{"id":1414,"date":"2010-07-13T21:31:54","date_gmt":"2010-07-13T21:31:54","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/v-jornadas-de-urgencia-emergencia\/"},"modified":"2021-05-04T09:02:22","modified_gmt":"2021-05-04T09:02:22","slug":"v-jornadas-de-urgencia-emergencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/v-jornadas-de-urgencia-emergencia\/","title":{"rendered":"V Jornadas de Urg\u00eancia\/Emerg\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Muitos traumatismos exigem interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica nas primeiras horas, para minimizar sequelas graves.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><strong>Esmeralda Rocha<\/strong><br \/>\n<strong>Lu\u00edsa Santos<\/strong><br \/>\n<strong>Mayra Cristina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\">Enfermeiras do servi\u00e7o de Ortopedia A\u00a0r\/c dos Hospitas da Universidade de Coimbra, EPE<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table1\" border=\"0\" cellpadding=\"2\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"266\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1413\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/cartaz-emerg2010-viseu.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"353\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/cartaz-emerg2010-viseu.jpg 250w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/cartaz-emerg2010-viseu-212x300.jpg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/td>\n<td>\n<p align=\"justify\">Pelo 5\u00ba\u00a0 ano consecutivo decorreram, nos dias 17 e 18 de 2010, as V Jornadas de Urg\u00eancia\/Emerg\u00eancia, organizadas pelo 5\u00ba Curso de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Urg\u00eancia e Emerg\u00eancia da Escola Superior de Sa\u00fade de Viseu.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A pertin\u00eancia na selec\u00e7\u00e3o dos temas, bem como dos prelectores que deram voz aos mesmos, mobilizaram uma participa\u00e7\u00e3o activa enriquecedora, com momentos de reflex\u00e3o pessoal e em grupo, para todos os congressistas.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">As altera\u00e7\u00f5es epidemiol\u00f3gicas, as instabilidades geogr\u00e1ficas, clim\u00e1ticas e ambientais que perturbam a sociedade actual, exigem dos profissionais de sa\u00fade respostas quer em termos de planos estrat\u00e9gicos de actua\u00e7\u00e3o em emerg\u00eancia, quer em termos de actua\u00e7\u00e3o efectiva em situa\u00e7\u00f5es reais.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Neste contexto decorreram v\u00e1rios debates, organizados em cinco mesas de trabalho, que abordaram uma diversidade de tem\u00e1ticas referentes ao doente politraumatizado.<\/p>\n<p>A partilha de conhecimentos e experi\u00eancias foi uma preocupa\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o deste evento, numa concep\u00e7\u00e3o global de reanimar compet\u00eancias na emerg\u00eancia do cuidar.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Na mesa I \u2013 O politraumatizado em contexto de Urg\u00eancia\/Emerg\u00eancia, moderada pela Enf.\u00aa Catarina Carvalho, foi iniciada com a apresenta\u00e7\u00e3o da Enfermeira Patr\u00edcia Cardoso (Servi\u00e7o de Urg\u00eancia do Hospital Infante Dom Pedro &#8211; Aveiro), com a abordagem da Tr\u00edade Letal em Trauma, como sendo um conjunto de situa\u00e7\u00f5es que, associadas, levam \u00e0 morte em trauma, tornando-se esta numa das principais causas de morte no mundo.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Enfermeira Patr\u00edcia elogiou a organiza\u00e7\u00e3o pela escolha deste tema t\u00e3o complexo e pertinente, mas raramente abordado em contexto de jornadas.<\/p>\n<p align=\"justify\">A tr\u00edade letal (hipotermia, coagulopatia e acidose), associada ao politraumatizado grave, em virtude de uma hemorragia severa e n\u00e3o tratada preventivamente leva a que o doente sofra consequ\u00eancias de disfun\u00e7\u00e3o org\u00e2nica m\u00faltipla, com aumento da morbilidade, custos elevados de tratamento, sofrimento associado a um tratamento prolongado e aumento da mortalidade, com perdas incalcul\u00e1veis no seio familiar.