{"id":1509,"date":"2011-07-12T10:44:05","date_gmt":"2011-07-12T10:44:05","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/x-congresso-gaif-uma-decada-de-investigacao-e-formacao\/"},"modified":"2021-05-04T08:59:05","modified_gmt":"2021-05-04T08:59:05","slug":"x-congresso-gaif-uma-decada-de-investigacao-e-formacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/x-congresso-gaif-uma-decada-de-investigacao-e-formacao\/","title":{"rendered":"X Congresso GAIF: uma d\u00e9cada de investiga\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O diagn\u00f3stico de infec\u00e7\u00e3o de uma ferida \u00e9\u00a0cl\u00ednico e baseado em sinais e sintomas de infec\u00e7\u00e3o ou nos resultados das culturas das feridas.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">Ano ap\u00f3s ano, o empenho do Grupo Associativo de Investiga\u00e7\u00e3o em Feridas \u2013\u00a0GAIF, na forma\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade, tem sido indispens\u00e1vel para o desenvolvimento do conhecimento no \u00e2mbito do tratamento de feridas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nos passados dias 19 e 20 de Maio, decorreu na Feira Internacional de Lisboa o \u201cX Congresso GAIF: uma d\u00e9cada de investiga\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o\u201d. N\u00f3s, como participantes e formandos, vamos tentar partilhar alguma da imensa informa\u00e7\u00e3o apreendida das palestras, que esperamos que vos seja \u00fatil.\n<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1498\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-ft1.jpg\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"140\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-ft1.jpg 190w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-ft1-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-ft1-100x75.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 190px) 100vw, 190px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1499\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-ft2.jpg\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"142\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-ft2.jpg 190w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-ft2-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-ft2-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-ft2-180x135.jpg 180w\" sizes=\"auto, (max-width: 190px) 100vw, 190px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1500\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-ft3.jpg\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"142\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-ft3.jpg 190w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-ft3-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-ft3-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-ft3-180x135.jpg 180w\" sizes=\"auto, (max-width: 190px) 100vw, 190px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a019 de Maio de 2011\n<\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Projecto de Qualidade em Portugal<\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Dr. Alexandre Diniz e Dr.\u00aa\u00a0Cristina Costa (D.G.S.)\n<\/p>\n<p align=\"justify\">No dia 19 de Maio, a Direc\u00e7\u00e3o-Geral de Sa\u00fade publicou a \u201cOrienta\u00e7\u00e3o n\u00ba 017\/2011 &#8211; Escala de Braden: Vers\u00e3o Adulto e Pedi\u00e1trica (Braden Q)\u201d, na qual \u00e9 apresentada a norma de aplica\u00e7\u00e3o da Escala de Braden, em todos os servi\u00e7os de Internamento Hospitalares, Servi\u00e7os de Urg\u00eancia, Unidades de Cuidados Intensivos, Cuidados Domicili\u00e1rios e Unidades de Cuidados Continuados e Paliativos, sendo esta uma ac\u00e7\u00e3o integrada no Projecto de Qualidade em Portugal. De acordo com a Direc\u00e7\u00e3o-Geral de Sa\u00fade<sup>1<\/sup>:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u201cAs \u00falceras de press\u00e3o s\u00e3o um problema de sa\u00fade p\u00fablica e um indicador da qualidade dos cuidados prestados. Causam sofrimento e diminui\u00e7\u00e3o da qualidade de vida dos doentes e seus cuidadores (\u2026) Estima-se que cerca de 95% das \u00falceras de press\u00e3o s\u00e3o evit\u00e1veis atrav\u00e9s da identifica\u00e7\u00e3o precoce do grau de risco. (\u2026) A avalia\u00e7\u00e3o do risco de desenvolvimento de \u00falceras de press\u00e3o \u00e9 fundamental no planeamento e implementa\u00e7\u00e3o de medidas para a sua preven\u00e7\u00e3o e tratamento.\u201d<\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Worshop \u2013 Queimados<\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Enf.\u00aa\u00a0 Liliana Teniz (Unidade de Queimados do H. S\u00e3o Jos\u00e9)\n<\/p>\n<p align=\"justify\">O tratamento de um queimado \u00e9 muito espec\u00edfico e complexo, pois, para al\u00e9m de uma adequada realiza\u00e7\u00e3o de pensos, numa fase inicial, o mais importante \u00e9 a estabiliza\u00e7\u00e3o do doente e numa fase posterior n\u00e3o nos podemos esquecer da manuten\u00e7\u00e3o est\u00e9tica\/preven\u00e7\u00e3o de cicatrizes e\/ou da manuten\u00e7\u00e3o da funcionalidade. A Enf.\u00aa Liliana Teniz veio partilhar o seu conhecimento e experi\u00eancia nesta \u00e1rea, apresentar o seu servi\u00e7o e um projecto desenvolvido pelo mesmo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Numa fase inicial, importa no tratamento de um queimado: a estabiliza\u00e7\u00e3o dos <a href=\"http:\/\/www.queimados.com.pt\/Default.aspx?tabid=84\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> sinais vitais<\/a> (abordagem segundo ABCDE), avalia\u00e7\u00e3o da Superf\u00edcie Corporal Total Queimada (Escala de Lund &amp; Browder<sup>2,3<\/sup>) e grau das queimaduras, avalia\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria (escala de Clark &amp; Al), remo\u00e7\u00e3o de detritos da ferida e encerramento da mesma.<\/p>\n<p align=\"justify\">O tratamento de um grande queimado divide-se em tr\u00eas fases:<\/p>\n<ul>\n<li>Fase de reanima\u00e7\u00e3o \/ hipovol\u00e9mica (0 \u2013 48 h) \u2013 caracterizada por hipovol\u00e9mia, vasodilata\u00e7\u00e3o, hemoconcentra\u00e7\u00e3o, edema, olig\u00faria, hipoprotein\u00e9mia, hipercali\u00e9mia e aumento da permeabilidade capilar\/hemorragia;<\/li>\n<li>Fase p\u00f3s-reanima\u00e7\u00e3o \/ diur\u00e9tica (48 &#8211; 72 h) &#8211; caracterizada por hemodilui\u00e7\u00e3o, aumento da diurese, aumento do metabolismo, diminui\u00e7\u00e3o do s\u00f3dio, do pot\u00e1ssio e de prote\u00ednas, desidrata\u00e7\u00e3o e sobrecarga card\u00edaca;<\/li>\n<li>Fase de inflama\u00e7\u00e3o \/ infec\u00e7\u00e3o (ap\u00f3s a 72 h) \u2013 caracterizada pelo risco de infec\u00e7\u00e3o e\/ou s\u00e9psis.