{"id":1511,"date":"2011-07-12T10:50:40","date_gmt":"2011-07-12T10:50:40","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/soroterapia-endovenosa-em-adultos-vitimas-de-trauma-quando-quanto-o-que-e-como\/"},"modified":"2021-04-28T15:39:29","modified_gmt":"2021-04-28T15:39:29","slug":"soroterapia-endovenosa-em-adultos-vitimas-de-trauma-quando-quanto-o-que-e-como","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/soroterapia-endovenosa-em-adultos-vitimas-de-trauma-quando-quanto-o-que-e-como\/","title":{"rendered":"Soroterapia Endovenosa em adultos v\u00edtimas de trauma: quando, quanto, o qu\u00ea e como?"},"content":{"rendered":"<p>As v\u00edtimas de trauma penetrante do t\u00f3rax beneficiariam mais de um transporte r\u00e1pido para o hospital, do que iniciar a administra\u00e7\u00e3o de qualquer soro em contexto pr\u00e9-hospitalar.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div>\n<h4 align=\"justify\"><strong>Autoria:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Jorge Miguel Bai\u00e3o Pereira<\/p>\n<p align=\"justify\">Enfermeiro de Cuidados Gerais no Hospital Jos\u00e9 Joaquim Fernandes, Beja<\/p>\n<p align=\"justify\">Ex-Provedor do Estudante do Instituto Polit\u00e9cnico de Beja<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Resumo:<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Durante a segunda metade do s\u00e9culo XX, generalizou-se a ideia junto aos profissionais de sa\u00fade, que as v\u00edtimas de trauma deveriam beneficiar de uma interven\u00e7\u00e3o pr\u00e9-hospitalar em que fosse assegurada a infus\u00e3o vigorosa de soros. Contudo, estudos recentes v\u00eam demonstrar que a administra\u00e7\u00e3o indiscriminada de soros neste tipo de doentes pode, em alguns casos, contribuir para aumentar a mortalidade. Com base nestas evid\u00eancias, uma \u201cnova era\u201d tem agora lugar, embora esteja ainda pouco divulgada junto dos principais agentes do pr\u00e9-hospitalar.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Abstract:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">During the second half of the twentieth century, the idea widespread among health professionals, was the trauma victims should benefit from a pre-hospital intervention care in which vigorous fluid infusion is ensured. However, recent studies show that the indiscriminated administration of fluid therapy in these patients may, in some cases, contribute to increase the mortality. Based on this evidence, a &#8220;new era&#8221; takes place now, though there is still little knowledge about that, among key actors of pre-hospital care.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Reanima\u00e7\u00e3o hipovol\u00e9mica; trauma fechado; trauma aberto; traumatismo craniano; Press\u00e3o arterial sist\u00f3lica (PAS).<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Keywords:<\/strong> Hypovolemic resuscitation; Blunt trauma; Penetrating trauma; head trauma; Systolic blood pressure (SBP).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Metodologia:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Teve-se por base um livro de refer\u00eancia na \u00e1rea da abordagem \u00e0 pessoa adulta v\u00edtima de trauma, o qual foca a tem\u00e1tica da soroterapia endovenosa atrav\u00e9s da an\u00e1lise de resultados de in\u00fameros estudos. Para al\u00e9m disso, consultaram-se ainda alguns artigos e guidelines nacionais e internacionais, no sentido de refor\u00e7ar e alargar as conclus\u00f5es apresentadas pelos autores.