{"id":1104,"date":"2009-04-30T20:26:20","date_gmt":"2009-04-30T20:26:20","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/atitude-do-enfermeiro-perante-a-morte\/"},"modified":"2021-05-04T09:41:36","modified_gmt":"2021-05-04T09:41:36","slug":"atitude-do-enfermeiro-perante-a-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/atitude-do-enfermeiro-perante-a-morte\/","title":{"rendered":"Atitude do Enfermeiro perante a Morte"},"content":{"rendered":"<p>O facto de o indiv\u00edduo poder expressar os seus valores, cren\u00e7as e opini\u00f5es por meio de atitudes, ajuda-o a resolver conflitos internos e a desenvolver a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p><em>Nursing n\u00ba 244<\/em><\/p>\n<div>\n<p align=\"center\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">ATITUDE DO ENFERMEIRO PERANTE A MORTE<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">&#8211; Investiga\u00e7\u00e3o &#8211;<\/p>\n<p>ATTITUDE OF THE NURSE BEFORE THE DEATH<\/p>\n<p><strong>Dora Maria Ricardo Fonseca Saraiva<\/strong><\/p>\n<p>Enfermeira Licenciada do Centro Hospitalar Cova da Beira, EPE<\/p>\n<p>Servi\u00e7o de Especialidades M\u00e9dicas<\/p>\n<h4><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Reflectir sobre a morte ao longo do ciclo vital numa perspectiva de enfermagem significa dedicar uma aten\u00e7\u00e3o muito especial ao que pensam, sentem e vivem os enfermeiros perante a morte de algu\u00e9m. Dado que as atitudes do enfermeiro se reflectem sobre as suas ac\u00e7\u00f5es, pretende-se com a exposi\u00e7\u00e3o deste estudo, conhecer a atitude dos profissionais de enfermagem e a forma como estes vivenciam a situa\u00e7\u00e3o de morte, bem como, conhecer alguns factores que determinam a sua atitude face a este fen\u00f3meno. Os resultados obtidos evidenciam que apesar da modernidade e dos adventos tecnol\u00f3gicos a enfermagem ainda se defronta com dificuldades para lidar e agir perante esta quest\u00e3o, levando-nos a crer que a melhoria da qualidade de seus cuidados e a sua execu\u00e7\u00e3o neste dom\u00ednio, \u00e9 na actualidade ainda um grande desafio.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Atitude, Enfermeiro, Morte<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>ABSTRACT<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">To reflect on death throughout the vital cycle in a nursing perspective means to focus on the way Nurses think, feel, and live before the death of somebody. Since the nurse\u2019s attitudes are reflected on his actions, this study pretends to explore the Nursing professional attitude, the way these professionals deal with death and also to know some factors that determine their attitude as far as this phenomenon is concerned. Some study results proofed that, regardless the modern times and the Nursing technological advances, Nursing still is confronted with some difficulties to deal and to act before this question, what leads us to believe that the improvement of quality care and its execution concerning this phase, is still a great challenge<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Keywords:<\/strong> attitude, nurse, death\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A morte \u00e9 um tema controverso que suscita nos enfermeiros sentimentos e atitudes diversas. Embora fa\u00e7a parte do ciclo natural da vida, a morte \u00e9, ainda, nos dias de hoje, um assunto pol\u00e9mico, por vezes evitado e por muitos n\u00e3o compreendido, gerando medo e ansiedade. Uma vez que a enfermagem tem nos seus ideais o compromisso com a vida, lidar com a morte pode torna-se um acontecimento dif\u00edcil e penoso, gerando uma multiplicidade de atitudes por parte dos profissionais de enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">Neste contexto, devido \u00e0 necessidade de melhor compreender este fen\u00f3meno com que os enfermeiros se confrontam no quotidiano, realizou-se um estudo de investiga\u00e7\u00e3o relacionado com as atitudes do enfermeiro perante a morte e circunst\u00e2ncias determinantes, com vista a uma reflex\u00e3o acerca do tema e consequentemente a uma melhor pr\u00e1tica profissional.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>DESENVOLVIMENTO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\"><strong>ATITUDE E O CUIDAR EM ENFERMAGEM<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O termo atitude, \u00e0 semelhan\u00e7a de muitos outros conceitos nas ci\u00eancias humanas e sociais, \u00e9 amb\u00edguo. Numerosas defini\u00e7\u00f5es t\u00eam sido propostas ao longo dos anos dependendo do enfoque de v\u00e1rios te\u00f3ricos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Parafraseando Littlejohn (1988: 70) \u201catitude \u00e9 definida como um estado mental, que cria na pessoa uma presteza para comportar-se positiva ou negativamente em rela\u00e7\u00e3o a certas pessoas, situa\u00e7\u00f5es e coisas\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">De facto, todos n\u00f3s temos e adoptamos posi\u00e7\u00f5es frente a determinados acontecimentos sociais. Todos damos uma resposta pessoal valorativa e afectiva aos objectos \u00e0 nossa volta, sejam eles, pessoas reais ou imagin\u00e1rias, acontecimentos concretos ou abstractos. Deste modo, todos tomamos atitudes perante qualquer classe de objecto social.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cAs atitudes significam a organiza\u00e7\u00e3o dos sentimentos, das cren\u00e7as e dos valores, assim como a predisposi\u00e7\u00e3o da pessoa para se comportar de determinada maneira\u201d (Canut et al, 2000: 30). S\u00e3o uma determinante muito importante na orienta\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o do ser humano ao ambiente social.<\/p>\n<p align=\"justify\">As atitudes n\u00e3o s\u00e3o inatas, pertencem ao dom\u00ednio da motiva\u00e7\u00e3o humana; n\u00e3o se autogeneram psicologicamente, mas formam-se fruto da rela\u00e7\u00e3o com outras pessoas, grupos, institui\u00e7\u00f5es, objectos, valores e ideologias.<\/p>\n<p align=\"justify\">O estudo das atitudes ocupa uma posi\u00e7\u00e3o importante em todos os estudos das ci\u00eancias sociais e humanas, pois as atitudes est\u00e3o intimamente ligadas \u00e0s ac\u00e7\u00f5es do indiv\u00edduo. De um modo geral, conhecendo as atitudes de uma pessoa podemos prever o seu comportamento, actua\u00e7\u00e3o e desempenho. De acordo com Canut et al (2000: 31) as atitudes s\u00e3o constitu\u00eddas por 3 componentes: cognitiva, afectiva e comportamental, que tendem a ser congruentes entre si, pois referem-se ou dirigem-se ao mesmo objecto.