{"id":1241,"date":"2009-11-08T18:11:16","date_gmt":"2009-11-08T18:11:16","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/risco-radiologico-ocupacional-no-bloco-operatorio\/"},"modified":"2021-05-04T09:37:07","modified_gmt":"2021-05-04T09:37:07","slug":"risco-radiologico-ocupacional-no-bloco-operatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/risco-radiologico-ocupacional-no-bloco-operatorio\/","title":{"rendered":"Risco Radiol\u00f3gico Ocupacional no Bloco Operat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p>Todos os t\u00e9cnicos de sa\u00fade est\u00e3o sujeitos a c\u00f3digos de \u00e9tica onde a responsabilidade\u00a0pela protec\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo \u00e9 m\u00e1xima.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 style=\"font-size: 11px;\" align=\"justify\"><strong>T\u00edtulo<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Risco radiol\u00f3gico ocupacional no bloco operat\u00f3rio<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Radiological occupational risk in the operating block<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em>Nursing n\u00ba249<\/em>\n<\/p>\n<p align=\"center\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Autores<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">L. Gra\u00e7a<\/p>\n<p align=\"justify\">Licenciada em Enfermagem<\/p>\n<p align=\"justify\">P\u00f3s-graduada em Enfermagem M\u00e9dico-Cir\u00fargica<\/p>\n<p align=\"justify\">Enfermeira Graduada, Bloco Operat\u00f3rio Central do Centro Hospitalar do\u00a0Barlavento Algarvio<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Um dos riscos a que os profissionais de sa\u00fade em ambiente perioperat\u00f3rio est\u00e3o sujeitos \u00e9 o Risco Radiol\u00f3gico, em particular os envolvidos em cuidados de sa\u00fade no per\u00edodo intra-operat\u00f3rio. O conhecimento acerca do\u00a0 mecanismo de ac\u00e7\u00e3o das radia\u00e7\u00f5es ionizantes, em particular os raios X,\u00a0 os seus efeitos biol\u00f3gicos, a rela\u00e7\u00e3o casualidade-efeito com o tipo e tempo de exposi\u00e7\u00e3o, a probabilidade de aumento dos efeitos nefastos na n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de medidas de precau\u00e7\u00e3o fundamentais na preven\u00e7\u00e3o e minimiza\u00e7\u00e3o do risco, s\u00e3o um contributo informativo e formativo na gest\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e na gest\u00e3o do risco. A legisla\u00e7\u00e3o em vigor estabelece os limites aconselhados e assegura a responsabiliza\u00e7\u00e3o das entidades e organismos laborais na cria\u00e7\u00e3o e disponibiliza\u00e7\u00e3o de meios, que permitam o desenvolvimento de uma pr\u00e1tica em seguran\u00e7a e com qualidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pretende-se, neste contexto, informar, sensibilizar e inquietar os profissionais para uma realidade evidente na sua pr\u00e1tica profissional, o n\u00e3o cuidado com a salvaguarda da sua protec\u00e7\u00e3o individual e da malefic\u00eancia inerente a esse comportamento em contexto de trabalho. A preocupa\u00e7\u00e3o, conhecimento, reflex\u00e3o e exerc\u00edcio com responsabilidade s\u00e3o atitudes imperativas em cuidados seguros.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Palavras chave<\/strong>: Risco radiol\u00f3gico, radioprotec\u00e7\u00e3o, perioperat\u00f3rio, cuidados de sa\u00fade, responsabilidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>SUMMARY<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">One of the risks that health professionals in operative environment are subject, is the Radiological risk, particularly those involved in health care in the period operative. The knowledge about the mechanism of action of ionizing radiation, particularly X-rays, their biological effects, the coincidence-effect relationship with the type and length of exposure, the odds increase in adverse effects on non-use of precautionary measures fundamental in the prevention and minimization of risk, is an information and training in information management and risk management. The current legislation sets the limits advised, and ensures accountability of the entities and agencies working in the creation and deployment of resources, enabling the development of a practice in safety and with quality.