{"id":1234,"date":"2009-11-08T17:46:20","date_gmt":"2009-11-08T17:46:20","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/abordagem-do-doente-agitado\/"},"modified":"2021-04-28T15:42:38","modified_gmt":"2021-04-28T15:42:38","slug":"abordagem-do-doente-agitado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/abordagem-do-doente-agitado\/","title":{"rendered":"Abordagem do Doente Agitado"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 necess\u00e1rio distinguir: agita\u00e7\u00e3o, agressividade, e viol\u00eancia. A agita\u00e7\u00e3o pode incluir ambas mas a maioria das condutas violentas apresentam-se em indiv\u00edduos sem hist\u00f3ria de altera\u00e7\u00f5es mistas ou org\u00e2nicas.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p><strong>Albino Gomes<\/strong><\/p>\n<p>Enfermeiro Graduado<\/p>\n<p>P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Criminais<\/p>\n<p>Mestrando em Medicina Legal e Ci\u00eancias Forenses<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p><strong>Palavra-chave:<\/strong> Agita\u00e7\u00e3o; viol\u00eancia; delirium; psiquiatria; psicose; urg\u00eancia psiqui\u00e1trica<\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>Resumo<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A agita\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0 uma urg\u00eancia hospitalar frequente, importante pelas suas poss\u00edveis repercuss\u00f5es org\u00e2nicas e de abordagem dif\u00edcil pelas caracter\u00edsticas destes doentes.<\/p>\n<p align=\"justify\">Trata-se de um s\u00edndrome cl\u00ednico caracterizado por um aumento da actividade motora, acompanhada por uma altera\u00e7\u00e3o significativa da esfera emocional. A sua etiologia obedece a tr\u00eas grupos de causas fundamentais que, por poss\u00edveis repercuss\u00f5es vitais, h\u00e1 que descartar sempre, na seguinte ordem: delirium, transtornos psic\u00f3ticos n\u00e3o associados a delirium e outros transtornos (crises de ang\u00fastia, transtornos de personalidade e agita\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p align=\"justify\">Em geral a sequ\u00eancia necess\u00e1ria para a abordagem do doente agitado na urg\u00eancia \u00e9 a seguinte: controlo da conduta (abordagem verbal; conten\u00e7\u00e3o f\u00edsica), avalia\u00e7\u00e3o do doente (hist\u00f3ria cl\u00ednica, exame do estado mental, exames f\u00edsico e neurol\u00f3gico, provas de laborat\u00f3rio), e tratamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O doente agitado no servi\u00e7o de urg\u00eancia \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o frequente e \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o importante devido \u00e0s consequ\u00eancias potencialmente graves e, inclusive, fatais. A sua abordagem apresenta algumas dificuldades; geralmente trata-se de um doente pouco colaborante, que pode apresentar condutas agressivas e violentas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Existe a tend\u00eancia para subestimar este quadro e atribuir a causa como perturba\u00e7\u00e3o psiqui\u00e1trica. Na maior parte das vezes, de facto, tratam-se de transtornos psiqui\u00e1tricos, mas por vezes est\u00e3o associadas altera\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas, que podem colocar em risco a vida do doente.<\/p>\n<p align=\"justify\">A exclus\u00e3o das poss\u00edveis causas org\u00e2nicas constitui o primeiro passo para a avalia\u00e7\u00e3o de um doente agitado para evitar assim, morbilidade e mortalidade desnecess\u00e1ria.