{"id":1528,"date":"2012-01-29T18:43:29","date_gmt":"2012-01-29T18:43:29","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/amamentacao-e-sexualidade\/"},"modified":"2021-05-04T09:26:11","modified_gmt":"2021-05-04T09:26:11","slug":"amamentacao-e-sexualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/amamentacao-e-sexualidade\/","title":{"rendered":"Amamenta\u00e7\u00e3o e Sexualidade"},"content":{"rendered":"<p>A sexualidade, como todas as realidades complexas n\u00e3o pode ser definida a partir de um \u00fanico ponto de vista, uma s\u00f3\u00a0ci\u00eancia.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><strong>T\u00edtulo<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">AMAMENTA\u00c7\u00c3O E SEXUALIDADE<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">BREASTFEEDING AND SEXUALITY<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em>Nursing n\u00ba274<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h4><strong>Autor<\/strong><\/h4>\n<p>Ana Margarida Rodrigues Nobre<\/p>\n<p>Enfermeira Especialista em Sa\u00fade Materna e Obstetricia \u2013 Centro Hospitalar Barreiro Montijo \u2013 EPE., Bloco de Partos<\/p>\n<p>Mestre em Sexologia Clinica<\/p>\n<h4><strong>Resumo<\/strong><\/h4>\n<p>Este estudo avaliou a influ\u00eancia da amamenta\u00e7\u00e3o e da n\u00e3o amamenta\u00e7\u00e3o no desejo sexual, satisfa\u00e7\u00e3o sexual e frequ\u00eancia da actividade sexual com coito, no p\u00f3s-parto. Pretendeu-se uma amostra de conveni\u00eancia constitu\u00edda por oitenta pu\u00e9rperas residentes no concelho do Barreiro, prim\u00edparas, sem complica\u00e7\u00f5es p\u00f3s-parto, ap\u00f3s rein\u00edcio da actividade sexual e cujo parto ocorreu no Hospital Nossa Senhora do Ros\u00e1rio. Trata-se de um estudo transversal, a avalia\u00e7\u00e3o foi efectuada 2 meses p\u00f3s-parto. Foi realizada uma entrevista estruturada com trinta quest\u00f5es que contemplaram uma caracteriza\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica e as tr\u00eas vari\u00e1veis acima descritas.Alguns estudos encontram indicadores de altera\u00e7\u00f5es entre as pu\u00e9rperas a n\u00edvel psicofisiol\u00f3gico (satisfa\u00e7\u00e3o sexual, desejo sexual e frequ\u00eancia da actividade sexual com coito). Os resultados obtidos revelaram que as mulheres que amamentam obtiveram um valor m\u00e9dio superior \u00e0s mulheres que n\u00e3o amamentam, para a satisfa\u00e7\u00e3o sexual e para a frequ\u00eancia da actividade sexual com coito e tamb\u00e9m maior frequ\u00eancia na intensidade e prazer do orgasmo. As que n\u00e3o amamentam apresentaram um valor m\u00e9dio superior para a frequ\u00eancia do desejo sexual e uma maior frequ\u00eancia nas componentes de excita\u00e7\u00e3o e desejo sexual. Conclui-se assim que amamentar ou n\u00e3o amamentar influencia a sexualidade das mulheres nesta fase da sua vida.<\/p>\n<p><strong>Palavras-Chave:<\/strong> Amamenta\u00e7\u00e3o; N\u00e3o Amamenta\u00e7\u00e3o; Desejo Sexual; Satisfa\u00e7\u00e3o Sexual; Frequ\u00eancia da actividade sexual com coito.<\/p>\n<p><strong>Abstract:<\/strong><\/p>\n<p>This study evaluated the influence of breastfeeding and not breastfeeding in sexual desire, sexual satisfaction and frequency of sexual activity withintercourse, post-partum. The aim was a convenience sample consisting eighty mothers resident in the district of Barreiro, primiparous, with no complications at birth, after resumption of sexual activity and that delivery occurred at the Hospital Nossa Senhora do Ros\u00e1rio. This is a cross-sectional evaluation and was performed 2 months postpartum. We performed a structured interview with thirty questions that covered a demographics and the three variables described above. Some studies are indicators of changes among the mothers at psychophysiological aspects (sexual satisfaction, sexual desire and frequency of sexual activity with intercourse). The results revealed that women who breastfeed, obtained an average higher than non-breastfeeding women, for sexual satisfaction and frequency of sexual activity with intercourse, and increased frequency on the intensity and pleasure of orgasm. Those who do not breastfeed had a higher average value for the frequency of sexual desire and a higher frequency components of the excitement and sexual desire. It follows that breastfeeding or not breastfeeding influence the sexuality of women at this stage of his life.<\/p>\n<p><strong>Keywords:<\/strong> Breastfeeding; Non-Breastfeeding; Sexual Desire; Sexual Satisfaction; Frequency of Sexual Activity with Intercourse.<\/p>\n<h4><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p>Influ\u00eancia da Amamenta\u00e7\u00e3o no Desejo Sexual, Satisfa\u00e7\u00e3o Sexual e Frequ\u00eancia da Actividade Sexual com Coito no P\u00f3s-parto.<\/p>\n<p>A sexualidade, como todas as realidades complexas n\u00e3o pode ser definida a partir de um \u00fanico ponto de vista, uma s\u00f3\u00a0ci\u00eancia. O que actualmente se sabe \u00e9 o resultado de m\u00faltiplas aproxima\u00e7\u00f5es feitas a partir de diferentes ci\u00eancias. Todo o nosso corpo \u00e9 sexuado nas nossas estruturas e fun\u00e7\u00f5es, desde as mais pequenas estruturas, as c\u00e9lulas, at\u00e9 a nossa figura corporal. Mas n\u00e3o somos s\u00f3 biologicamente sexuados, tamb\u00e9m o nosso psiquismo, toda a nossa organiza\u00e7\u00e3o social e a nossa cultura.<\/p>\n<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (2003), a sexualidade \u00e9\u00a0uma energia que nos motiva para encontrar amor, contacto, ternura e intimidade; ela integra-se no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; \u00e9 ser-se sensual e ao mesmo tempo ser-se sexual. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ac\u00e7\u00f5es e interac\u00e7\u00f5es e, por isso, influencia a nossa sa\u00fade f\u00edsica e mental.Corporalmente a mulher sofreu inumeras modifica\u00e7\u00f5es ap\u00f3s o parto. Com o nascimento da crian\u00e7a o corpo modifica-se, tendo algumas altera\u00e7\u00f5es de auto-imagem (Bancroft, 1989).<\/p>\n<p>A elabora\u00e7\u00e3o do desejo \u00e9\u00a0denominada de erotismo, \u00e9 a riqueza er\u00f3tica que, mais do que qualquer outro patrim\u00f3nio acumulado pelo casal, pode ancorar a rela\u00e7\u00e3o quando sujeita \u00e0s tens\u00f5es, tamb\u00e9m elas intermitentes, provocadas pelo, muitas vezes aparente, fim do amor (Gomes, 2004). Na esp\u00e9cie humana, a actividade sexual n\u00e3o visa especificamente a procria\u00e7\u00e3o; embora a actividade hormonal seja fundamental para reprodu\u00e7\u00e3o, o contacto sexual \u00e9 precedido do desejo e necessita, embora n\u00e3o de forma absoluta, da excita\u00e7\u00e3o e do orgasmo. O desejo sexual \u00e9 a primeira fase da resposta sexual humana, introduzida por Helen Kaplan (1995), complementando assim o modelo de Masters and Jonhnson (1966).