<\/p>\n<p align=\"justify\">It is in this context, inform, raise awareness and concern for the professionals a reality evident in their professional practice, not the care with the safeguarding of their personal protection and the damage inherent in this behavior in the employment context. The concern, knowledge, reflection and exercise with responsibility attitudes are imperative in care insurance.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Keywords:<\/strong> Radiological risk, radioprotection, perioperative, health care, responsability\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">O enfermeiro \u00e9\u00a0um profissional parte integrante de uma equipa multidisciplinar em cuidados de sa\u00fade. Cuidados que objectivam uma resposta segura de quem cuida e para quem \u00e9\u00a0cuidado. Seguran\u00e7a onde deve imperar o conhecimento e a sua aplica\u00e7\u00e3o, num resultado de benef\u00edcio efectivo no processo cuidativo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Podemos partir do pressuposto que quem cuida tamb\u00e9m deve ter a preocupa\u00e7\u00e3o de ser capaz de se cuidar. Se assim n\u00e3o for, acrescer\u00e1 provavelmente uma dificuldade na responsabilidade de estar em enfermagem e de ser enfermeiro.<\/p>\n<p align=\"justify\">O termo radia\u00e7\u00e3o, radiare em latim, indica o fen\u00f3meno de propaga\u00e7\u00e3o da energia atrav\u00e9s do espa\u00e7o sendo interceptada pela mat\u00e9ria. Existe mais do que um tipo de radia\u00e7\u00e3o, mas a que ir\u00e1 ser focada \u00e9 a radia\u00e7\u00e3o electromagn\u00e9tica, composta por raios de comprimento de onda curtos, o que significa que podem penetrar em mat\u00e9rias que n\u00e3o s\u00e3o penetr\u00e1veis pela luz vis\u00edvel, onde se enquadram os raios X.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pois, como descreve Clark (1996), a radia\u00e7\u00e3o X, ionizante, \u00e9 o termo usado para descrever o transporte de energia, na forma de ondas electromagn\u00e9ticas, resultado da sua interac\u00e7\u00e3o com a mat\u00e9ria (com os \u00e1tomos presentes nas c\u00e9lulas), causando a sua ioniza\u00e7\u00e3o. Os raios X, s\u00e3o um tipo de radia\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 luz, mas invis\u00edveis e com energia suficiente para atravessar corpos opacos. S\u00e3o conhecidas diversas fontes produtoras deste tipo de radia\u00e7\u00e3o, mas a que nos interessa abordar neste artigo s\u00e3o os aparelhos de radiografia utilizados com fins m\u00e9dicos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c0 data da sua descoberta, em 1895, pelo f\u00edsico alem\u00e3o Wilhelm Roentgen, a radiologia m\u00e9dica sofreu um ganho importante e avan\u00e7o nessa \u00e1rea. T\u00e3o importante que\u00a0 o princ\u00edpio de reproduzir radia\u00e7\u00e3o \u00e9 basicamente o mesmo daquele que foi descoberto por Roentgen. Actualmente, o que se verifica \u00e9 que, apesar do princ\u00edpio f\u00edsico utilizado ser o mesmo, o progressotecnol\u00f3gico permitiu uma melhoria relevante nos \u00edndices de radia\u00e7\u00e3o emitida pelos equipamentos (Dicion\u00e1rio de F\u00edsica, 2000).<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo Ferreira (1995), a quantidade de radia\u00e7\u00e3o emitida (dose) \u00e9 um factor t\u00e3o importante quanto a forma como essa dose \u00e9 distribu\u00edda ao longo do tempo. Baseado em dados de exposi\u00e7\u00e3o com doses baixas, o autor salienta que correcto \u00e9 n\u00e3o se aceitar um limiar de seguran\u00e7a absoluta. \u00c9 defendido que existe uma rela\u00e7\u00e3o cont\u00ednua entre a exposi\u00e7\u00e3o e o risco, logo a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 mais pequena dose deve ser encarada como potencialmente perigosa se repetida ao longo do tempo.