo da PIC, incluindo a descompress\u00e3o craniana por craniotomia, onde se retira um retalho \u00f3sseo. Lan\u00e7ou \u00e0 discuss\u00e3o a quest\u00e3o da dificuldade evitar \u00falceras de press\u00e3o nos doentes que fazem drogas vasopressoras perifericas, como as aminas simpaticomim\u00e9ticas, e que ainda fazem costico-esteroides no tratamento de edema cerebral que potencia o risco de infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seguidamente foram apresentados estudos de caso tanto na Unidade (Enf. Henrique, Serv. Neurocirurgia H. S\u00e3o Jo\u00e3o \u2013 Porto) e no Internamento (Enf. Iola Ferronha, Serv. Neurocirurgia H. S\u00e3o Jo\u00e3o \u2013 Porto). &nbsp;O estudo de caso da Unidade de cuidados Intensivos relativo a um caso de aneurisma cerebral abordou os novos conceitos de monitoriza\u00e7\u00e3o cerebral e as respectivas implica\u00e7\u00f5es para a Enfermagem. Apresentou ainda 2 escalasde monitoriza\u00e7\u00e3o de estado de consci\u00eancia&nbsp; al\u00e9m da escala de Glasgow utilizadas no servi\u00e7o. O estudo de caso do internamento, incidiu nos cuidados de enfermagem, sobretudo os riscos associados e monitoriza\u00e7\u00e3o num caso de TCE.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Mesa V \u2013 Urg\u00eancia de Oftalmologia \u2013 Cuidados Integrados a Enf. Madalena Amorin (Enf. Chefe do Serv. Oftamologia do Hosp. S. Sebasti\u00e3o) falou da organiza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o fundado em Janeiro de 1999, que conta com 20 enfermeiros distribu\u00eddos pelos v\u00e1rios sectores do servi\u00e7o e que abrange uma popula\u00e7\u00e3o de 300000 utentes. Seguidamente foram apresentados dados de 2005, quanto ao recurso \u00e0 urg\u00eancia oftalmol\u00f3gica. Com aproximadamente 4600 utentes\/ano, s\u00e3o os meses de ver\u00e3o onde a aflu\u00eancia \u00e9 maior. Os dados obtidos permitiram perceber que o hor\u00e1rio de atendimento estava adequado \u00e0s necessidade da popula\u00e7\u00e3o e que n\u00e3o se justificava a presen\u00e7a de enfermeiros do servi\u00e7o de oftalmologia na urg\u00eancia nos fins-de-semana e no per\u00edodo da noite.<\/p>\n<p>Foram apresentadas as situa\u00e7\u00f5es mais comuns de urg\u00eancia oftalmol\u00f3gica, quer traum\u00e1ticas ou n\u00e3o. Esta apresenta\u00e7\u00e3o estev a cargo do Dr. Ant\u00f3nio Rocha (do Serv. Oftamologia do Hosp. S. Sebasti\u00e3o). Foi chama a a aten\u00e7\u00e3o de que o enfermeiros poder\u00e1 ter um papel importante do despiste destas situa\u00e7\u00f5es para procurar uma articula\u00e7\u00e3o com os servi\u00e7os especializados.<\/p>\n<p>A seguir a Enf. Patr\u00edcia Soares (do Serv. Oftamologia do Hosp. S. Sebasti\u00e3o ) apresentou os conhecimentos de Enfermagem para cada situa\u00e7\u00e3o de traumatismos oculares. Os traumatismos oculares s\u00e3o a principal causa de urg\u00eancia oftalmol\u00f3gica. Embora tem havido um decr\u00e9scimo devido \u00e0 seguran\u00e7a no trabalho ter fomentado o uso de protectores oculares e ainda o incremento do uso do cinto de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Foram apresentadas particularidades quer a n\u00edvel da t\u00e9cnica de irriga\u00e7\u00e3o quer da aplica\u00e7\u00e3o de gotas oft\u00e1lmicas, relativas \u00e0s v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es de urg\u00eancia. A aplica\u00e7\u00e3o de penso compressivo (Penso Oft\u00e1lmico), com vista a evitar a abertura do olhos e a diminui\u00e7\u00e3o da dor foi tamb\u00e9m abordada. Mais uma vez foi focado a import\u00e2ncoa que os enfermeiros que trabalham em Centros de Sa\u00fade e Cl\u00ednicas Privadas sem servi\u00e7o de oftalmologia t\u00eam no despiste e correcto encaminhamento destas situa\u00e7\u00f5es. Ainda a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o para sa\u00fade para evitar estas situa\u00e7\u00f5es \u00e9 um papel fundamental da Enfermagem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Mesa VI \u2013 Controlo da Infec\u00e7\u00e3o do Local Cir\u00fargico a infec\u00e7\u00e3o de local cir\u00fargico representa 38 % de todas as infec\u00e7\u00f5es nosocomiais.