{"id":1089,"date":"2009-03-07T13:46:20","date_gmt":"2009-03-07T13:46:20","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/5-jornadas-de-enfermagem-oncologica\/"},"modified":"2021-05-04T09:04:38","modified_gmt":"2021-05-04T09:04:38","slug":"5-jornadas-de-enfermagem-oncologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/5-jornadas-de-enfermagem-oncologica\/","title":{"rendered":"5\u00aa Jornadas de Enfermagem Oncol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p>A busca da esperan\u00e7a pode ser a busca da realiza\u00e7\u00e3o do que ainda pode ser feito.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">5<sup>as<\/sup> Jornadas de Enfermagem, em Oncologia, promovidas pelo Instituto Portugu\u00eas de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, EPE\n<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">Com o envelhecimento da nossa popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 mais demarcada a import\u00e2ncia do desenvolvimento da Enfermagem Oncol\u00f3gica. \u00c9 calculado que em trinta anos, o aumento da incid\u00eancia da doen\u00e7a Oncol\u00f3gica seja de cerca de 20% nos pa\u00edses desenvolvidos, o que torna premente a forma\u00e7\u00e3o\/especializa\u00e7\u00e3o dos enfermeiros para o cuidado da pessoa com doen\u00e7a Oncol\u00f3gica. Sendo o enfermeiro o profissional da \u00e1rea da sa\u00fade que permanece mais tempo junto ao doente Oncol\u00f3gico, este tem a oportunidade de contribuir grandemente para o aumento do seu conforto e aliviar o seu sofrimento, atrav\u00e9s de cuidados espec\u00edficos<sup>(1)<\/sup>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nos passados dias 22, 23 e 24 de Janeiro, decorreram as 5<sup>as<\/sup> Jornadas de Enfermagem Oncol\u00f3gica, promovidas pelo Instituto Portugu\u00eas de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, EPE e subordinado ao tema Novas Abordagens. Com o objectivo de promover uma vasta troca de experi\u00eancias e reflex\u00e3o acerca da pr\u00e1tica da Enfermagem Oncol\u00f3gica, o IPOLFG reuniu v\u00e1rios profissionais que deram o seu contributo atrav\u00e9s de trabalhos e da sua experi\u00eancia. Os assuntos abordados foram variados e todos eles importantes para a melhoria da pr\u00e1tica de Cuidados de Enfermagem de Qualidade.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1087\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/image001.jpg\" alt=\"\" width=\"355\" height=\"266\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/image001.jpg 355w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/image001-300x225.jpg 300w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/image001-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/image001-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/image001-180x135.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/image001-238x178.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 355px) 100vw, 355px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"justify\">A Sess\u00e3o de Abertura ficou a cargo da Senhora Enfermeira Baston\u00e1ria da Ordem dos Enfermeiros Maria Augusta de Sousa, do Presidente do Concelho de Administra\u00e7\u00e3o do IPOLFG, Francisco Matoso, da Enfermeira Directora Cristina Lacerda e de um membro da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica, a Enfermeira Cristina Fernandes, que congratularam o IPOLGF pela iniciativa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foi ent\u00e3o iniciada a ordem de trabalhos com a confer\u00eancia \u201cQualidade e Seguran\u00e7a dos Cuidados de Enfermagem\u201d apresentada pelo Enfermeiro e professor S\u00e9rgio Deodato. Este, defende que os profissionais de sa\u00fade t\u00eam o dever de proporcionar Cuidados de Enfermagem de Qualidade cabendo \u00e0s pessoas o direito de os receber. Os profissionais devem, no seu ponto de vista, de procurar a excel\u00eancia e o conhecimento de modo a proteger a pessoa Humana, sempre que esta n\u00e3o seja capaz de o fazer por si.