{"id":1587,"date":"2012-05-05T23:24:09","date_gmt":"2012-05-05T23:24:09","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/congresso-de-enfermagem-de-reabilitacao\/"},"modified":"2021-05-04T08:56:35","modified_gmt":"2021-05-04T08:56:35","slug":"congresso-de-enfermagem-de-reabilitacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/congresso-de-enfermagem-de-reabilitacao\/","title":{"rendered":"Congresso de Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Neste momento, existem um n\u00famero crescente de ofertas, na comunidade, para suprimir as necessidades da pessoa dependente.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"center\">CONGRESSO DE ENFERMAGEM DE REABILITA\u00c7\u00c3O<br \/>\n\u201c A PESSOA, FUN\u00c7\u00c3O E AUTONOMIA \u2013 REABILITAR NOS PROCESSOS DE TRANSI\u00c7\u00c3O\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">\n<p align=\"right\">\n<p align=\"center\">&#8220;All nurses can save lifes, rehab nurses save the quality of life.&#8221;<\/p>\n<p align=\"right\">Laura Solkowitz, RN CRRN<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><strong>Enf.\u00aa Teresa Pais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\">(Ortopedia A r\/c, CHUC \u2013 HUC, EPE)<\/p>\n<p align=\"right\">\n<p align=\"justify\">Decorreu nos dias 23 e 24 de Mar\u00e7o de 2012 na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), o Congresso de Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o. A sua organi-za\u00e7\u00e3o foi levada a cabo pela UCP de Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o da ESEnfC, em cola-bora\u00e7\u00e3o com os alunos do VI CPLEER da mesma escola.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1585\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cong-reab1.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"262\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cong-reab1.jpg 350w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cong-reab1-300x225.jpg 300w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cong-reab1-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cong-reab1-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cong-reab1-180x135.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cong-reab1-238x178.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">Numa sociedade atual, em constante mudan\u00e7a e com o aparecimento de novos fen\u00f3menos sociodemogr\u00e1ficos e de sa\u00fade, decorrentes de uma popula\u00e7\u00e3o cada vez mais envelhecida, do aumento das doen\u00e7as cr\u00f3nicas e do aumento dos acidentes de via\u00e7\u00e3o\/trabalho, a exist\u00eancia de um n\u00famero crescente de pessoas com depend\u00eancia nos autocuidados \u00e9 not\u00f3ria. Esta realidade tem repercuss\u00f5es na qualidade de vida e nos custos individuais, familiares, profissionais, sociais e econ\u00f3micos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os Enfermeiros, nomeadamente os Enfermeiros de Reabilita\u00e7\u00e3o, suportados por um conjunto de conhecimentos e compet\u00eancias cient\u00edficas, t\u00e9cnicas, humanas e culturais, s\u00e3o um elemento importante para a melhoria da qualidade de vida do doente em todas as suas dimens\u00f5es e nos seus processos de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Neste contexto, a realiza\u00e7\u00e3o deste congresso teve como grandes objetivos debater tem\u00e1ticas que nos fizessem refletir e discutir o conhecimento numa perspetiva de atualiza\u00e7\u00e3o e adquirir\/desenvolver compet\u00eancias para intervir nos processos de transi\u00e7\u00e3o depend\u00eancia\/autonomia.