{"id":1072,"date":"2009-02-04T15:16:52","date_gmt":"2009-02-04T15:16:52","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/as-motivacoes-dos-alunos-no-ingresso-ao-curso-superior-de-enfermagem\/"},"modified":"2021-05-04T09:45:54","modified_gmt":"2021-05-04T09:45:54","slug":"as-motivacoes-dos-alunos-no-ingresso-ao-curso-superior-de-enfermagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/as-motivacoes-dos-alunos-no-ingresso-ao-curso-superior-de-enfermagem\/","title":{"rendered":"As Motiva\u00e7\u00f5es dos Alunos no Ingresso ao Curso Superior de Enfermagem"},"content":{"rendered":"<p>Na \u00e1rea da enfermagem, os estudos relativos \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o s\u00e3o ainda muito restritos, sendo esta uma \u00e1rea do saber que carece claramente de investiga\u00e7\u00f5es posteriores no seio da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A possibilidade de obten\u00e7\u00e3o do primeiro emprego, o estatuto social do enfermeiro, assim como as caracter\u00edsticas laborais da profiss\u00e3o s\u00e3o factores de motiva\u00e7\u00e3o importantes para o ingresso no curso de enfermagem, sendo a rela\u00e7\u00e3o que se desenvolve entre enfermeiro e utente \u00e9 igualmente determinante na motiva\u00e7\u00e3o dos alunos.<\/p>\n<h4 style=\"font-size: 11px;\" align=\"justify\"><strong>T\u00edtulo<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">AS MOTIVA\u00c7\u00d5ES DOS ALUNOS NO INGRESSO AO CURSO SUPERIOR DE ENFERMAGEM<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Student Motivation to apply for nursing schools<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em>Nursing n\u00ba 241<\/em><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">\n<h4 style=\"font-size: 11px;\" align=\"justify\"><strong>Autores<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Telma Filipa Cabrita Palma<\/strong><\/p>\n<p>Enfermeira de n\u00edvel I<\/p>\n<p><strong>Hugo Jo\u00e3o Fernandes Amaro<\/strong><\/p>\n<p>Enfermeiro de N\u00edvel I<\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 um conjunto de for\u00e7as internas que mobiliza o indiv\u00edduo para atingir um dado objectivo como resposta a um estado de necessidade, car\u00eancia ou desequil\u00edbrio.<\/p>\n<p align=\"justify\">A palavra motiva\u00e7\u00e3o vem do latim movere, que significa \u201cmover\u201d. Entende-se por motiva\u00e7\u00e3o tudo aquilo que \u00e9 suscept\u00edvel de mover o indiv\u00edduo, de o levar a agir para atingir algo (o objectivo) e de lhe produzir um comportamento orientado.<\/p>\n<p align=\"justify\">O estudo que aqui se apresenta pretende compreender a motiva\u00e7\u00e3o dos alunos no ingresso ao curso superior de Enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">A amostra \u00e9 constitu\u00edda por 40 alunos do 1\u00ba ano de Licenciatura em Enfermagem, da Escola de Sa\u00fade Jean Piaget\/Algarve. Foi elaborado um estudo n\u00e3o experimental, explorat\u00f3rio, descritivo e transversal baseado numa metodologia quantitativa, tendo sido utilizado um question\u00e1rio como m\u00e9todo de recolha de dados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os resultados obtidos revelam uma motiva\u00e7\u00e3o elevada nos alunos que ingressaram no curso superior de Enfermagem. A possibilidade de obten\u00e7\u00e3o do primeiro emprego, o estatuto social do enfermeiro, assim como as caracter\u00edsticas laborais da profiss\u00e3o s\u00e3o factores de motiva\u00e7\u00e3o importantes para o ingresso no curso de enfermagem, sendo a rela\u00e7\u00e3o que se desenvolve entre enfermeiro e utente \u00e9 igualmente determinante na motiva\u00e7\u00e3o dos alunos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>ABSTRACT<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Motivation is a set of internal forces that mobilize the individual to achieve a certain goal as an answer to a need, yearn or imbalance.<\/p>\n<p align=\"justify\">The word motivation derives from the Latin \u201cmovere\u201d, which means \u201cto move\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Motivation can be understood as what makes the individual move on in order to achieve something (goal) as well as to produce a guided performance.<\/p>\n<p align=\"justify\">This study aims mainly at contributing to an understanding of the motivation that led students to ingress on a Nursing degree.<\/p>\n<p align=\"justify\">The sample was constituted by 40 students attending the first year of the Nursing school Escola de Sa\u00fade Jean Piaget, in the Algarve. A non-experimental, exploratory, descriptive and cross-sectional study was carried out, based on a quantitative methodology, using a questionnaire as the instrument for data collection.<\/p>\n<p align=\"justify\">The results obtained indicated that the students who had started the nursing degree were highly motivated. The possibility of getting a job, the social status as well as the job\u2019s own characteristics are important sources of motivation for the students. The relationship that develops between nurse and patient also plays a determining role in the students\u2019 motivation.