{"id":1423,"date":"2010-09-19T17:52:04","date_gmt":"2010-09-19T17:52:04","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/prevencao-da-gravidez-na-adolescencia-educacao-sexual-em-contexto-escolar\/"},"modified":"2021-05-04T09:31:45","modified_gmt":"2021-05-04T09:31:45","slug":"prevencao-da-gravidez-na-adolescencia-educacao-sexual-em-contexto-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/prevencao-da-gravidez-na-adolescencia-educacao-sexual-em-contexto-escolar\/","title":{"rendered":"Preven\u00e7\u00e3o da gravidez na Adolesc\u00eancia: Educa\u00e7\u00e3o sexual em contexto escolar"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"line-height: 1.3em;\">O ambiente escolar e a interven\u00e7\u00e3o do enfermeiro s\u00e3o essenciais neste processo<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><strong>T\u00edtulo<\/strong><\/h4>\n<p>Preven\u00e7\u00e3o da gravidez na Adolesc\u00eancia: Educa\u00e7\u00e3o sexual em contexto escolar<\/p>\n<p>Prevention of Teenage Pregnancy: Sex education in school context<\/p>\n<p><em>Nursing n\u00ba259<\/em><\/p>\n<h4><strong>Autores:<\/strong><\/h4>\n<p>Anabela Dias* e Isabel Pereira**<\/p>\n<p>Enfermeiras Licenciadas. Centro Hospitalar do M\u00e9dio Tejo (Unidade de Torres Novas \u2013 Servi\u00e7o de Pediatria).<\/p>\n<p>Trabalho realizado no contexto da P\u00f3s-Licenciatura de Especializa\u00e7\u00e3o em Enfermagem de Sa\u00fade Infantil e Pediatria 2008\/2009.<\/p>\n<p>Instituto Polit\u00e9cnico de LeiriaEscola Superior de Sa\u00fade de Leiria.<\/p>\n<h4><strong>Resumo<\/strong><\/h4>\n<p>A maternidade na adolesc\u00eancia constitui um fen\u00f3meno bem vis\u00edvel em Portugal, \u00e9\u00a0o segundo pa\u00eds da Europa com maior n\u00famero de adolescentes gr\u00e1vidas, destacando-se tamb\u00e9m no quadro europeu do aborto volunt\u00e1rio. Em 2007, registaram-se 1690 gravidezes em adolescentes at\u00e9 aos 17 anos e, entre Julho de 2007 e Maio de 2008, abortaram na Maternidade Alfredo da Costa 90 adolescentes (REBELO, 2008).<\/p>\n<p>De acordo com o DECRETO LEI n\u00ba259\/2000 de 17 de Outubro a educa\u00e7\u00e3o sexual ajuda a prevenir riscos associados \u00e0 viv\u00eancia da sexualidade, nomeadamente as gravidezes n\u00e3o desejadas. O ambiente escolar e a interven\u00e7\u00e3o do enfermeiro s\u00e3o essenciais neste processo.<\/p>\n<p>Com este estudo pretende-se avaliar a efectividade na aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimentos dos adolescentes acerca da preven\u00e7\u00e3o da gravidez. Para isso desenvolvemos um estudo experimental, descritivo-correlacional. A amostra foi constitu\u00edda por 36 adolescentes a frequentar o 9\u00ba ano da Escola E.B. 2,3 de Freixianda.<\/p>\n<p>Constat\u00e1mos que o grupo de adolescentes sujeitos \u00e0s sess\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o sobre preven\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia apresentou um n\u00edvel de conhecimentos superior comparativamente aos adolescentes que n\u00e3o receberam esta forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong> Conhecimentos; Preven\u00e7\u00e3o; Gravidez; Adolesc\u00eancia; Educa\u00e7\u00e3o Sexual.<\/p>\n<h4><strong>Summary<\/strong><\/h4>\n<p>Motherhood during adolescence is clearly a phenomenon in Portugal, it is the second European country with largest number of pregnant teenagers, especially in the European framework of voluntary abortion. In 2007 there were 1,690 pregnancies among adolescents up to the age of 17, between July 2007 and May 2008, 90 adolescents aborted in Alfredo da Costa Maternity (REBELO, 2008).<\/p>\n<p>According to the Decree Law n\u00ba 259\/2000 of October 17th, sex education helps prevent risks associated with the experience of sexuality, including unwanted pregnancies. The school environment and the intervention of the school nurse are essential in this process.<\/p>\n<p>This study is intended to evaluate the effectiveness of knowledge acquirement about the prevention of pregnancy by adolescents. For this reason we developed an experimental, descriptive and correlational study. The sample consisted of 36 teenagers who attend the 9th year in the school \u201cEscola EB 2,3 de Freixianda\u201d.<\/p>\n<p>We noticed that the group of adolescents subjected to education sessions about the prevention of teenage pregnancy, showed a higher level of knowledge compared to adolescents who did not receive this training.<\/p>\n<p><strong>Keywords:<\/strong> Knowledge; Prevention; Pregnancy; Adolescence; Sex Education.<\/p>\n<h4><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade considera o per\u00edodo da adolesc\u00eancia entre os 10 e os 19 anos. Caracteriza-se por um per\u00edodo de desequil\u00edbrio, tudo est\u00e1\u00a0 em mudan\u00e7a, tudo se torna contradit\u00f3rio, tudo parece incerto e duvidoso.<\/p>\n<p>A gravidez nesta etapa da vida constitui uma fase de profundas adapta\u00e7\u00f5es e mudan\u00e7as, que transformam a viv\u00eancia da jovem. Constitui um problema de sa\u00fade com implica\u00e7\u00f5es psicossociais na adolescente, no filho e na fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Segundo LOUREN\u00c7O (1998) as complica\u00e7\u00f5es na gr\u00e1vida adolescente s\u00e3o mais frequentes do que na mulher adulta, mas os factores subjacentes a tal fen\u00f3meno s\u00e3o essencialmente de ordem sociocultural, destacando-se de entre eles o atraso no acesso \u00e0s consultas de vigil\u00e2ncia pr\u00e9-natal. Habitualmente, a adolescente ignora, nega ou esconde, no maior per\u00edodo de tempo poss\u00edvel a sua gravidez. Ao dissimular a sua condi\u00e7\u00e3o, arrisca a sua pr\u00f3pria vida e a do ser que traz dentro de si, contribuindo para o aumento das complica\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas.<\/p>\n<p>VENTURA (1991) salienta que a gravidez na adolesc\u00eancia deve ser encarada como uma gravidez de alto risco, por v\u00e1rios factores:<\/p>\n<p>&#8211; A adolescente encontra-se numa fase activa do seu desenvolvimento f\u00edsico e uma gravidez pode vir a alter\u00e1-lo significativamente;<\/p>\n<p>&#8211; A maioria das adolescentes n\u00e3o est\u00e1\u00a0preparada para encarar uma gravidez e suas altera\u00e7\u00f5es (ps\u00edquicas e f\u00edsicas) devido \u00e0 imaturidade psicol\u00f3gica caracter\u00edstica desta faixa et\u00e1ria.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m dos factores acima mencionados, LOUREN\u00c7O (1998) ainda acrescenta como principais patologias obst\u00e9tricas: prematuridade e baixo peso do rec\u00e9m-nascido, tox\u00e9mia grav\u00eddica, anemia, infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria, disfun\u00e7\u00e3o uterina, despropor\u00e7\u00e3o cefalo-p\u00e9lvica, descolamento prematuro da placenta, altas taxas de morbilidade e mortalidade perinatais e risco de parto p\u00f3s-maturo.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Nacional de Estat\u00edstica, em 1998, existiam em Portugal 95 m\u00e3es com menos de 15 anos e 7308 com idades entre os 15 e os 19 anos.<\/p>\n<p>Em 2002, nasceram em Portugal cerca de 9800 filhos de m\u00e3es com idade igual ou inferior a 20 anos, ou seja, 8,6 por cento do total de nascimentos. Estas crian\u00e7as apresentaram, segundo dados do mesmo instituto, maior frequ\u00eancia de prematuridade (6,8 por cento versus 5,4 por cento) e de mortalidade de fetos mortos em partos simples (0,59 por cento versus 0,48 por cento).<\/p>\n<p>REBELO (2008) refere que, em 2007, registaram-se 1690 gravidezes em adolescentes at\u00e9 aos 17 anos. Com a mesma idade, entre os meses de Julho de 2007 e Maio de 2008, abortaram na Maternidade Alfredo da Costa 90 adolescentes. Os abortos foram feitos de acordo com a nova lei que entrou em vigor a 15 de Julho de 2007 e que permite a interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez a pedido da mulher at\u00e9 \u00e0s 10 semanas de gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na RESOLU\u00c7\u00c3O DA ASSEMBLEIA DA REP\u00daBLICA n\u00ba 27\/2007 de 21 Junho, o governo recomenda medidas no sentido de prevenir a gravidez na adolesc\u00eancia e pode ler-se o seguinte:<\/p>\n<p>\u201c1 \u2013 A recolha e sistematiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o considerada relevante sobre a gravidez na adolesc\u00eancia, que proporcione um real diagn\u00f3stico da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2 \u2013 Em sequ\u00eancia deste estudo e em conson\u00e2ncia com o diagn\u00f3stico deve ser elaborado um programa nacional sobre preven\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia de acordo com as realidades concretas.<\/p>\n<p>3 \u2013 Este plano deve ser elaborado por um grupo de especialistas ao n\u00edvel da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o que deve avaliar as poucas experi\u00eancias j\u00e1 realizadas nesta \u00e1rea.<\/p>\n<p>7 \u2013 Promover campanhas de informa\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o dirigidas a adolescentes e jovens sobre a sa\u00fade sexual e reprodutiva, regulares e devidamente avaliadas.\u201d<\/p>\n<p>O PLANO NACIONAL DE SA\u00daDE 2004-2010 (2004:17) preconiza que:<\/p>\n<p>\u201cOs adolescentes s\u00e3o grupos de interven\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria, no \u00e2mbito da sa\u00fade reprodutiva e da preven\u00e7\u00e3o de ITS (infec\u00e7\u00f5es transmitidas sexualmente); ser\u00e3o, portanto, refor\u00e7adas as iniciativas no sentido de adequar e melhorar as condi\u00e7\u00f5es de acesso e atendimento dos adolescentes, nos Centros de Sa\u00fade e nos Hospitais\u201d e ainda devem ser \u201cestabelecidas parcerias com outras institui\u00e7\u00f5es e sectores, nomeadamente a educa\u00e7\u00e3o, para uma abordagem integrada da sa\u00fade dos adolescentes e do desenvolvimento de actividades de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e presta\u00e7\u00e3o de cuidados nos servi\u00e7os oficiais de sa\u00fade.\u201d<\/p>\n<p>O mesmo documento (2004:18) refere ainda que:<\/p>\n<p>\u201cDe acordo com a Conven\u00e7\u00e3o dos Direitos da Crian\u00e7a, todas as crian\u00e7as e jovens devem ter assegurado o direito \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. A educa\u00e7\u00e3o sexual pode ser entendida, portanto, como um direito que todos t\u00eam de ter uma vis\u00e3o positiva da sua sexualidade, ter pensamento cr\u00edtico e tomar decis\u00f5es respons\u00e1veis acerca da sua vida sexual dando-lhes a oportunidade de adoptarem estilos de vida saud\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<p>Para al\u00e9m de ser um direito humano, consagrado tamb\u00e9m na legisla\u00e7\u00e3o portuguesa (DECRETO LEI n\u00ba259\/2000 de 17 de Outubro), a educa\u00e7\u00e3o sexual ajuda a prevenir riscos associados \u00e0 viv\u00eancia da sexualidade, nomeadamente as gravidezes n\u00e3o desejadas e o cont\u00e1gio de infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis, cuja educa\u00e7\u00e3o sexual informal e espont\u00e2nea n\u00e3o \u00e9 suficiente, esclarecedora, nem eficaz.