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os mesmos autores referem ainda, que a capacidade que a pessoa tem de fazer uma auto-an\u00e1lise, de avaliar as suas atitudes e a congru\u00eancia das suas componentes (cognitiva, afectiva e comportamental) possibilita uma rela\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel com os outros. O facto de o indiv\u00edduo poder expressar os seus valores, cren\u00e7as e opini\u00f5es por meio de atitudes, ajuda-o a resolver conflitos internos e a desenvolver a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o. Tais situa\u00e7\u00f5es ajudam o ser humano a viver em coer\u00eancia consigo pr\u00f3prio e com aqueles que s\u00e3o objecto do seu cuidado.<\/p>\n<p align=\"justify\">De um modo geral, \u201cuma pessoa n\u00e3o pode ajudar a outra a expressar os seus valores, sem antes ter feito uma reflex\u00e3o sobre os seus pr\u00f3prios valores\u201d (Canut et al, 2000: 35). Do mesmo modo, n\u00e3o pode tentar mudar uma atitude prejudicial de uma pessoa, sem antes ter analisado, se alguma das suas atitudes \u00e9 tamb\u00e9m extrema. N\u00e3o pode compreender uma atitude defensiva perante um acontecimento penoso, \u201csem antes conhecer quais s\u00e3o os pontos sens\u00edveis de si mesmo que deseja n\u00e3o conhecer\u201d (idem).<\/p>\n<p align=\"justify\">O presente artigo visa evidenciar a import\u00e2ncia da reflex\u00e3o acerca das atitudes dos profissionais de enfermagem perante a morte de um doente.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>ATITUDE DO ENFERMEIRO PERANTE A MORTE<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">As atitudes face \u00e0 morte diferem de cultura para cultura, de pa\u00eds para pa\u00eds, de regi\u00e3o para regi\u00e3o e, at\u00e9, de pessoa para pessoa. Tal facto, permite concluir que a forma como reagimos \u00e0 morte est\u00e1 dependente de uma multiplicidade de factores que se relacionam principalmente com aspectos pessoais, educacionais, s\u00f3cio-econ\u00f3micos e espacio-temporais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os profissionais da sa\u00fade, nomeadamente os enfermeiros, enfrentam todos os dias a morte e, independentemente da experi\u00eancia profissional e de vida, quase todos a encaram com um certo sentimento de incerteza, desespero e ang\u00fastia. Incerteza porque n\u00e3o sabe se est\u00e1 a prestar todos os cuidados poss\u00edveis para o bem-estar do doente, para lhe prolongar a vida e para lhe evitar a morte; desespero porque se sente impotente para fazer algo que o conserve vivo; ang\u00fastia porque n\u00e3o sabe como comunicar efectivamente com o doente e seus familiares. Todos estes factores oneram severamente o enfermeiro que procura cuidar aqueles cuja morte est\u00e1 eminente.<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com Rees (1983: 407), \u201co enfermeiro reage a estes sentimentos desligando-se do doente e da pr\u00f3pria morte e, consciente ou inconscientemente, concentra a sua aten\u00e7\u00e3o no seu trabalho, no material, no processo da doen\u00e7a, talvez at\u00e9 em conversas superficiais, com o intuito de afastar express\u00f5es de temor e de morte\u201d. Outras vezes, o enfermeiro perante o processo de morte decide evitar todo e qualquer contacto com o doente. Nesta perspectiva, o mesmo autor afirma que \u201cafastando-se do doente atrav\u00e9s de subterf\u00fagios, o que o enfermeiro faz \u00e9 escudar-se contra sentimentos que lhe lembrem a morte e que lhe causem mal-estar\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Deste modo, sendo a morte inevit\u00e1vel e frequente nos servi\u00e7os de sa\u00fade, nem todos os enfermeiros a compreendem, a acolhem e reagem a ela da mesma maneira.<\/p>\n<p align=\"justify\">Confrontados com a doen\u00e7a grave e com a morte, os enfermeiros tentam proteger-se da ang\u00fastia que estas situa\u00e7\u00f5es geram, adoptando estrat\u00e9gias de adapta\u00e7\u00e3o, conscientes ou inconscientes designadas: mecanismos de defesa.<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com Rosado (1991), do confronto com a morte surgem frequentemente mais problemas psicol\u00f3gicos do que f\u00edsicos. Entre os \u00faltimos, fadiga, enxaqueca, dificuldades respirat\u00f3rias, ins\u00f3nias e anorexia s\u00e3o alguns dos reconhecidos. No entanto, os mais citados s\u00e3o: pensamentos involunt\u00e1rios dedicados ao doente, sentimentos de impot\u00eancia, choro e sensa\u00e7\u00e3o de abatimento, sentimento de choque e de incredibilidade perante a perda, dificuldades de concentra\u00e7\u00e3o, c\u00f3lera, ansiedade e irritabilidade. Decorrentes destas atitudes, registam-se: absentismo, desejo de mudan\u00e7a de servi\u00e7o, isolamento, entre outras pr\u00e1ticas e atitudes reveladoras da situa\u00e7\u00e3o e de inseguran\u00e7a.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nesta perspectiva, tendo em conta a revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica efectuada definiu-se como dom\u00ednio para o estudo: a atitude do enfermeiro face \u00e0 morte.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>METODOLOGIA<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O estudo em causa enquadra-se nos desenhos n\u00e3o experimentais do tipo descritivo-correlacional.<\/p>\n<p align=\"justify\">O problema de investiga\u00e7\u00e3o foi: \u201cQual a atitude do enfermeiro perante a morte e quais os factores que se relacionam com ela? \u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">A amostra seleccionada pelo m\u00e9todo n\u00e3o probabil\u00edstico e por selec\u00e7\u00e3o natural (de acordo com a nomenclatura utilizada por Fortin (1999: 208-211), foi constitu\u00edda por 83 enfermeiros do Centro Hospitalar da Cova da Beira.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em fun\u00e7\u00e3o do quadro te\u00f3rico considerado e dos objectivos tra\u00e7ados, definiram-se 4 hip\u00f3teses de investiga\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0H 1 \u2013 H\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre os anos de exerc\u00edcio profissional dos enfermeiros e a atitude destes perante a morte.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0H 2 \u2013 O confronto frequente com a morte relaciona-se com a atitude do enfermeiro perante a morte.