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Na fase de reanima\u00e7\u00e3o \/ hipovol\u00e9mica, para compensar a perda de l\u00edquidos, administram-se soros, sendo a quantidade calculada segundo a F\u00f3rmula de Parkland modificada (3ml X <a title=\"Peso\" href=\"http:\/\/www.queimados.com.pt\/InternamentoHospitalar\/Tratamentodasqueimaduras\/tabid\/72\/Default.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> KG<\/a> X % <a title=\"Superf\u00edcie corporal total queimada\" href=\"http:\/\/www.queimados.com.pt\/InternamentoHospitalar\/Tratamentodasqueimaduras\/tabid\/72\/Default.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> SCTQ<\/a>). Esta permite adequar a administra\u00e7\u00e3o de fluidos de acordo com a % de \u00e1rea corporal queimada, a idade e o peso. Os fluidos s\u00e3o divididos por dois, sendo que a primeira metade dos l\u00edquidos \u00e9 administrada nas primeiras 8 horas ap\u00f3s a queimadura, e o restante nas pr\u00f3ximas 8 a 16 horas. Ap\u00f3s as primeiras 8 horas, tamb\u00e9m se poder\u00e1 administrar Albumina Humana, 100 ml de 8\/8horas, para reposi\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas perdidas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na unidade de queimados, \u00e9\u00a0dado banho ao doente com betadine, transferido para um campo\/len\u00e7ol esterilizado e realizado penso (com clorohexidina ou sulfadiazina de prata ou c\u00e9rio) sob analgesia ou at\u00e9 mesmo sob anestesia. Ao se realizar o penso, o posicionamento da \u00e1rea queimada \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para a manuten\u00e7\u00e3o da funcionalidade da \u00e1rea afectada. Para tal, dever-se-\u00e1 manter o m\u00e1ximo de extens\u00e3o da regi\u00e3o articular afectada, como por exemplo, na regi\u00e3o cervical \u2013 usar colar cervical r\u00edgido ou feito com compressas para preven\u00e7\u00e3o da retrac\u00e7\u00e3o e promover a hiperextens\u00e3o, sendo contra-indicado o uso da almofada ou ent\u00e3o esta tem de estar sobre as omoplatas. No caso da m\u00e3o e\/ou p\u00e9, onde existe o risco de desenvolvimento do s\u00edndrome do compartimento ou diminui\u00e7\u00e3o da sensibilidade e\/ou mobilidade, dever-se-\u00e1 individualizar todos os dedos e manter a posi\u00e7\u00e3o funcional, ou seja, neste caso n\u00e3o \u00e9 a extens\u00e3o total mas uma ligeira flex\u00e3o interfalangiana.<\/p>\n<p align=\"justify\">Outras \u00e1reas queimadas necessitam de cuidados especiais tais como:<\/p>\n<ul>\n<li>Per\u00edneo &#8211; pelo risco acrescido de infec\u00e7\u00e3o, dever-se-\u00e1 proceder \u00e0 algalia\u00e7\u00e3o e\/ou \u00e0 coloca\u00e7\u00e3o de um dispositivo de recolha de fezes;<\/li>\n<li>Face \u2013 ter especial aten\u00e7\u00e3o aos olhos, fazer a tricotomia das sobrancelhas e pestanas.<\/li>\n<li>Queimadura posterior \u2013 usar o colch\u00e3o de s\u00edlica (Clinitron\u00ae).<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">O site <a href=\"http:\/\/www.queimados.com.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> Queimados.com.pt<\/a><sup>4 <\/sup>\u00e9:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u201c (\u2026) um projecto cuja principal finalidade \u00e9 informar os doentes, fam\u00edlia, profissionais de sa\u00fade, estudantes e p\u00fablico em geral sobre quest\u00f5es relacionadas com as queimaduras. Com a informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel pretende-se que este seja um espa\u00e7o de apoio e de discuss\u00e3o, de partilha de sentimentos e de preocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Criar este projecto foi uma ideia que surgiu de uma necessidade identificada junto dos doentes queimados, internados e sobretudo por aqueles que j\u00e1\u00a0tiveram alta hospitalar\u00a0e sentiram algum d\u00e9fice de informa\u00e7\u00e3o, questionando: onde possa encontrar esta informa\u00e7\u00e3o, onde possa esclarecer estas d\u00favidas? Tamb\u00e9m a paix\u00e3o por esta \u00e1rea, a dedica\u00e7\u00e3o e motiva\u00e7\u00e3o para trabalhar com o doente queimado contribu\u00edram para o desejo de concretiza\u00e7\u00e3o deste projecto.<\/p>\n<p>Assim, como enfermeiras, com um importante papel na preven\u00e7\u00e3o, tratamento e reabilita\u00e7\u00e3o do doente queimado, tanto em ambiente hospitalar como na sua transi\u00e7\u00e3o para o domic\u00edlio e ap\u00f3s a alta, torn\u00e1mos poss\u00edvel este espa\u00e7o. A troca de informa\u00e7\u00e3o e esclarecimentos entre profissionais de sa\u00fade \u00e9\u00a0tamb\u00e9m um dos objectivos deste projecto, pelo que fica o convite a todos os interessados a intervir com conhecimentos, d\u00favidas, sugest\u00f5es e cr\u00edticas.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Mesa Redonda \u2013\u00a0Infec\u00e7\u00e3o (Moderadora: Dr.\u00aa Elaine Pina)<\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Diagn\u00f3stico Microbiol\u00f3gico &#8211; Dr. Lu\u00eds Lito (M\u00e9dico microbiologista do H. Santa Maria)\n<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Quando falamos de diagn\u00f3stico microbiol\u00f3gico, devemos definir \u00e0 priori alguns termos que comummente s\u00e3o confundidos:<\/p>\n<ul>\n<li>Contamina\u00e7\u00e3o \u2013 presen\u00e7a de microrganismos em tecido normalmente est\u00e9ril, sem indu\u00e7\u00e3o de resposta inflamat\u00f3ria;<\/li>\n<li>Coloniza\u00e7\u00e3o \u2013 presen\u00e7a de microrganismo em tecido normalmente est\u00e9ril, com mecanismo de reprodu\u00e7\u00e3o e prolifera\u00e7\u00e3o dependentes do hospedeiro, mas que n\u00e3o existem em n\u00famero suficiente para induzir resposta inflamat\u00f3ria;<\/li>\n<li>Infec\u00e7\u00e3o &#8211; presen\u00e7a de microrganismos em tecido normalmente est\u00e9ril, com indu\u00e7\u00e3o de resposta inflamat\u00f3ria local ou de resposta imunol\u00f3gica pela forma\u00e7\u00e3o de anticorpos.