<\/p>\n<p align=\"justify\">O primeiro dia do congresso foi inaugurado pelo Dr. Adalberto Fernandes (Instituto Nacional para a Reabilita\u00e7\u00e3o), numa reflex\u00e3o sobre a \u201cSociedade e pessoas em transi\u00e7\u00e3o: que reabilita\u00e7\u00e3o\u201d, que apelou acima de tudo ao nosso papel como enfermeiros\/cidad\u00e3os, a import\u00e2ncia da solidariedade e do exerc\u00edcio da cidadania em pleno, fazendo alus\u00e3o \u00e0 m\u00fasica \u201cMovimento Perp\u00e9tuo Associativo\u201d do grupo \u201cDeolinda\u201d, que personifica a nossa postura atual como cidad\u00e3os. \u201cAgora n\u00e3o, que\u2026\u201d, sempre encontramos uma justifica\u00e7\u00e3o para evitarmos dedicar algum tempo aos outros e a tentar suprir as suas necessidades. Em suma, dever-se-ia refletir para uma maior abertura dos Enfermeiros de Reabilita\u00e7\u00e3o para a comunidade e suas entidades, como promotores da pessoa com defici\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">A primeira mesa redonda, subordinada ao tema \u201cEnfermeiro (Reabilita\u00e7\u00e3o) e a pessoa dependente em contexto familiar, domiciliar e comunit\u00e1rio \u2013 pr\u00e1ticas de sucesso\u201d, contou com o contributo de profissionais que trouxeram relatos de projetos de sucesso, j\u00e1 implementados, assim como com o testemunho de uma familiar de uma pessoa dependente, no papel de prestadora de cuidados.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Enf.\u00ba Fernando Petronilho (docente da ESE da Universidade do Minho), autor, entre muitos outros, do livro \u201cPrepara\u00e7\u00e3o do Regresso a Casa\u201d, abordou quais os crit\u00e9rios e decis\u00f5es sobre o destino ap\u00f3s a alta, da pessoa dependente. Da autoria do mesmo, foi apresentado o instrumento de avalia\u00e7\u00e3o\/decis\u00e3o, que est\u00e1 a ser aplicado neste momento nos hospitais do Alto Minho. Este apresenta seis categorias de decis\u00e3o e \u00e9 aplicado pelos enfermeiros do internamento, no momento da alta: 1 \u2013 Potencial de reconstru\u00e7\u00e3o da autonomia do cliente dependente no autocuidado; 2 \u2013 Tipo e n\u00edvel de depend\u00eancia no autocuidado; 3 \u2013 Compromisso dos processos corporais; 4 \u2013 Complexidade do regime terap\u00eautico; 5 \u2013 Potencial do membro da fam\u00edlia prestador de cuida-dos para tomar conta; 6 \u2013 Processo familiar. Numa compara\u00e7\u00e3o feita pelo Enf.\u00ba Fernando Petronilho dos itens contemplados pelo mesmo em cada categoria e os contemplados na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), verificou-se que os crit\u00e9rios considerados na RNCCI s\u00e3o em n\u00famero inferior, o que pode contribuir para uma tomada de decis\u00e3o menos assertiva.<\/p>\n<p align=\"justify\">O planeamento da alta hospitalar, desde o momento da admiss\u00e3o, envolvendo a pessoa, a fam\u00edlia e a equipa multidisciplinar, garante um processo mais c\u00e9lere e seguro, com respostas mais adequadas \u00e0s necessidades da pessoa dependente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Neste momento, existem um n\u00famero crescente de ofertas, na comunidade, para suprimir as necessidades da pessoa dependente. Com a constitui\u00e7\u00e3o da RNCCI pretendeu-se promover a continuidade de cuidados de forma integrada a pessoas em situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia e com perda de autonomia. A presta\u00e7\u00e3o dos cuidados de sa\u00fade e de apoio social \u00e9 assegurada atrav\u00e9s de unidades de internamento e de ambu-lat\u00f3rio e de equipas hospitalares e domicili\u00e1rias.<\/p>\n<p align=\"justify\">Neste contexto, as Enf.as F\u00e1tima Batista e Teresa Coelho, da Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI) de Vizela, compartilharam connosco a sua experi\u00eancia nesta unidade, que presta servi\u00e7os domicili\u00e1rios, a pessoas em situa\u00e7\u00e3o de depend\u00ean-cia funcional, doen\u00e7a terminal ou em processo de convalescen\u00e7a, cuja situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o requer internamento, mas que n\u00e3o podem deslocar-se do domic\u00edlio. Esta \u00e9 composta por uma equipa multidisciplinar da responsabilidade dos cuidados de sa\u00fade prim\u00e1rios e das entidades de apoio social. Esta unidade entrou em funcionamento em dezembro de 2010 e durante o ano de 2011 receberam 36 utentes, 55% dos quais foram referenciados pelas Equipas de Gest\u00e3o de Altas (EGA), como os seguintes motivos: reabilita\u00e7\u00e3o (82%), tratamento de feridas (15%) e gest\u00e3o do regime terap\u00eautico (3%). Durante o mesmo ano, 9, dos 36 utentes tiveram ganhos, segundo o \u00edndice de Barthel, 24 manti-veram a mesma situa\u00e7\u00e3o, ouve dois \u00f3bitos e duas altas a pedido. O balan\u00e7o \u00e9 portanto positivo, apesar da curta exist\u00eancia da ECCI de Vizela.