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Desenvolvimento e Resultados:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">De uma forma muito simplista, as situa\u00e7\u00f5es em que os profissionais de emerg\u00eancia pr\u00e9-hospitalar s\u00e3o chamados a intervir podem ser classificadas em duas categorias distintas, nomeadamente a assist\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas de patologia m\u00e9dica e a assist\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas de trauma. O presente artigo ir\u00e1 debru\u00e7ar-se apenas sobre as v\u00edtimas de trauma, tendo como ponto de partida que neste tipo de v\u00edtimas o principal objectivo da interven\u00e7\u00e3o dos profissionais \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o da hip\u00f3xia, da hipercapnia, da hipovol\u00e9mia e da acidose e simultaneamente a promo\u00e7\u00e3o de um transporte r\u00e1pido para o hospital, onde a v\u00edtima poder\u00e1 beneficiar do tratamento definitivo, muitas vezes conseguido apenas atrav\u00e9s de cirurgia. (Soreide &amp; Grande, 2001) Por este motivo, segundo os mesmos autores, as decis\u00f5es tomadas sobre as interven\u00e7\u00f5es a realizar na cena<sup>1<\/sup>, devem sempre ser pesadas tendo em conta a sua real necessidade no momento e o tempo que consomem, no sentido de n\u00e3o atrasarem a chegada da v\u00edtima \u00e0s \u201cm\u00e3os\u201d do cirurgi\u00e3o. O que difere portanto o atendimento \u00e0s v\u00edtimas de trauma do atendimento \u00e0s v\u00edtimas de patologia m\u00e9dica, \u00e9 que segundo Barnett (2003), nas primeiras n\u00e3o se pode saber com rigor se a hemorragia est\u00e1 ou n\u00e3o controlada, enquanto que nas segundas esta quest\u00e3o n\u00e3o se coloca e os meios t\u00e9cnicos, mat\u00e9rias e tecnol\u00f3gicos dispon\u00edveis nos meios de emerg\u00eancia, permitem realizar procedimentos com igual \u201calcance\u201d aos praticados a n\u00edvel hospitalar, pelo que o tempo em cena pode e deve ser estendido at\u00e9 a v\u00edtima estabilizar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Soreide e Grande (2001), apresentam resultados de v\u00e1rios estudos que demonstram que cerca de 25% das mortes por trauma ocorrem antes da v\u00edtima chegar ao hospital e que, em alguns pa\u00edses, 25% a 40% das mortes em politraumatizados podiam ser evitadas atrav\u00e9s de uma melhor performance dos profissionais de emerg\u00eancia pr\u00e9-hospitalar. Estes n\u00fameros v\u00eam evidenciar que existe sempre \u201cespa\u00e7o\u201d para que se continue a trabalhar, no sentido de garantir uma melhoria cont\u00ednua da interven\u00e7\u00e3o destes profissionais e, assim, contribuir para diminuir a taxa de mortalidade nesta popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 precisamente com esta motiva\u00e7\u00e3o, que alguns autores e investigadores t\u00eam vindo a p\u00f4r em causa uma pr\u00e1tica que nas \u00faltimas d\u00e9cadas tem sido largamente divulgada e executada por estes profissionais, mais concretamente a administra\u00e7\u00e3o vigorosa de soros em v\u00edtimas de trauma, que apresentam sintomas de sangramento interno e\/ou choque hemorr\u00e1gico. Soreide e Grande (2001) explicam que o racioc\u00ednio que suporta esta pr\u00e1tica \u00e9, em certa medida, l\u00f3gico, uma vez que o objectivo passa por manter a perfus\u00e3o dos tecidos atrav\u00e9s de uma compensa\u00e7\u00e3o da vol\u00e9mia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s perdas hem\u00e1ticas causadas pelo trauma. Contudo, os mesmos autores, baseando-se num estudo de Bickell, conclu\u00edram que as v\u00edtimas de trauma penetrante do t\u00f3rax beneficiariam mais de um transporte r\u00e1pido para o hospital, do que iniciar a administra\u00e7\u00e3o de qualquer soro em contexto pr\u00e9-hospitalar. Tamb\u00e9m Barnett (2003), reportando-se a um estudo realizado em 598 v\u00edtimas de trauma penetrante no Reino Unido, concluiu que o grupo de indiv\u00edduos que recebeu soros obteve uma taxa de sobreviv\u00eancia de 62%, enquanto que no grupo de v\u00edtimas que foi transportado rapidamente para o hospital e n\u00e3o beneficiou de qualquer soro, a taxa foi de 70%.