{"id":1004,"date":"2009-01-04T04:01:10","date_gmt":"2009-01-04T04:01:10","guid":{"rendered":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/ii-congresso-reabilitar-para-a-vida\/"},"modified":"2021-05-04T09:05:30","modified_gmt":"2021-05-04T09:05:30","slug":"ii-congresso-reabilitar-para-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/ii-congresso-reabilitar-para-a-vida\/","title":{"rendered":"II Congresso Reabilitar para a Vida"},"content":{"rendered":"<p>O nosso pa\u00eds est\u00e1 muito longe da m\u00e9dia estimada pela OMS do n\u00famero de camas por cada 1000 habitantes, o que causa uma enorme perturba\u00e7\u00e3o, tendo em aten\u00e7\u00e3o que os hospitais de agudos n\u00e3o est\u00e3o preparados para este tipo de doentes.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<table border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"117\">\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-999\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/teresa.jpg\" alt=\"\" width=\"101\" height=\"135\" border=\"0\" \/><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"bottom\" width=\"327\">\n<p align=\"justify\">Teresa Pais<br \/>\nEnfermeira e colaboradora do Forumenfermagem<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Pelo 2\u00ba ano consecutivo, decorreu nos dias 27 e 28 de Novembro de 2008 o \u201cII Congresso Reabilitar para a Vida&#8221;, integrado no \u00a02\u00ba Curso de P\u00f3s-Licenciatura de Especializa\u00e7\u00e3o em Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o da Escola Superior de Sa\u00fade de Viseu. A organiza\u00e7\u00e3o do congresso prop\u00f4s-se promover a partilha de conhecimentos\/experi\u00eancias e a reflex\u00e3o sobre o contributo dos enfermeiros de reabilita\u00e7\u00e3o no processo de cuidar e na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais inclusiva.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com as altera\u00e7\u00f5es socio-demogr\u00e1ficas e de sa\u00fade, observadas na sociedade actual, verifica-se uma maior incid\u00eancia e preval\u00eancia de doen\u00e7as cr\u00f3nicas e o aumento de acidentes de via\u00e7\u00e3o e de trabalho. O que se reflecte no aumento do n\u00famero de pessoas com defici\u00eancias, incapacidades e desvantagens, que leva a elevados custos individuais, familiares, profissionais, sociais e econ\u00f3micos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"50%\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1000\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00795.jpg\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"218\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00795.jpg 290w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00795-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00795-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00795-180x135.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00795-238x178.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"50%\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1001\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00806.jpg\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"218\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00806.jpg 290w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00806-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00806-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00806-180x135.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00806-238x178.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Neste contexto, na primeira mesa, foi debatido o tema \u201cacessibilidades: dificuldades e responsabilidades\u201d, que teve in\u00edcio com a prelec\u00e7\u00e3o do Dr. Telmo Antunes, representante da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios. Aos munic\u00edpios \u00e9 imputada uma responsabilidade pol\u00edtica (pelo combate as barreiras arquitect\u00f3nicas e promo\u00e7\u00e3o das acessibilidades e inser\u00e7\u00e3o social, na aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos adaptativos) e jur\u00eddica (desde a publica\u00e7\u00e3o da Lei n.