{"id":1047,"date":"2009-01-04T04:05:11","date_gmt":"2009-01-04T04:05:11","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/medicao-de-feridas-porque-e-importante-medir\/"},"modified":"2021-04-28T16:21:49","modified_gmt":"2021-04-28T16:21:49","slug":"medicao-de-feridas-porque-e-importante-medir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/medicao-de-feridas-porque-e-importante-medir\/","title":{"rendered":"Medi\u00e7\u00e3o de Feridas: Porque \u00e9 Importante Medir?\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>A avalia\u00e7\u00e3o de feridas \u00e9 de uma import\u00e2ncia extraordin\u00e1ria para os profissionais de sa\u00fade, porque permite n\u00e3o s\u00f3 avaliar o estado inicial da ferida que ir\u00e1 iniciar tratamento, como tamb\u00e9m o sucesso ou insucesso do mesmo.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Jo\u00e3o Carlos F. Gouveia (C. S. Pampilhosa da Serra)\n<\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>RESUMO<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">A avalia\u00e7\u00e3o de feridas \u00e9 de uma import\u00e2ncia extraordin\u00e1ria para os profissionais de sa\u00fade, porque permite n\u00e3o s\u00f3 avaliar o estado inicial da ferida que ir\u00e1 iniciar tratamento, como tamb\u00e9m o sucesso ou insucesso do mesmo. Assim, \u00e9 necess\u00e1ria a escolha de um m\u00e9todo fi\u00e1vel, seguro e de continuidade, universal para a equipa de cuidados, que permita uma verdadeira continuidade de cuidados baseada em dados fidedignos. Este artigo aborda os m\u00e9todos mais utilizados nos servi\u00e7os de sa\u00fade e avalia um m\u00e9todo ainda recente, mas totalmente inovador na avalia\u00e7\u00e3o de feridas.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>ABSTRACT<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">The wound assessment is of invaluable relevance for the healthcare professionals, because it allows not only he initial status of the wound that will initiate treatment, but also is success or failure. Thus, it\u2019s necessary the choice of a reliable method, safe and that able continuity, universal to all healthcare members, that allows a real continuity of care, based in reliable data\u2019s. This article focus on the most used methods in the healthcare services and evaluates a method yet recent, but totally innovator in wound measurement.\n<\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Os resultados de qualquer interven\u00e7\u00e3o s\u00e3o avaliados por uma unidade de medida pr\u00e9-determinada, e que preferencialmente, dever\u00e1 ser unanimemente aceite como tal. No tratamento de feridas, infelizmente, ainda n\u00e3o temos uma forma de medir os resultados dos tratamentos institu\u00eddos, muito devido \u00e0 \u201cfalta de m\u00e9todos objectivos de medi\u00e7\u00e3o que possam ser aplicados de forma segura e \u00e9tica ao ser humano\u201d (Ahroni e col., 1992, citado por Vowden, 1996).De facto,\u201ca falta da aceita\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo de medi\u00e7\u00e3o das dimens\u00f5es de feridas, preciso e objectivo, \u00e9 o maior obst\u00e1culo para a avalia\u00e7\u00e3o de regimes de tratamento efectivos\u201d (Plassmann, Melhuish e Harding, 1994, p.50), da\u00ed que muitas vezes se assistam a resultados evolutivos da cicatriza\u00e7\u00e3o de feridas d\u00fabios, com oscila\u00e7\u00f5es enormes nos par\u00e2metros m\u00e9tricos avaliados, sendo que \u201ca avalia\u00e7\u00e3o reprodut\u00edvel da cicatriza\u00e7\u00e3o de feridas tem provado ser um desafio formid\u00e1vel\u201d, como defende Dyson e colegas (2003, p. 116).<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta situa\u00e7\u00e3o de avaliar resultados na \u00e1rea do tratamento de feridas coloca nos profissionais o \u00f3nus de enviezarem, ou n\u00e3o, os resultados dos seus pr\u00f3prios esfor\u00e7os, pois \u201ca avalia\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o precisas da cicatriza\u00e7\u00e3o de feridas s\u00e3o essenciais, se os profissionais querem efectivamente avaliar os benef\u00edcios das v\u00e1rias abordagens de tratamentos\u201d (Flanagan, 1997, p. 6). Mais ainda, \u201ca avalia\u00e7\u00e3o da ferida antes e durante o tratamento pode ajudar a manter um tratamento padr\u00e3o \u00f3ptimo, enquanto mant\u00e9m o paciente informado do seu progn\u00f3stico inicial e progressos posteriores em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 cicatriza\u00e7\u00e3o\u201d (Moore, 2005). Assim sendo, os registos de evolu\u00e7\u00e3o, assentes num ou mais instrumentos, aceites como tal pela equipa de sa\u00fade ou Institui\u00e7\u00e3o, revelam-se de valor incalcul\u00e1vel. De outra forma, tentar avaliar a evolu\u00e7\u00e3o de uma ferida apenas assentes em suposi\u00e7\u00f5es, seria um exerc\u00edcio votado ao insucesso e v\u00e1rios passos atr\u00e1s na cientificidade do tratamento de feridas.