<\/p>\n<p>O desejo sexual resulta de um fen\u00f3meno subjectivo, resultado de uma constru\u00e7\u00e3o individual, que passa pelas emo\u00e7\u00f5es, cren\u00e7as, fantasias sexuais, educa\u00e7\u00e3o, cultura e at\u00e9 do meio ambiente em que estamos inseridos. O que provoca o desejo sexual, deriva de factores muito subjectivos, que podem variar na mesma pessoa em momentos diferentes. Podemos desejar algu\u00e9m simplesmente pelo tom de voz, pelo seu vestu\u00e1rio ou pela forma do corpo. O desejo sexual pode ser percebido como uma forma de sensa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas que levam a pessoa a buscar ou sentir-se disposto a ter sexo. Segundo Bancroft (1989) o desejo sexual \u00e9 como a fome, o que experimentamos \u00e9 um desejo ou apetite e \u00e9 uma complexa interac\u00e7\u00e3o entre processos cognitivos, mecanismos neurofisiol\u00f3gicos, prevalecendo os afectos. Figueiredo (2001) refere que a diminui\u00e7\u00e3o do desejo e do prazer sexual e a altera\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es da actividade sexual s\u00e3o mudan\u00e7as que se verificam nas mulheres em geral, ap\u00f3s o parto, sendo ainda um dos aspectos mais afectados quando a depress\u00e3o aparece no seguimento do parto, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 depress\u00e3o que surge noutras alturas da vida da mulher.Colocamos como hip\u00f3tese que nesta fase do ciclo na vida do casal, a diminui\u00e7\u00e3o do desejo n\u00e3o \u00e9 uma patologia mas \u201cum mal entendido\u201d, como afirma Basson (2002), e est\u00e1 provavelmente associada a uma diminui\u00e7\u00e3o de satisfa\u00e7\u00e3o sexual. Tamb\u00e9m MacCarthy (1999) refere a import\u00e2ncia da comunica\u00e7\u00e3o dentro do casal para a satisfa\u00e7\u00e3o sexual e a exist\u00eancia do desejo sexual.<\/p>\n<p>Esperar um filho, em especial o primeiro, \u00e9\u00a0um dos acontecimentos mais importantes da vida da mulher e representa um desafio \u00e0\u00a0sua maturidade e \u00e0\u00a0 estrutura da sua personalidade, \u00e9\u00a0tamb\u00e9m uma oportunidade para o desenvolvimento de novas responsabilidades.<\/p>\n<p>Lowdermilk, Perry &amp; Bobak (2002) referem que muitos casais retomam a actividade sexual antes dos quarenta e cinco dias ap\u00f3s o parto. S\u00e3o necess\u00e1rios cerca de tr\u00eas a seis semanas para que todos os tecidos afectados durante o trabalho de parto cicatrizem, nomeadamente a episiotomia e as lacera\u00e7\u00f5es que tenham ocorrido na vagina e\/ou no per\u00edneo. Para al\u00e9m disso, o deficit de hormonas (estrog\u00e9nio e progesterona) contribui para a insuficiente congest\u00e3o e lubrifica\u00e7\u00e3o vaginal, constituindo assim o que \u00e9 tamb\u00e9m um factor de redu\u00e7\u00e3o de resposta sexual na mulher nesta fase.<\/p>\n<p>O per\u00edodo de tempo que se segue ao parto, durante o qual o \u00fatero retoma o seu tamanho normal, se inicia a lacta\u00e7\u00e3o e a m\u00e3e se restabelece, constitui, por si s\u00f3, um aut\u00eantico teste de sa\u00fade mental \u00e0 m\u00e3e. Nesta ocasi\u00e3o p\u00f5e-se \u00e0 prova a sua capacidade de organiza\u00e7\u00e3o interna e externa. Tendo em conta que neste momento ocorre uma readapta\u00e7\u00e3o biofisiol\u00f3gica, nomeadamente ao n\u00edvel hormonal, paralelamente a uma readapta\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica ao n\u00edvel da imagem do corpo e ao n\u00edvel de pap\u00e9is relacionais, poderemos compreender que se trata de mais um per\u00edodo cr\u00edtico do seu ciclo de vida (Mascoli,1990).<\/p>\n<p>LaMarre, Paterson &amp; Gorzalka (2003), no seu estudo sobre o relacionamento entre a amamenta\u00e7\u00e3o e o funcionamento sexual no p\u00f3s-parto, referem que a fadiga interfere neste per\u00edodo pelo dist\u00farbio do sono relacionado \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o nocturna. Por \u00faltimo, o estudo que mais se aproximou do presente estudo e mais actual foi realizado na Austr\u00e1lia, em 2002, por Dejudicibus e McCabe. A investiga\u00e7\u00e3o parte da premissa que a diminui\u00e7\u00e3o do desejo sexual conduz a menos actividade sexual e a menor satisfa\u00e7\u00e3o sexual assumindo que a associa\u00e7\u00e3o entre o desejo sexual e actividade sexual estava longe de ser linear. O estudo sugere seis factores: desejo, actividade sexual, satisfa\u00e7\u00e3o, ajustamento \u00e0 mudan\u00e7a de papel laboral e maternal (n\u00e3o sendo importante para o presente estudo), satisfa\u00e7\u00e3o conjugal (n\u00e3o sendo relevante para o estudo presente), fadiga, estado de esp\u00edrito, altera\u00e7\u00f5es fisicas e amamenta\u00e7\u00e3o. A dispareunia, o acto de amamentar e a satisfa\u00e7\u00e3o conjugal apareceram neste estudo como importantes predictores do desejo sexual no p\u00f3s parto, sendo que a dispareunia e a satisfa\u00e7\u00e3o conjugal n\u00e3o foram inclu\u00eddas directamente no presente estudo.<\/p>\n<p>A possibilidade de ajudar estas mulheres, como pessoas e como parceiras de uma vida a dois, a reencontrarem uma forma de construir, explorar e experienciar o seu desejo, da sua satisfa\u00e7\u00e3o sexual e da frequ\u00eancia da actividade sexual com coito, capacitando-as para encontrarem uma resposta ao seu sofrer, por um lado, e procurar sensibilizar os profissionais de sa\u00fade envolvidos nos cuidados desta \u00e1rea por outro, fundamentam, igualmente, a utilidade e import\u00e2ncia neste estudo.<\/p>\n<h4><strong>Objectivo Geral<\/strong><\/h4>\n<p>Avaliar a influ\u00eancia da amamenta\u00e7\u00e3o na sexualidade tendo em conta componentes de desejo sexual, satisfa\u00e7\u00e3o sexual e frequ\u00eancia da actividade sexual com coito no p\u00f3s-parto.<\/p>\n<h4><strong>Objectivos Espec\u00edficos<\/strong><\/h4>\n<p>&#8211; Relacionar as vari\u00e1veis s\u00f3cio-demogr\u00e1ficas entre as mulheres que amamentam e que n\u00e3o amamentam, no p\u00f3s-parto.<\/p>\n<p>&#8211; Identificar os factores que influenciam a sexualidade no p\u00f3s-parto nas mulheres que amamentam e que n\u00e3o amamentam, tendo em conta as componentes: satisfa\u00e7\u00e3o sexual, desejo sexual e frequ\u00eancia da actividade sexual com coito.<\/p>\n<p>&#8211; Relacionar o tipo de anticoncep\u00e7\u00e3o com as vari\u00e1veis satisfa\u00e7\u00e3o sexual, desejo sexual e frequ\u00eancia da actividade sexual com coito.<\/p>\n<h4><strong>M\u00e9todo<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Participantes<\/strong><\/p>\n<p>Pretendeu-se uma amostra de conveni\u00eancia, composta por todas as mulheres: prim\u00edparas, sem complica\u00e7\u00f5es p\u00f3s-parto, ap\u00f3s rein\u00edcio da actividade sexual e residentes no concelho do Barreiro, cujo parto ocorreu no Hospital Nossa Senhora do Ros\u00e1rio &#8211; Barreiro E.P.E., em 2005 e 1\u00ba Semestre de 2006, num per\u00edodo de p\u00f3s-parto de dois meses.