{"id":1140,"date":"2009-06-04T00:06:53","date_gmt":"2009-06-04T00:06:53","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/cuidar-do-doente-com-dpoc\/"},"modified":"2021-05-04T09:40:24","modified_gmt":"2021-05-04T09:40:24","slug":"cuidar-do-doente-com-dpoc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/cuidar-do-doente-com-dpoc\/","title":{"rendered":"Cuidar do doente com DPOC"},"content":{"rendered":"<p>Para cuidar destes doentes, o enfermeiro tem que\u00a0 desenvolver um conjunto de compet\u00eancias, de forma a ajud\u00e1-lo a adaptar-se \u00e0s suas incapacidades.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><em>Sinais Vitais n\u00ba66<\/em><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Cuidar do doente com DPOC:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 &#8211; que incapacidades Do doente?<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 &#8211; que compet\u00eancias exigidas aos enfermeiros?<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Alexandra Filipa Cosme <\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Licenciada em Enfermagem<\/p>\n<p align=\"justify\">Exerce fun\u00e7\u00f5es de Enfermagem no Centro Hospitalar de Torres Vedras, servi\u00e7o de medicina<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Liliana Maria Bernardes Martins<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Licenciada em Enfermagem<\/p>\n<p align=\"justify\">Exerce fun\u00e7\u00f5es de Enfermagem no Centro Hospitalar de Torres Vedras, servi\u00e7o de cirurgia<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong> Resumo<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O desenvolvimento de conhecimentos na \u00e1rea do cuidar de doentes com DPOC, torna-se cada vez mais importante, para acompanhar as problem\u00e1ticas do actual panorama da sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, este artigo tem por objectivo refletir acerca da problem\u00e1tica do doente com DPOC, na perspectiva das suas incapacidades e do seu cuidar em enfermagem, especialmente a n\u00edvel das compet\u00eancias necess\u00e1rias para aumentar o potencial de sa\u00fade dos utentes e fam\u00edlia.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Palavras-chave:\u00a0<\/strong>DPOC; doen\u00e7a cr\u00f3nica; incapacidades; reabilita\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria; educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade ; compet\u00eancias em enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">De acordo com a European Respiratory Society referenciado por SANTOS et al (1998,p.20) existe um aumento da incid\u00eancia e preval\u00eancia de doen\u00e7as cr\u00f3nicas, nas quais est\u00e1 inclu\u00edda a DPOC. Segundo a mesma fonte em Portugal existe um decl\u00ednio progressivo da mortalidade, que em 1980 era de 25,26 por 100 000 habitantes e em 1995 de 1 por 100 000 habitantes. Em 1991, a mortalidade por 100 000 habitantes em Portugal era sobrepon\u00edvel \u00e0 encontrada em Fran\u00e7a, inferior \u00e0 do Reino Unido e Finl\u00e2ndia, mas superior \u00e0 dos EUA e Canad\u00e1.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>DPOC &#8211; doente cr\u00f3nico e suas incapacidades<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A DPOC surge em doentes com bronquite cr\u00f3nica e enfisema, caracteriza-se por obstru\u00e7\u00e3o persistente das vias a\u00e9reas e diminui\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos expiat\u00f3rios. Na maioria das vezes a obstru\u00e7\u00e3o \u00e9 progressiva embora possa ser parcialmente revers\u00edvel ou acompanhada de hiperreactividade br\u00f4nquica. (SANTOS et al;1998,p.32)<\/p>\n<p align=\"justify\">A bronquite cr\u00f3nica define-se pela presen\u00e7a de tosse produtiva em pelo menos tr\u00eas meses em dois anos consecutivos. Enfisema caracteriza-se pelo alargamento dos espa\u00e7os a\u00e9reos distais aos bronqu\u00edolos terminais por destrui\u00e7\u00e3o das suas paredes, n\u00e3o substitu\u00edda por fibrose. (SANTOS et al;1998,p.32)<\/p>\n<p align=\"justify\">Gostar\u00edamos de salientar que n\u00e3o s\u00e3o englobadas na DPOC outras patologias que se podem acompanhar de obstru\u00e7\u00e3o das vias a\u00e9reas, nomeadamente a asma (que representa reversibilidade da obstru\u00e7\u00e3o com per\u00edodos de normalidade e tem maior variabilidade dos d\u00e9bitos expirat\u00f3rios), as bronquiectasias, a fibrose qu\u00edstica, a bronquioIite e a obstru\u00e7\u00e3o das vias a\u00e9reas superiores.