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">As bact\u00e9rias que mais frequentemente s\u00e3o encontradas nas feridas cr\u00f3nicas s\u00e3o: staphylococcus aureus, pseudomonas aeruginosa, streptococcus \u03b2-hemol\u00edtico (alta virul\u00eancia) e anaer\u00f3bios. Factores como a hipoxia, a temperatura e a humidade elevadas existentes numa ferida cr\u00f3nica s\u00e3o predisponentes do sinergismo bacteriano e consequente aumento da contamina\u00e7\u00e3o. Se atraso na cicatriza\u00e7\u00e3o, tecido fri\u00e1vel, dor, mau cheiro e perda de tecido vi\u00e1vel (\u201cwound breakdown\u201d) s\u00e3o sinais de infec\u00e7\u00e3o, por outro lado, o eritema, a descolora\u00e7\u00e3o do tecido de granula\u00e7\u00e3o e exsudado esverdeado n\u00e3o s\u00e3o dados fi\u00e1veis para o diagn\u00f3stico de infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O diagn\u00f3stico de infec\u00e7\u00e3o de uma ferida \u00e9\u00a0cl\u00ednico e baseado em sinais e sintomas de infec\u00e7\u00e3o ou nos resultados das culturas das feridas. Os procedimentos laboratoriais para a an\u00e1lise bacteriol\u00f3gica de amostras da ferida da ferida permitem a identifica\u00e7\u00e3o dos microrganismos (identifica a susceptibilidade antimicrobiana) ou, poder\u00e1, tamb\u00e9m, fazer a sua quantifica\u00e7\u00e3o. O biofilme, sendo um conjunto de microrganismos imperme\u00e1veis aos mecanismos de defesa do hospedeiro e protegidos da ac\u00e7\u00e3o antis\u00e9ptica e antimicrobiana, torna dif\u00edcil a an\u00e1lise microbiol\u00f3gica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Dito isto, surge a quest\u00e3o: \u201cQuando se deve realizar a colheita de uma amostra da ferida para an\u00e1lise bacteriol\u00f3gica?\u201d Quando existirem sinais cl\u00ednicos de infec\u00e7\u00e3o, dificuldade na cicatriza\u00e7\u00e3o e\/ou deteriora\u00e7\u00e3o macrosc\u00f3pica da ferida. A t\u00e9cnica mais correcta e mais usada para a recolha de uma amostra da ferida da ferida para an\u00e1lise bacteriol\u00f3gica \u00e9 a T\u00e9cnica de Levine. Para esta t\u00e9cnica reflectir correctamente a carga bacteriana, dever-se-\u00e1 limpar a ferida com um soluto est\u00e9ril n\u00e3o antimicrobiano e remover o tecido desvitalizado. No caso de ser poss\u00edvel, poder-se-\u00e1, tamb\u00e9m, colher exsudado com uma seringa, do local mais profundo da ferida. A acompanhar as amostras dever\u00e1, sempre, ir informa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica sobre o tipo de ferida, sinais de infec\u00e7\u00e3o e penso realizado at\u00e9 \u00e0 data.<\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"justify\">T\u00e9cnica de Levine<sup>5<\/sup> &#8211; Rodar uma zaragatoa sobre 1 cm2 da \u00e1rea com press\u00e3o suficiente para expelir fluido a partir do tecido da ferida. A \u00e1rea da amostra dever\u00e1 incidir sobre tecido vi\u00e1vel.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<\/blockquote>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Terap\u00eautica Antibi\u00f3tica, o que o futuro nos reserva &#8211; Dr.\u00aa Teresa Garcia (H. St. Marta)\n<\/p>\n<p align=\"justify\">O uso inapropriado dos antibi\u00f3ticos e o n\u00e3o cumprimento das regras de higieniza\u00e7\u00e3o adequadas tem vindo a causar o aumento da resist\u00eancia dos microganismos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1501\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"323\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-1.jpg 300w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-1-279x300.jpg 279w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">T\u00eam vindo a ser desenvolvidos estudos e projectos para travar esta tend\u00eancia, nomeadamente no que diz respeito ao tratamento das \u00falceras por press\u00e3o \/ feridas cr\u00f3nicas, pois n\u00e3o existe evid\u00eancia que o uso generalizado de antibi\u00f3tico sist\u00e9mico no tratamento das \u00falceras por press\u00e3o \/ feridas cr\u00f3nicas reduz o risco de infec\u00e7\u00e3o ou a carga viral. A escolha do tratamento adequado depende: do estado de sa\u00fade global do doente, etiologia da ferida e probabilidade de exist\u00eancia de uma popula\u00e7\u00e3o microbiana mista (anaer\u00f3bios e aer\u00f3bios).<\/p>\n<p align=\"justify\">A EWMA<sup>6<\/sup> publicou v\u00e1rios documentos de orienta\u00e7\u00e3o para o tratamento de feridas, entre eles, o Position document: Identifying criteria for wound infeccion<sup>7<\/sup>, onde s\u00e3o esclarecidos e identificados um conjunto de crit\u00e9rios para a determina\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00e3o numa ferida. Nesse documento, \u00e9 referido que apenas caso haja sinais claros de infec\u00e7\u00e3o local e sist\u00e9mica \u00e9 que se dever\u00e1 instituir antibioterapia sist\u00e9mica. Sendo assim, o tratamento de uma ferida cr\u00f3nica infectada implica:<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1502\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-2.jpg\" alt=\"\" width=\"486\" height=\"300\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-2.jpg 486w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-2-300x185.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 486px) 100vw, 486px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">O C.D.C. \u2013 Centers for Disease Control and Prevention<sup>8<\/sup> lan\u00e7ou uma campanha de preven\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia antimicrobiana \u2013 Campaign to prevent antimicrobial resistance<sup>9,10,11<\/sup>, cujo objectivo \u00e9 optimizar o uso de agentes antimicrobianos nos servi\u00e7os de sa\u00fade, centrando-se sobre as estrat\u00e9gias e\/ou crit\u00e9rios de administra\u00e7\u00e3o \/ uso de antibi\u00f3ticos.<\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Abordagem da Dor, apenas uma escada? &#8211; Dr. J. Manuel Caseiro<\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0(Unidade de Tratamento da Dor do H. Lus\u00edadas)\n<\/p>\n<p align=\"justify\">A dor, uma experi\u00eancia partilhada por todos, mas experienciada individualmente e particular de cada um, \u00e9 algo muito complexo e com diversas variantes:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">Relativamente ao tempo:\n<ul>\n<li>Aguda \u2013 dura\u00e7\u00e3o inferior a 6 meses e reverte se retirada a causa;<\/li>\n<li>Cr\u00f3nica \u2013 dura\u00e7\u00e3o superior a 6 meses e permanece, mesmo ap\u00f3s a causa ser retirada;<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li style=\"list-style-type: none;\">Relativamente \u00e0 fisiopatologia:\n<ul>\n<li>Nociceptiva \u2013 est\u00edmulos transmitidos pelos nociceptores. Considerada a \u201cdor normal\u201d, na qual h\u00e1 um est\u00edmulo externo (ex.: corte), que segue as vias ascendentes at\u00e9 ao enc\u00e9falo, onde \u00e9 interpretado como dor. Dor associada \u00e0 dor aguda;<\/li>\n<li>Neurop\u00e1tica \u2013 dor derivada a les\u00e3o, a qualquer n\u00edvel, do sistema nervoso central. Dor associada \u00e0 dor cr\u00f3nica;<\/li>\n<li>Psicog\u00e9nica \u2013 dor derivada \u00e0 altera\u00e7\u00e3o dos sistemas psicol\u00f3gicos (ex.: depress\u00e3o; dor fantasma). Associada \u00e0 dor referida;<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li style=\"list-style-type: none;\">Relativamente \u00e0 topografia:\n<ul>\n<li>Focal \u2013 dor bem localizada e definida na intensidade, qualidade e local;<\/li>\n<li>Radicular \u2013 dor originada por les\u00e3o radicular, manifestando-se por derm\u00e1tomos;<\/li>\n<li>Central \u2013 dor originada na interpreta\u00e7\u00e3o errada ou desajustada (alod\u00ednea) dos est\u00edmulos dolorosos. A origem \u00e9 encef\u00e1lica;<\/li>\n<li>Referida \u2013 dor sem causa f\u00edsica aparente, mas \u00e9 referida pelo doente como estando presente.