{"id":1174,"date":"2009-09-12T16:21:44","date_gmt":"2009-09-12T16:21:44","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/fisiopatologia-do-transporte-sanitario\/"},"modified":"2021-04-28T15:44:12","modified_gmt":"2021-04-28T15:44:12","slug":"fisiopatologia-do-transporte-sanitario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/fisiopatologia-do-transporte-sanitario\/","title":{"rendered":"Fisiopatologia do Transporte Sanit\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">Qualquer que seja o meio utilizado, deve reunir as condi\u00e7\u00f5es suficientes para garantir a assist\u00eancia e facilitar o transporte mais r\u00e1pido e c\u00f3modo, permitindo melhorar o progn\u00f3stico vital e funcional a curto e longo prazo, respectivamente.<\/p>\n<p><!--more--> <!-- span.MsoFootnoteReference \t{vertical-align:super} --><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p><strong>Albino Gomes<\/strong><\/p>\n<p>Enfermeiro Graduado<\/p>\n<p>P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Criminais<\/p>\n<p>Mestrando em Medicina Legal e Ciencias forenses<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Fisiopatologia do Transporte Sanit\u00e1rio<\/p>\n<p align=\"justify\">A transfer\u00eancia de doentes realiza-se por tr\u00eas meios de transporte sanit\u00e1rio:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Terrestre<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">A\u00e9reo<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Mar\u00edtimo<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A escolha do tipo de transporte determina-se em rela\u00e7\u00e3o a certos condicionamentos:<\/p>\n<ul>\n<li>Dist\u00e2ncia a percorrer<\/li>\n<li>Dificuldade de acesso ao doente<\/li>\n<li>Gravidade<\/li>\n<li>Densidade de tr\u00e2nsito<\/li>\n<li>Situa\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica<\/li>\n<li>Disponibilidade de recursos sanit\u00e1rios<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Qualquer que seja o meio utilizado, deve reunir as condi\u00e7\u00f5es suficientes para\u00a0 garantir a assist\u00eancia e facilitar\u00a0 o transporte mais r\u00e1pido e c\u00f3modo, permitindo melhorar\u00a0 o progn\u00f3stico vital e funcional a curto e longo prazo, respectivamente.<\/p>\n<p align=\"justify\">As caracter\u00edsticas especiais do meio em que se produz uma evacua\u00e7\u00e3o, fazem com que o doente seja submetido a incid\u00eancias f\u00edsicas que originam respostas fisiol\u00f3gicas, em forma de altera\u00e7\u00f5es ventilat\u00f3rias e cardiocirculat\u00f3rias. T\u00eam pouco significado em pessoas saud\u00e1veis, mas com graves consequ\u00eancias para doentes inst\u00e1veis.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tamb\u00e9m ocorre repercuss\u00e3o sobre os sistemas diagn\u00f3sticos de monitoriza\u00e7\u00e3o, na perfus\u00e3o de f\u00e1rmacos e nas caracter\u00edsticas fisicoqu\u00edmicas de alguns f\u00e1rmacos.<\/p>\n<p align=\"justify\">As altera\u00e7\u00f5es v\u00e3o depender de :<\/p>\n<ul>\n<li>Varia\u00e7\u00f5es na velocidade (acelera\u00e7\u00e3o e desacelera\u00e7\u00e3o)<\/li>\n<li>Vibra\u00e7\u00f5es<\/li>\n<li>Ru\u00eddos<\/li>\n<li>Altitude \u2013 diminui\u00e7\u00e3o da press\u00e3o parcial de O<sub>2 <\/sub>(PaO<sub>2<\/sub>); aumento do volume a\u00e9reo nas cavidades fechadas.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Estas particularidades dos meios assistenciais, utilizados nas evacua\u00e7\u00f5es, configuram uma idiossincrasia que a equipa sanit\u00e1ria deve conhecer para poder adaptar-se ao meio e poder previnir as consequ\u00eancias dos efeitos f\u00edsicos sobre o doente, bem como realizar as modifica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Factores Inerentes ao Transporte Terrestre<\/p>\n<p align=\"center\">Repercuss\u00e3o Cl\u00ednica<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Factores F\u00edsicos<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">acelera\u00e7\u00e3o \/ desacelera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">vibra\u00e7\u00f5es<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">ru\u00eddos ?<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">temperatura\u00a0?<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Acelera\u00e7\u00e3o \/ Desacelera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">O corpo humano submetido \u00e0\u00a0influ\u00eancia grav\u00edtica e \u00e0\u00a0acelera\u00e7\u00e3o\/desacelera\u00e7\u00e3o, que corresponde ao desenvolvimento\u00a0 de for\u00e7as de in\u00e9rcia, proporcionais \u00e0\u00a0massa do corpo e ao tipo de acelera\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, em sentido inverso, cuja intensidade de actua\u00e7\u00e3o depende da postura que adopta o sujeito durante o transporte, sendo modificada para uma intensidade e dura\u00e7\u00e3o de acelera\u00e7\u00e3o\/desacelera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O est\u00edmulo que induz as ditas for\u00e7as sobre os sensores corporais (receptores proprioceptivos, ot\u00f3litos labirinticus, barorreceptores) desencadeiam respostas que modificam a fisiologia corporal.<\/p>\n<p align=\"justify\">Geralmente, as acelera\u00e7\u00f5es durante o transporte s\u00e3o de intensidade mediana, quase impercept\u00edveis para a equipa sanit\u00e1ria, por\u00e9m, podem ser de grave repercuss\u00e3o para os doentes transportados com grande labilidade hemodin\u00e2mica.