<\/p>\n<p>Como refere MENDES (2006:43), a abordagem deve ser \u201cpedag\u00f3gica sistem\u00e1tica de temas ligados \u00e0 sexualidade humana em contexto curricular, disciplinar e n\u00e3o disciplinar e extracurricular, numa l\u00f3gica interdisciplinar, privilegiando o espa\u00e7o turma e as diferentes necessidades de crian\u00e7as e jovens\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com os resultados de um estudo descritivo-correlacional de 2007, realizado nos Estados Unidos da Am\u00e9rica de Janeiro de 2002 a Mar\u00e7o de 2003, a adolescentes com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos, de ambos os sexos, os autores conclu\u00edram que:<\/p>\n<ul>\n<li>O ensino sobre a contracep\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 associado ao aumento do risco da actividade sexual e das doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis nos adolescentes.<\/li>\n<li>A informa\u00e7\u00e3o apenas sobre a abstin\u00eancia sexual n\u00e3o tem significado no retardar do in\u00edcio da actividade sexual dos adolescentes.<\/li>\n<li>Os adolescentes sujeitos a uma educa\u00e7\u00e3o sexual abrangente (baseada na informa\u00e7\u00e3o sobre abstin\u00eancia sexual, informa\u00e7\u00e3o sobre m\u00e9todos anticoncepcionais no controlo da natalidade e preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis) t\u00eam menor risco de gravidez comparativamente aos que n\u00e3o receberam qualquer tipo de educa\u00e7\u00e3o sexual ou que receberam apenas informa\u00e7\u00e3o baseada na abstin\u00eancia sexual (KOHLER, 2008).<\/li>\n<\/ul>\n<p>MENDES (2006) faz refer\u00eancia a outro estudo realizado pelo Centro de Estudos da Fam\u00edlia do Instituto Superior de Ci\u00eancias Sociais e Pol\u00edticas, que conclui que, mais de 40 por cento dos portugueses nem sempre usa preservativo em rela\u00e7\u00f5es sexuais ocasionais ou quando t\u00eam mais do que um parceiro sexual e 20 por cento nunca o utiliza.<\/p>\n<p>Neste contexto, a educa\u00e7\u00e3o sexual nas escolas assume um papel fulcral na forma\u00e7\u00e3o dos jovens adolescentes, a sua efic\u00e1cia depende da articula\u00e7\u00e3o e estabelecimento de parcerias entre a escola e os servi\u00e7os de sa\u00fade, o enfermeiro desempenha um papel important\u00edssimo como educador para a sa\u00fade e agente promotor de estilos de vida saud\u00e1veis, nos quais se insere a preven\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>Este estudo de investiga\u00e7\u00e3o orientou-se para uma popula\u00e7\u00e3o de adolescentes a frequentar o 9\u00ba ano. Seleccionada uma amostra n\u00e3o aleat\u00f3ria e dividida em dois grupos, em que um foi sujeito a sess\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o sobre preven\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia, com o objectivo de se determinar a efectividade desta estrat\u00e9gia na aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimentos.<\/p>\n<h4><strong>Metodologia<\/strong><\/h4>\n<p>Este estudo enquadra-se no dom\u00ednio da investiga\u00e7\u00e3o quantitativa, experimental e longitudinal.<\/p>\n<p>Assumiu-se como vari\u00e1vel dependente \u201cConhecimentos acerca da preven\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia\u201d e como vari\u00e1vel independente a \u201cEduca\u00e7\u00e3o sexual na preven\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Para testar a nossa hip\u00f3tese, \u201cOs adolescentes sujeitos \u00e0s sess\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o sexual, apresentam mais conhecimentos relativamente \u00e0 preven\u00e7\u00e3o da gravidez, comparados aos adolescentes que n\u00e3o frequentaram estas sess\u00f5es\u201d, foi desenhado um estudo experimental de caso controle. De acordo com FORTIN (1999), \u00e9 um estudo de causa efeito, em que a partir da hip\u00f3tese o pesquisador aplica um tratamento experimental. Utiliza um grupo experimental e um grupo controlo equivalentes, no qual o primeiro \u00e9 submetido ao experimento, pretende descrever a rela\u00e7\u00e3o entre as vari\u00e1veis e verificar a sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o alvo foi constitu\u00edda por 54 adolescentes (turmas A, B e C), a frequentar o 9\u00ba ano de escolaridade no ano lectivo de 2008\/2009, da Escola E.B. 2,3 de Freixianda, pertencente \u00e0 \u00e1rea de influ\u00eancia de Sa\u00fade Escolar do Centro de Sa\u00fade de Our\u00e9m. Para a realiza\u00e7\u00e3o deste estudo foi feito um pedido formal ao conselho executivo da escola e prestados esclarecimentos em reuni\u00e3o \u00e0 Presidente do Conselho Executivo e directores de turma da popula\u00e7\u00e3o alvo.<\/p>\n<p>A nossa amostra foi constitu\u00edda por 36 adolescentes, o m\u00e9todo de amostragem n\u00e3o probabil\u00edstico por conveni\u00eancia de acordo com a op\u00e7\u00e3o dos directores de turma. As unidades de amostragem as turmas A e B.<\/p>\n<p>Aplicou-se aos adolescentes um question\u00e1rio, para avalia\u00e7\u00e3o de conhecimentos sobre a preven\u00e7\u00e3o da gravidez, em dois momentos diferentes. O 1\u00ba momento (9 de Dezembro de 2008) antes da realiza\u00e7\u00e3o das sess\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o sexual e o 2\u00ba momento (13 de Janeiro de 2009) ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o das sess\u00f5es ao grupo experimental (turma A). A colheita de dados foi an\u00f3nima, tendo-se garantido a protec\u00e7\u00e3o de dados pessoais. Foram inclu\u00eddos apenas os adolescentes dos quais se obteve consentimento informado, quer do pr\u00f3prio, quer dos respectivos encarregados de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O question\u00e1rio foi aplicado durante o hor\u00e1rio escolar (nas aulas de Forma\u00e7\u00e3o C\u00edvica), com a presen\u00e7a de pelo menos um observador.