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A dificuldade que existe no controlo da dor deve-se, entre outras coisas, a uma avalia\u00e7\u00e3o inadequada. Uma avalia\u00e7\u00e3o adequada da dor dever\u00e1 ser sist\u00e9mica, ter uma ferramenta de medida e ser feita de acordo com uma abordagem hol\u00edstica (tendo em conta a vertente psicol\u00f3gica, como por exemplo a depress\u00e3o, o controlo da ansiedade e perturba\u00e7\u00f5es do sono). Uma vez que a dor \u00e9 um sinal vital, tal como avaliamos a temperatura corporal arterial antes e ap\u00f3s administrar um antipir\u00e9tico, deveremos avaliar a dor antes e ap\u00f3s a nossa actua\u00e7\u00e3o, pois de que forma saberemos se a mesma foi eficaz ou n\u00e3o?<\/p>\n<p align=\"justify\">O tratamento da dor nas feridas dever\u00e1\u00a0ser adequado ao tipo de ferida, ou seja, tecidos envolvidos, profundidade, localiza\u00e7\u00e3o, etc. O tratamento dever\u00e1 come\u00e7ar pelo uso do penso mais apropriado que consiga gerir bem o exsudado, proporcionando assim um efeito analg\u00e9sico de modo t\u00f3pico. De forma a tratar a dor incidental dever-se-\u00e1 proceder \u00e0 administra\u00e7\u00e3o de analgesia \/ anestesia t\u00f3pica ou, quando isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, sist\u00e9mica por antecipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1503\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-3.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"415\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-3.jpg 300w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-3-217x300.jpg 217w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">O tratamento sist\u00e9mico da dor nas feridas dever\u00e1\u00a0ser feito por equipa multidisciplinar (sendo a tr\u00edade essencial: o m\u00e9dico, o psic\u00f3logo e o enfermeiro) e com estrat\u00e9gias multifocais. A analgesia multimodal ou balanceada consiste na adop\u00e7\u00e3o de atitudes anti-\u00e1lgicas diferentes com utiliza\u00e7\u00e3o de grupos de f\u00e1rmacos distintos que interfiram em diferentes processos de nocicep\u00e7\u00e3o, contudo:<\/p>\n<ul>\n<li>Deve-se evitar associa\u00e7\u00f5es de f\u00e1rmacos do mesmo grupo;<\/li>\n<li>Nunca associar AINE\u2019s entre si, pois n\u00e3o aumenta a sua efic\u00e1cia mas aumenta a ocorr\u00eancia de efeitos secund\u00e1rios;<\/li>\n<li>Entre grupos, todas as associa\u00e7\u00f5es s\u00e3o permitidas;<\/li>\n<li>O paracetamol combina praticamente com todos, refor\u00e7a a modula\u00e7\u00e3o descendente e induz a poupan\u00e7a de opi\u00f3ides (sparing-effect). N\u00e3o \u00e9 muito eficaz como tratamento pontual mas \u00e9 \u00f3ptimo como terap\u00eautica de base.<\/li>\n<li>Quando dor neurop\u00e1tica, os anticonvulsivantes e antidepressivos s\u00e3o praticamente obrigat\u00f3rios.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">A analgesia multimodal implica associa\u00e7\u00f5es, regimes regulares (em horas regulares e n\u00e3o pequeno-almo\u00e7o, almo\u00e7o e jantar) e suplementos de resgate (os SOS; de biodisponibilidade imediata e nunca retard). Contudo, deve-se ter sempre em conta a compatibilidade com outra medica\u00e7\u00e3o que o utente j\u00e1 fa\u00e7a (anticoagulantes, antidiab\u00e9ticos, etc.)<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta palestra terminou com o seguinte pensamento: \u201cS\u00f3\u00a0h\u00e1\u00a0um tipo de dor que todos suportamos, a dor dos outros\u201d.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0SIMPOSIUM <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1504\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/simp1.gif\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"18\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mail.google.com\/mail\/?name=d33be9805ff33117.jpg&amp;attid=0.1&amp;disp=vahi&amp;view=att&amp;th=130efd3e0781d0c9\" alt=\"O seu browser pode n\u00e3o suportar a apresenta\u00e7\u00e3o desta imagem.\" width=\"1\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Tratamento de \u00falceras por press\u00e3o: o impacto humano e econ\u00f3mico &#8211; Enf. Joan\n<\/p>\n<p align=\"justify\">Actualmente, quando a maior parte dos pa\u00edses enfrenta uma crise econ\u00f3mica, torna-se de extrema import\u00e2ncia a preocupa\u00e7\u00e3o pelo impacto que as \u00falceras por press\u00e3o e outras feridas t\u00eam nos utentes e consequentemente no sistema de sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Olhando para o que o futuro nos reserva, teremos:<\/p>\n<ul>\n<li>Uma popula\u00e7\u00e3o envelhecida devido ao aumento da longevidade e diminui\u00e7\u00e3o da natalidade, contudo haver\u00e1 um acr\u00e9scimo de doen\u00e7as cr\u00f3nicas, de \u00falceras e, consequentemente, um acr\u00e9scimo da incapacidade laboral;<\/li>\n<li>Diminui\u00e7\u00e3o dos recursos do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade;<\/li>\n<li>Diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de camas nos hospitais e aumento de utentes na comunidade; internamentos mais curtos e recupera\u00e7\u00e3o \/ convalescen\u00e7a no domic\u00edlio ou outras institui\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>Uma melhor qualidade assistencial, como consequ\u00eancia da investiga\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e humana.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Sendo assim, que impacto ter\u00e1\u00a0o tratamento de \u00falceras por press\u00e3o?<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1505\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-4.jpg\" alt=\"\" width=\"536\" height=\"270\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-4.jpg 536w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-4-300x151.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 536px) 100vw, 536px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Sendo que a maior parte das \u00falceras por press\u00e3o s\u00e3o evit\u00e1veis, como se poder\u00e1\u00a0reduzir o seu impacto? Melhorando a preven\u00e7\u00e3o e o tratamento, ou seja, pretende-se a diminui\u00e7\u00e3o do tempo, do material e da troca de pensos, nunca esquecendo que tratar uma \u00falcera por press\u00e3o \u00e9 tratar a dor, a pele perilesional e gerir o exsudado.