{"id":1129,"date":"2009-06-04T00:00:46","date_gmt":"2009-06-04T00:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/avaliacao-do-risco-de-desenvolver-ulceras-de-pressao-na-populacao-pediatrica\/"},"modified":"2021-04-28T16:21:30","modified_gmt":"2021-04-28T16:21:30","slug":"avaliacao-do-risco-de-desenvolver-ulceras-de-pressao-na-populacao-pediatrica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/avaliacao-do-risco-de-desenvolver-ulceras-de-pressao-na-populacao-pediatrica\/","title":{"rendered":"Avalia\u00e7\u00e3o do risco de desenvolver \u00falceras de press\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica"},"content":{"rendered":"<p>A n\u00e3o exist\u00eancia de uma escala de avalia\u00e7\u00e3o de risco para a popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica em Portugal foi a motiva\u00e7\u00e3o para se proceder \u00e0 valida\u00e7\u00e3o da escala Braden Q.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div>\n<div>\n<p align=\"center\">Avalia\u00e7\u00e3o do risco de desenvolver \u00falceras de press\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica:<\/p>\n<p align=\"center\">valida\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o portuguesa da escala de Braden Q<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<h4 align=\"left\"><strong>Autores:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"left\">Cristina Migu\u00e9ns (Centro de Sa\u00fade da Figueira da Foz)<\/p>\n<p align=\"left\">Pedro Lopes Ferreira (Centro de Estudos e Investiga\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade \u2013 Universidade de Coimbra)\n<\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>Resumo:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A n\u00e3o exist\u00eancia de uma escala de avalia\u00e7\u00e3o de risco para a popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica em Portugal foi a motiva\u00e7\u00e3o para se proceder \u00e0 valida\u00e7\u00e3o da escala Braden Q, uma escala baseada na escala de Braden para adultos e modificada para a popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica por Curley e Quigley.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os objectivos deste estudo foram (i) estabelecer a validade preditiva da escala de Braden Q na popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica portuguesa hospitalizada, determinando o ponto de corte para a classifia\u00e7\u00e3o de quais as crian\u00e7as hospitalizadas em risco de desenvolverem \u00falceras de press\u00e3o e (ii) determinar a taxa de incid\u00eancia de \u00falceras de press\u00e3o durante o estudo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foi estabelecida uma amostra de conveni\u00eancia composta por 263 crian\u00e7as hospitalizadas no Hospital Pedi\u00e1trico de Coimbra, entre Fevereiro e Maio de 2005, com uma perman\u00eancia m\u00ednima de 24 horas, nas unidades de Cirurgia, Medicina, Ortopedia\/Neurocirurgia e Unidade de Cuidados Intensivos. Foram exclu\u00eddas todas as crian\u00e7as que apresentassem \u00falcera de press\u00e3o aquando da admiss\u00e3o ou doen\u00e7a card\u00edaca cong\u00e9nita e tivessem uma idade inferior a 21 dias de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s uma tradu\u00e7\u00e3o e uma valida\u00e7\u00e3o apropriadas, os instrumentos de recolha de dados utilizados foram a escala de Braden Q e um instrumento de avalia\u00e7\u00e3o da pele para avaliar a integridade cut\u00e2nea com base na classifica\u00e7\u00e3o da EPUAP do grau das \u00falceras de press\u00e3o. Dois enfermeiros, de forma independente e sem cruzamento de dados, observavam a mesma crian\u00e7a, desde a data da entrada at\u00e9 \u00e0 alta, diariamente. Um deles procedeu ao preenchimento da escala de Braden Q e o outro ao preenchimento do instrumento de avalia\u00e7\u00e3o da pele.<\/p>\n<p align=\"justify\">Registou-se uma incid\u00eancia de 5,7%, ou seja, nesta amostra foram detectadas 15 crian\u00e7as que desenvolveram \u00falceras de press\u00e3o. A maior parte das \u00falceras de press\u00e3o apareceu \u00e0 terceira observa\u00e7\u00e3o (60%). O ponto de corte foi de 22, com uma sensibilidade de 0,89 e uma especificidade de 0,64.