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Enfermeira Patr\u00edcia finalizou a sua apresenta\u00e7\u00e3o com 4 princ\u00edpios importantes para evitar a tr\u00edade letal:<\/p>\n<ul>\n<li>Abordagem sistematizada do doente politraumatizado por toda a equipa (forma\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica);<\/li>\n<li>Meios e recursos humanos diferenciados;<\/li>\n<li>Protocolos de actua\u00e7\u00e3o bem definidos;<\/li>\n<li>Equipas especializadas em trauma (segundo a prelectora, \u201ccada vez mais se recomenda para a pr\u00e1tica\u201d).<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">O segundo tema abordado nesta mesa &#8211; O Trauma Tor\u00e1cico &#8211; pelo Dr. Lu\u00eds Filipe Pinheiro (Cirurgi\u00e3o do Hospital S. Teot\u00f3nio &#8211; Viseu) deu \u00eanfase ao trauma tor\u00e1cico como a segunda causa de morte no doente politraumatizado, sendo as causas mais frequentes os acidentes de trabalho, rodovi\u00e1rios e agress\u00f5es, que afectam quase sempre uma popula\u00e7\u00e3o em idade produtiva, trazendo implica\u00e7\u00f5es socioecon\u00f3micas graves.<\/p>\n<p align=\"justify\">Muitas destas mortes s\u00e3o evitadas com uma abordagem sistematizada do politraumatizado, com medidas simples mas que salvam a vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">A abordagem do doente com trauma tor\u00e1cico deve seguir as guidelines da abordagem do doente politraumatizado, sendo que as seis les\u00f5es potencialmente fatais (obstru\u00e7\u00e3o da via a\u00e9rea, pneumot\u00f3rax hipertensivo, pneumot\u00f3rax aberto, t\u00f3rax inst\u00e1vel, hemot\u00f3rax maci\u00e7o e o tamponamento card\u00edaco) devem ser tratadas em sala de emerg\u00eancia e nenhum outro procedimento de diagn\u00f3stico deve atrasar a actua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta primeira mesa de trabalho foi conclu\u00edda com a apresenta\u00e7\u00e3o da Dra. Ernestina Gomes (UCI do Hospital Geral de S. Ant\u00f3nio &#8211; Porto), que introduziu a tem\u00e1tica da dor, muitas vezes esquecida quando se fala em doente politraumatizado.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Dor, definida pela Direc\u00e7\u00e3o Geral de Sa\u00fade (DGS) como um quinto sinal vital, deve ser tamb\u00e9m uma prioridade dos profissionais de sa\u00fade na abordagem destes doentes, que devem reconhecer a dor n\u00e3o aliviada como um sinal de alerta. Como foi referido pela Dra. Ernestina, \u201ca dor n\u00e3o mata, mas m\u00f3i\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">O profissional de sa\u00fade, no entender da prelectora, com maior capacidade, compet\u00eancia e sensibilidade de medir\/avaliar a dor \u00e9 o Enfermeiro.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os mitos e medos em torno da administra\u00e7\u00e3o de analg\u00e9sicos, anti-inflamat\u00f3rios, opi\u00f3ides e antidepressivos, em contexto de emerg\u00eancia devem ser ultrapassados e discutidos em equipa multidisciplinar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foi frisada, durante esta apresenta\u00e7\u00e3o, a import\u00e2ncia de avaliar e tratar a dor cr\u00f3nica no doente politraumatizado, quando este se encontra j\u00e1 em fase de recupera\u00e7\u00e3o, quer em internamento ou no domic\u00edlio e \u00e9 importante n\u00e3o esquecer que \u201c\u00c9 fundamental identificar a dor cr\u00f3nica\u201d \u2013 nerop\u00e1tica, fantasma (\u2026) o nosso c\u00e9rebro como centro da dor\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foi conclu\u00edda a apresenta\u00e7\u00e3o com a refer\u00eancia a que todos podemos fazer algo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0dor no doente politraumatizado, tendo sido descritos cinco passos para controlar a dor:<\/p>\n<ol>\n<li>Perguntar se tem dor;<\/li>\n<li>Fazer uma avalia\u00e7\u00e3o da dor;<\/li>\n<li>Desenvolver um plano de tratamento;<\/li>\n<li>Tratar;<\/li>\n<li>Reavaliar.<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">A mesa II \u2013 Grandes cat\u00e1strofes do S\u00e9culo. XXI \u2013 Experi\u00eancias no terreno, teve como moderador o Enf.\u00ba M\u00e1rio Em\u00eddio e come\u00e7ou com a apresenta\u00e7\u00e3o de um filme em conjunto pelas pessoas duas pessoas que prelectaram a mesa: o Enf.\u00ba Pedro Vasconcelos e o Enf.\u00ba Ricardo (SU e VMER Hospital S. Francisco Xavier &#8211; Lisboa), onde se podiam observar v\u00e1rias imagens da nossa natureza, embora em situa\u00e7\u00f5es menos belas (Confrontos em Israel, Sismo no Haiti, Inunda\u00e7\u00f5es na Madeira, etc.) fazendo uma reflex\u00e3o conjunta e emotiva sobre as grandes cat\u00e1strofes do s\u00e9c. XXI, que t\u00eam atingido o mundo e tamb\u00e9m surgiram algumas quest\u00f5es ret\u00f3ricas associadas a essas imagens, tais como:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cA natureza \u00e9 imprevis\u00edvel\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u201cSer\u00e3o anjos que salvam? Ou apenas pessoas altru\u00edstas?