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0H 3 \u2013 H\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre a etapa do ciclo de vida em que se encontra a pessoa que morre e a atitude do enfermeiro.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0H.4 \u2013 O tipo de morte de um doente est\u00e1 relacionado com a atitude do enfermeiro perante a morte.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">O instrumento de colheita de dados foi um question\u00e1rio aplicado tendo em conta todos os procedimentos \u00e9ticos e formais.<\/p>\n<p align=\"justify\">As vari\u00e1veis do estudo s\u00e3o a atitude do enfermeiro perante a morte, tempo de exerc\u00edcio profissional, servi\u00e7o onde exerce fun\u00e7\u00f5es, tipo de morte e etapa do ciclo de vida da pessoa que morre.<\/p>\n<p align=\"justify\">O conceito de atitude do enfermeiro perante a morte foi operacionalizado de acordo com as tr\u00eas componentes da atitude:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0a) A dimens\u00e3o cognitiva: conhecimentos que os enfermeiros t\u00eam ou pensam ter em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 morte, e que se manifestam por uma determinada atitude face \u00e0 morte.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0b) A dimens\u00e3o afectiva: atrac\u00e7\u00e3o ou repulsa sentida pelos enfermeiros, e que se manifesta por sentimentos pr\u00f3 ou contra relativamente ao confronto com a morte.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0c) A dimens\u00e3o comportamental: comportamento ou maneira de agir dos enfermeiros relativamente \u00e0 morte que se manifesta pela rela\u00e7\u00e3o estabelecida com o doente em processo de morte.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">O tempo de exerc\u00edcio profissional do enfermeiro foi operacionalizado segundo os n\u00edveis de desenvolvimento profissional propostos por Benner (2001). De acordo com esta autora, \u00e9 poss\u00edvel distinguir cinco n\u00edveis de desenvolvimento profissional, no desempenho de um enfermeiro: iniciado (\u00ab 1 ano de servi\u00e7o), iniciado avan\u00e7ado ( 1 a 3 anos), competente (\u00ab de 3 anos), proficiente (+ de 5 anos) e perito (+ de 15 anos de servi\u00e7o).<\/p>\n<p align=\"justify\">O servi\u00e7o onde exerce fun\u00e7\u00f5es foi operacionalizado em 2 vertentes: servi\u00e7os onde o confronto com a morte \u00e9 frequente e, por outro lado, servi\u00e7o onde esse confronto \u00e9 raro.<\/p>\n<p align=\"justify\">O tipo de morte com que o enfermeiro se depara com maior frequ\u00eancia no seu desempenho foi operacionalizado em morte s\u00fabita\/inesperada e morte decorrente de doen\u00e7a cr\u00f3nica\/terminal.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para a influ\u00eancia da etapa do ciclo de vida em que ocorre a morte foram consideradas as situa\u00e7\u00f5es de morte em crian\u00e7as e morte em adultos\/idosos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foram ainda consideradas as vari\u00e1veis sexo e idade como vari\u00e1veis atributo.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>AN\u00c1LISE E INTERPRETA\u00c7\u00c3O DOS DADOS\u00a0<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><em><strong>ESTAT\u00cdSTICA DESCRITIVA<\/strong><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Sexo<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente \u00e0 vari\u00e1vel sexo (gr\u00e1fico 1), verifica-se que a amostra em estudo \u00e9 predominantemente feminina (66,3%).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Idade<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o do gr\u00e1fico 2, verifica-se que a classe et\u00e1ria mais frequente (classe modal) \u00e9 o intervalo [25-30 anos[,\u00a0 com 26,5%. A m\u00e9dia de idades \u00e9 31,17 anos. O m\u00ednimo \u00e9 22 anos, o m\u00e1ximo 49 anos, sendo a moda 24 anos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Anos de exerc\u00edcio profissional<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O gr\u00e1fico 3 permite constatar que a vari\u00e1vel anos de exerc\u00edcio profissional apresenta a moda em proficiente, com uma percentagem de 41%.<\/p>\n<p align=\"justify\">A m\u00e9dia de anos de exerc\u00edcio dos enfermeiros da amostra \u00e9 8,59 anos, com desvio padr\u00e3o de 7,24 anos, um m\u00ednimo de 10 meses e um m\u00e1ximo de 31 anos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Servi\u00e7o onde exercem fun\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente ao servi\u00e7o onde desempenham fun\u00e7\u00f5es, verifica-se que dos 4 servi\u00e7os pertencentes ao estudo, se destaca o servi\u00e7o de urg\u00eancia, com maior n\u00famero de inquiridos, correspondendo a 30,1% da nossa amostra.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Tipo de morte com que se confrontou<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Atrav\u00e9s da an\u00e1lise do gr\u00e1fico 4, observa-se que o tipo de morte com que os enfermeiros mais se confrontaram no \u00faltimo ano foi a morte decorrente de doen\u00e7a cr\u00f3nica\/terminal com 67,5% do total, contra 32,5% que responderam confronto mais frequente com morte s\u00fabita \/ inesperada.<\/p>\n<p align=\"justify\">De referir que o servi\u00e7o de Urg\u00eancia foi aquele onde a morte s\u00fabita\/inesperada foi mais frequente, com 17 casos. Pelo contr\u00e1rio, os enfermeiros dos servi\u00e7os de Medicina Homens, Medicina Mulheres e Cirurgia apresentaram com maior frequ\u00eancia, confronto com a morte decorrente de doen\u00e7a cr\u00f3nica\/terminal, com 19, 15 e 14 casos respectivamente.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Confronto com a morte em crian\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente a esta vari\u00e1vel verificou-se que a maioria da amostra: 67,5%, nunca teve confronto com a morte de crian\u00e7as e apenas 32,5% do total tiveram esse contacto. De referir ainda que os enfermeiros do servi\u00e7o de Urg\u00eancia s\u00e3o os que mais se confrontam com a morte de crian\u00e7as, com 20 casos num total de 25 desse servi\u00e7o (gr\u00e1fico 5).