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Smith&amp;Nephew apresentou o seu projecto de solu\u00e7\u00f5es integradas para a preven\u00e7\u00e3o de \u00falceras por press\u00e3o e das les\u00f5es por incontin\u00eancia e seu impacto humano e econ\u00f3mico \u2013 o projecto Prevencare. Para mais esclarecimentos consulte o site: <a href=\"http:\/\/www.prevencare.org\/home.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.prevencare.org\/home.html<\/a>\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Terap\u00eautica de feridas por press\u00e3o negativa\n<\/p>\n<p align=\"justify\">O tratamento de feridas por aplica\u00e7\u00e3o de press\u00e3o negativa (75-125 mmHg) \u00e9 cada vez mais utilizado pelos benef\u00edcios que tem na cicatriza\u00e7\u00e3o, tais como: aumento da perfus\u00e3o sangu\u00ednea local e, consequente, aumento da oxigena\u00e7\u00e3o dos tecidos e do aporte de factores de crescimento, gl\u00f3bulos brancos e fibroblastos \u00e0 ferida; redu\u00e7\u00e3o do edema e do exsudado, uma vez que, o gradiente de press\u00e3o causa a desloca\u00e7\u00e3o de fluidos, promovendo a drenagem linf\u00e1tica e venosa; remove os res\u00edduos da ferida e fluidos contaminados (gest\u00e3o da carga bacteriana); o estiramento mec\u00e2nico, promove a prolifera\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas endoteliais e fibroblastos, bem como a aproxima\u00e7\u00e3o dos bordos (pelo aumento da contrac\u00e7\u00e3o); e diminui o desconforto e necessidade de troca de penso.<\/p>\n<p align=\"justify\">A terapia de press\u00e3o negativa \u00e9\u00a0um tratamento adjuvante, que n\u00e3o deve substituir os procedimentos cir\u00fargicos ou outro tipo de cuidados convencionais, estando recomendada para tratamento: de feridas cr\u00f3nicas que n\u00e3o progridam na cicatriza\u00e7\u00e3o, de feridas complicadas em que se prev\u00ea um tratamento de longa dura\u00e7\u00e3o, de feridas profundas e\/ou com muito exsudado cujo uso meramente do tratamento convencional n\u00e3o \u00e9 eficaz, de prepara\u00e7\u00e3o do leito da ferida para enxertos ou substitutos cut\u00e2neos e adjuvante \u00e0 cirurgia para enxertos ou retalhos. Ou seja, a terapia de press\u00e3o negativa pode ser usada: em feridas p\u00f3s-cir\u00fargicas, drenagem e gest\u00e3o de f\u00edstulas exploradas, em feridas traum\u00e1ticas, em retalhos e enxertos, em \u00falceras de press\u00e3o, neurop\u00e1ticas e venosas.<\/p>\n<p align=\"justify\">A terapia de press\u00e3o negativa pode ser usada com especial aten\u00e7\u00e3o em:<\/p>\n<ul>\n<li>Terapia anticoagulante;<\/li>\n<li>Feridas hemorr\u00e1gicas;<\/li>\n<li>Doente n\u00e3o colaborante;<\/li>\n<li>Doente desnutrido.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0E est\u00e1 contra-indicada em:<\/p>\n<ul>\n<li>Osteomielite n\u00e3o tratada;<\/li>\n<li>Presen\u00e7a de tecido necrosado;<\/li>\n<li>Exposi\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os e\/ou vasos sangu\u00edneos;<\/li>\n<li>Feridas malignas (excepto em cuidados paliativos);<\/li>\n<li>F\u00edstulas n\u00e3o exploradas.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Num estudo efectuado, em feridas cir\u00fargicas, no Hospital de Santa Maria da Feira, a efic\u00e1cia do uso de terapia por press\u00e3o negativa como adjuvante ao tratamento habitualmente utilizado reproduziu-se: numa diminui\u00e7\u00e3o do tempo de internamento, diminui\u00e7\u00e3o dos dias de tratamento (cerca de 8 vezes menos), diminui\u00e7\u00e3o do custo por tratamento (cerca de 2.6 vezes menos) e um processo cicatricial mais r\u00e1pido (cerca de 3 vezes mais). Pode-se, ent\u00e3o, concluir que o uso da terapia por press\u00e3o negativa como adjuvante ao tratamento de feridas contribui para a redu\u00e7\u00e3o do impacto humano e o custo econ\u00f3mico do tratamento de feridas.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Mesa Redonda \u2013\u00a0\u00dalcera de perna e Linfedema (Moderadora: Dr.\u00aa Pedro Pacheco)<\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00dalcera de perna \u2013 Consenso CONUEI \u2013 Prof. Jos\u00e9 Verd\u00fa Soriano (Univ. Alicante)\n<\/p>\n<p align=\"justify\">A Confer\u00eancia de Consenso Nacional sobre \u00dalceras de la Extremidade Inferior (CONUEI) foi fundada em 2006 por delegados da Sociedade Espanhola de Angiologia e Cirurgia Vascular (SEACV), o Grupo Nacional para o Estudo e Avalia\u00e7\u00e3o de \u00falceras de press\u00e3o As feridas cr\u00f4nicas (GNEAUPP) da Associa\u00e7\u00e3o Espanhola de Enfermagem Vascular (AEEV) e o Cap\u00edtulo espanhol de Flebologia do SEACV. O documento de consenso<sup>12<\/sup> foi publicado em 2008, dando por terminado o trabalho para o qual havia sido foi criado.<\/p>\n<p align=\"justify\">A necessidade de constru\u00e7\u00e3o do consenso surgiu como forma de promover uma melhor assist\u00eancia \u00e0s pessoas que sofrem de \u00falceras de perna, pois apesar de ser uma doen\u00e7a de baixa preval\u00eancia (julga-se), afecta gravemente a qualidade de vida das pessoas que dela padecem (\u201cn\u00e3o mata mas mortifica\u201d) e deve ser foco de aten\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade; devido \u00e0 grande variabilidade de diagn\u00f3stico e tratamento e promo\u00e7\u00e3o da coordena\u00e7\u00e3o da equipa multidisciplinar.<\/p>\n<p align=\"justify\">No entanto, o sucesso desta iniciativa incitou outros projectos, tanto para melhorar o estudo das \u00falceras de membros inferiores, como para difundir o dito consenso. Neste sentido, foi constru\u00edda e publicada a revista \u201cTodoHeridas\u201d <sup>13<\/sup> para servir de meio de comunica\u00e7\u00e3o entre os membros do CONUEI e todos os profissionais de sa\u00fade. Actualmente, a CONUEI em colabora\u00e7\u00e3o com o Grupo Associativo de Investiga\u00e7\u00e3o em Feridas (GAIF), a Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Tratamento de Feridas (APTF), A Sociedade de Feridas (ELCOS) e a Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV) encontram-se a desenvolver o Registo de \u00dalceras da Extremidade Inferior (RUEI). O RUEI<sup>14,15,16<\/sup> \u00e9 um projecto multidisciplinar, que teve inicio em 2009, com o objectivo de obter um registo de dados de pacientes com \u00falceras nas extremidades inferiores, reunindo assim um maior n\u00famero de dados objectivos relativamente \u00e0 abordagem terap\u00eautica destes pacientes e poder contribuir, atrav\u00e9s da consulta e do estudo desses dados, para o seu melhor tratamento. Consultando a base de dados poder\u00e1 obter-se informa\u00e7\u00e3o de muitos pacientes semelhantes, que tratamento receberam, a sua evolu\u00e7\u00e3o, etc., o que poder\u00e1 ajudar outros profissionais a tomar as decis\u00f5es terap\u00eauticas mais indicadas.