<\/p>\n<p align=\"justify\">No sentido de esclarecer estas conclus\u00f5es, que se apresentaram contradit\u00f3rias ao racioc\u00ednio aparentemente l\u00f3gico subjacente ao princ\u00edpio da infus\u00e3o vigorosa de soros, Dretzke, Sandercock, Bayliss e Burls (2004), basearam-se numa experi\u00eancia realizada em 1980 em animas e conclu\u00edram que embora possa haver uma resposta positiva transit\u00f3ria dos valores de press\u00e3o arterial sist\u00f3lica, os mesmos voltam a baixar quando existe hemorragia interna n\u00e3o controlada. Para Revell, Greaves e Porter (2003), a explica\u00e7\u00e3o \u00e9 simples, embora ultrapasse em complexidade o racioc\u00ednio exposto anteriormente pelos defensores da administra\u00e7\u00e3o liberal de soros. Desta feita, os mesmos afirmam que ao administrar grandes quantidades de soros, estar-se-\u00e1 a contribuir para aumentar o fluxo sangu\u00edneo e transitoriamente a press\u00e3o arterial e para diminuir a viscosidade sangu\u00ednea, provocando a dilui\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o dos co\u00e1gulos j\u00e1 formados e aderentes aos tecidos lesados por onde ocorrem as perdas hem\u00e1ticas. Quer isto dizer, que a administra\u00e7\u00e3o vigorosa de soros (ainda defendida em muitos manuais da especialidade) ir\u00e1 ter um efeito delet\u00e9rio sobre o processo de coagula\u00e7\u00e3o (coagulopatia iatrog\u00e9nica) e impedir a ac\u00e7\u00e3o do efeito protector da hipotens\u00e3o resultante da hemorragia, que iria tamb\u00e9m contribuir para a coagula\u00e7\u00e3o. Todos estes acontecimentos culminam inevitavelmente num consequente aumento do sangramento e numa acelera\u00e7\u00e3o do processo de choque hemorr\u00e1gico.<\/p>\n<p align=\"justify\">Deste modo, Soreide e Grande (2001), bem como os restantes autores supracitados, apontam uma perspectiva bem mais completa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 administra\u00e7\u00e3o de soros \u00e0s v\u00edtimas de trauma, defendendo que a decis\u00e3o de infundir soros dever\u00e1 ter em conta n\u00e3o s\u00f3 a necessidade de garantir a perfus\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os vitais, como tamb\u00e9m de prevenir o aumento das perdas hem\u00e1ticas. A este princ\u00edpio d\u00e1-se o nome de: &#8211; Reanima\u00e7\u00e3o hipovol\u00e9mica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para al\u00e9m desta justifica\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m a necessidade permanente de transportar urgentemente a v\u00edtima para o hospital onde receber\u00e1 o tratamento definitivo (cirurgia), acaba por constituir raz\u00e3o para n\u00e3o se perder tempo na cena a tentar cateterizar um acesso venoso, pelo que este procedimento, a demonstrar ser necess\u00e1rio para a v\u00edtima, dever\u00e1 ser realizado durante o transporte. Soreide e Grande (2001), acrescentam que no seio da comunidade cient\u00edfica da \u00e1rea do pr\u00e9-hospitalar, est\u00e1 postulado que \u00e9 errado tratar uma v\u00edtima com hemorragia apenas atrav\u00e9s da administra\u00e7\u00e3o de soros, sem se equacionar o controlo da perda, que ali\u00e1s deve constituir sempre que poss\u00edvel a primeira interven\u00e7\u00e3o. Solomonov, Hirsh, Yahiya e Krausz (2000), refor\u00e7am este racioc\u00ednio ao afirmar que a estabilidade hemodin\u00e2mica n\u00e3o vai depender de uma administra\u00e7\u00e3o agressiva de soros, mas sim da severidade da les\u00e3o e da velocidade da perda, da\u00ed a import\u00e2ncia do seu controlo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Acerca do princ\u00edpio da reanima\u00e7\u00e3o hipovol\u00e9mica, \u00e9 preciso ter presente que apesar de na maioria dos casos o mesmo poder ser aplicado de forma linear, o profissional dever\u00e1 ter em conta as caracter\u00edsticas dos diferentes tipos de trauma. Soreide e Grande (2001) e Pepe, Mosesso e Flak (2002), explicam que enquanto no trauma penetrante a les\u00e3o acaba por estar confinada a n\u00edvel anat\u00f3mico, no trauma fechado (tor\u00e1cico e\/ou abdominal) as les\u00f5es anat\u00f3micas causadas por movimentos de acelera\u00e7\u00e3o e desacelera\u00e7\u00e3o acabam por envolver com maior frequ\u00eancia v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os e tecidos. Quer isto dizer que as perdas sangu\u00edneas podem ser elevadas quer no trauma penetrante, se envolverem o t\u00f3rax ou o abd\u00f3men e no seu trajecto lesarem um vaso de