<\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente \u00e0 vari\u00e1vel atitude do enfermeiro perante a morte foram analisadas as respostas dadas a 15 afirma\u00e7\u00f5es em escala de Likert. Pode-se constatar que a moda se situa em itens considerados de resposta favor\u00e1vel, compat\u00edvel com atitude positiva no confronto com o doente em fim de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">O gr\u00e1fico 6 ilustra a distribui\u00e7\u00e3o dos enfermeiros de acordo com os scores individuais. Constata-se que 22 enfermeiros, ou seja, 26,5%, apresentam uma atitude negativa face \u00e0 morte e, 61, ou seja, 73,5% apresentam uma atitude positiva ou favor\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao confronto com o doente em fim de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">O quadro 1 ilustra os scores m\u00e9dios das 3 dimens\u00f5es da vari\u00e1vel atitude permitindo concluir que, embora, todas fa\u00e7am transparecer uma atitude positiva dos enfermeiros perante a morte, a dimens\u00e3o cognitiva foi a que teve um score m\u00e9dio mais pr\u00f3ximo da atitude negativa.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">Por \u00faltimo, face \u00e0 pergunta aberta &#8220;O que mais o preocupa ao prestar cuidados ao doente em fim de vida?&#8221;, procedeu-se \u00e0 an\u00e1lise de conte\u00fado das respostas dadas e formam criadas 4 categorias mediante agrupamento das unidades de registo:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a01 &#8211; Bem estar do doente<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a02 &#8211; Humaniza\u00e7\u00e3o dos cuidados<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a03 &#8211; Fam\u00edlia<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a04 &#8211; Atitude pessoal no confronto com a morte<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A primeira categoria &#8220;bem-estar do doente&#8221; re\u00fane unidades de registo relativas ao al\u00edvio da dor, do sofrimento e da ang\u00fastia, \u00e0 promo\u00e7\u00e3o do conforto e \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas do doente.<\/p>\n<p align=\"justify\">A categoria &#8220;humaniza\u00e7\u00e3o dos cuidados&#8221; engloba preocupa\u00e7\u00f5es relacionadas com promo\u00e7\u00e3o da qualidade dos cuidados, a solid\u00e3o do doente, a promo\u00e7\u00e3o de uma morte digna e a utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas relacionadas com a obstina\u00e7\u00e3o terap\u00eautica no doente em fim de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">A categoria &#8220;fam\u00edlia&#8221; diz respeito a preocupa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 aus\u00eancia da fam\u00edlia, ao seu sofrimento, \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o estabelecida e ao acompanhamento da fam\u00edlia.<\/p>\n<p align=\"justify\">A categoria &#8220;atitude pessoal do enfermeiro no confronto com a morte&#8221; re\u00fane um conjunto de sentimentos como a impot\u00eancia, frustra\u00e7\u00e3o, ang\u00fastia e tristeza, bem como preocupa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 falta de tempo ou apoio\/colabora\u00e7\u00e3o e dificuldade na rela\u00e7\u00e3o estabelecida com o doente em fim de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">Da an\u00e1lise dos dados constatou-se que a categoria com maior n\u00famero de unidades de registo \u00e9 a que se refere ao bem-estar do doente, com 57 unidades de registo. Deste valor correspondente a 43,2%, salienta-se o al\u00edvio da dor (12%) e do sofrimento (9,8%), bem com a promo\u00e7\u00e3o do conforto (9%).<\/p>\n<p align=\"justify\">A categoria referente \u00e0 humaniza\u00e7\u00e3o dos cuidados engloba 36 unidades de registo, ou seja, 27,2% do total. Nesta, a promo\u00e7\u00e3o da qualidade dos cuidados (9,8%) e a preocupa\u00e7\u00e3o com uma morte digna (8,3%) foram as mais referidas.<\/p>\n<p align=\"justify\">A atitude individual do pr\u00f3prio enfermeiro \u00e9 tamb\u00e9m referido por 22% dos enfermeiros, os quais referem como preocupa\u00e7\u00e3o: sentimentos de impot\u00eancia e frustra\u00e7\u00e3o (8,3%) e dificuldade em dar resposta \u00e0s quest\u00f5es do doente (6%).<\/p>\n<p align=\"justify\">A fam\u00edlia referida por 10 dos elementos da amostra, constitui outra categoria, onde as maiores preocupa\u00e7\u00f5es na presta\u00e7\u00e3o de cuidados ao doente em fim de vida, s\u00e3o o acompanhamento da fam\u00edlia (3%) e o facto de, em alguns casos, esta n\u00e3o estar presente junto do doente (2,3%).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><em><strong>ESTAT\u00cdSTICA INFERENCIAL<\/strong><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\">Para efeito de teste de hip\u00f3teses foi aplicado o teste de qui-quadrado (X<sup>2<\/sup>). Os valores de p obtidos s\u00e3o considerados para um intervalo de confian\u00e7a de 95%.<\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente \u00e0 hip\u00f3tese 1: H\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre os anos de exerc\u00edcio profissional dos enfermeiros e a atitude destes perante a morte, obteve-se um p = 0,001, o qual sendo inferior a 0,05, nos indica que aceitamos a hip\u00f3tese de investiga\u00e7\u00e3o (H<sub>1<\/sub>), com grau de liberdade = 1. Neste sentido, pode-se afirmar que existe rela\u00e7\u00e3o entre as vari\u00e1veis anos de exerc\u00edcio profissional e a atitude dos enfermeiros perante a morte (gr\u00e1fico 7).<\/p>\n<p align=\"justify\">Para a hip\u00f3tese 2: O confronto frequente com a morte relaciona-se com a atitude do enfermeiro perante a morte obteve-se um p = 0,528, inferindo-se, portanto, que n\u00e3o existe rela\u00e7\u00e3o entre estas duas vari\u00e1veis.<\/p>\n<p align=\"justify\">Da hip\u00f3tese 3: H\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre a etapa do ciclo de vida em que se encontra a pessoa que morre e a atitude do enfermeiro, obteve-se um p = 0,027 e aceita-se a hip\u00f3tese de investiga\u00e7\u00e3o, com graus de liberdade = 1 (gr\u00e1fico 8)<\/p>\n<p align=\"justify\">O gr\u00e1fico 8 mostra a rela\u00e7\u00e3o encontrada entre as duas vari\u00e1veis.<\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente \u00e0 hip\u00f3tese 4: O tipo de morte do doente relaciona-se com a atitude do enfermeiro perante a morte, obteve-se um p = 0,252; o qual sendo &gt; 0,05 indica que se rejeita a hip\u00f3tese de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>DISCUSS\u00c3O DOS RESULTADOS\u00a0<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A amostra constitu\u00edda por 83 enfermeiros a exercer fun\u00e7\u00f5es no Centro Hospitalar Cova da Beira, \u00e9 maioritariamente feminina com 66,3%. Tais dados s\u00e3o congruentes com os valores da popula\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a profiss\u00e3o de enfermagem \u00e9 predominantemente exercida por enfermeiras. A este prop\u00f3sito Benner (2001) refere que a profiss\u00e3o \u00e9 sobretudo composta por mulheres.