\u00ba 67\/2007, que aprova oregime da responsabilidade civil extracontratual do Estado e demais entidades p\u00fablicas, a responsabilidade por culpa presumida do Estado e demais entidades p\u00fablicas s\u00f3 pode ser afastada se for provado que n\u00e3o teve culpa). No entanto, fica uma quest\u00e3o, para a qual n\u00e3o se obteve resposta: onde come\u00e7a e acaba a responsabilidade das autarquias?<\/p>\n<p align=\"justify\">Por isso, para al\u00e9m das autarquias, todos os indiv\u00edduos da nossa sociedade devem estar envolvidos na responsabilidade social e garantir o pleno exerc\u00edcio dos direitos essenciais, das pessoas portadoras de defici\u00eancia. A Dra. N\u00eddia Menezes (docente do curso de Servi\u00e7o Social \u2013 ESTG Lamego) veio refor\u00e7ar, ent\u00e3o, a import\u00e2ncia do exerc\u00edcio cidadania e de transformar os indiv\u00edduos da nossa sociedade em cidad\u00e3os informados, cientes dos seus direitos e deveres. H\u00e1 muitos documentos jur\u00eddicos que consagram esses direitos e deveres, no entanto, em termos pr\u00e1ticos, nem sempre eles s\u00e3o aplicados e muitas indiv\u00edduos desconhecem ou n\u00e3o t\u00eam acesso a essa informa\u00e7\u00e3o. Garantir o pleno exerc\u00edcio dos direitos essenciais das pessoas portadoras de defici\u00eancia \u00e9 responsabilidade de todos n\u00f3s, no entanto, deparamo-nos com muitas limita\u00e7\u00f5es, n\u00e3o as do indiv\u00edduo portador de defici\u00eancia, mas da sociedade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Enf.\u00ba Belmiro Rocha (presidente da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o) veio refor\u00e7ar a import\u00e2ncia da Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o na sociedade actual, com o aumento da esperan\u00e7a de vida da popula\u00e7\u00e3o e com os avan\u00e7os na \u00e1rea da sa\u00fade, quer em termos tecnol\u00f3gicos, quer em recursos humanos. Nesta realidade, h\u00e1 um aumento do n\u00famero de pessoas portadoras de defici\u00eancia e a Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o ter\u00e1 que afirmar a sua presen\u00e7a na realidade portuguesa dos cuidados de sa\u00fade diferenciados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Paulo Figueiredo, um utente portador de altera\u00e7\u00f5es da mobilidade, falou da sua experi\u00eancia, das dificuldades que enfrentou, tanto a n\u00edvel das barreiras f\u00edsicas e legislativas, como a n\u00edvel financeiro.<\/p>\n<p align=\"justify\">Costuma dizer-se, que se pode aferir a humanidade de uma sociedade pelo modo como esta trata os seus deficientes.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<div align=\"center\"><center><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"50%\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1002\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00808.jpg\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"218\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00808.jpg 290w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00808-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00808-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00808-180x135.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00808-238x178.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"50%\">\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1003\" src=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00833.jpg\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"218\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00833.jpg 290w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00833-80x60.jpg 80w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00833-100x75.jpg 100w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00833-180x135.jpg 180w, https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/DSC00833-238x178.