<\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com Flanagan (1997), existem princ\u00edpios importantes que devem ser tidos em conta, quando utilizando qualquer instrumento de classifica\u00e7\u00e3o. Assim:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"justify\">Todos os membros devem utilizar o mesmo sistema;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Toda a gente deve entender exactamente como utiliz\u00e1-lo;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">A classifica\u00e7\u00e3o de feridas \u00e9 documentada de forma precisa;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">O progresso da cicatriza\u00e7\u00e3o de feridas \u00e9 reavaliado de forma apropriada; se avaliado muito frequentemente, as diferen\u00e7as no tamanho da ferida ser\u00e3o dif\u00edceis de monitorizar.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">A avalia\u00e7\u00e3o de feridas tem de passar pela avalia\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios crit\u00e9rios, nos quais podemos verificar que as medidas da ferida s\u00e3o um dos par\u00e2metros mais vis\u00edveis, e aparentemente mais f\u00e1ceis de realizar. Segundo Ayello (2005), s\u00e3o 11 as dimens\u00f5es a caracterizar quando se avalia uma ferida, sendo estas:<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">localiza\u00e7\u00e3o anat\u00f3mica da ferida<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">tamanho, forma, est\u00e1dio<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">sinus tracto, tuneliza\u00e7\u00e3o, loca<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">exsudado<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">s\u00e9psis<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">pele circundante<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">macera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">bordos, epiteliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">tecido necr\u00f3tico<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">tecido do leito da ferida<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">estado.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Todavia, as medi\u00e7\u00e3o da ferida ocupa grande parte dos registos de enfermagem, sendo que os m\u00e9todos mais utilizados s\u00e3o o comprimentos X largura, fotografia e o acetato (Dealey, 1991; Vowden, 1996; Flanagan, 1997; Charles, 1999; Thawer e colegas, 2002; Ayello, 2005). No entanto, todas estas avalia\u00e7\u00f5es apresentam vantagens e desvantagens que se podem revelar importantes na hora de comparar resultados, quer entre elas, quer entre m\u00e9todos que entretanto foram surgindo e que se revelam mais fi\u00e1veis na precis\u00e3o da medi\u00e7\u00e3o das \u00e1reas e resultados obtidos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>M\u00c9TODOS DE AVALIA\u00c7\u00c3O DE FERIDAS<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">No que respeita ao m\u00e9todo do comprimento X largura, este \u00e9 o mais f\u00e1cil de realizar e, provavelmente, o mais popular entre os profissionais de sa\u00fade (Vowden, 1996). Tem por base a medi\u00e7\u00e3o do maior comprimento da ferida com a maior largura, em pontos perpendiculares entre si. No entanto, estas avalia\u00e7\u00f5es s\u00e3o muitas vezes subjectivas (Charles, 1999; Flanagan, 2003), se a ferida \u00e9 irregular (como o s\u00e3o a maioria das feridas cr\u00f3nicas) pode ser dif\u00edcil decidir quais as reais dimens\u00f5es da ferida (onde terminam os bordos da ferida) e a fiabilidade desta t\u00e9cnica diminuem \u00e0 medida que o tamanho da ferida aumenta (van Riswijk e Polansky, 1994, citado por Thawer e colegas, 2002). Assim sendo, embora seja um m\u00e9todo de, aparente f\u00e1cil aplica\u00e7\u00e3o, as desvantagens associadas s\u00e3o enormes.