<\/p>\n<p align=\"justify\">Posteriormente, pode-se assistir a tr\u00eas Mesas Redondas, onde se voltou a abordar a Qualidade dos Cuidados de Enfermagem e tamb\u00e9m o tema \u201cSistemas de Informa\u00e7\u00e3o em Enfermagem\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na primeira Mesa Redonda \u2013 \u201cMelhoria Cont\u00ednua da Qualidade dos Cuidados de Enfermagem\u201d \u2013 moderada pela Enfermeira Prista Lucas, abordaram-se as quest\u00f5es da \u201cDor 5\u00ba Sinal Vital\u201d, pela Enfermeira F\u00e1tima Naves; \u201cMonitoriza\u00e7\u00e3o e Preven\u00e7\u00e3o de \u00dalceras de Press\u00e3o\u201d pela Enfermeira Vera Ribeiro e \u201cMonitoriza\u00e7\u00e3o e Preven\u00e7\u00e3o de Quedas de Doentes\u201d pela Enfermeira Vanessa Machado. Tanto no tema \u201cDor 5\u00ba Sinal Vital\u201d como na \u201cMonitoriza\u00e7\u00e3o e Preven\u00e7\u00e3o de Quedas de Doentes\u201d foi real\u00e7ada a import\u00e2ncia da sua avalia\u00e7\u00e3o e registo sistem\u00e1tico, fazendo uso de Escalas adequadas. Relativamente \u00e0 tem\u00e1tica Monitoriza\u00e7\u00e3o e Preven\u00e7\u00e3o de \u00dalceras de Press\u00e3o, pode-se constatar que o estudo apresentado desenvolveu-se com a finalidade de actualizar conhecimentos, intervir na forma de actua\u00e7\u00e3o dos enfermeiros e formular ou reformular padr\u00f5es de Qualidade vigentes na Institui\u00e7\u00e3o. Por conclu\u00edrem que apenas 32% dos doentes estudados tinham dispositivos preventivos e em poucos haviam posicionamentos programados, perceberam que era necess\u00e1rio rever as normas e padr\u00f5es relacionados com esta tem\u00e1tica.<\/p>\n<p align=\"justify\">A segunda Mesa Redonda, de tema \u201cCaminhos da Qualidade\u201d e moderada pela Enfermeira Alexandra Marques, apresentou quatro trabalhos \u2013 \u201cCuidar da Crian\u00e7a e Fam\u00edlia, na perspectiva da Qualidade de vida na UTM\u201d, pela Enfermeira Ana Lu\u00edsa Gra\u00e7a; \u201cA vivencia emocional dos Enfermeiros nos cen\u00e1rios da presta\u00e7\u00e3o de Cuidados ao Doente Oncol\u00f3gico\u201d pela Enfermeira Dora Franco; \u201cDa exig\u00eancia do Cuidar em Oncologia \u00e0 urg\u00eancia de reflex\u00e3o \u00e9tica: vulnerabilidade e autonomia\u201d apresentado pela Enfermeira Mara Freitas e \u201cPrograma de treino de compet\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o para Enfermeiros\u201d pela Enfermeira N\u00e1dia Henriques. No primeiro trabalho foram apresentadas as maiores barreiras existentes ao se cuidar de uma crian\u00e7a transplantada e sua fam\u00edlia bem como o esfor\u00e7o que tem sido feito para as quebrar e aumentar o n\u00famero de situa\u00e7\u00f5es de qualidade vividas pelas mesmas. Podendo a qualidade de vida traduzir-se por gestos pequenos que podem ser grandiosos. Ao falar das vivencias emocionais dos enfermeiros, a Enfermeira Dora Franco mencionou quais as emo\u00e7\u00f5es no cuidar encontradas numa amostra de enfermeiros desta Institui\u00e7\u00e3o, qual a influencia do Stress e do Burnout na vivencia emocional dos mesmos e quais as estrat\u00e9gias utilizadas na gest\u00e3o de experiencias emocionais. A sua apresenta\u00e7\u00e3o terminou mostrando qual a import\u00e2ncia da valoriza\u00e7\u00e3o do capital emocional e referindo que deveria haver um suporte organizacional na preven\u00e7\u00e3o de complica\u00e7\u00f5es emocionais nos enfermeiros, envolvendo os Servi\u00e7os Ocupacionais. Quem \u00e9 vulner\u00e1vel no contexto Oncol\u00f3gico. Cuidar no fim de vida, torna-se muito exigente, mas devemos buscar sempre o caminho da Humaniza\u00e7\u00e3o, defende a oradora do terceiro trabalho apresentado nesta Mesa Redonda. Referiu ainda que, \u00e9 importante que os doentes, face a uma doen\u00e7a do foro oncol\u00f3gico, devam ter o conhecimento dos factos e dos fundamentos do que \u00e9 decidido (dentro das suas possibilidades de compreens\u00e3o) para que possam decidir, recusar ou procurar outras opini\u00f5es. \u201cA vulnerabilidade \u00e9 a vida Humana\u201d. \u00c8 lan\u00e7ado o repto: Executamos da melhor maneira, ouvimos o que nos est\u00e3o a dizer? O \u00faltimo trabalho, \u201cPrograma de treino de compet\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o para Enfermeiros\u201d remete-nos para a dificuldade que existe em comunicar entre os enfermeiros e os doentes e suas fam\u00edlias perante este contexto Oncol\u00f3gico. A Enfermeira N\u00e1dia Henriques falou-nos do trabalho desenvolvido com uma amostra de enfermeiros deste Instituto, que consistia na forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e pr\u00e1tica (metodologia role-play) acerca de, entre outros, dificuldades em comunicar m\u00e1s noticias, com doentes que expressam as suas emo\u00e7\u00f5es ou face a agravamentos do estado de sa\u00fade e\/ou situa\u00e7\u00e3o de final de vida e os seus resultados. Concluiu que, o impacto desta forma\u00e7\u00e3o foi pouco significativo, no entanto este existiu e o seu feedback foi positivo. Os enfermeiros envolvidos neste estudo manifestaram interesse em que este programa decorresse ao longo das suas carreiras de forma mais regular.