{"id":1108,"date":"2009-04-30T20:30:55","date_gmt":"2009-04-30T20:30:55","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/as-necessidades-de-informacao-sobre-sexualidade-da-pessoa-ostomizada\/"},"modified":"2021-05-04T09:41:20","modified_gmt":"2021-05-04T09:41:20","slug":"as-necessidades-de-informacao-sobre-sexualidade-da-pessoa-ostomizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/as-necessidades-de-informacao-sobre-sexualidade-da-pessoa-ostomizada\/","title":{"rendered":"As necessidades de informa\u00e7\u00e3o sobre sexualidade da Pessoa Ostomizada\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>Os mitos e os medos est\u00e3o intimamente associados \u00e0s quest\u00f5es sexuais, \u00e0 sexualidade e \u00e0 sa\u00fade sexual<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><em>Nursing n\u00ba 243<\/em><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Resumo<\/strong><\/h4>\n<div>\n<p align=\"justify\">O impacto f\u00edsico e psicol\u00f3gico de uma ostomia na sexualidade em ambos os g\u00e9neros exige que entendamos a sexualidade da pessoa Ostomizada como uma parte integrante e fundamental da sua qualidade de vida. Esta afirma\u00e7\u00e3o adquire maior significado se atendermos \u00e0s conclus\u00f5es de um estudo j\u00e1 realizado, denominado EPICO (Epidemiologia e Investiga\u00e7\u00e3o em Cuidados em Ostomia), cujos resultados mostram que as pessoas ostomizadas portuguesas evidenciam altera\u00e7\u00f5es da sua vida sexual devido ao estoma e simultaneamente referem possuir um baixo n\u00edvel de informa\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea, por n\u00e3o lhes ter sido proporcionada ao longo do seu processo de reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Atentos a esta realidade e procurando dar respostas eficazes para as necessidades espec\u00edficas desta popula\u00e7\u00e3o a este problema, surgiu o presente trabalho, que teve como objectivo &#8211; Identificar as necessidades da pessoa ostomizada relativamente \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre a Sexualidade.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Palavras-chave<\/strong>: Sexualidade, Informa\u00e7\u00e3o, Pessoa Ostomizada<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A constru\u00e7\u00e3o de uma ostomia implica mudan\u00e7as no estilo de vida, nas rela\u00e7\u00f5es familiares e sociais do indiv\u00edduo, podendo ainda ocorrer altera\u00e7\u00f5es no desempenho dos pap\u00e9is sociais. Estas mudan\u00e7as s\u00e3o consequ\u00eancia da perda de controlo esfincteriano, da altera\u00e7\u00e3o da auto-imagem, da auto-estima e das altera\u00e7\u00f5es sexuais que podem advir destas cirurgias.<\/p>\n<p align=\"justify\">A facilidade com que a pessoa ostomizada supera estes obst\u00e1culos depende muito da sua capacidade de expressar o que sente, manifestando os seus medos e dificuldades.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo SERRANO E PIRES (2005:37) \u201cpara al\u00e9m do medo e ansiedade inerentes \u00e0 pr\u00f3pria cirurgia, pode tamb\u00e9m surgir medo da reac\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia e amigos perante a sua ostomia. Sentimentos de raiva, choque, inferioridade que aniquila a auto-confian\u00e7a, a sensa\u00e7\u00e3o de mutila\u00e7\u00e3o ou depend\u00eancia podem surgir. Para al\u00e9m destes, pela altera\u00e7\u00e3o da imagem corporal, em que a sa\u00edda das fezes passa a ser feita por abertura n\u00e3o natural do abd\u00f3men, o doente poder\u00e1 sentir vergonha, sentir-se menos atraente, sentir repugn\u00e2ncia e nojo de si pr\u00f3prio e refugiar-se num isolamento social\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Numa concep\u00e7\u00e3o n\u00e3o reducionista da sa\u00fade\/doen\u00e7a e do corpo, onde as ac\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o unicamente cognitivas, mas representam uma carga afectiva simb\u00f3lica, a altera\u00e7\u00e3o da imagem corporal na pessoa ostomizada representa um elemento chave e determinante de muitos aspectos da sua qualidade de vida, nas diversas fases do seu processo de reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Situada na interface das dimens\u00f5es f\u00edsica e psicol\u00f3gica, a sexualidade continua a persistir como uma val\u00eancia frequentemente ignorada. Se associarmos a ideia socialmente enraizada da sexualidade na defici\u00eancia como uma aus\u00eancia, surge o estere\u00f3tipo de que a pessoa deficiente ou portadora de um corpo n\u00e3o saud\u00e1vel \u00e9 assexuada, ou, na melhor das hip\u00f3teses, sexualmente inadaptada. Assim como foram socializados, segundo esta cren\u00e7a, as pessoas sujeitas a uma ostomia, sentem-sediminu\u00eddasedesprovidas de interesse sexual, assumindo atitudes de negativa\u00e7\u00e3o da sua vida sexual futura (CARDOSO, 2003).