<\/p>\n<p align=\"justify\">A agita\u00e7\u00e3o psicomotora \u00e9\u00a0um s\u00edndrome, um conjunto de sinais e sintomas ps\u00edquicos que, classicamente, se englobam nos transtornos da conduta motora, por hiperactividade. Como na actualidade n\u00e3o existe uma defini\u00e7\u00e3o, podemos dizer que se trata de um s\u00edndrome caracterizado por um aumento significativo da actividade motora, acompanhado por altera\u00e7\u00e3o da esfera emocional (ansiedade severa, medo, p\u00e2nico, euforia). Pode apresentar uma intensidade vari\u00e1vel e pode manifestar-se desde uma agita\u00e7\u00e3o m\u00ednima at\u00e9 movimentos totalmente descoordenados, sem qualquer finalidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 necess\u00e1rio distinguir: agita\u00e7\u00e3o, agressividade, e viol\u00eancia. A agita\u00e7\u00e3o pode incluir ambas mas a maioria das condutas violentas apresentam-se em indiv\u00edduos sem hist\u00f3ria de altera\u00e7\u00f5es mistas ou org\u00e2nicas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nos doentes com patologia psiqui\u00e1trica, o risco de apresentarem uma conduta violenta aumenta significativamente com o uso de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas. Existe tamb\u00e9m a necessidade de distinguir agita\u00e7\u00e3o de del\u00edrio.<\/p>\n<p align=\"justify\">O del\u00edrio \u00e9\u00a0um s\u00edndrome caracterizado por uma altera\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de consci\u00eancia, quase sempre fluente e devido a uma disfun\u00e7\u00e3o cerebral global, resultante de doen\u00e7a neurol\u00f3gica, de intoxica\u00e7\u00e3o por t\u00f3xicos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os doentes podem apresentar estados de agita\u00e7\u00e3o, estados de letargia ou diminui\u00e7\u00e3o de resposta a est\u00edmulos (delirium tranquilo).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Etiologia<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A agita\u00e7\u00e3o psicomotora pode obedecer a tr\u00eas grupos fundamentais de causas, que s\u00e3o os seguintes:<\/p>\n<ol>\n<li>Delirium<\/li>\n<li>Transtornos psic\u00f3ticos n\u00e3o associados a delirium<\/li>\n<li>Outros transtornos<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">1 \u2013 Delirium<\/p>\n<p align=\"justify\">Tamb\u00e9m denominado por S\u00edndrome Confusional Agudo, S\u00edndrome Cerebral Agudo ou Insufici\u00eancia Cerebral Aguda. O delirium obedece a uma disfun\u00e7\u00e3o cerebral global, de instaura\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e habitualmente de curso flutuante. A presen\u00e7a de delirium \u00e9 o indicador mais seguro de que um quadro de agita\u00e7\u00e3o tem a sua origem num transtorno org\u00e2nico e que pode colocar em risco a vida do doente. Em primeiro lugar temos que identificar se \u00e9 um doente agitado ou se \u00e9 um delirium.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na cl\u00ednica, o s\u00edndrome nuclear do delirium \u00e9\u00a0uma altera\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia que \u00e9\u00a0 respons\u00e1vel pela deteriora\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas. A altera\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia manifesta-se por altera\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de alerta (abertura dos olhos, fala, movimento espont\u00e2neo e resposta a est\u00edmulos), deteriora\u00e7\u00e3o da capacidade de aten\u00e7\u00e3o, capacidade de orienta\u00e7\u00e3o (espacial e sobretudo, temporal \u2013 desorienta\u00e7\u00e3o no que diz respeito a dia\/noite).<\/p>\n<p align=\"justify\">Conforme vai existindo um agravamento do delirium podemos encontrar transtornos de mem\u00f3ria, de linguagem (desorganizada, incoerente) e altera\u00e7\u00f5es do ciclo sono\/vig\u00edlia.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 poss\u00edvel que apare\u00e7am sintomas psic\u00f3ticos (contudo delirantes, e que s\u00e3o do tipo paran\u00f3ide); transtornos senso perceptivos. As ilus\u00f5es s\u00e3o os sintomas mais importantes no delirium.