<\/p>\n<p>Com o objectivo de testar o n\u00famero, o impacto, a pertin\u00eancia e a interpreta\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es, foi aplicado um pr\u00e9-teste a 4 adolescentes, tamb\u00e9m a frequentar o 9\u00ba ano. A an\u00e1lise e a avalia\u00e7\u00e3o destes resultados permitiu aferir, rever, corrigir, clarificar e modificar algumas quest\u00f5es no question\u00e1rio.<\/p>\n<p>Posteriormente, foi elaborado uma vers\u00e3o definitiva. A 1\u00aa parte relacionada com as caracter\u00edsticas individuais e s\u00f3cio-familiares dos adolescentes. A 2\u00aa parte para avalia\u00e7\u00e3o dos conhecimentos, constitu\u00edda por 11 quest\u00f5es fechadas de resposta m\u00faltipla.<\/p>\n<p>Elabor\u00e1mos 6 quest\u00f5es em que se pretende avaliar o conhecimento acerca do aparelho reprodutor feminino, masculino, ciclo menstrual e altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas da adolesc\u00eancia, atribu\u00edmos o valor 0 para resposta incorrecta e o valor 1 para a resposta correcta. Na quest\u00e3o 7, em que se pretende avaliar o conhecimento acerca do n\u00ba de m\u00e9todos contraceptivos conhecidos, atribu\u00edmos o valor 0 para desconhecimento total, 1 para quem referiu 1 m\u00e9todo, 2 para 2 m\u00e9todos e 3 para 3 m\u00e9todos ou mais. Na quest\u00e3o 8, em que se pretende avaliar o conhecimento acerca de aspectos e mitos da rela\u00e7\u00e3o sexual, das sete possibilidades de resposta, 2 estavam erradas e 5 correctas, atribu\u00edmos o valor 0 a resposta errada e o valor de 1 at\u00e9 5 de acordo com o n\u00famero de respostas correctas assinaladas. Na quest\u00e3o 9, em que se pretende avaliar o conhecimento acerca do uso correcto do preservativo, atribu\u00edmos o valor 0 para resposta incorrecta e o valor 1 para a resposta correcta. Na quest\u00e3o 10, em que se pretende avaliar o conhecimento acerca da actua\u00e7\u00e3o no caso do preservativo se romper, atribu\u00edmos o valor 0 para resposta incorrecta, o valor 1 para quem assinalou 1 resposta correcta e o valor 2 para quem assinalou 2 respostas correctas. No total, o score m\u00e1ximo poss\u00edvel \u00e9 de 17 valores.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o 11 n\u00e3o foi considerada para avalia\u00e7\u00e3o de conhecimentos, pretendia-se conhecer os motivos considerados importantes para os adolescentes dizerem n\u00e3o a uma rela\u00e7\u00e3o sexual. Das 8 afirma\u00e7\u00f5es apresentadas pedia-se para enumerar 4.<\/p>\n<p>O tratamento estat\u00edstico dos dados foi efectuado informaticamente, atrav\u00e9s do programa Statistic Package for the social science (SPSS) na vers\u00e3o 16.0. Antes de iniciar o teste de hip\u00f3teses determinou-se se as vari\u00e1veis em causa tinham distribui\u00e7\u00e3o normal. O teste de Shapiro-Wilk revelou que as vari\u00e1veis n\u00e3o apresentam distribui\u00e7\u00e3o normal, nos dois momentos de avalia\u00e7\u00e3o e nos dois grupos, optando-se assim por testes n\u00e3o param\u00e9tricos.<\/p>\n<p>A fim de confirmar a homogeneidade das amostras, condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para ser um estudo caso-controle, utilizou-se o teste de Mann-Whitney, constatou-se p&gt;0,05 pelo que as diferen\u00e7as encontradas n\u00e3o s\u00e3o estatisticamente significativas.<\/p>\n<p>Para avaliar o n\u00edvel de conhecimentos sobre a preven\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia, nos dois grupos e nos dois momentos de avalia\u00e7\u00e3o, utilizou-se o teste de Wilcoxon.<\/p>\n<h4><strong>Resultados<\/strong><\/h4>\n<p>A amostra foi constitu\u00edda por 36 adolescentes, com id\u00eantica distribui\u00e7\u00e3o entre sexos (50 por cento\/50 por cento), com a m\u00e9dia de idade de 14 anos. A maior parte dos adolescentes vive com pais e irm\u00e3os (92,9 por cento no grupo experimental e 72,7 por cento no grupo controle).<\/p>\n<p>Relativamente aos conhecimentos anteriores sobre sexualidade, verificou-se que no grupo experimental, 92,9 por cento refere ter conhecimentos anteriores e considera este conhecimento de bom (42,9 por cento) e suficiente (50 por cento), apenas um adolescente (7,1 por cento) refere n\u00e3o ter conhecimentos anteriores. No grupo controle 72,3 por cento refere ter conhecimentos anteriores e apenas um nas quest\u00f5es relativas ao conhecimento, acerca do aparelho reprodutor feminino, masculino, ciclo menstrual e altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas da adolesc\u00eancia. No grupo experimental, 92,9 por cento dos adolescentes respondeu correctamente \u00e0s quest\u00f5es 1,2 e 3 no 1\u00ba momento e, 100 por cento respondeu correctamente no 2\u00ba momento. Relativamente \u00e0s quest\u00f5es 4, 5 e 6 no 1\u00ba momento foi de 50 por cento, 42,9 por cento e 42,9 por cento respectivamente e, no 2\u00ba momento, 92,9 por cento na quest\u00e3o 4 e 6, 71,4 por cento na quest\u00e3o 5.<\/p>\n<p>No grupo controle as respostas correctas nas quest\u00f5es 1,2 e 3 variaram de 90,9 por cento a 100 por cento. Nas quest\u00f5es 4, 5 e 6 as respostas correctas variaram de 40,9 por cento a 63,6 por cento. No 2\u00ba momento 95,5 por cento responderam correctamente \u00e0s quest\u00f5es 1,2 e 3 e, nas quest\u00f5es 4, 5 e 6, a percentagem de respostas correctas variou entre 36,4 por cento e 68,2 por cento.