<\/p>\n<p>A colheita de dados foi efectuada no centro de sa\u00fade de E\u00e7a de Queiroz (Barreiro), e nas consultas externas de Obstetr\u00edcia do Hospital Nossa Senhora do Ros\u00e1rio no Barreiro \u2013 E.P.E.<\/p>\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o das medidas de avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Foi elaborada uma entrevista estruturada composta por Informa\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica, em que engloba: idade; etnia; habilita\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias; profiss\u00e3o; filia\u00e7\u00e3o religiosa; estado civil; se tem um relacionamento actualmente, h\u00e1 quanto tempo est\u00e3o juntos (anos\/meses), casamentos anteriores; se actualmente \u00e9 casada ou tem um relacionamento conjugal avalie at\u00e9 que ponto considera o seu casamento ou relacionamento; que import\u00e2ncia tem a sexualidade na sua vida em geral; a gravidez foi desejada; tipo de Parto; o pai assistiu ao parto; teve complica\u00e7\u00f5es p\u00f3s-parto; fez consulta m\u00e9dica de revis\u00e3o p\u00f3s-parto; como \u00e9 a colabora\u00e7\u00e3o do cuidar do rec\u00e9m-nascido por parte do pai da crian\u00e7a; amamenta; condicionantes f\u00edsicas da amamenta\u00e7\u00e3o; reiniciou a sua vida sexual; com que frequ\u00eancia tem\/teve rela\u00e7\u00f5es ou actividade sexual com o seu parceiro no p\u00f3s-parto; ap\u00f3s o parto, quem \u00e9 que inicia\/iniciou habitualmente a actividade ou rela\u00e7\u00e3o sexual; quando o seu parceiro toma iniciativas sexuais como \u00e9 que costuma responder; nas \u00faltimas quatro semanas, com que frequ\u00eancia se sentiu sexualmente excitada durante a actividade sexual, e como classificaria essa excita\u00e7\u00e3o; at\u00e9 ao segundo m\u00eas de p\u00f3s-parto, sentiu satisfa\u00e7\u00e3o durante a actividade sexual; durante este per\u00edodo, teve dificuldade em atingir o orgasmo (cl\u00edmax); no segundo m\u00eas de p\u00f3s-parto,com que frequ\u00eancia sente desejo sexual? (Esta sensa\u00e7\u00e3o pode incluir querer ter rela\u00e7\u00f5es, planear ter rela\u00e7\u00f5es sexuais, sentimento de frustra\u00e7\u00e3o por n\u00e3o ter a actividade sexual que deseja, etc.); notou alguma mudan\u00e7a de intensidade e prazer no seu orgasmo; utiliza algum m\u00e9todo contraceptivo.<\/p>\n<p><strong>Procedimento<\/strong><\/p>\n<p>Aquando da realiza\u00e7\u00e3o das entrevistas, quer no Hospital ou no Centro de Sa\u00fade, foi tido em conta o espa\u00e7o e o ambiente em que estas decorreram. Tendo em conta a natureza pessoal e \u00edntima destas quest\u00f5es, foram realizadas em gabinete pr\u00f3prio proporcionando espa\u00e7o e privacidade e proximidade entre o entrevistador e o entrevistado. De modo a respeitar os princ\u00edpios \u00e9ticos inerentes a um trabalho desta natureza, as participantes foram informadas do \u00e2mbito da realiza\u00e7\u00e3o desta pesquisa, os seus objectivos, bem como do seu direito de recusar nela participar e da possibilidade de desistir a qualquer momento. Facultamos tamb\u00e9m, antes de cada entrevista, um documento referente ao consentimento informado. \u00c0s participantes foi garantido o anonimato e a confidencialidade da informa\u00e7\u00e3o recolhida, bem como a sua utiliza\u00e7\u00e3o exclusiva para o presente estudo. Foi formalizado o pedido de autoriza\u00e7\u00e3o para a colheita de dados junto do Director Cl\u00ednico do Centro de Saude do Barreiro (Extens\u00e3o E\u00e7a de Queiroz) e Hospital Nossa Senhora do Ros\u00e1rio no Barreiro \u2013 E.P.E e da respectiva comiss\u00e3o de \u00c9tica.<\/p>\n<h4><strong>Resultados<\/strong><\/h4>\n<p>Foi seleccionada uma amostra de conveni\u00eancia, composta por todas as mulheres: prim\u00edparas, sem complica\u00e7\u00f5es p\u00f3s-parto, rein\u00edcio da actividade sexual, cujo parto ocorreu no Hospital Nossa Senhora do Ros\u00e1rio no Barreiro, em 2005 e 1\u00ba Semestre de 2006, num per\u00edodo de dois meses p\u00f3s-parto. Esta amostra foi constitu\u00edda por oitenta pu\u00e9rperas, residentes no Barreiro e no Concelho do Barreiro, com idades compreendidas entre os 17 e os 37 anos, com uma m\u00e9dia de idades 27,09 anos (DP=4,77). Predomina a ra\u00e7a branca (n=65;%=81). Possuem em m\u00e9dia 11,69 anos de escolaridade, sendo que a maioria das pu\u00e9rperas s\u00e3o trabalhadores manuais n\u00e3o especializadas (n=52, %=65,0), seguindo-se as estudantes (n=9, %=11,3) e as ajudantes t\u00e9cnicas (n=7;% =8,8).<\/p>\n<p>A filia\u00e7\u00e3o religiosa com maior relevo foi a cat\u00f3lica (n=68;%=85,0). A rela\u00e7\u00e3o actual durou em m\u00e9dia 5,50 anos (+\/-5 anos), sendo casadas (n=47; %=58,8) e em de uni\u00e3o de facto (n=27;%=33,8). As pu\u00e9rperas consideram que t\u00eam um relacionamento conjugal feliz (n=37; % =46,3) e d\u00e3o muita import\u00e2ncia \u00e0 sua sexualidade (n=52;%=65,0). A maioria das pu\u00e9rperas referiu que a gravidez foi desejada (n=63;%=78,8). Em rela\u00e7\u00e3o ao tipo de parto mais relevante, o parto eut\u00f3cico foi em maior n\u00famero (n=48;%=60,0), relativamente \u00e0s cesarianas (n=29;%=36,3). A colabora\u00e7\u00e3o do pai \u00e9 considerada, por parte das pu\u00e9rperas, muito boa (n=26;%=32,5).<\/p>\n<p>Relativamente aos dados obtidos que avaliam a influ\u00eancia da amamenta\u00e7\u00e3o e n\u00e3o amamenta\u00e7\u00e3o no desejo sexual, satisfa\u00e7\u00e3o sexual e frequ\u00eancia da actividade sexual com coito no p\u00f3s-parto, constatamos que: nas categorias de resposta, da frequ\u00eancia da actividade sexual com coito no p\u00f3s-parto, verificou-se que (n=19;%=23,8) tinham h\u00e1bitos de 3 a 4 vezes por semana, seguindo-se uma vez por dia (n=17;%=21,3). Concomitantemente a este aspecto \u00e9 not\u00f3rio que os dois parceiros tomam concomitantemente iniciativas da actividade sexual (n=47;%=58,8). A mulher responde \u00e0s iniciativas do seu parceiro com prazer (n=34, %=42,5). Foi perguntado \u00e0 pu\u00e9rpera com que frequ\u00eancia se sentiu sexualmente excitada e em m\u00e9dia responderam que foi duas vezes por cada actividade sexual (n=31;%=38,8). Durante a actividade sexual a classifica\u00e7\u00e3o da excita\u00e7\u00e3o, por parte da pu\u00e9rpera, \u00e9 considerada boa (n=28;%=35) e moderada (n=25;%=31,3).<\/p>\n<p>Afere-se, ainda, que as pu\u00e9rperas, quase sempre ou sempre (n=25;%=31,3), sentiram satisfa\u00e7\u00e3o sexual durante a actividade sexual e n\u00e3o apresentaram dificuldade em atingir o orgasmo (n=23;%=28,8). Nomeadamente \u00e0 frequ\u00eacia do desejo sexual (n=32;%=40) analis\u00e1mos que a maioria das pu\u00e9rperas revelou a frequ\u00eancia de 3 a 4 vezes de desejo sexual (n=32;%=40,0).