\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cO que os move?\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">Podemos pensar que as cat\u00e1strofes s\u00e3o imprevis\u00edveis e que de um momento para o outro se pode desmoronar uma sociedade f\u00edsica e psicologicamente. Pode acontecer em qualquer ponto do globo e n\u00f3s estamos envolvidos, quer como cidad\u00e3os, quer como profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os confrontos \u00e9tnicos e sociais em determinados pontos do globo, como por exemplo em Israel, como referiu o Enf\u00ba Pedro obrigaram estes pa\u00edses a desenvolverem-se em termos de respostas adequadas ao trauma, problema que inunda os hospitais diariamente com um grande n\u00famero de v\u00edtimas politraumatizadas graves.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foi enfatizado que aprender com as experi\u00eancias e viv\u00eancias dos outros nos faz crescer e repensar atitudes e procedimentos que nos capacitam a intervir em qualquer uma delas \u2013 situa\u00e7\u00e3o de cat\u00e1strofe.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Enf.\u00ba Ricardo apresentou algumas compara\u00e7\u00f5es entre Portugal e Israel, nomeadamente no que diz respeito aos gastos em sa\u00fade em ambos os pa\u00edses:<\/p>\n<ul>\n<li>Portugal \u2013 9,9% PIB e Israel \u2013 7,7% PIB,<\/li>\n<li>Popula\u00e7\u00e3o (mais ou menos a mesma popula\u00e7\u00e3o que em Portugal),<\/li>\n<li>N\u00ba de hospitais centrais (menos em Israel)<\/li>\n<li>N\u00ba de enfermeiros nos dois pa\u00edses \u2013 bem maior em Israel<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Seguidamente, estes enfermeiros descreveram um Hospital de Israel (Rambam Health Care Campus) e elogiaram a capacidade de organiza\u00e7\u00e3o que os profissionais t\u00eam, curiosamente n\u00e3o h\u00e1 portas nos arm\u00e1rios das salas de trauma, sendo que a sigla KISS \u2013 keep it simple and stupid \u2013 tem grande significado para os profissionais de sa\u00fade israelitas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quase no final da sua interven\u00e7\u00e3o, o enfermeiro Ricardo lan\u00e7ou para a plateia a seguinte quest\u00e3o: que perspectivas de mudan\u00e7a nos servi\u00e7os de urg\u00eancias em Portugal?<\/p>\n<p align=\"justify\">Actualmente, como resposta, apenas se pode apresentar uma circular normativa da DGS \u201cOrganiza\u00e7\u00e3o dos cuidados hospitalares urgentes ao doente traumatizado\u201d, cujo prazo de implementa\u00e7\u00e3o, nos SU portugueses dever\u00e1 ser at\u00e9 ao final de 2010.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em termos conclusivos, os prelectores referiram que, por vezes h\u00e1\u00a0um \u201c (\u2026) tipo de resposta que nem sempre estamos habituados a dar\u201d, embora \u201cA melhor prepara\u00e7\u00e3o para enfrentar o amanh\u00e3 \u00e9 fazer superiormente o trabalho de hoje\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta mesa foi conclu\u00edda com a emotiva apresenta\u00e7\u00e3o da Dr.\u00aa F\u00e1tima Rato (INEM \u2013 Lisboa) onde veio falar sobre a sua experi\u00eancia e da sua equipa no Haiti.<\/p>\n<p align=\"justify\">Come\u00e7ou por dizer que o objectivo da miss\u00e3o que lhe foi proposta seria a instala\u00e7\u00e3o e montagem de um campo de desalojados e permaneceriam no local. O primeiro desafio, segundo a prelectora, foi o tempo de prepara\u00e7\u00e3o antes da partida : 18 h<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma vez que o tempo era muito escasso, aconteceram alguns problemas: acondicionamento de material e recursos humanos, entre outros.<\/p>\n<p align=\"justify\">A partir daqui a Dr.\u00aa F\u00e1tima passou a descrever as \u201cperip\u00e9cias\u201d da viagem, desde a partida de Portugal e enfatizou v\u00e1rias vezes que \u201cestabeleceram-se rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a excelentes\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A viv\u00eancia da r\u00e9plica do sismo que a equipa portuguesa vivenciou n\u00e3o foi de todo agrad\u00e1vel.