<\/p>\n<p align=\"justify\">Outro testemunho foi o do Enf.\u00ba Ot\u00e1vio Ferreira, do setor domicili\u00e1rio do Servi-\u00e7o de Medicina F\u00edsica e de Reabilita\u00e7\u00e3o do HUC, EPE. Este setor existe desde 1992 e tem como miss\u00e3o a reabilita\u00e7\u00e3o e readapta\u00e7\u00e3o funcional dos utentes encaminhados do internamento e\/ou consulta externa, desta institui\u00e7\u00e3o. Numa primeira fase, \u00e9 realizada uma visita domicili\u00e1ria, pelo enfermeiro, m\u00e9dico e assistente social, onde \u00e9 feita a avalia\u00e7\u00e3o do potencial de reabilita\u00e7\u00e3o\/capacidades restantes (Medida de Independ\u00eancia Funcional \u2013 MIF), avalia\u00e7\u00e3o e proposta das adapta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias no edif\u00edcio residencial e prescri\u00e7\u00e3o\/fornecimento das ajudas t\u00e9cnicas adequadas \u00e0 situa\u00e7\u00e3o. Posteriormente \u00e9 planeada uma interven\u00e7\u00e3o domicili\u00e1ria, no sentido de potencias as capacidades restantes e prestar apoio ao prestador de cuidados informal\/formal.<\/p>\n<p align=\"justify\">Muitas vezes o papel de cuidador da pessoa dependente cabe a um ou mais elementos da fam\u00edlia. A adapta\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia ao exerc\u00edcio do papel de cuidadora inicia-se desde a admiss\u00e3o da pessoa no hospital, mas n\u00e3o termina com a alta hospitalar, por isso, \u00e9 fulcral a continuidade dos cuidados, onde o exerc\u00edcio profissional dos enfermeiros, nas diferentes etapas, \u00e9 relevante. O testemunho da Daniela Abreu Antunes mostrou isso mesmo. A Daniela foi cuidadora informal da sua av\u00f3, que devido ao diagn\u00f3stico de fibrose pulmonar em 2004, viu a sua situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica agravar em 2010, tendo estado internada e a quando da alta hospitalar estava dependente nos autocuidados e necessitava de cuidados espec\u00edficos, nomeadamente oxigenoterapia a 12 l\/min (que implicava a substitui\u00e7\u00e3o da bala de oxig\u00e9nio de 3 em 3 horas). A av\u00f3 da Daniela era assistida pela equipa do Setor Domicili\u00e1rio do SMFR dos HUC, que segundo a pr\u00f3pria, foi muito importante no apoio \u00e0 av\u00f3 e a ela pr\u00f3pria, no plano emocional e t\u00e9cnico, apresentado total disponibilidade. As principais dificuldades que a Daniela sentiu foram o desgaste f\u00edsico e emocional, devido \u00e0 situa\u00e7\u00e3o da av\u00f3, que acabou por falecer e a escassez de informa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica sobre as suas fun\u00e7\u00f5es como cuidadora informal.<\/p>\n<p align=\"justify\">A manh\u00e3 do primeiro dia terminou com a \u201cDan\u00e7a \u2013 uma forma de express\u00e3o e terapia na pessoa em reabilita\u00e7\u00e3o\u201d, com o contributo da Enf.\u00aa Ana Falc\u00e3o do CMFR do Alcoit\u00e3o e de um grupo de cidad\u00e3os com defici\u00eancia motora, utentes da mesma institui\u00e7\u00e3o, numa homenagem ao fado e ao flamenco.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1586\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cong-reab2.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"262\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cong-reab2.jpg 350w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cong-reab2-300x225.jpg 300w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cong-reab2-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cong-reab2-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cong-reab2-180x135.