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Uma \u00falcera de press\u00e3o \u00e9 uma zona de dano localizada na pele ou em tecidos subjacentes, causada por press\u00e3o e\/ou fric\u00e7\u00e3o (Defloor et al., 2005). E, embora seja consensual que a exist\u00eancia de \u00falceras de press\u00e3o \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica, a exist\u00eancia deste problema na popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica n\u00e3o \u00e9 ainda universalmente aceite e reconhecida pelos profissionais de sa\u00fade que prestam cuidados \u00e0s crian\u00e7as. Raz\u00f5es para esta atitude podem, porventura ser encontradas no facto de uma crian\u00e7a com uma \u00falcera de press\u00e3o ser uma raridade na generalidade da popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica hospitalizada (Willock et al., 2005). No entanto, se formos consultar alguns estudos mundiais eles apontam para uma preval\u00eancia de \u00falceras de press\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica entre 0,47% e 13% (Baharestani e Ratliff, 2007; Baldwin 2002; Waterlow 1997; Willock et al., 2005) que podem deixar marcas definitivas, tais como cicatrizes permanentes e zonas de alop\u00e9cia (Gershan e Esterley, 1993).<\/p>\n<p align=\"justify\">De facto, as \u00falceras de press\u00e3o ou as les\u00f5es na pele podem acontecer em crian\u00e7as hospitalizadas e em particular em crian\u00e7as gravemente doentes ou que apresentem um risco elevado devido a factores tais como a diminui\u00e7\u00e3o da mobilidade ou da sensibilidade (Samaniego, 2003; Zollo et al., 1996). Por outro lado, as \u00falceras de press\u00e3o representam um elevado custo quer financeiro quer do ponto de vista do sofrimento humano (Curley e Quigley, 2003).<\/p>\n<p align=\"justify\">Muitos s\u00e3o os factores que levam ao aparecimento de les\u00f5es cut\u00e2neas na popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica. A localiza\u00e7\u00e3o mais frequente das \u00falceras de press\u00e3o \u00e9 associada \u00e0 \u00e1rea \u00f3ssea de maior extens\u00e3o. \u00c9 o caso da regi\u00e3o sagrada nos adultos (Baharestani e Ratliff, 2007) e da regi\u00e3o occipital na popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica (Huffiness e Lodgson, 1997; Neidig et al., 1989;\u00a0 Willock et al., 2000).<\/p>\n<p align=\"justify\">A preven\u00e7\u00e3o das \u00falceras de press\u00e3o inicia-se com uma avalia\u00e7\u00e3o cuidadosa dos doentes em risco de as desenvolver. No entanto, para se realizar uma avalia\u00e7\u00e3o, h\u00e1 que ultrapassar alguns obst\u00e1culos, o primeiro dos quais \u00e9 a exist\u00eancia de instrumentos de medi\u00e7\u00e3o apropriados. Existe uma escala validada para a popula\u00e7\u00e3o adulta portuguesa \u2014 a escala de Braden \u2014 que tem como idade m\u00ednima os 18 anos (Ferreira et al., 2007), mas o mesmo n\u00e3o acontece para a popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica. Por isso, depois de alguma pesquisa, os investigadores respons\u00e1veis pela valida\u00e7\u00e3o da escala de Braden para a popula\u00e7\u00e3o adulta, optaram pela valida\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o modificada da escala de Braden para utiliza\u00e7\u00e3o em popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica, a denominada Braden Q.<\/p>\n<p align=\"justify\">O presente artigo tem como objectivo, para al\u00e9m da determina\u00e7\u00e3o de uma primeira aproxima\u00e7\u00e3o da taxa de incid\u00eancia de \u00falceras de press\u00e3o em crian\u00e7as internadas, dar a conhecer os passos da valida\u00e7\u00e3o da escala Braden Q de avalia\u00e7\u00e3o do risco da popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica internada em desenvolver \u00falceras de press\u00e3o, incluindo a determina\u00e7\u00e3o da correspondente validade preditiva.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>MATERIAL E M\u00c9TODOS<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Amostragem<\/p>\n<p align=\"justify\">Este estudo decorreu em todas as unidades de internamento do Hospital Pedi\u00e1trico de Coimbra, a saber: Cirurgia, Medicina, Ortopedia\/Neurocirurgia e Unidade de Cuidados Intensivos. Foi considerado uma prioridade para a coordena\u00e7\u00e3o de Enfermagem em virtude de se tratar da valida\u00e7\u00e3o de uma escala que tem como objectivo melhorar os cuidados \u00e0s crian\u00e7as hospitalizadas, permitindo identificar as que est\u00e3o em maior risco e, a estas, planear os cuidados mais adequados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foram consideradas para este estudo 263 crian\u00e7as hospitalizadas entre Fevereiro e Maio de 2005, com idades compreendidas entre os 21 dias de vida e os 18 anos. Este limite m\u00e1ximo tem como base o estipulado na Conven\u00e7\u00e3o dos Direitos da Crian\u00e7a adoptada pela resolu\u00e7\u00e3o n.