{"id":12302,"date":"2025-11-12T07:33:22","date_gmt":"2025-11-12T07:33:22","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/sns-cresce-em-utentes-e-profissionais-mas-acesso-continua-desigual\/"},"modified":"2025-11-12T07:33:22","modified_gmt":"2025-11-12T07:33:22","slug":"sns-cresce-em-utentes-e-profissionais-mas-acesso-continua-desigual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/sns-cresce-em-utentes-e-profissionais-mas-acesso-continua-desigual\/","title":{"rendered":"SNS cresce em utentes e profissionais, mas acesso continua desigual"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>O Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o de Desempenho e Impacto do Sistema de Sa\u00fade (RADIS), da Conven\u00e7\u00e3o Nacional da Sa\u00fade (CNS), tra\u00e7a, com base em 35 indicadores, &#8220;uma fotografia abrangente do desempenho do sistema de sa\u00fade em Portugal&#8221;, cruzando recursos dispon\u00edveis, resultados alcan\u00e7ados e a perspetiva dos doentes, articulando sa\u00fade com bem-estar social e econ\u00f3mico.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\">\u00a0<\/div>\n<p>Segundo o documento, a que a Lusa teve acesso, o n\u00famero total de utentes inscritos no SNS aumentou mais de 522 mil entre setembro de 2016 e setembro de 2025, um acr\u00e9scimo de 5,1%, totalizando 10.681.987.<\/p>\n<p>O aumento \u00e9 explicado por fatores como crescimento populacional moderado, aumento da popula\u00e7\u00e3o imigrante, maior longevidade e uma procura crescente por cuidados p\u00fablicos num contexto de press\u00e3o econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio refere que os imigrantes apresentam frequentemente necessidades m\u00e9dicas e padr\u00f5es de morbilidade distintos, o que exige estrat\u00e9gias de literacia em sa\u00fade, media\u00e7\u00e3o intercultural e forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica das equipas multidisciplinares.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise regional revela um aumento generalizado de inscritos, exceto no Alentejo, onde o decl\u00ednio demogr\u00e1fico e a migra\u00e7\u00e3o interna explicam a tend\u00eancia inversa.<\/p>\n<p>Nas \u00e1reas urbanas do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), que concentram mais de 70% dos utentes, o crescimento reflete a concentra\u00e7\u00e3o populacional e maior oferta de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Esta evolu\u00e7\u00e3o aponta como implica\u00e7\u00f5es futuras maior press\u00e3o sobre a sustentabilidade financeira do SNS, sobretudo nas regi\u00f5es mais populosas e envelhecidas, exigindo refor\u00e7o da capacidade de resposta e pol\u00edticas de equidade territorial.<\/p>\n<p>Paralelamente, a densidade de m\u00e9dicos por mil habitantes passou de 1,1 em 2025, para 2,1 em 2025, um aumento de 91%. O Norte supera a m\u00e9dia nacional (2,6 ), enquanto Alentejo e Algarve ficam abaixo (1,4 e 1,6, respetivamente).<\/p>\n<p>A Regi\u00e3o de Coimbra apresenta a maior concentra\u00e7\u00e3o (4,1), contrastando com o Oeste, onde h\u00e1 apenas 0,7 m\u00e9dicos por mil habitantes.<\/p>\n<p>Nos enfermeiros, a evolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi expressiva: de 2,9 em 2015 para 5,0 por mil habitantes em 2025, mais 72%, com o Norte e o Centro a liderarem (5,5).<\/p>\n<p>&#8220;O refor\u00e7o da capacidade assistencial reflete pol\u00edticas p\u00fablicas para responder ao envelhecimento, \u00e0s doen\u00e7as cr\u00f3nicas e \u00e0s exig\u00eancias da pandemia&#8221;, conclui o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Alerta, contudo, que &#8220;persistem desigualdades territoriais marcantes, com regi\u00f5es e especialidades a enfrentarem s\u00e9rias dificuldades de acesso e cobertura, que se manifestam em casos p\u00fablicos&#8221; como, por exemplo, o encerramento de urg\u00eancias obst\u00e9tricas por falta de especialistas.<\/p>\n<p>Regi\u00f5es como o Alentejo e o Algarve continuam abaixo da m\u00e9dia nacional, o que, segundo o estudo, exige pol\u00edticas de atra\u00e7\u00e3o de profissionais, incluindo incentivos financeiros e melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>Nos resultados assistenciais, o relat\u00f3rio afirma que &#8220;h\u00e1 ganhos seletivos&#8221;: o n\u00famero de utentes sem m\u00e9dico de fam\u00edlia diminuiu em 2024, a mortalidade evit\u00e1vel antes dos 75 anos diminuiu e mant\u00e9m-se abaixo da m\u00e9dia da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, 14,5% dos inscritos nos cuidados de sa\u00fade prim\u00e1rios n\u00e3o tinham m\u00e9dico de fam\u00edlia em 2024, menos 1,8 pontos percentuais face a 2023. Apesar da melhoria, as diferen\u00e7as regionais mant\u00eam-se: o Norte tem o valor mais baixo (2,6%) e LVT o mais elevado (27,7%).<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio refere tamb\u00e9m que a taxa de cirurgias realizadas em regime ambulat\u00f3rio estabilizou &#8220;em n\u00edveis elevados, demonstrando maturidade e efici\u00eancia do sistema&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Por outro lado, surgem ou mant\u00eam-se sinais de tens\u00e3o, como a queda de 4,9% das primeiras consultas realizadas dentro do Tempo M\u00e1ximo de Resposta Garantido (TMRG) no per\u00edodo observado que podem vir a traduzir-se em piores resultados para as popula\u00e7\u00f5es, e disparidades regionais na realiza\u00e7\u00e3o de cirurgias dentro dos prazos legais, que comprometem a equidade e a qualidade dos cuidados&#8221;, alerta.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda assim, nos \u00faltimos dois anos, mais de 70% dos doentes a aguardar cirurgia estavam dentro do prazo m\u00e1ximo&#8221;, observa o relat\u00f3rio da CNS, que integra mais de 150 institui\u00e7\u00f5es da \u00e1rea da sa\u00fade.<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com\/pais\/2886904\/sns-cresce-em-utentes-e-profissionais-mas-acesso-continua-desigual#utm_source=rss-ultima-hora&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=rssfeed\" class=\"info\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Leia na \u00edntegra em <b>Not\u00edcias ao Minuto<b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o de Desempenho e Impacto do Sistema de Sa\u00fade (RADIS), da Conven\u00e7\u00e3o Nacional da Sa\u00fade (CNS), tra\u00e7a, com base em 35 indicadores, &#8220;uma fotografia abrangente do desempenho [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12303,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1121],"tags":[],"class_list":["post-12302","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-profissao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12302","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12302"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12302\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12303"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12302"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12302"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12302"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}