<\/p>\n<p align=\"justify\">O come\u00e7o agudo dos sintomas (normalmente em horas ou poucos dias) e a flutua\u00e7\u00e3o da intensidade das mesmas ao longo do dia, s\u00e3o a chave para o diagn\u00f3stico da patologia. O delirium pode obedecer a transtornos neurol\u00f3gicos, transtornos sist\u00e9micos, e transtornos induzidos por subst\u00e2ncias t\u00f3xicas. Nem todos os doentes que sofrem destas patologias apresentam delirium.<\/p>\n<p align=\"justify\">Factores que predisp\u00f5em a del\u00edrio: idade superior a 65 anos; doentes polimedicados (t\u00eam diminui\u00e7\u00e3o da metaboliza\u00e7\u00e3o e excre\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos); exist\u00eancia de dano cerebral pr\u00e9vio (dem\u00eancia c\u00e9rebro vascular e epilepsia); grandes interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas (cirurgia card\u00edaca, cr\u00e2neotomia e grandes queimados); abuso de t\u00f3xicos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">2 \u2013 Transtornos Psic\u00f3ticos n\u00e3o Associados a Delirium<\/p>\n<p align=\"justify\">A agita\u00e7\u00e3o pode apresentar-se tamb\u00e9m nos doentes com transtornos psic\u00f3ticos n\u00e3o associados a delirium.<\/p>\n<p align=\"justify\">A cl\u00ednica caracteriza-se pela presen\u00e7a de viv\u00eancias delirantes e alucinat\u00f3rias sem que exista um transtorno ao n\u00edvel da consci\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">O transtorno psic\u00f3tico que se associa com mais frequ\u00eancia aos quadros de agita\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0 a esquizofrenia. Normalmente apresenta-se em epis\u00f3dios agudos com sintomatologia paran\u00f3ide: neste caso podem estar presentes os del\u00edrios bizarros e estranhos. As alucina\u00e7\u00f5es podem ser de qualquer tipo, mas as auditivas s\u00e3o as mais frequentes, em especial as vozes, (que dialogam entre si).<\/p>\n<p align=\"justify\">Noutros casos predomina a conduta e a linguagem desorganizada. O abandono do tratamento e o consumo de t\u00f3xicos est\u00e3o frequentemente relacionados com os quadros de agita\u00e7\u00e3o em esquizofrenia.<\/p>\n<p align=\"justify\">A agita\u00e7\u00e3o pode aparecer de forma explosiva nos quadros de esquizofrenia catat\u00f3nica. N\u00e3o obstante, a sintomatologia catat\u00f3nica \u00e9\u00a0mais frequente em quadros org\u00e2nicos e a sua presen\u00e7a obriga sempre a descartar esta patologia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os transtornos afectivos graves com sintomas psic\u00f3ticos associam-se com menor frequ\u00eancia \u00e0 agita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 poss\u00edvel que apare\u00e7a agita\u00e7\u00e3o em quadros psic\u00f3ticos sem delirium originado em patologia m\u00e9dica ou neurol\u00f3gica. Por exemplo, a altera\u00e7\u00e3o cerebral por l\u00fapus eritematoso, a psicose induzida por cortic\u00f3ides, os estados hipertiroideos podem confundir-se, durante anos, com uma psicose prim\u00e1ria por falta de sinais de encefalopatia. Nestes casos a hist\u00f3ria cl\u00ednica minuciosa pode ser a \u00fanica forma de orientar o diagn\u00f3stico (por exemplo, a presen\u00e7a de crises recorrentes de dor abdominal aguda, sem causa conhecida, em especial relacionadas com o uso de medica\u00e7\u00e3o psicotr\u00f3pica).<\/p>\n<p align=\"justify\">Patologias neurol\u00f3gicas que podem causar agita\u00e7\u00e3o por psicose n\u00e3o associada a delirium, s\u00e3o por exemplo esclerose m\u00faltipla, doen\u00e7a de Wilson (pode apresentar sintomas psic\u00f3ticos e movimentos anormais que, por erro, pode ser atribu\u00eddo um por quadro psic\u00f3tico), traumatismo cr\u00e2neo-encef\u00e1lico, acidentes vasculares cerebrais (mais raro). Deve-se suspeitar se existem sintomas at\u00edpicos com resist\u00eancia ao tratamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">A epilepsia, em especial algumas epilepsias complexas, os status relacionados com estas, podem provocar sintomatologia que se pode confundir com uma psicose n\u00e3o associada a delirium.