<\/p>\n<p align=\"justify\">A prelectora fez quest\u00e3o de sublinhar como \u00e9 importante o papel dos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social, pois sensibilizaram para a enorme necessidade de ajuda. \u201cFoi muito gratificante o trabalho da equipa de 20 e tal pessoas\u201d, sublinhou.<\/p>\n<p align=\"justify\">A popula\u00e7\u00e3o no Haiti \u00e9 muito jovem, sendo constitu\u00edda por altas taxas de natalidade, mas tamb\u00e9m de mortalidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nos primeiros dias ap\u00f3s o desastre natural, as amputa\u00e7\u00f5es eram as interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas mais frequentes e \u201cNestas situa\u00e7\u00f5es temos que estar preparados para o que der e vier\u201d \u2013 falando do calor que incidia sobre o bloco operat\u00f3rio.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Campo Azul da Uni\u00e3o Portugal &#8211; nome dado pelos habitantes Haitianos \u00e0s tendas azuis, fornecidas pela protec\u00e7\u00e3o civil, montadas por Portugal \u2013 s\u00f3 foi poss\u00edvel estar pronto ao final de 10 dias ap\u00f3s a chegada ao terreno, devido \u00e0s in\u00fameras quest\u00f5es organizacionais que foram surgindo de todas as miss\u00f5es presentes no Haiti.<\/p>\n<p align=\"justify\">No final da sua interven\u00e7\u00e3o, a Dr.\u00aa F\u00e1tima real\u00e7ou alguns pontos positivos tais como: esp\u00edrito de equipa; capacidade de adapta\u00e7\u00e3o; excelente relacionamento com outros pa\u00edses; condi\u00e7\u00f5es do acampamento, etc. Referiu ainda pontos a melhorar, nomeadamente: a cria\u00e7\u00e3o de uma base de dados sobre os recursos humanos em Portugal, dispon\u00edveis para estas situa\u00e7\u00f5es de cat\u00e1strofe; a padroniza\u00e7\u00e3o do acondicionamento do equipamento; existir uma equipa pr\u00e9via de avalia\u00e7\u00e3o do local de cat\u00e1strofe em quest\u00e3o; existir transportes no local.<\/p>\n<p align=\"justify\">Referiu ainda em jeito de conclus\u00e3o que \u201ch\u00e1 caracter\u00edsticas que s\u00e3o importantes que cada um tenha para fazer parte de uma equipa assim!\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma quest\u00e3o colocada pela moderadora da mesa, no final desta interven\u00e7\u00e3o, aos participantes da mesa foi: Afinal, o que os move? Isto \u00e9, porque d\u00e3o o seu contributo em situa\u00e7\u00f5es de cat\u00e1strofe? E as respostas foram v\u00e1rias.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\u201c\u00c9 um impulso\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cJ\u00e1 h\u00e1 qualquer coisa aqui nos cromossomas que nos impele\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cTer os p\u00e9s bem assentes no ch\u00e3o e perceber que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cPerceber que \u00e9 preciso ter uma disponibilidade mental extraordinariamente grande\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201c\u00c9 uma experi\u00eancia para a vida e se fosse preciso ia agora outra vez\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cPenso que \u00e9 bom trazer as experi\u00eancias para Portugal pois devemos estar preparados, por exemplo para um sismo\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A mesa III \u2013 o Doente cr\u00edtico \u2026 que desafios?, moderado pela Enf.\u00aa Teresa Pais encerrou os trabalhos do primeiro dia.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Dr. Jos\u00e9 Lu\u00eds Alves (Neurocirurgi\u00e3o no Centro Hospitalar de Coimbra) deu inicio \u00e0 mesa com a abordagem do \u201cTCE \u2013 Descompress\u00e3o cerebral \u2013 quando e como?\u201d O traumatismo craneoencef\u00e1lico (TCE) \u00e9 a primeira causa de morte em Portugal, referiu, afectando cerca de 50 habitantes\/ano. Este traumatismo \u00e9 muito frequente e envolve gasto de muitos recursos materiais. O traumatismo craniano \u00e9 uma entidade multifactorial, com diferentes apresenta\u00e7\u00f5es e \u00edndice de gravidade e pressup\u00f5e emerg\u00eancia de actua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Do TCE enunciou os seguintes:<\/p>\n<ul>\n<li>Hematoma epidural;<\/li>\n<li>Hematoma subdural (alguns apenas exigem vigil\u00e2ncia);<\/li>\n<li>Higroma subdural (semelhante ao hematoma subdural, mas an\u00f3malo e com LCR);<\/li>\n<li>Contus\u00e3o cerebral (mais heterog\u00e9neo; transtorno em consequ\u00eancia directa do movimento de acelera\u00e7\u00e3o-desacelera\u00e7\u00e3o);<\/li>\n<li>Edema cerebral;<\/li>\n<li>Les\u00e3o Axonal Difusa;<\/li>\n<li>Hidrocefalia;<\/li>\n<li>S\u00edndrome Concussional;<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A Avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica \u00e9 importante, bem como avaliar as consequ\u00eancias gerais do TCE. Assim, a abordagem ao doente politraumatizado com TCE deve seguir o Protocolo Nacional de TCE\u2019s e a maioria dos hospitais segue-o, referiu o Dr. Jos\u00e9 Lu\u00eds, n\u00e3o esquecendo ainda que o doente para al\u00e9m do TCE pode apresentar outros traumatismso que lhe causem amea\u00e7a \u00e0 vida e a abordagem global ao doente n\u00e3o deve ser descurada.