\u00ba 44\/25 da Assembleia Geral nas Na\u00e7\u00f5es Unidas em 20 de Novembro de 1989 e ratificada por Portugal em 21 de Setembro de 1990 (Di\u00e1rio da Rep\u00fablica, I S\u00e9rie A, n.\u00ba 211\/90), embora as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas das instala\u00e7\u00f5es em que s\u00e3o tratadas as crian\u00e7as em Portugal, condicione a n\u00e3o exist\u00eancia de uma uniformidade em rela\u00e7\u00e3o ao limite m\u00e1ximo de oferta de cuidados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica. No Hospital Pedi\u00e1trico de Coimbra, no entanto, existe uma orienta\u00e7\u00e3o segundo a qual s\u00f3 s\u00e3o aceites as primeiras consultas e\/ou inscri\u00e7\u00f5es at\u00e9 aos 15 anos de idade, com uma ressalva para todas as crian\u00e7as e adolescentes portadores de patologias cr\u00f3nicas ou previamente acompanhadas por este hospital poderem manter a continuidade do atendimento, se assim o entenderem. Outra das quest\u00f5es prende-se com o facto da escala de Braden de adultos ter como indica\u00e7\u00e3o de utiliza\u00e7\u00e3o em popula\u00e7\u00e3o com mais de 18 anos, o que iria criar um hiato, em termos de popula\u00e7\u00e3o a avaliar.Por fim, a idade m\u00ednima de 21 dias de vida foi seleccionada porque \u00e0s tr\u00eas semanas de vida a pele alcan\u00e7a relativa maturidade compar\u00e1vel com a que um rec\u00e9m-nascido de termo independentemente da idade gestacional \u00e0 data do nascimento\u00a0 (Maloy e Perez-Woods,1991).<\/p>\n<p align=\"justify\">Para al\u00e9m da idade, as crian\u00e7as tinham de ter um per\u00edodo m\u00ednimo de perman\u00eancia no hospital de, pelo menos, 24 horas, n\u00e3o apresentar \u00falceras de press\u00e3o ou doen\u00e7a card\u00edaca cong\u00e9nita e n\u00e3o serem de pr\u00e9-termo. Todos estes crit\u00e9rios s\u00e3o semelhantes aos utilizados pelas autoras da escala nos estudos originais. De facto, uma perman\u00eancia da crian\u00e7a inferior a 24 horas, apenas iria permitir uma \u00fanica avalia\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seria conclusiva. Por outro lado, a exclus\u00e3o das crian\u00e7as com patologia card\u00edaca deve-se ao impacto da hipox\u00e9mia cr\u00f3nica no aparecimento das \u00falceras de press\u00e3o ainda n\u00e3o ser clara e poder ser diferente da restante popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica (Curley e Quigley, 2003).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Instrumentos de Colheita de Dados<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Os instrumentos utilizados para a recolha dos dados inclu\u00edram a escala Braden Q e um instrumento de avalia\u00e7\u00e3o da pele, cujos preenchimentos foram da responsabilidade de dois enfermeiros, independentemente um do outro. Estes instrumentos tinham de ser preenchidos diariamente, desde a data da entrada da crian\u00e7a no servi\u00e7o at\u00e9 \u00e0 sua alta.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A escala Braden Q surge de uma adapta\u00e7\u00e3o da escala de Braden para adultos realizada por Curley e Quigley (1996). Conforme o apresentado no quadro 1, para al\u00e9m das seis subescalas da escala de Braden original (mobilidade, actividade, percep\u00e7\u00e3o sensorial, humidade, fric\u00e7\u00e3o\/for\u00e7as de deslizamento, nutri\u00e7\u00e3o) \u00e9 ainda composta por uma subescala de perfus\u00e3o tecidular e oxigena\u00e7\u00e3o. Todas as sete subescalas variam entre 1 e 4 (o menor valor \u00e9 o menos favor\u00e1vel, o de maior risco), com o valor total da escala a variar naturalmente de 7 a 28.