<\/p>\n<p align=\"justify\">A sexualidade e as express\u00f5es sexuais s\u00e3o ainda assuntos dif\u00edceis de abordar, incluindo os profissionais de sa\u00fade e as pessoas Ostomizadas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os mitos e os medos est\u00e3o intimamente associados \u00e0s quest\u00f5es sexuais, \u00e0 sexualidade e \u00e0 sa\u00fade sexual. Muitos destes mitos e medos, est\u00e3o presentes quer na educa\u00e7\u00e3o quer no ambiente cl\u00ednico, que condicionam os profissionais de sa\u00fade de abordar e tratar o ostomizado na sua plenitude e conferir-lhe bem-estar. Tanto a pessoa ostomizada, como os profissionais de sa\u00fade t\u00eam dificuldade de abordar a tem\u00e1tica da sexualidade, resultante de ideias preconcebidas acerca das mesmas. A pessoa ostomizada sente que pode ser inapropriado ou embara\u00e7oso abordar temas de \u00edndole sexual com a equipa terap\u00eautica, por entender que esta pode ser uma preocupa\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria; que pode ter uma imagem corporal negativa, pensando ser indesej\u00e1vel ou pouco atraente, persistindo a ideia de que quando se est\u00e1 ostomizado \u201cn\u00e3o se \u00e9 desejado\u201d. O parceiro, por sua vez, preocupa-se que o ostomizado esteja demasiado debilitado para desejar a actividade sexual e sente culpa pelo seu interesse (EVAN, 2001).<\/p>\n<p align=\"justify\">A complexidade da situa\u00e7\u00e3o exige uma interven\u00e7\u00e3o profissional diferenciada que responda \u00e0s necessidades espec\u00edficas, que s\u00f3 atrav\u00e9s de um acompanhamento personalizado, proporcionando informa\u00e7\u00e3o e ensinos adequados \u00e0s necessidades individuais, se pode ultrapassar. O ensino \u00e0 pessoa ostomizada visa n\u00e3o s\u00f3 a prepara\u00e7\u00e3o para o auto-cuidado e a sua independ\u00eancia, mas tamb\u00e9m a reinser\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-familiar, profissional, sexual e cultural.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, na continuidade do projecto de Investiga\u00e7\u00e3o EPICO, constitu\u00eddo por tr\u00eas estudos (com a participa\u00e7\u00e3o da Pessoa Ostomizada, Familiares e Profissionais de Sa\u00fade de v\u00e1rias Institui\u00e7\u00f5es de Cuidados de Sa\u00fade Prim\u00e1rios e Hospitalares a n\u00edvel nacional, elaborado e realizado em 2005), e ap\u00f3s a an\u00e1lise dos resultados do estudo 2 \u2013 Avaliar o n\u00edvel de qualidade de vida da pessoa ostomizada e seus cuidadores em fun\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o recebida, constatamos que, os ostomizados referenciam a necessidade de mais informa\u00e7\u00e3o respeitante a alguns aspectos, nomeadamente \u00e0s altera\u00e7\u00f5es da vida sexual ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de uma ostomia e \u00e0 execu\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de irriga\u00e7\u00e3o. Existe o sentimento de que a aus\u00eancia desta informa\u00e7\u00e3o interfere na sua qualidade de vida. As conclus\u00f5es deste estudo vieram refor\u00e7ar os sentimentos vividos pelos profissionais de sa\u00fade que acompanham a pessoa ostomizada durante todo o percurso do seu tratamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sendo este um problema referido pela pessoa ostomizada e que compromete a sua qualidade de vida, demos in\u00edcio a um trabalho, que, na 1\u00aa fase, teve como principal objectivo identificar as necessidades da pessoa ostomizada relativamente \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre a sexualidade: Que tipo de informa\u00e7\u00e3o? Em que momento \u00e9 que esta deve acontecer? Como e atrav\u00e9s de quem?<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>METODOLOGIA<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Este estudo \u00e9 quantitativo, explorat\u00f3rio, descritivo, com uma amostra n\u00e3o probabil\u00edstica por acessibilidade, constitu\u00edda por 135 indiv\u00edduos, distribu\u00eddos pelo territ\u00f3rio de Portugal Continental, que decorreu entre Setembro de 2006 e Abril de 2007. Os question\u00e1rios foram entregues por enfermeiros com consulta de estomaterapia e dos 270 entregues foram recebidos 135, tendo sido cumpridos todos os aspectos \u00e9ticos de garantia de privacidade e confidencialidade. Como crit\u00e9rios de inclus\u00e3o definiram-se: indiv\u00edduos submetidos a uma ostomia de elimina\u00e7\u00e3o com pelo menos tr\u00eas meses, que soubessem ler e escrever, orientados no tempo e no espa\u00e7o e com disponibilidade para participar no estudo.