<\/p>\n<p>A Enf. Maria Jos\u00e9 Cunha (Enf. Esp. Med\/Cir servi\u00e7o Ortopedia HPA \u2013 VS E.P.E.) apresentou alguns princ\u00edpios relativos ao controlo de infec\u00e7\u00e3o. Fez uma abordagem hist\u00f3rica desde a queda do imp\u00e9rio romano at\u00e9 ao surgimento das primeiras comiss\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e controlo de infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Falou ainda das normas do pr\u00e9-operat\u00f3rio, nomeadamente a prepara\u00e7\u00e3o do doente, recorrendo \u00e1 bibliografia nacional e internacional (CDC \u2013 Center for Disease Control). Uma particularidade, o abandono das gilletes por maquinas el\u00e9ctricas para a tricotomia. A lavagem das m\u00e3os, n\u00e3o s\u00f3 no B.O. mas tamb\u00e9m no internamento.<\/p>\n<p>A Enf. Rosa C\u00e2ndida (Enf. Grad. B.O. Obst\/Ginec HSJ E.P.E.) abordou os procedimentos de Enfermagem na pr\u00e1tica di\u00e1ria na Preven\u00e7\u00e3o de Infec\u00e7\u00e3o. A infec\u00e7\u00e3o ortop\u00e9dica \u00e9 a mais importante no seio das infec\u00e7\u00f5es do local cir\u00fargico sendo respons\u00e1vel por m\u00e9dia de aumento de tempos de internamento de 19 dias, contra 3 dias da infec\u00e7\u00e3o em cirurgia ginecol\u00f3gica que se encontra no extremo oposto. O correcto fardamento no intra-operat\u00f3rio foi bem abordado, mesmo quando o doente ainda n\u00e3o se encontra no BO e os mat\u00e9riais est\u00e3o a ser preparados, como a mesa de instrumenta\u00e7\u00e3o. Um dos indicadores da qualidade da assist\u00eancia \u00e9 a baixa incid\u00eancia das infec\u00e7\u00f5es no local cir\u00fargico.<\/p>\n<p>A Enf. Teresa Cardoso (servi\u00e7o Cir. C- U.L.S. Matosinhos) abordou o tratamento de feridas cir\u00fargicas, falando sobretudo da sua experi\u00eancia. Real\u00e7ou que o p\u00f3s-operat\u00f3rio de 48 horas \u00e9 o momento mais adequado para fazer a exposi\u00e7\u00e3o da ferida cir\u00fargica. Lan\u00e7ou \u00e1 discuss\u00e3o o aumento das infec\u00e7\u00e3o em contexto hospitalar mais recentemente, mesmo nas primeiras 48 horas. Alertou para o questionamento do porque estas situa\u00e7\u00f5es acontecem, por exemplo o porque de limpar com SF, uma ferida j\u00e1 limpa. A utiliza\u00e7\u00e3o de antis\u00e9pticos t\u00f3picos, como a iodopovidona n\u00e3o ser\u00e1 prejudicial? Est\u00e1 comprovado que apenas s\u00e3o eficazes em concentra\u00e7\u00f5es altas. Mas depois colocasse a quest\u00e3o da toxicidade. Logo n\u00e3o devem ser usados em feridas limpas.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de protocolos de tratamentos de feridas cir\u00fargicas foi defendida como essencial para uma boa t\u00e9cnica. Desde a avalia\u00e7\u00e3o da ferida \u00e0 escolha dos produtos para o tratamento. N\u00e3o havendo linhas orientadoras para a execu\u00e7\u00e3o do tratamento das feridas, a documenta\u00e7\u00e3o trata-se essencial para a continuidade de cuidados.<\/p>\n<p>O Dr. Rui Ponce Le\u00e3o falou ainda da C\u00e2mara Hiperb\u00e1rica e Sub-aqu\u00e1tica.<\/p>\n<p>No final do encontro, foram ainda apresentadas 2 confer\u00eancias: Confer\u00eancia I \u2013 Stresse no Trabalho nos Profissionais de sa\u00fade que exercem fun\u00e7\u00f5es em Blocos Oper\u00e1torios e Confer\u00eancia II \u2013 O doente terminal na Voz de quem cuida.<\/p>\n<p>Mais uma vez, a organiza\u00e7\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.fse.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">FSE<\/a> ) certificada pelo IQF contou com muitos participantes neste encontro, o que j\u00e1 vem sendo h\u00e1bito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias 30 e 31 de Mar\u00e7o teve lugar no F\u00f3rum da Maia o Encontro de Enfermagem Cirurgica 2006, da responsabilidade da FSE. 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