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Quadro 1 \u2013 Composi\u00e7\u00e3o da escala Braden Q<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table1\" border=\"2\" cellspacing=\"3\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td colspan=\"2\">Intensidade e dura\u00e7\u00e3o da press\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"right\">Mobilidade<\/td>\n<td>Capacidade de alterar e controlar a posi\u00e7\u00e3o do corpo<\/p>\n<p align=\"justify\">(1: completamente imobilizado; 4: nenhuma limita\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"right\">Actividade<\/td>\n<td>N\u00edvel de actividade f\u00edsica<\/p>\n<p align=\"justify\">(1: acamado; 4: deambular ou caminhar frequentemente)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"right\">Percep\u00e7\u00e3o sensorial<\/td>\n<td>Capacidade de responder de uma forma adequada, em termos de desenvolvimento, ao desconforto relacionado com a press\u00e3o<\/p>\n<p align=\"justify\">(1: completamente limitada ou capacidade limitada de sentir dor na maior parte do seu corpo; 4: nenhuma limita\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td colspan=\"2\">Toler\u00e2ncia da pele e estruturas de apoio<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"right\">Humidade<\/td>\n<td>N\u00edvel de exposi\u00e7\u00e3o da pele \u00e0 humidade<\/p>\n<p align=\"justify\">(1: pele constantemente h\u00famida; 4: pele raramente h\u00famida)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"right\">Fric\u00e7\u00e3o\/for\u00e7as de deslizamento<\/td>\n<td>Fric\u00e7\u00e3o ocorre quando a pele se move contra as superf\u00edcies de apoio e deslizamento ocorre quando a pele e a superf\u00edcie \u00f3ssea adjacente deslizam uma contra a outra<\/p>\n<p align=\"justify\">(1: problema significativo; 4: nenhum problema)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"right\">Nutri\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Padr\u00f5es usuais de alimenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"justify\">(1: Muito pobre; 4: excelente)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"right\">Perfus\u00e3o tecidular e oxigena\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>(1: extremamente comprometido; 4: excelente)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">O instrumento de avalia\u00e7\u00e3o da pele foi tamb\u00e9m elaborado com base num documento utilizado pelas autoras da escala de Braden para adultos (Braden e Bergstrom, 1987) representando um diagrama do corpo humano, frente e verso, com identifica\u00e7\u00e3o de todas as proemin\u00eancias \u00f3sseas, de forma a serem registadas a presen\u00e7a ou aus\u00eancia de \u00falceras de press\u00e3o em cada localiza\u00e7\u00e3o, tendo sido classificadas segundo o sistema aconselhado pelo European Pressure Ulcers\u00a0 Advisory Panel (EPUAP,1999) e apresentado no quadro 2.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Quadro 2 \u2013 Sistema EPUAP de classifica\u00e7\u00e3o das \u00falceras de press\u00e3o<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table2\" border=\"2\" cellspacing=\"3\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Grau\/Est\u00e1dio<\/td>\n<td>Descri\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"center\">1<\/td>\n<td>Eritema n\u00e3o branqueavel em pele intacta. Descolora\u00e7\u00e3o da pele, calor, edema ou endurecimento tamb\u00e9m podem ser indicadores particularmente em indiv\u00edduos de pele escura.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"center\">2<\/td>\n<td>Perda parcial da integridade da pele envolvendo epiderme, derme ou ambas. A \u00falcera \u00e9 superficial e clinicamente apresenta-se como abras\u00e3o ou flictena.<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"center\">3<\/td>\n<td>Perda da espessura total da pele podendo incluir les\u00f5es ou mesmo necrose do tecido subcut\u00e2neo com extens\u00e3o at\u00e9 \u00e0 f\u00e0scia subjacente, mas sem a atingir totalmente (\u00falcera superficial).<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"center\">4<\/td>\n<td>Extensa destrui\u00e7\u00e3o de tecido ou envolvendo o m\u00fasculo, ossos, ou estruturas de apoio, com ou sem perda da espessura total da pele (\u00falcera profunda ou necrose).