<\/p>\n<p align=\"justify\">O consumo de \u00e1lcool, anfetaminas, coca\u00edna, alucinog\u00e9nios, inalantes, cannabis, funciclidina, opi\u00e1ceos, barbit\u00faricos e benzodiazepinas podem causar um quadro deste tipo, com maior ou menos componente delirante ou alucinat\u00f3rio, segundo as subst\u00e2ncias, e geralmente relacionado com altas doses das mesmas.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">3 \u2013 Outros Transtornos<\/p>\n<p align=\"justify\">Os doentes que sofrem de transtornos de ansiedade com crises de ang\u00fastia, apresentam com algum frequ\u00eancia epis\u00f3dios de agita\u00e7\u00e3o. A exist\u00eancia de pr\u00e9cordialgia at\u00edpica, sintomas gastrointestinais, sensa\u00e7\u00e3o de dificuldade respirat\u00f3ria ou de morte eminente, colaboram no diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim mesmo, os pacientes diagnosticados com transtornos de personalidade, em especial, os que apresentam comportamentos anti-sociais e comportamentos de personalidade borderline, podem apresentar epis\u00f3dios de agita\u00e7\u00e3o e agressividade em situa\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o emocional (\u00f3bito de entes queridos, cat\u00e1strofes). Pessoas vulner\u00e1veis podem apresentar epis\u00f3dios de agita\u00e7\u00e3o por qualquer circunst\u00e2ncia sem necessidade de existir um transtorno psicopatol\u00f3gico de base.<\/p>\n<p align=\"justify\">Normalmente, todos estes transtornos aparecem sem altera\u00e7\u00f5es do n\u00edvel de consci\u00eancia e sem sintomas psic\u00f3ticos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Atitude perante um doente agitado<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Quando se avalia um doente agitado, este, normalmente, encontra-se numa situa\u00e7\u00e3o de ang\u00fastia e tens\u00e3o, sendo um fen\u00f3meno complexo, com m\u00faltiplos factores a considerar (a sua etiologia e possibilidade de tratamento ) pelo que \u00e9 dif\u00edcil estabelecer protocolos de actua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em geral a sequ\u00eancia necess\u00e1ria de actua\u00e7\u00e3o perante um doente agitado ser\u00e1 a seguinte:<\/p>\n<ol>\n<li>Controlo da conduta<\/li>\n<li>Avalia\u00e7\u00e3o do paciente<\/li>\n<li>Tratamento<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">1) Controlo da conduta<\/p>\n<p align=\"justify\">A actua\u00e7\u00e3o perante um doente agitado deve come\u00e7ar com a valoriza\u00e7\u00e3o dos poss\u00edveis riscos de conduta e adop\u00e7\u00e3o de medidas necess\u00e1rias para garantir a seguran\u00e7a do doente e do pessoal interveniente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Se o doente tem na sua posse armas ou objectos que podem ser utilizados para agress\u00e3o, devem ser desarmados por pela autoridade. O enfermeiro deve ter em aten\u00e7\u00e3o a seguran\u00e7a do local da entrevista e perceber se existe a necessidade de se realizar a mesma com a presen\u00e7a da autoridade.<\/p>\n<p align=\"justify\">A agita\u00e7\u00e3o psicomotora crescente, a suspeita do consumo de t\u00f3xicos e os antecedentes de conduta violenta s\u00e3o os melhores predictores de conduta violenta.<\/p>\n<p align=\"justify\">Inicialmente, \u00e9 necess\u00e1rio considerar a possibilidade de uma abordagem verbal da situa\u00e7\u00e3o. Em muitos casos, sobretudo quando a agita\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 de causa org\u00e2nica nem psic\u00f3tica, pode ser o suficiente.