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Dr. Jos\u00e9\u00a0 Lu\u00eds refor\u00e7ou a import\u00e2ncia da abordagem do TCE no contexto global do doente politraumatizado.<\/p>\n<p align=\"justify\">A avalia\u00e7\u00e3o do politraumatizado suporta-se de ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o, como a Escala de Glasgow, que \u00e9 a mais utilizada e serve como indicador da gravidade da les\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">EG &lt; 7\/8 \u2013 TCE\u2019s graves (entuba\u00e7\u00e3o; neurointensivistas)<\/p>\n<p align=\"justify\">EG 9-13 \u2013 TCE\u2019s moderados<\/p>\n<p align=\"justify\">EG 14-15 \u2013 TCE\u2019s ligeiros onde existem crit\u00e9rios de vigil\u00e2ncia, tais como: sonol\u00eancia; confus\u00e3o; perda de conhecimento; cefaleias incapacitantes e\/o v\u00f3mitos; etc.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Muitos destes doentes com traumatismo craniano ligeiro t\u00eam alta dos servi\u00e7os de urg\u00eancia, no entanto \u00e9 importante avaliar se o doente tem um suporte social e familiar que lhe permita assegurar-lhe uma vigil\u00e2ncia eficaz, que significa uma detec\u00e7\u00e3o rigorosa de sinais de alarme e poss\u00edveis sequelas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Muitos traumatismos exigem interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica nas primeiras horas, para minimizar sequelas graves.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Dr. Manuel Campos(Anestesista do Hospital Geral de Santo. Ant\u00f3nio \u2013 Porto) inovou com a apresenta\u00e7\u00e3o do tema: \u201cMonitoriza\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia do doente neurocr\u00edtico\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo o prelector, o c\u00e9rebro \u00e9 um \u201cpeda\u00e7o de mat\u00e9ria complexa\u201d em diversas situa\u00e7\u00f5es, nomeadamente em situa\u00e7\u00f5es de urg\u00eancias e em cuidados intensivos, sendo que a monitoriza\u00e7\u00e3o cerebral constitui-se como um elevado contributo cl\u00ednico para m\u00e9dicos e enfermeiros destas unidades.<\/p>\n<p align=\"justify\">A monitoriza\u00e7\u00e3o permite uma avalia\u00e7\u00e3o global da fun\u00e7\u00e3o cerebral e, em situa\u00e7\u00f5es de traumatismo devem avaliar-se as modifica\u00e7\u00f5es que o c\u00e9rebro sofre, quer a n\u00edvel de metabolismo, quer a n\u00edvel da perfus\u00e3o cerebral.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo o Dr. Manuel, estes avan\u00e7os cient\u00edficos e a tecnologia ao dispor das ci\u00eancias da sa\u00fade permitem ter uma resposta mais eficiente e eficaz em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es, possibilitando um maior sucesso das interven\u00e7\u00f5es, minimizando complica\u00e7\u00f5es e reduzindo as sequelas graves no doente, concluiu.<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta conclus\u00e3o deu o mote para a apresenta\u00e7\u00e3o do \u00faltimo tema desta mesa que a Enf.\u00aa Lu\u00edsa Santos(Servi\u00e7o de Ortopedia A R\/C dos Hospitais da Universidade de Coimbra) deu voz: Da Urg\u00eancia \u00e0 Reabilita\u00e7\u00e3o, que cuidados?<\/p>\n<p align=\"justify\">Os enfermeiros como elementos da equipa de sa\u00fade devem reflectir e analisar as pr\u00e1ticas, aumentando as compet\u00eancias t\u00e9cnicas e cient\u00edficas, tendo em vista a melhoria da qualidade dos cuidados de Enfermagem. Devem, por isso, assegurar os cuidados e servi\u00e7os de forma personalizada, global, sistematizada e cont\u00ednua, alicer\u00e7ados no projecto de sa\u00fade da pessoa doente e garantindo a reconstru\u00e7\u00e3o desse projecto de sa\u00fade com efectiva qualidade de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">As pr\u00e1ticas profissionais devem ser, como situou a Enf.