{"id":1054,"date":"2009-01-04T04:12:15","date_gmt":"2009-01-04T04:12:15","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/a-comunicacao-do-doente-afasico\/"},"modified":"2021-05-04T09:46:14","modified_gmt":"2021-05-04T09:46:14","slug":"a-comunicacao-do-doente-afasico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/a-comunicacao-do-doente-afasico\/","title":{"rendered":"A Comunica\u00e7\u00e3o do Doente Af\u00e1sico"},"content":{"rendered":"<p>A perda da capacidade de expressar ou compreender a linguagem (afasia), faz com que o enfermeiro desempenhe um papel fundamental no acompanhamento e recupera\u00e7\u00e3o do doente af\u00e1sico.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><em>Sinais Vitais n\u00ba 70<\/em><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p>Anabela Parente (Bacharelato em Enfermagem, Enfermeira Graduada no CHAM)<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Dias (Bacharelato em Enfermagem, Enfermeiro N\u00edvel 1 no CHAM)<\/p>\n<p>S\u00edlvia Reis (Bacharelato em Enfermagem, Enfermeira Graduada no CHAM)<\/p>\n<p>Florbela Pinto (Bacharelato em Enfermagem, Enfermeira Graduada no CHAM)<\/p>\n<p>Celeste Figueiredo (Bacharelato em Enfermagem, Enfermeira Graduada no CHAM)<\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para o Homem enquanto ser social. A fala e a linguagem dependem de mecanismos complexos adquiridos nas duas primeiras d\u00e9cadas de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quando se verificam patologias cerebrais, \u00e9 frequente registarem-se altera\u00e7\u00f5es da comunica\u00e7\u00e3o, como acontece com a afasia, seja de Broca, Wernicke, condu\u00e7\u00e3o ou global (dependendo da \u00e1rea cerebral afectada).<\/p>\n<p align=\"justify\">A perda da capacidade de expressar ou compreender a linguagem (afasia), faz com que o enfermeiro desempenhe um papel fundamental no acompanhamento e recupera\u00e7\u00e3o do doente af\u00e1sico.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Comunica\u00e7\u00e3o; Linguagem; Doente Af\u00e1sico.<\/p>\n<h4><strong>1. A COMUNICA\u00c7\u00c3O DO DOENTE AF\u00c1SICO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A comunica\u00e7\u00e3o resulta da capacidade que o ser humano tem de substituir objectos e ideias por palavras que, quando combinada com a destreza manual, o diferencia dos outros representantes do reino animal. Sendo que por comunica\u00e7\u00e3o entende-se a transmiss\u00e3o de uma informa\u00e7\u00e3o de um indiv\u00edduo para outro, de forma compreens\u00edvel.<\/p>\n<p align=\"justify\">A linguagem, por sua vez, resulta da capacidade de armazenar, evocar e combinar s\u00edmbolos numa permuta inesgot\u00e1vel de express\u00f5es, sem a qual n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel elaborar e expressar o pensamento, ou t\u00e3o pouco comunicar.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 comum verificar altera\u00e7\u00f5es da comunica\u00e7\u00e3o, quando h\u00e1 patologias cerebrais (maioritariamente Acidentes Vasculares Cerebrais \u2013 AVC \u2013 hemorr\u00e1gicos ou isqu\u00e9micos). Disartria e Afasia s\u00e3o dois exemplos dessas altera\u00e7\u00f5es, mas enquanto que na primeira est\u00e3o preservadas as fun\u00e7\u00f5es de linguagem, na segunda n\u00e3o. A afasia resulta da perda da capacidade de expressar e\/ou compreender a linguagem utilizada. Por sua vez, a disartria resulta de um dist\u00farbio motor da fala (capacidade de articular palavras). Estas altera\u00e7\u00f5es verificam-se quando h\u00e1 les\u00e3o do hemisf\u00e9rio cerebral esquerdo, que \u00e9 a \u00e1rea respons\u00e1vel pela comunica\u00e7\u00e3o (\u00e0 excep\u00e7\u00e3o de uma pequena percentagem de canhotos e de alguns destros em que o hemisf\u00e9rio cerebral direito \u00e9 o dominante).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, o Dr. Brodman atribui uma nomenclatura a toda a estrutura cerebral, de forma a simplificar o estudo deste \u00f3rg\u00e3o. As \u00e1reas anat\u00f3micas do c\u00e9rebro com maior interesse para a linguagem s\u00e3o:<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\u2022 \u00c1rea de Broca<\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"justify\">Ocupa a circunvolu\u00e7\u00e3o frontal inferior no hemisf\u00e9rio dominante (habitualmente o esquerdo), que corresponde \u00e0 \u00e1rea 44 e 45 de Brodmann.