<\/p>\n<p>As pu\u00e9rperas referem que a intensidade e prazer no orgasmo s\u00e3o o mesmo que no passado (n=42; %=52,5).<\/p>\n<p>As pu\u00e9rperas neste estudo iniciam, ao d\u00e9cimo quinto dia, os m\u00e9todos contraceptivos (n=50;%=62,5), sendo a p\u00edlula (n=51;%=63,8) o m\u00e9todo contraceptivo de elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para avaliar se existiam diferen\u00e7as estatisticamente significativas do comportamento sexual entre as mulheres que amamentam e n\u00e3o amamentam no desejo sexual, satisfa\u00e7\u00e3o sexual e frequ\u00eancia da actividade sexual com coito no p\u00f3s-parto, foi utilizado o teste T student (Ver Tabela 1).<\/p>\n<p>N\u00e3o foram encontradas diferen\u00e7as estatisticamente significativas entre os grupos. Verificou-se que a rela\u00e7\u00e3o entre as pu\u00e9rperas que amamentam com a vari\u00e1vel desejo sexual (t (76)=0,631; p&gt;0.05) apresentam tamb\u00e9m maior satisfa\u00e7\u00e3o sexual (t(78)=1,82; p&gt;0.05) durante a actividade sexual. E ainda sentem com maior frequ\u00eancia excita\u00e7\u00e3o sexual com coito (t(78)=0.149; p&gt;0.05), comparativamente \u00e0s que n\u00e3o amamentam.<\/p>\n<p>Para estudar as rela\u00e7\u00f5es entre a amamenta\u00e7\u00e3o, com as seguintes as dimens\u00f5es: a frequ\u00eancia do desejo sexual, a satisfa\u00e7\u00e3o sexual durante a actividade sexual, a frequ\u00eancia da actividade sexual com coito, as iniciativas sexuais, a frequ\u00eancia com que se sentiu sexualmente excitada, a intensidade e prazer no orgasmo e a dificuldade em atingir o orgasmo, foi efectuada uma matriz de correla\u00e7\u00f5es. Determin\u00e1mos que a frequ\u00eancia da actividade sexual com coito se associou positivamente com a frequ\u00eancia do desejo sexual (r=.36;p=.001); As iniciativas sexuais associaram-se positivamente com a satisfa\u00e7\u00e3o sexual (r=.23;p=.04) e a frequ\u00eancia do desejo sexual (r=.27;p=.01) e negativamente com a dificuldade em atingir o orgasmo (r=-.29;p=.02). Com que frequ\u00eancia se sentiu sexualmente excitada associou-se positivamente com dificuldade em atingir o orgasmo (r=.33;p=.008) e negativamente com intensidade em atingir o orgasmo (r=-.29; p=.002). A satisfa\u00e7\u00e3o sexual associa-se positivamente com a frequ\u00eancia do desejo sexual (r=.37;p=.001) e\u00a0 intensidade em atingir o orgasmo(r=.25;p=.02), e associa-se negativamente com a dificuldade em atingir o orgasmo(r=-.41;p=.000). A dificuldade em atingir o orgasmo associou-se negativamente com a frequ\u00eancia do desejo sexual (r=-.33.;p=.003) e com a intensidade e prazer do orgasmo(r=-.36;p=001). A frequ\u00eancia do desejo sexual associou-se positivamente com a intensidade em atingir o orgasmo (r=.34;p=.002) (Ver Tabela 2). Para estudar as rela\u00e7\u00f5es entre a n\u00e3o amamenta\u00e7\u00e3o com as seguintes dimens\u00f5es: a frequ\u00eancia do desejo sexual, a satisfa\u00e7\u00e3o sexual durante a actividade sexual, a frequ\u00eancia da actividade sexual com coito, as iniciativas sexuais, a frequ\u00eancia com que se sentiu sexualmente excitada, a intensidade e prazer no orgasmo e a dificuldade em atingir o orgasmo, foi efectuada uma matriz de correla\u00e7\u00f5es. Constat\u00e1mos que, a Frequ\u00eancia da actividade sexual com coito associou-se positivamente com a frequ\u00eancia se sentiu sexualmente excitada (r=.38;p=.22) e com a frequ\u00eancia do desejo sexual (r=.37;p=.02). Com que frequ\u00eancia se sentiu sexualmente excitada associou-se positivamente com a Intensidade e prazer do orgasmo (r=. 41;p=.01). A satisfa\u00e7\u00e3o sexual associa-se positivamente \u00e0 frequ\u00eancia do desejo sexual (r=.37;p=.02). A dificuldade em atingir o orgasmo associou-se negativamente \u00e0 intensidade e prazer do orgasmo (r=-.37;p=. 02) (Ver Tabela 3).<\/p>\n<p><strong>Outros resultados\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Com n\u00edveis de signific\u00e2ncia superiores a .05 n\u00e3o existe nenhuma rela\u00e7\u00e3o significativa entre o tempo de relacionamento e o desejo, satisfa\u00e7\u00e3o e frequ\u00eancia sexual.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o se registaram rela\u00e7\u00f5es significativas entre a idade e as vari\u00e1veis: frequ\u00eancia, desejo e satisfa\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>N\u00e3o se registaram diferen\u00e7as significativas entre a inicia\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos contraceptivos e a utiliza\u00e7\u00e3o desses mesmos m\u00e9todos.<\/p>\n<h4><strong>Discuss\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Remetendo-nos para o tema, as altera\u00e7\u00f5es nas dimens\u00f5es do funcionamento sexual tendo em conta o desejo sexual, satisfa\u00e7\u00e3o sexual e frequ\u00eancia da actividade sexual com coito, resultados de alguns estudos semelhantes mostraram-se igualmente controversos ao nosso estudo.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o geral dos estudos emp\u00edricos e impress\u00f5es cl\u00ednicas \u00e9 que muitas mulheres em situa\u00e7\u00e3o p\u00f3s-parto continuam a revelar uma diminui\u00e7\u00e3o desejo sexual (Fischman, Rankin, Soeken, &amp; Lenz, 1986; Glazener, 1997; Kumar Brant &amp; Robson, 1981). A perda de desejo sexual por parte da mulher leva, geralmente, a menos actividade sexual e \u00e0 perda de satisfa\u00e7\u00e3o sexual, apesar da associa\u00e7\u00e3o entre estas duas facetas estar longe de linear (Lumley, 1978). Hyde et al. (1996) conclu\u00edram que 84% dos casais revelaram uma reduzida frequ\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es sexuais aos quatro meses p\u00f3s-parto. O prazer da rela\u00e7\u00e3o sexual tende a voltar gradualmente ap\u00f3s o nascimento da crian\u00e7a. Lumley (1978) concluiu que havia um aumento linear na percentagem de mulheres que tinham prazer nas rela\u00e7\u00f5es sexuais depois do nascimento da crian\u00e7a. Similarmente, Kumar et al. (1981) conclu\u00edram que, \u00e0s 12 semanas ap\u00f3s o parto, cerca de dois ter\u00e7os das mulheres acham que o sexo \u00e9 \u201cmelhor\u201d, apesar de 40% se queixarem de algumas dificuldades.<\/p>\n<p>O presente estudo teve como objectivos estudar as rela\u00e7\u00f5es entre desejo, satisfa\u00e7\u00e3o sexual e frequ\u00eancia da actividade sexual com coito no p\u00f3s-parto, tendo em conta as mulheres que n\u00e3o amamentam e as que amamentam e os factores que influenciam o desejo, a satisfa\u00e7\u00e3o sexual com coito concretamente ao fim de dois meses. Averigua-se com a descri\u00e7\u00e3o dos resultados que a m\u00e9dia de idades das pu\u00e9rperas foi de cerca de 28 anos. De acordo com as informa\u00e7\u00f5es mais recentes do Instituto Nacional de Estat\u00edstica (2006), estima-se que a idade m\u00e9dia do nascimento do primeiro filho se situa nos vinte e oito anos, tr\u00eas anos mais tarde do que o padr\u00e3o verificado em 1994. Uma elevada percentagem (81%) das mulheres s\u00e3o de ra\u00e7a branca, em m\u00e9dia possuem 12 anos de escolaridade, s\u00e3o trabalhadoras manuais n\u00e3o especializadas (65%), com 85% de filia\u00e7\u00e3o religiosa cat\u00f3lica. Segundo Figueiredo (2001), em Portugal vigora uma cultura judaico-crist\u00e3, sendo que a religi\u00e3o est\u00e1 impregnada na sexualidade do casal.