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quanto ao m\u00e9todo da fotografia, hoje em dia mais a fotografia digital, este \u00e9 um m\u00e9todo que apenas (?) necessita de uma m\u00e1quina digital de qualidade m\u00e9dia, oferece um meio mais directo de obten\u00e7\u00e3o de imagens de feridas analis\u00e1veis informaticamente (Charles, 1999) (por exemplo, atrav\u00e9s do programa Mouseyes), mas que tem de estar associado a outras t\u00e9cnicas de medi\u00e7\u00e3o, a menos que estejamos a falar da estereofogrametria. Assim, este m\u00e9todo \u00e9 um m\u00e9todo em que \u00e9 necess\u00e1rio obedecer a alguns procedimentos, como sejam, fotografar preferencialmente a ferida contra um funda negro para absorver a luminosidade do flash, assim como em situa\u00e7\u00f5es de \u00falceras de perna, pode ser necess\u00e1rio tirar mais do que uma fotografia para se ter uma vis\u00e3o de toda a \u00e1rea afectada. \u00c8 \u00fatil para se avaliar o tipo de tecido presente na ferida (se este for a forma de avalia\u00e7\u00e3o escolhida pela equipa). Como desvantagens, verificamos que \u00e9 um m\u00e9todo que pode consumir elevado tempo (podem ser necess\u00e1rias v\u00e1rias fotos da mesma ferida at\u00e9 se obter o resultado pretendido), subjectivo (Dyson e colegas, 2003), numa perna temos a situa\u00e7\u00e3o da distor\u00e7\u00e3o pela curvatura do membro e a dificuldade em ter o membro sempre na mesma posi\u00e7\u00e3o original para se avaliar correctamente a evolu\u00e7\u00e3o cicatricial (Plassman, Melhuish e Harding, 1994; Moore, 2005), pois qualquer varia\u00e7\u00e3o no \u00e2ngulo da c\u00e2mara pode reduzir a \u00e1rea avaliada em 10% (Flanagan, 2003), para al\u00e9m de, tal como o comprimento X largura, n\u00e3o avaliar a profundidade. Finalmente, mas n\u00e3o menos importante, deve ser obtido o consentimento escrito do paciente para a realiza\u00e7\u00e3o deste procedimento (Flanagan, 1997).<\/p>\n<p align=\"justify\">Quanto ao m\u00e9todo do acetato, este \u00e9 um m\u00e9todo que, no contexto actual dos cuidados de sa\u00fade, \u00e9 utilizado em virtude de existirem materiais de penso que trazem este material acoplado, e apresenta como vantagem principal poder ficar no processo como documento legal. Como desvantagens, \u00e9 um m\u00e9todo subjectivo, em que \u00e9 necess\u00e1ria uma elevada qualifica\u00e7\u00e3o para delimitar os bordos da ferida, especialmente em feridas pequenas, nos membros inferiores ou feridas perto de pregas cut\u00e2neas (Flanagan, 2003). Tamb\u00e9m o facto de n\u00e3o avaliar o tipo de tecido presente na ferida n\u00e3o est\u00e1 a favor deste m\u00e9todo, assim como o facto de tamb\u00e9m n\u00e3o avaliar a profundidade. Mais ainda, \u201ca contabiliza\u00e7\u00e3o de quadrados numa folha de papel \u00e9 subjectiva, especialmente quando acrescentando quadrados incompletos\u201d (Flanagan, 1997, p. 9), o que torna este m\u00e9todo dif\u00edcil de aceitar, num servi\u00e7o de sa\u00fade, como forma de avalia\u00e7\u00e3o da cicatriza\u00e7\u00e3o de feridas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, na Tabela 1, podemos avaliar as vantagens e desvantagens de cada um destes m\u00e9todos, que se resumem a medi\u00e7\u00f5es em dois planos, assim como um m\u00e9todo inovador, a planimetria digital port\u00e1til (Foto n\u00ba 1 e 2), que consegue conjugar as vantagens de todos estes m\u00e9todos, eliminando muitas das suas desvantagens e revelando-se extremamente \u00fatil como instrumento de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, a planimetria digital port\u00e1til \u00e9 um m\u00e9todo ainda relativamente recente, que engloba um aparelho digital com superf\u00edcie plana, um estilete esterilizado e duas camadas de folha de acetato. As folhas de acetato s\u00e3o colocadas sobre a ferida e esta \u00e9 decalcada para as mesmas. A folha que esteve em contacto com a ferida \u00e9 eliminada e a folha onde foi realizado o decalque \u00e9 colocada sobre o aparelho onde \u00e9 novamente repetido o tracejado obtido originalmente. Atrav\u00e9s deste m\u00e9todo, \u00e9 poss\u00edvel obter, independentemente da forma geom\u00e9trica da ferida, o maior comprimento, a maior largura, a \u00e1rea total da ferida, a altera\u00e7\u00e3o percentual da \u00e1rea da ferida a partir de avalia\u00e7\u00f5es anteriores e a percentagem de tecido n\u00e3o vi\u00e1vel ou tecido vi\u00e1vel, se estas foram tamb\u00e9m decalcadas (Moore, 2005). De facto, este m\u00e9todo \u00e9 bastante f\u00e1cil de realizar e em estudos comparativos com outros m\u00e9todos como sejam o comprimento X largura e o acetato, apresentou melhores taxas de fiabilidade inter-observador (Flanagan, 2003; Gethin, 2006).