<\/p>\n<p align=\"justify\">A rela\u00e7\u00e3o que se pode estabelecer com o doente influencia em qualquer caso o processo de avalia\u00e7\u00e3o e a evolu\u00e7\u00e3o do quadro, podendo chegar a condicion\u00e1-lo. \u00c9 \u00fatil que o doente sinta que o enfermeiro tem o controlo da situa\u00e7\u00e3o e que n\u00e3o se sinta afectado por este. Mostrar-se sereno, honesto, firme e seguro, identificar-se como enfermeiro e explicar os objectivos da sua actua\u00e7\u00e3o ajudam na abordagem. \u00c9 necess\u00e1rio evitar condutas hostis, desafiantes e agressivas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quando se tem a convic\u00e7\u00e3o de que a conduta agitada do doente constitui um perigo para si e para os outros e que n\u00e3o se pode controlar de nenhuma outra forma, deve utilizar-se a imobiliza\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica. Para aplic\u00e1-la necessita-se de um m\u00ednimo de quatro pessoas (o n\u00famero ideal \u00e9 de cinco pessoas; uma para cada membro e outra para a cabe\u00e7a). Normalmente aplica-se em dec\u00fabito dorsal, com os membros separados entre si e a cabe\u00e7a ligeiramente lateralizada para diminuir o risco de aspira\u00e7\u00e3o de v\u00f3mito. Uma vez aplicada a imobiliza\u00e7\u00e3o, deve-se verificar periodicamente o estado do doente.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">2) Avalia\u00e7\u00e3o do paciente<\/p>\n<p align=\"justify\">O processo de avalia\u00e7\u00e3o diagnostica do doente agitado deve ser encaminhado para enquadr\u00e1-lo em um dos tr\u00eas grupos citados (delirium, transtorno psic\u00f3tico ou outras causas) e em especial descartar o mais rapidamente poss\u00edvel a possibilidade de causas que podem colocar em risco a vida do paciente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Desde o primeiro momento h\u00e1\u00a0que prestar aten\u00e7\u00e3o aos dados cl\u00ednicos que podem indicar gravidade no processo etiol\u00f3gico subjacente. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio realizar uma hist\u00f3ria cl\u00ednica detalhada, examinar o estado mental do sujeito; um exame f\u00edsico e neurol\u00f3gico detalhado e exames complementares de diagn\u00f3stico (an\u00e1lises).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<h4 style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>Hist\u00f3ria Cl\u00ednica\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">\u00c9 dif\u00edcil, muitas vezes, obter do pr\u00f3prio doente dados suficientes e fi\u00e1veis para realizar a hist\u00f3ria cl\u00ednica. Nestes casos h\u00e1 que recorrer a outras fontes de informa\u00e7\u00e3o, fundamentalmente a fam\u00edlia ou acompanhantes. Deve-se recolher informa\u00e7\u00f5es acerca dos antecedentes psiqui\u00e1tricos, consumo de t\u00f3xicos e antecedentes org\u00e2nicos, com especial \u00eanfase na medica\u00e7\u00e3o utilizada. \u00c9 \u00fatil conhecer, se existem, epis\u00f3dios id\u00eanticos anteriormente. A entrevista deve fornecer tamb\u00e9m as circunst\u00e2ncias do epis\u00f3dio actual: factores precipitantes, gravidade dos sintomas e cronologia do desenvolvimento dos mesmos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>Exame do estado mental\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O exame do estado mental do doente agitado \u00e9 a chave para a correcta orienta\u00e7\u00e3o inicial do caso.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em primeiro lugar h\u00e1\u00a0 que examinar a presen\u00e7a de altera\u00e7\u00f5es da consci\u00eancia; o doente deve ser avaliado minuciosamente (abertura dos olhos, fala, movimentos espont\u00e2neos, resposta a est\u00edmulos, confus\u00e3o, estupor, coma). A altera\u00e7\u00e3o da capacidade de aten\u00e7\u00e3o e de orienta\u00e7\u00e3o acompanham os transtornos da consci\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">A linguagem, a mem\u00f3ria (imediata, recente e remota), a afectividade, a forma do pensamento (incoer\u00eancia, ideias delirantes) e transtornos senso perceptivos, completam o exame do estado mental.