<\/p>\n<p align=\"justify\">O RUEI encontra-se na internet, de modo a ser acess\u00edvel, a todos os profissionais, em qualquer lado, e, que ap\u00f3s registo no site, a empresa Systagenix Wound Management fornece um c\u00f3digo de acesso, permitindo assim o registo e consulta de dados.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Linfedema e \u00falcera de perna \u2013 Fisioterapeuta Madalena Monteiro (H. St. Maria)\n<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s uma abordagem geral de defini\u00e7\u00e3o, localiza\u00e7\u00e3o, classifica\u00e7\u00e3o e fisiopatologia de linfedema, foi cursado o impacto que esta patologia tem na vida do doente (incapacidade ou diminui\u00e7\u00e3o funcional, altera\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e, consequente, diminui\u00e7\u00e3o da auto-estima, dor), bem como os diferentes tipos de tratamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">A terapia linf\u00e1tica descongestiva aplicada pela palestrante, como forma de tratamento do linfedema, pode ter a sua base em v\u00e1rias escolas (Leduc, Vodder, Foldi e Casley-Smith). A terapia linf\u00e1tica descongestiva numa primeira fase tem como objectivo a redu\u00e7\u00e3o, sendo fundamental a aplica\u00e7\u00e3o de bandas em multicamadas. Numa segunda fase, o que se pretende \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o, uma vez que o linfedema tem tratamento mas n\u00e3o tem cura, usando-se conten\u00e7\u00e3o el\u00e1stica por medida e drenagem linf\u00e1tica manual peri\u00f3dica.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0ILegx \u2013 uma realidade em Portugal \u2013 Dr. Pedro Pacheco\n<\/p>\n<p align=\"justify\">O n\u00famero de amputa\u00e7\u00f5es de membros inferiores de etiologia vascular continua a aumentar. Em contraste, o n\u00famero de amputa\u00e7\u00f5es de membros de etiologia n\u00e3o-vascular permanece estagnado em valores ainda elevados, apesar das inova\u00e7\u00f5es na avalia\u00e7\u00e3o e no tratamento, do desenvolvimento de novos materiais de tratamento de ferida e dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos na compress\u00e3o. O aumento de amputa\u00e7\u00f5es de membros inferiores deve-se em parte ao envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e ao aumento de doen\u00e7as cr\u00f3nicas concomitantes como diabetes, obesidade e hipertens\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">A amputa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das complica\u00e7\u00f5es mais temidas nas \u00falceras de perna e que tem um impacto tremendo na qualidade de vida e sobreviv\u00eancia dos doentes (taxa de mortalidade ap\u00f3s 2 anos de 50%). Sendo assim, urge reduzir as taxas de amputa\u00e7\u00e3o, que variam consideravelmente a n\u00edvel global e nacional. Julga-se que outra das causas para o elevado n\u00famero de amputa\u00e7\u00f5es de membros inferiores \u00e9 a falta de informa\u00e7\u00e3o, dif\u00edcil articula\u00e7\u00e3o da equipe multidisciplinar, falha no acompanhamento do doente e encaminhamento e\/ou tratamento tardio.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com o intuito de simplificando o diagn\u00f3stico de alta complexidade e de gest\u00e3o definitiva de perda de tecido da perna \/ p\u00e9 (cria\u00e7\u00e3o de um consenso), e reduzir o n\u00famero de amputa\u00e7\u00f5es de perna surgiu o projecto ILegx<sup>17,18<\/sup> (Interdisciplinary Leg Iniciative). O encaminhamento e interven\u00e7\u00e3o precoces implicam um correcto diagn\u00f3stico. O ILegx d\u00e1 uma vis\u00e3o geral sobre a melhor forma de diagnosticar a perda de tecido da perna\/p\u00e9 seguindo o m\u00e9todo tradicional da hist\u00f3ria, exame f\u00edsico e investiga\u00e7\u00f5es especiais. Uma vez tendo o diagn\u00f3stico correcto basta definir a roda para o respectivo nexo de causalidade \/ fatia, e a roda ILegx fornece uma indica\u00e7\u00e3o precisa de como gerir este caso espec\u00edfico de perna \/ perda de tecido do p\u00e9, bem como os intervenientes da equipa interdisciplinar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em conclus\u00e3o, esta ferramenta demonstra a urg\u00eancia de um diagn\u00f3stico precoce da etiologia das feridas, da import\u00e2ncia de uma abordagem por equipas multidisciplinares e do controlo da infec\u00e7\u00e3o, de modo a se prestar um melhor cuidado \u00e0s \u00falceras de perna \/ p\u00e9.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a020 de Maio de 2011\n<\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0SIMPOSIUM <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1506\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/simp2.gif\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"32\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mail.google.com\/mail\/?name=d33be9805ff33117.jpg&amp;attid=0.1&amp;disp=vahi&amp;view=att&amp;th=130efd3e0781d0c9\" alt=\"O seu browser pode n\u00e3o suportar a apresenta\u00e7\u00e3o desta imagem.\" width=\"1\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Novos desafios no Tratamento de Feridas: Aplica\u00e7\u00e3o dos pensos com Tecnologia Safetac\u00ae \u2013 Sofia Esteves (M\u00f6lnycke Heath Care) e Alejandro Blanco (Clinical Manager Tecnologia Safetac\u00ae)\n<\/p>\n<p align=\"justify\">Existem v\u00e1rios crit\u00e9rios a ter em conta na escolha do penso mais adequado para o tratamento de uma ferida. O acto de trocar o penso, \u00e9, para muitos doentes, um processo extremamente traum\u00e1tico, quer para a ferida, quer para o mesmo que dela padece, pelo traumatismo do tecido vi\u00e1vel subjacente e pela dor e stress que acarreta. Estudos demonstram que a realiza\u00e7\u00e3o de penso est\u00e1 muitas vezes associada a uma experi\u00eancia dolorosa e stressante por parte do doente, podendo aumentar os seus n\u00edveis de ansiedade e depress\u00e3o, que por sua vez pode influenciar negativamente a sua percep\u00e7\u00e3o dos cuidados prestados (\u201cse d\u00f3i \u00e9 porque n\u00e3o est\u00e1 a ser bem feito\u201d) e lev\u00e1-lo a evitar o tratamento, por outro lado o stress atrasa a cicatriza\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 consequente libera\u00e7\u00e3o de elevados n\u00edveis de cortisona e suprimindo, assim, a resposta inflamat\u00f3ria, o que atrasa e por em causa a viabilidade de cicatriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1507\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-5.