<\/p>\n<p>Na quest\u00e3o 7, relacionada com o conhecimento sobre os m\u00e9todos contraceptivos, mais de 50 por cento da amostra, nos dois momentos de avalia\u00e7\u00e3o, refere conhecer 3 ou mais m\u00e9todos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos conhecimentos acerca de aspectos e mitos da rela\u00e7\u00e3o sexual, no 1\u00ba momento no grupo experimental, 21,4 por cento assinalou resposta incorrecta e 28,6 por cento assinalou as 5 respostas correctas. No 2\u00ba momento, 64,3 por cento assinalou 5 respostas correctas. No grupo controle n\u00e3o houve respostas incorrectas no 1\u00ba momento e, 54,5 assinalou 4 respostas correctas, no 2\u00ba momento 9,1 por cento assinalou a resposta incorrecta.<\/p>\n<p>Quanto ao conhecimento sobre o uso do preservativo, o grupo experimental no 1\u00ba\u00a0momento apresentou 64,3 por cento de respostas correctas e 100 por cento no 2\u00ba momento. O grupo controle no 1\u00ba momento apresentou 77,3 por cento de respostas correctas e no 2\u00ba momento 68,2 por cento.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o 10, relacionada com o conhecimento sobre como actuar no caso do preservativo se romper. No grupo experimental no 1\u00ba momento, 64,3 por cento assinalou a resposta incorrecta e apenas 14,3 por cento assinalou 2 respostas correctas; no 2\u00ba momento 92,9 por cento assinalou 2 respostas correctas e n\u00e3o houve respostas incorrectas. No grupo controle, no 1\u00ba momento 13,6 por cento assinalou a resposta incorrecta e 27,3 por cento assinalou 2 respostas correctas, no 2\u00ba momento 22,7 por cento assinalou a resposta incorrecta e apenas 18,2 por cento assinalou 2 respostas correctas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao total de conhecimentos apresentado pelos adolescentes, de acordo com o teste de Wilcoxon, verificou-se no 1\u00ba momento no grupo experimental, uma M\u00e9dia de 11,2 e a Moda igual a 12, no 2\u00ba momento, a M\u00e9dia foi de 15,8 e a Moda igual a 17. No grupo controle no 1\u00ba momento, a M\u00e9dia foi de 12,8 e a Moda 13, no 2\u00ba momento a M\u00e9dia foi de 11,7 e a Moda 11.<\/p>\n<p>Constata-se que existem diferen\u00e7as estatisticamente significativas entre os dois momentos. No 2\u00ba momento o grupo experimental apresenta uma m\u00e9dia de conhecimentos superior ao grupo controle.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0 quest\u00e3o 11, os 4 motivos enumerados pelos adolescentes para dizer n\u00e3o a uma rela\u00e7\u00e3o sexual foram no 1\u00ba momento e nos dois grupos: \u201cmedo da gravidez\u201d; \u201cmedo de uma doen\u00e7a sexualmente transmiss\u00edvel\u201d; \u201cn\u00e3o ser a pessoa certa\u201d e \u201cpor n\u00e3o estar preparado\u201d.<\/p>\n<p>No 2\u00ba\u00a0momento, o grupo experimental enumerou \u201cmedo da gravidez\u201d; \u201cmedo de uma doen\u00e7a sexualmente transmiss\u00edvel\u201d, \u201cpor n\u00e3o estar preparado\u201d e \u201cquerer dar tempo para que o namoro se desenvolva\u201d sendo que, o \u201cpor n\u00e3o estar preparado\u201d e \u201cquerer dar tempo para que o namoro se desenvolva\u201d foram os motivos mais vezes enumerados, referidos por 78,5 por cento dos adolescentes.<\/p>\n<p>No 2\u00ba\u00a0momento, o grupo controle considerou os mesmos motivos enumerados no 1\u00ba momento.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o menos enumerada para dizer n\u00e3o a uma rela\u00e7\u00e3o sexual nos dois grupos, tanto no 1\u00ba\u00a0 como no 2\u00ba\u00a0momento foi, \u201cquerer esperar at\u00e9 ao casamento\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Discuss\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>De acordo com a opini\u00e3o dos adolescentes acerca dos conhecimentos anteriores sobre sexualidade, verificou-se que no grupo experimental, 92,9 por cento refere ter conhecimentos anteriores e considera este conhecimento de bom e suficiente, no grupo controle 72,3 por cento refere ter conhecimentos anteriores e apenas um adolescente (4,5 por cento) considera este conhecimento insuficiente. No entanto, da an\u00e1lise dos resultados, verifica-se em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de conhecimentos no 1\u00ba momento e no grupo experimental uma M\u00e9dia=11,2 que, melhorou no 2\u00ba momento (M\u00e9dia=15,8), ao contr\u00e1rio dos resultados obtidos no grupo controle. Conclui-se que houve efectividade na forma\u00e7\u00e3o e que o tipo de conhecimentos anteriores percepcionados pelos adolescentes, baseados numa educa\u00e7\u00e3o sexual informal e espont\u00e2nea n\u00e3o \u00e9 suficiente, esclarecedora, nem eficaz o que est\u00e1 de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o portuguesa no DECRETO LEI n\u00ba259\/2000.<\/p>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o do teste Wilcoxon permite-nos referir que as diferen\u00e7as no grupo experimental, no que diz respeito ao n\u00edvel de conhecimentos entre o 1\u00ba momento e o 2\u00ba momento, s\u00e3o estatisticamente significativas. Os adolescentes apresentavam um n\u00edvel de conhecimento sobre preven\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia no 1\u00ba momento inferior (media= 11,2; s= 3,0) ao apresentado no 2\u00ba momento (media = 15,8 s=1,6 ).<\/p>\n<p>No grupo de controle, as diferen\u00e7as s\u00e3o tamb\u00e9m estatisticamente significativas no que diz respeito ao n\u00edvel de conhecimentos sobre preven\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia no 1\u00ba momento e no 2\u00ba momento, mas verifica-se que no 1\u00ba momento, o n\u00edvel de conhecimentos era superior (m\u00e9dia=12,8; s=1,6) e inferior no 2\u00ba momento (m\u00e9dia=11,7; s=1,6).