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/center><\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Em Portugal e desde o regime anterior ao 25 de Abril, tem havido uma preocupa\u00e7\u00e3o com o respeito \u00e0 pessoa portadora de defici\u00eancia, acompanhado a abertura e a democratiza\u00e7\u00e3o da sociedade portuguesa. No entanto, a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 ainda muito longe de ser exemplar, podendo-se considerar que ainda estamos muito longe dos nossos parceiros europeus. Do ponto de vista do ambulat\u00f3rio existe uma relativamente boa cobertura nacional, quer de servi\u00e7os hospitalares de Medicina F\u00edsica e Reabilita\u00e7\u00e3o, quer de cl\u00ednicas convencionadas, que se encontram relativamente apetrechados, humana e tecnicamente (com legisla\u00e7\u00e3o muito rigorosa a este respeito). Qualquer doente pode tratar-se nestes servi\u00e7os ou cl\u00ednicas a troco de taxas moderadoras acess\u00edveis (os reformados e os portadores de doen\u00e7as cr\u00f3nicas est\u00e3o isentos) e nos casos onde se justifique, pelo grau da defici\u00eancia, \u00e9 assegurado o transporte. Os servi\u00e7os de Medicina F\u00edsica e Reabilita\u00e7\u00e3o t\u00eam ainda ao seu dispor verbas para atribui\u00e7\u00e3o de ajudas t\u00e9cnicas que s\u00e3o necess\u00e1rias \u00e0 integra\u00e7\u00e3o dos deficientes.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas, no que diz respeito ao internamento em reabilita\u00e7\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente. O nosso pa\u00eds est\u00e1 muito longe da m\u00e9dia estimada pela OMS do n\u00famero de camas por cada 1000 habitantes, o que causa uma enorme perturba\u00e7\u00e3o, tendo em aten\u00e7\u00e3o que os hospitais de agudos n\u00e3o est\u00e3o preparados para este tipo de doentes. Se pensarmos no facto de o nosso pa\u00eds ser o campe\u00e3o da sinistralidade rodovi\u00e1ria e laboral, esta realidade \u00e9 particularmente grave.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para al\u00e9m disso, o sucesso de um processo de reabilita\u00e7\u00e3o est\u00e1 dependente do tempo dispendido na reabilita\u00e7\u00e3o e do r\u00e1cio enfermeiro\/utente existente nos Centros de Reabilita\u00e7\u00e3o. Um dos exemplos de sucesso frequentemente apresentado \u00e9 a medicina cubana. O segredo parece estar no tempo dispendido com cada paciente e no trabalho intensivo desenvolvido por ele, em que o utente tem o acompanhamento permanente de um enfermeiro. Assim se conseguem grandes progressos a n\u00edvel da defici\u00eancia motora.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na segunda mesa do congresso (Centros de Reabilita\u00e7\u00e3o: mitos e realidades) foi debatida realidade existente em Portugal, com o contributo da Dra. Margarida (Centro de Medicina F\u00edsica e Reabilita\u00e7\u00e3o do Sul), da Enf.\u00aa Helena Alves (Centro de Medicina de Reabilita\u00e7\u00e3o do Alcoit\u00e3o) e ainda com os testemunhos de Nuno Rei e Paulo Figueiredo, ambos utentes reabilitados num Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o em Cuba.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um contributo, tamb\u00e9m, fundamental foi o da Dra. Isabel Catarina (Psic\u00f3loga do N\u00facleo Regional de Viseu da Associa\u00e7\u00e3o Portugu\u00eas de Paralisia Cerebral), demonstrando a import\u00e2ncia do acompanhamento psicol\u00f3gico durante a reabilita\u00e7\u00e3o. A reabilita\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo lento e demoroso e os resultados n\u00e3o se alcan\u00e7am logo nas primeiras sess\u00f5es, o que desencoraja o utente a continuar a colaborar. A reabilita\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica \u00e9 um complemento importante \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica, garantindo a manuten\u00e7\u00e3o de um bem-estar psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p align=\"justify\">O processo de reabilita\u00e7\u00e3o \u00e9 complexo e demorado, exigindo muita dedica\u00e7\u00e3o e trabalhos, tanto por parte do utente como da equipa multidisciplinar (m\u00e9dicos, enfermeiros, dietistas, psic\u00f3logos, fisioterapeutas\u2026). Algumas das determinantes do processo de reabilita\u00e7\u00e3o foram abordas no congresso.