{"id":1696,"date":"2013-11-09T12:00:12","date_gmt":"2013-11-09T12:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/porque-morrem-os-bombeiros\/"},"modified":"2021-05-04T08:55:56","modified_gmt":"2021-05-04T08:55:56","slug":"porque-morrem-os-bombeiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/porque-morrem-os-bombeiros\/","title":{"rendered":"Porque morrem os Bombeiros?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9 a quest\u00e3o que marcou o Ver\u00e3o de 2013. Ap\u00f3s um m\u00eas fat\u00eddico em que faleceram 8 bombeiros em servi\u00e7o, come\u00e7aram a surgir um conjunto de quest\u00f5es, no sentido de atribuir culpados para estas mortes.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-1695\" style=\"margin: 10px; float: left;\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/bruno_neto.jpg\" alt=\"bruno neto\" width=\"104\" height=\"108\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Autor: Bruno Neto<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfermeiro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o v\u00e1rias as vozes que se t\u00eam levantado no sentido de empurrar responsabilidades, atribuir culpas. O presente artigo serve assim para partilhar a minha opini\u00e3o e algumas experi\u00eancias enquanto Enfermeiro a exercer fun\u00e7\u00f5es numa Unidade de Queimados e enquanto Bombeiro Volunt\u00e1rio h\u00e1 mais de 10 anos, atualmente com o posto de Bombeiro de 2\u00aa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de integrar uma equipa de uma Unidade de Queimados, irei manter a confidencialidade relativa aos Bombeiros falecidos nesta e outras unidades.<br \/>\nA atividade de bombeiro, estar\u00e1 sempre associado \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o de muita adrenalina e muitos riscos durante as interven\u00e7\u00f5es exercidas num teatro de opera\u00e7\u00f5es. Por maior, que seja o cumprimento das normas de seguran\u00e7a para cada situa\u00e7\u00e3o, o risco mant\u00e9m-se e poder\u00e1 sempre acontecer, e o risco de queimadura num bombeiro \u00e9 sempre elevado. Mas afinal que riscos s\u00e3o estes? O que condiciona um inc\u00eandio, neste caso nos inc\u00eandios rurais, mais conhecidos por florestais?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante estes 10 anos ao servi\u00e7o dos Bombeiros, j\u00e1 estive em muitos teatros de opera\u00e7\u00f5es, nomeadamente no combate a inc\u00eandios urbanos, rurais e industriais. Em todos estes cen\u00e1rios j\u00e1 senti a minha vida em risco, no entanto n\u00e3o ser\u00e3o estes riscos que me far\u00e3o afastar desta miss\u00e3o. Assim, ao longo dos anos cada vez faz mais sentido para mim, a express\u00e3o &#8220;n\u00e3o sabemos se voltamos, mas vamos&#8221; j\u00e1 existiram. Situa\u00e7\u00f5es em que tive necessidade de fugir do local, por a minha vida estar em risco. Recordo uma situa\u00e7\u00e3o em que integrava uma equipa de uma viatura ligeira de combate a inc\u00eandios e, est\u00e1vamos junto de uma f\u00e1brica, pr\u00f3ximo de uma zona industrial. De repente o vento mudou de dire\u00e7\u00e3o e foi ao nosso encontro e s\u00f3 t\u00ednhamos uma solu\u00e7\u00e3o para aquela situa\u00e7\u00e3o: Fugir. Outra situa\u00e7\u00e3o, que recordo aconteceu, no momento em cheguei ao quartel depois do combate a um inc\u00eandio e que \u00e9 solicitada uma ambul\u00e2ncia par o local por existirem tr\u00eas bombeiros feridos, com queimaduras nos p\u00e9s, que inicialmente sem causa aparente, mas que veio verificar-se que o subsolo existia manta morta em combust\u00e3o, que ao passarem por cima desse local provocaria uma esp\u00e9cie de &#8220;combust\u00e3o espont\u00e2nea&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Duas das causas, mais apontadas para os acontecimentos que ocorreram prendem-se com a falta de forma\u00e7\u00e3o dos bombeiros e, com as mudan\u00e7as s\u00fabitas do vento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relativamente \u00e0 