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1172\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/esq1.jpg\" alt=\"\" width=\"509\" height=\"434\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/esq1.jpg 509w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/esq1-300x256.jpg 300w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/esq1-493x420.jpg 493w\" sizes=\"auto, (max-width: 509px) 100vw, 509px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1173\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/esq2.jpg\" alt=\"\" width=\"546\" height=\"334\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/esq2.jpg 546w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/esq2-300x184.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 546px) 100vw, 546px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Fisiopatologia do Transporte sobre os Organismo<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p>Ac\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica<\/p>\n<p align=\"justify\">Dependendo da acelera\u00e7\u00e3o ser positiva ou negativa, o sangue tende a acumular-se na parte inferior ou superior do corpo, respectivamente. Essas altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o corrigidas por mecanismos reflexos que se originam na aur\u00edcula, arco a\u00f3rtico e seio carot\u00eddeo e, cuja resposta nervosa central \u00e9 conduzida pelo vago e pelo simp\u00e1tico, aos org\u00e3os efectores, cora\u00e7\u00e3o e grandes vasos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim pois, a ac\u00e7\u00e3o grav\u00edtica est\u00e1\u00a0relacionada com mobiliza\u00e7\u00f5es internas do sangue nos vasos, que s\u00e3o sentidas e interpretadas como trocas de peso.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p>Altera\u00e7\u00e3o da Press\u00e3o Hidrost\u00e1tica Interna<\/p>\n<p align=\"justify\">A import\u00e2ncia dos efeitos de acelera\u00e7\u00e3o depender\u00e3o do sentido da mesma (longitudinal, transversal ou vertical) e em rela\u00e7\u00e3o ao meio de transporte:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Ambul\u00e2ncia \u2013 tem maior significado a acelera\u00e7\u00e3o positiva ou negativa, no sentido longitudinal, sendo de menor transcend\u00eancia as transversais (em curvas), a n\u00e3o ser que sejam mantidas e repetidas.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Helic\u00f3ptero \/ avi\u00e3o\u00a0\u2013 tem maior import\u00e2ncia as acelera\u00e7\u00f5es no sentido transversal e vertical. Se a acelera\u00e7\u00e3o\/desacelera\u00e7\u00e3o persiste ou \u00e9 muito intensa, o controlo hemodin\u00e2mico diminui e o sangue estanca em determinadas regi\u00f5es, ocasionando distintos sinais e sintomas:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0a) acelera\u00e7\u00e3o negativa entre 0,50 e 0,98, por travagem brusca origina for\u00e7as de in\u00e9rcia que deslocam o sangue, ocasionando aumento da press\u00e3o arterial, aumento da press\u00e3o venosa central e bradicardia;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0b) acelera\u00e7\u00f5es positivas de 0,80, por arranque brusco ou de 0,30 \u2013 0,50, por invers\u00e3o de marcha, podem provocar hipotens\u00e3o e taquic\u00e1rdia;<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Os doentes em situa\u00e7\u00e3o de hipovol\u00e9mia s\u00e3o mais sens\u00edveis \u00e0s acelera\u00e7\u00f5es, de tal forma que uma acelera\u00e7\u00e3o de 0,80 se transforma em 8g, situa\u00e7\u00e3o que leva \u00e0 perda de consci\u00eancia (medida em g = valor da gravidade a n\u00edvel do mar).<\/p>\n<p align=\"justify\">A PIC em doentes comatosos aumenta moderadamente, sem modifica\u00e7\u00f5es hemodin\u00e2micas, tendo maior incid\u00eancia as acelera\u00e7\u00f5es negativas que as positivas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Destas considera\u00e7\u00f5es podem extrair-se as seguintes conclus\u00f5es:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 fundamental uma correcta posi\u00e7\u00e3o do doente, nos ve\u00edculos de transporte, para diminuir os efeitos das acelera\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a01.\u00a0 para o transporte terrestre, o doente ir\u00e1\u00a0com a cabe\u00e7a na direc\u00e7\u00e3o de marcha<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a02. nos helic\u00f3pteros, adopta-se a posi\u00e7\u00e3o inversa (cabe\u00e7a para tr\u00e1s e p\u00e9s no sentido da marcha). Quando se trata de uma evacua\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, que requer rapidez e comodidade, na carga e descarga do doente, pode-se recorrer \u00e0 posi\u00e7\u00e3o transversal.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p>Distens\u00e3o das V\u00edsceras e Tecidos El\u00e1sticos<\/p>\n<p align=\"justify\">A desacelera\u00e7\u00e3o brusca (choque frontal) de um ve\u00edculo em marcha, pode ocasionar les\u00f5es aos seus ocupantes de duas formas:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">por golpe directo;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">indirectamente, por deslocamento das estruturas org\u00e2nicas, a seguir \u00e0 sua pr\u00f3pria in\u00e9rcia. Os org\u00e3os internos ao sofrerem um golpe directo, podem sofrer ruptura ou descolamento, sobretudo se apresentarem patologia pr\u00e9via de origem traum\u00e1tica.