<\/p>\n<p align=\"justify\">A dor (aguda ou cr\u00f3nica), abordada pela Dra. Maria Jos\u00e9 Festa (Fisiatra do HSJ Porto), \u00e9 a principal queixa apresentada pelo utente no processo de reabilita\u00e7\u00e3o e que pode levar a altera\u00e7\u00f5es do padr\u00e3o sensitivo e motor (disfun\u00e7\u00e3o). O controlo da dor \u00e9 essencial, pois, assim o utente ir\u00e1 adoptar estrat\u00e9gias para se defender da dor, como seja, a inactividade, o que prejudicar\u00e1 o processo de reabilita\u00e7\u00e3o. Quando isto acontece, a pessoa ir\u00e1 ficar desmotivada, j\u00e1 que n\u00e3o verifica qualquer evolu\u00e7\u00e3o na sua situa\u00e7\u00e3o e toda a sua vida afectiva e social (ex: desemprego) ficam afectadas. H\u00e1, assim, um ciclo de perpetua\u00e7\u00e3o, em que a dor n\u00e3o controlada afecta a reabilita\u00e7\u00e3o e a falta de resultados desmotiva o utente para colaborar na sua recupera\u00e7\u00e3o. \u00c9 essencial que se fa\u00e7a um exame completo do utente, para estabelecer as estrat\u00e9gias farmacol\u00f3gicas e n\u00e3o farmacol\u00f3gicas adequadas ao utente, adequadas a cada utente (tratamento compreensivo).<\/p>\n<p align=\"justify\">Na reabilita\u00e7\u00e3o, o aspecto nutricional \u00e9, tamb\u00e9m, muito importante, j\u00e1 que os gastos energ\u00e9ticos v\u00e3o diferindo ao logo do tempo de recupera\u00e7\u00e3o, ou seja, o metabolismo basal vai-se adaptando \u00e0s necessidades do utente. Como referiu a Dra. Isabel Marques (Dietista HST Viseu) \u00e9 necess\u00e1rio um acompanhamento peri\u00f3dico do utente, desde a fase aguda, identificando a necessidade de serem introduzidos suplementos alimentares (ex: prote\u00ednas, calorias\u2026), para uma reabilita\u00e7\u00e3o eficaz. Em casos mais graves, em que no per\u00edodo inicial o utente n\u00e3o ingere qualquer alimento (como no estudo de caso apresentado pela Dra. Isabel), deve-se introduzir a nutri\u00e7\u00e3o ent\u00e9rica logo que poss\u00edvel e haver uma transi\u00e7\u00e3o progressiva para a alimenta\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n<p align=\"justify\">A terapia pelo ozono, apesar de ser usada h\u00e1 d\u00e9cadas, tem encontrado algum cepticismo por parte da comunidade m\u00e9dica, justificado pela falta de uma base racional ou de meios de controlo adequados. Ao contr\u00e1rio do que acontece no tracto respirat\u00f3rio, quando o sangue humano est\u00e1 exposto a concentra\u00e7\u00f5es adequadas de ozono, as suas propriedades oxidantes s\u00e3o aproveitadas e n\u00e3o se verificam efeitos t\u00f3xicos de forma aguda ou cr\u00f3nica. O seu modo de ac\u00e7\u00e3o, como referiu o Dr. S\u00e9rgio Figini (Cl\u00ednica FisioMiguelArez &#8211; Portim\u00e3o), passa pelo seu efeito germicida e imuno-modelador, pela estimula\u00e7\u00e3o do metabolismo do oxig\u00e9nio, pelo poder de cicatriza\u00e7\u00e3o e pelo seu papel na circula\u00e7\u00e3o (regulador metab\u00f3lico, vasodilatador), entre outros. As suas indica\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas s\u00e3o variadas, desde a traumatologia, oncologia, pneumologia, etc.<\/p>\n<p align=\"justify\">As altera\u00e7\u00f5es ocorridas na sociedade, como o aumento da esperan\u00e7a de vida da popula\u00e7\u00e3o, a mudan\u00e7a do perfil das fam\u00edlias em cujo seio eram apoiados os mais velhos, entre outras, criaram problemas acrescidos nas respostas que tradicionalmente t\u00eam sido oferecidas (hospitais, centros de sa\u00fade e lares) e levantam desafios relativos \u00e0 necessidade de mudan\u00e7a no modelo dos cuidados prestados aos cidad\u00e3os. Para dar resposta a esta nova realidade, nasce a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados que se articula com a \u00e1rea hospitalar, os Cuidados de Sa\u00fade Prim\u00e1rios, o sector Social e com os doentes, indiv\u00edduos e fam\u00edlias, no sentido de encontrar respostas conjuntas, personalizadas, em continuidade e complementaridade.<\/p>\n<p align=\"justify\">A mesa dos cuidados continuados \u2013 um novo olhar, foi introduzida pelo Dr. Carlos Ordens (Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados), que abordou todo o funcionamento, organiza\u00e7\u00e3o e objectivos da RNCCI, como uma resposta que promove a continuidade de cuidados de forma integrada a pessoas em situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia e com perda de autonomia. A RNCCI constitui um novo modelo organizacional criado pelos Minist\u00e9rios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Sa\u00fade e \u00e9 formada por um conjunto de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, que prestam cuidados continuados de sa\u00fade e de apoio social. O modelo adoptado prop\u00f5e-se integral e integrado, multidisciplinar, inserido na comunidade, equitativo e sustent\u00e1vel, com rentabiliza\u00e7\u00e3o dos recursos e cumpridor dos princ\u00edpios da qualidade. No entanto, a resposta dada pela RNCCI \u00e9, ainda, insuficiente e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dar resposta a todas as situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Enf.