\u00aa Lu\u00edsa, em todos os momentos promotoras do bem-estar, ao mesmo tempo que previnem incapacidades e complica\u00e7\u00f5es posteriores e visam que a pessoa doente atinja o m\u00e1ximo potencial funcional e um estilo de vida independente.<\/p>\n<p align=\"justify\">O objectivo que considera subjacente a esta reflex\u00e3o prende-se com o repensar as pr\u00e1ticas de forma global. Todos os profissionais s\u00e3o importantes no processo de cuidados, se por um lado, como referiu, h\u00e1 enfermeiros que salvam vidas, outros h\u00e1 que no mesmo processo de cuidados. D\u00e3o qualidade de vida a essa mesmas vidas salvas, numa harmonia de cuidados que come\u00e7a a montante no pr\u00e9-hospitalar e\/ou no servi\u00e7o de urg\u00eancia e termina a jusante nas unidades de cuidados com o enfermeiro de reabilita\u00e7\u00e3o, numa cadeia cont\u00ednua e insepar\u00e1vel dos cuidados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pela sua experi\u00eancia, as equipas de sa\u00fade trabalham e contextualizam-se individualmente nos processos de cuidados. Os actores de sa\u00fade trabalham em direc\u00e7\u00f5es diferentes, sem realmente conjugar os seus esfor\u00e7os no sentido de uma conserta\u00e7\u00e3o sobre uma concep\u00e7\u00e3o global de cuidados que tem inicio no momento em que a pessoa \u00e9 atendida no pr\u00e9 hospitalar e\/ou no servi\u00e7o de urg\u00eancia at\u00e9 ao momento de reinser\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Enf.\u00aa\u00a0 Lu\u00edsa vinculou a necessidade de articula\u00e7\u00e3o das equipas e de todos compreenderem qual o seu papel na cadeia de cuidados. A ac\u00e7\u00e3o de todos os intervenientes no processo de cuidados, \u00e0 pessoa doente, n\u00e3o deve inibir ou limitar oportunidades de esta obter o m\u00e1ximo de resultados positivos.<\/p>\n<p align=\"justify\">A palavra que concluiu esta apresenta\u00e7\u00e3o, que referiu diversas vezes como sendo um momento de reflex\u00e3o conjunta foi a palavra \u201cCUIDADO\u201d. \u00c9 uma palavra que re\u00fane toda uma equipa, com uma inten\u00e7\u00e3o comum, a de cuidar a pessoa respeitando a singularidade da sua exist\u00eancia. \u00c9 tamb\u00e9m uma palavra que permite a cada membro da equipa, independentemente das suas qualifica\u00e7\u00f5es, repensar a sua maneira de actuar, com vista a inscrev\u00ea-la numa perspectiva cont\u00ednua de cuidados \u00e0 pessoa doente, desde o aparecimento do obst\u00e1culo que gerou incapacidades e desvantagens na pessoa, at\u00e9 ao momento em que esta assume de forma pr\u00f3pria o seu projecto individual de sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os trabalhos deste dia finalizaram com o testemunho de alguns congressistas sobre as suas experi\u00eancias como profissionais nos diversos temas abordados.<\/p>\n<p align=\"justify\">A abertura do segundo dia de trabalhos come\u00e7ou com a Enf.\u00aa\u00a0Ana Raquel Ribeiro a moderar a mesa IV intitulada DAE\u00b4S na Comunidade apresentada pelo Dr. V\u00edtor Sanfins (Servi\u00e7o de Cardiologia do Hospital da Senhora da Oliveira \u2013 Guimar\u00e3es)<\/p>\n<p align=\"justify\">O Dr. V\u00edtor Sanfins \u00e9 o respons\u00e1vel pelo Programa Rotary Clube de Guimar\u00e3es. Este, segundo o m\u00e9dico, \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o internacional, com 32000 clubes em 200 pa\u00edses e com mais ou menos 1.300.000 s\u00f3cios. A raz\u00e3o da exist\u00eancia deste programa \u00e9 t\u00e3o somente promover a paz e o bem-estar mundial e a sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p align=\"justify\">A morte s\u00fabita (MS) \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica que atinge 325 000 europeus. O Dr. V\u00edtor fez refer\u00eancia a um estudo efectuado a 157 doentes, em que 62.4% sofreram fibrilha\u00e7\u00e3o ventricular (FV). Estes dados parecem justificar grandemente a interven\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade, pois a \u201c\u00fanica forma de sobreviver \u00e0 MS \u00e9 a desfibrilha\u00e7\u00e3o precoce\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ent\u00e3o, o tratamento efectivo para situa\u00e7\u00f5es de FV ou Taquicardia ventricular (TV) \u00e9 fornecer o choque el\u00e9ctrico, por DAE (desfibrilha\u00e7\u00e3o\/desfibrilhador autom\u00e1tica\/o externa\/o) ou CDI (cardioversor-desfibrilhador implantado). Como referiu, \u201ctempo \u00e9 mioc\u00e1rdio!