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0TABELA 1 &#8211; VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS V\u00c1RIOS M\u00c9TODOS DE MEDI\u00c7\u00c3O DE FERIDAS<\/p>\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"2\" cellspacing=\"3\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td align=\"center\">\n<p align=\"justify\">M\u00c9TODO<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\">\n<p align=\"justify\">VANTAGENS<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\">\n<p align=\"justify\">DESVANTAGENS<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<p align=\"justify\">Comprimento X largura<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">F\u00e1cil de realizar<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Barato<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Reprodut\u00edvel<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Pr\u00e1tico<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Baixa fiabilidade, que diminui ao longo do progresso positivo da ferida.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Os pontos de avalia\u00e7\u00e3o podem n\u00e3o ser os mesmos entre observadores.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Subjectivo<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Sobrevaloriza o tamanho real da ferida (n\u00e3o tem em conta a forma da ferida).<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<p align=\"justify\">Fotografia digital<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Imagem dispon\u00edvel imediatamente.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Permite avaliar tipos de tecidos presentes na ferida.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Elevado consumo de tempo.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">A fotografia necessita de qualidade elevada.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Dif\u00edcil realiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Subjectiva<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o avalia a profundidade<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<p align=\"justify\">Acetato<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Barato<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">F\u00e1cil de realizar<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Pode funcionar como folha de continuidade de cuidados.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Dispon\u00edvel juntamente com muitos pensos actualmente dispon\u00edveis.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Subjectivo<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Pode trazer problemas de contamina\u00e7\u00e3o cruzada.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Elevado consumo de tempo.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o avalia a profundidade.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td>\n<p align=\"justify\">Planimetria digital<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">F\u00e1cil de realizar<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Elevada precis\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea da ferida.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">A folha pode servir como folha de registo para continuidade de cuidados.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">Software inform\u00e1tico que acompanha o aparelho \u00e9 uma ferramenta preciosa.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>\n<ul type=\"disc\">\n<li>\n<p align=\"justify\">Pode apresentar problemas de custo-benef\u00edcio aos profissionais pouco despertos para a import\u00e2ncia da medi\u00e7\u00e3o da ferida.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p align=\"justify\">M\u00e9todo ainda pouco disseminado.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Todas estas quest\u00f5es assumem uma import\u00e2ncia elevada, em virtude de poderem influenciar, positiva ou negativamente, a escolha da forma de tratamento a implementar, e as avalia\u00e7\u00f5es subsequentes da decis\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade. Quando perante feridas que assumam formas geom\u00e9tricas diferentes do quadrado, rect\u00e2ngulo ou c\u00edrculo, as diferen\u00e7as entre os m\u00e9todos s\u00e3o demasiado not\u00f3rias, com uma sobrevaloriza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea. Por exemplo, quando usando o m\u00e9todo de comprimento X largura (Foto n\u00ba 3), perante uma forma em L, verificou-se uma \u00e1rea real de 226,3 cm<sup>2<\/sup>, ao passo que o m\u00e9todo de comprimento X largura apresenta uma \u00e1rea 220% superior ao real.