\u00ba Arm\u00e9nio Cruz (Professor da ESS Coimbra), na sequ\u00eancia da anterior prelec\u00e7\u00e3o, abordou as compet\u00eancias que deve ter a RNCCI, para que os ganhos em sa\u00fade se obtenham: organiza\u00e7\u00e3o, presta\u00e7\u00e3o de cuidados diferenciados, conhecimento cient\u00edfico e investiga\u00e7\u00e3o, lideran\u00e7a e forma\u00e7\u00e3o\/ensino.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com entrada do utente para a RNCCI, o principal objectivo \u00e9, se exequ\u00edvel, a reabilita\u00e7\u00e3o da capacidade funcional, para que o regresso a casa seja poss\u00edvel. Por isso, a primeira passo \u00e9 realizar uma avalia\u00e7\u00e3o completa da pessoa dependente: capacidade funcional, risco de queda, risco de \u00falcera de press\u00e3o, estado cognitivo e dificuldades dos prestadores de cuidados informais. Depois de feita a avalia\u00e7\u00e3o, \u00e9 essencial estabelecer estrat\u00e9gias e um plano de trabalho, em que dever\u00e1 estar envolvida uma equipa multidisciplinar. Pode dizer-se que, a RNCCI constituiu uma oportunidade\/desafio para o Enfermeiro de Reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">A n\u00edvel dos Cuidados de Sa\u00fade Prim\u00e1rios, o Enfermeiro de Reabilita\u00e7\u00e3o come\u00e7a a fazer notar a sua import\u00e2ncia, no entanto, ainda h\u00e1 muito caminho para percorrer. A Enf.\u00aa Clara Lopes (Centro de Sa\u00fade Norton de Matos &#8211; Coimbra) veio transmitir a sua experi\u00eancia como enfermeira especialista em Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o nos Cuidados de Sa\u00fade Prim\u00e1rios, com a implementa\u00e7\u00e3o de projectos como: Anos de Vida com Qualidade (actividade f\u00edsica no idoso para um envelhecimento activo e saud\u00e1vel), Unidade de Reabilita\u00e7\u00e3o em Medicina Familiar (com Enfermeiro Especialista e Fisiatra). Para al\u00e9m destes projectos, este Centro de Sa\u00fade disp\u00f5e de uma Unidade de Apoio Integrado e de Apoio Domicili\u00e1rio Integrado.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Enf.\u00aa Clara Estanislau (HAJC \u2013 Cantanhede), tamb\u00e9m partilhou a sua experi\u00eancia enquanto enfermeira especialista em Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o numa Unidade de Convalescen\u00e7a, onde a sua interven\u00e7\u00e3o passa por, em conjunto com uma equipa multidisciplinar, elaborar estrat\u00e9gias e planos adequados a cada utente, que promovam a reabilita\u00e7\u00e3o e a independ\u00eancia dos utentes.<\/p>\n<p align=\"justify\">A pr\u00e1tica de desportiva acarreta, muitas vezes, les\u00f5es intr\u00ednsecas \u00e0s exig\u00eancias do gesto t\u00e9cnico dominante e \u00e0s caracter\u00edsticas do desporto. As incapacidades resultantes comportam elevados gastos, comprometendo diversos tipos de desempenho e assumindo-se cada vez mais como um problema de sa\u00fade p\u00fablica. Prevenir a les\u00e3o \u00e9 essencial, adoptando comportamentos e atitudes adequadas a cada desporto. Reabilitar \u00e9 o segundo passo, quando n\u00e3o se consegue evitar a les\u00e3o. A reabilita\u00e7\u00e3o da patologia traum\u00e1tica do osso e da articula\u00e7\u00e3o come\u00e7a pela obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o para caracterizar o tipo de les\u00e3o e, seguidamente, ir\u00e1 estabelecer-se uma abordagem diagn\u00f3stica e um programa terap\u00eautico, com o aux\u00edlio de crit\u00e9rios de evid\u00eancia e adequa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">A les\u00e3o mais comum no meio desportivo \u00e9 a que envolve a articula\u00e7\u00e3o t\u00edbio-t\u00e1rsica. Por isso, \u00e9 essencial um conhecimento aprofundado da anatomo-fisiologia e dos movimentos desta articula\u00e7\u00e3o, tendo sido esta a