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>A DPOC \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica.<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">ZOZAYA citado por CAMON (1996,p.149) define doen\u00e7a cr\u00f3nica como\u00a0 &#8220;&#8230;qualquer estado patol\u00f3gico que apreende uma ou mais das seguintes caracter\u00edstica: que seja permanente, que deixe incapacidade residual, que produza altera\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas n\u00e3o revers\u00edveis, que requeira reabilita\u00e7\u00e3o ou que necessite per\u00edodos longos de observa\u00e7\u00e3o, controlo e cuidados.&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\">Neste contexto certos indiv\u00edduos tornam-se doentes cr\u00f3nicos pela simples raz\u00e3o de apresentarem altera\u00e7\u00f5es som\u00e1ticas t\u00e3o importantes que s\u00e3o for\u00e7ados a renunciar a qualquer possibilidade de adapta\u00e7\u00e3o e de desenvolvimento. (SCHNEIDER\u00a0 citado por CAMON 1996,p.149)<\/p>\n<p align=\"justify\">A pessoa com DPOC dever\u00e1 adaptar a sua vida h\u00e1 doen\u00e7a, de forma a viver com qualidade, apesar das limita\u00e7\u00f5es e perdas impostas. Esta \u00e9 sentida pelo indiv\u00edduo como uma agress\u00e3o tornando o futuro incerto, exigindo uma adapta\u00e7\u00e3o gradativa h\u00e1 situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ser doente cr\u00f3nico \u00e9 lutar contra as suas incapacidades.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo BADLEY citado por STANNHOPE (1999,p.658)\u00a0 uma incapacidade\u00a0 &#8220;&#8230;\u00e9 qualquer restri\u00e7\u00e3o ou perda (resultante de uma defici\u00eancia) da capacidade para desempenhar uma actividade de modo ou dentro do padr\u00e3o considerado normal para um ser humano, tendo em conta a sua idade cronol\u00f3gica&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">A DPOC \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica incapacitante porque tem car\u00e1cter permanente e produz altera\u00e7\u00f5es som\u00e1ticas. Assim, o doente sofre restri\u00e7\u00f5es e perda da capacidade para desempenhar actividades anteriormente realizadas. T\u00eam de enfrentar a perda de um corpo saud\u00e1vel e activo e, para muitos, o funcionamento corporal n\u00e3o adequado leva a uma diminui\u00e7\u00e3o da autonomia e da capacidade de agir com independ\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">As incapacidades dos doentes com DPOC, podem ser variadas, pois todas as vertentes do ser humano s\u00e3o afectadas. (Ver quadro n.\u00ba1)<\/p>\n<p align=\"justify\">Para cuidar destes doentes, o enfermeiro tem que\u00a0 desenvolver um conjunto de compet\u00eancias, de forma a ajud\u00e1-lo a adaptar-se \u00e0s suas incapacidades.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>As compet\u00eancias no cuidar em enfermagem<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Cuidar&#8230; \u00e9 ajudar a viver. Assim se expressava Marc Oraison em 1964, na sua obra La mort&#8230;et puis apr\u00e9s&#8221;. LAZURE (1994,p.7)<\/p>\n<p align=\"justify\">COLLI\u00c9RE (1982,p.23) acrescenta que cuidar \u00e9 um acto de reciprocidade que se presta a toda a pessoa que tempor\u00e1ria ou definitivamente tem necessidade de ajudar para assumir as suas necessidades vitais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ao longo de toda a sua hist\u00f3ria, a enfermagem utiliza o cuidar no \u00e2mbito do exerc\u00edcio da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para cuidar de utentes com DPOC, a enfermeira deve utilizar pr\u00e1ticas e t\u00e9cnicas de atendimento que visam \u00e0 restrutura\u00e7\u00e3o das suas fun\u00e7\u00f5es e a preven\u00e7\u00e3o das complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">A reabilita\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria \u00e9 essencial para o cuidar destes doentes.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em 1988, a Association of Reabilitation Nurses, em colabora\u00e7\u00e3o com a American Nurses Association, definiu a enfermagem de reabilita\u00e7\u00e3o como &#8220;&#8230;o diagn\u00f3stico e o tratamento das rela\u00e7\u00f5es humanas dos indiv\u00edduos e grupos a problemas reais, cujos potenciais de sa\u00fade derivam de uma habilidade funcional alterada e de um estilo de vida modificado&#8221; (HOOD,p.233).