<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Foram considerados para o presente estudo os registos di\u00e1rios correspondentes \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de ambos os instrumentos de medi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Protocolo<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Antes de se iniciar a recolha de dados, foi dada forma\u00e7\u00e3o a um grupo de profissionais dos diferentes servi\u00e7os do hospital, versando o tema das \u00falceras de press\u00e3o em pediatria. Estes profissionais comprometeram-se a elaborar uma lista de recomenda\u00e7\u00f5es na \u00e1rea da preven\u00e7\u00e3o e do tratamento de \u00falceras de press\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica e de nos seus servi\u00e7os formarem os seus colegas, implementando-se, assim, uma t\u00e9cnica de forma\u00e7\u00e3o em rede. A lista de preven\u00e7\u00e3o obtida foi considerada pelo hospital como norma de qualidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s este percurso formativo, o grupo foi subdividido em dois, para forma\u00e7\u00e3o individualizada, sendo um grupo respons\u00e1vel pela aplica\u00e7\u00e3o da escala Braden Q e outro pela aplica\u00e7\u00e3o do instrumento de avalia\u00e7\u00e3o da pele. Assim, dois enfermeiros colheram a informa\u00e7\u00e3o de forma individualizada e sem partilharem qualquer informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>RESULTADOS<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A adapta\u00e7\u00e3o cultural e lingu\u00edstica da escala Braden Q foi largamente simplificada, tendo em conta a sua quase coincid\u00eancia com a escala de Braden para adultos, cujo processo da adapta\u00e7\u00e3o e valida\u00e7\u00e3o se encontra descrito noutra publica\u00e7\u00e3o (Ferreira et al., 2007). De qualquer modo n\u00e3o se prescindiu de uma teste de compreens\u00e3o e dos processos de valida\u00e7\u00e3o. Estes s\u00e3o, ali\u00e1s, os objectivos do presente estudo.<\/p>\n<p align=\"justify\">As 263 crian\u00e7as e adolescentes que participaram neste estudo t\u00eam as caracter\u00edsticas apresentadas no quadro 3.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Quadro 3 \u2013 Caracter\u00edsticas gerais da amostra (n=263)<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table3\" border=\"2\" cellspacing=\"3\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Vari\u00e1vel<\/td>\n<td>Valores<\/td>\n<td>N<\/td>\n<td>%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Sexo<\/td>\n<td>Masculino<\/p>\n<p>Feminino<\/p>\n<p>N\u00e3o especificado<\/td>\n<td align=\"right\">147<\/p>\n<p align=\"right\">115<\/p>\n<p align=\"right\">1<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"right\">59,15<\/p>\n<p align=\"right\">43,9%<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Idade<\/td>\n<td>De 21 dias a 12 meses<\/p>\n<p>De 12 a 36 meses<\/p>\n<p>De 3 a 5 anos<\/p>\n<p>De 5 a 8 anos<\/p>\n<p>De 8 a 13 anos<\/p>\n<p>De 13 a 15 anos<\/p>\n<p>De 13 a 18 anos<\/p>\n<p>Mais de 18 anos<\/p>\n<p>N\u00e3o especificada<\/td>\n<td align=\"right\">2<\/p>\n<p align=\"right\">13<\/p>\n<p align=\"right\">28<\/p>\n<p align=\"right\">28<\/p>\n<p align=\"right\">56<\/p>\n<p align=\"right\">49<\/p>\n<p align=\"right\">37<\/p>\n<p align=\"right\">25<\/p>\n<p align=\"right\">25<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"right\">0.8%<\/p>\n<p align=\"right\">5,5%<\/p>\n<p align=\"right\">11,8%<\/p>\n<p align=\"right\">11,8%<\/p>\n<p align=\"right\">23,5%<\/p>\n<p align=\"right\">20,6%<\/p>\n<p align=\"right\">15,5%<\/p>\n<p align=\"right\">10,5%<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"26\">Servi\u00e7o<\/td>\n<td>Cirurgia<\/p>\n<p>Medicina<\/p>\n<p>Ortopedia<\/p>\n<p>Cuidados intensivos<\/td>\n<td align=\"right\">52<\/p>\n<p align=\"right\">65<\/p>\n<p align=\"right\">87<\/p>\n<p align=\"right\">59<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"right\">19,8%<\/p>\n<p align=\"right\">24,7%<\/p>\n<p align=\"right\">33.1%<\/p>\n<p align=\"right\">22,4%<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"right\">\n<\/div>\n<p align=\"justify\">Nota-se uma ligeira predomin\u00e2ncia de crian\u00e7as e adolescentes do sexo masculino e a sua distribui\u00e7\u00e3o pelos servi\u00e7os \u00e9 praticamente uniforme, apesar de haver uma maior incid\u00eancia em ortopedia. Em rela\u00e7\u00e3o aos grupos et\u00e1rios, nota-se uma distribui\u00e7\u00e3o em tudo semelhante \u00e0 habitual nestes servi\u00e7os.