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Factores que Influenciam a Toler\u00e2ncia \u00e0\u00a0Desacelera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Aumento aparente do peso dos org\u00e3os internos durante o impacto violento<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Intensidade, dura\u00e7\u00e3o e direc\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao eixo corporal<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Natureza e forma das superf\u00edcies que entram em contacto com o corpo no momento do choque.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Medidas a tomar:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">condu\u00e7\u00e3o prudente e regular<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">imobiliza\u00e7\u00e3o do doente com maca de v\u00e1cuo (coquille \u00ae)<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">protec\u00e7\u00e3o com cintos de seguran\u00e7a<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u00e0 protec\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o do material<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table1\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td colspan=\"5\" bgcolor=\"#c0c0c0\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Peso (Kg)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Peso Aparente<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\"><\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\"><\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">10g (36Km\/h)<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">40g (70Km\/h)<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">90g (100Km\/h)<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">Ba\u00e7o<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">0,250<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">2,5<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">10<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">22,45<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">F\u00edgado<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">1,800<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">18<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">72<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">162<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">Cora\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">0,350<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">3,5<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">15<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">31,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">Enc\u00e9falo<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">1500<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">15<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">60<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">135<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">Sangue<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">5000<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">50<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">200<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">450<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">Peso Total<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">70<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">700<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">2800<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">6300<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>Vibra\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p align=\"justify\">Constituem uma forma de energia convertida no ser vivo em for\u00e7a mec\u00e2nica, press\u00e3o ou calor.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo a forma de transmiss\u00e3o, distinguem-se dois tipos de vibra\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ol>\n<li>Vibra\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas ou trepida\u00e7\u00f5es (quando se transmitem por contacto directo, em forma de choques repetidos)<\/li>\n<li>Vibra\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas (transmitem-se indirectamente por um meio el\u00e1stico)<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">As vibra\u00e7\u00f5es produzem-se com maior ou menor intensidade, conforme s\u00e3o os meios de transporte sanit\u00e1rio. Consideram-se biologicamente perigosas quando a frequ\u00eancia se situa entre 4 \u2013 12Hz, por induzir fen\u00f3menos de resson\u00e2ncia nos org\u00e3os. Dependendo da frequ\u00eancia, os efeitos das vibra\u00e7\u00f5es sobre o corpo s\u00e3o vari\u00e1veis.