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Quadro 1<\/p>\n<p align=\"center\">\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table1\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Grandeza \u00ab&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;\u00bb Dose equivalente<\/p>\n<p>Unidades<\/p>\n<p>Tradicionais \u00ab&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-\u00bb Rem<\/p>\n<p>Unidades<\/p>\n<p>Oficiais \u00ab&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;\u00bb Sievert (Sv)<\/p>\n<p>Equival\u00eancia \u00ab&#8212;&#8212;&#8212;-\u00bb 1 Sv = 100 rem<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>(Ferreira e Santos, 2002)<\/p>\n<p align=\"justify\">Entenda-se dose equivalente, pela descri\u00e7\u00e3o dos autores, como a quantidade, para qualquer tipo de radia\u00e7\u00e3o, que produziria o mesmo efeito que uma unidade de radia\u00e7\u00e3o gama ou X. A dose equivalente \u00e9 o produto da dose absorvida pelo factor de qualidade da radia\u00e7\u00e3o em causa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os efeitos da radia\u00e7\u00e3o ionizante a n\u00edvel biol\u00f3gico come\u00e7am em consequ\u00eancia das interac\u00e7\u00f5es ionizantes com os \u00e1tomos formadores de c\u00e9lulas e, segundo Ferreira (1995), podem dividir-se em som\u00e1ticos, gen\u00e9ticos e in-\u00fatero. Ao n\u00edvel da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, os efeitos som\u00e1ticos (carcinog\u00eanicos), numa perspectiva ocupacional do risco s\u00e3o os mais significativos e tamb\u00e9m\u00a0 cientificamente bem documentados, sendo os mais estudados,\u00a0 o cancro e a leucemia. Os principais \u00f3rg\u00e3os afectados pela radia\u00e7\u00e3o ionizante s\u00e3o as g\u00f3nadas, a medula \u00f3ssea, a tir\u00f3ide e as mamas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os efeitos gen\u00e9ticos s\u00e3o os que podem vir a causar danos nos descendentes da pessoa exposta, atingindo principalmente as c\u00e9lulas sexuais femininas e masculinas. A radia\u00e7\u00e3o \u00e9 um agente mutag\u00e9nico f\u00edsico, em que alguns dos efeitos descritos s\u00e3o: albinismo, hemofilia, daltonismo, etc\u2026 Nem todas as muta\u00e7\u00f5es s\u00e3o letais ou prejudicam gravemente o indiv\u00edduo, por\u00e9m, \u00e9 mais prudente considerar que qualquer muta\u00e7\u00e3o \u00e9 prejudicial, pelo que a sua exposi\u00e7\u00e3o deve ser m\u00ednima, isto porque, segundo defende o autor, qualquer que seja a dose, \u00e9 de considerar sempre um efeito proporcional, onde n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel definir um limiar para o in\u00edcio dos efeitos. In-\u00fatero: \u00e9 na fase embrion\u00e1ria\/fetal que os efeitos da exposi\u00e7\u00e3o intra-uterina ocorrem dependendo do estadio de desenvolvimento fetal, os efeitos causados podem ser: morte fetal, crescimento intra-uterino retardado, desenvolvimento de malforma\u00e7\u00f5es e cancro na inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo o IQS (Instituto da Qualidade em Sa\u00fade), o efeito biol\u00f3gico das doses elevadas \u00e9 bem conhecido e estudado tamb\u00e9m pela sua utiliza\u00e7\u00e3o emradioterapia. O IQS alerta ainda que o princ\u00edpio de precau\u00e7\u00e3o deve manter-se at\u00e9 porque \u00e9 considerado que a probabilidade de observa\u00e7\u00e3o num efeito de cancro r\u00e1dio-induzido ou efeito heredit\u00e1rio aumenta com a dose.