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/cong-reab2-238x178.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/>\n<\/p>\n<p align=\"justify\">Na segunda mesa redonda do congresso, foi abordado o tema \u201cMobilidade comprometida\u201d, na fase aguda e fase cr\u00f3nica.<\/p>\n<p align=\"justify\">O doente do foro ortotraumatol\u00f3gico est\u00e1 sujeito, muitas vezes, a per\u00edodos prolongados de imobilidade. Como foi abordado pelo Enf.\u00ba Rog\u00e9rio Amaro (Ortotrau-matologia, CHUC \u2013 Hospital Geral), estes doentes beneficiam de um plano de reabilita\u00e7\u00e3o precoce, quanto poss\u00edvel, que se reflete no aumento da sua qualidade de vida e diminui\u00e7\u00e3o do tempo de internamento e utiliza\u00e7\u00e3o subsequente dos servi\u00e7os de sa\u00fade. Nesta fase, as interven\u00e7\u00f5es do Enfermeiro de Reabilita\u00e7\u00e3o passam pela realiza\u00e7\u00e3o de uma avalia\u00e7\u00e3o inicial (escala da for\u00e7a muscular, goni\u00f3metro, capacidade funcional para as AVD\u2019s), defini\u00e7\u00e3o dos diagn\u00f3sticos e das interven\u00e7\u00f5es de Enfermagem (posicionamento terap\u00eautico, exerc\u00edcios terap\u00eauticos, cinesiterapia respirat\u00f3ria, transfer\u00eancias, marcha e realiza\u00e7\u00e3o de ensinos). O envolvimento da fam\u00edlia no processo de reabilita\u00e7\u00e3o \u00e9 facilitador para o sucesso do mesmo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na fase cr\u00f3nica, o Enfermeiro de Reabilita\u00e7\u00e3o segue os mesmos passos da fase aguda, e elabora um plano de reabilita\u00e7\u00e3o que visa para promover a independ\u00eancia e da autonomia do doente, potenciando as capacidades restantes. Como foi referido pelo Enf.\u00ba Jos\u00e9 Vitor Silva da Unidade de Convalescen\u00e7a do HAJC \u2013 Cantanhede, o envolvimento da fam\u00edlia neste processo \u00e9 essencial. N\u00e3o s\u00f3 para motivar o doente, mas, tamb\u00e9m, para capacitar o prestador de cuidados para satisfazer as necessidades do doente da forma mais adequada, ap\u00f3s a alta. A equipa da Unidade de Convalescen\u00e7a tem em curso dois projetos:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u201cSaber cuidar \u2013 um direito\u201d \u2013 Visa avaliar os ganhos, em aprendizagem de habilidades, dos prestadores de cuidados;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u201cVisita domicili\u00e1ria p\u00f3s-alta\u201d \u2013 Das visitas realizadas, os principais problemas identificados foram fatores ambientais potenciadores do risco de queda, sobrecarga (f\u00edsica e emocional) do prestador de cuidados e conhecimento n\u00e3o demonstrado nas necessidades identificadas. As interven\u00e7\u00f5es de Enfermagem passaram essencialmente por suporte emocional, motiva\u00e7\u00e3o\/elogio ao utente e prestador de cuidados, aconselhamento sobre precau\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a\/aquisi\u00e7\u00e3o de ajudas t\u00e9cnicas\/elimina\u00e7\u00e3o de barreiras arquitet\u00f3nicas e ensino\/instru\u00e7\u00e3o das necessidades identificadas.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">O primeiro dia terminou com a mesa redonda \u201cO Enfermeiro de Reabilita\u00e7\u00e3o: uma mais-valia?\u201d na pediatria, unidade de cuidados intensivos e na \u00e1rea da oncologia mam\u00e1ria.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Enf.