<\/p>\n<p align=\"justify\">O question\u00e1rio utilizado para a colheita de dados foi elaborado pela equipa de investigadores que, de forma consciente, n\u00e3o utilizou nenhum instrumento de colheita de dados j\u00e1 validado, por n\u00e3o existir nenhum que desse resposta \u00e0s quest\u00f5es que se pretendiam ver esclarecidas. A an\u00e1lise dos dados foi efectuada atrav\u00e9s de estat\u00edstica descritiva recorrendo ao programa SPSS 15 e os gr\u00e1ficos realizados em Excel.<\/p>\n<p align=\"justify\">Dada a sensibilidade do tema, o grupo deparou-se com alguns constrangimentos para a realiza\u00e7\u00e3o do estudo, verificando-se estes, n\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel institucional, nas comiss\u00f5es de \u00e9tica, mas tamb\u00e9m nos pr\u00f3prios profissionais de sa\u00fade, por n\u00e3o se sentirem confort\u00e1veis para abordarem este tema.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>RESULTADOS E DISCUSS\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\"><strong>Caracter\u00edsticas da amostra<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A amostra \u00e9 constitu\u00edda maioritariamente por homens (64%), com idades compreendidas entre os 51 e os 70 anos (60% do total). A maioria (81%) \u00e9 casada ou vive em uni\u00e3o de facto. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escolaridade, 44% tem at\u00e9 \u00e0 4\u00aa classe. Dos elementos da amostra 79% foram submetidos a uma colostomia, sendo a causa mais frequente o cancro do c\u00f3lon (42%). Em rela\u00e7\u00e3o ao tempo de ostomia, 60% tem uma ostomia h\u00e1 2 ou menos anos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Entendemos ser importante conhecer se existem e quais s\u00e3o as altera\u00e7\u00f5es da vida sexual, servindo a cirurgia que deu origem ao estoma como marco. Estes resultados comparam quer a import\u00e2ncia dada \u00e0 vida sexual, quer a satisfa\u00e7\u00e3o com a mesma antes e depois da cirurgia. \u00c9 facilmente percebido que existe um decr\u00e9scimo importante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o e \u00e0 import\u00e2ncia da vida sexual depois da realiza\u00e7\u00e3o da ostomia. Destaca-se para al\u00e9m da descida dos que atribuem graus de grande ou muito grande import\u00e2ncia e satisfa\u00e7\u00e3o antes da cirurgia, para uma subida acentuada depois da cirurgia dos graus de pequeno e nula import\u00e2ncia e satisfa\u00e7\u00e3o na vida sexual.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-265\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/07\/image004.gif\" alt=\"\" width=\"385\" height=\"221\" border=\"0\" \/>\n<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o aos aspectos considerados pela nossa amostra como mais importantes na vida sexual, destacam-se os contactos de afecto (beijar, abra\u00e7ar, acariciar) com 80%, seguidos do desejo com 68%. Existe ainda uma percentagem importante de respondentes que considera a atrac\u00e7\u00e3o, o orgasmo, a erec\u00e7\u00e3o, a excita\u00e7\u00e3o e o coito como importantes. Nestes aspectos as mulheres valorizam mais frequentemente os contactos de afecto que os homens.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/mail.google.com\/mail\/?name=ccf32a38c42f1f28.jpg&amp;attid=0.5&amp;disp=vahi&amp;view=att&amp;th=120d745b54e2d4b3\" alt=\"\u00c9 poss\u00edvel que seu navegador n\u00e3o suporte a exibi\u00e7\u00e3o desta imagem.\" width=\"1\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/mail.google.com\/mail\/?name=ccf32a38c42f1f28.jpg&amp;attid=0.5&amp;disp=vahi&amp;view=att&amp;th=120d745b54e2d4b3\" alt=\"\u00c9 poss\u00edvel que seu navegador n\u00e3o suporte a exibi\u00e7\u00e3o desta imagem.\" width=\"1\" height=\"1\" border=\"0\" \/><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-267\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/07\/image008.gif\" alt=\"\" width=\"419\" height=\"235\" border=\"0\" \/>\n<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">No que diz respeito \u00e0 exist\u00eancia de problemas a n\u00edvel sexual, cerca de 90% refere que antes da cirurgia n\u00e3o tinha problemas e depois da cirurgia apenas 37% diz n\u00e3o os ter. Destes problemas, destacam-se a falta de erec\u00e7\u00e3o por 62%, falta de desejo sexual por 33%, a ansiedade referida por 19% e o cansa\u00e7o por 16%.