<\/p>\n<p align=\"justify\">O objectivo ou extens\u00e3o da reabilita\u00e7\u00e3o vai desde a readapta\u00e7\u00e3o da pessoa incapacitada ao trabalho, ao desenvolvimento da capacidade dos cuidados pessoais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo SANTOS et al (1998,p.26) dever\u00e1 existir uma continuidade de servi\u00e7os multidimensionais, dirigidos a pessoas com doen\u00e7as respirat\u00f3rias e a suas fam\u00edlias, atrav\u00e9s de uma equipe interdisciplinar tendo por objectivo atingir e manter o n\u00edvel m\u00e1ximo de independ\u00eancia do indiv\u00edduo e de funcionalidade na comunidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os cuidados ao doentes com DPOC s\u00e3o prestados por uma equipa que deve ser constitu\u00edda por m\u00e9dicos, fisioterap\u00eautas, assistentes sociais, nutricionistas, terapeutas ocupacionais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os enfermeiros s\u00e3o os profissionais que provavelmente mais contactam com a fam\u00edlia e doente, em rela\u00e7\u00e3o aos restantes membros da equipa, logo est\u00e3o em posi\u00e7\u00e3o excelente para planear, conjuntamente, um programa de cuidados adequados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma das bases essenciais da reabilita\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o dos doentes e seus familiares.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c8 essencial ensin\u00e1-los acerca da patologia e da sua evolu\u00e7\u00e3o motivando-os a integrar-se na equipe como membros activos e actuantes e n\u00e3o como consultores passivos e aparentemente obedientes. O doente tem de ser ensinado e responsabilizado pela autogest\u00e3o da sua doen\u00e7a e aos familiares, deve ser dado conhecimento da interven\u00e7\u00e3o adequada a adoptar em cada momento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, a actua\u00e7\u00e3o em enfermagem passa por dar poder aos clientes, de forma a que mobilizem e reconhe\u00e7am as suas for\u00e7as e recursos, adquiriram conhecimentos e desenvolvam compet\u00eancias e atitudes que melhorem as suas capacidades.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para cuidar em enfermagem do doente com DPOC, existem determinadas actua\u00e7\u00f5es gerais que o enfermeiro deve dominar de forma a ser competente, s\u00e3o elas:<\/p>\n<ul>\n<li>Manuten\u00e7\u00e3o das vias a\u00e9reas premi\u00e1veis: treino respirat\u00f3rio, cinesiterapia respirat\u00f3ria ; fluidifica\u00e7\u00e3o e secre\u00e7\u00f5es, administra\u00e7\u00e3o de oxigenoterapia e terap\u00eautica.<\/li>\n<li>Preven\u00e7\u00e3o e controlo de infec\u00e7\u00f5es: erradica\u00e7\u00e3o de factores irritantes br\u00f4nquicos, despiste precoce de sintomas, vacina\u00e7\u00e3o anti-gripe, higiene oral e alimentar.<\/li>\n<li>Aumento de toler\u00e2ncia a esfor\u00e7os e capacidade de autocuidado: altern\u00e2ncia de esfor\u00e7os, aumento gradativo de actividades e recondicionamento muscular.<\/li>\n<li>Apoio psicossocial.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Ao enfermeiro \u00e9 exigido que desenvolva diversas compet\u00eancias de forma a dar resposta \u00e0s necessidades dos utentes com DPOC.<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma abordagem poss\u00edvel acerca das compet\u00eancias profissionais requeridas no exerc\u00edcio de enfermagem, \u00e9 atrav\u00e9s do conte\u00fado funcional da respectiva carreira, que em Portugal est\u00e1 consignado no DL n.\u00ba 437\/91, de 8 de Novembro.<\/p>\n<p align=\"justify\">Neste contexto \u00e9 muito importante que o enfermeiro que cuida do utente com DPOC desenvolva as seguintes compet\u00eancias:<\/p>\n<ul>\n<li>colheita de dados de forma a identificar as necessidades em cuidados de enfermagem;<\/li>\n<li>elaborar plano de cuidados em fun\u00e7\u00e3o dos problemas identificados;<\/li>\n<li>estabelecer prioridades;<\/li>\n<li>executar cuidados;<\/li>\n<li>preparar a alta;<\/li>\n<li>articular cuidados;<\/li>\n<li>avaliar os mesmos;<\/li>\n<li>reavaliar necessidades;<\/li>\n<li>colaborar em estudos;<\/li>\n<li>utilizar resultados de estudos;<\/li>\n<li>colaborar na forma\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Simultaneamente, consideramos que para cuidar dos utentes \u00e9 essencial