\n<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table2\" border=\"2\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td colspan=\"2\" bgcolor=\"#800000\">\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #ffffff;\">Efeito das Vibra\u00e7\u00f5es Sobre o Corpo Humano<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">Dor ao respirar<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">1 \u2013 3Hz<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">Dor T\u00f3rax<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">5 \u2013 7Hz<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">Dor abdominal<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">4,5 \u2013 10Hz<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">Dor Mand\u00edbula<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">6 \u2013 8Hz<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">Dor Lombar<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">8 \u2013 12Hz<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">Tenesmo Rectal<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">10,5 \u2013 16Hz<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">Tenesmo Vesical<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">10 \u2013 18Hz<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">Dificuldade em falar<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">13 \u2013 20Hz<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#ffffcc\">Dor de Cabe\u00e7a<\/td>\n<td bgcolor=\"#c0c0c0\">13 \u2013 20Hz<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">Quando a amplitude das vibra\u00e7\u00f5es ultrapassam um determinado n\u00edvel, produz-se destrui\u00e7\u00e3o h\u00edstica, especialmente nos capilares sangu\u00edneos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os org\u00e3os internos s\u00e3o sens\u00edveis a frequ\u00eancias de 3 \u2013 20Hz, aumentando o risco de hemorragias em doentes politraumatizados, em choque.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nos ve\u00edculos com suspens\u00e3o inadequada, as vibra\u00e7\u00f5es transmitem-se mais facilmente \u00e0\u00a0maca e ao pr\u00f3prio doente mas, aumentadas em duas ou tr\u00eas vezes, ocasionando uma resposta vegetativa da ventila\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o, que se traduzem clinicamente por hiperventila\u00e7\u00e3o e taquic\u00e1rdia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Podemos concluir que os n\u00edveis de vibra\u00e7\u00f5es nos ve\u00edculos terrestres s\u00e3o mais nocivos que nos meios a\u00e9reos; a morbilidade das vibra\u00e7\u00f5es sobre o doente reduzem mediante imobiliza\u00e7\u00e3o do doente por meio de macas de v\u00e1cuo.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Ru\u00eddos<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">De todos os ru\u00eddos produzidos nas ambul\u00e2ncias, a sirene \u00e9\u00a0o que mais influ\u00eancia tem no doente, induzindo o aumento dos fen\u00f3menos de ansiedade ou medo, que se manifestam em forma de descargas vegetativas, hip\u00f3xia, crise em doentes com transtornos de conduta. Por tudo isto, \u00e9 conveniente tomar algumas medidas preventivas: informa\u00e7\u00e3o, apoio psicol\u00f3gico, seda\u00e7\u00e3o (se for preciso).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table3\" border=\"2\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td colspan=\"4\" bgcolor=\"#000000\">\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #ffffff;\">Ru\u00eddo em Fun\u00e7\u00e3o do Ve\u00edculo e Acelera\u00e7\u00e3o \/ Desacelera\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#008080\">Meio de Transporte<\/td>\n<td bgcolor=\"#bfe0e0\">N\u00edvel de Ru\u00eddo (db)<\/td>\n<td bgcolor=\"#bfe0e0\">Acelera\u00e7\u00e3o (g)<\/td>\n<td bgcolor=\"#bfe0e0\">Vibra\u00e7\u00e3o (Hz)<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#008080\">Avi\u00e3o de Linha<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#bfe0e0\">60 \u2013 70<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#bfe0e0\">0,10<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#bfe0e0\">40 \u2013 50<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#008080\">Ambul\u00e2ncia<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0 . parada (motor em marcha)<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0 . velocidade 40 \u2013 90 Km\/h<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#bfe0e0\">70<\/p>\n<p align=\"center\">75 &#8211; 80<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#bfe0e0\">0,07<\/p>\n<p align=\"center\">0,85<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#bfe0e0\">4<\/p>\n<p align=\"center\">4 &#8211; 16<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#008080\">Helic\u00f3pteros<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0 . SA 341 gazelle<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0 .\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 365 dauphin<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0 . BO 105 Bolkow<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0 . Ecureuil<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#bfe0e0\">83<\/p>\n<p align=\"center\">83<\/p>\n<p align=\"center\">85 \u2013 90<\/p>\n<p align=\"center\">40 &#8211; 45<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#bfe0e0\">0,10 \u2013 0,15<\/p>\n<p align=\"center\">0,10 \u2013 0,15<\/p>\n<p align=\"center\">0,15 \u2013 0,20<\/p>\n<p align=\"center\">0,10 \u2013 0,15<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#bfe0e0\">20<\/p>\n<p align=\"center\">28<\/p>\n<p align=\"center\">28<\/p>\n<p align=\"center\">28<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"center\">Factores Inerentes ao Transporte A\u00e9reo<\/p>\n<p align=\"center\">Repercuss\u00e3o Cl\u00ednica\n<\/p>\n<p align=\"justify\">As patologias pr\u00f3prias do transporte a\u00e9reo est\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da press\u00e3o parcial de oxig\u00e9nio, da temperatura e do aumento do volume a\u00e9reo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na