<\/p>\n<p>Ou seja, podemos concluir que a forma\u00e7\u00e3o foi efectiva e ainda que o n\u00edvel de conhecimentos sobre a preven\u00e7\u00e3o da gravidez no grupo experimental em rela\u00e7\u00e3o ao grupo controle foi superior, sendo a diferen\u00e7a estatisticamente significativa (Grupo experimental p=0,001 e grupo controle p=0,044).<\/p>\n<p>Ao concluirmos a efectividade da forma\u00e7\u00e3o sobre educa\u00e7\u00e3o sexual, pensamos estar a contribuir para preven\u00e7\u00e3o da Gravidez na Adolesc\u00eancia, indo de encontro \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es preconizadas pela RESOLU\u00c7\u00c3O DA ASSEMBLEIA DA REP\u00daBLICA n\u00ba 27\/2007 em que o governo recomenda medidas no sentido de prevenir a gravidez na adolesc\u00eancia, promovendo campanhas de informa\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o dirigidas a adolescentes e jovens sobre a sa\u00fade sexual e reprodutiva, regulares e devidamente avaliadas. Tamb\u00e9m MENDES (2006:43) refere que: \u201cUma abordagem pedag\u00f3gica sistem\u00e1tica de temas ligados \u00e0 sexualidade humana em contexto curricular\u2026, privilegiando o espa\u00e7o turma e as diferentes necessidades de crian\u00e7as e jovens\u201d, insere-se num programa eficaz de educa\u00e7\u00e3o sexual na escola.<\/p>\n<p>O estudo americano de KOHLER (2008) demonstra que os adolescentes sujeitos a uma educa\u00e7\u00e3o sexual abrangente t\u00eam menor risco de gravidez, comparativamente aos que n\u00e3o receberam qualquer tipo de educa\u00e7\u00e3o sexual ou que receberam apenas informa\u00e7\u00e3o baseada na abstin\u00eancia sexual.<\/p>\n<p>Neste contexto, a educa\u00e7\u00e3o sexual nas escolas, assume um papel fulcral na forma\u00e7\u00e3o dos jovens adolescentes, a sua efic\u00e1cia depende da articula\u00e7\u00e3o e estabelecimento de parcerias entre a escola e os servi\u00e7os de sa\u00fade, o enfermeiro desempenha um papel important\u00edssimo como educador para a sa\u00fade e agente promotor de estilos de vida saud\u00e1veis, nos quais se insere a preven\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia.<\/p>\n<h4><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Da an\u00e1lise dos dados podemos concluir que os adolescentes sujeitos \u00e0s sess\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o sexual apresentam mais conhecimentos relativamente \u00e0\u00a0preven\u00e7\u00e3o da gravidez, comparados aos adolescentes que n\u00e3o frequentaram estas sess\u00f5es.<\/p>\n<p>No dom\u00ednio dos conhecimentos, a educa\u00e7\u00e3o sexual contribui para uma viv\u00eancia informada, mais gratificante, mais aut\u00f3noma e mais respons\u00e1vel da sexualidade. A educa\u00e7\u00e3o sexual em meio escolar tem um papel relevante, j\u00e1 que a maioria dos jovens passa aqui grande parte do seu tempo. A informa\u00e7\u00e3o trocada no grupo de amigos, com orienta\u00e7\u00e3o e numa abordagem pedag\u00f3gica e sistem\u00e1tica, acaba por prevalecer na forma\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre esta mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Neste contexto, estamos de acordo com o referido pelo GRUPO PARLAMENTAR DO PSD (2002):<\/p>\n<p>\u201cO acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre sexualidade, a meios contraceptivos e a ajuda e acompanhamento especializado, designadamente na gravidez na adolesc\u00eancia, s\u00e3o fic\u00e7\u00f5es ou bloqueios em grande parte do pa\u00eds. E seguramente reside aqui, na preven\u00e7\u00e3o da gravidez n\u00e3o desejada, no conhecimento e uso de m\u00e9todos contraceptivos, nas no\u00e7\u00f5es sobre doen\u00e7as transmitidas sexualmente, na responsabiliza\u00e7\u00e3o das adolescentes\u2026 a interven\u00e7\u00e3o decisiva para uma evolu\u00e7\u00e3o mais positiva dos actuais \u00edndices de sa\u00fade p\u00fablica juvenil.\u201d<\/p>\n<p>Garantir aos jovens uma viv\u00eancia sexual saud\u00e1vel \u00e9\u00a0um dos maiores desafios da escola, \u00e9\u00a0ineg\u00e1vel que esta \u00e9\u00a0a institui\u00e7\u00e3o mais adequada \u00e0\u00a0 transmiss\u00e3o de conhecimentos e integra\u00e7\u00e3o social do adolescente, mas s\u00f3 conseguir\u00e1 dar resposta com a colabora\u00e7\u00e3o de outros parceiros, em particular das Equipas de Sa\u00fade Escolar.<\/p>\n<p>De acordo com GOMES (2005), o enfermeiro tem um papel fundamental como agente educador para a sa\u00fade e promotor de estilos de vida saud\u00e1veis, nos quais se insere a preven\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia. A legisla\u00e7\u00e3o implementa a educa\u00e7\u00e3o sexual em meio escolar, mas os professores apresentam algumas reservas para desempenhar estas tarefas, por manifestarem desconforto na abordagem destes temas. O enfermeiro \u00e9 o profissional competente para partilhar saberes e encontrar pontos de converg\u00eancia, para apoiar o desenvolvimento do processo de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade em meio escolar.<\/p>\n<p>Perante os dados obtidos no nosso estudo (embora n\u00e3o permita generalizar para toda a popula\u00e7\u00e3o de adolescentes) e de acordo com as justificativas apresentadas sugerimos que sess\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o sexual sejam inseridas nos programas curriculares.