grande calibre ou um \u00f3rg\u00e3o, quer no trauma fechado, em que as perdas circulat\u00f3rias acontecem por hemorragia interna e pela desloca\u00e7\u00e3o de flu\u00eddos para o terceiro espa\u00e7o. Por outro lado, nas v\u00edtimas que sofrem traumatismo craniano ocorre um consequente aumento da press\u00e3o intracraniana pelo edema dos tecidos e pela ruptura de vasos, press\u00e3o essa que acaba por dificultar a perfus\u00e3o cerebral, pela oposi\u00e7\u00e3o que gera em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 press\u00e3o arterial m\u00e9dia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Deste modo, tanto os autores supracitados como o Comit\u00ea do PHTLS (2007), conclu\u00edram que conforme o tipo de trauma apresentado pela v\u00edtima, assim dever\u00e1 ser tra\u00e7ado um objectivo referente ao valor da press\u00e3o arterial sist\u00f3lica ou da press\u00e3o arterial m\u00e9dia a atingir ou manter. Atrav\u00e9s deste grau de personaliza\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es que caracterizam as novas guidelines de abordagem \u00e0 v\u00edtima traumatizada\/ politraumatizada, est\u00e1 a aplicar-se o princ\u00edpio da reanima\u00e7\u00e3o hipovol\u00e9mica que, por um lado, permite diminuir o sangramento e, por outro, manter o suprimento dos \u00f3rg\u00e3os vitais, nomeadamente do c\u00e9rebro, sendo para isso necess\u00e1ria uma press\u00e3o arterial m\u00e9dia m\u00ednima de 60 mmHg (quando n\u00e3o existe traumatismo craniano).<\/p>\n<p align=\"justify\">Em fun\u00e7\u00e3o de cada tipo de trauma e da sua localiza\u00e7\u00e3o, preconizam-se a manuten\u00e7\u00e3o dos seguintes valores de press\u00e3o arterial sist\u00f3lica e m\u00e9dia:<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Traumatismo craniano isolado \u2013 press\u00e3o arterial sist\u00f3lica \u2265 120 mmHg ou press\u00e3o arterial m\u00e9dia \u2265 90 mmHg;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Trauma penetrante ou fechado associado a traumatismo craniano &#8211; press\u00e3o arterial sist\u00f3lica \u2265 110 mmHg ou press\u00e3o arterial m\u00e9dia \u2265 90 mmHg;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Trauma fechado (tor\u00e1cico e\/ ou abdominal) \u2013\u00a0press\u00e3o arterial sist\u00f3lica \u2265\u00a090 mmHg;<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Trauma penetrante (tor\u00e1cico e\/ ou abdominal) \u2013\u00a0press\u00e3o arterial sist\u00f3lica \u2265\u00a070 mmHg.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Atrav\u00e9s desta s\u00edntese, \u00e9\u00a0poss\u00edvel compreender que \u00e9 nas v\u00edtimas de traumatismo craniano que existe a necessidade de assegurar valores mais elevados de press\u00e3o arterial sist\u00f3lica, por vezes em detrimento da poss\u00edvel exacerba\u00e7\u00e3o de perdas hem\u00e1ticas em outras regi\u00f5es anat\u00f3micas. Esta situa\u00e7\u00e3o pode ocorrer nomeadamente quanto o traumatismo craniano n\u00e3o acontece de forma isolada, mas sim associado a trauma penetrante (situa\u00e7\u00e3o mais delicada, uma vez que neste tipo de trauma a press\u00e3o arterial sist\u00f3lica deve ser mantida baixa) ou a trauma fechado (70% dos traumas fechados ocorrem com traumatismo craniano associado, mas aqui o risco de sangramento \u00e9 substancialmente menor). A preocupa\u00e7\u00e3o em manter a press\u00e3o arterial sist\u00f3lica acima de 120 mmHg nestas v\u00edtimas, prende-se com a explica\u00e7\u00e3o apresentada anteriormente em rela\u00e7\u00e3o ao aumento da press\u00e3o intracraniana e ainda ao facto do c\u00e9rebro ser o \u00f3rg\u00e3o que mais rapidamente sofre consequ\u00eancias graves relacionadas com a hipoperfus\u00e3o. Soreide e Grande (2001) ilustram este facto, ao afirmar que nas v\u00edtimas com traumatismo craniano e que apresentam concomitantemente valores tensionais baixos durante a fase de assist\u00eancia pr\u00e9-hospitalar, o risco de mau progn\u00f3stico \u00e9 15 vezes superior.