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tamb\u00e9m em \u00falceras de press\u00e3o com formato aproximado da forma el\u00edptica (Foto n\u00ba 4), no nosso servi\u00e7o, verificaram-se diferen\u00e7as entre 7 a 3 cm<sup>2<\/sup>, em desfavor para com o m\u00e9todo do comprimento X largura. Quanto \u00e0 fotografia digital (Foto n\u00ba 5) e o m\u00e9todo de acetato, n\u00e3o fizemos qualquer compara\u00e7\u00e3o com a planimetria digital, o primeiro porque entendemos n\u00e3o existirem padr\u00f5es comparativos entre os m\u00e9todos, a menos que fossem associados outros m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o com a fotografia digital, e o segundo n\u00e3o \u00e9 pr\u00e1tica corrente no servi\u00e7o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim sendo, constatamos que o m\u00e9todo da planimetria digital port\u00e1til era fi\u00e1vel, de f\u00e1cil realiza\u00e7\u00e3o, facultando uma \u00f3ptima base de dados inform\u00e1tica para acompanhamento da evolu\u00e7\u00e3o do tratamento institu\u00eddo.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Numa \u00e9poca em que cada vez mais se avaliam resultados para medir atitudes e interven\u00e7\u00f5es, torna-se fundamental e imprescind\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o de uma ferramenta fi\u00e1vel, precisa e pr\u00e1tica. Sabendo-se que, como refere Flanagan (2003), a literatura indica que a percentagem de redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea da ferida \u00e9 um indicador importante para diferenciar entre feridas a cicatrizar e a n\u00e3o cicatrizar nas primeiras semanas de tratamento, e sabendo-se que uma redu\u00e7\u00e3o da percentagem de \u00e1rea inferior a 20-40% nas primeiras duas a tr\u00eas semanas s\u00e3o um indicador fi\u00e1vel de que a ferida n\u00e3o est\u00e1 a responder bem ao tratamento (Kantor e Margolis, 2000; Flanagan, 2003; Moore, 2005).<\/p>\n<p align=\"justify\">Enquanto se espera que a utiliza\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de escalas de avalia\u00e7\u00e3o de feridas (PUSH-vers\u00e3o portuguesa e PSST &#8211; vers\u00e3o portuguesa) (Ferreira, Gouveia, Furtado, Migu\u00e9ns, 2007), j\u00e1 validadas para Portugal, mas ainda pouco disseminadas, venha a representar uma mais valia na avalia\u00e7\u00e3o do sucesso ou insucesso dos tratamentos institu\u00eddos, estas provavelmente n\u00e3o conseguir\u00e3o substituir, para j\u00e1, outros m\u00e9todos m\u00e9tricos, cujos valores tamb\u00e9m s\u00e3o refer\u00eancia para algumas dimens\u00f5es destas escalas. Ou seja, ir\u00e1 existir sempre a necessidade de complementa\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, \u00e9 de esperar que a escolha do m\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o de feridas seja visto como um passo em frente na precis\u00e3o das avalia\u00e7\u00f5es realizadas pelos profissionais, permitindo uma avalia\u00e7\u00e3o mais acertada dos materiais utilizados, uma escolha mais acertada dos materiais a utilizar e uma melhor previs\u00e3o dos resultados a esperar obter, com melhoria da satisfa\u00e7\u00e3o dos profissionais e da qualidade de vida do paciente.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<h4 align=\"justify\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/h4>\n<p align=\"justify\">Charles, H. (1999) Avalia\u00e7\u00e3o de feridas: medi\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de uma \u00falcera na perna, Nursing, (134) 19-23<\/p>\n<p align=\"justify\">Baranosky S, Ayello E. (2005) O essencial sobre o tratamento de feridas &#8211; Princ\u00edpios pr\u00e1ticos. Lusodidacta, Loures.<\/p>\n<p align=\"justify\">Dyson, M. e colegas (2003) Wound Healing assessment using 20 MHz ultrasound and photography, Skin Research and Tecnology, 9 116-121<\/p>\n<p align=\"justify\">Dealey, C. (1991) Medi\u00e7\u00e3o de uma ferida, Nursing, (47) 38<\/p>\n<p align=\"justify\">Ferreira, P., Gouveia, J., Furtado, K., Migu\u00e9ns, C., (2007) Risco de Desenvolvimento de \u00dalceras de Press\u00e3o \u2013 Implementa\u00e7\u00e3o Nacional da Escala de Braden, Lusodidacta, Loures.<\/p>\n<p align=\"justify\">Flanagan, M. (1997) A practical framework for wound assessment 2: methods, British Journal of Nursing, 6 (1) 6-11.