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Quadros\u00a0<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">Quadro 1 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o das respostas do grupo experimental e grupo\u00b4controle no 1\u00ba e 2\u00ba momento de avalia\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table1\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td rowspan=\"2\">\n<p align=\"center\">T<\/p>\n<p align=\"center\">e<\/p>\n<p align=\"center\">m<\/p>\n<p align=\"center\">p<\/p>\n<p align=\"center\">o<\/p>\n<\/td>\n<td rowspan=\"2\">\n<p>Quest\u00f5es<\/td>\n<td colspan=\"4\" align=\"center\">Grupo<\/p>\n<p align=\"center\">Experimental<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"4\" align=\"center\">Grupo<\/p>\n<p align=\"center\">Controle<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"center\">\nN<\/td>\n<td align=\"center\">\n%<\/td>\n<td align=\"center\">\nN<\/td>\n<td align=\"center\">\n%<\/td>\n<td align=\"center\">\nN<\/td>\n<td align=\"center\">\n%<\/td>\n<td align=\"center\">\nN<\/td>\n<td align=\"center\">\n%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td rowspan=\"6\">1\u00ba<\/p>\n<p align=\"center\">M<\/p>\n<p align=\"center\">o<\/p>\n<p align=\"center\">m<\/p>\n<p align=\"center\">e<\/p>\n<p align=\"center\">n<\/p>\n<p align=\"center\">t<\/p>\n<p align=\"center\">o<\/p>\n<\/td>\n<td>1-Conhecimento sobre puberdade<\/td>\n<td>13<\/td>\n<td>92,9<\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>7,1<\/td>\n<td>20<\/td>\n<td>90,9<\/td>\n<td>2<\/td>\n<td>9,1<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>2-Conhecimento sobre altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas\u00a0 e psicol\u00f3gicas na adolesc\u00eancia<\/td>\n<td>13<\/td>\n<td>92,9<\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>7,1<\/td>\n<td>22<\/td>\n<td>100,0<\/td>\n<td>0<\/td>\n<td>0,0<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>3-Conhecimento sobre o in\u00edcio da puberdade<\/td>\n<td>13<\/td>\n<td>92,9<\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>7,1<\/td>\n<td>21<\/td>\n<td>95,5<\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>4,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>4-Conhecimento sobre a ovula\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>7<\/td>\n<td>50,0<\/td>\n<td>7<\/td>\n<td>50,0<\/td>\n<td>11<\/td>\n<td>50,0<\/td>\n<td>11<\/td>\n<td>50,0<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>5-Conhecimento sobre o per\u00edodo f\u00e9rtil da mulher<\/td>\n<td>6<\/td>\n<td>42,9<\/td>\n<td>8<\/td>\n<td>57,1<\/td>\n<td>9<\/td>\n<td>40,9<\/td>\n<td>13<\/td>\n<td>59,1<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"39\">6-Conhecimento sobre o per\u00edodo f\u00e9rtil do homem<\/td>\n<td>6<\/td>\n<td>42,9<\/td>\n<td>8<\/td>\n<td>57,1<\/td>\n<td>14<\/td>\n<td>63,6<\/td>\n<td>8<\/td>\n<td>36,4<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td rowspan=\"6\">2\u00ba<\/p>\n<p align=\"center\">M<\/p>\n<p align=\"center\">o<\/p>\n<p align=\"center\">m<\/p>\n<p align=\"center\">e<\/p>\n<p align=\"center\">n<\/p>\n<p align=\"center\">t<\/p>\n<p align=\"center\">o<\/p>\n<\/td>\n<td>1-Conhecimento sobre puberdade<\/td>\n<td>14<\/td>\n<td>100,0<\/td>\n<td>0<\/td>\n<td>0,0<\/td>\n<td>21<\/td>\n<td>95,5<\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>4,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>2-Conhecimento sobre altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas na adolesc\u00eancia<\/td>\n<td>14<\/td>\n<td>100,0<\/td>\n<td>0<\/td>\n<td>0,0<\/td>\n<td>21<\/td>\n<td>95,5<\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>4,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>3-Conhecimento sobre o in\u00edcio da puberdade<\/td>\n<td>14<\/td>\n<td>100,0<\/td>\n<td>0<\/td>\n<td>0,0<\/td>\n<td>21<\/td>\n<td>95,5<\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>4,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>4-Conhecimento sobre a ovula\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>13<\/td>\n<td>92,9<\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>7,1<\/td>\n<td>8<\/td>\n<td>36,4<\/td>\n<td>14<\/td>\n<td>63,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>5-Conhecimento sobre o per\u00edodo f\u00e9rtil da mulher<\/td>\n<td>10<\/td>\n<td>71,4<\/td>\n<td>4<\/td>\n<td>28,6<\/td>\n<td>8<\/td>\n<td>36,8<\/td>\n<td>14<\/td>\n<td>63,8<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"27\">6-Conhecimento sobre o per\u00edodo f\u00e9rtil do homem<\/td>\n<td>13<\/td>\n<td>92,9<\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>7,1<\/td>\n<td>15<\/td>\n<td>68,2<\/td>\n<td>7<\/td>\n<td>31,8<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\">\nN-amostra\n<\/p>\n<p align=\"center\">Quadro 2 \u2013 Medidas descritivas do n\u00edvel de conhecimentos dos adolescentes sobre preven\u00e7\u00e3o da gravidez na adolesc\u00eancia no 1\u00ba e no 2\u00ba momento de avalia\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table2\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Grupos<\/td>\n<td>Total de conhecimentos<\/td>\n<td>N<\/td>\n<td>Min<\/td>\n<td>M\u00e1x<\/td>\n<td>Me<\/td>\n<td>Mo<\/td>\n<td>s<\/td>\n<td>Z<\/td>\n<td>p<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td rowspan=\"2\">experimental<\/td>\n<td>1\u00ba\u00a0momento<\/td>\n<td>14<\/td>\n<td>3<\/td>\n<td>15<\/td>\n<td>11,2<\/td>\n<td>12<\/td>\n<td>3,02<\/td>\n<td rowspan=\"2\">-3,303<\/td>\n<td rowspan=\"2\">0,001<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>2\u00ba\u00a0momento<\/td>\n<td>14<\/td>\n<td>11<\/td>\n<td>17<\/td>\n<td>15,8<\/td>\n<td>17<\/td>\n<td>1,65<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td rowspan=\"2\">controle<\/td>\n<td>1\u00ba\u00a0momento<\/td>\n<td>22<\/td>\n<td>10<\/td>\n<td>15<\/td>\n<td>12,8<\/td>\n<td>13<\/td>\n<td>1,68<\/td>\n<td rowspan=\"2\">-2,014<\/td>\n<td rowspan=\"2\">0,044<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>2\u00ba\u00a0momento<\/td>\n<td>22<\/td>\n<td>8<\/td>\n<td>14<\/td>\n<td>11,7<\/td>\n<td>11<\/td>\n<td>1,66<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\">N-amostra; Min-min\u00edmo; M\u00e1x.