\u201d, da\u00ed que com o choque fornecido nos primeiros 2\/4 minutos h\u00e1 elevada probabilidade de reanima\u00e7\u00e3o do doente. Infelizmente, o tempo m\u00e9dio de chegada do INEM corresponde a 18 minutos, o que se torna tarde, muitas vezes, para salvar a vida de uma pessoa, referenciou.<\/p>\n<p align=\"justify\">No nosso pa\u00eds, segundo o prelector, tem havido um patroc\u00ednio cient\u00edfico \u201cforte\u201d, por parte de v\u00e1rias entidades.<\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente aos objectivos do programa Rotary em Guimar\u00e3es, estes s\u00e3o sobretudo o aumento do n\u00ba de DAE em instala\u00e7\u00f5es de acesso e uso p\u00fablico; facilitar o acesso dos cidad\u00e3os ao DAE e sensibilizar para o problema da MS.<\/p>\n<p align=\"justify\">As condi\u00e7\u00f5es fundamentais para o seu sucesso s\u00e3o o envolvimento da comunidade e das sociedades cient\u00edficas! A \u201cInterven\u00e7\u00e3o destes programas pode ser a diferen\u00e7a entre a vida e a morte\u201d!<\/p>\n<p align=\"justify\">O Dr. V\u00edtor p\u00f4s uma quest\u00e3o que muitas vezes inquieta as pessoas quando se fala em Portugal em DAE, \u201cmas poder\u00e1 a desfibrilha\u00e7\u00e3o ser feita por qualquer pessoa que tenha forma\u00e7\u00e3o da mesma? N\u00e3o ser\u00e1 legalmente um acto m\u00e9dico?<\/p>\n<p align=\"justify\">Curiosamente respondeu, que n\u00e3o existe em Portugal defini\u00e7\u00e3o com valor legal de \u201cacto m\u00e9dico\u201d, por isso o DAE pode ser utilizado por qualquer pessoa, n\u00e3o tem de ser exclusivamente o m\u00e9dico. A plateia foi sensibilizada para este facto.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na sua apresenta\u00e7\u00e3o referiu que o Programa Rotary Clube de Guimar\u00e3es j\u00e1\u00a0fez forma\u00e7\u00e3o, nomeadamente a todos os efectivos do corpo de Pol\u00edcia Municipal, Treinadores e Jogadores do Vit\u00f3ria de Guimar\u00e3es e tem ainda em prepara\u00e7\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o de formadores para expandir o programa ao maior n\u00famero de pessoas e a coloca\u00e7\u00e3o de um maior n\u00famero de DAE na comunidade. Imagine-se que, referiu, que em Singapura, no Campus Universit\u00e1rio existem 64 DAE!<\/p>\n<p align=\"justify\">A apresenta\u00e7\u00e3o foi conclu\u00edda com tr\u00eas passos que devem estar presentes para assegurar a sobreviv\u00eancia \u00e0 MS:<\/p>\n<ul>\n<li>Desfibrilha\u00e7\u00e3o precoce;<\/li>\n<li>Cadeia de sobreviv\u00eancia eficaz;<\/li>\n<li>Interven\u00e7\u00e3o adequada.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">A Enf\u00aa\u00a0 Catarina Costa moderou a mesa V \u2013 S\u00e9psis\u2026 uma Amea\u00e7a (In)vis\u00edvel, em que a abordagem do tema esteve a cargo da Enf.\u00aa. JandiraCarneiro e do Dr. Francisco Esteves (UCIP do Hospital de Vila Real)<\/p>\n<p align=\"justify\">Sendo a S\u00e9psis considerada um problema de Sa\u00fade p\u00fablica e estando a sua incid\u00eancia a aumentar 1.5 % ao ano, a abordagem desta tem\u00e1tica fez todo o sentido.<\/p>\n<p align=\"justify\">A S\u00e9psis \u00e9 caracterizada por uma resposta inflamat\u00f3ria sist\u00e9mica, geralmente causada pela presen\u00e7a de um agente infeccioso na corrente sangu\u00ednea.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em v\u00e1rios estudos epidemiol\u00f3gicos, a S\u00e9psis \u00e9 apontada como a principal causa de morte em doentes cr\u00edticos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Devido \u00e0 sua gravidade \u00e9 geralmente tratada na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), por\u00e9m, existem estudos reveladores que uma interven\u00e7\u00e3o precoce diminui em 11% a necessidade dos doentes serem admitidos nas UCI.<\/p>\n<p align=\"justify\">O envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, a maior longevidade dos doentes cr\u00f3nicos, a crescente exist\u00eancia de imunosupress\u00e3o por doen\u00e7as ou por iatrogenia, bem como o maior recurso a t\u00e9cnicas invasivas s\u00e3o factores que convergem para o desencadeamento da S\u00e9psis.<\/p>\n<p align=\"justify\">Neste contexto a Enf.\u00aa Jandira divulgou aos congressistas alguns conceitos\/recomenda\u00e7\u00f5es acerca desta tem\u00e1tica, dando \u00eanfase \u00e0 import\u00e2ncia do tratamento precoce, testes diagn\u00f3sticos mais r\u00e1pidos e educa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico como formas de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Seguidamente, o Dr. Francisco Esteves abordou o tema: Da epidemiologia \u00e0 precocidade das interven\u00e7\u00f5es -import\u00e2ncia da Via-Verde.