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os homens afirmam, com maior frequ\u00eancia que as mulheres, ter problemas a n\u00edvel sexual (70% de homens versus 51% de mulheres). Os homens referem como principal problema a falta de erec\u00e7\u00e3o (79%) e as mulheres referem maioritariamente a falta de desejo sexual (65%).<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/mail.google.com\/mail\/?name=ccf32a38c42f1f28.jpg&amp;attid=0.5&amp;disp=vahi&amp;view=att&amp;th=120d745b54e2d4b3\" alt=\"\u00c9 poss\u00edvel que seu navegador n\u00e3o suporte a exibi\u00e7\u00e3o desta imagem.\" width=\"1\" height=\"1\" border=\"0\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/mail.google.com\/mail\/?name=ccf32a38c42f1f28.jpg&amp;attid=0.5&amp;disp=vahi&amp;view=att&amp;th=120d745b54e2d4b3\" alt=\"\u00c9 poss\u00edvel que seu navegador n\u00e3o suporte a exibi\u00e7\u00e3o desta imagem.\" width=\"1\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-269\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/07\/image012.gif\" alt=\"\" width=\"418\" height=\"243\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">Quando questionados sobre o \u00ednicio da sua vida sexual, 47% dos respondentes afirma n\u00e3o ter iniciado, apontando como principais causas a falta de desejo sexual, 56%, e o medo que o saco rebente, 33%.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/mail.google.com\/mail\/?name=ccf32a38c42f1f28.jpg&amp;attid=0.5&amp;disp=vahi&amp;view=att&amp;th=120d745b54e2d4b3\" alt=\"\u00c9 poss\u00edvel que seu navegador n\u00e3o suporte a exibi\u00e7\u00e3o desta imagem.\" width=\"1\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">Problemas a N\u00edvel Sexual<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/mail.google.com\/mail\/?name=ccf32a38c42f1f28.jpg&amp;attid=0.5&amp;disp=vahi&amp;view=att&amp;th=120d745b54e2d4b3\" alt=\"\u00c9 poss\u00edvel que seu navegador n\u00e3o suporte a exibi\u00e7\u00e3o desta imagem.\" width=\"1\" height=\"1\" border=\"0\" \/><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-271\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/07\/image016.gif\" alt=\"\" width=\"410\" height=\"239\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">Cerca de 40% dos inquiridos afirma que a presen\u00e7a do estoma influencia a sua vida sexual, referindo comoprincipal causa a presen\u00e7a do dispositivo e a altera\u00e7\u00e3o da imagem corporal. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a do estoma, as mulheres parecem um pouco mais afectadas que os homens (46% contra 37%).<\/p>\n<p align=\"justify\">No que diz respeito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, 50% afirma n\u00e3o ter recebido nenhuma informa\u00e7\u00e3o. Dos que responderam afirmativamente, 58% receberam informa\u00e7\u00e3o sobre a vida sexual, dos quais 38% receberam informa\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a cirurgia e 20% antes da cirurgia. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s fontes de informa\u00e7\u00e3o, 66%, recebeu atrav\u00e9s da enfermeira estomaterapeuta e 42% atrav\u00e9s do cirurgi\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Informa\u00e7\u00e3o Recebida pela Pessoa Ostomizada<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/mail.google.com\/mail\/?name=ccf32a38c42f1f28.jpg&amp;attid=0.5&amp;disp=vahi&amp;view=att&amp;th=120d745b54e2d4b3\" alt=\"\u00c9 poss\u00edvel que seu navegador n\u00e3o suporte a exibi\u00e7\u00e3o desta imagem.\" width=\"1\" height=\"1\" border=\"0\" \/>49.3% N\u00e3o Recebeu Nenhuma Informa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1106\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/image017.gif\" alt=\"\" width=\"464\" height=\"322\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Independentemente do tipo de informa\u00e7\u00e3o, 86% gostaria de a obter atrav\u00e9s de um profissional de sa\u00fade. Em rela\u00e7\u00e3o ao momento para receber esta informa\u00e7\u00e3o, 50% prefere antes da cirurgia, 22% logo ap\u00f3s a cirurgia e 22% 2 semanas a 4 meses ap\u00f3s a cirurgia.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/mail.google.com\/mail\/?name=ccf32a38c42f1f28.jpg&amp;attid=0.5&amp;disp=vahi&amp;view=att&amp;th=120d745b54e2d4b3\" alt=\"\u00c9 poss\u00edvel que seu navegador n\u00e3o suporte a exibi\u00e7\u00e3o desta imagem.