evacua\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria por via a\u00e9rea, utilizam-se dois meios:<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p>Avi\u00f5es<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">n\u00e3o pressurizado \u2013 aqueles em que a press\u00e3o atmosf\u00e9rica no interior do aparelho vai diminuindo com a altura<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">pressurizado \u2013 aqueles em que a press\u00e3o atmosf\u00e9rica no interior do aparelho n\u00e3o varia (em rela\u00e7\u00e3o ao mar), independentemente da altura<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Helic\u00f3pteros<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">ligeiros \u2013 1 a 2 macas<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">m\u00e9dio \u2013 6 macas<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">pesados \u2013 24 macas<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Altitude<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">De todos os factores que interferem na fisiologia no homem, durante o transporte a\u00e9reo, altura \u00e9 a que tem maior incid\u00eancia pelos efeitos que ocasiona, sendo eles:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">diminui\u00e7\u00e3o da press\u00e3o parcial de oxig\u00e9nio<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">diminui\u00e7\u00e3o da temperatura<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">expans\u00e3o dos gases contidos nas cavidades<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Estas incid\u00eancias s\u00e3o mais significativas nos helic\u00f3pteros e avi\u00f5es n\u00e3o pressurizados.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p>Diminui\u00e7\u00e3o da Press\u00e3o Parcial de Oxig\u00e9nio<\/p>\n<p align=\"justify\">O ar est\u00e1\u00a0 formado por uma mistura de gases: 21% de oxig\u00e9nio; 78% de nitrog\u00e9nio; 1% de outros gases.<\/p>\n<p align=\"justify\">Enquanto a propor\u00e7\u00e3o dos mesmos se mant\u00e9m constante a qualquer altura da troposfera, as suas press\u00f5es parciais variam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 altitude sobre o n\u00edvel do mar.\n<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table4\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td colspan=\"5\" bgcolor=\"#cccccc\">Valor de PO<sub>2<\/sub> em Altitude<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">ALTITUDE<\/p>\n<p align=\"center\">(p\u00e9s)<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">Press\u00e3o Atmosf\u00e9rica (mmHg)<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">PO<sub>2<\/sub> no Alv\u00e9olo<\/p>\n<p align=\"center\">(mmHg)<\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">PO<sub>2<\/sub> no Ar (mmHg)<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">PO<sub>2<\/sub> no sangue arterial (mmHg)<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#cccccc\">0<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">760<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">105<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">159<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">100<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">2000<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">707<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">97<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">148<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">92<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#cccccc\">4000<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">656<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">90<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">137<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">85<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">6000<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">609<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">84<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">127<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">79<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#cccccc\">8000<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">564<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">79<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">118<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">74<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">10 000<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">523<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">74<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">109<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">69<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#cccccc\">20 000<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">349<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">40<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">73<\/td>\n<td bgcolor=\"#cccccc\">35<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">30 000<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">226<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">21<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">47<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">19<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">No caso concreto do oxig\u00e9nio, a sua press\u00e3o parcial \u00e9\u00a0inversamente proporcional \u00e0 altura: modifica-se desde 159mmHg (n\u00edvel do mar) com uma press\u00e3o atmosf\u00e9rica de 760mmHg, para 80mmHg a 18 000 p\u00e9s, com uma press\u00e3o atmosf\u00e9rica de 380mmHg. Esta varia\u00e7\u00e3o repercute-se, negativamente, nas press\u00f5es alveolares e arteriais de oxig\u00e9nio, podendo agravar em situa\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas, consoante aumenta a altitude, sobretudo, a partir dos 1000 metros, diminui a press\u00e3o parcial de oxig\u00e9nio nos alv\u00e9olos e aumenta a press\u00e3o parcial de di\u00f3xido de carbono.