desenvolver as &#8220;compet\u00eancias gen\u00e9ricas&#8221;, &#8220;Soft Skills&#8221;, &#8220;compet\u00eancias-chave&#8221;e as &#8220;compet\u00eancias de terceira dimens\u00e3o&#8221;, que s\u00e3o de acordo com PIRES (1994,p.10-12),\u00a0 os quatro grandes grupos de compet\u00eancias, do foro pessoal e relacional dos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo o mesmo autor estes agrupamentos possuem compet\u00eancias da esfera s\u00f3cio-afectiva:<\/p>\n<ul>\n<li>espirito de iniciativa;<\/li>\n<li>perseveran\u00e7a;<\/li>\n<li>criatividade;<\/li>\n<li>sentido de organiza\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>espirito cr\u00edtico;<\/li>\n<li>autocontrole;<\/li>\n<li>atitude de lideran\u00e7a;<\/li>\n<li>persuas\u00e3o;<\/li>\n<li>autoconfian\u00e7a;<\/li>\n<li>percep\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es pessoais;<\/li>\n<li>preocupa\u00e7\u00e3o e solicitude em rela\u00e7\u00e3o aos outros.<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">O cuidar de doentes com DPOC imp\u00f5e exig\u00eancias \u00e0 actua\u00e7\u00e3o do enfermeiro,\u00a0 que tem que demonstrar compet\u00eancias e capacidades v\u00e1rias que convergem para uma finalidade, a orienta\u00e7\u00e3o do utente e fam\u00edlia, na busca da sa\u00fade e independ\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Bibliografia<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>CAMON, Valdemar &#8211; E a Psicologia entrou no Hospital. S. Paulo:Editora Pioneira, 1996, cap.3.<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">COLLI\u00c8RE, M.F. &#8211; Promouvoir la vie . Dela pratique des femmes soignantes aux soins infirmier. Paris: Inter Editions,1982,p.391.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">HOEMAN, Shirley &#8211; Enfermagem de reabilita\u00e7\u00e3o- Aplica\u00e7\u00e3o e processo. 2\u00aaEd.Lisboa: Editora Lusoci\u00eancia,2000.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">HOOD, Gail e outros &#8211; Fundamento e Pr\u00e1tica de Enfermagem- Atendimento completo ao paciente. 8\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Porto Alegre: Editora Artes M\u00e9dicas, 1995.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">LAZURE, H\u00e9lene &#8211; Viver a Rela\u00e7\u00e3o de Ajuda- abordagem te\u00f3rica e pr\u00e1tica de um crit\u00e9rio de compet\u00eancia da enfermeira. Lisboa: Editora Lusodidata,1993.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">NOLAN, Mike e outros &#8211; Reabilitation, cronic illness disability: the missing elements in nurse education. In: Journal of Adavanced Nursing. April, 1999,\u00a0 vol. 29,n\u00ba.4,p.958-966.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">PHIPPS, LONG E WOODS &#8211; Enfermagem m\u00e9dico-cir\u00fargica: conceitos e pr\u00e1tica cl\u00ednica. Lisboa: Editora Lusodidacta, 1990,cap.13.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">PIRES, Ana &#8211; A Pedagogia do projecto. In: Revista dos Formadores. Outubro, 1995, vol.16.p.4-7.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">SANTOS, Jos\u00e9 Moutinho e outros &#8211; Normas cl\u00ednicas para interven\u00e7\u00e3o na doen\u00e7a pulmonar obstrutiva cr\u00f3nica da sociedade portuguesa de pneumologia. Lisboa, 1998.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Secretariado nacional de reabilita\u00e7\u00e3o &#8211; Inqu\u00e9rito Nacional \u00e0s Incapacidades, Defici\u00eancias e Desvantagens. Lisboa, 1996.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">STANHOPE, Lancaster &#8211; Enfermagem Comunit\u00e1ria, Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade de Grupos, Fam\u00edlias e Indiv\u00edduos. 4\u00aa ed. Lisboa: Editora Lusoci\u00eancia, 1999.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\">Quadro n.