\n<\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">O ingresso no ensino superior faz parte da ambi\u00e7\u00e3o da grande maioria dos alunos que finaliza o 12\u00ba ano de escolaridade. Inserido num projecto de vida mais ou menos consciente e estruturado, os alunos s\u00e3o confrontados com a necessidade de procederem \u00e0 escolha de uma \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica, com vista a uma profiss\u00e3o futura. Neste sentido, assistimos, nos \u00faltimos anos, a uma procura crescente pelo curso superior de Enfermagem por parte dos candidatos ao ensino superior, procura esta que concomitantemente com o n\u00famero reduzido de profissionais de enfermagem dispon\u00edveis para a presta\u00e7\u00e3o de cuidados de sa\u00fade \u00e0s popula\u00e7\u00f5es, fez com que o curso de Enfermagem fosse um fen\u00f3meno \u00edmpar na sociedade portuguesa em geral e na cient\u00edfica em particular. O aumento da oferta formativa dispon\u00edvel, por parte de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, correspondeu \u00e0s expectativas de muitos estudantes que procuram fazer da Enfermagem um projecto de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 nesta conjuntura que surge esta investiga\u00e7\u00e3o que, baseada nos pressupostos anteriormente referidos, pretende n\u00e3o s\u00f3 efectuar uma abordagem conceptual pertinente dos fen\u00f3menos que motivam os alunos a ingressar no curso superior de Enfermagem, mas tamb\u00e9m servir de elemento reflectivo baseado numa vertente cr\u00edtica construtiva relativamente aos diferentes aspectos da motiva\u00e7\u00e3o humana. Neste caso particular, avali\u00e1mos a express\u00e3o dessa motiva\u00e7\u00e3o nas escolhas dos alunos que ingressam no curso superior de Enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">Frequentemente, pensar em motiva\u00e7\u00f5es significa pensar nas explica\u00e7\u00f5es das varia\u00e7\u00f5es do comportamento humano, no sentido da sua compreens\u00e3o. Os comportamentos t\u00eam origem numa for\u00e7a interior que predisp\u00f5e ao desenvolvimento de uma ac\u00e7\u00e3o com vista a atingir um determinado objectivo. Na \u00f3ptica de Anjos e Monge (1991), a motiva\u00e7\u00e3o ser\u00e1 um conjunto de for\u00e7as que mobilizam e orientam a ac\u00e7\u00e3o de um organismo em direc\u00e7\u00e3o a determinados objectivos.<\/p>\n<p align=\"justify\">A motiva\u00e7\u00e3o em termos conceptuais pressup\u00f5e um ciclo motivacional que consiste num circuito atrav\u00e9s do qual uma determinada ac\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a um objectivo espec\u00edfico, sendo que este ciclo se inicia com a exist\u00eancia de um motivo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por motivo entende-se o estado do organismo atrav\u00e9s do qual a energia corporal \u00e9 mobilizada e dirigida a determinados elementos espec\u00edficos do meio, sendo que a raz\u00e3o desempenha um papel determinante, na medida em que \u00e9 a raz\u00e3o que induz o organismo a adoptar determinada ac\u00e7\u00e3o. O motivo \u00e9 constitu\u00eddo por duas componentes: a necessidade e o impulso (Chiavenato, 1998; Ferreira, 1997).<\/p>\n<p align=\"justify\">O motivo resulta, pois, do sentimento de necessidade que emerge do indiv\u00edduo, ou seja decorre de um estado de car\u00eancia fisiol\u00f3gica ou psicol\u00f3gica determinando a origem do impulso. Este \u00e9 o processo interior atrav\u00e9s do qual o indiv\u00edduo \u00e9 induzido a agir, ou, por outro lado, o conjunto de comportamentos que permitem atingir um determinado objectivo previamente estabelecido, terminando quando a meta, ou objectivo, \u00e9 alcan\u00e7ado. S\u00f3 com a satisfa\u00e7\u00e3o da necessidade em causa \u00e9 que o motivo deixa de orientar o comportamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">As capacidades f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas do ser humano e a sua consequente utiliza\u00e7\u00e3o dependem significativamente das motiva\u00e7\u00f5es presentes em determinadas alturas, em que factores como os desejos, apetites, car\u00eancias, ambi\u00e7\u00f5es, \u00f3dio e medos, representam uma vertente importante na compreens\u00e3o do desempenho de cada indiv\u00edduo, na medida em que a motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 um aspecto condicionador do agir. Isto porque o d\u00e9fice interno (necessidade) empurra a pessoa para a ac\u00e7\u00e3o (impulso), aproximando-a ou afastando-a de uma meta espec\u00edfica (Chiavenato, 1998; Jesus, 1996).<\/p>\n<p align=\"justify\">Os estudos relativos \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o assumem diferentes perspectivas. Os investigadores t\u00eam procurado compreender o objecto de motiva\u00e7\u00e3o dos seres humanos de acordo com diferentes abordagens conceptuais, dando origem a diferentes teorias explicativas do fen\u00f3meno em causa. Salientam-se a este n\u00edvel as teorias cl\u00e1ssicas, tais como a teoria da Hierarquia das Motiva\u00e7\u00f5es de Abraham Maslow (1954), tamb\u00e9m conhecida pela pir\u00e2mide de Maslow. De acordo com este psic\u00f3logo, fundador da psicologia humanista, o indiv\u00edduo passa das necessidades b\u00e1sicas ou fisiol\u00f3gicas, a necessidades hierarquicamente superiores de natureza cognitiva ou est\u00e9tica (Marquis &amp; Huston, 1999).<\/p>\n<p align=\"justify\">Nesta medida, o psic\u00f3logo estabelece uma estrutura hier\u00e1rquica das necessidades, tendo por base o pressuposto de que se uma determinada necessidade n\u00e3o \u00e9 satisfeita torna-se imposs\u00edvel ao indiv\u00edduo satisfazer outra necessidade hierarquicamente superior. Maslow aplicou esta ideia a todas as actividades da vida humana, afirmando igualmente que todos os indiv\u00edduos aspiram \u00e0 auto-realiza\u00e7\u00e3o plena das suas potencialidades, sendo esta a necessidade hierarquicamente mais elevada da pir\u00e2mide por si elaborada. Na base da pir\u00e2mide situam-se as necessidades fisiol\u00f3gicas (que incluem as necessidades de ar, \u00e1gua, alimentos, entre outras necessidades essenciais \u00e0 sobreviv\u00eancia), seguidamente as necessidades de seguran\u00e7a (que incluem a seguran\u00e7a e a protec\u00e7\u00e3o de danos f\u00edsicos e emocionais), as necessidades sociais (que incluem o desejo de perten\u00e7a, de amizade e de aceita\u00e7\u00e3o no grupo social), as necessidades de auto-estima (que incluem factores internos, tais como a autoconfian\u00e7a, a autonomia, realiza\u00e7\u00e3o pessoal e profissional, reconhecimento social, prest\u00edgio e a aten\u00e7\u00e3o por parte dos outros), e, tal como referimos anteriormente, as necessidades de auto-realiza\u00e7\u00e3o (que incluem as necessidades de crescimento e de realiza\u00e7\u00e3o pessoal).