<\/p>\n<p align=\"justify\">Depois do intervalo, retomaram-se os trabalhos com a terceira Mesa Redonda, confinada ao tema \u201cSistemas de Informa\u00e7\u00e3o em Enfermagem\u201d e moderada pela Enfermeira Moz Carrape. O Enfermeiro Paulo Cruchinho abordou o tema \u201cPlaneamento de Estrat\u00e9gias de SIE\u201d, o Enfermeiro Pedro Vivas a \u201cImplementa\u00e7\u00e3o da CIPE na Institui\u00e7\u00e3o\u201d e a Enfermeira Ana Pereira de Campos \u201cA utiliza\u00e7\u00e3o do SCD enquanto Instrumento de gest\u00e3o\u201d. Nesta Mesa Redonda pode-se perceber a import\u00e2ncia da exist\u00eancia de Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o para se descrever e perceber de forma mais clara a interven\u00e7\u00e3o da Enfermagem junto das pessoas doentes e suas fam\u00edlias, quais as metas estabelecidas e os fins definidos para as alcan\u00e7ar. Estes permitem desenvolver o Processo de Enfermagem de forma individualizada atrav\u00e9s da formula\u00e7\u00e3o de Diagn\u00f3sticos de Enfermagem e uma maior articula\u00e7\u00e3o com os recursos existentes na comunidade. Os SIE permitem ent\u00e3o, de forma resumida dar visibilidade ao campo de interven\u00e7\u00e3o de Enfermagem. A Implementa\u00e7\u00e3o da CIPE, ou seja de uma classifica\u00e7\u00e3o internacional que visa a descri\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica de Enfermagem e promove uma linguagem universal teve, como descreveu o Enfermeiro Pedro Vivas, como reac\u00e7\u00f5es iniciais o questionamento acerca do que \u00e9 que se tratava e, ap\u00f3s as forma\u00e7\u00f5es alguma in\u00e9rcia. Esta relacionada com as suas terminologias, com o facto de ser complicado de se entender e por se ter de passar mais tempo em frente ao computador. O sentimento de des\u00e2nimo face \u00e0 sua implementa\u00e7\u00e3o foi descrito pelo orador e sentido pelo mesmo, como um dos factores mais dificultadores e, a par desta dificuldade encontra-se ainda o facto de n\u00e3o conseguir imaginar como ser\u00e1 a sua aplica\u00e7\u00e3o inform\u00e1tica e a transmiss\u00e3o da import\u00e2ncia da CIPE. Por sua vez, a Enfermeira Ana Pereira de Campos apresentou a longa caminhada do SDCE que pretende identificar as necessidades de enfermeiros face \u00e0 necessidade de cuidados. Referiu, com aux\u00edlio de alguns gr\u00e1ficos que as necessidades de horas de cuidados t\u00eam vindo a aumentar e que, face a este aspecto a Direc\u00e7\u00e3o de Enfermagem tenta adequar a dota\u00e7\u00e3o de enfermeiros dos servi\u00e7os.<\/p>\n<p align=\"justify\">O primeiro dia de trabalhos termina com uma Sess\u00e3o de Comunica\u00e7\u00f5es Livres moderada pela Enfermeira Cristina Corria de Lacerda, onde s\u00e3o apresentados tr\u00eas temas distintos. O Enfermeiro Tiago Cunha, apresentou o tema \u201cAs tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o como metodologia de forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos Enfermeiros\u201d, onde apresentou algumas no\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e variad\u00edssimas p\u00e1ginas da Internet importantes para uma melhor rentabiliza\u00e7\u00e3o do tempo dos enfermeiros aquando da pesquisa dos mais diversos assuntos. Falou ainda, de forma sum\u00e1ria acerca da import\u00e2ncia e facilidade da utiliza\u00e7\u00e3o de smartphones e outros aparelhos port\u00e1teis como os PDA\u2019s para a pr\u00e1tica dos enfermeiros. O segundo trabalho, apresentado pela Enfermeira Filipa Baltazar, subordinado \u00e0 tem\u00e1tica \u201cA comunica\u00e7\u00e3o com o adolescente com doen\u00e7a oncol\u00f3gica em per\u00edodo de hospitaliza\u00e7\u00e3o\u201d teve como ponto de partida uma dificuldade pessoal. Esta oradora referiu que ap\u00f3s a comunica\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de uma doen\u00e7a oncol\u00f3gica a um adolescente d\u00e1-se um momento de enorme stress e aprendizagem na sua vida. Este v\u00ea alterados todos os seus h\u00e1bitos de vida, a sua imagem corporal, acontece uma separa\u00e7\u00e3o dos seus pares e uma grande perda de controlo, isto sem mencionar a dor. \u00c9 ent\u00e3o, necess\u00e1ria muita confian\u00e7a e disponibilidade na rela\u00e7\u00e3o com o adolescente para que este verbalize o