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>Exame f\u00edsico e neurol\u00f3gico<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Ambos os exames s\u00e3o fundamentais na avalia\u00e7\u00e3o do doente com sintomas psiqui\u00e1tricos de in\u00edcio agudo e em especial se aparecem pela primeira vez. Existe uma grande preval\u00eancia de problemas m\u00e9dicos e neurol\u00f3gicos em doentes com patologia psiqui\u00e1trica urgente, sobretudo em toxic\u00f3manos. Por outro lado, os pacientes com hist\u00f3ria pr\u00e9via de doen\u00e7a psiqui\u00e1trica s\u00e3o os que maior probabilidade t\u00eam de sofrer uma complica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica que passe despercebida (com maior frequ\u00eancia relacionada com o consumo de drogas).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>Provas de laborat\u00f3rio e provas diagnosticas\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">De rotina deve-se pedir: hemograma, glucose, ureia, creatinina, c\u00e1lcio, fun\u00e7\u00e3o hep\u00e1tica, urina, etanol no sangue, n\u00edveis de f\u00e1rmacos no sangue e doseamento de drogas na urina.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo a hist\u00f3ria e exame cl\u00ednico, podem ser necess\u00e1rias outras provas de laborat\u00f3rio (perfil da tir\u00f3ide, estudo de coagula\u00e7\u00e3o), gasimetria arterial, anticorpo anti-VIH, osmolaridade sangu\u00ednea, n\u00edveis de am\u00f3nio, VSG, ANA, cortisol no sangue, n\u00edvel de B12), ou provas de imagem (TAC \u2013 ind\u00edcios de tumor, hemorragia intra craniana ou hidrocefalia), pun\u00e7\u00e3o lombar (verificar se h\u00e1 dados de infec\u00e7\u00e3o do SNC).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">3) Tratamento<\/p>\n<p align=\"justify\">O tratamento do delirium consiste na identifica\u00e7\u00e3o da sua causa e correc\u00e7\u00e3o da mesma. O tratamento dos transtornos psic\u00f3ticos agudos baseia-se no uso de neurol\u00e9pticos. Os demais transtornos que podem causar agita\u00e7\u00e3o respondem geralmente bem ao tratamento com benzodiazepinas.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0a) Tratamento do delirium<\/p>\n<p align=\"justify\">Em primeiro lugar, deve-se identificar a causa subjacente para permitir a sua correc\u00e7\u00e3o. \u00c9\u00a0 necess\u00e1rio assegurar e supervisionar uma s\u00e9rie de cuidados b\u00e1sicos do doente com delirium: medidas de suporte comum a todos os doentes (vigiar via a\u00e9rea, hidrata\u00e7\u00e3o); medidas f\u00edsicas necess\u00e1rias para evitar que sofram acidentes e medidas de adequa\u00e7\u00e3o do meio (reduzir os est\u00edmulos ruidosos e luminosos).<\/p>\n<p align=\"justify\">Quando h\u00e1\u00a0necessidade de sedar um doente com delirium, em geral o f\u00e1rmaco de primeira escolha \u00e9 o haloperidol. O haloperidol \u00e9 um neurol\u00e9ptico de alta pot\u00eancia, mais incisivo e menos sedativo que as fenotiacinas, pelo que em doses suficientes pode causar a seda\u00e7\u00e3o pretendida, mas com menos efeitos secund\u00e1rios cardiocirculat\u00f3rios (hipotens\u00e3o, alargamento do segmento Q-T e arritmias ventriculares).<\/p>\n<p align=\"justify\">Os efeitos secund\u00e1rios mais frequentes do haloperidol s\u00e3o os s\u00edndromes extra piramidais.<\/p>\n<p align=\"justify\">O haloperidol pode administrar-se por via oral, EV ou IM. Normalmente ao doente com delirium agitado tem que se administrar por via EV. Nos doentes com idade avan\u00e7ada, a sensibilidade aos efeitos extrapiramidais \u00e9 maior que aos efeitos sedativos. O uso de medica\u00e7\u00e3o anticolin\u00e9rgica como o biperideno est\u00e1 restringido por favorecer quadros confusionais e aumentar a deteriora\u00e7\u00e3o cognitiva.