falta de forma\u00e7\u00e3o dos Bombeiros portugueses tenho de discordar. Durante estes 10 anos de servi\u00e7o tenho assistido a uma mudan\u00e7a. A cada ano que passa a forma\u00e7\u00e3o tem cada vez mais destaque, atualmente \u00e9 obrigat\u00f3rio assistir a pelo menos 350 horas de forma\u00e7\u00e3o e um est\u00e1gio para terminar a forma\u00e7\u00e3o inicial. Qualquer bombeiro que v\u00e1 combater um inc\u00eandio e que est\u00e1 na linha de fogo tem que ter pelo menos a forma\u00e7\u00e3o base dos bombeiros. Recordo-me que quando fiz &#8220;escola&#8221; para a forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica como bombeiro durou entre 9 a 10 meses, e inclu\u00eda aulas te\u00f3ricas e pr\u00e1ticas, que decorriam 2 a 3 vezes por semana. S\u00f3 ap\u00f3s esta forma\u00e7\u00e3o me foi conferido o posto de Bombeiro de 3\u00aa Classe e, s\u00f3 a partir da\u00ed pude sair para as ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Mudan\u00e7a s\u00fabita do vento \u00e9 uma das condi\u00e7\u00f5es, integradas nas condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas, que influenciam o comportamento de um inc\u00eandio. No entanto, n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica. Destaco tamb\u00e9m as caracter\u00edsticas dos combust\u00edveis e as caracter\u00edsticas do relevo.<br \/>\nTodos os fatores mencionados atr\u00e1s s\u00e3o muito marcantes e v\u00e3o influenciar a progress\u00e3o de um inc\u00eandio. Contudo n\u00e3o podemos esquecer a condi\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recordo nesta altura a Pir\u00e2mide de Abraham Maslow, porque quando um homem, um bombeiro parte para o combate a um inc\u00eandio florestal, a base da pir\u00e2mide \u00e9 logo colocada em causa. Base esta, onde est\u00e3o inseridas as necessidades fisiol\u00f3gicas b\u00e1sicas e, s\u00f3 ap\u00f3s estas estarem satisfeitas \u00e9 que se vai progredindo na pir\u00e2mide ate se chegar \u00e0 auto-realiza\u00e7\u00e3o. Necessidades fisiol\u00f3gicas estas como: Comer, beber e descansar. Mas de que forma ficam comprometidas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando se vai para um inc\u00eandio, por vezes para longe da \u00e1rea, com muitos quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia e com longas viagens, o cansa\u00e7o come\u00e7a a surgir mesmo antes de se iniciar o combate ao inc\u00eandio propriamente dito. Depois tem de se combater o inc\u00eandio , durante horas consecutivas at\u00e9 que venha a rendi\u00e7\u00e3o, quando a dist\u00e2ncia \u00e9 maior, acontece uma vez a cada 2 dias, se n\u00e3o mais. Neste per\u00edodo, n\u00e3o h\u00e1 grande tempo para descansar. Nestas longas horas de trabalho \u00e1rduo, a alimenta\u00e7\u00e3o tarda em chegar e por vezes n\u00e3o chega nas melhores condi\u00e7\u00f5es. Comida que deveria ser servida quente e j\u00e1 est\u00e1 fria, \u00e1gua nem sempre em abund\u00e2ncia, bebendo-se assim pouco l\u00edquidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas estas situa\u00e7\u00f5es levam \u00e0 exaust\u00e3o dos bombeiros, pelo excessivo esfor\u00e7o realizado. Num estudo recentemente divulgado pela Universidade de Leon, equiparam o desgaste de um Bombeiro com um atleta de alta competi\u00e7\u00e3o. Este estudo realizado ao longo de 2 anos num grupo de bombeiros atrav\u00e9s da coloca\u00e7\u00e3o de diversos sensores, tais como: registo de temperatura corporal do bombeiro, temperatura ambiente e, do equipamento, bem como ECG de esfor\u00e7o. Comparando os dados obtidos em laborat\u00f3rio e em situa\u00e7\u00f5es reais. Chegaram \u00e0 conclus\u00e3o que todos os dados comparativos em rela\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o real seriam multiplicados por 30, com uma perda de 2 litros de \u00e1gua\/hora e com frequ\u00eancia card\u00edaca m\u00e9dia de 170ppm.