<\/p>\n<p align=\"justify\">Come\u00e7ou-se por analisar a compara\u00e7\u00e3o entre as avalia\u00e7\u00f5es realizadas, de uma forma cega, pelos dois enfermeiros numa sub-amostra de 21 doentes. Os resultados est\u00e3o apresentados no quadro 4.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Quadro 4 \u2013 An\u00e1lise entre observadores<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table id=\"table4\" border=\"2\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Dimens\u00e3o<\/td>\n<td>Correla\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"center\">de Spearman<\/p>\n<\/td>\n<td>Correla\u00e7\u00e3o intraclasse<\/td>\n<td>Concord\u00e2ncia<\/p>\n<p align=\"center\">total<\/p>\n<p align=\"center\">(0 erros)<\/p>\n<\/td>\n<td>Quase<\/p>\n<p align=\"center\">concord\u00e2ncia<\/p>\n<p align=\"center\">(\u00b11 erro)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Mobilidade<\/td>\n<td>0,94<\/td>\n<td>0,79<\/td>\n<td>85,7%<\/td>\n<td>100,0%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Actividade<\/td>\n<td>0,66<\/td>\n<td>0,67<\/td>\n<td>84.2%<\/td>\n<td>94,7%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Percep\u00e7\u00e3o sensorial<\/td>\n<td>0,60<\/td>\n<td>0,52<\/td>\n<td>81,0%<\/td>\n<td>100,0%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Humidade<\/td>\n<td>0,13<\/td>\n<td>&#8212;<\/td>\n<td>55,0%<\/td>\n<td>85,0%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Fric\u00e7\u00e3o\/for\u00e7as deslizamento<\/td>\n<td>0,76<\/td>\n<td>0,49<\/td>\n<td>66,7%<\/td>\n<td>100,0%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Nutri\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>0,77<\/td>\n<td>0,55<\/td>\n<td>66,7%<\/td>\n<td>95,2%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>Perfus\u00e3o tecidular e oxigena\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>0,23<\/td>\n<td>0,22<\/td>\n<td>71,4%<\/td>\n<td>100,0%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">A concord\u00e2ncia total variou de 55,0% para a dimens\u00e3o \u2018humidade\u2019 a 85,7% para a dimens\u00e3o \u2018mobilidade\u2019. Admitindo um erro de classifica\u00e7\u00e3o, no m\u00e1ximo, de 1 valor, j\u00e1 a concord\u00e2ncia m\u00ednima \u00e9 de 85,0% tamb\u00e9m para a dimens\u00e3o \u2018humidade\u2019, existindo quatro dimens\u00f5es com uma total quase concord\u00e2ncia. Os valores baixos dos coeficientes de correla\u00e7\u00e3o, em especial em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dimens\u00e3o \u2018humidade\u2019 s\u00e3o consequ\u00eancia do facto de um dos enfermeiros ter utilizado toda a escala de 1 a 4 e, o outro, apenas ter utilizado os dois maiores valores da escala.<\/p>\n<p align=\"justify\">Regressando \u00e0 amostra total de 263 crian\u00e7as, testou-se tamb\u00e9m a validade da utiliza\u00e7\u00e3o de um \u00edndice geral da escala, tendo-se obtido o valor de 0,835 para o indicador \u03b1 de Cronbach. No entanto, este valor cresce para 0,843 se n\u00e3o considerarmos a dimens\u00e3o \u2018humidade\u2019.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foram detectadas 15 \u00falceras de press\u00e3o correspondentes a uma incid\u00eancia total de 5,7%. Este valor ascendeu a 10,3% na Ortopedia, com a Medicina, a UCI e a Cirurgia a apresentar respectivamente, valores de incid\u00eancia de 4,6%, 3,4% e 1,9%. De acordo com os dados obtidos, a maior parte das \u00falceras de press\u00e3o ocorreram na segunda avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">A sensibilidade e a especificidade desta escala tamb\u00e9m foram analisadas atrav\u00e9s das curvas ROC. Com um ponto de corte de 22, detectaram-se na terceira avalia\u00e7\u00e3o, uma sensibilidade de 89% e uma especificidade de 64%. O valor preditivo da escala Braden Q foi considerado muito bom.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por fim, efectuou-se uma an\u00e1lise factorial com os sete indicadores que constituem a escala Braden Q e encontrou-se apenas um factor que explica 52% da vari\u00e2ncia explicada. Tentando aumentar esta percentagem, opt\u00e1mos por testar a exist\u00eancia de dois factores. O resultado permitiu-nos aumentar a percentagem de vari\u00e2ncia explicada para 65% e encontrar os factores apresentados no quadro 5, representados na figura 1.