<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma teoria conceptualmente importante e amplamente aceite pela comunidade cient\u00edfica \u00e9 a teoria Higi\u00e9nica ou Dois Factores de Herzberg (1959), em que o investigador procurou as fontes de motiva\u00e7\u00e3o directamente relacionadas com a realiza\u00e7\u00e3o do trabalho. Segundo este, \u00e0 medida que as pessoas crescem e se desenvolvem, ganham maturidade, adquirem experi\u00eancia pessoal e passam a atribuir maior relevo a factores como a auto-estima e a auto-realiza\u00e7\u00e3o. A motiva\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo relativamente \u00e0 sua actividade profissional depende de dois tipos de factores, cada um deles ligado a um tipo de necessidades, a que Herzberg designou de Factores Higi\u00e9nicos (ou de Insatisfa\u00e7\u00e3o), e os Factores Motivacionais (ou de Satisfa\u00e7\u00e3o). Os factores de Higiene referem-se \u00e0 insatisfa\u00e7\u00e3o que o indiv\u00edduo sente relativamente \u00e0 sua actividade profissional, fazendo com que centralize a sua aten\u00e7\u00e3o e energia nos factores existentes no ambiente, tais como a administra\u00e7\u00e3o e a supervis\u00e3o, as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, o dinheiro e a estabilidade profissional. Por outro lado, os factores motivacionais representam as fontes de satisfa\u00e7\u00e3o profissional que se manifestam em sentimentos de realiza\u00e7\u00e3o, crescimento profissional e reconhecimento, conceptualizando-se num aumento da capacidade global de produ\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo (Marquis &amp; Huston, 1999; Ferreira, 1997).<\/p>\n<p align=\"justify\">Igualmente pertinente \u00e9 a teoria das expectativas proposta por Victor Vroom em 1964 tratando-se de uma teoria cognitivista de expectativa-valor amplamente aceite. Esta teoria pressup\u00f5e que compete a cada indiv\u00edduo determinar o esfor\u00e7o que deve despender de forma a poder atingir os objectivos a que se prop\u00f5e no decurso da sua actividade profissional. Na \u00f3ptica de Vroom, a for\u00e7a que um indiv\u00edduo incute no alcance dos seus objectivos, \u00e9 directamente proporcional \u00e0 expectativa que possui para atingir esse mesmo objectivo, bem como o grau de import\u00e2ncia que esse objectivo possui para o pr\u00f3prio indiv\u00edduo. Isto implica que um trabalhador s\u00f3 se encontrar\u00e1 altamente motivado para desempenhar uma determinada tarefa, mediante a sua expectativa que o esfor\u00e7o que ir\u00e1 despender, ser\u00e1 recompensado (ex. aumento salarial), estas recompensas ir\u00e3o por sua vez influenciar directamente o grau de satisfa\u00e7\u00e3o profissional desse mesmo trabalhador. Jesus (1996) refere que para formular a sua teoria, Vroom baseou-se em tr\u00eas tipos de rela\u00e7\u00f5es, a rela\u00e7\u00e3o esfor\u00e7o\/desempenho, que traduz a import\u00e2ncia que um resultado possui para um determinado indiv\u00edduo mediante o esfor\u00e7o que ter\u00e1 que despender para o atingir, a rela\u00e7\u00e3o desempenho\/recompensa, que se refere ao grau em que o indiv\u00edduo acredita que determinado desempenho adoptado por si, poder\u00e1 conduzir \u00e0 obten\u00e7\u00e3o do resultado desejado, e, por \u00faltimo, a rela\u00e7\u00e3o recompensa\/objectivos pessoais, que traduz o grau com que o indiv\u00edduo percepciona as recompensas organizacionais como atractivas, no sentido de satisfazer as suas necessidades ou objectivos pessoais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um estudo comparativo efectuado por Greg\u00f3rio (2005), em que a investigadora utilizou dois grupos amostrais, sendo um constitu\u00eddo por alunos de enfermagem e outro por alunos de psicologia, permitiu \u00e0 investigadora verificar que relativamente \u00e0s facetas da motiva\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se verificou existirem diferen\u00e7as estatisticamente significativas entre os grupos amostrais. Todavia, verificou-se que a rela\u00e7\u00e3o de ajuda apresentava uma correla\u00e7\u00e3o estatisticamente significativa e positiva como factor para a escolha profissional, quando correlacionada com o desempenho dos alunos. Das m\u00e9dias obtidas no estudo para as quatro dimens\u00f5es da motiva\u00e7\u00e3o utilizadas pela investigadora respectivamente, a rela\u00e7\u00e3o de ajuda, as caracter\u00edsticas laborais, a auto-realiza\u00e7\u00e3o e a auto-efic\u00e1cia, as m\u00e9dias mais elevadas foram obtidas na dimens\u00e3o \u201crela\u00e7\u00e3o de ajuda\u201d (avaliada numa escala de cinco op\u00e7\u00f5es) com um valor m\u00e9dio de 4,47, e na dimens\u00e3o auto-realiza\u00e7\u00e3o (avaliada numa escala de seis op\u00e7\u00f5es) com um valor m\u00e9dio de 5,46, permitindo verificar que as duas dimens\u00f5es referidas anteriormente contribuem significativamente para a motiva\u00e7\u00e3o ao ingresso no curso, pelos alunos de enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4><strong>METODOLOGIA\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p><strong>OBJECTIVO<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O objectivo central desta investiga\u00e7\u00e3o consiste em compreender os factores de motiva\u00e7\u00e3o que influenciam os estudantes a escolherem o curso de enfermagem como forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p><strong>AMOSTRA E PROCEDIMENTOS<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Este estudo de investiga\u00e7\u00e3o foi realizado tendo por base uma popula\u00e7\u00e3o constitu\u00edda por 72 alunos do 1\u00ba ano de licenciatura em Enfermagem, da Escola Superior de Sa\u00fade Jean Piaget, Algarve. O motivo de escolha desta turma prende-se com o facto de se tratar da turma mais recente a ingressar no ensino superior nesta institui\u00e7\u00e3o de ensino, nomeadamente no curso de Enfermagem. Este fen\u00f3meno \u00e9 particularmente importante para a problem\u00e1tica em causa, na medida em que os alunos n\u00e3o possuem ainda a no\u00e7\u00e3o concreta das tem\u00e1ticas abordadas ao longo do curso, o que permite n\u00e3o influenciar as motiva\u00e7\u00f5es e escolhas pessoais para o estudo da \u00e1rea cient\u00edfica em causa, podendo este factor n\u00e3o se verificar com turmas de anos superiores (2\u00ba, 3\u00ba ou 4\u00ba ano de ensino), e pelo facto de terem sido os alunos que se candidataram mais recentemente ao ensino superior.