\u00aa Paula Pleno, do Hospital Pedi\u00e1trico de Coimbra, falou-nos da sua experi\u00eancia na \u00e1rea da pediatria. Os princ\u00edpios da Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o s\u00e3o id\u00eanticos aos aplicados aos adultos, mas adaptados \u00e0s fases de desenvolvimento da crian\u00e7a. A principal dificuldade com que se depara ser\u00e1 mesmo o r\u00e1pido crescimento e a r\u00e1pida transi\u00e7\u00e3o entre as v\u00e1rias fases de desenvolvimento. As fun\u00e7\u00f5es do Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o em pediatria passam pela preven\u00e7\u00e3o de complica\u00e7\u00f5es, readapta\u00e7\u00e3o funcional e inser\u00e7\u00e3o social. Para uma interven\u00e7\u00e3o de sucesso, o Enfermeiro ter\u00e1 de possuir uma vis\u00e3o global do meio familiar e social que envolve a crian\u00e7a e dever\u00e1 estabelecer com a fam\u00edlia uma parceria de cuidados, funcionando como Enfermeiro de refer\u00eancia para a fam\u00edlia e outras institui\u00e7\u00f5es. As interven\u00e7\u00f5es do Enfermeiro de Reabilita\u00e7\u00e3o ser\u00e3o, ent\u00e3o, n\u00e3o apenas destinadas \u00e0 crian\u00e7a, mas centradas na fam\u00edlia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na sociedade atual, em que h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil e, simultaneamente, um aumento de co-morbilidades e situa\u00e7\u00f5es cr\u00f3nicas, o n\u00famero de crian\u00e7as com necessidades especiais tem aumentado. De momento, n\u00e3o h\u00e1 respostas de apoio suficientes para estas crian\u00e7as. Para superar esta realidade, tenta-se encontrar nos pais parceiros de cuidados e dot\u00e1-los de conhecimentos t\u00e9cnicos para fazer face \u00e0s necessidades dos seus filhos. O Enfermeiro de Reabilita\u00e7\u00e3o em pediatria \u00e9 uma mais-valia neste sentido. Funciona como o profissional de refer\u00eancia, facilitador na acessibilidade aos cuidados de sa\u00fade e com disponibilidade para as crian\u00e7as.<\/p>\n<p align=\"justify\">A trabalhar na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do CHUC \u2013 Hospital Geral, a Enf.\u00aa Helena Rodrigues transmitiu a sua experi\u00eancia como Enfermeira de Reabilita\u00e7\u00e3o nesta unidade. A perman\u00eancia nas UCI\u2019s, pode acarretar:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Efeitos adversos da imobilidade \u2013 f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos \u2013, pela doen\u00e7a cr\u00edtica e\/ou ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica prolongada;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">S\u00edndrome de neuropatia adquirida em UCI, por aumento da sobreviv\u00ean-cia: tetrapar\u00e9sia, desmame ventilat\u00f3rio dif\u00edcil e prolongado\u2026<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">A interven\u00e7\u00e3o do Enfermeiro de Reabilita\u00e7\u00e3o passa essencialmente pela reabilita\u00e7\u00e3o motora e cinesiterapia respirat\u00f3ria. Ap\u00f3s uma avalia\u00e7\u00e3o inicial do doente, ser\u00e1 estabelecido um plano de interven\u00e7\u00e3o, tendo por base uma abordagem multifatorial, uma monitoriza\u00e7\u00e3o adequada para garantir a seguran\u00e7a do doente e sempre um adequado controlo da dor. A mobiliza\u00e7\u00e3o precoce, atrav\u00e9s dos posicionamentos no leito e da reabilita\u00e7\u00e3o motora, tem efeitos positivos nos valores da MIF, levando a diminui\u00e7\u00e3o do tempo de desmame ventilat\u00f3rio e em \u00faltima inst\u00e2ncia, diminui\u00e7\u00e3o do tempo de internamento e aumento da qualidade de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">A exercer fun\u00e7\u00f5es no Instituto Portugu\u00eas de Oncologia do Porto, a Enf.\u00aa Rosa Ascens\u00e3o, falou-nos da sua experi\u00eancia como Enfermeira de Reabilita\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da oncologia mam\u00e1ria. O tratamento da neoplasia mam\u00e1ria pode passar pela cirurgia, radioterapia, hormonoterapia e quimioterapia. A cirurgia \u00e9 a mais utilizada, associada normalmente \u00e0s outras formas de tratamento. A \u00e1rea de interven\u00e7\u00e3o do Enfermeiro de Reabilita\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s a cirurgia, ser\u00e1 atuar na preven\u00e7\u00e3o das principais complica\u00e7\u00f5es que podem ocorrer: altera\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas (ader\u00eancias,\u2026), altera\u00e7\u00f5es posturais (posi\u00e7\u00e3o anti \u00e1lgica), altera\u00e7\u00f5es da imagem corporal, altera\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias, fadiga e astenia, dor relacionada com a inflama\u00e7\u00e3o dos nervos e m\u00fasculos peitorais, altera\u00e7\u00f5es da amplitude de mobiliza\u00e7\u00e3o do membro superior e linfedema. O linfedema \u00e9 uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es dos profissionais de sa\u00fade. Os cuidados com o bra\u00e7o homolateral da cirurgia passam por manter a pele limpa e hidratada, evitar temperaturas elevadas, picadas, avalia\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o arterial, roupas\/adere\u00e7os apertados, usar mala ao ombro, pegar pesos superiores a 2 Kg, n\u00e3o cortar as cut\u00edculas, entre outros. Para al\u00e9m destes cuidados, deve ter uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada (cuidados com o sal), manter o peso ideal, manter o membro em drenagem, sempre que poss\u00edvel e efetuar os exerc\u00edcios de mobiliza\u00e7\u00e3o 3 a 5 vezes ao longo do dia, de prefer\u00eancia em frente ao espelho.<\/p>\n<p align=\"justify\">O momento de confirma\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico d\u00e1 in\u00edcio ao processo de reabilita\u00e7\u00e3o, que \u00e9 feito a n\u00edvel motor, mas tamb\u00e9m a n\u00edvel da autoestima, \u00e1rea fundamental para o sucesso da reabilita\u00e7\u00e3o motora. A reabilita\u00e7\u00e3o deve ser iniciada o mais precoce poss\u00edvel, tendo em vista a recupera\u00e7\u00e3o da mobilidade articular e da for\u00e7a muscular, assim como, a diminui\u00e7\u00e3o da dor.<\/p>\n<p align=\"justify\">O segundo dia do congresso come\u00e7ou com a confer\u00eancia \u201cCriatividade, inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo na reabilita\u00e7\u00e3o\u201d, com o Enf.\u00ba Pedro Parreira, Coordenador do Gabinete de Empreendedorismo da ESEnfC. O Enfermeiro de Reabilita\u00e7\u00e3o possui um conjunto de compet\u00eancias espec\u00edficas, presentes no Regulamento n.\u00ba 125\/2011. A sua \u00e1rea de interven\u00e7\u00e3o implica, muitas vezes, recurso \u00e0 criatividade para proporcionar interven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas que visam melhorar as fun\u00e7\u00f5es residuais, manter ou recuperar a independ\u00eancia nas atividades de vida e minimizar o impacto das incapacidades instaladas. Cabe ao Enfermeiro de Reabilita\u00e7\u00e3o transformar as necessidades dos utentes em valores, pensar global e agir localmente.<\/p>\n<p align=\"justify\">A transforma\u00e7\u00e3o de ideias em projetos exige o estabelecimento de parcerias com outras \u00e1reas de conhecimento, no sentido de conseguir encontrar a solu\u00e7\u00e3o para um problema. Mas para isso \u00e9 necess\u00e1rio correr riscos (de forma calculada), resili\u00eancia, determina\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n<p>A \u00faltima confer\u00eancia do congresso, realizada pelo Dr.\u00ba Avelino Fraga, Urologista no CHP \u2013 Hospital Geral de Santo Ant\u00f3nio, foi relativa \u00e0 \u201cFisiopatologia da elimina\u00e7\u00e3o vesical \u2013 que interven\u00e7\u00f5es?\u201d. A perda involunt\u00e1ria de urina apesar de comum e ao contr\u00e1rio da cren\u00e7a popular, n\u00e3o \u00e9 normal a partir dos 5 anos de idade. A incontin\u00eancia urin\u00e1ria para muitas pessoas, \u00e9 uma fonte de constrangimento e dificuldade social que \u00e9 escondida e deixada sem tratamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">O diagn\u00f3stico da incontin\u00eancia urin\u00e1ria \u00e9 essencialmente cl\u00ednico (hist\u00f3ria cl\u00ednica e exame f\u00edsico). O recurso aos estudos urodin\u00e2micos permite quantificar os sinais e sintomas, estabelecer um progn\u00f3stico, implementar terap\u00eautica orientada e avaliar os resultados dos tratamentos. O estudo urodin\u00e2mico consiste no estudo das press\u00f5es e compartimentos durante o ciclo miccional e, como o pr\u00f3prio nome indica, trata-se de um estudo din\u00e2mico.