que sente. Sente-se sozinho e incapaz de comunicar, no entanto, \u00e9 importante que o enfermeiro ultrapasse a sua relut\u00e2ncia em perguntar ao adolescente o que este quer e sente e, que ultrapasse acima de tudo, o medo de \u201cfalhar\u201d profissionalmente. O \u00faltimo trabalho apresentado, intitulado de \u201cComunicar para cuidar\u201d, abordou essencialmente a comunica\u00e7\u00e3o acerca dos aspectos da sexualidade e da altera\u00e7\u00e3o da imagem corporal perante os doentes masculinos ap\u00f3s uma Prostatectomia Radical. A Enfermeira Ana Sofia Barata enfatizou a import\u00e2ncia de orientar e explicar os riscos perante esta cirurgia, fazer ensinos orientados para a Alta e incentivar \u00e0 express\u00e3o de d\u00favidas e, aquando da mesma, a import\u00e2ncia de incentivar a continua\u00e7\u00e3o dos ensinos feitos durante o internamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">No dia 23, \u00e9 novamente retomada a ordem de trabalhos, come\u00e7ando com a Mesa Redonda \u201cInvestigar em Enfermagem\u201d onde se apresentaram trabalhos de investiga\u00e7\u00e3o abordando os mais vastos assuntos, moderada pela Professora Maria Jos\u00e9 Paix\u00e3o. O primeiro trabalho, apresentado pela Enfermeira Ana Albarrac\u00edn e intitulado \u201cFalando de morte com o doente oncol\u00f3gico em fase terminal: viv\u00eancias dos enfermeiros\u201d, trata objectivamente das quest\u00f5es saber ou n\u00e3o lidar com a morte enquanto enfermeiro e lidar com o doente em fase terminal. Atrav\u00e9s de uma entrevista a enfermeiros da Institui\u00e7\u00e3o, foram identificadas como dificuldades a pr\u00f3pria morte, a fam\u00edlia e enfrentar e o doente, a falta de prepara\u00e7\u00e3o, a afectividade e a verbaliza\u00e7\u00e3o da morte eminente. A oradora refere que apesar de tudo, o enfermeiro deve de consciencializar a pessoa da proximidade da sua morte de modo a proporcionar uma morte mais serena e tranquila e, ajudar a tratar dos seus \u00faltimos preparos. Conclui, referindo que a Rela\u00e7\u00e3o de Ajuda adquire um lugar de importante destaque, uma vez que s\u00f3 deste modo o enfermeiro pode ajudar o doente e a sua fam\u00edlia perante a morte. De seguida, a Enfermeira Elsa Wong apresentou o tema \u201cCuidar da sexualidade do doente submetido a TMO\u201d tendo iniciado a sua apresenta\u00e7\u00e3o por referir que este \u00e9 um tema de dif\u00edcil abordagem pelas contradi\u00e7\u00f5es e tabus a ele ligados. A doen\u00e7a oncol\u00f3gica e tamb\u00e9m a quimioterapia, afectam a express\u00e3o da sexualidade das pessoas, pelas altera\u00e7\u00f5es que estas provocam, como a alop\u00e9cia a diminui\u00e7\u00e3o de peso e a altera\u00e7\u00e3o da pigmenta\u00e7\u00e3o da pele. A oradora refere que bastante tempo ap\u00f3s a cirurgia, 70% das mulheres e 20% dos homens ainda experienciam problemas na express\u00e3o da sua sexualidade, cabendo ao enfermeiro orientar a pessoa e o seu parceiro para uma maior abertura e encaminh\u00e1-los se necess\u00e1rio para outros profissionais especializados para um melhor acompanhamento. Termina ent\u00e3o, referindo que \u00e9 real a necessidade de formar e formalizar interven\u00e7\u00f5es e ensinos com o doente de forma a minimizar este problema. O \u00faltimo trabalho desta Mesa Redonda foi apresentado pela Enfermeira V\u00e2nia Oliveira, que abordou a quest\u00e3o dos \u201cDireitos dos Doentes\u201d. Esta, realizou um estudo com o objectivo de conhecer a percep\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade e dos doentes acerca dos Direitos dos Doentes. Assim, com duas popula\u00e7\u00f5es, uma composta por m\u00e9dicos e enfermeiros e outra apenas por doentes constatou que a maioria dos profissionais conhece a Carta e os doentes desconhece a mesma; todos os profissionais de sa\u00fade valorizam a Carta e refere enunciar\/referir a mesma aos doentes, no entanto, os doentes referem que n\u00e3o ouviram falar da mesma; nem todos os doentes se sentem bem informados, conhecem o Livro Amarelo ou o Gabinete do Utente mas j\u00e1 fez reclama\u00e7\u00f5es ou pensou em faz\u00ea-lo. A oradora apresentou enquanto solu\u00e7\u00f5es, a divulga\u00e7\u00e3o aos doentes da exist\u00eancia da Carta dos Direitos dos doentes, sob forma de placas informativas e oralmente e, aos profissionais de sa\u00fade por meio de forma\u00e7\u00f5es em servi\u00e7o. Estas constata\u00e7\u00f5es geraram alguma discuss\u00e3o uma vez que foi afirmado