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para compensar estes par\u00e2metros, o nosso organismo reage da seguinte forma:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">aumento do d\u00e9bito card\u00edaco;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">hiperventila\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">se existir hipox\u00e9mia, pode apresentar alcalose respirat\u00f3ria, espasmos tet\u00e2nicos e inconsci\u00eancia.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Em definitivo, pode levar \u00e0\u00a0destabiliza\u00e7\u00e3o do doente, sendo as suas consequ\u00eancias cl\u00ednicas mais importantes, o agravamento de:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">insufici\u00eancia respirat\u00f3ria<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">choque Hipovol\u00e9mico<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">edema agudo do pulm\u00e3o<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">anemia<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">transtornos isqu\u00e9micos<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Alguns factores interv\u00eam na toler\u00e2ncia \u00e0\u00a0hip\u00f3xia r devem ser valorizados para determinar o risco:<\/p>\n<ul>\n<li>&#8211; Aumentam a toler\u00e2ncia\n<p align=\"justify\">&#8211; resposta cardiovascular<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; Glicemia<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<\/li>\n<li>&#8211; Diminuem a toler\u00e2ncia\n<p align=\"justify\">&#8211; anemia<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; tirotoxicose<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8211; intoxica\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\u00c9 preciso contrariar os efeitos da hipox\u00e9mia nos doentes cr\u00edticos; para isso deve modificar-se o FiO<sub>2<\/sub>, administrando oxig\u00e9nio suplementar, por sistemas convencionais ou mediante ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Para controlar todos estes aspectos \u00e9 necess\u00e1rio uma adequada valoriza\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">cl\u00ednica<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">gasim\u00e9trica<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">hemodin\u00e2mica<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">E, dependendo do risco previsto, preparar-se os apoios de assist\u00eancia:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">via a\u00e9rea perme\u00e1vel<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">cateterismo venoso para perfus\u00e3o de l\u00edquidos<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">monitoriza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">sonda nasog\u00e1strica e sonda vesical<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">drenagens.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Expans\u00e3o de Gases<\/p>\n<p align=\"justify\">Considerando nos gases que P x V = T (P = press\u00e3o; V = volume; T = temperatura), se a temperatura se mantiver constante, ao diminuir a press\u00e3o, aumenta proporcionalmente o volume (expans\u00e3o). Portanto, a expans\u00e3o de gases \u00e9 a consequ\u00eancia da descida de press\u00e3o com a altura.<\/p>\n<p align=\"justify\">No transporte a\u00e9reo medicalizado, este fen\u00f3meno pode provocar distens\u00e3o e transtornos diversos nas cavidade org\u00e2nicas. Por outro lado, tamb\u00e9m surgem problemas no material utilizado.\n<\/p>\n<ol>\n<li>Repercuss\u00e3o sobre os diversos org\u00e3os ou sistemas<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">Distens\u00e3o do tubo digestivo, que pode implicar:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">agravamento do ileos<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">deisc\u00eancia de suturas<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">ulcera\u00e7\u00f5es diverticulares<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">aumento da press\u00e3o diafragm\u00e1tica<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Sistema Respirat\u00f3rio:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">agravamento do pneumot\u00f3rax (deve ser drenado antes do transporte)<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Aumento da press\u00e3o intraocular<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">avaliar as feridas do globo ocular<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<ol>\n<li>A Evacua\u00e7\u00e3o est\u00e1 desaconselhada, se recentemente, o doente foi submetido a exames que utilizaram g\u00e1s como meio de contraste.