<\/p>\n<p align=\"justify\">As c\u00e9lulas que constituem esta \u00e1rea s\u00e3o respons\u00e1veis pelos aspectos motores da fala, uma vez que \u00e9 aqui que s\u00e3o planeados os padr\u00f5es motores para a express\u00e3o das palavras (forma\u00e7\u00e3o do discurso).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\u2022 \u00c1rea de Wernicke<\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"justify\">Localiza-se posteriormente \u00e0 fissura de Sylvius no lobo temporal, que corresponde \u00e0 \u00e1rea 22 de Broadmann, a qual faz parte da componente l\u00e9xicosem\u00e2ntica da linguagem. As \u00e1reas do lobo temporal desempenham uma fun\u00e7\u00e3o vital na interpreta\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos provenientes do meio exterior.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Em 1860, o investigador Paul Broca (Fig. 3) descobriu que a les\u00e3o numa determinada zona do c\u00f3rtex cerebral, a n\u00edvel do lobo frontal, dava origem a uma perturba\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da fala, actualmente conhecida por afasia de Broca.<\/p>\n<p align=\"justify\">Este tipo de afasia pode ter origem em les\u00f5es provocadas por \u00eambolos nas v\u00e1rias ramifica\u00e7\u00f5es da art\u00e9ria cerebral m\u00e9dia, que \u00e9 um local prop\u00edcio para o alojamento destes mesmos \u00eambolos, podendo provocar um enfarte da \u00e1rea de Broca, comprometendo assim o c\u00f3rtex pr\u00e9-motor inferior que est\u00e1 adjacente ao c\u00f3rtex motor para a orofaringe, laringe e aparelho respirat\u00f3rio, o que provoca altera\u00e7\u00f5es no acto motor da fala. O enfarte junto \u00e0 fissura de Rolando provoca uma reduzida articula\u00e7\u00e3o, tom baixo e qualidade nasal da fala. J\u00e1 o enfarte parietal anterior origina altera\u00e7\u00f5es a n\u00edvel do posicionamento da cavidade oral, prejudicando a articula\u00e7\u00e3o das palavras. Outras situa\u00e7\u00f5es como: contus\u00e3o da \u00e1rea de Broca, hematoma subdural agudo\/cr\u00f3nico e encefalite tamb\u00e9m podem provocar altera\u00e7\u00f5es da fala. O edema cerebral pode originar desde uma disartria, at\u00e9 uma incapacidade total de comunicar atrav\u00e9s da linguagem oral, escrita ou gestual.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">A \u2013 Afasia de Broca \u2013 a mais comum das perturba\u00e7\u00f5es da comunica\u00e7\u00e3o \u2013 caracteriza-se por um discurso pouco fluente, verificando-se uma redu\u00e7\u00e3o significativa da linguagem. A pessoa \u00e9 capaz de decidir aquilo que pretende verbalizar mas, muitas vezes, n\u00e3o consegue emitir mais do que alguns ru\u00eddos. Para al\u00e9m disso, utiliza um pequeno n\u00famero de palavras, cujo agrupamento em frases est\u00e1 reduzido ao m\u00ednimo. A dificuldade de articular palavras (disartria) est\u00e1 frequentemente associada a esta altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O doente com afasia de Broca tem conhecimento da sua situa\u00e7\u00e3o, o que pode provocar frustra\u00e7\u00e3o, agressividade e isolamento social. Quando irritado ou excitado, este tem tend\u00eancia a pronunciar improp\u00e9rios ou cantar algumas m\u00fasicas populares, uma vez que o hemisf\u00e9rio direito (respons\u00e1vel pelas habilidades musicais) permanece intacto. O doente enuncia as palavras de forma lenta e laboriosa, utiliza frases curtas e simples com predom\u00ednio de substantivos, verbos transitivos e adjectivos, omite artigos e proposi\u00e7\u00f5es, adoptando uma linguagem agramatical e telegr\u00e1fica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Estes doentes podem n\u00e3o apresentar altera\u00e7\u00f5es a n\u00edvel da compreens\u00e3o, sendo capazes de designar objectos e imagens. Nos casos mais graves verifica-se apraxia (incapacidade de reconhecer objectos). S\u00e3o capazes de executar ordens simples e, na sua maioria, apresentam incapacidade de se expressar atrav\u00e9s da escrita \u2013 agrafia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na maioria dos casos, a afasia de Broca est\u00e1 associada a uma hemipl\u00e9gia direita, com importante paralisia facial central, hemianestesia, apraxia ideomotora e bu\u00e7o-facial.