<\/p>\n<p align=\"justify\">Flanagan, M. (2003) Wound measurement: can it help us to monitor progression to healing, Journal of Wound Care, 12 (5) 189-194.<\/p>\n<p align=\"justify\">Gethin, G. (2006) The importance of continuous wound measuring, Wounds UK, 2 (2) 60-68.<\/p>\n<p align=\"justify\">Houghton P. E. e colegas (2000) Photographic assessment of the Appearance of Chronic Pressure and Leg Ulcers, Ostomy and Wound Management, 46 (4) 20-30.<\/p>\n<p align=\"justify\">Kantor, J., Margolis, D. J. (2000) A multicentre study of percentage change in venous leg ulcer \u00e1rea as a prognostic \u00edndex of healing at 24 weeks, British Journal of Dermatology, 142 960-964.<\/p>\n<p align=\"justify\">Moore, K. (2005) Using wound area measurement to predict and monitor response to treatment of chronic wounds, Journal of Wound Care, 229-232.<\/p>\n<p align=\"justify\">Plassmann, P., Melhuish, J. M., Harding, K. G. (1994) Methods of measuring wound size: A comparative study, Ostomy and Wound Management, 40 (7) 50-60.<\/p>\n<p align=\"justify\">Thawer, H. A. e colegas (2002) A comparison of computer-assisted and manual wound size measurement, Ostomy and Wound Management, 48 (10) 46-53.<\/p>\n<p align=\"justify\">Vowden, K. (1996) Medi\u00e7\u00e3o de Feridas, Nursing, (98) 31-34<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"center\">Foto n\u00ba 1<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1043\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image97.jpg\" alt=\"\" width=\"487\" height=\"600\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image97.jpg 487w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image97-244x300.jpg 244w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image97-341x420.jpg 341w\" sizes=\"auto, (max-width: 487px) 100vw, 487px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Foto n\u00ba 2<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1044\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image99.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"448\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image99.jpg 600w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image99-300x224.jpg 300w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image99-563x420.jpg 563w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image99-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image99-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image99-180x135.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image99-238x178.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Foto n\u00ba 3<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1045\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image101.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"451\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image101.jpg 600w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image101-300x226.jpg 300w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image101-559x420.jpg 559w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image101-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image101-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image101-180x135.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/Image101-238x178.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Foto n\u00ba 4<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1046\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/image007.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"456\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/image007.jpg 600w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/image007-300x228.jpg 300w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/image007-553x420.jpg 553w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/image007-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/image007-100x75.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Foto n\u00ba 5<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-196\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2006\/04\/image009.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"448\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A avalia\u00e7\u00e3o de feridas \u00e9 de uma import\u00e2ncia extraordin\u00e1ria para os profissionais de sa\u00fade, porque permite n\u00e3o s\u00f3 avaliar o estado inicial da ferida que ir\u00e1 iniciar tratamento, como tamb\u00e9m 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