<\/p>\n<p align=\"justify\">O uso em, doentes com delirium de novos anti psic\u00f3ticos at\u00edpicos (risperidona e clozapina) est\u00e1 limitado por uma aus\u00eancia de prepara\u00e7\u00f5es para administra\u00e7\u00e3o EV, pelo que \u00e9 poss\u00edvel administrar por via oral e podem ser uma alternativa eficaz, sobretudo em pacientes com altera\u00e7\u00e3o da via dopamin\u00e9rgica (Parkinson).<\/p>\n<p align=\"justify\">Como alternativa, no tratamento do delirium, podem usar-se benzodiazepinas, em especial nos doentes com dano cerebral pr\u00e9vio. Devem-se usar com precau\u00e7\u00e3o pelos poss\u00edveis efeitos secund\u00e1rios, em especial seda\u00e7\u00e3o excessiva, amn\u00e9sia, desinibi\u00e7\u00e3o parad\u00f3xica e depress\u00e3o respirat\u00f3ria. Em combina\u00e7\u00e3o com os neurol\u00e9pticos, permitem administrar doses menores de cada um dos f\u00e1rmacos, reduzindo os efeitos secund\u00e1rios.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em quadros de intoxica\u00e7\u00e3o et\u00edlica aguda, \u00e9 necess\u00e1rio usar benzodiazepinas; o haloperidol tem riscos de provocar crises convulsivas. Nestes casos \u00e9 necess\u00e1rio administrar solu\u00e7\u00f5es glucosadas e \u00e9 prudente administrar Tiamina (100mg) para evitar a precipita\u00e7\u00e3o da encefalopatia de Wernicke e poss\u00edvel sindorme de Koasckoff. Quando aparecem sintomas de encefalopatia de Wernicke (confus\u00e3o, ataxia, altera\u00e7\u00f5es da motilidade ocular) \u00e9 urgente administrar tiamina e repetir as doses a cada 8h, durante v\u00e1rios dias. A tiamina \u00e9 eficaz e evita o aparecimento de transtornos amn\u00e9sicos persistentes.<\/p>\n<p align=\"justify\">O s\u00edndrome de abstin\u00eancia alco\u00f3lica trata-se com benzodiazepinas e clormetiazol.<\/p>\n<p align=\"justify\">O haloperidol deve evitar-se por risco de crises convulsivas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os quadros de delirium induzido por outro t\u00f3xico, tratam-se com benzodiazepinas e neurol\u00e9pticos (geralmente haloperidol), segundo a sintomatologia predominante.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"left\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0b) Tratamento de transtornos psic\u00f3ticos n\u00e3o associados a delirium<\/p>\n<p align=\"justify\">Nos doentes psic\u00f3ticos, o tratamento baseia-se na utiliza\u00e7\u00e3o de neurol\u00e9pticos. Com frequ\u00eancia necessita-se de uma seda\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, que idealmente deve alcan\u00e7ar-se apenas com um f\u00e1rmaco, mas por vezes \u00e9 necess\u00e1rio combinar v\u00e1rios, sendo a escolha as benzodiazepinas, segundo o tipo de doente e risco de efeitos secund\u00e1rios.<\/p>\n<p align=\"justify\">Existem muitos protocolos para seda\u00e7\u00e3o r\u00e1pida. Pode-se utilizar haloperidol (2,5 \u2013 10mg) ou 25-100mg de fenotiacinas (clorpromazina ou levopromazina). Se n\u00e3o for poss\u00edvel, pode-se administrar haloperidol (5mg IM a cada 30 minutos).<\/p>\n<p align=\"justify\">Pode-se tamb\u00e9m associar uma benzodiazepina (diazepam 10mg).<\/p>\n<p align=\"justify\">Na actualidade \u00e9\u00a0 poss\u00edvel administrar acetato de Zuclopertizol (100mg, IM) para o tratamento da agita\u00e7\u00e3o. \u00c9 um neurol\u00e9ptico sedativo, o efeito come\u00e7a 2 horas ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o e deve-se manter 2 a 3 dias. No entanto, a experi\u00eancia com este f\u00e1rmaco \u00e9 limitada.<\/p>\n<p align=\"justify\">O uso de novos antipsic\u00f3ticos at\u00edpicos no tratamento da agita\u00e7\u00e3o est\u00e1, como j\u00e1 foi dito, limitado por aus\u00eancia de formas de administra\u00e7\u00e3o EV.