por membros da Direc\u00e7\u00e3o de Enfermagem que h\u00e1 Cartas dos Direitos dos Doentes afixadas na Institui\u00e7\u00e3o e a mesma consta no Guia de Acolhimento da Institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">A segunda Mesa Redonda do dia, moderada pela Enfermeira Isabel Castanheira tratou do tema \u201cArticular para Continuar a Cuidar\u201d. O primeiro trabalho apresentado foi a jun\u00e7\u00e3o de tr\u00eas perspectivas de uma s\u00f3 cirurgia. Assim o trabalho \u201cPeritonectomia com quimioterapia: diferentes perspectivas\u201d foi apresentado pela Enfermeira Ana Godinho que nos trouxe a perspectiva do Bloco Operat\u00f3rio, pela Enfermeira Ana Raquel Palma com a perspectiva da Unidade e, pela Enfermeira Joana Caboz que apresentou a realidade do Servi\u00e7o de Internamento. A Enfermeira Ana Godinho contextualizou e descreveu a cirurgia, explicando o papel de cada enfermeiro presente no BO e terminou referindo que esta \u00e9 uma cirurgia de alto risco, de elevado custo e com internamentos geralmente prolongados, no entanto os resultados positivos com os doentes s\u00e3o um factor positivo na sua presta\u00e7\u00e3o de cuidados. Relativamente \u00e0 passagem destes doentes na Unidade, para al\u00e9m da descri\u00e7\u00e3o dos cuidados que a\u00ed s\u00e3o prestados, \u00e9 de salientar que a sua taxa de mortalidade \u00e9 de 33,3%. Quando chegam ao Servi\u00e7o de Internamento \u00e9 onde se acentua mais o apoio emocional aos doentes, uma vez que devido \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o, quando no BO e na Unidade, apenas \u00e9 dado apoio psicol\u00f3gico \u00e0s suas fam\u00edlias. Aqui \u00e9 tamb\u00e9m feita a promo\u00e7\u00e3o da autonomia e um follow-up dos doentes. As complica\u00e7\u00f5es s\u00e3o variadas, indo da desidrata\u00e7\u00e3o e desnutri\u00e7\u00e3o a \u00edleos paral\u00edticos e deisc\u00eancias das anastemoses. A Enfermeira Joana Caboz apontou tamb\u00e9m para um tempo m\u00e9dio de internamento destes doentes de 67 dias, tendo havido apenas 2 \u00f3bitos ap\u00f3s a alta. Para finalizar esta Mesa Redonda a Enfermeira Ana Cristina Ribeiro apresentou-nos o \u201cProtocolo de articula\u00e7\u00e3o Ginecologia\/ Hospital de Dia\/ radioterapia\u201d. Foi aqui apresentado o circuito que o doente percorre, dando-se \u00eanfase \u00e0 consulta de Enfermagem onde se mostram as instala\u00e7\u00f5es e, ap\u00f3s a consulta com o m\u00e9dico, se faz uma colheita de dados e se d\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es acerca da quimioterapia e seus efeitos secund\u00e1rios. \u00c9 tamb\u00e9m feito um follow-up por telefone pelo enfermeiro. A oradora apresentou os focos de Aten\u00e7\u00e3o da Pr\u00e1tica de Enfermagem o Medo, a Ansiedade, o Conhecimento n\u00e3o-demonstrado e aprendizagem de capacidades, enquanto focos presentes nestes doentes.<\/p>\n<p align=\"justify\">Terminada esta Mesa Redonda e ap\u00f3s a discuss\u00e3o, creio importante mencionar estas duas frases que me ficaram em mente e que far\u00e1 todo o sentido para quem cuida de doentes do foro Oncol\u00f3gico.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Um doente Oncol\u00f3gico \u00e9 um familiar.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cA busca da esperan\u00e7a pode ser a busca da realiza\u00e7\u00e3o do que ainda pode ser feito.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A terceira Mesa Redonda do dia tratou da realidade dos Cuidados Paliativos. Intitulada \u201cCuidados Paliativos, Que desafios?\u201d e moderada pelo Enfermeiro Miguel Fausto, esta mesa procurou o enriquecimento com a presta\u00e7\u00e3o de tr\u00eas realidades distintas, havendo a colabora\u00e7\u00e3o da Enfermeira Ana Rocha do IPO de Coimbra e da Enfermeira Margarida Alvarenga do IPO do Porto, para al\u00e9m da contribui\u00e7\u00e3o da Enfermeira Sandra Neves em representa\u00e7\u00e3o do IPO de Lisboa. Iniciaram-se as apresenta\u00e7\u00f5es pelo tema \u201cCuidados Paliativos Domicili\u00e1rios\u201d apresentado pela Enfermeira Sandra Neves onde foi dado grande \u00eanfase ao cuidador principal do doente, sendo este o \u201cperito nos cuidados \u00e0quele doente\u201d, pessoa que \u00e9 normalmente a sua base afectiva e, na maioria das vezes, \u00e9 mulher. Respons\u00e1veis por 80-90% dos cuidados prestados, a oradora refere que muitas das vezes estes cuidadores apresentam um aumento de stress com necessidade de recorrer a