-m\u00e1ximo; Me-m\u00e9dia; Mo-moda; s-desvio padr\u00e3o; Z-\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ; p-<\/p>\n<h4><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h4>\n<ol>\n<li>REBELO, Jos\u00e9 &#8211; 90 Menores abortaram na\u00a0 Alfredo da Costa. Correio da manh\u00e3. 07 Julho 2008. (acedido a 11 de Julho de 2008). Dispon\u00edvel na internet: <a href=\"http:\/\/www.correiomanha.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/WWW.correiomanha.pt\/<\/a><\/li>\n<li>DECRETO-LEI n\u00ba 259\/2000 de 17 de Outubro. Di\u00e1rio da Rep\u00fablica I S\u00e9rie \u2013 A N\u00ba240 (00-10-17), p.5784-5785. (Acedido a 8 de Julho de 2008). Dispon\u00edvel na internet: <a href=\"http:\/\/www.educare.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.educare.pt<\/a><\/li>\n<li>ORGANIZA\u00c7\u00c2O MUNDIAL DE SA\u00daDE \u2013 Relat\u00f3rio Mundial de Sa\u00fade. Genebra: OMS, 2005.<\/li>\n<li>LOUREN\u00c7O, Maria Madalena de Carvalho &#8211; Textos e contextos da gravidez na adolesc\u00eancia \u2013 A adolescente, a fam\u00edlia e a escola. Lisboa: Fim de s\u00e9culo edi\u00e7\u00f5es. 1998.<\/li>\n<li>VENTURA, Francisco &#8211; M\u00e3es adolescentes. O m\u00e9dico. Vol. 125, n\u00ba 2041 (Outubro de 1991), p. 166-172.<\/li>\n<li>PORTUGAL, Instituto Nacional de Estat\u00edstica. (Acedido a 8 de Julho de 2008). Dispon\u00edvel na internet: <a href=\"http:\/\/www.ine.pt\/xportal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.ine.pt\/xportal\/<\/a><\/li>\n<li>RESOLU\u00c7\u00c3O DA ASSEMBLEIA DA REP\u00daBLICA n\u00ba 27\/2007. Di\u00e1rio Da Rep\u00fablica 1\u00aa s\u00e9rie. N\u00ba 118 (2007\/06\/21), p.3918.<\/li>\n<li>PORTUGAL, Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u2013 Plano Nacional de Sa\u00fade para 2004 \u2013 2010. Lisboa, 2004.<\/li>\n<li>MENDES, Carla Silva \u2013 \u201cEduca\u00e7\u00e3o Sexual na Adolesc\u00eancia\u201d. Nursing. n\u00ba 212 (Julho de 2006), p. 37-43.<\/li>\n<li>Pamela K e outros \u2013 Abstinence-Only and comprehensive Sex Education and the Initiation of Sexual Activity and Teen Pregnancy. University of Washington, 2007. Journal of Adolescent Health, Abril de 2008, 42(4), p. 344-351.<\/li>\n<li>FORTIN, M.F. &#8211; O processo de investiga\u00e7\u00e3o: da concep\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade. Lisboa: Lusoci\u00eancia. 1999.<\/li>\n<li>GRUPO PARLAMENTAR DO PSD \u2013 Projecto de Resolu\u00e7\u00e3o N\u00ba 31\/IX: Educa\u00e7\u00e3o Sexual e Apoios da Sexualidade Juvenil. Lisboa: Assembleia da rep\u00fablica, 2002. (Acedido a 8 de Julho de 2008). Dispon\u00edvel na internet: <a href=\"http:\/\/www.gppsd.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.gppsd.pt<\/a><\/li>\n<li>GOMES, J. A. e SOUSA, S. D. C. \u2013 Gravidez na Adolesc\u00eancia. Nursing. N\u00ba 196 (Fevereiro de 2005), p. 26-27.<\/li>\n<li>ALVES, Paula Brand\u00e3o; VENTURA, Teresa &#8211; Aborto na adolesc\u00eancia. Revista de Obstetr\u00edcia e Ginecologia. Vol., XXV n\u00ba 9 (2002), p. 289-294.<\/li>\n<li>BRINDIS, Claire D. \u2013 A PUBLIC HEALTH SUCCESS: Understanding Policy Changes Related to Teen Sexual Activity and Pregnancy. University of California, San Francisco, 2002.<\/li>\n<li>CANAVARRO, M. Cristina; PEREIRA, Ana Isabel &#8211; Gravidez e Maternidade na Adolesc\u00eancia: Perspectivas te\u00f3ricas in: CANAVARRO. Psicologia da Gravidez e da Maternidade. Coimbra: Quarteto Editora, 2002. p. 323-352.<\/li>\n<li>CARD, Josefina J. \u2013 Teen Pregnancy Prevention: Do Any Programs Work?. Annual Review of Public Health, 1999, Vol. 20, p. 257-285.<\/li>\n<li>CORDEIRO, J. C. Dias &#8211; Os adolescentes por dentro. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Salamandra. 1988.<\/li>\n<li>PORTUGAL, Direc\u00e7\u00e3o-Geral da sa\u00fade &#8211; Programa Nacional de sa\u00fade Escolar. Lisboa: DGS, 2006.<\/li>\n<li>PRIOR, Carlos e outros &#8211; Condutas sexuais com risco de gravidez na adolesc\u00eancia. Revista Portuguesa de Cl\u00ednica Geral n\u00ba 17 (2001), p. 111-138.<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ambiente escolar e a interven\u00e7\u00e3o do enfermeiro s\u00e3o essenciais neste processo<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[340,717,718,719,72,124,349],"class_list":["post-1423","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nursing","tag-adolescencia","tag-conhecimentos","tag-educacao-sexual","tag-escolar","tag-gravidez","tag-prevencao","tag-sexualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1423","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1423"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1423\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2737,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1423\/revisions\/2737"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1423"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1423"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1423"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}