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quer a n\u00edvel internacional bem como a n\u00edvel nacional, tal como nos demonstram estudos efectuados recentemente, a S\u00e9psis apresenta um elevado impacto a n\u00edvel social.<\/p>\n<p align=\"justify\">O reconhecimento da capacidade de influ\u00eancia de forma significativa no progn\u00f3stico de uma interven\u00e7\u00e3o adequada e atempada conduziram a que a DGS divulgasse uma circular normativa que determina, por recomenda\u00e7\u00e3o do Departamento da Qualidade na sa\u00fade, a cria\u00e7\u00e3o, a n\u00edvel nacional, da Via-Verde da S\u00e9psis, at\u00e9 2011.<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta decis\u00e3o surge com base no facto de, actualmente ser aceite que uma interven\u00e7\u00e3o precoce e adequada, tanto em termos de antibioterapia como de suporte hemodin\u00e2mico pode melhorar significativamente o progn\u00f3stico dos doentes com S\u00e9psis grave e choque s\u00e9ptico.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por outro lado, a implementa\u00e7\u00e3o de um protocolo terap\u00eautico de S\u00e9psis permite, n\u00e3o s\u00f3 diminuir a mortalidade, mas tamb\u00e9m reduzir de forma substancial os custos para as institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">Actualmente d\u00e3o-se os 1\u00ba\u00a0passos a n\u00edvel nacional da implementa\u00e7\u00e3o da Via-Verde da S\u00e9psis. Desta forma, o Dr. Francisco Esteves deu o seu contributo, efectuando uma partilha de experi\u00eancias e conhecimentos desta tem\u00e1tica e da sua implementa\u00e7\u00e3o no Hospital de Vila Real.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os trabalhos foram conclu\u00eddos com a participa\u00e7\u00e3o dos congressistas que partilharam as suas experi\u00eancias e enriqueceram o conhecimento de todos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na sess\u00e3o da tarde os congressistas participaram nos Workshops sobre Suporte B\u00e1sico de Vida Pedi\u00e1trico \u2013 pelo Enf.\u00ba Manuel Cordeiro (Urg\u00eancia Pedi\u00e1trica e VMER do Hospital Infante Dom Pedro \u2013 Aveiro) e sobre Ventila\u00e7\u00e3o N\u00e3o Invasiva \u2013 pelo Enf.\u00ba Silvino Mourisco (Elemento do Grupo VNI do Hospital S. Jo\u00e3o \u2013 Porto) e Enf.\u00ba Bruno Santos (Servi\u00e7o de Urg\u00eancia Hospital S. Jo\u00e3o \u2013 Porto).<\/p>\n<p align=\"justify\">A qualidade dos workshops manifestou-se pela elevada ades\u00e3o dos congressistas.<\/p>\n<p align=\"justify\">O encerramento das V Jornadas de Urg\u00eancia\/Emerg\u00eancia, integradas no curso de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o de Urg\u00eancia\/Emerg\u00eancia da Escola Superior de Sa\u00fade de Viseu culminou com a avalia\u00e7\u00e3o dos posters e a entrega de pr\u00e9mios e das men\u00e7\u00f5es honrosas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Conclu\u00edmos que estes dois dias de trabalho foram, em cada momento, um crescendo para o desenvolvimento do conhecimento cient\u00edfico em diversas \u00e1reas de actua\u00e7\u00e3o e no reanimar de compet\u00eancias na emerg\u00eancia do cuidar.<\/p>\n<p align=\"right\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos traumatismos exigem interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica nas primeiras horas, para minimizar sequelas graves.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1412,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[121,81,709,708,707,76,77,82],"class_list":["post-1414","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estive-la","tag-dor","tag-emergencia","tag-jornadas","tag-politraumatizado","tag-sepsis","tag-tce","tag-traumatismo","tag-urgencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1414","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1414"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1414\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2620,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1414\/revisions\/2620"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1412"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1414"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1414"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}