<\/p>\n<p align=\"justify\">O papel do Enfermeiro de Reabilita\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental em todo este processo, quer na dete\u00e7\u00e3o precoce, na avalia\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o dos estudos urodin\u00e2micos e na reabilita\u00e7\u00e3o (t\u00e9cnicas comportamentais, exerc\u00edcios de fortalecimento da musculatura p\u00e9lvica, electroestimula\u00e7\u00e3o e biofeedback). \u00c9 essencial uma maior explora\u00e7\u00e3o desta \u00e1rea de interven\u00e7\u00e3o, pelos Enfermeiros de Reabilita\u00e7\u00e3o, nomeadamente na realiza\u00e7\u00e3o dos estudos urodin\u00e2micos.<\/p>\n<p align=\"justify\">O congresso terminou com o debate produtivo \u201cPensar Enfermagem. O Enfer-meiro de Reabilita\u00e7\u00e3o em equipa ou na equipa\u201d, que contou com a presen\u00e7a e contributo do Enf.\u00ba Belmiro Rocha (Presidente do Col\u00e9gio da Especialidade de Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o), Enf.\u00ba Carlos Margato (CHUC \u2013 HUC, Coimbra), Enf.\u00ba Carlos Louren\u00e7o (HIP, Aveiro), Enf.\u00aa Filomena Henriques (CHUC \u2013 HUC, Coimbra) e Enf.\u00aa Maria Isabel Ribeiro (APER).<\/p>\n<p align=\"justify\">Paralelamente ao Congresso decorreram os Workshops \u201cA tecnologia na mobi-liza\u00e7\u00e3o das secre\u00e7\u00f5es\u201d, \u201cMassagem desportiva\u201d, \u201cBandas neuromusculares\u201d, \u201cReabili-ta\u00e7\u00e3o cognitiva\u201d, \u201cImobiliza\u00e7\u00f5es funcionais gessadas\u201d e \u201cAvalia\u00e7\u00e3o do volume vesical por ec\u00f3grafo\u201d. Os participantes do Congresso foram ainda brindados com um espa\u00e7o de massagens onde, durante 15 minutos, podiam experimentar os efeitos de uma massagem de relaxamento e com visitas a laborat\u00f3rios de reabilita\u00e7\u00e3o e de AVD \/ apartamento adaptado.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para consulta:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">APER &#8211; <a href=\"http:\/\/aper.com.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/aper.com.pt<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">INR &#8211; <a href=\"http:\/\/www.inr.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.inr.pt<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"left\">OE (Col\u00e9gio da Especialidade de Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o) <a href=\"http:\/\/www.ordemenfermeiros.pt\/colegios\/Paginas\/MCEEReabilitacao.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.ordemenfermeiros.pt\/colegios\/Paginas\/MCEEReabilitacao.aspx<\/a><\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"right\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste momento, existem um n\u00famero crescente de ofertas, na comunidade, para suprimir as necessidades da pessoa dependente.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1584,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[591,540,833,835,834,131],"class_list":["post-1587","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estive-la","tag-autonomia","tag-comunidade","tag-congresso","tag-dependente","tag-funcao","tag-reabilitacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1587","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1587"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1587\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2600,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1587\/revisions\/2600"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1584"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1587"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1587"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1587"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}