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1069\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/a01.gif\" alt=\"\" width=\"396\" height=\"220\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1070\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/a02.gif\" alt=\"\" width=\"428\" height=\"244\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1071\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/a03.gif\" alt=\"\" width=\"492\" height=\"252\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A amostra inicial era constitu\u00edda por 50 alunos do 1\u00ba ano de licenciatura, tendo ficado, posteriormente, reduzida a 40 sujeitos de estudo, na medida em que 10 dos question\u00e1rios recolhidos foram rejeitados por n\u00e3o se encontrarem correctamente preenchidos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nesta medida, utiliz\u00e1mos a t\u00e9cnica de amostragem por conveni\u00eancia como m\u00e9todo de selec\u00e7\u00e3o da amostra a utilizar no nosso estudo (Hill &amp; Hill, 2002).<\/p>\n<p align=\"justify\">A amostra foi constitu\u00edda por 40 alunos do 1\u00ba ano de licenciatura em Enfermagem, com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos, sendo que a m\u00e9dia de idades \u00e9 de 21 anos; a grande maioria (85%) dos sujeitos de estudo \u00e9 do g\u00e9nero feminino, enquanto 15% s\u00e3o do g\u00e9nero masculino (ver gr\u00e1fico 1). Relativamente \u00e0 nacionalidade, 92,5% \u00e9 de nacionalidade portuguesa, enquanto 7,5% possui outra nacionalidade. No que concerne aos de locais de origem, 57,5% dos sujeitos de estudo s\u00e3o origin\u00e1rios do distrito de Faro, 15% do distrito de Beja, 7,5% da regi\u00e3o aut\u00f3noma da Madeira, enquanto 2,5% \u00e9 origin\u00e1ria de outros distritos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Verificou-se ainda que 65% dos sujeitos do estudo candidatou-se somente uma vez ao ensino superior, 27,5% candidatou-se duas vezes e apenas 7,5% efectuou tr\u00eas ou mais candidaturas as ensino superior, conforme se pode observar no gr\u00e1fico 2. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 frequ\u00eancia de outros cursos superiores, 70% refere nunca se ter inscrito ou frequentado anteriormente outro curso do ensino superior, enquanto que 30% dos sujeitos de estudo referiram j\u00e1 ter frequentado anteriormente outros cursos superiores. Somente 17,5% dos sujeitos de estudo admite poder vir candidatar-se a outro curso, enquanto que a grande maioria (82,5%) n\u00e3o admite poder vir a candidatar-se a outro curso superior.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p><strong>INSTRUMENTOS DE PESQUISA<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O instrumento de colheita de dados utilizado foi o question\u00e1rio, por considerarmos ser o instrumento que melhor se adequava \u00e0 metodologia utilizada, aos objectivos da problem\u00e1tica em estudo, assim como por se tratar de um m\u00e9todo de recolha de dados que fornece maiores garantias em termos do bin\u00f3mio tempo\/qualidade da informa\u00e7\u00e3o recolhida.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nesta conjuntura, a utiliza\u00e7\u00e3o do question\u00e1rio como m\u00e9todo de recolha de dados, al\u00e9m do referido anteriormente, facilita a obten\u00e7\u00e3o de respostas mais r\u00e1pidas e concisas, permitindo aos sujeitos de estudo responderem ao mesmo de forma mais sincera e honesta poss\u00edvel, uma vez que o anonimato e a confidencialidade das respostas fornecidas encontravam-se previamente garantidos (Hill &amp; Hill, 2002).<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim sendo, foi elaborado um question\u00e1rio constitu\u00eddo por duas partes, sendo a primeira parte constitu\u00edda por uma quest\u00e3o aberta de natureza s\u00f3cio-demogr\u00e1fica que pretendia avaliar a idade, e por tr\u00eas quest\u00f5es fechadas que pretendiam avaliar o g\u00e9nero, nacionalidade e a naturalidade. A primeira parte do question\u00e1rio foi igualmente constitu\u00edda por quatro quest\u00f5es de natureza acad\u00e9mica, que pretendiam avaliar o n\u00famero de candidaturas ao ensino superior, a inscri\u00e7\u00e3o anterior em outros cursos superiores, a possibilidade de se candidatar a outro curso superior, assim como o facto de ter tido empregos anteriores na \u00e1rea da sa\u00fade. Seguidamente, foram elaboradas nove quest\u00f5es fechadas relativas \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o para o ingresso no curso superior de enfermagem, que se relacionavam com poss\u00edveis experi\u00eancias anteriores, com a influ\u00eancia dos pais, com a influ\u00eancia dos amigos ou outras pessoas significativas, com a nota de ingresso obtida, com o estatuto profissional do enfermeiro, com a remunera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica a auferir, com o facto de o curso possuir, actualmente, o grau acad\u00e9mico de licenciatura, com a possibilidade de obten\u00e7\u00e3o do primeiro emprego e ainda com a rela\u00e7\u00e3o que se estabelece entre enfermeiro e doente.