<\/p>\n<p align=\"justify\">Embora estas guidelines apontem para a necessidade de administrar soros no sentido de manter a press\u00e3o arterial dentro dos valores definidos, importa n\u00e3o esquecer que o transporte urgente da v\u00edtima para o hospital onde esta receber\u00e1 o tratamento definitivo, continua a ser a principal medida a adoptar. Deste modo, o t\u00e9cnico de emerg\u00eancia pr\u00e9-hospitalar dever\u00e1 aproveitar o tempo de transporte da v\u00edtima no meio de emerg\u00eancia, para cateterizar um acesso venoso e iniciar a administra\u00e7\u00e3o de soros, sempre que se comprove necess\u00e1rio em fun\u00e7\u00e3o dos valores tensionais. Contudo, existem excep\u00e7\u00f5es em que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel realizar um transporte r\u00e1pido, nomeadamente nos casos em que a v\u00edtima se encontra encarcerada (normalmente associado a trauma fechado). Nestes casos a v\u00edtima dever\u00e1 beneficiar de soros ainda na cena do acidente, enquanto s\u00e3o criadas as condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a para a sua extrac\u00e7\u00e3o. (Soreide &amp; Grande, 2001)<\/p>\n<p align=\"justify\">Importa alertar tamb\u00e9m para dois tipos de situa\u00e7\u00f5es \u201cextremas\u201d, relacionadas com as v\u00edtimas de trauma penetrante e que podem ocorrer quando se seguem estas guidelines. Segundo Pepe, Mosesso e Flak (2002), nas v\u00edtimas que apresentem press\u00e3o arterial sist\u00f3lica superior a 70 mmHg durante toda a assist\u00eancia pr\u00e9-hospitalar, pode acontecer que o profissional realize a opera\u00e7\u00e3o abstendo-se de administrar qualquer soro. Por outro lado, no caso da v\u00edtima apresentar valores de press\u00e3o arterial sist\u00f3lica inferiores a 70 mmHg, o profissional poder\u00e1 ter de administrar v\u00e1rios b\u00f3lus de soro de forma vigorosa durante o transporte (apesar de se tratar de uma v\u00edtima com trauma penetrante e por isso deter maior risco de sangramento).<\/p>\n<p align=\"justify\">Apesar das guidelines parecerem simples de implementar, os profissionais de emerg\u00eancia pr\u00e9-hospitalar sabem, melhor que ningu\u00e9m, que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil quer na cena, quer durante o transporte, obter os valores de press\u00e3o arterial da v\u00edtima. Muitos s\u00e3o os factores que dificultam essa avalia\u00e7\u00e3o, entre eles o barulho causado pelas pessoas e pelo meio de socorro, a falta de luminosidade, a dificuldade de acesso \u00e0 v\u00edtima, a mobiliza\u00e7\u00e3o\/ vibra\u00e7\u00e3o constante da mesma durante o transporte ou at\u00e9, em alguns casos, a impossibilidade de utilizar o material necess\u00e1rio. Embora a avalia\u00e7\u00e3o convencional da press\u00e3o arterial seja o m\u00e9todo que permite obter valores mais objectivos, Soreide e Grande (2001) descrevem um m\u00e9todo alternativo que permite ultrapassar as situa\u00e7\u00f5es descritas acima. Estes autores afirmam que atrav\u00e9s da palpa\u00e7\u00e3o dos pulsos radial e carot\u00eddeo, \u00e9 poss\u00edvel retirar ila\u00e7\u00f5es acerca do valor aproximado da press\u00e3o arterial sist\u00f3lica. Desta feita, quando o profissional consegue palpar o pulso carot\u00eddeo da v\u00edtima, significa que a sua press\u00e3o arterial sist\u00f3lica se encontra no m\u00ednimo a 60 mmHg. Por outro lado, quando o pulso radial tamb\u00e9m est\u00e1 presente, significa que a press\u00e3o arterial sist\u00f3lica se encontra no m\u00ednimo a 90 mmHg.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tendo em conta este m\u00e9todo, Barnett (2003) explica que \u00e9 poss\u00edvel conjuga-lo com as guidelines supracitadas, baseadas no princ\u00edpio da reanima\u00e7\u00e3o hipovol\u00e9mica. Assim sendo, o profissional deve abster-se de administrar soros se for poss\u00edvel palpar o pulso radial em v\u00edtimas de trauma fechado sem associa\u00e7\u00e3o com traumatismo craniano, ou se o pulso carot\u00eddeo estiver presente em v\u00edtimas de trauma penetrante. Na eventualidade de n\u00e3o ser poss\u00edvel palpar o pulso carot\u00eddeo da v\u00edtima, a