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia de anos da rela\u00e7\u00e3o actual \u00e9 de cerca de seis anos, concomitantemente a este aspecto \u00e9 not\u00f3rio que 58,8% s\u00e3o casadas e 33, 8% vivem em uni\u00e3o de facto. Byers (1999), afirma que os relacionamentos t\u00eam uma dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 5 anos. Os sugeitos em estudo referem que t\u00eam um relacionamento conjugal feliz (46,3%) e 65% d\u00e3o muita import\u00e3ncia \u00e0 sua sexualidade, referindo que a gravidez foi desejada. Verific\u00e1mos que o desejo e o prazer de ser m\u00e3e continuam como um elemento presente e marcante na viv\u00eancia da sexualidade feminina. Quando estas afirmam elevada import\u00e2ncia \u00e0 sexualidade. Para Figueiredo (2002) a sexualidade deve aceitar n\u00e3o s\u00f3 os moldes da Institui\u00e7\u00e3o familiar, mas as suas consequ\u00eancias relativas ao respeito pela pessoa, enquanto que as rela\u00e7\u00f5es sexuais se inscrevem dentro do \u00abcontrato\u00bb do casamento.<\/p>\n<p>No que concerne ao tipo de parto, o parto eut\u00f3cico foi o tipo de parto mais significativo (60%), num estudo semelhante e numa perspectiva biol\u00f3gica, o tipo de parto (parto eutocico) a que foi sujeita (Signorello, Harlow, Chekos &amp; Repke, 2001) e o medo da dor durante a rela\u00e7\u00e3o sexual (dispareunia) por diminui\u00e7\u00e3o da lubrifica\u00e7\u00e3o vaginal (Kayner &amp; Zagar, 1983), s\u00e3o as principais raz\u00f5es respons\u00e1veis pela diminui\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es sexuais e do prazer obtido e, caso tenha sido sujeita a episiotomia, o medo da dor durante a rela\u00e7\u00e3o pode ser, por si s\u00f3, factor inibidor do desejo (Bancroft, 1989). Ainda de acordo com as pu\u00e9rperas, a colabora\u00e7\u00e3o do pai nos cuidados ao rec\u00e9m-nascido foi considerada muito boa (32, 5%). Indag\u00e1mos que n\u00e3o foram encontradas diferen\u00e7as estatisticamnete significativas entre os grupos de mulheres que amamentam e as mulheres que n\u00e3o amamentam.Verificou-se que as pu\u00e9rperas que amamentam tem mais desejo sexual (t (76)=0,631; p&gt;0.05), apresentam tamb\u00e9m maior satisfa\u00e7\u00e3o sexual ( t(78)=1,82; p&gt;0.05) durante a actividade sexual. Os resultados do nosso estudo v\u00e3o de encontro ao estudo de Alder et al (1986) e sugerem que a possibilidade de que as mulheres que amamentam est\u00e3o mais expostas \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o da perda do interesse sexual do que aquelas que n\u00e3o amamentam. Averigu\u00e1mos, ainda, que a amamenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 associada ao desejo sexual em oposi\u00e7\u00e3o a Masters and Johnson\u2019s (1966). Alguns estudos relataram o aumento do desejo, da satisfa\u00e7\u00e3o sexual, frequ\u00eancia sexual, seis semanas ap\u00f3s o parto (Gokyildiz &amp; Beji, 2005).<\/p>\n<p>As mulheres que amamentam, quando comparadas com as que alimentam a biber\u00e3o, mais facilmente sentem decr\u00e9scimos no funcionamento sexual, especialmente o desejo (LaMarre, Paterson e Gorzalka, 2003; Neves, 2005).<\/p>\n<p>Em oposi\u00e7\u00e3o ao estudo deste trabalho, Robson et al (1981) n\u00e3o reconheceram nenhuma associa\u00e7\u00e3o entre a amamenta\u00e7\u00e3o e a redu\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia da actividade sexual e no prazer sexual.<\/p>\n<p>A amamenta\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0um importante factor de influ\u00eancia na sexualidade p\u00f3s-parto. As mulheres que amamentam (31,3%) referem quase sempre ou sempre satisfa\u00e7\u00e3o sexual comparativamente a 17, 5% que n\u00e3o amamentam. Para De Judicibus e colaboradores (2002), um dos maiores preditores do desejo sexual \u00e9 a amamenta\u00e7\u00e3o. Com que frequ\u00eancia se sentiu sexualmente excitada associou-se positivamente com a Intensidade e prazer do orgasmo (r=.41;p=.01).<\/p>\n<p>Resposta fisiol\u00f3gica comum ao coito e \u00e0\u00a0amamenta\u00e7\u00e3o incluem a erec\u00e7\u00e3o do mamilo, dilata\u00e7\u00e3o venosa mam\u00e1ria, aquecimento da mama e contrac\u00e7\u00f5es uterinas (Newton e Newton, 1967). Ejec\u00e7\u00f5es do leite (esguichando ou gotejando) podem ser causados pela excita\u00e7\u00e3o sexual bem como pela amamenta\u00e7\u00e3o (Hames, 1980; Riordan e Rapp, 1980). As car\u00edcias \u00e0 mama e a estimula\u00e7\u00e3o do mamilo ocorrem na amamenta\u00e7\u00e3o tal como nos preliminares do sexo. No presente estudo foi obtido o resultado para com que se sentiu sexualmente excitada e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pu\u00e9rperas que amamentam, associou-se positivamente com dificuldade em atingir o orgasmo (r=.33;p=.008) e negativamente com intensidade em atingir o orgasmo (r=-.29;p=.002). Comparativamente \u00e0s que n\u00e3o amamentam associou-se positivamente com a intensidade e prazer do orgasmo (r=.41;p=.01). Uma atitude positiva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o tem sido associada ao conforto na sexualidade. Do mesmo modo sentimentos avessos \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o t\u00eam sido associados a uma avers\u00e3o \u00e0 sexualidade (Newton &amp; Newton, 1967). As m\u00e3es que amamentam relataram muitas vezes excita\u00e7\u00e3o sexual durante a fun\u00e7\u00e3o (Master &amp; Johnson, 1966). A excita\u00e7\u00e3o sexual, incluindo o orgasmo, est\u00e3o associados \u00e0 suc\u00e7\u00e3o do beb\u00e9 que tamb\u00e9m foi relatada (LaMarre, Paterson e Gorzalka, 2003). A satisfa\u00e7\u00e3o sexual, no presente estudo, relativamente \u00e0s pu\u00e9rperas que amamentam, associa-se positivamente com a frequ\u00eancia do desejo sexual (r=.37;p=.001), com a intensidade em atingir o orgasmo (r=.25;p=.02) e associa-se negativamente com a dificuldade em atingir o orgasmo (r=-.41;p=.000). Nas pu\u00e9rperas que n\u00e3o amamentaram, a satisfa\u00e7\u00e3o sexual associa-se positivamente \u00e0 frequ\u00eancia do desejo sexual (r=.37;p=.02). Noutros estudos partilham que a rela\u00e7\u00e3o sexual tende a voltar gradualmente ap\u00f3s o parto, oitenta e quatro por cento dos casais relataram uma reduzida frequ\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es sexuais no 4\u00ba m\u00eas p\u00f3s-parto (Hyde, Delamater, Plant, &amp; Bird, 1998). Neste \u00e2mbito aferiram que 33 das mulheres consideraram o sexo \u201cmaioritariamente satisfat\u00f3rio\u201d, enquanto que 40% se queixaram de algumas dificuldades em atingir o orgasmo (Kumar, Brant, &amp; Robson, 1981). No que concerne \u00e0s mulheres que amamentam, ao segundo m\u00eas p\u00f3s-parto, a dificuldade em atingir o orgasmo associou-se negativamente com a frequ\u00eancia do desejo sexual (r=-.33.;p=.003), com a intensidade e prazer do orgasmo (r=-.36;p=001). \u00c0s mulheres que n\u00e3o amamentam associou-se negativamente a intensidade e prazer do orgasmo (r=-.37;p=.02). A an\u00e1lise deste estudo reporta-nos para estudos de resultados em que a excita\u00e7\u00e3o sexual, incluindo o orgasmo, foi \u00e0 suc\u00e7\u00e3o do beb\u00e9 (Heiman, 1963; L\u2019Esperance, 1980; Newton, 1971; Sarlin, 1963; Weichert, 1977; Weisskopf, 1980, Master&amp;Jonhson 1966). Mais frequ\u00eancia do desejo sexual nas mulheres que amamentam, associou-se positivamente com a intensidade e prazer do orgasmo. Algumas mulheres relataram um aumento do erotismo no peito depois da experi\u00eancia da amamenta\u00e7\u00e3o (Riordan &amp; Rapp, 1980). Na n\u00e3o amamenta\u00e7\u00e3o tem um efeito positivo na actividade sexual mas n\u00e3o tem efeitos na resposta sexual ou orgasmo. (Forster et al, 1994).<\/p>\n<h4><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Os resultados deste estudo permitem-nos fundamentar a import\u00e2ncia de fornecer \u00e0\u00a0 mulher e ao casal as informa\u00e7\u00f5es pass\u00edveis de mudan\u00e7a no comportamento e ajuste sexual no p\u00f3s-parto.<\/p>\n<p>Essa informa\u00e7\u00e3o pode ser \u00fatil para evitar receios e medos infundados sobre a rela\u00e7\u00e3o e consequentemente, o emergir de dificuldades que podem prejudicar o bem-estar do casal. \u00c9 de salientar que a rela\u00e7\u00e3o afectivo-sexual \u00e9 modelada por var\u00edaveis como desejo sexual, satisfa\u00e7\u00e3o sexual e actividade sexual com coito. As principais conclus\u00f5es do nosso estudo s\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; Existem diferen\u00e7as significativas na sexualiadade das mulheres ao segundo m\u00eas p\u00f3s-parto;<\/p>\n<p>&#8211; As mulheres que n\u00e3o amamentam t\u00eam uma maior frequ\u00eancia nas componentes de excita\u00e7\u00e3o e desejo sexual;<\/p>\n<p>&#8211; As mulheres que amamentam t\u00eam uma maior frequ\u00eancia nas componentes do desejo, intensidade e prazer do orgasmo;<\/p>\n<p>&#8211; Existem \u00edndices elevados de satisfa\u00e7\u00e3o sexual, desejo sexual e frequ\u00eancia da actividade sexual com coito, relativamente \u00e0s mulheres que amamentam e que n\u00e3o amamentam;<\/p>\n<p>&#8211; Existem \u00edndices mais elevados na componente na intensidade e prazer do orgasmo nas mulheres que amamentam comparativamente \u00e0s mulheres que n\u00e3o amamentam;<\/p>\n<p>Este estudo, pioneiro na tem\u00e1tica em Portugal, \u00e9\u00a0acima de tudo um ponto de partida para responder a estas quest\u00f5es. Considera, portanto, terem atingido os objectivos a que se propuseram.<\/p>\n<p>Gostariamos, ainda, de real\u00e7ar a necessidade de aprofundar estas quest\u00f5es em futuros estudos na \u00e0rea da sexualidade feminina e de incluir a triade familiar (m\u00e3e, pai e filho), tendo em conta que a sexualidade \u00e9 uma area transpessoal em que o parceiro n\u00e3o pode estar dissociado desta realidade.<\/p>\n<p>Concluimos refor\u00e7ando a satisfa\u00e7\u00e3o deste trabalho acad\u00e9mico, bem como o crescimento pessoal que est\u00e1 implicito.<\/p>\n<h4><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h4>\n<p>1 &#8211; Ahlborg, T., Dahl\u00f6f, L. G. &amp; Hahlborg, L. R. M. (2005). Quality of the intimate and sexual relationship in first \u2013 time parents six months after delivery. Journal of Sex Research, 42, 167-174.<\/p>\n<p>2 &#8211; Alder, E. M. (1989). Sexual Behaviour in Pregnancy, after Childbirth and During Breastfeeding. 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Identidade e Intimidade: Um Percurso Hist\u00f3ricos dos Conceitos Psicol\u00f3gicos. An\u00e1lise Psicol\u00f3gica, 4, 727-741.<\/p>\n<p>15 &#8211; Centeno, M.(2005), Puerp\u00e9rio e lacta\u00e7\u00e3o in: Gra\u00e7a, L. M. Medicina Materno-Fetal: Fundamentos e Pr\u00e1tica Cl\u00ednica, Lisboa: Faculdade de Medicina de Lisboa.<\/p>\n<p>16 &#8211; Collins, N. L., Dunkel \u2013 Scheter, C., Lobel, M. &amp; Scrimshaw, S. C.(1993). Social Support in Pregnancy: Psychosocial Correlates of Birth Outcomes and Postpartum Depression. Journal Personal Society Psychology, 65, 1243-1300.<\/p>\n<p>17 &#8211; Colman, L. L. &amp; Colman, A. D. (1991). Gravidez \u2013 A experi\u00eancia Psicol\u00f3gica. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Colibri.<\/p>\n<p>18 &#8211; Correa, M.D. (1994), No\u00e7\u00f5es Pr\u00e1ticas de Obstetr\u00edcia. Belo Horizonte: Coopmed Editora.<\/p>\n<p>19 &#8211; De Judicibus, M. A. &amp; McCabe, M. P.(2002). Psychological Factors and the Sexuality of Pregnant and Postpartum Women. Journal of Sex Research, 39, 94-103.<\/p>\n<p>20 &#8211; Direc\u00e7\u00e3o Geral de Sa\u00fade (2001). Plano Nacional de Luta Contra a Dor. Aprovado por Despacho Ministerial de 26 de Mar\u00e7o de 2001.<\/p>\n<p>21 &#8211; Dixon, M., Booth, N. &amp; Powell, R. (2000). Sex and Relationships Following Childbirth: A First Report From General Practice of 131 Couples. British Journal of General Practice, 50, 223-224.<\/p>\n<p>22 &#8211; Dole, N., Savitz, D. A., Hertz \u2013 Piccioto, I., Siega \u2013 Riz, A. M., McMahon, M. J. &amp; Buekens, P . (2003). Maternal Stress and Preterm Birth. American Journal Epidemiology, 157, 14 -24.<\/p>\n<p>23 &#8211; Falicov, C. J. (1973). Sexual Adjustment During First Pregnancy and Post Partum. American Journal Obstetric Gynecology, 17, 991-1000.<\/p>\n<p>24 &#8211; Figueiredo, B. (2000). Psicopatologia do Desenvolvimento da Maternidade. In: Soares, I. (Ed.). Psicopatologia do Desenvolvimento: Traject\u00f3rias (In) Adaptativas ao Longo da Vida. (347-380). Coimbra: Quarteto Editora.<\/p>\n<p>25 &#8211; Figueiredo, B. (2001). Perturba\u00e7\u00f5es Psicopatol\u00f3gicas do Puerp\u00e9rio. In: Canavarro, M. C. (Ed.). Psicologia da Gravidez e da Maternidade. (161-188). Coimbra: Quarteto Editora.<\/p>\n<p>26 &#8211; Figueiredo, B., Costa, R. &amp; Pacheco, A. (2002). Experi\u00eancia de Parto: Alguns Factores e Consequ\u00eancias Associadas. An\u00e1lise Psicol\u00f3gica, 2, 203-217.<\/p>\n<p>27 &#8211; Gjerdingen, D. K., Froberg, D. G. &amp; Fontaine, P. (1991). The Effects of Social Support on Women\u2019s Health During Pregnancy Labor and Delivery, and the Postpartm Period. Family Medicine, 23, 370-374.<\/p>\n<p>28 &#8211; Gokyildiz S. &amp; Beji N. K. (2005). The effects of Pregnancy on Sexual Life. Sexual Marital Therapy, 31, 201-215.