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ainda neste discurso sobre os efeitos biol\u00f3gicos da exposi\u00e7\u00e3o a este tipo de radia\u00e7\u00e3o e, tal como referem Ferreira e Santos (2002), o aparecimento de doen\u00e7as graves como a leucemia, cancro pulmonar e da pele, etc., a probabilidade de ocorr\u00eancia destes efeitos severos, ou outros, n\u00e3o est\u00e1 directamente relacionada com a dose absorvida num determinado per\u00edodo, mas sim com a continuidade e tempo total de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o, onde, na opini\u00e3o dos autores, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel definir limites m\u00ednimos temporais para que os efeitos sejam observ\u00e1veis e que, regra geral, s\u00e3o apenas detect\u00e1veis v\u00e1rios anos ap\u00f3s a causa. No entanto, os efeitos verific\u00e1veis, no caso da dose exceder determinado valor ou limiar, no que respeita ao aparecimento dos sintomas, ser\u00e3o bem mais curtos na rela\u00e7\u00e3o interdependente entre a dose absorvida, o intervalo de tempo e a exposi\u00e7\u00e3o; s\u00e3o exemplo disso: cataratas, queimaduras cut\u00e2neas e infertilidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ali\u00e1s, como refere\u00a0 Mendes (2004),\u00a0 altas doses t\u00eam grande probabilidade de causar morte celular, enquanto baixas doses danificam e\/ou modificam a c\u00e9lula. As baixas doses recebidas durante um per\u00edodo alargado de tempo n\u00e3o causam problema imediato, mas os resultados dessa exposi\u00e7\u00e3o pode ser observado ap\u00f3s muitos anos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo a recomenda\u00e7\u00e3o do denominado ALARA (As Low As Reasonably Achievable), que consiste no princ\u00edpio fundamental do menor n\u00edvel de exposi\u00e7\u00e3o ocupacional e que sugere, tal como descreve Mendes (2004), quatro regras importantes para o cumprir:<\/p>\n<p align=\"justify\">1 \u2013 Uso de dos\u00edmetro, em especial nos profissionais que sofrem exposi\u00e7\u00e3o quase di\u00e1ria aos raios X, medida que facilita a avalia\u00e7\u00e3o na presen\u00e7a de um programa de seguran\u00e7a radiol\u00f3gica.<\/p>\n<p align=\"justify\">2 \u2013 O profissional que segura nos clientes NUNCA deve ficar directamente exposto ao feixe de radia\u00e7\u00e3o e deve SEMPRE usar avental, protector de tir\u00f3ide e luvas de protec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">3 \u2013 Os outros profissionais devem\u00a0 estar igualmente protegidos com aventais de chumbo, protector de tir\u00f3ide e permanecer o mais distantes poss\u00edvel da fonte de raios X, por forma a protegerem-se da radia\u00e7\u00e3o difusa.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">No\u00a0 que respeita \u00e0\u00a0optimiza\u00e7\u00e3o da radioprotec\u00e7\u00e3o \u00e9 considerado, segundo o mesmo autor, que nenhum profissional deve estar exposto \u00e0 radia\u00e7\u00e3o sem que: seja estritamente necess\u00e1rio; tenha conhecimento dos riscos radiol\u00f3gicos associados; esteja devidamente apto para o desempenho seguro das suas fun\u00e7\u00f5es; e ainda que as gr\u00e1vidas n\u00e3o devem trabalhar em \u00e1reas de exposi\u00e7\u00e3o a radia\u00e7\u00e3o. Os Sistemas de Radioprotec\u00e7\u00e3o recomendados s\u00e3o: uso de \u00f3culos de vidro plumb\u00edfero, protector de tir\u00f3ide plumb\u00edfero, capa plumb\u00edfera, protector de g\u00f3nadas plumb\u00edfero, luvas plumb\u00edfero.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mendes (2004) afirma tamb\u00e9m que existem factores importantes a considerar perante este tipo de radia\u00e7\u00e3o; o tempo \u2013 a limita\u00e7\u00e3o ao tempo de exposi\u00e7\u00e3o deve ser a menor poss\u00edvel, \u00e9 importante ter-se a no\u00e7\u00e3o de que quando existe absor\u00e7\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o pelo organismo pouco ou nada pode ser feito para elimin\u00e1-lo; a dist\u00e2ncia \u2013 entendida como o espa\u00e7o compreendido entre o profissional e a fonte de radia\u00e7\u00e3o, pode afirmar-se que quanto maior ela for, menor a dose de radia\u00e7\u00e3o que atinge o indiv\u00edduo; e a blindagem \u2013 significa a utiliza\u00e7\u00e3o de barreiras compostas por materiais capazes de absorver radia\u00e7\u00f5es ionizantes, normalmente s\u00e3o barreiras de chumbo.