<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">Os equipamentos pneum\u00e1ticos sofrem modifica\u00e7\u00f5es da sua press\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">talas insufl\u00e1veis, aumentam a press\u00e3o, n\u00e3o sendo recomend\u00e1veis neste tipo de transporte<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">o bal\u00e3o do tubo endotraqueal, por aumento do volume, comprime a mucosa traqueal, por isso, deve ser cheio com soro fisiol\u00f3gico<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">a maca de v\u00e1cuo, diminui a sua consist\u00eancia, sendo preciso reavaliar periodicamente a sua consist\u00eancia durante o transporte<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">diminui a velocidade de perfus\u00e3o dos soros, pelo que \u00e9 necess\u00e1rio usar mangas de press\u00e3o e bal\u00f5es de pl\u00e1stico<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">para assegurar a ventila\u00e7\u00e3o artificial, deve corrigir-se a expans\u00e3o gasosa, diminuindo o volume total, mas sem modificar o d\u00e9bito de FiO<sub>2<\/sub>.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">B) Factores F\u00edsicos e Estados Patol\u00f3gicos\n<\/p>\n<ol>\n<li>Acelera\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">Este factor te menos import\u00e2ncia nos meios a\u00e9reos; mesmo assim deve considerar-se pelos seus poss\u00edveis efeitos negativos:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">varia\u00e7\u00f5es da PIC em TCE<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">politraumatizado<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">deslocamento de l\u00edquidos e massa dentro do organismo<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">reac\u00e7\u00f5es vagais<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">v\u00f3mitos<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">mau estar geral<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<ol>\n<li>Vibra\u00e7\u00f5es<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">O transporte a\u00e9reo produz vibra\u00e7\u00f5es que se situam em zonas de espectro de frequ\u00eancia menos nocivas, no entanto, manifestam a sua influ\u00eancia nos TCE.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<ol>\n<li>Ru\u00eddos<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">O n\u00edvel de ru\u00eddo dos helic\u00f3pteros \u00e9\u00a0t\u00e3o alto (83 \u2013 90db) que devem tomar-se medidas de protec\u00e7\u00e3o ac\u00fastica para o doente e instalar meios de diagn\u00f3stico para controlar as altera\u00e7\u00f5es hemodin\u00e2micas.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<ol>\n<li>Diminui\u00e7\u00e3o da temperatura<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">Este factor deve ter-se em conta em caso de doentes card\u00edacos, rec\u00e9m-nascidos, queimados, hipot\u00e9rmicos, politraumatizados. Em voo considera-se imprescind\u00edvel o transporte de incubadoras com temperaturas pr\u00f3ximas dos 23\u00baC.\n<\/p>\n<ol>\n<li>Medidas Preventivas<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Determinar os gases arteriais em todos dos doentes e administrar oxig\u00e9nio segundo as necessidades e altura prevista do voo;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Drenar pneumot\u00f3rax, antes do voo r substituir o sistema normal de drenagem para v\u00e1lvula unidireccional;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o usar, a grandes alturas, sistemas fechados de drenagem;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Sangue e soros em frascos de pl\u00e1stico, que permitam infundir em press\u00e3o<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Controlo da press\u00e3o arterial por monitor digital n\u00e3o invasivo;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Todos os doentes devem ser monitorizados com veia central;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">RX t\u00f3rax antes do voo para excluir pneumot\u00f3rax;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Determina\u00e7\u00e3o de hemograma, glicemia e ionograma<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o controlada do doente, tanto para a carga, como para a descarga do mesmo.\n<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<ol>\n<li>Influ\u00eancia do transporte sobre o material<\/li>\n<\/ol>\n<ol>\n<li>Vibra\u00e7\u00f5es<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">aparecimento de artefactos nos sistemas de monitoriza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<ol>\n<li>Varia\u00e7\u00f5es de temperatura<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Altera\u00e7\u00e3o da estrutura f\u00edsico-qu\u00edmica dos soros e f\u00e1rmacos<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Os sistemas de monitoriza\u00e7\u00e3o que funcionam com pilhas de n\u00edquel, podem sofrer altera\u00e7\u00f5es na sua capacidade<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<ol>\n<li>Acelera\u00e7\u00e3o \/ desacelera\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Drogas como dopamina, lidoca\u00edna, nitroprussiato de s\u00f3dio, administradas por perfus\u00e3o em micro gotas e com doses terap\u00eauticas muito ajustadas, podem sofrer varia\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas de toxicidade. Por este motivo, as drogas vasoactivas devem administrar-se por seringas infusoras, em infus\u00e3o cont\u00ednua.