\u00ba 1: Incapacidades do doente com DPOC e suas caracter\u00edsticas<\/p>\n<p align=\"center\">\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table1\" border=\"1\" cellpadding=\"2\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#a6a6a6\">Incapacidade<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#a6a6a6\">Caracter\u00edsticas<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"55\">\n<ul>\n<li>Incapacidade no cuidado pessoal<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>Aus\u00eancia ou redu\u00e7\u00e3o grave da capacidade para cuidar de si pr\u00f3prio no respeitante \u00e0s actividades fisiol\u00f3gicas b\u00e1sicas, tais como a excre\u00e7\u00e3o, a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene pessoal e o vestir e despir<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"63\">\n<ul>\n<li>Incapacidade de realizar tarefas da vida di\u00e1ria<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>Redu\u00e7\u00e3o severa ou \u00e0 aus\u00eancia e capacidade para realizar as tarefas de vida di\u00e1ria relacionadas com as actividades manuais<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul>\n<li>Incapacidade de locomo\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>Redu\u00e7\u00e3o ou incapacidade grave de realiza\u00e7\u00e3o de actividades relacionadas com a desloca\u00e7\u00e3o, quer do pr\u00f3prio, quer dos objectos<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul>\n<li>Incapacidade face a situa\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>Redu\u00e7\u00e3o que decorre da depend\u00eancia e da resist\u00eancia f\u00edsica e incapacidade face\u00a0 ao ambiente. S\u00e3o inclu\u00eddas nesta categoria as pessoas com depend\u00eancia de qualquer m\u00e1quina externa de suporte de vida e com intoler\u00e2ncia a esfor\u00e7os<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul>\n<li>Incapacidade de manuten\u00e7\u00e3o de actividade laboral<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>Diminui\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo de realizar as suas actividades laborais, anteriormente efectuadas. S\u00e3o inclu\u00eddas pessoas que n\u00e3o efectuam a sua actividade laboral por decis\u00e3o pr\u00f3pria, imposta pela entidade patronal e\/ou familiares<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul>\n<li>Incapacidade de funcionamento sexual<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>Diminui\u00e7\u00e3o ou inexist\u00eancia de funcionamento Sexual. S\u00e3o inclu\u00eddos indiv\u00edduos que n\u00e3o t\u00eam qualquer tipo de actividade sexual ou a que exercem n\u00e3o os satisfaz na totalidade<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul>\n<li>Incapacidade de exercer pap\u00e9is familiares<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>Perda de pap\u00e9is familiares, pelas consequ\u00eancias da sua patologia. S\u00e3o inclu\u00eddas quaisquer altera\u00e7\u00f5es sentidas pelo utente e\/ou fam\u00edlia<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul>\n<li>Incapacidade de manuten\u00e7\u00e3o de actividade social<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>Altera\u00e7\u00f5es da capacidade de comunica\u00e7\u00e3o, perturba\u00e7\u00f5es da auto-imagem, aus\u00eancia de apoios de outros. S\u00e3o inclu\u00eddas as pessoas que n\u00e3o desejam sair de casa, frequentar grupos culturais e sociais<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"21\">\n<ul>\n<li>Incapacidade de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>Indiv\u00edduos que demostram n\u00e3o se adaptar \u00e0 sua doen\u00e7a atrav\u00e9s do desencadeamento de altera\u00e7\u00f5es no processo de pensamento. S\u00e3o inclu\u00eddas pessoas com sentimentos de ansiedade e frustra\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Adapta\u00e7\u00e3o das incapacidades apresentadas no Inqu\u00e9rito Nacional \u00e0s Incapacidades, Defici\u00eancias e Desvantagens, realizado pelo Secretariado Nacional de Reabilita\u00e7\u00e3o (1996,p.45-69)<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para cuidar destes doentes, o enfermeiro tem que\u00a0 desenvolver um conjunto de compet\u00eancias, de forma a ajud\u00e1-lo a adaptar-se \u00e0s suas incapacidades.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2222,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33],"tags":[307,625,624,376,131,626],"class_list":["post-1140","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sinais-vitais","tag-competencias","tag-doenca-cronica","tag-dpoc","tag-educacao-saude","tag-reabilitacao","tag-respiracao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1140","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1140"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1140\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2760,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1140\/revisions\/2760"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}