administra\u00e7\u00e3o de b\u00f3lus de soro deve ser vigorosa e repetida at\u00e9 se conseguir palpar novamente o pulso. Importa n\u00e3o esquecer tamb\u00e9m que perante esta aus\u00eancia de pulso central (se correctamente avaliado), a v\u00edtima apresentar\u00e1 simultaneamente paragem respirat\u00f3ria e ser\u00e1 necess\u00e1rio iniciar manobras de suporte b\u00e1sico e avan\u00e7ado de vida, contemplando compress\u00f5es tor\u00e1cicas e ventila\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para Soreide e Grande (2001), Barnett (2003) e o Comit\u00ea do PHTLS (2007), o tipo de soro a administrar \u00e9 uma quest\u00e3o que merece tamb\u00e9m alguma reflex\u00e3o e pondera\u00e7\u00e3o por parte dos profissionais de emerg\u00eancia pr\u00e9-hospitalar, uma vez que as possibilidades de escolha s\u00e3o variadas, mas nem todas as mais correctas. No sentido de encontrar a melhor op\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante analisar a presente quest\u00e3o \u00e0 luz do racioc\u00ednio subjacente ao princ\u00edpio da reanima\u00e7\u00e3o hipovol\u00e9mica. Atrav\u00e9s deste racioc\u00ednio, o t\u00e9cnico de emerg\u00eancia pr\u00e9-hospitalar dever\u00e1 escolher o soro que mais permitir\u00e1 contribuir para o aumento efectivo dos valores de press\u00e3o arterial da v\u00edtima, ainda que esse aumento deva ser conseguido \u00e0 custa do menor volume de soro poss\u00edvel, evitando desta forma que a hemorragia seja potenciada. Assim sendo, os mesmos autores afirmam que a escolha deve passar por solu\u00e7\u00f5es de col\u00f3ides ou cristal\u00f3ides hipert\u00f3nicos, uma vez que pelo tamanho das suas mol\u00e9culas e pela sua concentra\u00e7\u00e3o, respectivamente, estas solu\u00e7\u00f5es possuem capacidade de provocar uma maior expans\u00e3o plasm\u00e1tica, mesmo quando administradas em quantidades reduzidas. A t\u00edtulo de exemplo, o Comit\u00ea do PHTLS (2007), afirma que 250 ml de NaCl a 7,5% possuem a mesma capacidade de aumento da press\u00e3o arterial que 2 a 3 litros de uma solu\u00e7\u00e3o cristal\u00f3ide isot\u00f3nica. Para al\u00e9m desta vantagem, Carvalho (2003) explica que pelas suas caracter\u00edsticas, s\u00e3o soros que se mant\u00eam com maior facilidade no espa\u00e7o intravenoso, provocando a reentrada dos l\u00edquidos em circula\u00e7\u00e3o, diminuindo o edema dos tecidos moles, mecanismo que adquire a sua m\u00e1xima import\u00e2ncia no combate da hipotens\u00e3o resultante do trauma fechado e da hipertens\u00e3o intracraniana, nas v\u00edtimas de traumatismo craniano.<\/p>\n<p align=\"justify\">Apesar desta explica\u00e7\u00e3o que orienta para a escolha dos soros mais indicados, a quest\u00e3o n\u00e3o se esgota aqui. O pr\u00f3prio m\u00e9todo de administra\u00e7\u00e3o dos soros tem sido alvo de estudos ao longo dos \u00faltimos anos por v\u00e1rios autores e, recentemente, Barnett (2003) e Dretzke, Sandercock, Bayliss e Burls (2004) chegaram \u00e0 conclus\u00e3o que estes devem ser administrados em b\u00f3lus de 250 a 500 ml de cada vez, sendo que ap\u00f3s cada administra\u00e7\u00e3o o profissional dever\u00e1 avaliar ou aferir a press\u00e3o arterial sist\u00f3lica ou m\u00e9dia alcan\u00e7ada, decidindo se ser\u00e1 ou n\u00e3o necess\u00e1rio repetir o b\u00f3lus. Esta sequ\u00eancia de acontecimentos deve manter-se, at\u00e9 que os valores de press\u00e3o arterial definidos nas guidelines sejam assegurados e a hemorragia controlada.