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"249\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-5.jpg 250w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/gaif-5-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A empresa M\u00f6lnycke Heath Care desenvolveu a tecnologia Safetac\u00ae <sup>19<\/sup> (exclusiva e patenteada), que consiste numa pel\u00edcula\/rede de silicone que tem como objectivo a redu\u00e7\u00e3o da dor e traumatismo da ferida na troca de pensos. A pel\u00edcula tem como caracter\u00edsticas:<\/p>\n<ul>\n<li>N\u00e3o ades\u00e3o ao leito da ferida (n\u00e3o arranca o tecido de granula\u00e7\u00e3o);<\/li>\n<li>Ades\u00e3o \u00e0 pele circundante;<\/li>\n<li>Adapta\u00e7\u00e3o aos contornos e \u00e0s irregularidades da pele;<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Este material funciona como uma pel\u00edcula protectora \u00e0 semelhan\u00e7a da gaze gorda, que protege o leito da ferida do traumatismo de remo\u00e7\u00e3o do penso secund\u00e1rio. \u00c9 poroso, permitindo a passagem do exsudado. Pode ser lavado e reutilizado, isto \u00e9, enquanto durar o tratamento, ao se efectuar a lavagem da ferida, efectua-se a lavagem da pel\u00edcula podendo ser reaplicada (boa rela\u00e7\u00e3o custo-efic\u00e1cia).\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0SIMPOSIUM <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1508\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/simp3.gif\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"32\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mail.google.com\/mail\/?name=d33be9805ff33117.jpg&amp;attid=0.1&amp;disp=vahi&amp;view=att&amp;th=130efd3e0781d0c9\" alt=\"O seu browser pode n\u00e3o suportar a apresenta\u00e7\u00e3o desta imagem.\" width=\"1\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Controlo da infec\u00e7\u00e3o e do odor \u2013 Enf.\u00aa Cristina Migu\u00e9ns\n<\/p>\n<p align=\"justify\">A falha\/atraso na cicatriza\u00e7\u00e3o implica uma s\u00e9rie de anomalias como resposta do organismo ao dano tecidular. Existem v\u00e1rios factores, locais e sist\u00e9micos, que afectam a cicatriza\u00e7\u00e3o, entre os quais a infec\u00e7\u00e3o. Por sua vez, tamb\u00e9m existem factores, locais e sist\u00e9micos que aumentam o risco de infec\u00e7\u00e3o. De entre os factores de risco de infec\u00e7\u00e3o locais, podemos destacar: grande \u00e1rea, grande profundidade, grau de cronicidade, localiza\u00e7\u00e3o anat\u00f3mica, presen\u00e7a de corpo estranho, presen\u00e7a de tecido necr\u00f3tico, mecanismo de traumatismo, grau de contamina\u00e7\u00e3o p\u00f3s-ferida e diminui\u00e7\u00e3o da perfus\u00e3o sangu\u00ednea.<\/p>\n<p align=\"justify\">Como se pode detectar se uma ferida cr\u00f3nica se encontra superficialmente infectada ou n\u00e3o? Quais os sinais e\/ou sintomas? Se surgir dor ou se esta se alterar e\/ou aumentar, se existir atraso ou paragem na cicatriza\u00e7\u00e3o, se existir edema e endurecimento peri-\u00falcera, se existir tecido de granula\u00e7\u00e3o fri\u00e1vel ou sangrante, se existir mau odor ou altera\u00e7\u00e3o do odor, se existir descolora\u00e7\u00e3o do leito da ferida, se existir aumento ou altera\u00e7\u00e3o do exsudado, se existir forma\u00e7\u00e3o de bolsas. Se se detectar um ou mais destes sinais e\/ou sintomas dever-se-\u00e1 aplicar um anti-s\u00e9ptico t\u00f3pico. Se a ferida agravar e\/ou surgir um rubor alargado que parte da ferida dever-se-\u00e1 suspeitar de infec\u00e7\u00e3o profunda, estando aconselhado o uso de antibioterapia sist\u00e9mica e anti-s\u00e9pticos t\u00f3picos de ac\u00e7\u00e3o continuada.<\/p>\n<p align=\"justify\">As toxinas bacterianas provocam necrose tecidular, aumento da inflama\u00e7\u00e3o e diminui\u00e7\u00e3o de colag\u00e9nio pelos fibroblastos, o que causa o atraso, estagna\u00e7\u00e3o ou deteriora\u00e7\u00e3o da cicatriza\u00e7\u00e3o. Sendo assim, urge prevenir a infec\u00e7\u00e3o e detectar a contamina\u00e7\u00e3o bacteriana de imediato. Deste modo, que penso se deve escolher? O penso ideal para a infec\u00e7\u00e3o deve remover o tecido necr\u00f3tico e fibrinoso, promover a limpeza da ferida a cada mudan\u00e7a de penso, controlar o exsudado, controlar o odor e diminuir a frequ\u00eancia de mudan\u00e7a de penso.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os pensos com prata s\u00e3o uma das melhores op\u00e7\u00f5es, estando comprovado por estudos que diminuem os custos do tratamento (pela diminui\u00e7\u00e3o da troca de pensos) e diminuem a carga bacteriana nas feridas cr\u00f3nicas sem sinais de infec\u00e7\u00e3o (diminuindo assim o risco de infec\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p align=\"justify\">Os pensos de carv\u00e3o activado com prata s\u00e3o ideais para o controlo do odor, uma vez que ao filtrarem o exsudado, adsorvem os microrganismos e os odores.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Bibliografia a consultar \/ consultada:<\/strong><\/h4>\n<ol>\n<li>Direc\u00e7\u00e3o Geral de S\u00e1ude (2011). Orienta\u00e7\u00e3o n\u00ba 017\/2011 &#8211; Escala de Braden: Vers\u00e3o Adulto e Pedi\u00e1trica (Braden Q)[em linha]. Publicado a 19 de Maio de 2011 [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.dgs.pt\/pagina.aspx?screenwidth=1600&amp;mlkid=s1no0ovvhfftv3454kd40ae2&amp;cr=20377&amp;utm_source=twitterfeed&amp;utm_medium=twitter\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.dgs.pt\/pagina.aspx?screenwidth=1600&amp;mlkid=s1no0ovvhfftv3454kd40ae2&amp;cr=20377&amp;utm_source=twitterfeed&amp;utm_medium=twitter<\/a> &gt;<\/li>\n<li>Tabela de Lund-Browder para determina\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie corp\u00f3rea queimada. [em linha] [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.emv.fmb.unesp.br\/aulas_on_line\/plastica\/Queimados1\/Tabela%20Lund-Browder.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.emv.fmb.unesp.br\/aulas_on_line\/plastica\/Queimados1\/Tabela%20Lund-Browder.pdf<\/a> &gt;<\/li>\n<li>CHAMANIA, Shobha [et al.] Primary Surgery Vol.2 \u2013 Trauma [em linha] 2008. [Acedido a22 de Junho de 2011]. Burns : How much fluid does a shocked patient need . Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.primary-surgery.org\/ps\/vol2\/html\/sect0105.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.primary-surgery.org\/ps\/vol2\/html\/sect0105.html<\/a> &gt;<\/li>\n<li>Teniz, Liliana; Pereira, Diana \u2013 <a href=\"http:\/\/Queimados.com.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> Queimados.com.pt<\/a> [em linha] [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.queimados.com.