tem\u00e1tica abordada pelo Dr. Pedro Figueiredo (Fisiatra HUC) na sua prelec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Seguidamente, o Dr. Jo\u00e3o Branco (Fisiatra HUC), introduziu a entorse da articula\u00e7\u00e3o t\u00edbio-t\u00e1rsica (tornozelo), a mais frequente de todas as entorses, e surge quando um ou mais ligamentos na parte externa sofre distens\u00e3o ou ruptura. Se n\u00e3o for tratada convenientemente, poder\u00e1 resultar em incapacidades permanentes para o atleta. A entorse pode ocorrer por invers\u00e3o (a mais comum), evers\u00e3o ou por les\u00e3o da sindesmose e pode ser classificada em grau I, II\u00a0 ou III, dependendo de quantos ligamentos est\u00e3o lesionados.<\/p>\n<p align=\"justify\">A preven\u00e7\u00e3o destas les\u00f5es passa pela adop\u00e7\u00e3o de algumas medidas fundamentais, nomeadamente no desporto de competi\u00e7\u00e3o, as quais foram abordadas pelo Enf.\u00ba Ant\u00f3nio Fonseca (Especialista em Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o da Selec\u00e7\u00e3o Nacional de Futsal) na sua prelec\u00e7\u00e3o, e passam pela:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul type=\"disc\">\n<li>Utiliza\u00e7\u00e3o de cal\u00e7ado adaptado ao atleta, \u00e0 modalidade e ao tipo de solo, sendo uma regra fundamental, n\u00e3o estrear um cal\u00e7ado numa competi\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 de haver uma adapta\u00e7\u00e3o pr\u00e9via;<\/li>\n<li>Utiliza\u00e7\u00e3o de ortoteses, ligaduras funcionais preventivas;<\/li>\n<li>Evitar o ataque ao solo numa atitude viciosa;<\/li>\n<li>Podologia;<\/li>\n<li>Exame podosc\u00f3pico;<\/li>\n<li>Electro podografia din\u00e2mica.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Para al\u00e9m disto, passa pela adop\u00e7\u00e3o de programas espec\u00edficos para cada modalidade, de acordo com a biomec\u00e2nica de cada gesto desportivo.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Quando a les\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 instalada, inicia-se a reabilita\u00e7\u00e3o que passa pela adop\u00e7\u00e3o de esquemas terap\u00eauticos adequados a cada fase da les\u00e3o. Assim, na fase aguda, h\u00e1 tr\u00eas objectivos essenciais: proteger a integridade articular, controlar a resposta inflamat\u00f3ria e controlar a dor, edema e espasmos. Passando a uma fase sub-aguda o objectivo principal \u00e9 facilitar e estimular a regenera\u00e7\u00e3o tecidular. Numa fase posterior (cr\u00f3nica) vai-se iniciar uma progress\u00e3o funcional das actividades em cadeia cin\u00e9tica fechada. Finalmente, come\u00e7am-se um esquema de exerc\u00edcios, para preparar o atleta para o rein\u00edcio da actividade f\u00edsica.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">As les\u00f5es mal curadas t\u00eam, muitas vezes, consequ\u00eancias irrevers\u00edveis. Como referiu o Enf.\u00ba Andr\u00e9 Pires (Especialista em Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o da Selec\u00e7\u00e3o Nacional de H\u00f3quei em Patins), \u00e9 importante uma boa regenera\u00e7\u00e3o, com um tempo de recupera\u00e7\u00e3o e tratamento adequado ao tipo de les\u00e3o, extens\u00e3o, gravidade e localiza\u00e7\u00e3o da les\u00e3o e ao modelo de tratamento adoptado (conservador, cir\u00fargico e outros m\u00e9todos). Mas acima de tudo, \u00e9 importante que, inicialmente, se fa\u00e7a um diagn\u00f3stico correcto, de modo a estabelecer um correcto plano de reabilita\u00e7\u00e3o. Um bom plano de reabilita\u00e7\u00e3o, que seja cumprido em todas as suas etapas, \u00e9 o primeiro passo para o tratamento completo da les\u00e3o e para evitar recidivas da les\u00e3o, no entanto, outras estrat\u00e9gias preventivas dever\u00e3o ser adoptadas, para que tal n\u00e3o aconte\u00e7a.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">Os enfermeiros de reabilita\u00e7\u00e3o devem empenhar-se num desenvolvimento global, apostando num maior e variado n\u00famero de conhecimentos, capacidades e compet\u00eancias cient\u00edficas, t\u00e9cnicas, relacionais e culturais, relacionados com as pr\u00e1ticas de cuidados de sa\u00fade. Devem estar integrados em equipas multidisciplinares, oferecendo um conjunto cont\u00ednuo de cuidados segundo uma abordagem hol\u00edstica, passando pelas necessidades de auto-cuidado, independ\u00eancia funcional, auto-estima e bem-estar.