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Figura 1 \u2013 Representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica dos factores<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1128\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/image001.gif\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"372\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente \u00e0s dimens\u00f5es avaliadas pelo instrumento, verifica-se que todas as dimens\u00f5es apresentam valores de inter-avalia\u00e7\u00e3o elevados, \u00e0 excep\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o \u2018humidade\u2019. Uma explica\u00e7\u00e3o para esta situa\u00e7\u00e3o pode ser o facto dos profissionais terem desvalorizado as capacidades da utiliza\u00e7\u00e3o da fralda, sempre trocada atempadamente num paciente pedi\u00e1trico, pois para al\u00e9m dos profissionais de sa\u00fade, existe sempre um cuidador por perto e alerta.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um outro facto explicativo pode ser a situa\u00e7\u00e3o dos elos de liga\u00e7\u00e3o terem sido mais rigorosos na avalia\u00e7\u00e3o do que os elementos de campo. Numa \u00faltima poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 ter existido uma falha na passagem de informa\u00e7\u00e3o aquando da forma\u00e7\u00e3o dos elos de liga\u00e7\u00e3o aos elementos de campo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Parece-nos ser fundamental uma identifica\u00e7\u00e3o de todos os profissionais de sa\u00fade com este instrumento, de forma a que ele seja aceite de maneira transversal e utilizado em prol dos melhores cuidados preventivos. A Escala de Braden Q \u2013 vers\u00e3o portuguesa apresenta valores muito pr\u00f3ximos das autoras do estudo original e por isso, existem garantias da validade e da fiabilidade da vers\u00e3o portuguesa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Recomenda-se que a sua dissemina\u00e7\u00e3o seja aconselhada pela Direc\u00e7\u00e3o Geral de Sa\u00fade, devendo a sua implementa\u00e7\u00e3o ser acompanhada por um m\u00f3dulo formativo pr\u00e9-formatado, de maneira a eliminar poss\u00edveis erros de utiliza\u00e7\u00e3o e enviesamento. Seria tamb\u00e9m aconselh\u00e1vel a produ\u00e7\u00e3o de um pequeno manual da escala.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O objectivo desta investiga\u00e7\u00e3o foi validar a escala Braden Q para avalia\u00e7\u00e3o do risco de crian\u00e7as e adolescentes de desenvolver \u00falceras de press\u00e3o. Este estudo produziu o primeiro indicador de incid\u00eancia de que se tem conhecimento para a popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica portuguesa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tratando-se de um grave problema de sa\u00fade e de um indicador, cada vez mais, considerado como de m\u00e1 qualidade de cuidados, consideramos de extrema import\u00e2ncia a sensibiliza\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade para este problema e urgente a implementa\u00e7\u00e3o de estart\u00e9gias nacionais conducentes a minorar os efeitos altamente penalizadores das crian\u00e7as e adolescentes em risco.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Agradecimentos<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Embora este projecto tenha nascido de uma parceria GAIF\/CEISUC, os autores gostariam de agradecer \u00e0 Enf.\u00aa Eug\u00e9nia Oliveira (\u00e0 data da parceria Enfermeira Supervisora do Hospital Pedi\u00e1trico de Coimbra), Alexandra Matias, Ana Ferreira, Ana Miranda Delfim Sousa, L\u00eddia Reis, L\u00eddia Carvalho, L\u00eddia Silva, Jos\u00e9\u00a0 Fidalgo, Regina\u00a0\u00a0 Martins, Alexandra Rigueira, Carla Ladeiro, Catarina Baptista, Cl\u00e1udia Silva, Concei\u00e7\u00e3o Capaz, Gra\u00e7a Paula, Gabriela Francisco, Helena Nunes, Mercedes Ferreira, Manuela Carlos, que participaram neste projecto como elementos colectores de dados e de replica\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<\/div>\n<h4><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/h4>\n<div>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Baldwin K M. Incidence and prevalence of pressure ulcers in children. Advances in Skin and Wound Care 2002; 15 (3): 121-4.