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.queimados.com.pt\/<\/a> &gt;<\/li>\n<li>BARANOSKI, Sharon; AYELLO, Elizabeth \u2013 O essencial sobre o tratamento de feridas: princ\u00edpios pr\u00e1ticos, [s.l.]: Lusodidacta, 2005, p.448. ISBN: 9789728930035<\/li>\n<li>EWMA. Position documents. [em linha] [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/ewma.org\/english\/position-documents\/all-documents.html#c500\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/ewma.org\/english\/position-documents\/all-documents.html#c500<\/a><\/li>\n<li>EWMA. Position document: Identifying criteria for wound infeccion [em linha]. 2005. [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/ewma.org\/fileadmin\/user_upload\/EWMA\/pdf\/Position_Documents\/2005__Wound_Infection_\/English_pos_doc_final.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/ewma.org\/fileadmin\/user_upload\/EWMA\/pdf\/Position_Documents\/2005__Wound_Infection_\/English_pos_doc_final.pdf<\/a> &gt;<\/li>\n<li>CDC. Get smart for healthcare [em linha] [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.cdc.gov\/getsmart\/healthcare\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.cdc.gov\/getsmart\/healthcare\/<\/a> &gt;<\/li>\n<li>CDC. Campaign to prevent antimicrobial resistance . Slideshow [em linha] [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.slideshare.net\/guest3008cc\/campaign-to-prevent-antimicrobial-resistance\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.slideshare.net\/guest3008cc\/campaign-to-prevent-antimicrobial-resistance<\/a> &gt;<\/li>\n<li>CDC. Campaign to prevent antimicrobial resistance in healthcare settings: 12 steps to prevent antimicrobial resistance among hospitalized adults. [em linha] [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.kliinikum.ee\/infektsioonikontrolliteenistus\/doc\/oppematerjalid\/adults.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.kliinikum.ee\/infektsioonikontrolliteenistus\/doc\/oppematerjalid\/adults.pdf<\/a> &gt;<\/li>\n<li>CDC. Overview of CDC\u2019s Campaign to Prevent Antimicrobial Resistance in Healthcare Settings. [em linha] [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.esrdnet5.org\/Education\/Staff\/scm_pres\/resistance.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.esrdnet5.org\/Education\/Staff\/scm_pres\/resistance.pdf<\/a> &gt;<\/li>\n<li>CONFERENCIA NACIONAL DE CONSENSO SOBRE \u00daLCERAS DE LA EXTREMIDAD INFERIOR. Documento de Consenso C.O.N.U.E.I. [em linha]. EdikaMed S. L., 2009. p. 119 . ISBN: 978-84-7877-555-2 [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.registroulceras.com\/uploads\/GuiaCONUEISYSTAGENIX.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.registroulceras.com\/uploads\/GuiaCONUEISYSTAGENIX.pdf<\/a> &gt;<\/li>\n<li>todoHERIDAS. [em linha] Ediciones Mayo, S.A, 2010 [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.todoheridas.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.todoheridas.com\/<\/a> &gt;<\/li>\n<li>CONUEI [et al.]. Registo de \u00dalceras da Extremidade Inferior [em linha] Ediciones Mayo, S.A, 2010 [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.registroulceras.com\/index.php\/apresentacao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.registroulceras.com\/index.php\/apresentacao<\/a> &gt;<\/li>\n<li>CONUEI [et al.]. Registo de \u00dalceras da Extremidade Inferior: Apresenta\u00e7\u00e3o e Manual de Utiliza\u00e7\u00e3o [em linha] Impress\u00e3o: San Sadurn\u00ed. Dep\u00f3sito legal: B-22.250-10 [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/docs.google.com\/viewer?a=v&amp;q=cache:toXDBYl0l-AJ:www.registroulceras.com\/uploads\/manual-uso-RUEI-pt.pdf+CONUEI&amp;hl=pt-PT&amp;gl=pt&amp;pid=bl&amp;srcid=ADGEESh5VesEN8Ku6uKmdfA7sA9IbltRKrVfPAUeBD7MYn15FlgcBHiyQdxLw7Z2Yn4WUP_nM0fpOvpqRP-ULfKpg7NvpSLlWEa-zdLPbgHFuODzsC_qYx6OWZ-MdQsMZsxb-ixlkBBh&amp;sig=AHIEtbTxSzynCuREvVKTaP1R8Sey5eKKVw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/docs.google.com\/viewer?a=v&amp;q=cache:toXDBYl0l-AJ:www.registroulceras.com\/uploads\/manual-uso-RUEI-pt.pdf+CONUEI&amp;hl=pt-PT&amp;gl=pt&amp;pid=bl&amp;srcid=ADGEESh5VesEN8Ku6uKmdfA7sA9IbltRKrVfPAUeBD7MYn15FlgcBHiyQdxLw7Z2Yn4WUP_nM0fpOvpqRP-ULfKpg7NvpSLlWEa-zdLPbgHFuODzsC_qYx6OWZ-MdQsMZsxb-ixlkBBh&amp;sig=AHIEtbTxSzynCuREvVKTaP1R8Sey5eKKVw<\/a> &gt;<\/li>\n<li>SORIANO, Prof. Dr. Jos\u00e9 Verd\u00fa. Conferencia Nacional De Consenso Sobre \u00dalceras de la Extremidad Inferior: RUEI. [em linha] [Acedido a 22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.gneaupp.es\/app\/adm\/simposio-gneaupp\/archivos\/41_pdf.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.gneaupp.es\/app\/adm\/simposio-gneaupp\/archivos\/41_pdf.pdf<\/a> &gt;<\/li>\n<li>ILEGX. Interdisciplinary Leg Iniciative [em linha]Londres : BIBA Medical Ltd, 2009 [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.ilegx.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.ilegx.com\/<\/a> &gt;<\/li>\n<li>GAIF. Vis\u00e3o interdisciplinar &#8211; ILEGX [em linha] Pampilhosa da Serra, 17 de Setembro de 2010 [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/gaif.net\/content\/visao-interdisciplinar-ilegx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/gaif.net\/content\/visao-interdisciplinar-ilegx<\/a> &gt;<\/li>\n<li>M\u00d6LNYCKE HEATH CARE. Safetac\u00ae Tecnology [em linha] [Acedido a22 de Junho de 2011] Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.molnlycke.com\/com\/Wound-Care-Products\/Safetac-technology\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.molnlycke.com\/com\/Wound-Care-Products\/Safetac-technology\/<\/a> &gt;.<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O diagn\u00f3stico de infec\u00e7\u00e3o de uma ferida \u00e9\u00a0cl\u00ednico e baseado em sinais e sintomas de infec\u00e7\u00e3o ou nos resultados das culturas das feridas.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1497,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[121,760,70,216,640,371,293,698,761,527],"class_list":["post-1509","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estive-la","tag-dor","tag-evento","tag-feridas","tag-formacao","tag-gaif","tag-infeccao","tag-investigacao","tag-linfedema","tag-queimados","tag-ulcera"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1509","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1509"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1509\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2605,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1509\/revisions\/2605"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1497"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1509"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1509"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1509"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}