<\/p>\n<p align=\"justify\">O objectivo \u00e9\u00a0o de manter os n\u00edveis de exposi\u00e7\u00e3o dentro dos par\u00e2metros permitidos ou at\u00e9 mesmo abaixo dos n\u00edveis estabelecidos, ou seja, que a dose de radia\u00e7\u00e3o recebida seja a m\u00ednima poss\u00edvel. Primordial \u00e9 a protec\u00e7\u00e3o contra a radia\u00e7\u00e3o, impedindo efeitos que se manifestem ao longo dos anos e minimizando ao m\u00e1ximo aqueles que podem causar efeitos mais imediatos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Limites de Dose para Pessoas Profissionalmente\u00a0 Expostas (Directiva do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, regulamentado pelo Decreto n\u00ba9\/90 de 19-4-1990, no Anexo IV):<\/p>\n<ul>\n<li>limite anual (12 meses consecutivos) de equivalente de dose para a totalidade do \u00a0\u00a0 organismo \u00e9 de 50mSv (5 rem),<\/li>\n<li>limite anual (12 meses consecutivos) de exposi\u00e7\u00e3o parcial do organismo;<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a) cristalino \u2013 150mSv (15 rem)<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b) pele \u2013 500mSv (50 rem)<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 c) m\u00e3os,antebra\u00e7os,tornozelos, p\u00e9s \u2013 500mSv (50 rem)<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d) outros \u00f3rg\u00e3os ou tecidos &#8211; 500msv (50 rem).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">De salientar que este Decreto Regulamentar refere a obrigatoriedade da monitoriza\u00e7\u00e3o individual dos profissionais que no seu desempenho de fun\u00e7\u00f5es est\u00e3o sujeitos ao risco de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o X.<\/p>\n<p align=\"justify\">Existem poucos estudos de investiga\u00e7\u00e3o feitos, ou pelo menos publicados, sobre o risco de exposi\u00e7\u00e3o a radia\u00e7\u00e3o ionizante dos profissionais de sa\u00fade em ambiente perioperat\u00f3rio durante procedimentos cir\u00fargicos. Mas \u00e9 salutar verificar que alguma coisa vai sendo objecto de estudo e de divulga\u00e7\u00e3o, da\u00ed que a transcri\u00e7\u00e3o de parte de um trabalho sobre esta problem\u00e1tica possa dar alguma visibilidade da dimens\u00e3o do risco a que os profissionais est\u00e3o sujeitos neste contexto.<\/p>\n<p align=\"justify\">O presente estudo, elaborado por Leite, Uva e Serralheira (2006), foi realizado no decurso de interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas ortop\u00e9dicas, em que foram estabelecidos como\u00a0 objectivos: a avalia\u00e7\u00e3o da dose de radia\u00e7\u00e3o em diferentes zonas durante as cirurgias ortop\u00e9dicas;\u00a0 estimar a dose de exposi\u00e7\u00e3o a radia\u00e7\u00f5es ionizantes dos profissionais de sa\u00fade, em fun\u00e7\u00e3o das suas posi\u00e7\u00f5es, predominantemente adoptadas durante o acto cir\u00fargico; a sensibiliza\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade para a utiliza\u00e7\u00e3o correcta da dosimetria individual e para a adop\u00e7\u00e3o das medidas de protec\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica. A avalia\u00e7\u00e3o do risco foi efectuada atrav\u00e9s de: medi\u00e7\u00f5es preliminares com recurso a um fantoma colocado a 50cm e a 100cm do eixo central do feixe de radia\u00e7\u00e3o e em direc\u00e7\u00f5es de 45\u00ba, 90\u00ba e 135\u00ba; medi\u00e7\u00f5es durante cirurgia ortop\u00e9dica em \u00ablocaliza\u00e7\u00f5es\u00bb correspondentes \u00e0s g\u00f3nadas, ao cristalino e \u00e0s m\u00e3os dos profissionais de sa\u00fade intervenientes na cirurgia (ortopedistas, enfermeiros instrumentistas);\u00a0 medi\u00e7\u00f5es ao n\u00edvel do topo da mesa (posi\u00e7\u00e3o do anestesista) e ao n\u00edvel do comando do equipamento emissor de raios X (t\u00e9cnico de radiologia). Foi tamb\u00e9m efectuada a determina\u00e7\u00e3o do tempo de utiliza\u00e7\u00e3o dos raios X durante as cirurgias ortop\u00e9dicas e o c\u00e1lculo da estimativa do n\u00famero anual de cirurgias ortop\u00e9dicas realizadas, com base nos registos existentes. Assumindo, na avalia\u00e7\u00e3o deste estudo a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de aventais pl\u00fambeos, os valores m\u00e1ximos medidos foram de 2,5 mSv\/h (ao n\u00edvel das