<\/p>\n<p align=\"justify\">As idades dos elementos da amostra variam entre um m\u00ednimo de 22 anos e um m\u00e1ximo de 50, sendo a m\u00e9dia 31,7 anos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente aos anos de exerc\u00edcio profissional, operacionalizados de acordo com os 5 n\u00edveis de desenvolvimento profissional de Benner (2001), verifica-se predom\u00ednio do n\u00edvel de proficiente, ou seja, de enfermeiros com pelo menos 5 anos de servi\u00e7o, com uma frequ\u00eancia de 34 dos 83 inquiridos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os elementos da amostra pertencem aos servi\u00e7os de Urg\u00eancia, Medicina Homens, Medicina Mulheres e Cirurgia. Destes, a Urg\u00eancia det\u00e9m o maior n\u00famero de elementos, correspondendo a 30,1%.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o ao tipo de morte com que os inquiridos se confrontam habitualmente, 67,5% referiu a morte decorrente de doente cr\u00f3nica\/terminal. De salientar que dos 4 servi\u00e7os que constituem a amostra, a Urg\u00eancia foi o \u00fanico servi\u00e7o onde a morte s\u00fabita\/inesperada foi mais frequente. Na realidade, tal como se constata no quotidiano, as mortes decorrentes de doen\u00e7a arrastada acontecem com maior preval\u00eancia nos servi\u00e7os de internamento, e as mortes s\u00fabitas ou inesperadas acontecem maioritariamente fruto de acidentes ou doente aguda, e s\u00e3o vivenciadas no servi\u00e7o de Urg\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">No que diz respeito ao confronto com a morte em crian\u00e7as, a maioria dos enfermeiros do servi\u00e7o de Urg\u00eancia referiram ter tido essa viv\u00eancia, com 20 dos 25 do total e os restantes enfermeiros na sua maioria referiam nunca ter tido esse contacto.<\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente \u00e0 pergunta aberta observ\u00e1mos que as preocupa\u00e7\u00f5es referidas pelos enfermeiros da amostra s\u00e3o congruentes com a opini\u00e3o dos autores referidos no enquadramento te\u00f3rico. De facto, o bem-estar do doente em fim de vida foi a categoria com maior n\u00famero de respostas, seguida da categoria humaniza\u00e7\u00e3o dos cuidados. Neste sentido cita-se Loff (2000:48) que refere que &#8220;o materialismo da t\u00e9cnica e da rotina do dia a dia profissional, facilmente abrem a porta \u00e0 fuga, a que tantos cedem na sua aproxima\u00e7\u00e3o do doente nesta derradeira fase da vida.&#8221; De facto, quando j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 a m\u00ednima esperan\u00e7a de cura, alguns procedimentos perdem toda a justifica\u00e7\u00e3o para a sua aplica\u00e7\u00e3o e tornam-se em aut\u00eanticas atitudes de obstina\u00e7\u00e3o, uma vez que resultam principalmente no prolongamento do sofrimento do doente. Pacheco (2002:65) afirma que, tais situa\u00e7\u00f5es, acontecem quando os profissionais &#8220;elegem o curar como prioridade, esquecendo o valor do verdadeiro cuidar, persistindo na prossecu\u00e7\u00e3o de tratamentos visando a cura mesmo quando n\u00e3o existe qualquer esperan\u00e7a de obter uma melhoria do estado do doente.&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\">A atitude pessoal do enfermeiro no confronto com a morte foi outra das categorias referidas. Nesta, as maiores preocupa\u00e7\u00f5es relacionam-se com sentimentos de impot\u00eancia e frustra\u00e7\u00e3o, ang\u00fastia e tristeza, com a falta de apoio e colabora\u00e7\u00e3o por parte de toda a equipa multidisciplinar, com a dificuldade em dar resposta \u00e0s quest\u00f5es do doente e com a falta de tempo e disponibilidade. Mais uma vez, estes dados s\u00e3o concordantes com a bibliografia analisada.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na realidade, o profissional de enfermagem que cuida do doente em fim de vida, tem medo da sua fragilidade perante o sentimento do outro, medo de se sentir impotente, incapaz de prestar ajuda e de n\u00e3o saber o que fazer com a revolta, a agressividade e a ang\u00fastia ou o desespero do doente, o que dificulta o esclarecimento de todas as d\u00favidas do doente. A morte do paciente confronta os profissionais de enfermagem com os limites da sua actua\u00e7\u00e3o e, por isso, sentimentos de frustra\u00e7\u00e3o e impot\u00eancia s\u00e3o frequentes. Henriques et al. (1995:12) referem que surgem &#8220;sentimentos de inseguran\u00e7a, revolta, impot\u00eancia perante a situa\u00e7\u00e3o e mesmo uma agressividade interior que nos esfor\u00e7amos a ignorar, assim como o sentimento de fracasso que a morte por si representa.&#8221; Stedeford (1986) tamb\u00e9m refere que qualquer contacto com a morte ou com o processo de morrer desperta uma inevit\u00e1vel resposta espec\u00edfica geradora de tens\u00e3o, stress, tristeza, actividade exagerada e fadiga.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 falta de tempo e disponibilidade Henriques et al. (1995:15) defende que muitas vezes falta-nos o tempo, outras vezes falta-nos paci\u00eancia, outras vezes tamb\u00e9m, sobra-nos o medo, o medo da pr\u00f3pria morte, o medo daquilo a que o di\u00e1logo com o doente pode levar.&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\">Para al\u00e9m das j\u00e1 referidas, a preocupa\u00e7\u00e3o com a fam\u00edlia tamb\u00e9m foi mencionada pelos enfermeiros, com unidades de registo como: o acompanhamento da fam\u00edlia, o seu sofrimento e a sua aus\u00eancia no processo de morte. Henriques et al. (1995:11) s\u00e3o congruentes com este tipo de preocupa\u00e7\u00e3o ao afirmar que a sociedade moderna dessocializa a morte, &#8220;escorra\u00e7ou-a do seio das fam\u00edlias e encurralou-a nos hospitais e noutras institui\u00e7\u00f5es, onde tantas vezes se morre sozinho atr\u00e1s de uma cortina numa enfermaria; fechado num quarto solit\u00e1rio ou no meio de incompreens\u00edveis e sofisticados aparelhos (&#8230;) sem ningu\u00e9m que compartilhe as circunst\u00e2ncias da morte&#8221;, incluindo a fam\u00edlia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tamb\u00e9m, na opini\u00e3o de Pacheco (2002:135), a fam\u00edlia do doente em fim de vida \u00e9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o j\u00e1 que, &#8220;os familiares t\u00eam um papel fundamental na vida de qualquer pessoa, facto que assume uma relev\u00e2ncia especial no processo terminal de uma morte anunciada.