\" width=\"1\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Informa\u00e7\u00e3o Recebida pela \u00a0Pessoa Ostomizada<\/p>\n<p align=\"center\">86% quer receber informa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s dos profissionais de sa\u00fade<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1107\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/image019.gif\" alt=\"\" width=\"433\" height=\"248\" border=\"0\" \/>\n<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o ao tipo de informa\u00e7\u00e3o que gostariam de obter, 52% n\u00e3o responde. Os que responderam (48%), referem os temas de forma geral como a sexualidade (17%) e altera\u00e7\u00f5es da auto-imagem (11%). Esta grande percentagem de n\u00e3o respondentes pode dever-se ao facto dos ostomizados desconhecerem que tipo de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 que podem receber.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Os resultados deste estudo permitiram-nos responder \u00e0s quest\u00f5es colocadas, umas de forma mais directa e outras de forma mais indirecta.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o informa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de Quem, o mais referenciado \u00e9 o profissional de sa\u00fade, tendo o enfermeiro estomaterapeuta um papel de destaque.<\/p>\n<p align=\"justify\">No que diz respeito ao Quando, a maioria, cerca de 75%, refere antes e logo ap\u00f3s a cirurgia. De salientar que o momento antes da cirurgia \u00e9 preferido por 57% dos homens versus 36% das mulheres.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o ao Tipo de informa\u00e7\u00e3o e Como, as respostas obtidas nestes itens n\u00e3o s\u00e3o conclusivas, mas evidenciam as altera\u00e7\u00f5es que surgem ap\u00f3s a cirurgia e identificam quais s\u00e3o. Estas dificuldades expressas pela pessoa ostomizada, orientam a nossa abordagem em rela\u00e7\u00e3o a estas duas quest\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os resultados deste estudo foram apresentados no WCET (Congresso Mundial de Estomaterapia), na Liubliana, na Eslov\u00e9nia, em 2008.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s esta fase de identifica\u00e7\u00e3o das necessidades, como objectivo final e numa nova fase do projecto, as nossas interven\u00e7\u00f5es ser\u00e3o direccionadas ao profissional de enfermagem e \u00e0 pessoa ostomizada e sua fam\u00edlia. Estas interven\u00e7\u00f5es passam pela defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias facilitadoras da abordagem desta tem\u00e1tica; pela forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica nesta \u00e1rea aos enfermeiros que trabalham directamente com as pessoas ostomizadas, uma vez que estes t\u00eam um papel muito importante no processo de reabilita\u00e7\u00e3o da pessoa com ostomia; pela cria\u00e7\u00e3o de parcerias com outras especialidades; e tamb\u00e9m pela elabora\u00e7\u00e3o de suportes escritos direccionados quer a profissionais, quer \u00e0 pessoa ostomizada e sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>CARDOSO, Jorge \u2013 Sexualidade e defici\u00eancia. Adapta\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e sexualidade na les\u00e3o medular \u2013 Coimbra: Quarteto, 2006. ISBN 989-558-060-6.<\/li>\n<li>EVAN, David T. \u2013 Falar de sexo: a necessidade de descartar os mitos e superar os medos. Nursing. ISSN 0871-6196.N\u00ba 154. Ano 13 (Abril. 2001), p. 34-40.<\/li>\n<li>SERRANO, Cl\u00e1udia Marisa; PIRES, Pedro Miguel D. Ferreira \u2013 Enfermeiro e o Doente Ostomizado. Nursing. Lisboa.ISSN 0871-6196. N\u00ba 203 Ano 16, (Outubro. 2005). p. 35-41.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os mitos e os medos est\u00e3o intimamente associados \u00e0s quest\u00f5es sexuais, \u00e0 sexualidade e \u00e0 sa\u00fade sexual<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[248,605,261,606,349],"class_list":["post-1108","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nursing","tag-informacao","tag-necessidades","tag-ostomia","tag-pessoa-ostomizada","tag-sexualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1108","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1108"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1108\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2763,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1108\/revisions\/2763"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}