medica\u00e7\u00e3o antidepressiva. Perante a morte do seu ente querido, v\u00eaem-se ainda confrontados com sentimentos de frustra\u00e7\u00e3o, tristeza e at\u00e9 revolta. Esta responsabilidade tem um grande impacto na sa\u00fade f\u00edsica e emocional dos cuidadores. Mas nem tudo \u00e9 negativo, uma vez que 70% destes cuidadores refere sentimentos de felicidade ao cuidar dos seus entes queridos. Algo referido como fulcral pela Enfermeira Sandra Neves \u00e9 a presen\u00e7a da equipa multidisciplinar junto dos cuidadores dos doentes oncol\u00f3gicos, uma vez que lhes proporcionam apoio emocional e um sentimento de seguran\u00e7a. Ver a fam\u00edlia enquanto uma unidade, \u00e9 o que pretende demonstrar a Enfermeira Ana Rocha ao apresentar o seu trabalho \u201cA fam\u00edlia cuidada e cuidadora\u201d. \u00c9 percept\u00edvel que a not\u00edcia de uma doen\u00e7a oncol\u00f3gica num dos membros da fam\u00edlia se trata de um golpe violento para toda a unidade que \u00e9 a fam\u00edlia. Neste sentido, \u00e9 importante que a equipa multidisciplinar cuide de uma \u201cfam\u00edlia doente\u201d e n\u00e3o de um doente. Em 98% dos casos, os doentes comparecem acompanhados nas consultas e, em 33% dos casos os doentes s\u00e3o acompanhados nas 24 horas di\u00e1rias pela fam\u00edlia e, \u00e9 deste modo importante englob\u00e1-los na continuidade dos cuidados. Cuidar da fam\u00edlia, avaliando e intervindo nas suas necessidades e avaliando a estrutura familiar e as suas dificuldades torna-se crucial para um acompanhamento de qualidade. A apresenta\u00e7\u00e3o do tema \u201cO futuro dos Cuidados Paliativos: forma\u00e7\u00e3o dos enfermeiros\u201d a cuidado da Enfermeira Margarida Alvarenga vem remeter-nos para a necessidade de forma\u00e7\u00e3o dos enfermeiros nesta \u00e1rea. Esta necessidade nasce da cria\u00e7\u00e3o da Rede de Cuidados Paliativos, uma vez que s\u00e3o necess\u00e1rios conhecimentos cient\u00edficos e t\u00e9cnicos espec\u00edficos. De modo a garantir uma presta\u00e7\u00e3o de cuidados de qualidade, forma\u00e7\u00e3o a n\u00edvel pr\u00e9 e p\u00f3s graduado \u00e9 necess\u00e1rio, no entanto \u00e9 tamb\u00e9m necess\u00e1rio que certifica\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea seja dada.<\/p>\n<p align=\"justify\">A \u00faltima Mesa Redonda do segundo dia das Jornadas remeteu-se ao tema \u201cPreven\u00e7\u00e3o e Rastreio\u201d e deu a conhecer alguns dos projectos do IPOLFG que se encontram mais direccionados para a preven\u00e7\u00e3o. Moderada pelo Dr. Pedro Lage, esta mesa iniciou-se com o trabalho \u201cProjectos em Escolas\u201d apresentado pela Enfermeira S\u00edlvia Nunes. Esta mostrou-nos como o IPOLGF colabora com escolas de ensino b\u00e1sico ou secund\u00e1rio que procuram promover compet\u00eancias na \u00e1rea cientifica e\/ou da sa\u00fade. As escolas fazem ent\u00e3o um pedido de colabora\u00e7\u00e3o \u00e0 Institui\u00e7\u00e3o sendo posteriormente organizada uma visita organizada. Pode, no entanto deslocar-se o enfermeiro ou outro profissional (consoante a \u00e1rea a trabalhar) \u00e0 escola. A apresenta\u00e7\u00e3o do \u201cPapel do Enfermeiro na Consulta de Alto Risco\u201d ficou a cargo da Enfermeira Paula. A consulta existe desde 1994, tendo come\u00e7ado por acompanhar apenas casos de risco familiar de cancro de c\u00f3lon e recto e a partir de 2000 abrange tamb\u00e9m os casos de tumor de mama e ov\u00e1rio. Acompanha de momento 2 530 fam\u00edlias provenientes do IPOLGF, de outras Institui\u00e7\u00f5es ou que chegam \u00e0 consulta por meios pr\u00f3prios. O enfermeiro faz uma triagem da hist\u00f3ria familiar e posteriormente marca a primeira consulta se esta estiver indicada. Na consulta, s\u00e3o esclarecidas duvidas, s\u00e3o dadas informa\u00e7\u00f5es acerca do rastreio adequado e s\u00e3o feitos os ensinos para exames diagn\u00f3sticos. Quando o doente \u00e9 positivo para muta\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia \u00e9-lhe prestado apoio psicol\u00f3gico e validada a interioriza\u00e7\u00e3o do programa de rastreio. A Dra. Dina Matias veio apresentar-nos a \u201cConsulta de Cessa\u00e7\u00e3o Tab\u00e1gica\u201d. No IPOLGF esta consulta existe desde o ano de 2000 e \u00e9 composta por uma equipa multidisciplinar de 3 m\u00e9dicos, 1 psic\u00f3loga e 1 administrativa. Esta aposta por iniciar a sua abordagem pela educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade e preven\u00e7\u00e3o