&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\">No que se refere \u00e0 rela\u00e7\u00e3o das vari\u00e1veis estudadas, foi aceite a hip\u00f3tese H1: H\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre os anos de exerc\u00edcio profissional dos enfermeiros e a atitude destes perante a morte. De acordo com os resultados obtidos, os enfermeiros considerados por Benner (2001) como iniciados e iniciados avan\u00e7ados, ou seja, com menos de 3 anos de exerc\u00edcio profissional, s\u00e3o os que t\u00eam uma atitude predominantemente negativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 morte. Este resultado parece concordante com o que diz Benner (2001:49) &#8220;os iniciados t\u00eam um comportamento t\u00edpico extremamente limitado e r\u00edgido&#8221; dado que n\u00e3o possuem experi\u00eancia profissional. Tanto os iniciados como os iniciados avan\u00e7ados, interiorizam muito pouco das situa\u00e7\u00f5es que vivenciam, dado que tudo \u00e9 muito novo e estranho, e da\u00ed que muitas das suas atitudes perante a morte n\u00e3o sejam as mais positivas e favor\u00e1veis.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em sentido contr\u00e1rio, os enfermeiros com mais anos de exerc\u00edcio profissional foram os que apresentaram uma atitude mais positiva no confronto com o doente em fim de vida. Tal facto est\u00e1 de acordo com Benner (2001:63) ao referir que &#8220;com a experi\u00eancia e o dom\u00ednio, a compet\u00eancia transforma-se (&#8230;) esta mudan\u00e7a leva a um melhoramento das actua\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\">Quintana et al. (2001:8) afirma que &#8220;ansiedade, d\u00favidas, falta de informa\u00e7\u00e3o e desprotec\u00e7\u00e3o profissional, s\u00e3o algumas das reac\u00e7\u00f5es de enfermeiro n\u00edvel I&#8221; quando se deparam com situa\u00e7\u00f5es frequentes de morte. No entanto, refere que esta situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exclusiva dos enfermeiros com poucos anos de exerc\u00edcio, como tamb\u00e9m dos que t\u00eam muitos anos de experi\u00eancia. Quintana et al. (2001) diz que a experi\u00eancia, por mais que atenue e\/ou permita uma certa dist\u00e2ncia, por mais que suponha um certo saber sobre o que fazer face a um doente em fim de vida, n\u00e3o elimina um conjunto de implica\u00e7\u00f5es\u00a0 tanto pessoais, como culturais e profissionais, o que vem em parte contrariar os resultados obtidos.<\/p>\n<p align=\"justify\">A hip\u00f3tese de investiga\u00e7\u00e3o H2: O confronto frequente com a morte relaciona-se com a atitude do enfermeiro perante essa viv\u00eancia foi rejeitada, o que evidencia n\u00e3o haver rela\u00e7\u00e3o entre estas 2 vari\u00e1veis. Os resultados s\u00e3o congruentes com Quintana et al. (2001), que refere que apesar dos enfermeiros se depararem com a morte no seu quotidiano, a frequ\u00eancia da sua presen\u00e7a n\u00e3o a torna mais f\u00e1cil de encarar, os profissionais consideram a agonia e a morte, situa\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o elevada no desenvolvimento do seu trabalho. Para Quintana et al. (2001:19) esta considera\u00e7\u00e3o &#8220;d\u00e1-se tanto nos profissionais que trabalham em servi\u00e7os onde a morte \u00e9 um acontecimento frequente, como naqueles onde \u00e9 espor\u00e1dico&#8221;, e portanto n\u00e3o h\u00e1 distin\u00e7\u00e3o no tipo de atitudes assumidas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente \u00e0 hip\u00f3tese de investiga\u00e7\u00e3o H3: H\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre a etapa do ciclo de vida em que se encontra a pessoa que morre e a atitude do enfermeiro. Conclui-se que os enfermeiros que j\u00e1 tiveram contacto com a morte em crian\u00e7as, t\u00eam uma atitude distinta daqueles que nunca tiveram esse contacto. Tal como refere Roper et al. (1995:240), quando nos confrontamos com a morte de crian\u00e7as &#8220;a sensa\u00e7\u00e3o de perda, o desespero e mesmo o fracasso, s\u00e3o a ant\u00edtese de todas as suas expectativas.&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\">A morte de uma crian\u00e7a \u00e9 absolutamente devastadora; a confus\u00e3o, o sofrimento e, frequentemente a raiva, s\u00e3o frequentes. Em contrapartida, segundo os mesmos autores, a morte de alguns doentes dependentes pode ser aceite e bem vinda, uma vez que \u00e9 encarada com o al\u00edvio para a dor, o sofrimento e o mal-estar. A opini\u00e3o de Loureiro (2002) tamb\u00e9m \u00e9 congruente com esta posi\u00e7\u00e3o, pois defende que a morte \u00e9 aparentemente mais bem aceite nos idosos, do que nas crian\u00e7as, j\u00e1 que aqueles realizaram um percurso de vida e desempenharam algumas fun\u00e7\u00f5es e as crian\u00e7as, inexplicavelmente, e por vezes de forma s\u00fabita, morrem sem terem a oportunidade de delinearem um projecto de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por \u00faltimo, na hip\u00f3tese de investiga\u00e7\u00e3o H4<sub>:<\/sub> O tipo de morte do doente relaciona-se com a atitude do enfermeiro perante a morte foi rejeitada e por conseguinte concluiu-se que as vari\u00e1veis em quest\u00e3o n\u00e3o est\u00e3o relacionadas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os resultados obtidos n\u00e3o s\u00e3o, entanto, concordantes com a opini\u00e3o de Loureiro (2002) que refere que a dura\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e a altura em que ocorre, bem com o aspecto abrupto e repentino da morte, influenciam as atitudes do enfermeiro.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para Loff (2000), n\u00e3o \u00e9 a morte que provoca ang\u00fastia nos prestadores de cuidados, mas sim o facto de ela poder ser acompanhada de viol\u00eancia, de revolta, de l\u00e1grimas, de emo\u00e7\u00f5es insustent\u00e1veis, despoletando uma multiplicidade de atitudes; ou seja, o tipo de circunst\u00e2ncias da morte determinam as atitudes empreendidas por parte de quem a vive e acompanha.