<\/p>\n<p>29- Gomes, R. (2004). A Intimidade Sexual na Intimidade Conjugal. In: Fonseca, L., Soares, C., Vaz, J. M. (Eds). A sexologia: Perspectiva multidisciplinar I (pp.111-127). Coimbra: Quarteto Editora.<\/p>\n<p>30 &#8211; Gurung, R. A. R., Dunkel-Schetter, C., Collins, N.; Rini, C. &amp; Hobel, C. J. ( 2005). Psychosocial Predictors of Prenatal Anxiety. Journal of Social and Clinical Psychology, 24, 497-519.<\/p>\n<p>31 &#8211; Hames, C. T.(1980), Sexual needsband interests of postpartum couples.in: Journal Obstetric Gynaecology Nurse. 309:313.<\/p>\n<p>32 &#8211; Hyde, J. S, Delamater, J.D.,Plant, E.A. e Bird, J.E.(1998), Sexuality\u00a0 During Pregnancy and the Year Postpartum in: The Journal of Family Practice, vol.47, n\u00ba 4 (Oct), 305:308<\/p>\n<p>33 &#8211; Kaplan, B. J. (1986). A Psychobiological Review of Depression During Pregnancy. Psychology of Women Quarterly, 10, 35-48.<\/p>\n<p>34 &#8211; Kaplan, H. S. (1995) \u201cThe sexual desire disorders: Dysfunctional Regulation of sexual motivation\u201d\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 USA, Brunner \/ Mazel.<\/p>\n<p>35 &#8211; Kenny, J. A. (1973). Sexuality of pregnant and breastfeeding women,in: Archives of Sexual Behavior, vol. 2, 215:229.<\/p>\n<p>36 &#8211; Kitzinger, S. (1978). M\u00e3es \u2013 Um Estudo Antropol\u00f3gico da Maternidade. Lisboa: Editorial Presen\u00e7a.<\/p>\n<p>37 &#8211; Kumar, R., Brant, H.A., e Robson, K, M. (1981), Childbearing and maternal sexuality: A prospective survey of 119 primiparae in: Journal of psychosomatic research, vol. 25, 373:383.<\/p>\n<p>38 &#8211; Jessup,D.J. e Powers, D.C.(1987), Lactacion and its effects on sexuality. In: Journal of Pediatrics Perinat. Nutrition vol.1. 43:49.<\/p>\n<p>39 &#8211; LaMarre, A. K., Paterson, L. Q. &amp; Gorzalka, B. B. (2003). Breastfeeding and Postpartum Maternal Sexual Functioning: A Review. Canadian Journal of Human Sexuality, 12, 151-168.<\/p>\n<p>40-Lou, H., Hansen, D., Nordenfolt, M. (1994) Prenatal Stressors of Human Life Affect Fetal Brain Development. Development Medicine Child Neurologic, 36, 826-867.<\/p>\n<p>41- Lowdermilk, D. L., Perry, S. E. &amp; Bobak, I. M. (2002). O cuidado em Enfermagem Materna. Porto Alegre: Artmed Editora.<\/p>\n<p>42- Lumley, J. (1978), Sexual feelings in pregnancy and after childbirth. In: Aust. N. Z. Journal of Obstetric and Gynecology. 18:114.<\/p>\n<p>43- Masters, W. H. &amp; Jonhson, V.E. (1966). As Reac\u00e7\u00f5es Sexuais. Lisboa: Editora Meridiano.<\/p>\n<p>44- Masters, W. H., Jonhson, V. E. &amp; Kolodny, R.C. (1987). La Sexualidade Humana \u2013 La Dimiensi\u00f3n Biol\u00f3gica. Barcelona: Ediciones Grijalbo.<\/p>\n<p>45-M\u2019bailara, K., Swendsen, J., Glatigny \u2013 Dallay, E., Dallay, D., Roux, D., Sutter, A. L., Demotes \u2013 Mainard, J. &amp; Henry, C. (2005). Le Baby Blues: Caract\u00e9risation Clinique e Influence de Variables Psycho \u2013 Sociales. L\u2019 Enc\u00e9phale, 31, 331-336.<\/p>\n<p>46-Meireles, A. &amp; Costa, M. E. (2005). A Experi\u00eancia da Gravidez: O Corpo Gr\u00e1vido, a Rela\u00e7\u00e3o com a M\u00e3e, a Percep\u00e7\u00e3o de Mudan\u00e7a e a Rela\u00e7\u00e3o com o Beb\u00e9. In: Costa. M. E. Psicologia: Dimens\u00f5es da Vincula\u00e7\u00e3o em Diferentes Contextos Relacionais, 2, 75-98. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Colibri.<\/p>\n<p>47-Mendes, M. (1993). Curso de Obst\u00e9trica. Coimbra: Livraria Almedina.<\/p>\n<p>48-Meston, C. M. &amp; Fr\u00f6hlich, P. P. (2000). The Neurobiology of Sexual Function. Archives of General Psychiatriy, 57, 1012-1030.<\/p>\n<p>49-Mulder, E. J., Robles de Medina, P. J., Huizink, A. C., Van der Bergh, B. R., Buitelaar, J. K. &amp; Visser, G. H. (2002). Prenatal Maternal Stress: Effects on Pregnancy and the (unborn) Child. Early Human Development, 70, 3-16.<\/p>\n<p>50-Narciso, I. (2001). Conjugalidades Satisfeitas mas N\u00e3o Perfeitas \u2013 \u00c0 Procura do Padr\u00e3o que Liga. Tese de Doutoramento n\u00e3o publicada, Faculdade de Psicologia e Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o, Lisboa.<\/p>\n<p>51-Neves, J.(2005), Contracep\u00e7\u00e3o no p\u00f3s-parto in: Gra\u00e7a, L. M. , Medicina Materno-Fetal: Fundamentos e Pr\u00e1tica Cl\u00ednica, Lisboa: Faculdade de Medicina de Lisboa.<\/p>\n<p>52-Newton, N., e Newton, M. (1967), Psycologics aspects of lactacion. In: New England Journal of Medicine,vol. 277, 1179:1188.<\/p>\n<p>53-Norbeck, J. S. &amp; Tilden, V. P. (1983). Life Stress, Social Support, and Emotional Disequilibrium in Complications of Pregnancy: A Prospective, Multivariate Study. Journal Health Society Behavior, 24, 30-46.<\/p>\n<p>54-Ornelas, J. (1994). Suporte Social: Origens, Conceitos e \u00c1reas de Investiga\u00e7\u00e3o. An\u00e1lise Psicol\u00f3gica, 2-3, 333-339.<\/p>\n<p>55-O\u2019Hara, M. W. &amp; Gorman, L. L. (2004). Can Postpartum Depression Be Predicted?. Primary Psychiatry, 11, 42-47.<\/p>\n<p>56-O\u2019Hara, M. W. &amp; Swain, A. N. (1996). Rates and Riskof Postpartum Depression \u2013 A Meta Analisys. International Review Psychiatry, 8, 37-54.<\/p>\n<p>57-Papousek, M., &amp; von Hofacker, N. (1998). Persistent Crying in Early Infancy: a Non-Trivial Condition of Risk for the Developing Mother-Infant Relationship. Child Care Health and Development, 24, 395-424.<\/p>\n<p>58-Perkin, M. R., Bland, J. M., Peacock, J. L.\u00a0 &amp; Anderson, H. R. (1993). The Effect of Anxiety and Depression During Pregnancy on Obstetric Complications. British Journal of Obstetr\u00edcia and Gynaecology, 100, 629-662.<\/p>\n<p>59-Regan, P. C. (1999). Hormonal Correlates and Causes of Sexual Desire: A Review. Journal of Human Sexuality, 1, 1-16.<\/p>\n<p>60-Reamy, K.J. e White, S.E. (1987), Sexuality in the puerperium: A review. Archives of Sexual Behavior, Vol. 16, 165:186.<\/p>\n<p>61-Riordan, J.M., e Rapp, E. T. (1980). The sensuousness of breastfeeding. In: Journal Obstetric Gynaecology Nurse.102:109.<\/p>\n<p>62-Santos, P. L. (1993). Reac\u00e7\u00f5es Ansiosas na Gravidez e Comportamento Interactivo das M\u00e3es Durante o Per\u00edodo Neonatal dos Filhos. An\u00e1lise Psicol\u00f3gica, 4, 485-495.<\/p>\n<p>63-Serrano, F. (2005). Gravidez, Parto e Disfun\u00e7\u00e3o Sexual: Artigo de Revis\u00e3o. Arquivo -Maternidade Alfredo da Costa, 3, 27-31.<\/p>\n<p>64-Signorelo, L. B., Harlow, B. L., Chekos, A. K. &amp; Repke, J. T. (2001). Postpartum Sexual Functioning and its Relationship with Perineal Trauma: a Retrospective Cohort of Primiparous Women. Journal of Obstetr\u00edcia and Gynaecology, 184, 881-890.<\/p>\n<p>65-Silva, A. I. &amp; Figueiredo, B. (2005). Sexualidade na gravidez e ap\u00f3s o parto. Psiquiatria Cl\u00ednica, 25, 253-264.<\/p>\n<p>66-Soifer, R. (1992). Psicologia da Gravidez, Parto e Puerp\u00e9rio.6\u00aa Ed. Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas.<\/p>\n<p>67-Spanier, G. B. (1976). Measuring Dyadic Adjustment: New Scales for de Assesing the Quality of Marriage and Similar Dyads. Journal of Marriage and the Family, 38, 15-28.<\/p>\n<p>68-Spok, B. (1991). Preparar os Filhos Para os Novos Tempos. Lisboa: Difus\u00e3o Cultural.<\/p>\n<p>69-Teixeira, J. M. A., Fisk, N. M. &amp; Glover, V. (1999). Association Between Maternal Anxiety in Pregnancy and Increased Uterine Artery Resistence index: Cohort Based Study. Behaviour Medicine Journal, 318, 153-209.<\/p>\n<p>70-Wurmser, H., Laubereau, B., Hermann, M., Papousek, M. &amp; Kries, R. (2001). Excessive infant crying: Often not confined to the 3 months of age. Early Human Development, 64, 1-6.<\/p>\n<p>71-Vasconcelos, M. (2006). M\u00e3e Depois dos Trinta. Saber Viver, 76, 42-48.<\/p>\n<p>72-Von Sydow, K. (1999). Sexuality hafter childbirth: A metacontent analysis of 59 studies. Journal of\u00a0 Psychosomatic Research, 47, 21-29.<\/p>\n<p>73-Xu, X. Y., Yao, Z. V., Wang, H. Y., Zhou, Q., Zhang, L. V. (2003). Women\u2019s Postpartum Sexuality and Delivery Types. (Resumo). Zhonghua Fu Chan Ke Za Zhi, 38, 219-222.<\/p>\n<p>74-Ziegel, E. E. &amp; Cranley, M. S. (1986). Enfermagem Obst\u00e9trica. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan.<\/p>\n<h4><strong>Anexos<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tabela 1<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Amamenta\u00e7\u00e3o e N\u00e3o amamenta\u00e7\u00e3o, Frequ\u00eancia do Desejo Sexual, Satisfa\u00e7\u00e3o sexual, Frequ\u00eancia da Actividade sexual.<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"4\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td rowspan=\"2\"><\/td>\n<td colspan=\"2\">Amamenta (44)<\/td>\n<td colspan=\"3\">N\u00e3o Amamenta (36)<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>M<\/td>\n<td>DP<\/td>\n<td>M<\/td>\n<td>DP<\/td>\n<td>t<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Frequ\u00eancia do Desejo Sexual<\/td>\n<td>3,59<\/td>\n<td>1,68<\/td>\n<td>3,41<\/td>\n<td>1,65<\/td>\n<td>0,47<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Satisfa\u00e7\u00e3o Sexual<\/td>\n<td>3,64<\/td>\n<td>1,22<\/td>\n<td>3,33<\/td>\n<td>1,265<\/td>\n<td>1,08<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Frequ\u00eancia da actividade sexual com coito<\/td>\n<td>3,59<\/td>\n<td>1,40<\/td>\n<td>3,41<\/td>\n<td>1,64<\/td>\n<td>0,25<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tabela 2<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Associa\u00e7\u00f5es entre a\u00a0 amamenta\u00e7\u00e3o; e as dimens\u00f5es das matrizes abaixo estudadas\n<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"4\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td><\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>2<\/td>\n<td>3<\/td>\n<td>4<\/td>\n<td>5<\/td>\n<td>6<\/td>\n<td>7<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>1 Frequ\u00eancia da actividade sexual com coito<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"19\">2 Iniciativas sexuais como costuma responder<\/td>\n<td>.08<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"42\">3 Com que frequ\u00eancia sentiu sexualmente excitada<\/td>\n<td>.21<\/td>\n<td>.14<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>4 Satisfa\u00e7\u00e3o Sexual<\/td>\n<td>.20<\/td>\n<td>.23*<\/td>\n<td>.18<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"39\">5 Dificuldade em atingir o orgasmo<\/td>\n<td>-.11<\/td>\n<td>-.25*<\/td>\n<td>-.29**<\/td>\n<td>-.41**<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"34\">6 Frequ\u00eancia do Desejo Sexual<\/td>\n<td>.36**<\/td>\n<td>.27*<\/td>\n<td>.19<\/td>\n<td>.37**<\/td>\n<td>-.33**<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"42\">7 Intensidade e prazer do orgasmo<\/td>\n<td>.16<\/td>\n<td>.06<\/td>\n<td>.33**<\/td>\n<td>.25*<\/td>\n<td>-.36**<\/td>\n<td>.34**<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><sup>*<\/sup> p &lt;.05; ** p &lt;.001<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tabela 3<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Associa\u00e7\u00f5es entre a n\u00e3o amamenta\u00e7\u00e3o; e as dimens\u00f5es das matrizes abaixo estudadas<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"4\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td><\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>2<\/td>\n<td>3<\/td>\n<td>4<\/td>\n<td>5<\/td>\n<td>6<\/td>\n<td>7<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"34\">1 Frequ\u00eancia da actividade sexual com coito<\/td>\n<td height=\"34\">&#8211;<\/td>\n<td height=\"34\"><\/td>\n<td height=\"34\"><\/td>\n<td height=\"34\"><\/td>\n<td height=\"34\"><\/td>\n<td height=\"34\"><\/td>\n<td height=\"34\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"33\">2 Iniciativas sexuais como costuma responder<\/td>\n<td>.07<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"42\">3 Com que frequ\u00eancia sentiu sexualmente excitada<\/td>\n<td>.38*<\/td>\n<td>.00<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>4\u00a0 Satisfa\u00e7\u00e3o Sexual<\/td>\n<td>.26<\/td>\n<td>.04<\/td>\n<td>.23<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>5\u00a0 Dificuldade em atingir o orgasmo<\/td>\n<td>-.32<\/td>\n<td>.17<\/td>\n<td>-.07<\/td>\n<td>-.31<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"37\">6 Frequ\u00eancia do Desejo Sexual<\/td>\n<td>.37*<\/td>\n<td>.19<\/td>\n<td>.13<\/td>\n<td>.37*<\/td>\n<td>-.22<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"36\">7 Intensidade e prazer do orgasmo<\/td>\n<td>.25<\/td>\n<td>.07<\/td>\n<td>.41*<\/td>\n<td>.26<\/td>\n<td>-.37*<\/td>\n<td>.30<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><sup>*<\/sup> p &lt;.05; ** p &lt;001<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sexualidade, como todas as realidades complexas n\u00e3o pode ser definida a partir de um \u00fanico ponto de vista, uma s\u00f3\u00a0ci\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[331,795,452,720,794],"class_list":["post-1528","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nursing","tag-amamentacao","tag-coito","tag-desejo-sexual","tag-posparto","tag-satisfacao-sexual"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1528","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1528"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1528\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2722,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1528\/revisions\/2722"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1528"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1528"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1528"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}