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">B \u2013 Afasia de Wernicke (tamb\u00e9m conhecida por flente\/sensorial\/receptiva)<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Esta altera\u00e7\u00e3o foi identificada em 1874 por Carl Wernicke (fig.4). Este investigador alem\u00e3o descobriu que uma les\u00e3o no c\u00f3rtex cerebral, ao n\u00edvel do lobo temporal no hemisf\u00e9rio esquerdo (algures entre o c\u00f3rtex auditivo prim\u00e1rio e o \u201cgiro angular\u201d), causava um transtorno severo na compreens\u00e3o da linguagem. Esta afasia ficou conhecida por afasia de Wernicke, sendo a segunda mais comum. Nesta altera\u00e7\u00e3o verifica-se les\u00e3o na \u00e1rea 22 de Broadmann (fig.2)<\/p>\n<p align=\"justify\">Nesta altera\u00e7\u00e3o da linguagem, a express\u00e3o oral \u00e9 fluida, espont\u00e2nea e abundante (ao contr\u00e1rio da afasia de broca), mas sem muito significado devido ao uso inadequado de palavras ou fonemas \u2013 parafasias. A altera\u00e7\u00e3o da compreens\u00e3o pode ser grave ou moderada, mostrando-se mais acentuada para palavras isoladas do que para as frases onde h\u00e1 uma facilita\u00e7\u00e3o pelo contexto. Nos casos mais graves o discurso torna-se incompreens\u00edvel. Este doente \u00e9 incapaz de repetir comandos em voz alta e considera a comunica\u00e7\u00e3o, que lhe \u00e9 apresentada, uma l\u00edngua estrangeira.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em casos menos graves \u00e9 capaz de repetir as palavras que ouve, mas pronuncia-as e compreende-as de forma errada.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">C \u2013 Afasia de Condu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\u00c9 mais rara que as afasias precedentes, mas mant\u00e9m semelhan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 de Wernicke. Na origem deste tipo de altera\u00e7\u00e3o existe les\u00e3o dos ramos parietal e\/ou temporal posterior (Fig.5) da art\u00e9ria cerebral m\u00e9dia, comprometendo o fasc\u00edculo arqueado e separando as \u00e1reas temporais e frontais da linguagem. A afasia de condu\u00e7\u00e3o caracteriza-se pela utiliza\u00e7\u00e3o de palavras erradas no contexto as frases. A express\u00e3o oral ou escrita \u00e9 espont\u00e2nea, fluida e rica em parafasias.<\/p>\n<p align=\"justify\">A compreens\u00e3o da linguagem est\u00e1 pouco perturbada e observa-se um esfor\u00e7o de auto-correc\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">D \u2013 Afasia Global<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Resulta de uma les\u00e3o que destr\u00f3i grande parte das \u00e1reas da fala e que pode ter origem na oclus\u00e3o da art\u00e9ria car\u00f3tida esquerda, ou na art\u00e9ria cerebral m\u00e9dia.<\/p>\n<p align=\"justify\">A afasia global caracteriza-se pelo d\u00e9fice m\u00e1ximo que torna o doente incapaz de comunicar, isolando- o do mundo exterior. O indiv\u00edduo n\u00e3o \u00e9 capaz de ler ou escrever e limita-se a compreender algumas palavras. Verifica-se tamb\u00e9m uma altera\u00e7\u00e3o grave da compreens\u00e3o, assim como da designa\u00e7\u00e3o de objectos, da escrita e da leitura.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>2. O PAPEL DO ENFERMEIRO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A altera\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o relacionada com a afasia \u00e9 manifestada por dificuldade na express\u00e3o, compreens\u00e3o ou pela sua associa\u00e7\u00e3o. Por isso s\u00e3o objectivos da enfermagem facilitar a capacidade de compreens\u00e3o e express\u00e3o do doente, bem como reduzir a frustra\u00e7\u00e3o deste, relacionada com a incapacidade de comunicar.