<\/p>\n<p align=\"justify\">A segunda parte do instrumento de colheita de dados \u00e9 constitu\u00edda por uma escala do tipo Likert que pretende avaliar a motiva\u00e7\u00e3o dos alunos para o curso superior, sendo a mesma constitu\u00edda por duas sub-escalas.<\/p>\n<p align=\"justify\">A primeira sub-escala \u00e9 constitu\u00edda por dez itens com cinco op\u00e7\u00f5es de resposta relativas \u00e0s dimens\u00f5es \u201cRela\u00e7\u00e3o de Ajuda\u201d e \u00e0s \u201cCaracter\u00edsticas Laborais\u201d, na qual o sujeito de estudo deve assinalar a op\u00e7\u00e3o que melhor corresponde ao grau de import\u00e2ncia em que cada item contribuiu para motiva\u00e7\u00e3o, variando entre o \u201cNenhuma\u201d e o \u201cMuita\u201d. A dimens\u00e3o \u201cRela\u00e7\u00e3o de Ajuda\u201d \u00e9 constitu\u00edda pelos itens de 1 a 4, enquanto que a dimens\u00e3o \u201cCaracter\u00edsticas Laborais\u201d \u00e9 constitu\u00edda pelos itens de 5 a 10.<\/p>\n<p align=\"justify\">A segunda sub-escala constituinte da escala de avalia\u00e7\u00e3o da motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 constitu\u00edda por cinco itens relativos \u00e0s dimens\u00f5es \u201cAuto \u2013 Realiza\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cAuto \u2013 Efic\u00e1cia\u201d com seis op\u00e7\u00f5es de resposta, que traduzem o n\u00edvel de concord\u00e2ncia em que o sujeito de estudo se posiciona relativamente aos itens apresentados, variando entre o \u201cDiscordo Totalmente\u201d e o \u201cConcordo Plenamente\u201d. A dimens\u00e3o \u201cAuto \u2013 Realiza\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 constitu\u00edda pelos itens 11 e 12, enquanto que a dimens\u00e3o \u201cAuto \u2013 Efic\u00e1cia\u201d \u00e9 constitu\u00edda pelos itens 13, 14 e 15.<\/p>\n<p align=\"justify\">A escala de avalia\u00e7\u00e3o da motiva\u00e7\u00e3o dos alunos para o curso superior utilizada no nosso estudo resulta de uma adapta\u00e7\u00e3o efectuada por Greg\u00f3rio (2005) a partir da Teacher Efficacy Scale (1983), do Intrinsic Motivation Questionnaire de Lawler e Hall (1970), assim como de uma vers\u00e3o reduzida da escala de motiva\u00e7\u00e3o elaborada por Gibson e Dembo, formulada a partir da adapta\u00e7\u00e3o portuguesa de Neto, Barros e Barros (1991). A an\u00e1lise factorial efectuada pela investigadora permitiu obter uma solu\u00e7\u00e3o de quatro factores, tendo sido encontrado para a dimens\u00e3o \u201cRela\u00e7\u00e3o de ajuda\u201d um valor alpha de 0,65, para a dimens\u00e3o \u201cCaracter\u00edsticas laborais\u201d um valor alpha de 0,79, para a dimens\u00e3o \u201cAuto-realiza\u00e7\u00e3o\u201d 0,67 e para a dimens\u00e3o \u201cAuto-efic\u00e1cia\u201d um valor alpha de 0,74.<\/p>\n<p align=\"justify\">No que concerne ao nosso estudo, foram seleccionados os itens que apresentavam um valor de correla\u00e7\u00e3o item-total superior a 0.3, tendo sido poss\u00edvel verificar que todos os itens sujeitos a an\u00e1lise apresentavam uma correla\u00e7\u00e3o item-total superior ao pretendido. Posteriormente, foi aplicada a t\u00e9cnica estat\u00edstica conhecida por alpha de Cronbach, pois este m\u00e9todo \u00e9 o mais adequado para analisar escalas do tipo Likert, permitindo verificar o grau de homogeneidade entre as respostas dadas e os v\u00e1rios itens que constituem a escala (Pestana &amp; Gageiro, 2003). Neste sentido, Hill &amp; Hill (2002), referem que um valor de alpha maior ou igual a 0.7 \u00e9 razo\u00e1vel, considerando um valor abaixo ou igual de 0.6 como inaceit\u00e1vel.<\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente \u00e0 dimens\u00e3o \u201cRela\u00e7\u00e3o de Ajuda\u201d foi encontrado um valor alpha de Cronbach de 0,83, bem como para a dimens\u00e3o \u201cCaracter\u00edsticas Laborais\u201d. No que concerne \u00e0s dimens\u00f5es \u201cAuto \u2013 Realiza\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cAuto \u2013 Efic\u00e1cia\u201d os valores encontrados foram respectivamente 0,70 e 0, 88 o que de acordo com Pestana e Gagueiro (2003) e Hill e Hill (2002), representa um valor alpha considerado como bom.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4><strong>APRESENTA\u00c7\u00c3O DOS RESULTADOS<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Para se proceder \u00e0 an\u00e1lise estat\u00edstica dos dados colhidos, foram utilizadas estat\u00edsticas descritivas, tais como m\u00e9dia, desvio padr\u00e3o, valor m\u00ednimo e m\u00e1ximo.<\/p>\n<p align=\"justify\">No que concerne \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre os factores de motiva\u00e7\u00e3o para o ingresso no curso superior de enfermagem e experi\u00eancias anteriores, 60% dos sujeitos de estudo referem que este aspecto foi muito relevante para a sua motiva\u00e7\u00e3o no ingresso no curso. Relativamente \u00e0 poss\u00edvel influ\u00eancia dos pais na motiva\u00e7\u00e3o para o ingresso no curso superior de enfermagem, 35% refere que este aspecto foi muito relevante para a escolha do curso, enquanto que a maioria dos sujeitos de estudo (65%) refere que este aspecto foi pouco ou nada relevante para a sua motiva\u00e7\u00e3o. A poss\u00edvel influ\u00eancia dos amigos na motiva\u00e7\u00e3o para o ingresso no curso superior de enfermagem foi igualmente um aspecto analisado, em que 62,5% dos sujeitos de estudo refere que este aspecto foi pouco ou nada relevante, todavia relativamente \u00e0 nota obtida no ensino secund\u00e1rio, 50% dos sujeitos de estudo considerou que este aspecto contribuiu de forma muito relevante para a sua motiva\u00e7\u00e3o ao ingresso no curso superior de enfermagem (ver gr\u00e1fico 3). Igualmente pertinente foi o facto de 60% dos sujeitos de estudo terem referido que o estatuto social do enfermeiro foi um aspecto muito relevante para a sua motiva\u00e7\u00e3o ao ingresso no curso superior de enfermagem, enquanto que 55% dos sujeitos de estudo referem que o facto do curso de enfermagem ser actualmente um curso de licenciatura foi um factor de motiva\u00e7\u00e3o muito relevante para a sua escolha da profiss\u00e3o como futuro profissional. A possibilidade de obten\u00e7\u00e3o do primeiro emprego foi para 80% dos sujeitos de estudo um factor de motiva\u00e7\u00e3o muito relevante e, igualmente pertinente, foi o facto de 92,5% dos sujeitos de estudo ter referido que a rela\u00e7\u00e3o que se estabelece entre enfermeiros e utentes ter sido um factor de motiva\u00e7\u00e3o muito relevante na escolha que efectuaram pelo curso de enfermagem como projecto profissional (ver gr\u00e1fico 3).