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\">III. Normas Gerais de Actua\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">\u00c9 evidente do ponto de vista estat\u00edstico, que o transporte sanit\u00e1rio efectuado, adequadamente, melhora a situa\u00e7\u00e3o do doente, sem esquecer aqueles estados de elevado risco, que devem vigiar-se mais estritamente, durante o transporte.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Por ordem decrescente de frequ\u00eancia as categorias de doentes transportados s\u00e3o:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0&#8211; Traumatol\u00f3gico<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0&#8211; Cardiol\u00f3gico<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0&#8211; Intoxica\u00e7\u00e3o com repercuss\u00e3o neurol\u00f3gica.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o ao risco e maior sensibilidade \u00e0s varia\u00e7\u00f5es hemodin\u00e2micas:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0&#8211; Choque por hipovol\u00e9mia<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0&#8211; Embolia pulmonar<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0&#8211; Traumatismo tor\u00e1cico<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0&#8211; T\u00e9tano<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Por tudo isto, \u00e9\u00a0imprescind\u00edvel que a equipa que utiliza qualquer que seja o meio de transporte sanit\u00e1rio, conhe\u00e7a esse transporte, conhe\u00e7a os conceitos principais, para adoptar medidas necess\u00e1rias, evitando os efeitos nocivos a que determinados doentes s\u00e3o sens\u00edveis.<\/p>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>Estabiliza\u00e7\u00e3o antes da evacua\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\">A primeira norma antes de iniciar a evacua\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0conseguir a estabiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via (ventilat\u00f3ria e cardiocirculat\u00f3ria), sendo o \u00fanico meio de garantir a qualidade do transporte.<\/p>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>Suporte b\u00e1sico de vida<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Via a\u00e9rea perme\u00e1vel<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Hiperextens\u00e3o (aten\u00e7\u00e3o \u00e0s fracturas cervicais<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Trac\u00e7\u00e3o da l\u00edngua<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Retirar pr\u00f3teses dent\u00e1rias<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Aspira\u00e7\u00e3o de secre\u00e7\u00f5es orofar\u00edngeas<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Coloca\u00e7\u00e3o do tubo de Mayo<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Entuba\u00e7\u00e3o e ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica se necess\u00e1rio<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Controlo hemodin\u00e2mico<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Monitoriza\u00e7\u00e3o card\u00edaca e hemodin\u00e2mica (TA, PVC, FR)<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Controlo de hemorragias e perfus\u00e3o de l\u00edquidos<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Imobiliza\u00e7\u00f5es<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>Acessos venosos<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Nunca transportar um doente sem uma via endovenosa perme\u00e1vel<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Preferir as extremidades superiores, evitando zonas de flex\u00e3o<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Se o doente estiver em estado cr\u00edtico, queimado ou com perfus\u00f5es, conv\u00e9m puncionar mais do que um acesso<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Doentes agitados, obnubilados ou ansiosos, imobilizar o bra\u00e7o para que n\u00e3o arranque a via<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">\u00a0Em doentes prematuros ou lactantes, a veia de elei\u00e7\u00e3o \u00e9 umbilical ou epicraneana<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Utilizar a veia jugular ou subcl\u00e1via quando para perfus\u00e3o de grandes quantidades de l\u00edquidos<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Em caso de transporte em helic\u00f3ptero, preferir a veia central femural<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>Mobiliza\u00e7\u00e3o controlada para uma correcta evacua\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Vigiar sondas, soros, bolsas, drenagens, que n\u00e3o se arranquem ou se desconectem do doente<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Evitar a troca frequente de macas, sobretudo em politraumatizados<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Imobilizar sempre a maca de v\u00e1cuo<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Posi\u00e7\u00e3o lateral de seguran\u00e7a, para evitar aspira\u00e7\u00e3o, sobretudo em doentes com estado de consci\u00eancia deprimido<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Drenagem postural 30 \u2013 40\u00ba em TCE<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qualquer que seja o meio utilizado, deve reunir as condi\u00e7\u00f5es suficientes para garantir a assist\u00eancia e facilitar o transporte mais r\u00e1pido e c\u00f3modo, permitindo melhorar o progn\u00f3stico vital e funcional 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