<\/p>\n<p align=\"justify\">O papel do enfermeiro visa essencialmente ajudar o doente e a fam\u00edlia a superar o melhor poss\u00edvel esta situa\u00e7\u00e3o. Sendo assim tem como fun\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">a) Usar t\u00e9cnicas que aumentem a capacidade de express\u00e3o verbal<\/p>\n<p align=\"justify\">1. Permitir tempo suficiente para o doente seexpressar; 2. Repetir a mensagem transmitida em vozalta;<\/p>\n<p align=\"justify\">3. N\u00e3o valorizar a pron\u00fancia imperfeita;<\/p>\n<p align=\"justify\">4. Ignorar erros e profanidades proferidas pelo doente;<\/p>\n<p align=\"justify\">5. N\u00e3o interromper e fornecer palavras apenas ocasionalmente.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">b) Ensinar ao doente t\u00e9cnicas que ajudem a melhorar o discurso<\/p>\n<p align=\"justify\">1. Incentiv\u00e1-lo a expressar-se calma e claramente, dando exemplo se necess\u00e1rio;<\/p>\n<p align=\"justify\">2. Encoraj\u00e1-lo a utilizar frases curtas;<\/p>\n<p align=\"justify\">3. Explicar as palavras que n\u00e3o claramente percept\u00edveis;<\/p>\n<p align=\"justify\">4. Sugerir que fale com calma e pausadamente (e se necess\u00e1rio \u201cganhar folgo\u201d);<\/p>\n<p align=\"justify\">5. Incentiv\u00e1-lo a escrever a mensagem ou fazer um desenho caso a comunica\u00e7\u00e3o oral n\u00e3o seja poss\u00edvel.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">c) Reconhecer as frustra\u00e7\u00f5es de cada doente<\/p>\n<p align=\"justify\">1. Manter uma atitude positiva;<\/p>\n<p align=\"justify\">2. Tranquiliza-lo usando o toque, se poss\u00edvel;<\/p>\n<p align=\"justify\">3. Permitir que chore, caso seja ben\u00e9fico;<\/p>\n<p align=\"justify\">4. Permitir que tome decis\u00f5es acerca do seu auto cuidado;<\/p>\n<p align=\"justify\">5. Permitir formas alternativas de express\u00e3o: cantar, andar, pintar, desenhar.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">d) Identificar junto do doente factores que promovem a compreens\u00e3o<\/p>\n<p align=\"justify\">1. Avaliar a acuidade auditiva;<\/p>\n<p align=\"justify\">2. Verificar a acuidade visual, se necess\u00e1rio encorajar o uso de \u00f3culos;<\/p>\n<p align=\"justify\">3. Dirigir-se ao doente apenas quando este est\u00e1 disposto a escutar, utilizando o contacto visual;<\/p>\n<p align=\"justify\">4. Proporcionar ambiente calmo e com luz suficiente;<\/p>\n<p align=\"justify\">5 Modificar o discurso: falar pausadamente, n\u00e3o colocar v\u00e1rias quest\u00f5es ao mesmo tempo, n\u00e3o aumentar o tom de voz e usar uma linguagem pr\u00f3pria de adultos;<\/p>\n<p align=\"justify\">6. Demonstrar um comportamento n\u00e3o verbal compat\u00edvel com o verbal.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">e) Orientar os familiares para as formas alternativas de comunica\u00e7\u00e3o, explicar o motivo das reac\u00e7\u00f5es do doente para com eles e explicar os benef\u00edcios do treino, bem como a necessidade de acompanhamento por um t\u00e9cnico especializado (logo que poss\u00edvel).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>3. TRATAMENTO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o existe tratamento farmacol\u00f3gico ou cir\u00fargico para a afasia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Este doente necessita de um acompanhamento inter-disciplinar, em virtude das altera\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas, cognitivas e motoras causadas pelo comprometimento neurol\u00f3gico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A perda da capacidade de expressar ou compreender a linguagem (afasia), faz com que o enfermeiro desempenhe um papel fundamental no acompanhamento e recupera\u00e7\u00e3o do doente af\u00e1sico.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2222,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33],"tags":[497,580,201,404,581],"class_list":["post-1054","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sinais-vitais","tag-afasia","tag-broca","tag-comunicacao","tag-linguagem","tag-wernicke"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1054","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1054"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1054\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2772,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1054\/revisions\/2772"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1054"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}