g\u00f3nadas), de 0,6 mSv\/h ao n\u00edvel do cristalino e de 1 mSv\/h ao n\u00edvel das m\u00e3os dos ortopedistas e dos enfermeiros instrumentistas (que se situavam pr\u00f3ximo do feixe de raios X, a 50 cm do feixe de radia\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: center;\">Quadro 2<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table2\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\u00a0 G\u00d3NADAS\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 CRISTALINO\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 M\u00c3OS<\/p>\n<p>a) 20,63 a\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 4,95 a\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 8,25 a<\/p>\n<p>68,75 mSv\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 16,50 mSv\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 27,50 mSv<\/p>\n<p>b) 130,63 a\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 31,35 a\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 52,25 a<\/p>\n<p>151,25 mSv\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 36,30 mSv\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 60,25 mSv<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table3\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>a) Ortopedistas<\/p>\n<p>b) Enfermeiros instrumentistas<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>Quadro representativo da estimativa de exposi\u00e7\u00e3o anual (dose equivalente) para os profissionais que operaram junto ao feixe de radia\u00e7\u00e3o X.<\/p>\n<\/div>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Nos profissionais que ocupavam posi\u00e7\u00f5es mais afastadas do feixe (como os anestesistas) verificaram-se doses de radia\u00e7\u00e3o mais reduzidas, embora estas possam ainda ser importantes ao n\u00edvel das g\u00f3nadas na zona de topo da mesa (anestesia). Este estudo concluiu que a exposi\u00e7\u00e3o profissional em blocos operat\u00f3rios pode implicar, nomeadamente em cirurgia ortop\u00e9dica, a sujei\u00e7\u00e3o a n\u00edveis de exposi\u00e7\u00e3o consider\u00e1veis, o que justifica a utiliza\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria (e correcta de acordo com as recomenda\u00e7\u00f5es) da dosimetria individual e a adop\u00e7\u00e3o de medidas de protec\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gicas.<\/p>\n<p align=\"justify\">A protec\u00e7\u00e3o do cliente perante o risco radiol\u00f3gico em ambiente perioperat\u00f3rio \u00e9 uma premissa importante e de abordagem inevit\u00e1vel neste contexto, embora de forma n\u00e3o muito aprofundada. Longe de existir uma pretens\u00e3o de menor valora\u00e7\u00e3o, pelo risco a que a pessoa de quem cuidamos est\u00e1 sujeita perante a exposi\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica, mas porque ao dirigir esta redac\u00e7\u00e3o ao risco ocupacional, considerou-se de todo incorrecto n\u00e3o mencionar a rela\u00e7\u00e3o directa do risco a que estamos sujeitos com o risco a que os clientes s\u00e3o sujeitos, pois talvez associado ao menor risco provocado esteja o menor risco sofrido e vice-versa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma das atitudes importantes a ter em conta, tal como \u00e9 referido por Mendes (2004), \u00e9 a de que se deve evitar o menor n\u00famero de repeti\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias de radiografias, onde muitas vezes a causa \u00e9 a m\u00e1 comunica\u00e7\u00e3o entre o t\u00e9cnico e o m\u00e9dico ou entre os profissionais e o cliente; se os procedimentos forem devidamente clarificados e explicados antes da execu\u00e7\u00e3o, essa atitude pode beneficiar significativamente o cliente e os profissionais, pois n\u00e3o devemos esquecer que na redu\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o do cliente est\u00e1 impl\u00edcita a redu\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o dos demais profissionais sujeitos tamb\u00e9m a essa radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tal como refere Mendes, a protec\u00e7\u00e3o de \u00e1reas espec\u00edficas nos clientes n\u00e3o devia de ser descurada, cr\u00e2nio (protec\u00e7\u00e3o do cristalino com \u00f3culos apropriados), protec\u00e7\u00e3o tir\u00f3idea, mamas e g\u00f3nadas, quando est\u00e3o sobre a incid\u00eancia do feixe \u00fatil (entenda-se feixe \u00fatil, como feixe de incid\u00eancia).