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por outro lado, Quintana et al (2001), \u00e0 semelhan\u00e7a dos resultados do estudo, referem que a assist\u00eancia ao doente em fim de vida e o conforto \u00e0 fam\u00edlia, os \u00f3bitos s\u00fabitos ou decorrentes de doen\u00e7a cr\u00f3nica, constituem situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis da pr\u00e1tica de enfermagem e desencadeiam atitudes similares ou equivalentes por parte dos profissionais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Contrariamente a esta perspectiva, Firmino (1993) refere que as atitudes variam, habitualmente de pessoa para pessoa e dependem das circunst\u00e2ncias que rodeiam a morte. Esta \u00e9 encarada de acordo com uma multiplicidade de factores, dos quais se destacam o servi\u00e7o e especialidades onde os enfermeiros trabalham e as experi\u00eancias ou contacto anterior com doentes que caminham para a morte.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, contrapondo os resultados obtidos, Firmino (1993), Loff (2000) e Loureiro (2002) defendem que o tipo de morte e as circunst\u00e2ncias em que ocorre est\u00e3o relacionados com a atitude do enfermeiro e apenas Quintana et al. (2001) revela dados congruentes com os obtidos neste estudo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Finaliza-se a discuss\u00e3o dos resultados com os aspectos referentes \u00e0 vari\u00e1vel: atitude do enfermeiro face ao doente em fim de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com os resultados obtidos pode-se afirmar que os enfermeiros desta amostra apresentam, de uma maneira geral, uma atitude positiva ou favor\u00e1vel no confronto com a morte. Por\u00e9m, considera-se que muito h\u00e1 por fazer no sentido de melhorar o desempenho pessoal e profissional aquando da presta\u00e7\u00e3o de cuidados ao doente em fim de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A realiza\u00e7\u00e3o deste estudo permitiu reflectir acerca da tem\u00e1tica da morte em geral e da atitude do enfermeiro perante esta em particular.<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma vez que nos confrontamos com a morte nos nossos contextos de trabalho, necessitamos adquirir conhecimentos e desenvolver capacidades e compet\u00eancias de forma a encarar e gerir a morte do outro que nos \u00e9 semelhante. Ajudar o doente e a fam\u00edlia num momento em que experimentam grande sofrimento, constituiu um dos maiores desafios que a pr\u00e1tica quotidiana coloca aos profissionais de enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>Pontos a reter:<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Considera-se urgente confrontar os valores e cren\u00e7as pessoais dos enfermeiros e reflectir sobre o nosso papel profissional da enfermagem numa \u00e1rea t\u00e3o espec\u00edfica e cr\u00edtica como \u00e9 o lidar com o fim de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">A partir da reflex\u00e3o feita sobre a bibliografia consultada e dos conhecimentos inerentes \u00e0 pr\u00e1tica de enfermagem, em conjunto com os resultados do presente estudo, sintetizam-se os principais aspectos a ter em conta no confronto com o doente em fim de vida:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Prestar cuidados individualizados, tendo em conta a singularidade de cada ser humano e todas as dimens\u00f5es do seu ser;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Prevenir a dor, a ang\u00fastia e o sofrimento;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Oferecer apoio relacional, moral, espiritual e religioso ao doente e fam\u00edlia;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Contribuir para promover a qualidade de vida do doente at\u00e9 \u00e0 morte;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Apoiar a fam\u00edlia durante o processo de morte e de luto.\n<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">Com vista a interiorizar estes aspectos, torna-se importante que o enfermeiro como profissional da sa\u00fade, vocacionado para a presta\u00e7\u00e3o de cuidados, tanto ao n\u00edvel t\u00e9cnico como humano, esteja consciente da sua atitude perante a morte, n\u00e3o se esquecendo que tamb\u00e9m ele \u00e9 um ser humano, que se deixa &#8220;tocar&#8221; pelo fim do outro que lhe \u00e9 semelhante e assim contribuir para a evolu\u00e7\u00e3o da enfermagem enquanto uma das ci\u00eancias e artes mais nobres do mundo de hoje e de sempre.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">BENNER, Patr\u00edcia &#8211; De iniciado a perito. Coimbra: Quarteto, 2001. 294 p\u00e1ginas.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">CANUT, Maria Terese et al &#8211; Enfermer\u00eda psicossocial y salud mental. S\u00e9rie de Manuais de Enfermagem, Espanha, 2000.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">FIRMINO, Jo\u00e3o &#8211; A crian\u00e7a e a morte: um di\u00e1logo que se deseja. Porto: Divulga\u00e7\u00e3o n.\u00ba 25, Janeiro 1993.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">FORTIN, Marie-Fabienne &#8211; O processo de investiga\u00e7\u00e3o &#8211; da concep\u00e7\u00e3o \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o. Loures: Lusoci\u00eancia, 1999.388 p\u00e1ginas.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">GOMES, Ana Maria &#8211; As atitudes dos enfermeiros perante a doen\u00e7a grave. &#8220;Revista da Escola de Enfermagem USP&#8221;. S\u00e3o Paulo. vol. n.\u00ba 18, n.\u00ba 3 (1993), 235-253.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">GOMES, S\u00e9rgio; TESTAS, Jos\u00e9 Carlos &#8211; O enfermeiro perante o doente em situa\u00e7\u00e3o terminal &#8211; como cuidar da vida no final da vida?. &#8220;Sinais Vitais&#8221;. Coimbra. n.\u00ba 38 (2002), 43-45.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">HENRIQUES, Mar\u00edlia Franco et al &#8211; O enfermeiro e a morte. &#8220;Servir&#8221;. Lisboa. vol. n.\u00ba 43, n.\u00ba 1 (1995), 9-17.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">LITTLEJOHN, Stephen W. &#8211; Fundamentos da comunica\u00e7\u00e3o humana. Rio de Janeiro: Editora Guanabara S.A., 1988.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">LOFF, Ana &#8211; Cuidados paliativos. Coimbra: Formasau. Colec\u00e7\u00e3o sinais vitais, 2000, 145 p\u00e1ginas.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">LOUREIRO, Chotika Yampron &#8211; Cuidados de enfermagem a doentes em fase terminal. &#8220;Sinais Vitais&#8221;. Coimbra. n.\u00ba 36 (2002), 45-50.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">PACHECO, Susana &#8211; Cuidar a pessoa em fase terminal &#8211; perspectiva \u00e9tica. 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Loures: Lusoci\u00eancia, 2002.\u00a0 154 p\u00e1ginas.