e, em ultima linha na cessa\u00e7\u00e3o e tratamento. A abordagem \u00e9 feita a n\u00edvel da presta\u00e7\u00e3o de apoio comportamental, motiva\u00e7\u00e3o, apoio farmac\u00eautico, apoio psicol\u00f3gico, acompanhamento e apoio nutricional. Em suma, a oradora refor\u00e7a que o cen\u00e1rio mais previs\u00edvel \u00e9 a reca\u00edda, no entanto, deve-se ter em conta a depend\u00eancia, os stresses a que a pessoa est\u00e1 submetida, os baixos n\u00edveis de auto-confian\u00e7a enquanto dificuldades e, deve-se ajudar a pessoa a levantar e a voltar a lutar. Esta Mesa encerra com a apresenta\u00e7\u00e3o \u201cMedidas simples evitam grandes Problemas\u201d elaborada pela Enfermeira Cristina Nunes e que nos leva a reflectir que por vezes pequenos actos como o t\u00e3o comentado lavar das m\u00e3os nos levam a prevenir infec\u00e7\u00f5es. A enfermeira trouxe-nos os resultados de um trabalho desenvolvido com os familiares de doentes de TMO. Por sentir que os familiares n\u00e3o adoptavam comportamentos adequados para a preven\u00e7\u00e3o das infec\u00e7\u00f5es, fez uma sess\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rico-pr\u00e1tica tendo verificado que ap\u00f3s a mesma, houve um aumento significativo, cerca de 37,5% para 81,25% na adop\u00e7\u00e3o de comportamentos adequados. Referiu ainda que todos os participantes acharam a realiza\u00e7\u00e3o destas sess\u00f5es muito importante.<\/p>\n<p align=\"justify\">No \u00faltimo dia das Jornadas, dia 24, foram iniciadas os trabalhos pela Mesa Redonda \u201cFeridas em Oncologia\u201d, moderada pela Dra. Ana Cl\u00e1udia Elias. \u201cRetrato da evolu\u00e7\u00e3o de um grupo\u201d, apresentado pela Enfermeira Sara Cordeiro reflecte a forma\u00e7\u00e3o de grupo multidisciplinar criado em 2003 composto por 27 enfermeiros e 1 farmac\u00eautica, com o objectivo de uniformizar o tratamento de \u00falceras de press\u00e3o e outras feridas. Em 2005 foi criado o Projecto \u201cFormar para cuidar\u201d que deu forma\u00e7\u00e3o, passou informa\u00e7\u00e3o e identificou as necessidades dos v\u00e1rios servi\u00e7os do Instituto. Posteriormente, em articula\u00e7\u00e3o com uma farmac\u00eautica e com o grupo de feridas come\u00e7ou a ser feito um acompanhamento dos casos de \u00falceras notificadas, que permitiu resolver ou tentar dar uma maior continuidade de tratamento \u00e0s feridas. Este grupo, mant\u00e9m forma\u00e7\u00f5es regulares, participa em investiga\u00e7\u00f5es e divulga os seus resultados na intranet da Institui\u00e7\u00e3o, na Internet e atrav\u00e9s de publica\u00e7\u00f5es. A Dra. L\u00edgia Ferreira, apresentou de seguida o trabalho \u201cPerspectiva M\u00e9dico-cir\u00fargica\u201d que nos remeteu para a import\u00e2ncia do trabalho multidisciplinar no cuidado de feridas oncol\u00f3gicas bem como a import\u00e2ncia do tratamento da doen\u00e7a de base ou do tratamento paliativo para a erradica\u00e7\u00e3o dessas feridas. A Enfermeira Sandra Martins, continuou esta mesa redonda, apresentando o seu trabalho \u201cFeridas em cirurgia oncol\u00f3gica: perspectiva da enfermagem\u201d, que foi de encontro ao trabalho apresentado pela Dra. L\u00edgia Ferreira. A oradora referiu que normalmente a ferida cir\u00fargica cicatriza bem mas por vezes, h\u00e1 cicatriza\u00e7\u00f5es mais complicadas. Neste sentido fez um estudo onde foram feitas forma\u00e7\u00f5es, incentivadas as discuss\u00f5es de casos e aplica\u00e7\u00e3o de medidas preventivas de \u00falceras de press\u00e3o mais eficazes. A oradora referiu no entanto que ainda devem ser melhorados alguns aspectos como ser criada uma folha uniformizada de registos e a exist\u00eancia de forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua nesta \u00e1rea. \u201cPreven\u00e7\u00e3o e tratamento de radiodermites\u201d foi o tema trazido pela Enfermeira Sandra Luz e que nos elucidou, atrav\u00e9s de um estudo de caso, que para cada grau de radiodermite deve ser aplicado um determinado tratamento, evitando sempre a utiliza\u00e7\u00e3o de pomadas met\u00e1licas (como o Halibut<sup>\u00ae<\/sup> ou iodopovidona pela presen\u00e7a de zinco). O \u00faltimo trabalho desta mesa redonda intitulado de \u201cFeridas Malignas: implementa\u00e7\u00e3o de um guia orientador\u201d, foi-nos apresentado pela Enfermeira Helena Vicente. As feridas malignas desenvolvem-se em 5-8% dos doentes oncol\u00f3gicos em final de vida. Por haver uma dificuldade na resposta