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Baharestani M, Ratliff C. Pressure ulcers in neonates and children: an NPUAP white paper. Advances in Skin &amp; Wound Care\u00a0 2007; 20 (4):\u00a0208\u00a0\u2013\u00a020.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Braden B, Bergstrom N. A conceptual schema for the study of the etiology of pressure sores. Rehabilitation Nursing 1987; 12: 8-12.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Curley M, Quigley S.Pressure ulcers in pediatric intensive care: incidence and associated factors. Pediatr Crit Care Med. 2003; 4 (3): 284-90.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Defloor T et al. Statement of the European Pressure Ulcer Advisory Panel &#8211; Pressure ulcer classification differentiation between pressure ulcers and moisture lesions. Journal of Wound, Ostomy and Continence Nursing Sep\/Oct 2005; 32 (5): 302\u00a0\u2013\u00a0306.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">European Pressure Ulcer Advisory Panel. Guidelines on treatment of pressure ulcers. EPUAP Rev. 1999; 1: 31-3.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Ferreira PL, Migu\u00e9ns C, Gouveia J, Furtado K. Risco de desenvolvimento de \u00falceras de press\u00e3o. Implementa\u00e7\u00e3o nacional da escala de Braden. Loures: Lusoci\u00eancia, 2007.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Gershan LA, Esterley NB.\u00a0 Scarring alopecia in neonates as a consequence of hypoxaemia-hypoperfusion. Archives of Disease in Childhood 1993; 68 (5): 591-3.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Huffiness B, Lodgson MC. The Neonatal Skin Risk Assessment Scale for predicting skin breakdown in neonates. Issues Compr Pediatr Nurs. 1997; 20: 103-14.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Malloy MB, Perez-Woods RC() Neonatal skin care: Prevention of skin breakdown. Pediatr Nurs , 1991; 17: 41\u20138.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Neidig JR, Kleiber C, Oppliger RA. Risk factors associated with pressure ulcers in the pediatric patient following open-heart surgery. Prog Cardiovasc Nurs. 1989; 4(3): 99-106.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Samaniego IA. A sore spot in pediatrics: risk factors for pressure ulcers. Pediatr Nurs. 2003; 29: 278-82.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Waterlow J. Pressure sore risk assessment in children. Paediatric Nursing 1997; 9 (6): 21-4.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Willock J, Hughes J, Tickle S, Rossiter G, Johnson C, Pye H. Pressure sores in children \u2013 the acute hospital perspective. Journal of Tissue Viability 2000; 10 (2): 59-62.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Willock J, Askew C, Bolland R, Maciver H, James N. Multicentre research: lessons from the field. Paediatric Nursing 2005; 17(10), 31\u20133.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Zollo MB, Gostisha ML, Berens, RJ,\u00a0 Schmidt JE, Weigle, CGM. Altered skin integrity in children admitted to a pediatric intensive care unit. J Nurs Care Qual. 1996; 11: 62-7.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A n\u00e3o exist\u00eancia de uma escala de avalia\u00e7\u00e3o de risco para a popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica em Portugal foi a motiva\u00e7\u00e3o para se proceder \u00e0 valida\u00e7\u00e3o da escala Braden Q.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2228,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[41],"tags":[209,619,107,124,618,126],"class_list":["post-1129","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gaif","tag-avaliacao","tag-braden","tag-pediatria","tag-prevencao","tag-risco","tag-ulcera-pressao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1129","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1129"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1129\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2494,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1129\/revisions\/2494"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2228"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1129"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1129"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1129"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}