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"left\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0c) Outros Transtornos<\/p>\n<p align=\"justify\">As crises de ang\u00fastia e agita\u00e7\u00e3o geralmente respondem bem ao tratamento farmacol\u00f3gico com benzodiazepinas. Os epis\u00f3dios de agita\u00e7\u00e3o que se apresentam nos doentes diagnosticados de transtornos de personalidade, est\u00e3o condicionados ao consumo de t\u00f3xicos e a situa\u00e7\u00f5es de stress e, como tal, respondem bem ao tratamento com benzodiazepinas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nos doentes com possibilidade de altera\u00e7\u00f5es do metabolismo hep\u00e1tico, utilizam-se preferencialmente benzodiazepinas de vida m\u00e9dia curta, que n\u00e3o seguem esta via de metaboliza\u00e7\u00e3o: o lorazepam e o oxazepam.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O doente agitado, muitas vezes \u00e9 conectado a doen\u00e7a psiqui\u00e1trica, no entanto existem diversos casos em que a agita\u00e7\u00e3o deve-se a causa org\u00e2nica. Devemos avaliar o doente agitado, tendo sempre como principio de actua\u00e7\u00e3o os seguintes pontos: Controlo da conduta; Avalia\u00e7\u00e3o do doente e Tratamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Tabela 1<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table1\" border=\"2\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">\n<p align=\"center\">CAUSAS DE DELIRIUM<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">Doen\u00e7as neurol\u00f3gicas<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>TCE (em especial contus\u00e3o cerebral); doen\u00e7a cerebrovascular;<\/p>\n<p align=\"justify\">Encefalopatia hipertensiva; neoplasias prim\u00e1rias; meningite; encefalite e abcessos cerebrais; SIDA; epilepsia<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">Doen\u00e7as e transtornos sist\u00e9micos<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul>\n<li>Endocrinol\u00f3gicos \u2013 hipo e hipertiroidismo; diabetes mellitus<\/li>\n<li>Metab\u00f3licos \u2013 hiponatr\u00e9mia; hipopotass\u00e9mia; hipo e hipercalc\u00e9mia; hipo e hipermagnes\u00e9mia; hipoglic\u00e9mia; acidose; hipoxia; Encefalopatia hep\u00e1tica; ur\u00e9mia<\/li>\n<li>Cardiovasculares \u2013 EAM; arritmias; ICC; hipertens\u00e3o<\/li>\n<li>Defici\u00eancias Vitam\u00ednicas \u2013 D\u00e9fice de tiamina e de B12<\/li>\n<li>Intoxica\u00e7\u00e3o \u2013 Mon\u00f3xido de carbono; dissolventes org\u00e2nicos; metais pesados; alum\u00ednio; ars\u00e9nico; merc\u00fario<\/li>\n<li>Doen\u00e7as Infecciosas \u2013 sepsis; hepatite<\/li>\n<li>Doen\u00e7as oncol\u00f3gicas \u2013 eoplasia do pulm\u00e3o e p\u00e2ncreas<\/li>\n<li>F\u00e1rmacos \u2013 anticolin\u00e9rgicos; antidepressivos; biperidenos; broncodilatadores; hipn\u00f3ticos; ansiol\u00edticos; corticoster\u00f3ides; quinidina; cloranfenicol; isoniazida; penicilina; sulfamidas; fluconazol; antiv\u00edricos<\/li>\n<li>Intoxica\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e1lcool; anfetaminas; alucinogeneos<\/li>\n<li>Abstin\u00eancia \u2013 \u00e1lcool; anfetaminas; coca\u00edna<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<h4><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h4>\n<ol>\n<li>RODRIGUES, Vitor Amorim e GON\u00c7ALVES, Luisa; \u201cPatologia da Personalidade\u201d; Lisboa; Funda\u00e7\u00e3o Calouste Glubenkian; 1998<\/li>\n<li>GAMEIRO, Jos\u00e9; \u201cVoando sobre a Psiquiatria\u201d; Porto; Edi\u00e7\u00f5es Afrontamento; 1992<\/li>\n<li>DALERY, Jean e AMATO, Thierry; \u201cA Esquizofrenia: Investiga\u00e7\u00f5es Actuais e Perspectivas\u201d; Lisboa; Climepsi Editores; 2001<\/li>\n<li>PIRES, Carlos M. 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