<\/p>\n<p align=\"justify\">Todos os t\u00e9cnicos de sa\u00fade est\u00e3o sujeitos a c\u00f3digos de \u00e9tica onde a responsabilidade\u00a0pela protec\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo \u00e9 m\u00e1xima.<\/p>\n<p align=\"justify\">Dos deveres deontol\u00f3gicos em geral, o C\u00f3digo Deontol\u00f3gico\u00a0 dos Enfermeiros, refere no Artigo 79\u00ba, al\u00ednea c), que \u00e9 dever do enfermeiro proteger e defender a pessoa humana das pr\u00e1ticas que contrariem a lei, a \u00e9tica ou o bem comum, em particular quando carecidas de indispens\u00e1vel compet\u00eancia profissional.<\/p>\n<p align=\"justify\">No seu Artigo 8\u00ba, o REPE regulamenta que no exerc\u00edcio profissional dos enfermeiros, no n\u00ba 1, os enfermeiros em exerc\u00edcio das suas fun\u00e7\u00f5es devem adoptar uma conduta respons\u00e1vel e \u00e9tica, actuando no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidad\u00e3os. Mais, \u00e9 da compet\u00eancia do enfermeiro, abordar de forma apropriada pr\u00e1ticas de cuidados que n\u00e3o comprometam a seguran\u00e7a, a privacidade ou a dignidade do cliente e a identifica\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de cuidados de risco adoptando medidas apropriadas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mencionando o enunciado de posi\u00e7\u00e3o, nos pontos 2 e 4, referente \u00e0 Tomada de Posi\u00e7\u00e3o sobre Seguran\u00e7a do Cliente (documento elaborado pelo Conselho Jurisdicional da OE), \u00e9 salvaguardado que uma preocupa\u00e7\u00e3o fundamental dos profissionais e das organiza\u00e7\u00f5es de sa\u00fade deve ser a de seguran\u00e7a, em que o dever de excel\u00eancia dos enfermeiros na promo\u00e7\u00e3o de um ambiente e de cuidados seguros \u00e9 uma exig\u00eancia \u00e9tica.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 imperativo a utiliza\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios e pr\u00e1ticas rigorosas na protec\u00e7\u00e3o e controle da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 para os t\u00e9cnicos da \u00e1rea, mas para todos os que desempenham fun\u00e7\u00f5es em ambientes de sujei\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica. O ICN (Internacional Council of Nurses) real\u00e7a que a seguran\u00e7a \u00e9 essencial \u00e0 qualidade na sa\u00fade e nos cuidados de enfermagem, sendo que, al\u00e9m de outras medidas, \u00e9 fundamental um conjunto de conhecimentos cient\u00edficos sobre esta tem\u00e1tica e de condi\u00e7\u00f5es infraestruturais necess\u00e1rias na garantia de um ambiente de cuidados seguro, ao que \u00e9 adicion\u00e1vel a informa\u00e7\u00e3o por forma a reduzir a ocorr\u00eancia de eventos adversos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 responsabilidade profissional do enfermeiro zelar pela sua protec\u00e7\u00e3o e dos demais, em particular os clientes, que com ele se encontrem em ambiente perioperat\u00f3rio sujeitos aos efeitos da radia\u00e7\u00e3o emitida. Todas as pr\u00e1ticas de seguran\u00e7a poss\u00edveis e conhecidas devem ser respeitadas, sob pena de talvez n\u00e3o hoje, mas amanh\u00e3, estarmos irremediavelmente a pensar SE\u2026<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4><strong>Refer\u00eancias\u00a0 Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">CLARK, John \u2013 A F\u00edsica. [s.l.]: Editora do Minho S.A., 1996. ISBN 972-42-1322-6.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">C\u00d3DIGO DEONTOL\u00d3GICO. D. R. I S\u00e9rie A, 93 (98-4-21) 1753-1756.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">CONSELHO JURISDICIONAL DA OE \u2013 Tomada de Posi\u00e7\u00e3o sobre Seguran\u00e7a do Cliente. 