<\/p>\n<p align=\"justify\">Relativamente ao instrumento de avalia\u00e7\u00e3o da motiva\u00e7\u00e3o, as an\u00e1lises estat\u00edsticas efectuadas permitiram-nos verificar que na dimens\u00e3o \u201cRela\u00e7\u00e3o de ajuda\u201d foi encontrado um valor m\u00e9dio de 4,69 e para a dimens\u00e3o \u201cCaracter\u00edsticas Laborais\u201d foi encontrado um valor m\u00e9dio de 4,39. Na dimens\u00e3o \u201cAuto \u2013 Realiza\u00e7\u00e3o\u201d foi obtido um valor m\u00e9dio de 5,71 enquanto que na dimens\u00e3o \u201cAuto \u2013 Efic\u00e1cia\u201d o valor obtido foi de 5,03.<\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>DISCUSS\u00c3O E CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A motiva\u00e7\u00e3o humana \u00e9 uma tem\u00e1tica de amplo interesse e, desde sempre, tem atra\u00eddo a aten\u00e7\u00e3o de investigadores e comunidade cient\u00edfica, que procuram, atrav\u00e9s investiga\u00e7\u00f5es e teorias de natureza cient\u00edfica, compreender aquilo que motiva os seres humanos a adoptar determinado tipo de comportamento. Embora ainda represente uma tem\u00e1tica que carece de estudos cient\u00edficos, a motiva\u00e7\u00e3o, muito devido a investigadores comportamentais, foi alvo de um crescimento cient\u00edfico significativo na \u00e1rea do saber, o que permitiu compreender de forma mais pertinente e profunda o comportamento humano.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na \u00e1rea da enfermagem, os estudos relativos \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o s\u00e3o ainda muito restritos, sendo esta uma \u00e1rea do saber que carece claramente de investiga\u00e7\u00f5es posteriores no seio da profiss\u00e3o. Surge assim este estudo, que tal como referimos anteriormente, pretende ser uma contribui\u00e7\u00e3o para a compreens\u00e3o dos factores de motiva\u00e7\u00e3o que influenciam os estudantes a optarem pelo curso superior de Enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">Quadro 1: <\/span><span lang=\"PT-BR\">M\u00e9dias, desvios padr\u00e3o e valores m\u00ednimos e m\u00e1ximos obtidos nos diferentes factores de motiva\u00e7\u00e3o constituintes do instrumento de avalia\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p align=\"center\">\n<div align=\"center\">\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"130\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\"> MEDIDAS<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">M\u00c9DIA<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\"> DESVIO PADR\u00c3O<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\"> M\u00cdNIMO<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\"> M\u00c1XIMO<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"130\">\n<p align=\"center\">Rela\u00e7\u00e3o de ajuda<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">4,69<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">,488<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">3,00<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">5,00<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"130\">\n<p align=\"center\">Caracter\u00edsticas Laborais<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">4,39<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">,559<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">2,83<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">5,00<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"130\">\n<p align=\"center\">Auto \u2013 Realiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">5,71<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">,505<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">4,00<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">6,00<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"130\">\n<p align=\"center\">Auto \u2013 Efic\u00e1cia<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">5,03<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">,822<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">2,67<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><span lang=\"PT-BR\">6,00<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p><span lang=\"PT-BR\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Nesta medida, foi poss\u00edvel verificar a exist\u00eancia de valores m\u00e9dios elevados para as dimens\u00f5es constituintes do instrumento de avalia\u00e7\u00e3o da motiva\u00e7\u00e3o, pois para a \u201cRela\u00e7\u00e3o de ajuda\u201d foi encontrado um valor m\u00e9dio de 4,69 e para a dimens\u00e3o \u201cCaracter\u00edsticas Laborais\u201d um valor m\u00e9dio de 4,39, num m\u00e1ximo de 5, comparativamente ao estudo efectuado por Greg\u00f3rio (2005) em que a investigadora encontrou para as mesmas dimens\u00f5es, valores m\u00e9dios de 4,47 e 3,87. Relativamente \u00e0s dimens\u00f5es \u201cAuto \u2013 Realiza\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cAuto \u2013 Efic\u00e1cia\u201d os valores m\u00e9dios obtidos no nosso estudo foram respectivamente 5,71 e 5,03, num m\u00e1ximo de 6, enquanto os valores m\u00e9dios obtidos por Greg\u00f3rio (2005) no seu estudo foram de 5,46 e 4,09 respectivamente. Esta an\u00e1lise comparativa \u00e9 pertinente, uma vez que possibilita