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m destas situa\u00e7\u00f5es, existem outras situa\u00e7\u00f5es de grande relevo e que passam pela organiza\u00e7\u00e3o de um teatro de opera\u00e7\u00f5es, n\u00e3o me referindo ao Comando, mas sim ao apoio log\u00edstico que passa pela coloca\u00e7\u00e3o de meios adequados para dar resposta de forma a prevenir os poss\u00edveis incidentes. Isto \u00e9, temos de prever tudo o que poder\u00e1 vir acontecer, para ter todos os meios necess\u00e1rios prontos a responder perante aquela situa\u00e7\u00e3o. Por exemplo, se temos a dada altura um local com ventos fortes em que os combust\u00edveis est\u00e3o secos e com terrenos com grandes desn\u00edveis, ter\u00e1 que se prever que o vento poder\u00e1 colocar os Bombeiros em risco elevado de ocorrerem incidentes, logo os meios t\u00eam que estar colocados em locais estrat\u00e9gicos, predefinidos, pr\u00f3ximos daqueles locais cr\u00edticos, de forma a responder o mais r\u00e1pida, e adequadamente perante as situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abordados alguns t\u00f3picos que considero relevantes, \u00e9 chegado o momento de questionar: o que acontece quando apesar de cumpridas todas as normas de seguran\u00e7a, o acidente ocorre? Surgem ent\u00e3o as queimaduras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recordo, antes demais a defini\u00e7\u00e3o de queimadura de Edmar Maciel que a define como &#8221; ferida traum\u00e1tica causada na maioria das vezes, por agentes t\u00e9rmicos, qu\u00edmicos, el\u00e9tricos ou radioativos. Atuam nos tecidos de revestimento do corpo humano, determinando a destrui\u00e7\u00e3o parcial ou total da pele e seus anexos, podendo atingir camadas mais profundas como tecido subcut\u00e2neo, m\u00fasculos, tend\u00f5es e ossos&#8221;. Esta pode atingir diversas estruturas, diversos locais e, com diversos estadios de evolu\u00e7\u00e3o. N\u00e3o perdemos, desta forma pensar que \u00e9 s\u00f3 uma queimadura, mas sim algo mais e, ter\u00e1 implica\u00e7\u00f5es diretas e indiretas noutros \u00f3rg\u00e3os, isto \u00e9, o fen\u00f3meno da queimadura vai implicar altera\u00e7\u00f5es no aparelho respirat\u00f3rio, circulat\u00f3rio, renal, gastrointestinal, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Regressando novamente aos inc\u00eandios florestais a etiologia \u00e9 t\u00e9rmica por contacto com o fogo, e tem uma evolu\u00e7\u00e3o at\u00e9 72 horas ap\u00f3s a ocorr\u00eancia. Associado ainda ao contacto com o fogo temos o risco de les\u00e3o inalat\u00f3ria, visto que o inc\u00eandio florestal pode ser definido como uma combust\u00e3o, sem controlo no espa\u00e7o e no tempo, dos materiais combust\u00edveis existentes nas \u00e1reas florestais. A inala\u00e7\u00e3o de ar quente, combust\u00edveis incandescentes, como \u00e9 caso das cinzas e folhagens em combust\u00e3o vai provocar a les\u00e3o inalat\u00f3ria. Este risco de les\u00e3o inalat\u00f3ria poder\u00e1 levar a les\u00e3o pulmonar que vai constituir uma determinante da mortalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro fator que vai influenciar a gravidade do doente, para al\u00e9m da idade, que \u00e9 um fator que nunca poder\u00e1 ser esquecido \u00e9 a percentagem de \u00e1rea corporal afetada. Associado ainda a estes fatores, est\u00e3o as patologias pr\u00e9-existentes, que tamb\u00e9m ir\u00e3o interferir no progn\u00f3stico, com \u00e9 o caso da Diabetes, Hipertens\u00e3o Arterial, patologia card\u00edaca (Insufici\u00eancia Card\u00edaca), patologia respirat\u00f3ria cr\u00f3nica (DPOC), Acidentes Vasculares Cerebrais entre outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deste modo, ap\u00f3s a queimadura para al\u00e9m da rea\u00e7\u00e3o local, muito conhecido, vai acontecer tamb\u00e9m uma resposta sist\u00e9mica, que para alem da perda da fun\u00e7\u00e3o barreira da pele e da perda de flu\u00eddos, vai provocar a liberta\u00e7\u00e3o de citocinas e outros mediadores vasoativos, assim com um hipermetabolismo. Este ultimo, caracteriza-se por uma resposta hiperdin\u00e2mica que leva