2006.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">DECRETO-LEI n\u00ba\u00a0165. D. R. I S\u00e9rie A. 163 (2002-07-17).<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">FERREIRA, Jo\u00e3o; SANTOS, Manuel \u2013 Radia\u00e7\u00f5es ionizantes e n\u00e3o ionizantes. In MIGUEL, Alberto \u2013 Manual de Higiene e Seguran\u00e7a do Trabalho. 6\u00aa ed. Porto: Porto Editora, 2002. ISBN 972-0-45100-9. p446 &#8211; p450.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">ORDEM DOS ENFERMEIROS &#8211;\u00a0 Compet\u00eancias do enfermeiro de cuidados gerais: Conselho de Enfermagem, 2003.\n<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Refer\u00eancias electr\u00f3nicas\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">REGULAMENTO DO EXERC\u00cdCIO PROFISSIONAL DOS ENFERMEIROS<\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/www.ordemenfermeiros.pt\/index.php?page=168\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.ordemenfermeiros.pt\/index.php?page=168<\/a>\n<\/p>\n<p align=\"justify\">SOCIEDADE PORTUGUESA DE F\u00cdSICA (SPF). Grupo de trabalho sobre a caracteriza\u00e7\u00e3o da Situa\u00e7\u00e3o F\u00edsica M\u00e9dica em Portugal. [2001]<\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/spf,pt\/dvtFM\/rel_final_web.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/spf,pt\/dvtFM\/rel_final_web.pdf<\/a>\n<\/p>\n<p align=\"justify\">MENDES, Ricardo. [2004]<\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/www.rikmendes.vilabol.uol.com.br\/Protec\u00e7\u00e3o.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.rikmendes.vilabol.uol.com.br\/Protec\u00e7\u00e3o.htm<\/a>\n<\/p>\n<p align=\"justify\">FERREIRA. N\u00f3s e as Radia\u00e7\u00f5es. [1995]<\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/www.nuclear.radiologia.nom.br\/trabalho\/noseasra.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.nuclear.radiologia.nom.br\/trabalho\/noseasra.htm<\/a>\n<\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/www.iqs.pt\/pdf\/14-06-2006\/IQS14-37-48.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.iqs.pt\/pdf\/14-06-2006\/IQS14-37-48.pdf<\/a>\n<\/p>\n<p align=\"justify\">MINIST\u00c9RIO DA SA\u00daDE \u2013 Decreto Regulamentar n\u00ba9\/90 de 19 de Abril.<\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/www.diramb.gov.pt\/data\/basedoc\/TXT_LN_2472_2_0001.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.diramb.gov.pt\/data\/basedoc\/TXT_LN_2472_2_0001.htm<\/a>\n<\/p>\n<p align=\"justify\">LEITE, E.; UVA, A. E SERRANHEIRA, F. Exposi\u00e7\u00e3o a radia\u00e7\u00f5es ionizantes em cirurgia ortop\u00e9dica, que n\u00edveis de risco? [2006]<\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/www.ensp.unl.pt\/ensp\/corpo-docente\/websitesdocentes\/fserranheira\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.ensp.unl.pt\/ensp\/corpo-docente\/websitesdocentes\/fserranheira<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos os t\u00e9cnicos de sa\u00fade est\u00e3o sujeitos a c\u00f3digos de \u00e9tica onde a responsabilidade\u00a0pela protec\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo \u00e9 m\u00e1xima.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[660,664,659,662,661,665,663,618],"class_list":["post-1241","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nursing","tag-bloco-operatorio","tag-cuidados-de-saude","tag-ocupacional","tag-perioperatorio","tag-radiologia","tag-radioprotecao","tag-responsabilidade","tag-risco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1241","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1241"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1241\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2755,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1241\/revisions\/2755"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1241"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1241"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1241"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}