verificar que, n\u00e3o obstante o facto dos valores m\u00e9dios encontrados na nossa investiga\u00e7\u00e3o serem superiores em todas as dimens\u00f5es em estudo comparativamente aos valores m\u00e9dios encontrados por Gon\u00e7alves (2005) na investiga\u00e7\u00e3o por si desenvolvida, permite-nos ainda verificar que, em ambos os estudos, os valores m\u00e9dios obtidos s\u00e3o particularmente elevados, o que representa de forma concreta e inequ\u00edvoca a elevada motiva\u00e7\u00e3o que os alunos que ingressam no curso superior de Enfermagem possuem. Para todas as dimens\u00f5es em estudo, quer seja pela rela\u00e7\u00e3o que se estabelece com os utentes no decurso da sua actividade profissional, quer seja pelas caracter\u00edsticas inerentes \u00e0 pr\u00f3pria profiss\u00e3o de Enfermagem, quer seja pelas expectativas de auto-realiza\u00e7\u00e3o e de auto-efic\u00e1cia que possuem.<\/p>\n<p align=\"justify\">O facto de 60% dos sujeitos de estudo terem referido que as experi\u00eancias anteriores foram muito relevantes para a sua motiva\u00e7\u00e3o no ingresso ao curso de Enfermagem \u00e9 pertinente, pois revela que o facto de terem escolhido a profiss\u00e3o de Enfermagem como projecto de vida, prende-se com uma conjuntura de factores e experi\u00eancias anteriores positivas, que claramente os motivou a adoptar esta atitude, revelando que quando os sujeitos de estudo optam pelo curso de Enfermagem, possuem j\u00e1 uma experi\u00eancia e conhecimento anterior da profiss\u00e3o que serviu de suporte \u00e0 sua decis\u00e3o. Este fen\u00f3meno fica clarificado se valorizarmos a m\u00e9dia elevada (4,39) obtida no nosso estudo na dimens\u00e3o \u201cCaracter\u00edsticas laborais\u201d, determinando claramente a exist\u00eancia de um conhecimento pr\u00e9vio das caracter\u00edsticas da profiss\u00e3o de Enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">A crescente procura pelo curso de Enfermagem por parte dos estudantes que desejam ingressar no ensino superior, fez com que a nota de acesso ao curso seja, actualmente, uma das mais elevadas, e, desta forma, torna-se compreens\u00edvel que 50% dos sujeitos de estudo tenham referido que a nota de acesso obtida tenha sido um aspecto muito relevante para a sua motiva\u00e7\u00e3o ao ingresso no curso superior de Enfermagem, pois o facto de possuir uma nota de acesso elevada motiva os alunos a concorrerem ao curso, na expectativa de poderem vir a ingressar no curso desejado. No caso da Enfermagem, a obten\u00e7\u00e3o de uma nota de acesso baixa reduz claramente as suas hip\u00f3teses de ingresso, diminuindo a sua motiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O estatuto social do Enfermeiro foi um aspecto que 60% dos sujeitos de estudo referiram como muito relevante para a sua motiva\u00e7\u00e3o ao ingresso no curso superior de Enfermagem, sendo este aspecto particularmente interessante, uma vez que traduz a imagem social que a profiss\u00e3o de Enfermagem possui n\u00e3o s\u00f3 nos estudantes do ensino secund\u00e1rio, mas na sociedade em geral, fazendo com que um determinado conjunto de estudantes queiram fazer parte desta classe profissional. Este aspecto traduz a exist\u00eancia de um estatuto social positivo e significativo por parte da classe de Enfermagem junto da sociedade, numa altura em que a tem\u00e1tica do estatuto e imagem social da profiss\u00e3o assume novas contornos, podendo este fen\u00f3meno dever-se \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de que a profiss\u00e3o tem sido alvo nos \u00faltimos anos, quer em termos profissionais, quer em termos acad\u00e9micos com a passagem do curso para o grau acad\u00e9mico de licenciatura, o que est\u00e1 de acordo com o facto de 55% dos sujeitos de estudo terem referido que o facto do curso de enfermagem ser actualmente um curso de licenciatura foi um factor de motiva\u00e7\u00e3o muito relevante para a sua escolha acad\u00e9mica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pertinente \u00e9 o facto de grande maioria dos sujeitos (80%) de estudo terem referido que a possibilidade de obten\u00e7\u00e3o do primeiro emprego foi um factor de motiva\u00e7\u00e3o importante, o que se compreende na medida em que a car\u00eancia de profissionais de Enfermagem era extremamente significativa fazendo com que o pleno emprego fosse uma realidade vivida pela profiss\u00e3o, num passado recente, o que se veio a alterar profundamente devido a uma conjuntura factorial. Nesta linha de pensamento, 92,5% dos sujeitos de estudo referiram que a rela\u00e7\u00e3o que se estabelece entre enfermeiros e utentes foi um factor de motiva\u00e7\u00e3o muito relevante na sua escolha, na medida em que traduz a import\u00e2ncia que os sujeitos de estudo atribuem a esta caracter\u00edstica da profiss\u00e3o, assim como traduz uma elevada percep\u00e7\u00e3o por parte dos sujeitos de estudo, de que a profiss\u00e3o de Enfermagem consiste numa profiss\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es humanas por excel\u00eancia, em que as rela\u00e7\u00f5es interpessoais assumem contornos importantes, baseados numa metodologia do \u201ccuidar\u201d, o que est\u00e1 de acordo com o valor elevado encontrado na dimens\u00e3o \u201cRela\u00e7\u00e3o de ajuda\u201d, o que refor\u00e7a claramente a ideia de que os sujeitos de estudo atribuem elevado valor \u00e0s rela\u00e7\u00f5es humanas, nomeadamente \u00e0s que se estabelecem entre quem presta e quem recebe cuidados.