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por \u00faltimo, Soreide e Grande (2001) e Barnett (2003) afirmam que para al\u00e9m do tipo de soro e do m\u00e9todo pelo qual este \u00e9 administrado, tamb\u00e9m as caracter\u00edsticas do pr\u00f3prio cateter t\u00eam influ\u00eancia neste processo. Estes autores apresentam evid\u00eancias que contrariam a pr\u00e1tica da maioria dos profissionais de emerg\u00eancia pr\u00e9-hospitalar, que sempre se tem baseado na cateteriza\u00e7\u00e3o de dois acessos venosos de grande calibre, permitindo desta forma a administra\u00e7\u00e3o de grandes volumes de soros. Sabendo que as orienta\u00e7\u00f5es mais recentes apontadas pelos diversos estudos evidenciam a necessidade de administrar pequenas quantidades de soro em b\u00f3lus r\u00e1pidos, os autores supracitados afirmam que \u00e9 apenas necess\u00e1ria a cateteriza\u00e7\u00e3o de um acesso venoso (o que permite diminuir o tempo dispensado com a cateteriza\u00e7\u00e3o), o qual deve ser de grande calibre e curto, uma vez que estas s\u00e3o as caracter\u00edsticas f\u00edsicas ideais para uma infus\u00e3o r\u00e1pida. A este m\u00e9todo d\u00e1-se o nome de Rapid Infusion Sistem (RIS).<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s terem sido abordados e explicados todos os conte\u00fados e racioc\u00ednios que sustentam o princ\u00edpio da reanima\u00e7\u00e3o hipovol\u00e9mica, torna-se pertinente perceber qual a sequ\u00eancia mental e pr\u00e1tica que os profissionais de emerg\u00eancia pr\u00e9-hospitalar devem incorporar na sua abordagem ao adulto v\u00edtima de trauma, no sentido de recolher todas as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o das guidelines apresentadas. Assim sendo, segundo Pepe, Mosesso e Flak (2002), o primeiro passo \u00e9 compreender qual o tipo de trauma que a v\u00edtima apresenta (penetrante, fechado e\/ ou craniano), podendo para isso fazer-se uso da avalia\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria da v\u00edtima e de conhecimentos de cinem\u00e1tica e de biomec\u00e2nica do trauma. O segundo passo prende-se com a identifica\u00e7\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o anat\u00f3mica (t\u00f3rax, abd\u00f3men e\/ ou cabe\u00e7a) da ou das regi\u00f5es afectadas, a partir da avalia\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria da v\u00edtima. O terceiro e \u00faltimo passo implica classificar a v\u00edtima em hemodinamicamente est\u00e1vel ou inst\u00e1vel, atrav\u00e9s dos dois m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial abordados e pela avalia\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia card\u00edaca e do tempo de preenchimento capilar. Recolhidas todas estas informa\u00e7\u00f5es, o profissional pode iniciar a administra\u00e7\u00e3o de soros de forma consciente, sabendo que n\u00e3o estar\u00e1 certamente a contribuir para acelerar o processo de choque.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Conclus\u00e3o:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A leitura sequencial do presente artigo, permite compreender a evolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que a administra\u00e7\u00e3o de soros \u00e0s v\u00edtimas de trauma tem vindo a sofrer nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Atrav\u00e9s da exposi\u00e7\u00e3o dos resultados de v\u00e1rios estudos e da explica\u00e7\u00e3o do racioc\u00ednio subjacente aos mesmos, foi poss\u00edvel abordar e compreender passo-a-passo o princ\u00edpio da reanima\u00e7\u00e3o hipovol\u00e9mica, que se traduz na principal mensagem que o presente artigo pretende difundir junto dos profissionais de emerg\u00eancia pr\u00e9-hospitalar. Desta forma, espera-se que os profissionais usufruam das conclus\u00f5es aqui demonstradas e as adaptem ao seu dia-a-dia na presta\u00e7\u00e3o de cuidados aos adultos v\u00edtimas de trauma, contrariando desta forma os conte\u00fados de alguns dos manuais da especialidade, que continuam a valorizar as pr\u00e1ticas da segunda metade do s\u00e9culo XX. Deste modo, acredita-se que \u00e9 poss\u00edvel contribuir para a diminui\u00e7\u00e3o da taxa de mortalidade destas v\u00edtimas, uma vez que segundo Soreide e Grande (2001), esta pode ser reduzida em 25% a 40% apenas pela melhoria da performance destes profissionais.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Barnett, D. (2003, Setembro). Appraisal consultation document: pre-hospital initiation of fluid replacement therapy in trauma. Consultado em: 2011, Mar\u00e7o 16. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.nice.org.uk\/guidance\/index.jsp?action=article&amp;r=true&amp;o=32816\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.nice.org.uk\/guidance\/index.jsp?action=article&amp;r=true&amp;o=32816<\/a>;<\/p>\n<p align=\"justify\">Carvalho, W. (2003, Novembro). Jornal de pediatria: solu\u00e7\u00f5es hipert\u00f3nicas em pediatria. Consultado em: 2011, Mar\u00e7o 29. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0021-75572003000800008\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0021-75572003000800008<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">Comit\u00ea\u00a0do PHTLS da NAEMT. (2007). Atendimento Pr\u00e9-Hospitalar ao Traumatizado \u2013 B\u00e1sico e Avan\u00e7ado. (6\u00aaed) (Ant\u00f3nio Crespo et al., trads.). Rio de Janeiro: Elsevier. (Obra original publicada em 1994);<\/p>\n<p align=\"justify\">Dretzke, J., Sandercock, J., Bayliss, S. &amp; Burls, A. (2004). Clinical effectiveness and cost-effectiveness of prehospital intravenous fluids in trauma patients. Consultado em: 2001, Mar\u00e7o 16. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.hta.ac.uk\/execsumm\/summ823.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.hta.ac.uk\/execsumm\/summ823.shtml<\/a>;<\/p>\n<p align=\"justify\">Grupo Trauma Emerg\u00eancia. (2008, Outubro). Manual: curso emerg\u00eancia trauma e cat\u00e1strofe. Caldas da Rainha: Grupo Trauma Emerg\u00eancia<\/p>\n<p align=\"justify\">Instituto Nacional de Emerg\u00eancia M\u00e9dica. (2000). Manual VMER \u2013 tomo II. Lisboa: INEM<\/p>\n<p align=\"justify\">Instituto Nacional de Emerg\u00eancia M\u00e9dica. (2007). Manual ambul\u00e2ncia SIV. Lisboa: INEM<\/p>\n<p align=\"justify\">Pepe, P., Mosesso, V. &amp; Flak, J. (2001). Prehospital fluid resuscitation of the patient with major trauma. Consultado em: 2001, Mar\u00e7o 17. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/11789657\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/11789657<\/a>;<\/p>\n<p align=\"justify\">Revell, M., Greaves, I. &amp; Porter, K. (2003, Maio). Endpoints for fluid resuscitation in hemorrhagic shock. Consultado em: 2011, Mar\u00e7o 15. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/journals.lww.com\/jtrauma\/Abstract\/2003\/05001\/Endpoints_for_Fluid_Resuscitation_in_Hemorrhagic.14.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/journals.lww.com\/jtrauma\/Abstract\/2003\/05001\/Endpoints_for_Fluid_Resuscitation_in_Hemorrhagic.14.aspx<\/a>;<\/p>\n<p align=\"justify\">Solomonov, E., Hirsh, m., Yahiya,A. &amp; Krausz, M. (2000, Maio). The effect of vigorous fluid resuscitation in uncontrolled hemorrhagic shock after massive splenic injury. Consultado em: 2001, Mar\u00e7o 16. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/10752825\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/10752825<\/a>;<\/p>\n<p align=\"justify\">Soreide, E. &amp; Grande, C. (2001, Julho). Prehospital trauma care (1\u00aaed). Londres: Informa Health care.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As v\u00edtimas de trauma penetrante do t\u00f3rax beneficiariam mais de um transporte r\u00e1pido para o hospital, do que iniciar a administra\u00e7\u00e3o de qualquer soro em contexto pr\u00e9-hospitalar.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2220,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[763,766,765,762,79,77,764],"class_list":["post-1511","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-de-autor","tag-adultos","tag-hipovolemia","tag-reanimacao","tag-soroterapia","tag-trauma","tag-traumatismo","tag-vitimas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1511","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1511"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1511\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2420,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1511\/revisions\/2420"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1511"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1511"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1511"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}