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">Paralelamente ao congresso decorreram workshops, que tiveram grande ades\u00e3o: massagem terap\u00eautica desportiva, resultados da acupuntura na reabilita\u00e7\u00e3o, cinesiterapia respirat\u00f3ria e quiropatia.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">CONSULTAR:\n<\/p>\n<ul>\n<li>Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Reabilita\u00e7\u00e3o\n<ul type=\"disc\">\n<li><a href=\"http:\/\/apenfreabilitacao.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/apenfreabilitacao.blogspot.com<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>O mundo de figas \u2013 Paulo Figueiredo\n<ul type=\"disc\">\n<li><a href=\"http:\/\/paulofigas.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/paulofigas.blogspot.com<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ynQ6uExSDCQ&amp;eurl=http:\/\/paulofigas.blogspot.com\/2008\/01\/bem-vou-contar-minha-histria.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ynQ6uExSDCQ&amp;eurl=http:\/\/paulofigas.blogspot.com\/2008\/01\/bem-vou-contar-minha-histria.html<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Terapia pelo Ozono\n<ul type=\"disc\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.fisiomiguelarez.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.fisiomiguelarez.pt<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Rede Nacional dos Cuidados Continuados Integrados (RNCCI)\n<ul type=\"disc\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.rncci.min-saude.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.rncci.min-saude.pt<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Les\u00f5es desportivas\n<ul type=\"disc\">\n<li><a href=\"http:\/\/lesoesdesportivas.blogs.sapo.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/lesoesdesportivas.blogs.sapo.pt<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Instituto Nacional para a Reabilita\u00e7\u00e3o\n<ul type=\"disc\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.inr.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.inr.pt<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"justify\">BIBLIOGRAFIA:\n<\/p>\n<p>MONTEIRO, Eva; MOUTINHO, Carlos &#8211; Aplica\u00e7\u00f5es do ozono. Publicado a 25 de Dezembro de 2005 [consultado a 7 de Dezembro de 2008]. Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.ff.up.pt\/toxicologia\/monografias\/ano0506\/ozono\/utiliz.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http:\/\/www.ff.up.pt\/toxicologia\/monografias\/ano0506\/ozono\/utiliz.htm<\/a>&gt;<\/p>\n<p>UEMS &#8211; White book on physical and rehabilitation medicine in europe. Publicado a Setembro de 2006 [consultado a 7 de Dezembro de 2008]. Dispon\u00edvel em &lt;URL: <a href=\"http:\/\/w+ww.leeds.ac.uk\/medicine\/rehabmed\/PDF+papers\/White+book.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> http<\/a><a href=\"http:\/\/w+ww.leeds.ac.uk\/medicine\/rehabmed\/PDF+papers\/White+book.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">:\/\/www.leeds.ac.uk\/medicine\/rehabmed\/PDF%20papers\/White%20book.pdf<\/a>&gt;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nosso pa\u00eds est\u00e1 muito longe da m\u00e9dia estimada pela OMS do n\u00famero de camas por cada 1000 habitantes, o que causa uma enorme perturba\u00e7\u00e3o, tendo em aten\u00e7\u00e3o que os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":998,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[235,121,574,131],"class_list":["post-1004","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estive-la","tag-cuidados-continuados","tag-dor","tag-mobilidade","tag-reabilitacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1004"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1004\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2635,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1004\/revisions\/2635"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/998"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/forumenfermagem.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}