<\/p>\n<p align=\"justify\">A investiga\u00e7\u00e3o efectuada permitiu-nos assim verificar que os sujeitos de estudo possuem um conhecimento claro e profundo da realidade da profiss\u00e3o de Enfermagem, quer no que diz respeito \u00e0s caracter\u00edsticas pr\u00f3prias da profiss\u00e3o, quer relativamente a factores mais espec\u00edficos, tais como a rela\u00e7\u00e3o de ajuda. N\u00e3o obstante, pela realidade social vivida actualmente pela profiss\u00e3o, o curso superior de Enfermagem \u00e9, por diversos motivos, um curso desejado como projecto profissional, em que aspectos como estatuto social da profiss\u00e3o, o grau acad\u00e9mico e as rela\u00e7\u00f5es humanas representam um papel determinante na motiva\u00e7\u00e3o dos alunos para o ingresso no curso de Enfermagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"2\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<p align=\"center\">PONTOS A RETER<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"middle\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>Assistimos, nos \u00faltimos anos, a uma procura crescente pelo curso superior de Enfermagem;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>O aumento da oferta formativa dispon\u00edvel, por parte de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, correspondeu \u00e0s expectativas de muitos estudantes que procuram fazer da Enfermagem um projecto de vida;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>82,5% dos sujeitos de estudo n\u00e3o admite poder vir a candidatar-se a outro curso superior;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>As experi\u00eancias anteriores possuem um papel determinante na motiva\u00e7\u00e3o dos alunos;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>A profiss\u00e3o de Enfermagem possui um estatuto social positivo e significativo por junto da sociedade em geral;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>O facto do curso de Enfermagem possuir o grau acad\u00eamico de licenciatura \u00e9 um fator de motiva\u00e7\u00e3o importante para os sujeitos de estudo;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>As rela\u00e7\u00f5es interpessoais existentes na pr\u00e1tica profissional dos enfermeiros, nomeadamente a rela\u00e7\u00e3o de ajuda, s\u00e3o um fator de motiva\u00e7\u00e3o determinante;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>Os sujeitos de estudo possuem um conhecimento claro e profundo da realidade da profiss\u00e3o de Enfermagem.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<h4 align=\"justify\"><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">ADAM, E. \u2013 Ser Enfermeiro. Lisboa: Instituto Piaget, 1994.<\/p>\n<p align=\"justify\">ANJOS, L. &amp; MONGE, M. &#8211; O auto &#8211; conceito do enfermeiro e a sua motiva\u00e7\u00e3o para a mudan\u00e7a. Enfermagem em foco, 1991, 4, 27-38 pp.<\/p>\n<p align=\"justify\">ARA\u00d9JO, C. \u2013 Rela\u00e7\u00e3o de Ajuda ao doente card\u00edaco. Servir, 2002.<\/p>\n<p align=\"justify\">CHIAVENATO, I. \u2013 Recursos Humanos na empresa. S\u00e3o Paulo: Editora Atlas, 1998.<\/p>\n<p align=\"justify\">FERREIRA, J. M. C. et al. &#8211; Psicologia das organiza\u00e7\u00f5es. Lisboa: McGraw Hill, 1997.<\/p>\n<p align=\"justify\">FORTIN, M. &#8211; O processo de investiga\u00e7\u00e3o, da concep\u00e7\u00e3o \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o. Loures: Lusoci\u00eancia, 1999.<\/p>\n<p align=\"justify\">GRA\u00c7A, L. \u2013 Hospital Real de Todos os Santos: da ostenta\u00e7\u00e3o da caridade ao g\u00e9nio organizativo. Dirigir, 1994.<\/p>\n<p align=\"justify\">Greg\u00f3rio, L. &#8211; O valor preditivo das dimens\u00f5es da personalidade e das facetas da motiva\u00e7\u00e3o no desempenho: um estudo com alunos do ensino superior de Psicologia e de Enfermagem. Tese de Licenciatura n\u00e3o publicada. Faculdade de Ci\u00eancias Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2005.<\/p>\n<p align=\"justify\">HILL, M. &amp; HILL, A. \u2013 Investiga\u00e7\u00e3o por question\u00e1rio. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Silabo, 2005.<\/p>\n<p align=\"justify\">Jesus, S. N. &#8211; A Motiva\u00e7\u00e3o para a Profiss\u00e3o Docente. Colec\u00e7\u00e3o Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Humano. Aveiro: Estante Editora, 1996.<\/p>\n<p align=\"justify\">LAZURE, H \u2013 Viver a rela\u00e7\u00e3o de ajuda. Lisboa: Lusodidacta, 1994.<\/p>\n<p align=\"justify\">LEANDRO, A. &amp; Freire, T. \u2013 Metodologia da Investiga\u00e7\u00e3o em Psicologia e Educa\u00e7\u00e3o. Braga: Psiquilibrios, 2003.<\/p>\n<p align=\"justify\">MARQUIS, B. &amp; HUSTON, C. \u2013 Administra\u00e7\u00e3o e Lideran\u00e7a em Enfermagem, Teorias e aplica\u00e7\u00e3o. Porto Alegre: Artmed, 1999.<\/p>\n<p align=\"justify\">PESTANA, M. &amp; GAGUEIRO, J. \u2013 An\u00e1lise de dados para ci\u00eancias sociais: a complementaridade do SPSS. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Silabo, 2003.<\/p>\n<p align=\"justify\">QUEIR\u00d3S, A. et al. \u2013 Educa\u00e7\u00e3o em Enfermagem. Coimbra: Quarteto, 2000.<\/p>\n<p align=\"justify\">WALDOW, V. \u2013 Examinando o conhecimento na enfermagem. In MEYER et al.; Marcas da diversidade: saberes e fazeres da enfermagem contempor\u00e2nea. Porto Alegre: Artmed, 1998, 15-27.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00e1rea da enfermagem, os estudos relativos \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o s\u00e3o ainda muito restritos, sendo esta uma \u00e1rea do saber que carece claramente de investiga\u00e7\u00f5es posteriores no seio da profiss\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[306,590,212,85,243,589,588],"class_list":["post-1072","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nursing","tag-alunos","tag-capacidades","tag-curso","tag-enfermagem","tag-ensino-superior","tag-ingresso","tag-motivacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1072","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1072"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1072\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2771,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1072\/revisions\/2771"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}