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">QUINTANA, Francisco Cruz et al. &#8211; Enfermer\u00eda, fam\u00edlia y paciente terminal. &#8220;Revista de Enfermer\u00eda&#8221;. Espanha. vol. 24, n.\u00ba 10 (2001), 8-12.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">REES, Gragg et al. &#8211; Princ\u00edpios cient\u00edficos de enfermagem. Lisboa: Editora Portuguesa de Livros T\u00e9cnicos e Cient\u00edficos, 1983.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">ROPER, N et al &#8211; Modelo de enfermagem. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Editora McGraw-Hill de Portugal Lda, 1995. 454 p\u00e1ginas.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">ROSADO, Maria &#8211; Os t\u00e9cnicos de sa\u00fade face ao doente com doen\u00e7a grave. Lisboa: Vozes, 1991.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">SOCIEDADE FRANCESA DE ACOMPANHAMENTO E DE CUIDADOS PALIATIVOS &#8211; Desafios da enfermagem em cuidados paliativos, &#8220;cuidar&#8221;: \u00e9tica e pr\u00e1ticas. Loures: Lusoci\u00eancia, 1999. 237 p\u00e1ginas<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">STEDEFORD, Averil &#8211; Encarando a morte &#8211; uma abordagem ao relacionamento com o paciente terminal. Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas, 1986, 168 p\u00e1ginas.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong>GR\u00c1FICOS<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Gr\u00e1fico 1 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o dos enfermeiros segundo o sexo<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-264\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/07\/image002.gif\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"204\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Gr\u00e1fico 2 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o dos enfermeiros segundo a idade<\/p>\n<p align=\"center\">\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1099\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/image004-.gif\" alt=\"\" width=\"434\" height=\"218\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Gr\u00e1fico 3 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o dos enfermeiros segundo os anos de exerc\u00edcio profissional<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1100\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/image006.gif\" alt=\"\" width=\"433\" height=\"233\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Gr\u00e1fico 4 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o dos enfermeiros de acordo com o tipo de morte com que se confrontam\n<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1101\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/image008-.gif\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"191\" border=\"0\" \/>\n<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Gr\u00e1fico 5 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o dos enfermeiros segundo o confronto com a morte em crian\u00e7as e o servi\u00e7o\n<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-268\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/07\/image010.gif\" alt=\"\" width=\"505\" height=\"210\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Gr\u00e1fico 6 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o dos enfermeiros de acordo com o tipo de atitude perante a morte<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1102\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/image012-.gif\" alt=\"\" width=\"382\" height=\"210\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Gr\u00e1fico 7 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o da atitude dos enfermeiros segundo os anos de exerc\u00edcio\n<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-270\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/07\/image014.gif\" alt=\"\" width=\"485\" height=\"267\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Gr\u00e1fico 8 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o da atitude dos enfermeiros segundo o confronto com a morte em crian\u00e7as\n<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1103\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/image016-.gif\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"228\" border=\"0\" \/>\n<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Quadro 1 &#8211; Scores m\u00e9dios das dimens\u00f5es da atitude<\/p>\n<p align=\"center\">\n<div align=\"center\">\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#e0e0e0\" width=\"130\">Dimens\u00e3o<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#e0e0e0\" width=\"149\">Score M\u00e9dio<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#e0e0e0\">%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#e0e0e0\" width=\"130\">Cognitiva<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"149\">15,94<\/td>\n<td align=\"center\">31,60<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#e0e0e0\" width=\"130\">Afectiva<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"149\">17,28<\/td>\n<td align=\"center\">34,26<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#e0e0e0\" width=\"130\">Comportamental<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"149\">17,22<\/td>\n<td align=\"center\">34,14<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td bgcolor=\"#e0e0e0\" width=\"130\">TOTAL<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"149\">50,44<\/td>\n<td align=\"center\">100,00<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O facto de o indiv\u00edduo poder expressar os seus valores, cren\u00e7as e opini\u00f5es por meio de atitudes, ajuda-o a resolver conflitos internos e a desenvolver a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[601,603,365,602,604,199],"class_list":["post-1104","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nursing","tag-atitude","tag-ciclo-vital","tag-desafio","tag-enfermeiro","tag-etapa","tag-morte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1104","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1104"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1104\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2764,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1104\/revisions\/2764"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1104"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1104"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1104"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}