ao aumento da temperatura corporal, aumento do consumo da glicose e oxig\u00e9nio, aumento da forma\u00e7\u00e3o de mon\u00f3xido de carbono, glicogen\u00f3lise, lip\u00f3lise e proteolise. Por fim temos de considerar a diminui\u00e7\u00e3o da resposta \u00e0 infe\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTodas estas rea\u00e7\u00f5es sist\u00e9micas v\u00e3o provocar altera\u00e7\u00f5es aos mais diversos n\u00edveis: Hematol\u00f3gicos, Card\u00edacas, Renais, Imunol\u00f3gicas; Nutritivas; Eletrol\u00edticas e,Termo-reguladoras. Se estas altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o forem tidas em aten\u00e7\u00e3o e, tomadas as medidas adequadas poder\u00e1 levar a complica\u00e7\u00f5es, por vezes dif\u00edceis de reverter e posteriormente, levar \u00e0 morte do doente vitima de queimadura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode-se ent\u00e3o referir que o doente v\u00edtima de queimadura \u00e9 muito mais complexo do que apenas uma simples ferida traum\u00e1tica e, possui altera\u00e7\u00f5es e um risco elevado de diversas complica\u00e7\u00f5es. Como tal, de forma a prevenir todos estes cen\u00e1rios, a resposta ap\u00f3s a ocorr\u00eancia de uma queimadura deve ser o mais c\u00e9lere poss\u00edvel, de prefer\u00eancia logo nas primeira hora e com uma correta abordagem, sem se perder tempo com pormenores desnecess\u00e1rias para o momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme j\u00e1 foi referido, existem outros fatores que dever\u00e3o ter de ser tomados em considera\u00e7\u00e3o e, que v\u00e3o interferir tamb\u00e9m no prognostico dos doentes, que s\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">Constante hidrata\u00e7\u00e3o das equipas de combate aos inc\u00eandios, como tal, deveria passar a fazer parte da carga da viatura l\u00edquidos beb\u00edveis e alguns l\u00edquidos a\u00e7ucarados;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Alimenta\u00e7\u00e3o adequadaao longo do per\u00edodo de combate aos inc\u00eandios, com validades longas e de f\u00e1cil conserva\u00e7\u00e3o e acomoda\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Proporcionar per\u00edodos de descanso regulares;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Desenvolver meios de localiza\u00e7\u00e3o precisa de cada equipa de combate a inc\u00eandios;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Melhorar a resposta dos meios de socorro, estabelecendo que a partir de 50 homens no combate a um inc\u00eandio dever\u00e1 existir pelo menos uma equipa de ambul\u00e2ncia de categoria SBV e, a partir dos 100 elementos dever\u00e1 ser a equipa mais diferenciada SIV\/ VMER, colocada em locais estrat\u00e9gicos de acordo com uma avalia\u00e7\u00e3o de risco do local;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Melhoria da forma\u00e7\u00e3o das equipas de socorro nas respostas de um doente vitima de queimadura;<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo assim, em conta todos os fatores que v\u00e3o interferir no progn\u00f3stico dos doentes v\u00edtimas de queimaduras (Bombeiros), \u00e9 chegado o momento de refletir e responder \u00e0 pergunta inicial. As mortes dos 8 Bombeiros no ano de 2013 porque ocorreram? Por diversas situa\u00e7\u00f5es que podem ocorrer em simult\u00e2neo, nomeadamente, a progress\u00e3o do inc\u00eandio; o tempo e a qualidade do socorro, pela dificuldade em chegar junto das vitimas e, pelo pr\u00f3prio processo de evolu\u00e7\u00e3o da queimadura. Por tudo isto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel uma resposta simples e direta da quest\u00e3o, visto se tratar de um processo em que est\u00e3o envolvidas diversas vari\u00e1veis, que atuam separadamente e de forma distinta, mas que em conjunto contribuem para este desfecho tr\u00e1gico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta \u00e9 a quest\u00e3o que marcou o Ver\u00e3o de 2013. 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