relativamente aos cuidados do doente e da sua ferida, foi feito um estudo onde foram definidas metas de tratamento de feridas baseadas no m\u00e9todo TELLER. Foi elaborado um guia orientador para o tratamento local da ferida maligna, foi aplicado pelos enfermeiros intervenientes e feitas avalia\u00e7\u00f5es da sua utiliza\u00e7\u00e3o em dois momentos distintos. Para maior representatividade, este estudo deveria ter sido desenvolvido com uma amostra maior e com forma\u00e7\u00e3o\/informa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via \u00e0 sua aplica\u00e7\u00e3o, todavia, p\u00f4de-se concluir que \u00e9 importante a cria\u00e7\u00e3o de um protocolo de utiliza\u00e7\u00e3o de medica\u00e7\u00e3o de prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Experi\u00eancia Fora de Portas foi a ultima Mesa Redonda apresentada no dia e nas 5<sup>as<\/sup> Jornadas de Enfermagem Oncol\u00f3gicas. Esta mesa, moderada pela Enfermeira Ana Pereira de Campos, teve como objectivo mostrar como tr\u00eas enfermeiros desta Institui\u00e7\u00e3o, vivenciaram a sua estadia noutro pa\u00eds, integrados no Programa Hope-Exchange. Este, com a finalidade de dar a conhecer aos m\u00e9todos de Gest\u00e3o dos Sistemas de Sa\u00fade de outras realidades permitiu ao Enfermeiro Jos\u00e9 Santos nos falar sobre a sua experiencia na Gr\u00e9cia, \u00e0 Enfermeira Elsa Oliveira na Dinamarca e \u00e0s Enfermeiras Ana Helena Martins e Catarina Cabral em Espanha. De formas diferentes <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/mail.google.com\/mail\/?name=ccf32a38c42f1f28.jpg&amp;attid=0.1&amp;disp=vahi&amp;view=att&amp;th=11f875b4c8030180\" alt=\"\u00c9 poss\u00edvel que seu navegador n\u00e3o suporte a exibi\u00e7\u00e3o desta imagem.\" width=\"1\" height=\"1\" \/>todos nos presentearam com as suas diferentes estadias.<\/p>\n<p align=\"justify\">Antes de terminar e de serem encerradas as jornadas, ainda houve tempo de entregar pr\u00e9mios aos melhores trabalhos e\/ou posters entregues e apresentados nesta quinta edi\u00e7\u00e3o das jornadas. \u00c9 de salientar que em simult\u00e2neo com as apresenta\u00e7\u00f5es, podiam ser consultados os 23 posters seleccionados e expostos nas jornadas.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1088\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/image003.jpg\" alt=\"\" width=\"355\" height=\"266\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/image003.jpg 355w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/image003-300x225.jpg 300w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/image003-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/image003-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/image003-180x135.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/image003-238x178.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 355px) 100vw, 355px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">De grande riqueza em partilha de conhecimentos e saberes, estas jornadas foram um importante ponto de passagem para quem pretende cuidar com qualidade de doentes do foro oncol\u00f3gico e aprofundar os seus conhecimentos nesta \u00e1rea. Com igual qualidade ou ainda melhor, aguarda-se que para o ano o IPOLGF abra as suas portas para mais uma edi\u00e7\u00e3o destas jornadas.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Artigo Dor Oncol\u00f3gica: os cuidados de enfermagem, retirado da Revista da Sociedade Brasileira de Cancerologia n.\u00ba 7 publicado na p\u00e1gina da Web:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0http:\/\/www.rsbcancer.com.br\/rsbc\/7Suplemento.asp?nrev=N%C2%BA%C2%A07<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A busca da esperan\u00e7a pode ser a busca da realiza\u00e7\u00e3o do que ainda pode ser feito.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1086,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[597,598,264,124,599],"class_list":["post-1089","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estive-la","tag-abordagens","tag-incidencia","tag-oncologia","tag-prevencao","tag-rastreio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1089"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1089\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2629,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1089\/revisions\/2629"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1086"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}